I A Importância da Formação de Professores de Sociologia para a Educação Básica.

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1 UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE APLICAÇÃO FERNANDO RODRIGUES DA SILVEIRA DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E INTEGRAÇÃO SOCIAL DISCIPLINA DE SOCIOLOGIA PROFESSOR: ROGERIO MENDES DE LIMA PROPOSTA PARA A PRÁTICA DE ENSINO E O ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SOCIOLOGIA Este documento tem por objetivo servir como base para a reorganização da Prática de Ensino e do Estágio Supervisionado em Ciências Sociais no interior da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em particular no Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAP/UERJ). Sendo assim de maneira sucinta são abordadas questões consideradas relevantes para a adequação da Prática de Ensino e do Estágio Supervisionado às novas regras elaboradas pelo Ministério da Educação para a Formação de Professores para a Educação Básica. É importante afirmar que este documento se encontra aberto à sugestões de outros departamentos do Instituto de Aplicação, principalmente para aquelas que vierem a colaborar no sentido de uma maior integração entre os departamentos do CAP/UERJ. I A Importância da Formação de Professores de Sociologia para a Educação Básica. Desde a década passada as ciências sociais viram ampliar-se um mercado até então restrito a alguns colégios tradicionais e/ou preocupados com uma formação mais humanista. O de professores de Sociologia para o Ensino Básico. Se por um lado, este novo contexto, reforçado na segunda metade dos anos 90 pela nova LDB, trouxe uma nova possibilidade de inserção profissional para os cientistas sociais, por outro lado, tornou necessária uma reorganização da estrutura de formação dos estudantes de graduação da área. Concentrada anteriormente na formação de profissionais para atuarem em sua imensa maioria como professores universitários e/ou pesquisadores, o currículo de ciências sociais possuía pouco espaço para a discussão da formação do profissional que não fosse se inserir em uma destas áreas. Este é um desafio colocada atualmente para a Prática de Ensino em Sociologia. Ser capaz de fornecer ao estudante elementos e ferramentas que permitam sua atuação num segmento onde

2 as abordagens, os conteúdos e as formas pedagógicas de transmissâo e construção do conhecimento são muitos diversas das utilizadas no ensino superior. Não surpreende, portanto, as inúmeras dificuldades que as Ciências Sociais têm tido na estruturação da Prática de Ensino e do Estágio Supervisionado. Para aproveitar adequadamente o mercado que cresce é necessário, portanto, que a formação dos professores de Sociologia para atuar na Educação Básica adquira algumas características ainda ausentes. A resolução do MEC neste sentido, pode ser de grande valia, na medida em que, ao ampliar o tempo destinado a licenciatura, possibilita que a formação específica do profissional ganhe em qualidade. Uma das questões fundamentais que emergem neste contexto é a necessidade da integração entre as disciplinas teóricas e a prática efetiva realizada durante o estágio. Dessa forma, o Estágio Supervisionado não pode ser colocado em segundo plano, como complemento de carga horária, mas sim como uma atividade intrisecamente relacionada à formação profissional. Dessa forma tem de ser cada vez mais significativa a participação do Instituto de Aplicação nesta formação. Assim como ocorre em outras disciplinas como a História, torna-se imperioso que haja uma crescente aproximação entre as temáticas abordadas no currículo de graduação, nas disciplinas de prática e no estágio. A atividade pedagógica em turmas de ensino médio, possui uma série de especificidades. O público alvo, formado majoritariamente por adolescentes; os objetivos a que se destina, o de formar cidadãos e não cientistas sociais; a forma de abordagem dos conteúdos, completamente diversa, visto que o público não têm conhecimento anterior da disciplina e tampouco faz uma escolha voluntária para conhece-la; a estrutura encontrada, na maioria das vezes precária e insatisfatória para a realização dos propósitos dos professores; a constante necessidade de legitimação entre alunos e frente a outras disciplinas que, em muitos casos, consideram o conhecimento sociológico uma capacidade que pode ser adquirida ao longo da formação, sem a necessidade de uma disciplina específica que o aborde. Estas e outras questões, colocam na ordem do dia a obrigação daqueles que trabalham com a formação destes novos profissionais, de fornecerem a estes os instrumentos que precisarão em sua atividade profissional. Dessa forma, o papel exercido nessa formação pelo Instituto de Aplicação tem de ser mais relevante. A experiência acumulada ao longo de décadas na formação de professores e a própria relação diária com a Educação Básica fazem deste Instituto, uma referência na reorganização dos cursos de licenciatura da UERJ, especialmente na área de Sociologia.

