3) Ver Lei nº 8.078/90, artigo 51, "caput" e XVI, nulidade da cláusula de renúncia, pelo adquirente por benfeitorias necessárias.

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1 Nicoletti e Ferreira Advogados e Consultores Acessões e Benfeitorias: Art O possuidor de boa-fé tem direito à indenização das benfeitorias necessárias e úteis, bem como, quanto às voluptuárias, se lhe não forem pagas, ao de levantá-las, quando o puder sem detrimento da coisa. Pelo valor das benfeitorias necessárias e úteis, poderá exercer o direito de retenção. Notas: 1) Ver CCB, artigos 63, 1º a 3º, 510 e 1.566, III. 2) Ver CPC, artigos 628 e ) Ver Lei nº 8.078/90, artigo 51, "caput" e XVI, nulidade da cláusula de renúncia, pelo adquirente por benfeitorias necessárias. 4) Ver Lei nº 6.766/79. 5) Ver Lei nº 4.504/64, Estatuto da Terra, artigo 95, VIII, indenização ao arrendatário pelas benfeitorias realizadas. 6) Ver Súmula 158 do STF JCCB.545 COMPROMISSO DE COMPRA E Art Havendo benfeitorias indenizáveis feitas na coisa pelo devedor ou por terceiros, de cujo poder houver sido tirado, a liquidação prévia é obrigatória. Se houver saldo em favor do devedor, o credor o depositará ao requerer a entrega da coisa; se houver saldo em favor do credor, este poderá cobrá-lo nos autos do mesmo processo. SEÇÃO II DAS CLÁUSULAS ABUSIVAS Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao XVI - possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias. 1º. Presume-se exagerada, entre outros casos, a vantagem que: I - ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico a que pertence; II - restringe direitos ou obrigações fundamentais inerentes à natureza do contrato, de tal modo a ameaçar seu objeto ou o equilíbrio contratual; III - se mostra excessivamente onerosa para o consumidor, considerando-se a natureza e conteúdo do contrato, o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares ao caso. 2º. A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato, exceto quando de sua ausência, apesar dos esforços de integração, decorrer ônus excessivo a qualquer das partes. 3º. (Vetado). 4º. É facultado a qualquer consumidor ou entidade que o represente requerer ao Ministério Público que ajuíze a competente ação para ser declarada a nulidade de cláusula contratual que contrarie o disposto neste Código ou que de qualquer forma não assegure o justo equilíbrio entre direitos e obrigações das partes. VENDA - Terreno. Construção nele erigida. Caracterização como acessão e não como benfeitoria. Recurso provido para esse fim. Construções e plantações não se enquadram entre as benfeitorias propriamente ditas. São acessões que obedecem às regras dos arts. 545 a 549 do CC. (TJSP - AC ª C - Rel. Des. Pereira da Silva - J ) (RJTJ ESP 162/32) JCCB.545 LOCAÇÃO - CONSTRUÇÃO NO TERRENO LOCADO - AUTORIZAÇÃO DO LOCADOR - ACESSÕES CARACTERIZADAS - SUJEIÇÃO ÀS REGRAS DOS ARTS E 549, DO CC - Construção de um Salão Comercial e um banheiro no

2 terreno locado, com autorização do locador, não se enquadra entre as benfeitorias propriamente ditas, são acessões que obedecem às regras dos arts. 545 e 549 do CC. (2º TACSP - Ap. c/rev /0-11ª C - Rel. Juiz Clovis Castelo - J ) (RT 734/381) JCCB.545 REIVINDICATÓRIA - Exceção de usucapião. Construções em terreno alheio. Direito de indenização. Retenção. O bom título caracterizador da boa posse é pressuposto essencial para o sucesso da defesa oposta na ação por meio da exceção de usucapião. A edificação em terreno alheio não se denomina juridicamente de "benfeitoria", mas de "acessão", cuja distinção é de rigor, pois que influi na geratriz dos efeitos que tocam no direito das partes (arts. 516, 545 e 547 do CC). Direito de retenção indevido. (TJRS - AC ª C - Rel. Des. Clarindo Favretto - J ) Art Na execução de sentença, proferida em ação fundada em direito real, ou em direito pessoal sobre a coisa, é lícito ao devedor deduzir também embargos de retenção por benfeitorias. 