Impactos Ambientais causados em decorrência do rompimento da Barragem Camará no município de Alagoa Grande, PB

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Impactos Ambientais causados em decorrência do rompimento da Barragem Camará no município de Alagoa Grande, PB"

Transcrição

1 REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN Volume 6- Número 1-1º Semestre 2006 Impactos Ambientais causados em decorrência do rompimento da Barragem Camará no município de Alagoa Grande, PB Marina Medeiros de Araújo Silva 1, Maria Jaislanny Lacerda e Medeiros 2, Pollyana Karla da Silva 3 Mônica Maria Pereira da Silva 4 RESUMO Os impactos ambientais negativos têm aumentado de maneira intensa, provocando a destruição dos ecossistemas. Impactos ambientais são alterações do meio ambiente, causados por atividades humanas, que afetam a saúde, segurança, bem estar da população, atividades socioeconômicas, condições estéticas e sanitárias do meio ambiente. Esta pesquisa teve como principal objetivo identificar os impactos ambientais causados em decorrência do rompimento da Barragem de Camará no município de Alagoa Grande / PB. Trata-se de uma pesquisa exploratória, realizada no período de setembro/2004 a junho/2005. Os dados foram coletados por meio de análise de fotografias, observação direta e entrevista semi-estruturada. Os dados foram analisados de forma quantitativa e qualitativa através da triangulação. O rompimento da Barragem de Camará, devido a falhas em sua construção, trouxe diversos impactos negativos, como: perda de bens materiais, de imóveis, do patrimônio público, da reserva hídrica, a morte de animais e de seres humanos, desequilíbrios emocionais, econômicos, ecológicos e agrícolas; e como impacto positivo, a solidariedade. Várias espécies animais e vegetais foram afetadas. Os setores mais atingidos pelo desequilíbrio econômico foram o comércio e a agricultura. Os impactos culturais foram a destruição da biblioteca e de algumas escolas municipais e prédios. Os impactos negativos causados requerem a urgência do pagamento das indenizações à população atingida, visando a reconstrução da cidade e amenização do trauma psicológico. É preciso motivar a realização de Educação Ambiental no município, no sentido de fomentar mudanças e resgate da auto-estima. Palavras-chave: Barragem Camará, destruição, impactos ambientais. ABSTRACT The negative ambient impacts have increased in intense way, provoking the destruction of ecosystems. Ambient impacts are alterations of the environment, caused for human activities, affecting health, security, well-being of the population, socioeconomics activities, health and sanitary conditions of the environment. This research had as main objective identify the ambient impacts result of the disruption of the Camará s Barrage in the city of Alagoa Grande / PB. An exploratory research was realized through the period of setembro/2004 junho/2005. The data had been collected by photograph analysis, direct observation and interviews. The data had been analyzed of quantitative and qualitative form through the triangulation. The disruption of the Camará s Barrage, by the constructions error, brought diverse negative impacts, as: loss of material goods, loss of properties, of the common wealth, of the hydro reserve, the death of animals and human beings, emotional, economic, ecological and agricultural disequilibrium; and as a positive impact, solidarity. Some animal and vegetal species had been affected. The sectors more reached by the economic disequilibrium had been the commercial and agriculture. The cultural impacts had been the destruction of the library and some municipal schools and building. The negative impacts 20

2 require the immediately payment of the indemnities to the reached population, aiming the reconstruction of the city and amortizing psychological trauma. It s necessary to motivate the Ambient Education in the city, in the direction to promote changes and rescue it s self-esteem. Keywords: Camará barrage, destruction, ambient impacts. 1. INTRODUÇÃO O modelo de desenvolvimento econômico vigente aliado ao crescimento exponencial da populacional e a falta de Educação Ambiental têm gerado rupturas ecológicas que ameaçam a capacidade de suporte do planeta. Dentre as rupturas ecológicas, destacam-se os impactos ambientais negativos decorrentes da construção de Barragens, as quais visam, em especial o fornecimento de água potável aos seres humanos. De acordo com Rocha (1999) o desequilíbrio ambiental torna-se evidente através dos recursos naturais renováveis, pois além de se tornarem poluídos, vão exaurindo-se a ponto de atingirem níveis críticos, como é o caso da ausência de fauna e flora em inúmeras regiões do Brasil, com destaque para certas áreas do Nordeste, onde o recurso água se torna cada vez mais problemático. Tundisi (2003) destaca que o desenvolvimento dos recursos hídricos não pode se dissociar da conservação ambiental, já que na essência envolve a sustentabilidade do ser humano no meio natural. Segundo Silva (1989), a situação de degradação e poluição vem cada vez mais perturbando e despertando a atenção das comunidades atingidas. Isto chama a atenção do mundo e exige que a sociedade como um todo tenha uma ação racional, planejada e enérgica para coibir as agressões e destruições causadas pelos seres humanos ao meio ambiente, e desperte para o desenvolvimento sustentável. Sachs (1994) afirma que embora reconhecendo a complexidade e gravidade dos desafios sociais e ambientais, com os quais a humanidade se depara, tanto o Relatório Founex como a Declaração de Estocolmo de 1972 e a Declaração de Cocoyoc de 1974 transmitiram uma mensagem de esperança sobre a necessidade e a possibilidade de se projetar e implementar estratégias ambientalmente adequadas, visando a promoção de uma forma de desenvolvimento sócio-econômico eqüitativo, ou ecodesenvolvimento, uma expressão que foi mais tarde rebatizada pelos pesquisadores anglo saxões como desenvolvimento sustentável. E seminários subseqüentes sobre estilos alternativos de desenvolvimento seguiram esta linha de raciocínio, encontrando eco no Relatório de Bruntland (WCED, 1987), o que motivou a convocação da Conferência das Nações Unidas Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, também denominada de Eco/92. De acordo com o Relatório Bruntland (WCED, 1987), o desenvolvimento sustentável é aquele que satisfaz as necessidades atuais sem sacrificar a habilidade do futuro de satisfazer as suas. O que fomenta a busca de integração sistêmica entre diferentes níveis de vida social, entre a exploração dos recursos ambientais, a tecnologia em mudança social. Por conseguinte, o novo modelo de desenvolvimento sugerido em debates internacionais impõe entre outros aspectos, a prevenção e/ou minimização de impactos ambientais. De acordo com o Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA (BRASIL, 1983) impacto ambiental é qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante de atividades humanas que direta ou indiretamente afetam: a saúde, a segurança e o bem estar da população; as atividades sociais e econômicas; as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente e a qualidade dos recursos ambientais. A fim de evitar os desequilíbrios ambientais foram criados o Estudo de Impacto Ambiental EIA e o Relatório de Impacto Ambiental - RIMA. Conforme a Central Única dos Trabalhadores - CUT (2000) existe a lei 3168/88 que obriga a realização do EIA e do RIMA para as atividades potencialmente lesivas 21

3 ao meio ambiente, faltam porém o compromisso e a responsabilidade para coloca-la em prática. Para Santos (1998) o EIA resulta geralmente numa avaliação que interpreta e analisa os efeitos resultantes das alterações causadas por um projeto ou sobre a saúde e bem estar do ser humano, prevenindo ou minimizando a deterioração da qualidade ambiental da região afetada. Essa avaliação é discutida a partir da relação entre ações do empreendimento e seus efeitos sobre o contexto físico, biológico, sócio-econômico, político, administrativo, ético e humano da região atingida. O RIMA por sua vez, consiste de um relatório que reflete todas as conclusões apresentadas no EIA. Ele deve ser apresentado de forma objetiva adequada a sua compreensão. As informações devem ser traduzidas em linguagem acessível, ilustradas por mapas, cartas e quadros, gráficos e demais técnicas de comunicação visual, de modo que, haja entendimento das vantagens e desvantagens do projeto, bem como as conseqüências ambientais de sua implementação. É imprescindível que o EIA seja feito por vários profissionais, de diferentes áreas, trabalhando em conjunto. Esta visão multidisciplinar é rica, para que o estudo seja feito de forma completa e de maneira competente, de forma a sanar todas possíveis dúvidas e problemas. Dependerá da elaboração do EIA e respectivo RIMA, a serem submetidos à aprovação do órgão estadual competente, e do IBAMA, em caráter supletivo, o licenciamento de atividades modificadoras do meio ambiente como: obras hidráulicas para a exploração de recursos hídricos, a exemplo da Barragem de Camará, construída no município de Alagoa Nova / PB. O projeto, juntamente com o EIA e RIMA, devem ser submetidos a amplo debate com a população do local do empreendimento, em audiências públicas. Todas as perguntas devem ser adequadamente respondidas. Após as audiências, a comunidade tem direito de exigir alterações, medidas compensatórias pelos impactos que irá causar ou, até mesmo, rejeitar o projeto (CUT, 2000). Segundo a resolução CONAMA nº 237 (BRASIL, 1997) o licenciamento ambiental compreende o procedimento administrativo, pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetivas ou potencialmente poluidoras ou daquelas que de alguma forma, possam causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso. Entretanto, este trabalho não irá resolver todos os problemas de destruição e devastação da natureza, mas, quando bem utilizado, poderá ser um instrumento precioso na avaliação prévia daquilo que resultará o projeto sobre o ponto de vista ambiental. Diante desses fatos, tornou-se necessário a análise dos impactos ambientais provocados em decorrência do rompimento da Barragem de Camará no município de Alagoa Grande / PB. Em junho de 2000, iniciou-se a construção desta barragem no município de Alagoa Nova / PB, sendo inaugurada em março de 2002, com capacidade de armazenar mais de 26 mil metros cúbicos de água, numa área de aproximadamente 160 hectares, tendo por finalidade acumular água para abastecer os municípios vizinhos no período de seca. Todavia, falhas em sua construção, ocasionaram em junho de 2004 o rompimento da ombreira esquerda que comportava apenas 60% do seu total. (Jornal da Paraíba, 22 de outubro de 2004) O escoamento de grande volume de água provocou a inundação do município de Alagoa Grande / PB, sendo considerada uma verdadeira catástrofe. De acordo com Steiger, citado por Milaré e Benjamim (1994), catástrofe é um acontecimento extraordinário, incontrolado e extremo, que requer uma ação urgente para combatê-lo ou minimizar os seus efeitos desastrosos ou muito perigosos para a população, os bens e propriedades e/ou o ambiente natural ou construído, manifestando-se subitamente ou se desenvolvendo com certa velocidade. Esta pesquisa teve como escopo, identificar os impactos ambientais causados em decorrência do rompimento da Barragem de Camará no município de Alagoa Grande / PB; assim como: verificar de que ordem foram os impactos causados pelo rompimento desta barragem; observar os impactos sociais que 22

