CARTA DE RECOMENDAÇÕES Elaborada pelos participantes do 2º Encontro da Rede Participação Juvenil de Sintra

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1 CARTA DE RECOMENDAÇÕES Elaborada pelos participantes do 2º Encontro da Rede Participação Juvenil de Sintra

2 PARTICIPAÇÃO EM ACTIVIDADES JUVENIS 1. Realizar inquéritos, a nível local, para averiguar em que tipo de actividades os jovens desejam participar; 2. Criar programas de apoio financeiro e protocolos para entidades que tenham capacidade para promover projectos de promoção à participação juvenil; 3. Promover encontros entre entidades que trabalhem com jovens pelas instituições do poder local;

3 PARTICIPAÇÃO EM ACTIVIDADES JUVENIS 4. Criar uma plataforma Web onde haja partilha e conhecimento entre actores que trabalham com jovens; 5. Criar políticas que facilitem o apoio das instituições aos promotores de actividades juvenis e aos profissionais de trabalho socio-educativo em prol dos jovens.

4 IMPULSIONAMENTO DE INICIATIVAS JUVENIS 1. Criação de espaços físicos/infra-estruturas, com um objectivo, de modo a que os jovens se possam encontrar; 2. Agilização de processos burocráticos na formação das organizações/associações juvenis; 3. Criação de apoios para formação de técnicos de juventude que possam acompanhar (coaching) e estimular os jovens à participação, bem como criação de uma bolsa local destes mesmos técnicos;

5 IMPULSIONAMENTO DE INICIATIVAS JUVENIS 4. Apoios financeiros às organizações/associações juvenis; 5. Incentivo a um ensino com mais ênfase nas competências transversais; 6. Disciplinas curriculares como Educação Cívica com programas mais apelativos e adequados às prioridades dos jovens; 7. Fomentar o espírito de voluntariado e de comunidade nas escolas através de iniciativas concretas e espaços de partilha (ex: criação do gabinete do voluntariado nas escolas).

6 VOLUNTARIADO 1. Criar um departamento para o voluntariado jovem no Banco Local de Voluntariado de Sintra para melhorar a informação e a categorização das entidades que promovem oportunidades de voluntariado para os jovens, criando espaços de encontro entre jovens voluntários e entidades; 2. Promover acções de sensibilização do voluntariado nas escolas através da partilha de experiências de jovens voluntários das entidades do Concelho; 3. Instituir um sistema de reconhecimento do voluntariado através de um certificado de participação e de aprendizagem que envolva o voluntário (auto-avaliação), as entidades promotoras (avaliação) e o Banco Local de Voluntariado de Sintra (validação);

7 DENTRO DAS PRÓPRIAS ORGANIZAÇÕES DE JUVENTUDE 1. Criar oportunidades de formação para dar resposta ás necessidades de trabalho dos dirigentes associativos, valorizando os conteúdos, tendo em conta o método de educação não-formal, com enfoque na partilha de experiencias e na aquisição de competências. 2. Que a Câmara Municipal de Sintra possa dar a conhecer e disponibilizar espaços, recursos humanos e materiais adequados e necessários, para o desenvolvimento de projectos e actividades do movimento associativo juvenil.

8 DENTRO DAS PRÓPRIAS ORGANIZAÇÕES DE JUVENTUDE 3. Que sejam criadas oportunidades de formação dos dirigentes, responsabilizando-os, no seio das organizações juvenis, nomeadamente através de uma politica de continuidade, em que não sejam abandonados projectos de marcada importância. 4. Dinamizar reuniões mais inclusivas, dentro das Organizações, que possam fomentar a discussão e a participação de todos, integrando todos os membros num processo democrático de decisão.

9 DENTRO DAS PRÓPRIAS ORGANIZAÇÕES DE JUVENTUDE 5. Ter em conta a plataforma web, enquanto instrumento privilegiado que é, utilizá-la para divulgar e dar a conhecer actividades e projectos das várias organizações, fomentando inequivocamente a comunicação interassociativa. 6. Realizar encontros semestrais que reúnam as organizações juvenis do Concelho para que possam ser debatidos os seus problemas e anseios, na busca de soluções colectivas e tomadas de decisão.

10 DENTRO DAS PRÓPRIAS ORGANIZAÇÕES DE JUVENTUDE 7. Criação de uma bolsa de recursos materiais e humanos das organizações, de forma a potenciar a utilização e a partilha (ex. que uma associação possa ceder um técnico de uma determinada área, para realizar um workshop numa outra associação)

11 PARTICIPAÇÃO EM PROCESSOS DE TOMADA DE DECISÃO 1. Promover debates periódicos e pertinentes entre jovens e políticos, moderados por técnicos em Educação para a Cidadania Democrática; 2. Promover a formação em Cidadania Democrática em contextos diversos do Concelho, através de organizações/instituições e de formadores especializados na área; 3. Promover debates periódicos sobre cidadania e política entre os jovens; 4. Promover oportunidades para os jovens observarem os processos de tomada de decisão dos órgãos decisores do concelho;

12 PARTICIPAÇÃO EM PROCESSOS DE TOMADA DE DECISÃO 5. Promover oportunidades de aprendizagem de cidadania democrática dos jovens através de modelos que simulem órgãos de decisão que já existam ou mecanismos inovadores no concelho; 6. Promover um Encontro anual entre os jovens e os responsáveis máximos em Juventude do Concelho, incluindo a/o Presidente da Câmara Municipal de Sintra, no sentido de dar a conhecer as conclusões dos debates periódicos e avaliar o trabalho que está a ser feito por ambas as partes;

13 PARTICIPAÇÃO EM PROCESSOS DE TOMADA DE DECISÃO 7. Promover a visibilidade e a transparência dos mecanismos de participação democrática juvenil existentes no concelho de Sintra, adaptando aos jovens toda a informação que lhes for direcionada; 8. Promover espaços online com informação sobre os mecanismos existentes de participação democrática dos jovens em Sintra e, outros mecanismos que possam vir a ser implementados; 9. Garantir o envolvimento directo dos jovens e dos grupos informais de jovens no Conselho Municipal de Juventude, sem ser necessária a sua filiação em qualquer organização/instituição.

14 CO-GESTÃO 1. Promover a participação das organizações activas no domínio da juventude nas comissões de protecção crianças e jovens de Sintra; 2. Criação de um programa de cooperação local focado nos jovens que permita uma articulação com a Rede Social de Sintra; 3. Promover acções de sensibilização sobre co-gestão entre os jovens e as entidades públicas/privadas/associativas;

15 CO-GESTÃO 4. Dar formação técnica sobre co-gestão aos jovens e às entidades públicas/privadas/associativas; 5. Possibilitar às organizações juvenis uma representação mais alargada no Conselho Municipal de juventude.

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