1º - Nos embargos especificará o devedor, sob pena de não serem recebidos: I - as benfeitorias necessárias, úteis ou voluptuárias; II - o estado anterior e atual da coisa; III - o custo das benfeitorias e o seu valor atual; IV - a valorização da coisa, decorrente das benfeitorias. 2º - Na impugnação aos embargos poderá o credor oferecer artigos de liquidação de frutos ou de danos, a fim de se compensarem com as benfeitorias. 3º - O credor poderá, a qualquer tempo, ser imitido na posse da coisa, prestando caução ou depositando: I - o preço das benfeitorias; II - a diferença entre o preço das benfeitorias e o valor dos frutos ou dos danos, que já tiverem sido liquidados. Art O possuidor de boa-fé tem direito à indenização das benfeitorias necessárias e úteis, bem como, quanto às voluptuárias, se lhe não forem pagas, a levantá-las, quando o puder sem detrimento da coisa. Pelo valor das benfeitorias necessárias e úteis, poderá exercer o direito de retenção. Art Ao possuidor de má-fé serão ressarcidas somente as benfeitorias necessárias; mas não lhe assiste o direito de retenção pela importância destas, nem o de levantar as voluptuárias LOCAÇÃO. INDENIZAÇÃO POR BENFEITORIAS. AÇÃO ORDINÁRIA. - Locação. Indenização por benfeitorias. Pedido formulado através de ação ordinária: possibilidade. interpretação de cláusula contratual. Coisa julgada inocorrente. Coisa julgada. Para que se possa cogitar de coisa julgada preciso e que haja analise de pedido formulado na ação e que ocorra decisão de procedência ou improcedência a seu respeito. Silenciando a sentença a respeito de pedido indenizatório feito quanto as benfeitorias introduzidas no imóvel locado, e uma vez transitada ela em julgado, não se pode como ocorrido coisa julgada quanto ao mesmo. Por isso, possível ao locatário a formulação de pedido indenizatório, sem ofensa a coisa julgada, através de ação ordinária. Preliminar rejeitada. Indenização por benfeitorias. Prevendo o contrato de locação que "a critério do locador, as benfeitorias erguidas pelo locatário, ao termino do contrato, poderão ser retiradas ou indenizadas pelo senhorio" tal importa no dever de optar por uma ou outra das modalidades, dando, em qualquer hipótese, de sua decisão conhecimento ao inquilino. Demolindo as acessões feitas, sem dar prévio conhecimento de sua decisão quanto a não permanecer com elas ao locatário, responde o locador pelos danos causados ao material ou seu desaparecimento. Estes danos indenizáveis, no entanto, devem ficar restritos aos materiais do galpão, escritório com banheiro e churrasqueira, poste de entrada de energia e caixa de medidores e cerca, excluídos serviços de aterro e de contrapiso, por apenas interessarem ao tipo de mercância exercitada pelo locatário. Estas ultimas, sob pena de ficar sem sentido a inserção das cláusulas 6ª. E 11ª., devem ficar entendidas como intencionalmente excluidas de uma possível indenização. Tal exclusão se da, até mesmo, pelo fato de, para um contrato de cinco (05) anos ter ficado previsto um locativo inalterado em seu valor. Apelação parcialmente provida. (TARS - AC ª CCiv. - Rel. Juiz Moacir Adiers - J ) JCCB.545 LOCAÇÃO - CONSTRUÇÃO NO TERRENO LOCADO - AUTORIZAÇÃO DO LOCADOR - ACESSÕES CARACTERIZADAS - SUJEIÇÃO ÀS REGRAS DOS ARTS E 549, DO CC - Construção de um Salão Comercial e um banheiro no terreno locado, com autorização do locador, não se enquadra entre as benfeitorias propriamente ditas, são acessões que