4 mais prejudicaram a população; averiguar os setores mais atingidos pelo desequilíbrio econômico e, analisar se ocorreram impactos de ordem cultural e religiosa. Diante dos problemas da destruição do meio ambiente, causados pelo rompimento da Barragem de Camará no município de Alagoa Grande / PB, tornou-se perceptível a necessidade de realizar um levantamento dos impactos causados e de que forma estes comprometeram a comunidade em relação aos fatores ambientais, sociais e econômicos. 2. METODOLOGIA: 2.1. CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA: De acordo com Gil (1991) a classificação da pesquisa, tem como base os objetivos gerais. No caso deste trabalho, tratase de uma pesquisa exploratória, que faz uso de levantamento bibliográfico, entrevistas e análise de exemplos que estimulem a compreensão, em busca de tornar o problema mais explícito ou visando a construção de hipóteses. Possibilitando assim, uma variação dos fatos estudados. O presente trabalho foi realizado no município de Alagoa Grande, situada no brejo paraibano, com 333,7 km 2 de área, a 111 km da capital, 60km de Campina Grande e a 143 metros do nível do mar. Possui clima quente e úmido (20 a 30 C) e uma população de habitantes (IBGE, 2000), sendo na zona rural e na zona urbana, com mulheres e homens. Alagoa Grande conseguiu sua emancipação política em 26 de julho de Em 1º de julho de 1901 foi inaugurada a Estrada de Ferro Grande Oeste, fator determinante de um novo tempo para a economia alagoagrandense. Segundo Freire (2002) o setor econômico alagoagrandense que tinha o algodão (responsável direto pela expansão ferroviária no Nordeste) como seu principal esteio, experimentou ainda na primeira metade do primeiro decênio do século XX, um rápido crescimento. As exportações para a indústria têxtil da Inglaterra eram uma realidade crescente. Além do algodão, outras fontes de importância na economia de Alagoa Grande foram o desenvolvimento do agave, o plantio da cana-de-açúcar e a pecuária. Atualmente, esse município tem por meio de subsistência a agricultura e o comércio. Esta cidade é uma ótima opção turística, possuindo um potencial para o ecoturismo e principalmente para o turismo histórico. Sua contribuição histórica cultural foi de grande importância por ter sido o berço de paraibanos ilustres, como a sindicalista Margarida Maria Alves, o cantor e compositor Jackson do pandeiro, Oswaldo Trigueiro, embaixador na Indonésia, governador, escritor e historiador, entre outros INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS: Os instrumentos utilizados na coleta de dados foram imagens fotográficas e história oral através de entrevistas semi-estruturada. O trabalho foi desenvolvido no período de setembro de 2004 a junho de As entrevistas foram realizadas junto à população dividida em três áreas, de acordo com a proximidade da Barragem de Câmara: área urbana, situada a aproximadamente 30 km da Barragem de Câmara; área intermediária, localizada a aproximadamente 27 km e área rural situada a aproximadamente 23 km da Barragem. Nas duas últimas áreas, o roteiro da entrevista precisou ser modificado, pois os entrevistados não tinham o domínio da lingüística. Foram entrevistadas dezoito pessoas, divididas igualmente entre as três áreas já citadas, sendo doze do sexo masculino e seis do sexo feminino, conforme mostra o Gráfico 1.0. Do total entrevistado, quatro eram jovens (10 19 anos), dez adultos (20 59 anos) e quatro idosos (mais de 60 anos). 23

5 Número de pessoas Jovem (0-19 anos) Adulto (20-59 anos) Idoso (> 60 anos) Faixa etária GRÁFICO Número de entrevistados por sexo e faixa etária Masculino Feminino 2.3. ANÁLISE DOS DADOS: Os dados foram analisados de forma qualitativa e quantitativa, por meio do método da triangulação. De acordo com Thiollent (1998) a triangulação consiste em quantificar e desenvolver os dados obtidos. 3. RESUTADOS E DISCUSSÃO: 3.1. IMPACTOS NEGATIVOS CAUSADOS EM DECORRÊNCIA DO ROMPIMENTO DA BARRAGEM DE CAMARÁ NO MUNICÍPIO DE ALAGOA GRANDE / PB: De acordo com os dados coletados, o rompimento da Barragem de Camará / PB significou a maior tragédia do município de Alagoa Grande / PB; e decorreu conforme o público pesquisado da negligência dos governantes. A tragédia é evidenciada através dos impactos negativos apontados pelo público estudado. Os dados expostos na Tabela 1.0 mostram que os impactos negativos provocaram prejuízos de diversas ordens. Tabela 1: IMPACTOS NEGATIVOS APONTADOS PELA POPULAÇÃO IMPACTOS PERCENTUAL (%) PERDA DE BENS MATERIAIS 22, 2 PERDA DE IMÓVEIS 14,8 AGRICULTURA 13,0 PSICOLÓGICO 13,0 ECONOMIA 13,0 ECOLÓGICO 11,1 PATRIMÔNIO PÚBLICO 7,4 MORTE DE SERES HUMANOS 3,7 PERDA DE RESERVA HÍDRICA 1,8 TOTAL 100 Analisando os dados enunciados na Tabela 1.0, verificamos que entre os impactos negativos citados, destacam-se a perda de bens materiais, perdas de culturas agrícolas, danos psicológicos e prejuízos econômicos. Os entrevistados relatam que a população em geral, sofreu um trauma psicológico, em decorrência da perda de parentes, amigos e de bens materiais importantes para a segurança e manutenção, tais como: veículos, móveis e utensílios domésticos, roupas, alimentos, medicamentos, recordações como fotos e fitas VHS, entre outros objetos. Destacaram ainda a perda de imóveis, deixando centenas de famílias desabrigadas. Estes dados 24

6 são ressaltados por meio das frases dos entrevistados. Foram atingidas cerca de 900 casas, onde 168 ficaram completamente destruídas, 345 parcialmente destruídas e, o restante foi apenas danificado. Outra perda de grande proporção foi a destruição, quase total (cerca de 80%), da metalúrgica GEKAKE (97,70 metros de comprimento). As conseqüências de ordem psicológica afetaram a saúde de muitos munícipes e até provocaram a morte de pessoas, as quais não suportaram a carga emocional. No que diz respeito à agricultura houve destruição de muitas plantações, inclusive de subsistência: milho, macaxeira, feijão, árvores frutíferas, hortas, maxixe, batata e capim; ocasionando prejuízos financeiros, ambientais e sociais, acelerando dessa forma, a problemática da fome no município. Ao que se refere aos impactos econômicos, estes estão relacionados principalmente à destruição total e parcial das casas comerciais, principalmente porque o rompimento da barragem aconteceu no segundo mês mais lucrativo do ano, junho de 2004, acarretando a queda nas vendas, perda de estoque e em alguns casos, a paralisação do comércio até 72 dias após o acidente. Ao que tange os impactos ecológicos, os pesquisados destacam o fenômeno do assoreamento devido à erosão, desencadeada também pela ausência de mata ciliar. Elas citam ainda o alargamento da margem do rio, aumentando, por conseguinte a área de destruição. Antes o curso do rio era uma reta, e agora se tornou em forma de Y, com a outra parte dentro da cidade. Desse modo, qualquer volume significativo de água (chuvas) será capaz de inundar a cidade. Outro aspecto citado foi que boa parte da fauna e da flora foi destruída, modificando totalmente a paisagem natural. As culturas agrícolas viraram bancos de areia e tornaram-se imprestáveis ao consumo. Muitos animais foram levados pela enxurrada, alguns conseguiram sobreviver, mas, a grande maioria não resistiu, tais como: vacas, cavalos, jumentos, galinhas, papagaios, gatos, cachorros e até mesmo algumas criações de peixes. Foi apontada perda relacionada ao patrimônio público, devido à acentuada destruição da infra-estrutura do município, atingindo galerias pluviais, esgotos, pavimentação, praças, postos de saúde, muros de contenção, pontes, prefeitura e ainda alguns impactos culturais, como a destruição da biblioteca e de algumas escolas municipais, prejuízos econômicos incalculáveis. A morte de cinco pessoas marcou ainda mais a tragédia, das quais quatro eram idosos, o que pode ter dificultado a locomoção e fuga. Outro impacto negativo mencionado foi a perda da reserva hídrica, pois a Barragem de Camará tinha por finalidade abastecer Alagoa Grande e municípios vizinhos no período de estiagem. Na realidade, a tragédia de Camará, violentamente interrompeu o lento processo de desenvolvimento do município, que nos últimos anos obteve avanços através da implantação de energia elétrica a toda zona rural, ampliação das redes municipal e estadual de ensino, oferta de água na zona urbana; pavimentação das ruas e, recuperação do comércio varejista, o qual teve um declínio nas décadas de 60 e 70. A população vivia uma rotina comum, típica das cidades do interior paraibano. Na economia, o comércio mantinha suas vendas equilibradas, com uma maior lucratividade nos meses de junho e dezembro. Atualmente, Alagoa Grande ainda está atônita pelos choques humano, econômico e social sofridos pelos efeitos da tragédia das águas de Camará. Como esta catástrofe ocorreu no segundo mês mais lucrativo do ano, junho/2004, houve uma abrupta queda nas vendas, além da perda dos estoques e de bens materiais. A cidade foi atingida tanto direta como indiretamente, gerando uma transformação da paisagem urbana e rural, do ponto de vista geográfico e humano. Os habitantes sofreram um grande abalo psicológico e, muitos perderam a auto-estima. É evidente que esse quadro já foi em parte amenizado, devido à solidariedade da população local e de boa parte da população paraibana e de outros estados, que ajudaram através de doações. No entanto, há um grande caminho a percorrer na recuperação econômica, tanto rural como urbana. Os estragos foram enormes nos 25

7 333,7 km 2 do município, sendo que a zona rural foi afetada em sua área mais fértil. Alguns destes impactos podem ser vistos através das Figuras de 01 a 06: FIGURA 01: Barragem de Camará rompida FIGURA 02: Destruição da Metalúrgica FIGURA 03: Alargamento da margem do rio FIGURA 04: Casa totalmente destruída FIGURA 05: Destruição do Comércio FIGURA 06: Perda de bens materiais 26