3 Nos tópicos seguintes são apresentadas algumas propostas para a Prática de Ensino e o Estágio Suprevisionado em Sociologia, algumas das quais já sendo utilizadas de maneira regular desde o início deste ano. II Proposta de Trabalho para as Turmas de Ensino Médio No âmbito do IAP/UERJ, a Sociologia tem com proposta de trabalho para o ensino médio, contribuir de maneira significativa para a formação de cidadãos críticos e conscientes das principaos questões do mundo em que vivem. Esta formação é realizada a partir de uma combinação de estratégias pedagógicas que, complementando-se, permitem ao corpo discente construir competências adequadas à sua participação enquanto cidadão de um mundo em constante transformação. No curso são utilizados textos selecionados, textos jornalísticos recentes, vídeos de curta e longa metragem, além de um conjunto de atividades extra-sala de aula, tais como visitas a lugares históricos importantes para a compreensão das relações sociais na cidade do Rio de Janeiro, Trabalhos de Campo e Oficinas de Estudo. O curso procura ainda incentivar a construção coletiva de conteúdos por parte dos alunos através de atividades em grupo, em sala de aula e fora dela, objetivando que, por um lado, o compartilhamento de diversas interpretações possa contribuir para a construção de uma visão acerca dos temas mais abrangente e plural, e, por outro, possibilitar ao discente desenvolver um espírito de agir coletivamente na busca de soluções para determinados problemas. III Disciplinas Específicas para a Formação de Professores em Sociologia. Neste tópico, este documento pretende apresentar algumas disciplinas que, dentro de uma concepção de Prática de Ensino onde a atuação futura do profissional na Educação Básica seja o foco principal, deverão contribuir de maneira significativa em sua formação. a. O Ensino de Sociologia em Turmas de Ensino Médio. Ementa: Este curso visa apresentar ao estudante de Licenciatura, as especificidades do ensino de Sociologia em turmas de Ensino Médio. Pretende-se analisar neste curso, os currículos já existentes e as discussões mais pertinentes ao aluno desse segmento, as estratégias e recursos possíveis de serem utilizados num curso de Sociologia e a Construção de um Plano de Curso adequado à realidade do Ensino Básico, bem como as formas de avaliação do aprendizado.