3 obedecem às regras dos arts. 545 e 549 do CC. (2º TACSP - Ap. c/rev /0-11ª C - Rel. Juiz Clovis Castelo - J ) (RT 734/381) JCCB.1254 COMODATO - BENFEITORIAS - DIREITO DE RETENÇÃO - BOA-FÉ DO COMODATÁRIO - ÓBICE DO ART DO CC - INEXISTÊNCIA - ADMISSIBILIDADE - As benfeitorias e acessões introduzidas no imóvel, de boa-fé, pelo comodatário, devem ser indenizadas, sob pena de enriquecimento ilícito do comandante, não constituindo óbice à indenização e ao ius retentionis o art do CC, que só alcança os gastos ordinários. (2º TACSP - Ap c/ rev ª C. - Rel. Juiz Batista Lopes - J ) (JTACSP 140/264) JCCB.547 EDIFICAÇÃO EM TERRENO ALHEIO - DIREITO À INDENIZAÇÃO - As construções erigidas em imóvel alheio não se denominam de "benfeitorias", mas chamam-se de "acessões", cuja distinção é de rigor, pois influi juridicamente na geratriz dos efeitos que tocam no direito das partes. Inexistindo prova de má-fé do construtor ou se a má-fé é de ambos (titular do domínio e construtor), cabe a indenização àquele que realizou as acessões em terreno alheio. Recurso provido. (TJRS - AC ª C Cível - Rel. Des. Clarindo Favretto - J ) JCCB.548 REIVINDICATÓRIA - ACESSÕES REALIZADAS NA PRESENÇA DO PROPRIETÁRIO - INDENIZAÇÃO - Equiparam-se às benfeitorias as acessões (CC, art. 516, 547 e 548). Lições da doutrina e precedente do STJ. Realizadas as acessões pelo possuidor na presença do proprietário, este deve indenizar aquele. (TJRS - AC ª C. Cív. - Rel. Des. Araken de Assis - J ) DESPEJO - FALTA DE PAGAMENTO - BENFEITORIAS - RETENÇÃO - NEGATIVA - Reconhecida a inadimplência, embora inquinado o débito de excessivo, como não foi purgada a mora da parte incontroversa do débito, procede a pretensão, porque caracterizada a infração contratual ensejadora do despejo. E indeferida a pretensão de retenção por benfeitorias e acessões feita no bojo da ação de despejo, assegurando aos apelantes buscar o que entendem de direito em ação própria. Apelo não provido. (TJRS - AC RS - 16ª C. Cív. - Rel. Des. Roberto Expedito da Cunha Madrid - J ) AÇÃO DE DESPEJO - DIREITO DE RETENÇÃO - ACESSÕES - INDEPENDENTEMENTE DE TRATAR - SE DE BENFEITORIAS OU ACESSÕES, O DIREITO DE RETENÇÃO E PLENAMENTE VIÁVEL, HAJA VISTA QUE ESTA SE EQUIPARA AS BENFEITORIAS ÚTEIS, ALÉM DO QUE, CONFORME TEM ENTENDIMENTO A JURISPRUDÊNCIA, INEXISTEM RAZÕES PARA TRATAMENTO DIFERENCIADO - VALOR DAS BENFEITORIAS - MANUTENÇÃO DO LAUDO OFICIAL - APELOS NÃO PROVIDOS. (TJRS - AC RS - 16ª C.Cív. - Rel. Des. Roberto Expedito da Cunha Madrid - J ) DESAPROPRIAÇÃO - Acessões que havia no imóvel ao tempo em que houve o a imissão provisória demolição pelo Poder Público que não o exime de indenizar o montante apurado em perícia criteriozamente elaborada- Apelação improvida- Sentença confirmada. (TJRS - AC RS - 3ª C.Cív. - Rel. Des. Nelson Antonio Monteiro Pacheco - J ) APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO REINVIDICATÓRIA - REQUISITOS PARA SUA PROCEDÊNCIA DEVIDAMENTE DEMONSTRADOS DIREITO DO RÉU, POSSUIDOR DE BOA FÉ, A INDENIZAÇÃO POR ACESSÕES - Sentença de improcedência reformada. Recurso provido em parte. (TJRS - AC RS - 7ª C.Cív. - Rel. Des. Lúcia de Castro Boller - J ) AÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL CUMULADA COM REINTEGRAÇÃO DE POSSE - RESOLUÇÃO CONTRATUAL POR INADIMPLÊNCIA DE UM DOS CONTRATANTES - AVENÇA ANTERIOR AO CDC - INVALIDADE DE CLÁUSULAS PROCESSUAIS ABUSIVAS, FORTE NO ART. 145 E ART. 146, PARÁGRAFOS, CC - RECONHECIDA A RESOLUÇÃO, EM CASO DE INADIMPLEMENTO, IMPÕE-SE O EFEITO DA RESTITUIÇÃO DOS FIGURANTES AO ESTADO ANTERIOR COM A DEVOLUÇÃO DOS VALORES DESEMBOLSADOS PELO PROMITENTE - COMPRADOR, EXCLUÍDO PERCENTUAL DE 20% A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO DIANTE DA OCUPAÇÃO DO IMÓVEL PELA PROMITENTE COMPRADORA - Indenização por benfeitorias. Para que tenha sucesso pretensão de indenização de benfeitorias, e indispensável que na contestação tenham sido especificadas as benfeitorias; indicando o estado anterior e o atual da coisa; declinando o custo das benfeitorias (ou acessões) e o seu valor atual; e, por fim, demonstrado a valorização da coisa, em razão das benfeitorias efetuadas. (TJRS - AC RS - 18ª