8 3.2. IMPACTOS POSITIVOS CAUSADOS EM DECORRÊNCIA DO ROMPIMENTO DA BARRAGEM DE CAMARÁ NO MUNICÍPIO DE ALAGOA GRANDE / PB: A solidariedade, laço ou vínculo recíproco de pessoas ou coisas independentes foi o único impacto positivo destacado pela grande maioria dos entrevistados. As ajudas que vieram não só da população local, como também de boa parte da população paraibana, de outros estados brasileiros e até mesmo de outros países, representados por meio de alimentos, roupas, colchões, medicamentos, cobertores, calçados, água potável, entre outros. Uma outra demonstração de solidariedade foi o fato de muitas pessoas ao saberem do rompimento, saírem às ruas avisando a população, no sentido de evitar maiores danos, através de vários meios de comunicação (carros de som, telefone, rádio). Proporcionalmente ao que foi perdido, o rompimento da Barragem de Camará não trouxe nada de positivo, principalmente em relação a alguma proporcionar impulso ao crescimento e desenvolvimento do município de Alagoa Grande / PB REALIDADE SOCIAL NO MUNICÍPIO DE ALAGOA GRANDE / PB, APÓS O ROMPIMENTO DA BARRAGEM DE CAMARÁ: Entre os 18 entrevistados, apenas quatro não foram atingidos diretamente pelo rompimento da Barragem de Camará, e quatorze tiveram diversas perdas, representadas através dos dados enunciados na Tabela 2.0: Tabela 2: PERCENTUAL DE PERDAS DOS ENTREVISTADOS ATINGIDOS DIRETAMENTE PELO ROMPIMENTO DA BARRAGEM DE CAMARÁ PERDAS PERCENTUAL (%) CASA 21,4 COMÉRCIO 28,5 PLANTACÃO 28,5 ANIMAL 35,7 BENS MATERIAIS 92,8 Observando os dados demonstrados na Tabela 2.0, averiguamos que as perdas materiais foram predominantes, tais como: veículos, móveis e utensílios domésticos, roupas, alimentos, medicamentos, recordações, além da morte de animais (vacas, cavalos, jumentos, galinhas, cachorros, papagaios, gatos e peixes); plantações (árvores frutíferas, milho, macaxeira, feijão, hortas, maxixe, batata e capim); perdas no comércio (total da farmácia e da livraria, e parcial do supermercado e da loja de confecções e calçados); e ainda perda total de suas casas. Estas perdas propiciaram diversas mudanças na realidade social do município. Inicialmente, a população contou com a ajuda dos governos municipal, estadual e federal. O Governo Municipal participou ativamente do alerta à população, policiamento, ações emergenciais, tais como: abrigo para a população, alimentos, colchões, assistência social, medicamentos e cadastramento das famílias. O Governo Estadual prestou grande assistência através das Secretarias de Infraestrutura, de Ação Social, da Agricultura e da Saúde, e também providenciou pela Secretaria de Finanças, o pagamento da primeira parcela das indenizações, recebida por todos os entrevistados. Houve também o envio do Corpo de Bombeiros, da polícia Militar, além da participação da população para a realização da limpeza da cidade e remoção das famílias para os abrigos. Quanto às indenizações, os comerciantes receberam apenas 40% do valor total, e segundo uma das entrevistadas, não houve por parte do governo estadual a isenção de impostos, apenas uma flexibilização no pagamento. Os entrevistados que perderam totalmente suas casas, foram de imediato levados para abrigos improvisados (escolas) e, posteriormente, foram para casas alugadas pelo governo. 27

9 A maioria recebeu apenas a primeira parcela das indenizações, que correspondeu à R$ 1.060,00, para reconstrução de suas casas; apenas um dos entrevistados recebeu totalmente o pagamento da indenização. O governo Federal prestou assistência através do envio de tropas do exército, no fornecimento de carros-pipa, cestas básicas e medicamentos, que não foram suficientes, em vista da dimensão da tragédia. Segundo o Jornal da Paraíba (19 de outubro de 2004) Todos os recursos aplicados até o momento por conta da tragédia de Camará são de responsabilidade exclusiva do governo da Paraíba, já que o governo federal ainda não liberou a verba prometida para os municípios atingidos pelas águas da barragem. Alagoa Grande tem que continuar reivindicando para que não seja esquecida, já que o impacto e a comoção social em níveis local, estadual e nacional passaram. Atualmente, as vítimas de Camará aguardam o pagamento do restante das indenizações prometidas. Inclusive, nem mesmo as cestas básicas estão sendo fornecidas, as quais tiveram seu envio suspenso desde o início de outubro de A este respeito, Freire (2000) afirma que o conhecimento e a recordação de tantos fatos, passagens e personagens havidos em Alagoa Grande/PB, sirvam para despertar nos que ainda estão adormecidas, as consciências de que a nossa pátria primeira é Alagoa Grande, e assim, juntarmos esforços, valorizando o que passou, o que de bom do passado restou e o que de positivo se construiu nos últimos tempos, para encontrarmos condições de recuperar a violenta queda sofrida no campo econômico, causadora de tantos prejuízos trazidos para a comunidade alagoagrandense e para o desenvolvimento do município. como esta, tinha por objetivo armazenar água para abastecer Alagoa Grande e outros municípios vizinhos, e não ser rompida num pequeno espaço de tempo (pouco mais de dois anos), trazendo diversos problemas para a população atingida. Este fato foi o segundo ocorrido em todo mundo, sendo o primeiro ocorrido no Japão, afirma um dos entrevistados. Segundo Tundisi (2003) a construção de reservatórios representa uma das grandes causas de modificações do ciclo hidrológico e de impactos ambientais no planeta, com efeitos positivos e negativos. O aumento e a diversificação dos usos múltiplos da água resultaram em uma multiplicidade de impactos, de diversas magnitudes, que exigem, evidentemente, diferentes tipos de avaliação quali e quantitativa e monitoramento adequado e de longo prazo. O que não ocorreu quando da construção da citada Barragem. Em relação às causas, a população apresenta opiniões divergentes, no entanto, a maior parte afirma que o governo atual e o anterior são co-responsáveis pelo rompimento da Barragem. Podemos constatar através do Gráfico CAUSAS APONTADAS PELA POPULAÇÃO PARA O ROMPIMENTO DA BARRAGEM DE CAMARÁ NO MUNICÍPIO DE ALAGOA GRANDE / PB: A construção da Barragem de Camará, que custou R$ ,50, depois de cinco termos aditivos ao contrato (jornal da Paraíba, 14 de novembro de 2004), foi inaugurada em março de 2002 e o seu rompimento aconteceu em junho de Uma obra de grande porte 28

10 Número de pessoas Governo Atual Governo Anterior Ambos os Governos Culpados Omissão GRÁFICO Culpados pelo rompimento da barragem de Camará, segundo uma amostra da população De acordo com o Gráfico 2.0, a maioria dos entrevistados culpa tanto o governo anterior quanto o atual, especialmente pela falta de providências diante do perigo de rompimento da barragem, uma vez que o fato já era previsto. Visando identificar os responsáveis pelo rompimento da Barragem de Camará foi instalada a CPI de Camará, presidida por um Deputado Estadual da Paraíba. No início da construção de Camará foi feito um estudo geológico, onde o geólogo responsável pela obra, após ter constatado graves falhas geológicas no local onde a obra foi construída, foi afastado pelo governo anterior. Segundo ele, as condições geológicas eram bastante comprometedoras e exigiriam um tratamento demorado. Além da ombreira esquerda ser bastante íngreme, verificou que existiam, na rocha da superfície, quatro sistemas principais de fraturas que exigiriam injeções profundas para garantir a estabilidade da rocha. No entanto, a execução de uma injeção de cimento foi incompleta, cuja ineficiência conduziu a ruptura da fundação. (Jornal da Paraíba, 22 de outubro de 2004) O relatório parcial da CPI apontou a CRE Engenharia Ltda, a Andrade Galvão Engenharia Ltda, a Holanda Engenharia Ltda, a quem cabia o controle de qualidade, e a Secretaria de Recursos Hídricos - SEMARH da época, como responsáveis pelo rompimento da obra. As empreiteiras foram responsabilizadas pelos erros no projeto de execução, já à SEMARH coube, de acordo com o relatório, a omissão pela não fiscalização adequada da construção. Os estudos geológicos para a construção da obra foram realizados para uma barragem de terra, não havendo novo estudo com a mudança no projeto inicial, de terra para CCR- Compactuação de Concreto Rolado (Jornal da Paraíba, 09 de novembro de 2004) Segundo o relatório final da CPI de Camará, a responsabilidade da tragédia foi do governo anterior e do consórcio das empresas, por falhas na execução do projeto. O Ministério Público Federal irá instaurar uma ação de investigação para apurar a suspeita de superfaturamento da obra, que recebeu cinco aditivos no projeto, cujo orçamento final aumentou em 105,29%. Também foram identificadas várias irregularidades durante a construção da barragem, como por exemplo, a falta de um Estudo de Impacto Ambiental. Outro problema é que o projeto executivo da obra somente foi apresentado cerca de um ano e meio após o início da obra. Atualmente, a execução de empreendimentos desse porte, sujeita-se a prévio estudo de impacto ambiental. Porém, tais estudos são feitos após a definição política de sua implantação e isso acarreta sérios problemas, pois o estudo de impacto freqüentemente revela problemas econômicos, sociais e de proteção dos recursos ambientais que a definição política não considerou. Por isso, entendemos que o estudo de impacto não se deve limitar a projeto de obras ou empreendimentos específicos e determinados, mas deve orientar a própria definição das 29

11 políticas públicas que possam causar alterações ambientais em sua execução, conforme sugerem Tauk-Tornisielo, et al, De acordo com um procurador geral da república, a licença de instalação da barragem foi fornecida apenas cinco meses antes da entrega da obra. E o pior, até hoje a barragem não tem licença para operação. Além disso, a licitação dizia que não poderia haver a união entre duas ou mais empresas na construção da barragem. Deveria ter sido feita uma nova licitação, somente com empresas com experiência em construção em concreto rolado (Jornal da Paraíba, 27 de novembro de 2004) Devem ser instauradas duas ou mais ações judiciais contra os responsáveis pela tragédia, uma que visa identificar os culpados pelas cinco mortes decorrentes do desabamento da barragem, e a outra é uma ação de responsabilidade civil contra o governo do estado e as empresas responsáveis pela obra. No relatório, foi registrada também a falta de monitoramento da barragem, por parte do atual governo do estado, quando o volume das águas na barragem aumentou. A CUT (2000) afirma que no parágrafo 3º, artigo 225 da Constituição Federal está escrito que: as condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, às sanções penais e administrativas, independente da obrigação de reparar o dano. Isto significa que quem polui pode ser responsabilizado civil, penal e administrativamente e ainda terá que recuperar o ambiente poluído ou degradado. De acordo com o artigo 22 da Lei de Crimes Ambientais, as empresas que poluem devem recuperar o meio ambiente. Ficam, ainda, sujeitas a suspensão parcial ou total da atividade; interdição temporária de estabelecimento, obra ou atividade; proibição de contratar com o poder público, bem como dele obter subsídios, subvenções ou doações. (CUT, 2000) 3.5. IMPACTOS ECOLÓGICOS NEGATIVOS DE ACORDO COM A PERCEPÇÃO DA POPULAÇÃO DE ALAGOA GRANDE / PB: Uma pequena parcela do grupo pesquisado citou como impactos ecológicos, enquanto negativos: a morte de animais, a perda das plantações e a infertilidade do solo, não havendo uma percepção da importância dos impactos ecológicos, sobressaindo-se a preocupação com a perda dos bens materiais. Fato natural, uma vez que estamos inseridos no modelo de desenvolvimento, no qual o consumismo e a acumulação de bens materiais são incentivados. No entanto, ressaltamos que grande parte do grupo pesquisado perdeu os bens necessários apenas ao seu sustento. O meio ambiente foi afetado na destruição de dezenas de hectares de terras férteis, de milhares de árvores e arbustos, de uma vegetação já muito destruída pela ação humana, e de muitos animais silvestres. Houve total modificação na paisagem mais afetada pelas águas. Segundo Ross (1991), no ambiente, como na questão da saúde, é preciso ter uma postura mais voltada para o preventivo do que para o curativo. Da mesma maneira que é mais fácil e mais econômico prevenir-se das doenças do que curá-las, na natureza certamente é bem menor o custo da prevenção de acidentes ecológicos e da degradação generalizada do ambiente, do que corrigir e recuperar o quadro ambiental deteriorado. Atualmente, na zona urbana os problemas apresentam-se em menor proporção. Todavia, na área rural os prejuízos são intensos e visíveis. O solo apresenta-se desgastado, dificultando, e até mesmo impossibilitando, as atividades de lavoura e a pecuária na região. O processo de assoreamento atingiu grandes dimensões. A enxurrada causou dois tipos de danos ao solo: a raspagem do terreno, eliminando nutrientes e o depósito de areia. Neste último caso, o terreno ficou submerso por cerca de dois metros, pelo material arenoso trazido pelas águas. Para recuperação do terreno será preciso a retirada do volume e a incorporação de matéria orgânica rica em nutrientes. (Jornal da Paraíba, 02 de outubro de 2004). Sem a recuperação do solo, nos casos das áreas com acúmulo de areia, não é possível plantar raízes de pouca profundidade, como milho, feijão, mandioca e hortaliças em geral. Conseqüentemente, as comunidades, que antes cultivavam este tipo de agricultura, não conseguirão continuar sobrevivendo da lavoura. 30