4 Bibiografia Básica: Bourdieu, P. Questões de Sociologia. Marco Zero, RJ, 1983 Costa, Cristina. Sociologia. Uma Introdução à Ciência da Sociedade. Ed. Moderna, SP, Lima, Rogerio. Curso de Sociologia da Educação. IPAE, mimeo. Tomazi, Nelson. Iniciação à Sociologia. Atual, SP, 2000 b. Utilização de Recursos Audiovisuais nas aulas de Sociologia. Ementa: Este curso tem por objetivo analisar em conjunto com o estudante de licenciatura em Ciências Sociais, as inúmeras possibilidades de utilização de recursos audiovisuais em sala de aula. Ao longo do curso além de fomentar a discussão de como e quais as ferarmentas audiovisuais podem ser utilizadas nos vários temas da disciplina, ter-se à como objetivo que o estudante possa através de um trabalho de campo dirigido construir um catalógo próprio de vídeos de curta e longa metragem que possam servir como instrumentos didáticos em sua atividade profissional futura. Bibliografia Básica: Bourdieu, P. Questões de Sociologia. Marco Zero, RJ, 1983 Costa, Cristina. Sociologia. Uma Introdução à Ciência da Sociedade. Ed. Moderna, SP, Lima, Rogerio. Curso de Sociologia da Educação. IPAE, mimeo. Tomazi, Nelson. Iniciação à Sociologia. Atual, SP, 2000 c. Projetos e Trabalhos de Campo com turmas de Ensino Básico de Sociologia. Ementa: Este curso pretende discutir com os alunos as diversas possibilidades de projetos e trabalhos de campo possíveis de serem realizados com os alunos em um curso de Sociologia, abordando os impatos positivos que estas atividades têm para o desenvolvimento e a identificação do aluno com a disciplina. Bibliografia Básica: Bourdieu, P. Questões de Sociologia. Marco Zero, RJ, 1983 Costa, Cristina. Sociologia. Uma Introdução à Ciência da Sociedade. Ed. Moderna, SP, Lima, Rogerio. Curso de Sociologia da Educação. IPAE, mimeo. Tomazi, Nelson. Iniciação à Sociologia. Atual, SP, 2000

5 IV- FICHA DE AVALIAÇÃO UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE APLICAÇÃO FERNANDO RODRIGUES DA SILVEIRA PRÁTICA DE ENSINO I / II Professor Supervisor/Regente Professor de Prática de Ensino PRÁTICA DE ENSINO DE SOCIOLOGIA FICHA DE AVALIAÇÃO GLOBAL Ano Letivo Semestre 1. Identificação do Aluno-Mestre Nome Prática de Ensino I ( ) II ( ) Tarefas Específicas a realizar ao longo do Semestre 2. Dados referentes ao IAP/UERJ Turmas Horários Professor da Turma Data de Início Data de Encerramento Data da Regência 3. Avaliação Muito Bom (9,5 a 10,0) Bom (8,0 a 9,4) Regular (7,0 a 7,9) Insuficiente (5,0 a 6,9) Fraco (2,0 a 4,9) Não Observado (sem nota) Avaliação ao longo do semestre. Assiduidade MB ( ) B ( ) R ( ) I ( ) F ( ) NO ( ) Nota Atribuída Participação em Sala MB ( ) B ( ) R ( ) I ( ) F ( ) NO ( ) Nota Atribuída Co-participação MB ( ) B ( ) R ( ) I ( ) F ( ) NO ( ) Nota Atribuída Atividades Extra-sala MB ( ) B ( ) R ( ) I ( ) F ( ) NO ( ) Nota Atribuída Exposição Teórica MB ( ) B ( ) R ( ) I ( ) F ( ) NO ( ) Nota Atribuída

6 Avaliação da (s) aula (s) prática (s) // Regência Nº Aspectos Avaliados Avaliação Pontuação 1 Planejamento de aula 2 Pontualidade 3 Pertinência do Tema 4 Utilização de Material Didático 5 Criatividade 6 Organização da Sala 7 Exposição Oral 8 Sistematização do Conteúdo 9 Relação com os Alunos 10 Aplicação da Avaliação 11 Participação da Turma na Aula Total Materiais produzidos ao longo do Estágio Supervisionado MB ( ) B ( ) R ( ) I ( ) F ( ) NO ( ) Nota Atribuída Relatório de Desempnho do Aluno-Mestre Os objetivos da prática foram atingidos? ( ) sim ( ) não ( ) Em parte Nota Final Professor Avaliador Aluno Mestre Data

7 Encerrando, gostaria de informar que sou Doutor em Sociologia pelo Programa de Pós Graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Professor de Sociologia do Colégio Pedro II, Professor Adjunto da Escola de Marketing do Centro Universitário da Cidade,além de Professor Assistente de Sociologia do Instituto de Aplicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Atenciosamente, Rogerio Mendes de Lima Professor Assistente de Sociologia do Instituto de Aplicação da UERJ Rio de Janeiro, 03 de novembro de 2004

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