12 Com o assoreamento, houve o entupimento de algumas passagens de água (rio). Sendo assim, os esgotos estão se acumulando em uma lagoa que atravessa a cidade, intensificando um problema já existente, a poluição, inviabilizando o seu uso, e proporcionados problemas estéticos e rupturas ecológicas. Como se pôde perceber, a população não tem uma consciência ambiental, desconhecendo a importância das inter-relações e interdependência entre os seres humanos e o meio ambiente, pois ao afetar ou destruir o seu meio, as maiores conseqüências recairão sobre nós mesmos: seres humanos. O caso da Barragem de Câmara exemplifica o tipo de relação desarmônica que o ser humano mantém sob o meio ambiente. É fundamental a sociedade impor regras ao crescimento, à exploração e a distribuição dos recursos, de modo que seja garantida a qualidade de vida daqueles que deles dependam e dos que vivem no espaço do entorno em que são extraídos ou processados os recursos ambientais (BRASIL, 1998). Com o inevitável aumento das pressões sobre o patrimônio natural em geral, é necessário que o planejamento ambiental esteja atento e capacitado para o exercício das análises prospectivas, desenhando e operando instrumentos que lhe permitam, além do controle e a fiscalização, a definição e a aplicação de políticas preventivas e principalmente aquelas de natureza indutora, sempre na direção de um desenvolvimento socialmente justo e ecologicamente sustentável (BRASIL, 1995). Portanto, deve-se cuidar, para que o uso econômico dos bens da Terra pelos seres humanos tenha caráter de conservação, isto é, que gere menor impacto possível e respeite as condições de máxima renovabilidade dos recursos ambientais SOLUÇÕES SUGERIDAS PELA POPULAÇÃO DE ALAGOA GRANDE PARA AMENIZAR E/OU REVERTER A SITUAÇÃO ATUAL: Todos os entrevistados citaram como solução imediata, o pagamento total das indenizações. Deve haver uma disponibilização de recursos financeiros e humanos por parte do estado para a reconstrução do município, ou seja, grandes e racionais investimentos do governo estadual e principalmente federal, na recuperação do que foi destruído, e outros investimentos para as criações de outras fontes de desenvolvimento para a cidade. Deve-se fazer com que o rio volte ao seu curso normal, evitando a inundação da cidade por qualquer chuva significativa. Pode-se ainda aproveitar o fato como lição para desenvolver ações de preservação para o meio ambiente, como a implantação da Educação Ambiental nas instituições de ensino. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs (BRASIL, 1998) a educação ambiental é indispensável para criar e aplicar formas cada vez mais sustentáveis de interação sociedade e meio ambiente e soluções para os problemas ambientais. A educação sozinha não é suficiente para mudar os rumos do planeta, mas certamente é condição necessária para isso. A questão ambiental impõe às sociedades a busca de novas formas de pensar e agir, individual e coletivamente, de novos caminhos e modelos de produção de bens, para suprir necessidades humanas, e relações sociais que não perpetuem tantas desigualdades e exclusão social, e, ao mesmo tempo, que garantam a sustentabilidade ambiental. Isso implica um novo universo de valores, no qual a educação tem um importante papel a desempenhar. O trabalho de Educação Ambiental deve ser desenvolvido a fim de ajudar os seres humanos a construírem uma consciência global das questões relativas ao meio para que possam assumir posições afinadas com os valores referentes à sua proteção e melhoria. (BRASIL, 1997). O CONAMA (BRASIL, 1996) compreende Educação Ambiental como um processo de formação e informação social orientado para o desenvolvimento da consciência crítica sobre a problemática ambiental, compreendendo-se como crítica a capacidade de captar a gênese e a evolução de problemas ambientais, tanto em relação aos aspectos biofísicos, quanto sociais, políticos, econômicos e culturais; o desenvolvimento de habilidades e instrumentos tecnológicos 31

13 necessários à solução dos problemas ambientais e o desenvolvimento de atitudes que levam à participação das comunidades na preservação do equilíbrio ambiental. Nesse contexto, fica evidente a importância de educar os seres humanos, visando ações responsáveis e com sensibilidade, conservando o ambiente saudável no presente e para o futuro; e buscando constantemente o exercício da cidadania. 4. CONCLUSÃO A Barragem de Camará tinha por finalidade acumular água para abastecer alguns municípios do brejo paraibano. Falhas em sua construção ocasionaram seu rompimento, trazendo para o município de Alagoa Grande / PB uma série de impactos ambientais. Dentre estes impactos, apenas um foi considerado positivo, o sentimento de solidariedade. Os demais foram negativos, como: a perda de bens materiais, de imóveis, do patrimônio público, de reserva hídrica; a morte de animais e de cinco seres humanos; desequilíbrios psicológicos, econômicos, ecológicos e agrícolas. Os animais e vegetais mais afetados foram: bovinos, eqüinos, algumas aves, peixes, plantações de macaxeira, feijão, batata, milho, hortas, capim e árvores frutíferas. Os impactos sociais que mais prejudicaram a população alagoagrandense foram a perda de seus imóveis e de seus bens materiais, deixando várias famílias desabrigadas e provocando um grande abalo psicológico. Os setores mais atingidos pelo desequilíbrio econômico foram o comércio e a agricultura. O comércio foi direta e indiretamente; e na agricultura houve perda nas plantações e os solos foram afetados de maneira a viabilizar as culturas agrícolas. Os impactos de ordem cultural foram representados pela destruição da biblioteca e de algumas escolas municipais. Já de ordem religiosa, não houve nenhum impacto causado pelo rompimento da barragem de Camará, pois as igrejas e templos religiosos localizam-se na parte da cidade não sendo atingida pelas águas da enxurrada. Grande parte da população afetada diretamente ainda não recebeu as indenizações em sua totalidade. Se serão realmente pagas e corresponderão aos prejuízos é um dúvida, que só o tempo e a mobilização social responderão. Assim como se a população superará o trauma psicológico e ambiental deixados como marcas desta tragédia. Logo, com todos os impactos negativos causados em decorrência do rompimento da Barragem de Camará, é indispensável à implantação da Educação Ambiental nas escolas do município e nos demais segmentos da sociedade, com o intuito de sensibilizar, mobilizar e conseqüemente provocar mudanças, principalmente no que se refere à recuperação das áreas degradadas, responsabilização daqueles que foram culpados pela tragédia e reorganização dos diversos setores que constituem a cidade. Encontramos na Educação Ambiental uma possibilidade de motivar as pessoas a transformar a realidade local em defesa da qualidade de vida com vistas à cidadania. Que esta tragédia seja um marco para o estado da Paraíba e para Brasil, no sentido de despertar nos seres humanos a necessidade de rever as ações frente ao meio ambiente e o modelo de desenvolvimento e de sociedade vigente. 5. REFERÊNCIAS BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA. Resoluções, BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA. Resoluções, BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Parâmetros Curriculares Nacionais: Temas Transversais: Meio Ambiente e Saúde. v.9. Brasília: MEC/SEF, p. BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Parâmetros Curriculares Nacionais: Terceiro e quarto ciclos: apresentação dos temas transversais / Secretaria de Educação Fundamental Brasília: MEC/SEF, BRASIL. Ministério do Meio ambiente. Secretaria de Coordenação dos Assuntos do Meio ambiente, Programa Nacional do Meio 32

14 ambiente PNMA. Os Ecossistemas Brasileiros e os Principais Macrovetores de Desenvolvimento: subsídios ao planejamento da gestão ambiental. Brasília: MMA, CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES: Comissão de Meio Ambiente. Meio Ambiente, Saúde e Trabalho: o movimento sindical pode ajudar a melhorar o ambiente. Rio de Janeiro: Donemil, p. ilust. DA REDAÇÃO. CPI de Camará culpa construtora e governo anterior pela tragédia. In jornal da Paraíba, 09 de Novembro de DA REDAÇÃO. MPF culpa construtores e governo passado por tragédia em Camará. In Jornal da Paraíba, 27 de Novembro de DA REDAÇÃO. CPI revela detalhes sombrios da obra. In Jornal da Paraíba, 14 de Novembro de FREIRE, José Avelar. Alagoa Grande: Sua história de 1625 a ªed. v.1. João Pessoa: União, FREIRE, José Avelar. Alagoa Grande: Sua História de 1625 a ªed. v.2. João Pessoa: União, 2002 MILARÉ, E. e BENJAMIM, H. Estudo prévio de Impacto Ambiental. Teoria, prática e legislação. Ed. Revista dos Tribunais. Coleção de Direito Ambiental. 1994, 1.v. PARAÍBA. Superintendência de Administração do Meio Ambiente. Manual do Controle Ambiental: licenciamento/ fiscalização/ automonitoramento. João Pessoa: SUDEMA, p. ROCHA, J. S. M. da. Educação Ambiental Técnica para os Ensinos Fundamental, Médio e Superior. Santa Maria: UFSM, p. il. ROSS, J. L. S. Gemiorfologia, ambiente e planejamento. 2ed. São Paulo: Contexto, SACHS, Ignacy. Estratégias de transição para o século XXI. In BURSZTYN, Marcel (org). Para pensar o desenvolvimento sustentável. 2ª ed. São Paulo: Brasiliense,1994. SANTOS, Rozely Ferreira dos. Conservação e Gestão dos Recursos Naturais. Textos de Orientação. Campinas. UNICAMP, SILVA, Aécio Moura da. Estudo de Impacto Ambiental: Planejamento Ecológico.João Pessoa: SUDEMA, TAUK-TORNISIELO, S. M.; et al. Análise Ambiental: Estratégias e Ações. São Paulo: T.A. Queiroz/ Fundação Salim Farah Maluf; Rio Claro, SP: Centro de Estudos Ambientais UNESP, THIOLLENT, Michael. Metodologia de Pesquisa Ação. 8ed. São Paulo: Cortez, TORRES, Luis. Governo anterior afastou geólogo que detectou falhas em Camará. In Jornal da Paraíba, 22 de outubro de TORRES, Luis. Relatório final da CPI de Camará sugere devolução de 4 milhões. In jornal da Paraíba, 07 de Novembro de TUNDISI, José Galizia. Água no século XXI: Enfrentando a Escassez. 2ed. São Carlos: RiMa, VELOSO, Fabiana. Famílias ainda sentem os efeitos de Camará. In Jornal da Paraíba, 02 de Outubro de WCED- World Comission on Environment and Developmente. Our Commom Future. Oxford: oxford University Press, Curso de Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas UEPB Curso de Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas UEPB Curso de Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas UEPB 33

15 4 - Professora do Curso de Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas UEPB 34

GESTÃO AMBIENTAL. Avaliação de Impactos Ambientais ... Camila Regina Eberle camilaeberle@hotmail.com

GESTÃO AMBIENTAL. Avaliação de Impactos Ambientais ... Camila Regina Eberle camilaeberle@hotmail.com ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL GESTÃO AMBIENTAL Avaliação de Impactos Ambientais

Leia mais

Curso Agenda 21. Resumo da Agenda 21. Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS

Curso Agenda 21. Resumo da Agenda 21. Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS Resumo da Agenda 21 CAPÍTULO 1 - Preâmbulo Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS CAPÍTULO 2 - Cooperação internacional para acelerar o desenvolvimento sustentável dos países em desenvolvimento e políticas

Leia mais

PROBLEMÁTICA DO LIXO: PEQUENAS ATITUDES, UM BOM COMEÇO

PROBLEMÁTICA DO LIXO: PEQUENAS ATITUDES, UM BOM COMEÇO PROBLEMÁTICA DO LIXO: PEQUENAS ATITUDES, UM BOM COMEÇO Janelene Freire Diniz, Adeilton Padre de Paz, Hellen Regina Guimarães da Silva, Verônica Evangelista de Lima RESUMO Departamento de Química, Universidade

Leia mais

MONITORAMENTO AMBIENTAL E O MONITORAMENTO DA AMBIÊNCIA

MONITORAMENTO AMBIENTAL E O MONITORAMENTO DA AMBIÊNCIA Universidade Federal do Ceará Centro de Ciências Agrárias Departamento de Engenharia Agrícola Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola MONITORAMENTO AMBIENTAL E O MONITORAMENTO DA AMBIÊNCIA Mariana

Leia mais

CONCEITOS DE AVALIAÇÃO, ESTUDOS E RELATÓRIOS DE IMPACTOS AMBIENTAIS

CONCEITOS DE AVALIAÇÃO, ESTUDOS E RELATÓRIOS DE IMPACTOS AMBIENTAIS CONCEITOS DE AVALIAÇÃO, ESTUDOS E RELATÓRIOS DE IMPACTOS AMBIENTAIS IMPACTO AMBIENTAL Considera-se impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente,

Leia mais

REQUERIMENTO (Do Sr. Vittorio Medioli)

REQUERIMENTO (Do Sr. Vittorio Medioli) 1 REQUERIMENTO (Do Sr. Vittorio Medioli) Requer o envio de Indicação ao Poder Executivo sugerindo à Agência Nacional de Águas que determine às empresas concessionárias deste serviço a divulgação em suas

Leia mais

feema - Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente Curso de Legislação e Normas para o Licenciamento Ambiental Junho de 2002

feema - Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente Curso de Legislação e Normas para o Licenciamento Ambiental Junho de 2002 Página 1 feema - Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente Curso de Legislação e Normas para o Licenciamento Ambiental Junho de 2002 DZ 056 - Diretriz para Realização de Auditoria Ambiental capa

Leia mais

Pós-graduando em Educação Ambiental e Recursos Hídricos CRHEA/USP. Pós-graduanda em Educação Ambiental e Recursos Hídricos CRHEA/USP

Pós-graduando em Educação Ambiental e Recursos Hídricos CRHEA/USP. Pós-graduanda em Educação Ambiental e Recursos Hídricos CRHEA/USP EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO INSTRUMENTO DE PREVENÇÃO E RECUPERAÇÃO DE IMPACTOS CAUSADOS PELA POLUIÇÃO DAS ÁGUAS DA REPRESA DE FURNAS NO ENTORNO DO MUNICÍPIO DE ALFENAS-MG FÁBIO VIEIRA MARTINS Pós-graduando

Leia mais

Palavras-chave: água esgoto gerenciamento - resíduo poluente

Palavras-chave: água esgoto gerenciamento - resíduo poluente MEDIDAS DE SANEAMENTO BÁSICO OU RUAS CALÇADAS? Angela Maria de Oliveira Professora da E.M.E.F. Zelinda Rodolfo Pessin Márcia Finimundi Barbieri Professora da E.M.E.F. Zelinda Rodolfo Pessin Resumo Este

Leia mais

4º SEMINÁRIO REGIONAL SUL DE RESÍDUOS SÓLIDOS PROGRAMA LIXO NOSSO DE CADA DIA

4º SEMINÁRIO REGIONAL SUL DE RESÍDUOS SÓLIDOS PROGRAMA LIXO NOSSO DE CADA DIA 4º SEMINÁRIO REGIONAL SUL DE RESÍDUOS SÓLIDOS PROGRAMA LIXO NOSSO DE CADA DIA Daniela Kramer Frassetto Assessora de Gabinete CME/MPSC cme@mpsc.mp.br Realidade do Planeta e do Brasil A manutenção do aumento

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE CONSELHO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE - COEMA

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE CONSELHO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE - COEMA GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE CONSELHO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE - COEMA RESOLUÇÃO COEMA N 116, DE 03 DE JULHO DE 2014. Dispõe sobre as atividades de impacto ambiental

Leia mais

ambientes de topografia mais irregular são mais vulneráveis a qualquer tipo de interferência. Nestes, de acordo com Bastos e Freitas (2002), a

ambientes de topografia mais irregular são mais vulneráveis a qualquer tipo de interferência. Nestes, de acordo com Bastos e Freitas (2002), a 1. INTRODUÇÃO Muitas e intensas transformações ambientais são resultantes das relações entre o homem e o meio em que ele vive, as quais se desenvolvem num processo histórico. Como reflexos dos desequilíbrios

Leia mais

FACULDADE DE ENGENHARIA

FACULDADE DE ENGENHARIA FACULDADE DE ENGENHARIA Avaliação de Impactos Ambientais e Licenciamento Ambiental Profa. Aline Sarmento Procópio Dep. Engenharia Sanitária e Ambiental Avaliação de Impactos Ambientais CONAMA 01/1986 estabeleceu

Leia mais

Resolução Conama 237/97. Resolução Conama 237/97. Resolução Conama 237/97. Resolução Conama 237/97 7/10/2010

Resolução Conama 237/97. Resolução Conama 237/97. Resolução Conama 237/97. Resolução Conama 237/97 7/10/2010 LICENCIAMENTO AMBIENTAL NA ATIVIDADE DE MINERAÇÃO: ASPECTOS LEGAIS E TÉCNICOS GEÓLOGO NILO SÉRGIO FERNANDES BARBOSA Art. 1º - Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições: I - Licenciamento

Leia mais

PASSIVOS AMBIENTAIS EM PPP s

PASSIVOS AMBIENTAIS EM PPP s Prof. Dr. Roberto Kochen Tecnologia, Engenharia e Meio Ambiente 4435 Novembro/2005 Passivo Ambiental É o acumulo de danos infligidos ao meio natural por uma determinada atividade ou pelo conjunto das ações

Leia mais

Pauta do Grito da Terra Brasil GTB Estadual 2014 APRESENTAÇÃO

Pauta do Grito da Terra Brasil GTB Estadual 2014 APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO O ano de 2014 foi eleito oficialmente pela FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) como o Ano Internacional da Agricultura familiar. Tendo como objetivo aumentar

Leia mais

Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento

Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, tendo se reunido no Rio de Janeiro, de 3 a 14 de junho de 1992, reafirmando

Leia mais

APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO POLITICA PPS PR Curso Haj Mussi Tema Sustentabilidade

APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO POLITICA PPS PR Curso Haj Mussi Tema Sustentabilidade APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO POLITICA PPS PR Curso Haj Mussi Tema Sustentabilidade Desenvolvido por: Neuza Maria Rodrigues Antunes neuzaantunes1@gmail.com AUMENTO DA POPULAÇÃO URBANA 85% NO BRASIL (Censo

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS EDUCAÇÃO AMBIENTAL E GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS EDUCANDO PARA UM AMBIENTE MELHOR Apresentação A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte SEMARH produziu esta

Leia mais

CARTA DE OTTAWA. PRIMEIRA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE PROMOÇÃO DA SAÚDE Ottawa, novembro de 1986

CARTA DE OTTAWA. PRIMEIRA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE PROMOÇÃO DA SAÚDE Ottawa, novembro de 1986 CARTA DE OTTAWA PRIMEIRA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE PROMOÇÃO DA SAÚDE Ottawa, novembro de 1986 A Primeira Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, realizada em Ottawa, Canadá, em novembro

Leia mais

ANEXO CHAMADA III DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES PARA GESTÃO E AVALIAÇÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO ESTADUAIS

ANEXO CHAMADA III DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES PARA GESTÃO E AVALIAÇÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO ESTADUAIS ANEXO CHAMADA III DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES PARA GESTÃO E AVALIAÇÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO ESTADUAIS OBJETIVO Esta chamada tem por objetivo financiar projetos relacionados a ações de gestão e avaliação

Leia mais

LEI Nº 4.791 DE 2 DE ABRIL DE

LEI Nº 4.791 DE 2 DE ABRIL DE Lei nº 4791/2008 Data da Lei 02/04/2008 O Presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro nos termos do art. 79, 7º, da Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro, de 5 de abril de 1990, não exercida

Leia mais

ACORDO-QUADRO SOBRE MEIO AMBIENTE DO MERCOSUL

ACORDO-QUADRO SOBRE MEIO AMBIENTE DO MERCOSUL MERCOSUL/CMC/DEC. N o 02/01 ACORDO-QUADRO SOBRE MEIO AMBIENTE DO MERCOSUL TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto, a Resolução N o 38/95 do Grupo Mercado Comum e a Recomendação

Leia mais

Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Tocantins decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Tocantins decreta e eu sanciono a seguinte Lei: LEI Nº 1.374, DE 08 DE ABRIL DE 2003. Publicado no Diário Oficial nº 1.425. Dispõe sobre a Política Estadual de Educação Ambiental e adota outras providências. O Governador do Estado do Tocantins Faço

Leia mais

a Resolução CONAMA nº 422/2010 de 23 de março de 2010, que estabelece diretrizes para as campanhas, ações e projetos de educação ambiental;

a Resolução CONAMA nº 422/2010 de 23 de março de 2010, que estabelece diretrizes para as campanhas, ações e projetos de educação ambiental; Portaria Normativa FF/DE N 156/2011 Assunto: Estabelece roteiros para elaboração de Plano Emergencial de Educação Ambiental e de Plano de Ação de Educação Ambiental para as Unidades de Conservação de Proteção

Leia mais

Disciplina EQW-010. INDÚSTRIA E MEIO AMBIENTE Prof. Denize Dias de Carvalho (denize@eq.ufrj.br) sala E-203 Tel: 2562-7564

Disciplina EQW-010. INDÚSTRIA E MEIO AMBIENTE Prof. Denize Dias de Carvalho (denize@eq.ufrj.br) sala E-203 Tel: 2562-7564 Disciplina EQW-010 INDÚSTRIA E MEIO AMBIENTE Prof. Denize Dias de Carvalho (denize@eq.ufrj.br) sala E-203 Tel: 2562-7564 Prof. Lídia Yokoyama (lidia@eq.ufrj.br) sala E-206 Tel:2562-7560 CONCEITOS - DEFINIÇÕES

Leia mais

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS VI.1. Introdução A avaliação de riscos inclui um amplo espectro de disciplinas e perspectivas que vão desde as preocupações

Leia mais

Eixo Temático ET-13-015 - Educação Ambiental UM ESTUDO SOBRE POÇOS ARTESIANOS EM SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE-PE

Eixo Temático ET-13-015 - Educação Ambiental UM ESTUDO SOBRE POÇOS ARTESIANOS EM SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE-PE 531 Eixo Temático ET-13-015 - Educação Ambiental UM ESTUDO SOBRE POÇOS ARTESIANOS EM SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE-PE Valdiana Maria Gonçalves Araujo¹; Viviane Suzy de Oliveira Pereira²; Débora Caroline Ferreira

Leia mais

INTRODUÇÃO ÀS CIÊNCIAS DO AMBIENTE PARA ENGENHARIA

INTRODUÇÃO ÀS CIÊNCIAS DO AMBIENTE PARA ENGENHARIA UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL ÁREA DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL INTRODUÇÃO ÀS CIÊNCIAS DO AMBIENTE PARA ENGENHARIA Selma Maria

Leia mais

Respostas das questões sobre as regiões do Brasil

Respostas das questões sobre as regiões do Brasil Respostas das questões sobre as regiões do Brasil Região Norte 1. Qual a diferença entre região Norte, Amazônia Legal e Amazônia Internacional? A região Norte é um conjunto de 7 estados e estes estados

Leia mais

A árvore das árvores

A árvore das árvores A árvore das árvores Resumo O documentário apresenta os múltiplos usos do carvalho para as sociedades, desde tempos remotos até os dias de hoje; além de retratar lendas e histórias sobre essas árvores

Leia mais

Declaração sobre meio ambiente e desenvolvimento (Rio de Janeiro, 1992)

Declaração sobre meio ambiente e desenvolvimento (Rio de Janeiro, 1992) Declaração sobre meio ambiente e desenvolvimento (Rio de Janeiro, 1992) A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e desenvolvimento, Tendo-se reunido no Rio de Janeiro, de 3 a 21 de junho de

Leia mais

Minuta de Lei para criação do Sistema Municipal do Meio Ambiente

Minuta de Lei para criação do Sistema Municipal do Meio Ambiente Minuta de Lei para criação do Sistema Municipal do Meio Ambiente Faço saber que a Câmara Municipal de, Estado de Goiás, decreta e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei: Art. 1.º - Esta lei, com

Leia mais

Aula 19 Conteúdo O homem e o meio ambiente. Principais problemas ambientais do mundo.

Aula 19 Conteúdo O homem e o meio ambiente. Principais problemas ambientais do mundo. CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Unidade IV Natureza sociedade: questões ambientais. Aula 19 Conteúdo O homem e o meio ambiente. Principais problemas ambientais do mundo. 2 CONTEÚDO

Leia mais

O PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO P NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE

O PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO P NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE O PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO P NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS RELATIVAS ÀS FUNÇÕES DO MINISTÉRIO PÚBLICO Art. 129. São funções institucionais do Ministério Público: I- promover,

Leia mais

A INTERVENÇÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO BAIRRO COHAB SÃO GONÇALO - CUIABÁ/MT: ANALISANDO IMPACTOS SOFRIDOS NA COMUNIDADE

A INTERVENÇÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO BAIRRO COHAB SÃO GONÇALO - CUIABÁ/MT: ANALISANDO IMPACTOS SOFRIDOS NA COMUNIDADE A INTERVENÇÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO BAIRRO COHAB SÃO GONÇALO - CUIABÁ/MT: ANALISANDO IMPACTOS SOFRIDOS NA COMUNIDADE Thaiane Cristina dos Santos - Universidade de Cuiabá Renner Benevides - Universidade

Leia mais

Curso de Desenvolvimento. sustentável.

Curso de Desenvolvimento. sustentável. 50 Série Aperfeiçoamento de Magistrados 17 Curso de Desenvolvimento Sustentável Juliana Andrade Barichello 1 O objetivo deste trabalho é discorrer sobre os principais pontos das palestras proferidas sobre

Leia mais

Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21

Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21 Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21 Resenha Desenvolvimento Raíssa Daher 02 de Junho de 2010 Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21

Leia mais

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL E FLORESTAL

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL E FLORESTAL LEGISLAÇÃO AMBIENTAL E FLORESTAL PROFESSORA ENG. FLORESTAL CIBELE ROSA GRACIOLI OUTUBRO, 2014. OBJETIVOS DA DISCIPLINA DISCUTIR PRINCÍPIOS ÉTICOS QUESTÃO AMBIENTAL CONHECER A POLÍTICA E A LEGISLAÇÃO VOLTADAS

Leia mais

Licenciamento Ambiental

Licenciamento Ambiental Conceito Licenciamento Ambiental Procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras

Leia mais

Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre

Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre N o Brasil há 2.361 municípios, em 23 estados, onde vivem mais de 38,3 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza. Para eles, o Governo Federal criou

Leia mais

SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO - SNUC

SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO - SNUC - SNUC PREVISÃO LEGAL Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e àcoletividade

Leia mais

Nota técnica Março/2014

Nota técnica Março/2014 Nota técnica Março/2014 Sistemas de Saneamento no Brasil - Desafios do Século XXI João Sergio Cordeiro O Brasil, no final do ano de 2013, possuía população de mais de 200 milhões de habitantes distribuídos

Leia mais

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA. Águas no Brasil: A Visão dos Brasileiros

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA. Águas no Brasil: A Visão dos Brasileiros PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA Águas no Brasil: A Visão dos Brasileiros O que o brasileiro pensa sobre a conservação e o uso da água no Brasil METODOLOGIA OBJETIVO Levantar informações para subsidiar o planejamento

Leia mais

SUSTENTABILIDADE EM UMA INDÚSTRIA AUTOMOTIVA

SUSTENTABILIDADE EM UMA INDÚSTRIA AUTOMOTIVA SUSTENTABILIDADE EM UMA INDÚSTRIA AUTOMOTIVA Fabíola Santos Silva 1 Márcio Santos Godinho 1 Sara Floriano 1 Vivian Alves de Lima 1 Akira Yoshinaga 2 Helio Rubens Jacintho Pereira Junior 2 RESUMO Este trabalho

Leia mais

Sistema Integrado de Municipalização do Licenciamento Ambiental

Sistema Integrado de Municipalização do Licenciamento Ambiental Sistema Integrado de Municipalização do Licenciamento Ambiental Documento Interno Texto base: Leoni Fuerst Preocupações referentes às questões relativas ao meio ambiente e a ecologia vêm se tornando crescentes

Leia mais

5.1 Nome da iniciativa ou Projeto. Academia Popular da Pessoa idosa. 5.2 Caracterização da Situação Anterior

5.1 Nome da iniciativa ou Projeto. Academia Popular da Pessoa idosa. 5.2 Caracterização da Situação Anterior 5.1 Nome da iniciativa ou Projeto Academia Popular da Pessoa idosa 5.2 Caracterização da Situação Anterior O envelhecimento é uma realidade da maioria das sociedades. No Brasil, estima-se que exista, atualmente,

Leia mais

TRANSPORTE DE PRODUTOS PERIGOSOS ANALISE DE RISCO ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA. Mauro Gomes de Moura maurogm@fepam.rs.gov.br

TRANSPORTE DE PRODUTOS PERIGOSOS ANALISE DE RISCO ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA. Mauro Gomes de Moura maurogm@fepam.rs.gov.br TRANSPORTE DE PRODUTOS PERIGOSOS ANALISE DE RISCO ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA Mauro Gomes de Moura maurogm@fepam.rs.gov.br PERFIL DOS ACIDENTES ATENDIDOS PELA FEPAM Emergências Ambientais no RS - Geral TIPO

Leia mais

TOMO II SUMÁRIO DO ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL EIA

TOMO II SUMÁRIO DO ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL EIA TOMO II SUMÁRIO DO ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL EIA 5. IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS 5.1 5.1. METODOLOGIA 5.1 5.2. IDENTIFICAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS 5.3 5.3. DESCRIÇÃO DOS IMPACTOS

Leia mais

P R E F E I T U R A M U N I C I P A L D E B A U R U E s t a d o d e S ã o P a u l o S E C R E T A R I A D A E D U C A Ç Ã O

P R E F E I T U R A M U N I C I P A L D E B A U R U E s t a d o d e S ã o P a u l o S E C R E T A R I A D A E D U C A Ç Ã O P R E F E I T U R A M U N I C I P A L D E B A U R U E s t a d o d e S ã o P a u l o S E C R E T A R I A D A E D U C A Ç Ã O E. M. E. F. P R O F ª. D I R C E B O E M E R G U E D E S D E A Z E V E D O P

Leia mais

SEGURANÇA ALIMENTAR, SUSTENTABILIDADE, EDUCAÇÃO AMBIENTAL: REFLEXÕES A CERCA DA FORMAÇÃO DO PROFESSOR.

SEGURANÇA ALIMENTAR, SUSTENTABILIDADE, EDUCAÇÃO AMBIENTAL: REFLEXÕES A CERCA DA FORMAÇÃO DO PROFESSOR. SEGURANÇA ALIMENTAR, SUSTENTABILIDADE, EDUCAÇÃO AMBIENTAL: REFLEXÕES A CERCA DA FORMAÇÃO DO PROFESSOR. Jonas da Silva Santos Universidade do Estado da Bahia UNEB DEDC XV jonasnhsilva@hotmail.com jonas.ss@inec.org.br

Leia mais

I B OP E Opinião. O que o brasileiro pensa e faz em relação à conservação e uso da água

I B OP E Opinião. O que o brasileiro pensa e faz em relação à conservação e uso da água PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA Águas no Brasil: A visão dos brasileiros O que o brasileiro pensa e faz em relação à conservação e uso da água Dezembro, 2006 METODOLOGIA OBJETIVO Levantar informações para

Leia mais

TERMO DE REFERÊNCIA PARA ELABORAÇÃO DO PEA PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NÃO FORMAL 1

TERMO DE REFERÊNCIA PARA ELABORAÇÃO DO PEA PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NÃO FORMAL 1 1 1. APRESENTAÇÃO O presente Termo de Referência visa orientar e fornecer subsídios para a elaboração e conseqüente implantação do Programa de Educação Ambiental (PEA) a ser apresentado à Coordenadoria

Leia mais

CAPACITAÇÃO EM SERVIÇO

CAPACITAÇÃO EM SERVIÇO CAPACITAÇÃO EM SERVIÇO TEMA: ELABORAÇÃO DE PROJETOS COM FOCO NA FAMÍLIA Março/2010 ELABORAÇÃO DE PROJETOS ELABOR-AÇÃO: palavra-latim-elabore preparar, formar,ordenar AÇÃO: atuação, ato PRO-JETOS: palavra-latim-projetus

Leia mais

A Segurança consiste na responsabilidade de saber e agir da maneira correta.

A Segurança consiste na responsabilidade de saber e agir da maneira correta. Segurança do Trabalho É o conjunto de medidas que versam sobre condições específicas de instalações do estabelecimento e de suas máquinas visando à garantia do trabalhador contra riscos ambientais e de

Leia mais

ESCOLA MUNICIPAL DE PERÍODO INTEGRAL IRMÃ MARIA TAMBOSI

ESCOLA MUNICIPAL DE PERÍODO INTEGRAL IRMÃ MARIA TAMBOSI PREFEITURA MUNICIPAL DE LONTRAS SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, CULTURA E ESPORTE ESCOLA MUNICIPAL DE PERÍODO INTEGRAL IRMÃ MARIA TAMBOSI DESPERTANDO AÇÕES SUSTENTÁVEIS LONTRAS 2013 1.TEMA A preservação

Leia mais

Anexo III da Resolução n o 1 da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima

Anexo III da Resolução n o 1 da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima Anexo III da Resolução n o 1 da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima Contribuição da Atividade de Projeto para o Desenvolvimento Sustentável I Introdução O Projeto Granja São Roque de redução

Leia mais

Declaração de Santa Cruz de la Sierra

Declaração de Santa Cruz de la Sierra Reunião de Cúpula das Américas sobre o Desenvolvimiento Sustentável Santa Cruz de la Sierra, Bolivia, 7 ao 8 de Dezembro de 1996 Declaração de Santa Cruz de la Sierra O seguinte documento é o texto completo

Leia mais

(Do Sr. Wellington Fagundes) Art. 1º Esta Lei institui a Política Nacional de Bens e Serviços Ambientais e Ecossistêmicos PNBSAE.

(Do Sr. Wellington Fagundes) Art. 1º Esta Lei institui a Política Nacional de Bens e Serviços Ambientais e Ecossistêmicos PNBSAE. PROJETO DE LEI N o, DE 2011 (Do Sr. Wellington Fagundes) Institui a Política Nacional de Bens e Serviços Ambientais e Ecossistêmicos PNBASAE, e dá outras providências. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art.

Leia mais

Sustentabilidade Ambiental na Extração de Rochas Ornamentais

Sustentabilidade Ambiental na Extração de Rochas Ornamentais Sustentabilidade Ambiental na Extração de Rochas Ornamentais Edimundo Almeida da Cruz Geógrafo, Analista Ambiental (GCA-SLM-IEMA) Contato: edimundo-cruz@hotmail.com IEMA-CLM: (27) 3636-2580, 3636-2583

Leia mais

PARCERIA: SUSTENTABILIDADE

PARCERIA: SUSTENTABILIDADE Contabilidade Ambiental e a Sustentabilidade nas Empresas Luis Fernando de Freitas Penteado luisfernando@freitaspenteado.com.br www.freitaspenteado.com.br PARCERIA: SUSTENTABILIDADE Dificuldade de definição

Leia mais

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Prof. Claudimar Fontinele Em dois momentos a ONU reuniu nações para debater

Leia mais

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ESCOLA PERMEIA MUDANÇAS DE ATITUDES NA SOCIEDADE

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ESCOLA PERMEIA MUDANÇAS DE ATITUDES NA SOCIEDADE A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ESCOLA PERMEIA MUDANÇAS DE ATITUDES NA SOCIEDADE INTRODUÇÃO José Izael Fernandes da Paz UEPB joseizaelpb@hotmail.com Esse trabalho tem um propósito particular pertinente de abrir

Leia mais

Curso E-Learning Licenciamento Ambiental

Curso E-Learning Licenciamento Ambiental Curso E-Learning Licenciamento Ambiental Todos os direitos de cópia reservados. Não é permitida a distribuição física ou eletrônica deste material sem a permissão expressa do autor. Objetivos do Curso

Leia mais

Hutukara Associação Yanomami - HAY

Hutukara Associação Yanomami - HAY CARTA/ Nº. 010/2008. Para: Ministério da Saúde Senhor José Gomes Temporão Ministro Boa Vista/RR, 14 de agosto de 2008. Ref.: Documento subsídio para a reunião do dia 20 de agosto de 2008 O caos no DSEI

Leia mais

1ª PARTE - OBJETIVA ESPECIFICA (Valendo 05 pontos cada questão)

1ª PARTE - OBJETIVA ESPECIFICA (Valendo 05 pontos cada questão) PREFEITURA DE VÁRZEA ALEGRE CE PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO Nº 01/2014 SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO CONTRATAÇÂO TEMPORÁRIA - PROVA DE GEOGRAFIA PROFESSOR DE GEOGRAFIA (6º ao 9º ANO) ASSINATURA DO

Leia mais

LURDINALVA PEDROSA MONTEIRO E DRª. KÁTIA APARECIDA DA SILVA AQUINO. Propor uma abordagem transversal para o ensino de Ciências requer um

LURDINALVA PEDROSA MONTEIRO E DRª. KÁTIA APARECIDA DA SILVA AQUINO. Propor uma abordagem transversal para o ensino de Ciências requer um 1 TURISMO E OS IMPACTOS AMBIENTAIS DERIVADOS DA I FESTA DA BANAUVA DE SÃO VICENTE FÉRRER COMO TEMA TRANSVERSAL PARA AS AULAS DE CIÊNCIAS NO PROJETO TRAVESSIA DA ESCOLA CREUSA DE FREITAS CAVALCANTI LURDINALVA

Leia mais

RELAÇÃO ENTRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL E ATIVIDADE TURÍSTICA, NO MUNICÍPIO DE JARDIM MS SILVANA APARECIDA L. MORETTI 1

RELAÇÃO ENTRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL E ATIVIDADE TURÍSTICA, NO MUNICÍPIO DE JARDIM MS SILVANA APARECIDA L. MORETTI 1 1 RELAÇÃO ENTRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL E ATIVIDADE TURÍSTICA, NO MUNICÍPIO DE JARDIM MS SILVANA APARECIDA L. MORETTI 1 RESUMO: Este trabalho pretende discutir a relação existente entre educação e organização

Leia mais

BACIAS HIDROGRÁFICAS E O MEIO AMBIENTE Profa Dra Lilza Mara Boschesi Mazuqui

BACIAS HIDROGRÁFICAS E O MEIO AMBIENTE Profa Dra Lilza Mara Boschesi Mazuqui BACIAS HIDROGRÁFICAS E O MEIO AMBIENTE Profa Dra Lilza Mara Boschesi Mazuqui OQUE É IMPACTO AMBIENTAL???? IMPACTO AMBIENTAL Qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente,

Leia mais

Grupo Temático: Áreas de Proteção. Ambiental Natural. Coordenador: Walter Koch. Facilitador: Karla. Relator:Eloísa

Grupo Temático: Áreas de Proteção. Ambiental Natural. Coordenador: Walter Koch. Facilitador: Karla. Relator:Eloísa Grupo Temático: Áreas de Proteção Coordenador: Walter Koch Facilitador: Karla Ass.: Ass.: Ass.: Relator:Eloísa Porto Alegre, 06 e 07 de maio de 2006. No. Grupo Temático 58 Áreas de Proteção Rejeitado Proposta

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE PRESIDENTE KUBITSCHEK Estado de Minas Gerais MENSAGEM Nº

PREFEITURA MUNICIPAL DE PRESIDENTE KUBITSCHEK Estado de Minas Gerais MENSAGEM Nº MENSAGEM Nº Senhores membros da Câmara Municipal, Submeto à elevada deliberação de V. Exªs. o texto do projeto de lei que institui o Plano Plurianual para o período de 2002 a 2005. Este projeto foi elaborado

Leia mais

CAPTAÇÃO DA ÁGUA DE CHUVA INTEGRADA AO TRABALHO DA PASTORAL DA CRIANÇA

CAPTAÇÃO DA ÁGUA DE CHUVA INTEGRADA AO TRABALHO DA PASTORAL DA CRIANÇA CAPTAÇÃO DA ÁGUA DE CHUVA INTEGRADA AO TRABALHO DA PASTORAL DA CRIANÇA Maria de Fátima Lima, Coordenadora da Pastoral da Criança na Diocese de Patos, Gilberto Nunes de Sousa, Central das Associações do

Leia mais

O ESPAÇO RURAL e a EDUCAÇÃO AMBIENTAL

O ESPAÇO RURAL e a EDUCAÇÃO AMBIENTAL EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO MEIO RURAL O ESPAÇO RURAL e a EDUCAÇÃO AMBIENTAL Luciano Gebler, MSc TESTE DE NIVELAMENTO 1 - O MEIO RURAL É : A - REGIÃO ONDE É FEITO O DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES AGRÍCOLAS; B

Leia mais

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável Sustentabilidade Socioambiental Resistência à pobreza Desenvolvimento Saúde/Segurança alimentar Saneamento básico Educação Habitação Lazer Trabalho/

Leia mais

Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version

Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version RECOMENDAÇÃO Nº 002/2010 (Prodemac) O Ministério Público do Estado do Amapá, por seu representante legal com atuação na Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, Conflitos Agrários, Habitação e Urbanismo,

Leia mais

MEIO AMBIENTE E VIDA TEXTO PARA A CAMINHADA DE CORPUS CRISTI A VIDA AMEAÇADA...

MEIO AMBIENTE E VIDA TEXTO PARA A CAMINHADA DE CORPUS CRISTI A VIDA AMEAÇADA... MEIO AMBIENTE E VIDA TEXTO PARA A CAMINHADA DE CORPUS CRISTI Daniel Cenci A VIDA AMEAÇADA... A vida é sempre feita de escolhas. A qualidade de vida resulta das escolhas que fazemos a cada dia. É assim

Leia mais

Estudo de Impacto Ambiental

Estudo de Impacto Ambiental UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO Estudo de Impacto Ambiental Prof Luís César da Silva, Dr UFES/CCA O que é Impacto Ambiental? Corresponde as alterações das propriedades físicas, químicas e biológicas

Leia mais

DECRETO Nº 277 DE 23 DE MARÇO DE 2015

DECRETO Nº 277 DE 23 DE MARÇO DE 2015 DECRETO Nº 277 DE 23 DE MARÇO DE 2015 Estabelece medidas administrativas temporárias para contenção e otimização de despesas, no âmbito do Poder Executivo, cria o Conselho Gestor para Eficiência Administrativa

Leia mais

LEI Nº 11.427 DE 17 DE JANEIRO DE 1997

LEI Nº 11.427 DE 17 DE JANEIRO DE 1997 LEI Nº 11.427 DE 17 DE JANEIRO DE 1997 Dispõe sobre a conservação e a proteção das águas subterrâneas no Estado de Pernambuco e dá outras providências Capítulo I - Da conservação e proteção das águas subterrâneas

Leia mais

Palavras-chave: Turismo; Educação Ambiental; Escola. 1. Introdução

Palavras-chave: Turismo; Educação Ambiental; Escola. 1. Introdução A Educação Ambiental como Pressuposto para um Turismo Sustentável 1 Cristine Gerhardt Rheinheimer 2 Teresinha Guerra 3 Universidade Federal do Rio Grande do Sul Resumo Chegamos a um ponto de nossa trajetória

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: Educando gerações para repensar, reduzir, reaproveitar e reciclar EDSON MANOEL DA SILVA

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: Educando gerações para repensar, reduzir, reaproveitar e reciclar EDSON MANOEL DA SILVA 1 EDUCAÇÃO AMBIENTAL: Educando gerações para repensar, reduzir, reaproveitar e reciclar Introdução EDSON MANOEL DA SILVA O projeto de Educação Ambiental realizado na Escola Antônio Firmino, rede municipal

Leia mais

AULA 9. Ação pelo Ambiente

AULA 9. Ação pelo Ambiente AULA 9 Ação pelo Ambiente Roberto e o seu grupo do meio ambiente estão se preparando para a Grande Reunião que irá tratar dos problemas ambientais do planeta. Ele pede ajuda à Sofia para bolar um plano

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE DIRETORIA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL GERÊNCIA DE PROJETOS MINERÁRIOS

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE DIRETORIA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL GERÊNCIA DE PROJETOS MINERÁRIOS GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE DIRETORIA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL GERÊNCIA DE PROJETOS MINERÁRIOS ITAITUBA PA Junho/2012 O QUE É O LICENCIAMENTO AMBIENTAL? O Licenciamento

Leia mais

RELATÓRIO DA SEMANA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE 02 a 10 de junho de 2014

RELATÓRIO DA SEMANA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE 02 a 10 de junho de 2014 RELATÓRIO DA SEMANA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE 02 a 10 de junho de 2014 As cidades de Alagoa grande, Bananeiras, Caiçara, Cacimba de Dentro,Dona Inês, Guarabira, Sapé e Solânea participaram da Semana Nacional

Leia mais

REFORMA UNIVERSITÁRIA: contribuições da FENAJ, FNPJ e SBPJor. Brasília, outubro de 2004

REFORMA UNIVERSITÁRIA: contribuições da FENAJ, FNPJ e SBPJor. Brasília, outubro de 2004 REFORMA UNIVERSITÁRIA: contribuições da FENAJ, FNPJ e SBPJor Brasília, outubro de 2004 FEDERAÇÃO NACIONAL DOS JORNALISTAS FENAJ http://www.fenaj.org.br FÓRUM NACIONAL DOS PROFESSORES DE JORNALISMO - FNPJ

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA INSTITUTO DE PESQUISA E PLANEJAMENTO URBANO DE CURITIBA

PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA INSTITUTO DE PESQUISA E PLANEJAMENTO URBANO DE CURITIBA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA INSTITUTO DE PESQUISA E PLANEJAMENTO URBANO DE CURITIBA OFICINA DE CAPACITAÇÃO PARA O PLANO DIRETOR: REGIONAL BOQUEIRÃO 18/03/2014 CURITIBA MARÇO/2014 Realizações no dia

Leia mais

COORDENADORIA ESTADUAL DE DEFESA CIVIL

COORDENADORIA ESTADUAL DE DEFESA CIVIL COORDENADORIA ESTADUAL DE DEFESA CIVIL Roteiro para montagem de um Plano Preventivo de Defesa Civil Apresentamos o presente roteiro com conteúdo mínimo de um Plano Preventivo de Defesa Civil ou Plano de

Leia mais

Município D 8.902 545 6,12 Município E 231.977 3.544 1,53 Município F 93.655 1.280 1,37

Município D 8.902 545 6,12 Município E 231.977 3.544 1,53 Município F 93.655 1.280 1,37 01 - Os problemas ambientais estão na ordem do dia dos debates científicos, das agendas políticas, da mídia e das relações econômicas. Até muito recentemente, ao se falar de meio ambiente, as instituições

Leia mais

LEI Nº. 2.510, DE 23 DE MAIO DE 2011.

LEI Nº. 2.510, DE 23 DE MAIO DE 2011. 1 LEI Nº. 2.510, DE 23 DE MAIO DE 2011. Institui a Política Municipal de Educação Ambiental, e dá outras providências. A CÂMARA MUNICIPAL DE ANANINDEUA estatui e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I

Leia mais

COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N o 2.602, DE 2010 Susta os efeitos do Decreto nº 7.154, de 9 de abril de 2010. Autora: Deputado SARNEY FILHO Relator:

Leia mais

GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS - A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA COLETA SELETIVA DE LIXO O CASO DE IJUÍ/RS 1

GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS - A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA COLETA SELETIVA DE LIXO O CASO DE IJUÍ/RS 1 GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS - A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA COLETA SELETIVA DE LIXO O CASO DE IJUÍ/RS 1 Juliana Carla Persich 2, Sérgio Luís Allebrandt 3. 1 Estudo

Leia mais

ELABORAÇÃO DE PLANO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO MEIO RURAL DO MUNICÍPIO DE JAÚ -SP

ELABORAÇÃO DE PLANO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO MEIO RURAL DO MUNICÍPIO DE JAÚ -SP ELABORAÇÃO DE PLANO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO MEIO RURAL DO MUNICÍPIO DE JAÚ -SP INTRODUÇÃO A Agenda 21 Local é um instrumento de planejamento de políticas públicas que envolve tanto a sociedade

Leia mais

TERMO DE REFERÊNCIA ELABORACÃO DE RELATÓRIO DE CONTROLE AMBIENTAL (RCA) REFERENTE À ATIVIDADE DE LEVANTAMENTO SÍSMICO

TERMO DE REFERÊNCIA ELABORACÃO DE RELATÓRIO DE CONTROLE AMBIENTAL (RCA) REFERENTE À ATIVIDADE DE LEVANTAMENTO SÍSMICO Governo do Estado do Rio Grande do Norte Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos TERMO DE REFERÊNCIA ELABORACÃO DE RELATÓRIO DE CONTROLE AMBIENTAL (RCA) REFERENTE À ATIVIDADE DE LEVANTAMENTO

Leia mais

Profea- Projeto de Formação de Educadores Ambientais

Profea- Projeto de Formação de Educadores Ambientais Profea- Projeto de Formação de Educadores Ambientais Mostra Local de: Maringá PR Categoria do projeto: I Projetos em Andamento (projetos em execução atualmente) Nome da Instituição/Empresa: Facinor- Faculdade

Leia mais

O homem e o meio ambiente

O homem e o meio ambiente A U A UL LA O homem e o meio ambiente Nesta aula, que inicia nosso aprendizado sobre o meio ambiente, vamos prestar atenção às condições ambientais dos lugares que você conhece. Veremos que em alguns bairros

Leia mais

A POLÍTICA AMBIENTAL NAS EMPRESAS

A POLÍTICA AMBIENTAL NAS EMPRESAS SEMANA AMBIENTAL NA BRASIMET 2006 CIDADANIA E EDUCAÇÃO PARA UM PLANETA MELHOR A POLÍTICA AMBIENTAL NAS EMPRESAS A atual conjuntura econômica e os novos cenários sócio-ambientais nacionais e internacionais

Leia mais

Missão. Objetivos Específicos

Missão. Objetivos Específicos CURSO: Engenharia Ambiental e Sanitária Missão O Curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da Universidade Estácio de Sá tem por missão formar profissionais com sólida formação técnico científica nas áreas

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE POUSO REDONDO CNPJ 83.102.681/0001-26 Rua Antonio Carlos Thiesen, 74 89.172-000 Pouso Redondo Santa Catarina

PREFEITURA MUNICIPAL DE POUSO REDONDO CNPJ 83.102.681/0001-26 Rua Antonio Carlos Thiesen, 74 89.172-000 Pouso Redondo Santa Catarina PREFEITURA MUNICIPAL DE POUSO REDONDO CNPJ 83.102.681/0001-26 Rua Antonio Carlos Thiesen, 74 89.172-000 Pouso Redondo Santa Catarina LEI N. 1925/06 de 25.07.2006. Dispõe sobre a criação do Conselho Municipal

Leia mais

A Produção de Empreendimentos Sustentáveis

A Produção de Empreendimentos Sustentáveis A Produção de Empreendimentos Sustentáveis Arq. Daniela Corcuera arq@casaconsciente.com.br www.casaconsciente.com.br A construção sustentável começa a ser praticada no Brasil, ainda com alguns experimentos

Leia mais

Contribuir para a implantação de programas de gestão e de educação ambiental em comunidades e em instituições públicas e privadas.

Contribuir para a implantação de programas de gestão e de educação ambiental em comunidades e em instituições públicas e privadas. TÍTULO: EDUCAÇÃO AMBIENTAL: ESTRATÉGIA PARA O CONHECIMENTO E A INCLUSÃO SOCIAL AUTORES: Chateaubriand, A. D.; Andrade, E. B. de; Mello, P. P. de; Roque, W. V.; Costa, R. C. da; Guimarães, E. L. e-mail:

Leia mais