C.Cív. - Rel. Des. Jorge Luis Dall'agnol - J ) LOCAÇÃO COMERCIAL. AÇÃO RENOVATÓRIA. RETOMADA. USO PRÓPRIO. RETOMADA. USO PRÓPRIO. INDENIZAÇÃO DESPESAS DE MUDANÇA E - Locação. Renovatória. Lei de luvas. Retomada para uso de sociedade. Locador sócio majoritário. Acessões. Indenização deferida. Fundo de comercio. Despesas de mudança. Indenizações desacolhidas. Alegação de afronta aos arts. 20 do Dec , 126 e 127, CPC, 547 do Código Civil. Recurso parcialmente conhecido e provido. I - No âmbito estreito do recurso especial não e viável o reexame de matéria da estreita competência das instâncias ordinárias. II - Em locação regida pela "lei de luvas", firmou-se a orientação, na doutrina e na jurisprudência, de não ser deferida indenização prevista no art. 20 do Dec na hipótese não contemplada de retomada para uso próprio. (TARS - RES ª CCiv. - Rel. Juiz Salvio de Figueiredo Teixeira - J )

4 LOCAÇÃO NÃO-RESIDENCIAL. DESPEJO. DENÚNCIA VAZIA. NOTIFICAÇÃO. - Locação não residencial. Denuncia vazia. Notificação premonitória. Eficácia. Direito de retenção. Incidência do art. 744, par. 1º do CPC. Acessões. O fato de o locador, sem ressalva, receber aluguel, mesmo depois de notificado o inquilino, não torna ineficaz a notificação que contem a denúncia do contrato. Face a natureza executiva da ação de despejo, a pretensão ao exercício do direito de retenção deve ser deduzida na própria contestação, obedecido o disposto no par. 1º do art. 744 do CPC, inclusive nos incisos III e IV, a fim de permitir ao locador efetuar o pagamento da importância correspondente ao valor atual das benfeitorias e a valorização do prédio delas proveniente, evitando-se a procrastinação do feito. Só e lícito ao locatário reter o prédio alugado por benfeitorias, não por acessões. Apelo não provido. (TARS - AC ª CCiv. - Rel. Juiz Luiz Felipe Azevedo Gomes - J ) LOCAÇÃO. - Indenização por benfeitorias e/ou acessões. Retenção. Ação de despejo. Cerceamento de defesa. Ausente prova da aquisição de acessórios do solo, e ante a antecipada renuncia, precisa e especifica, constante de contrato, não pode o locatário pretender reconhecimento de direito a retenção e indenização por tais acréscimos ao principal. Prova pericial, sobre as benfeitorias e/ou acessões, que se revela impertinente, não se configurando cerceamento de defesa pelo julgamento antecipado. Pretensão a uniformização de jurisprudência, sobre a possibilidade de retenção pelas benfeitorias necessárias, igualmente desarrazoada, pela inutilidade de tal pronunciamento no caso concreto. (TARS - AC ª CCiv. - Rel. Juiz Vanir Perin - J ) JCCB.516 PROCESSO CIVIL - EXECUÇÃO - EMBARGOS DE RETENÇÃO - REQUISITOS - ART. 744, 1º, CPC - RECURSO PROVIDO - I. Faz-se imprescindível que da petição inicial dos embargos de retenção por benfeitorias constem os requisitos elencados nos incisos (I, II, III e IV) do 1º do art. 744, CPC, sob pena de não serem recebidos. II. As acessões, para efeito do disposto nos arts. 516, CC e 744, CPC, equiparam-se a benfeitorias. (STJ - REsp SP - 4ª T. - Rel. Min. Sálvio de Figueiredo - DJU ) JCCB.516 POSSUIDOR DE BOA-FÉ - Construção. Direito de retenção. Também pelo valor da construção pode o possuidor exercer o direito de retenção. Precedentes do STJ: REsps. 739, e Cód. Civil, art (STJ - REsp RS - 3ª T. - Rel. Min. Nilson Naves - DJU ) JCCB.547 LOCAÇÃO - Renovatória. Lei de Luvas. Retomada para uso de sociedade. Locador sócio majoritário. Acessões. Indenização deferida. Fundo de comércio. Despesas de mudança. Indenizações desacolhidas. Alegação de afronta aos arts. 20 do D /34, 126 e 127, CPC, 547 do CC. No âmbito estreito do recurso especial não é viável o reexame de matéria da estreita competência das instâncias ordinárias. Em locação regida pela "Lei de Luvas", firmou-se a orientação, na doutrina e na jurisprudência, de não ser deferida indenização prevista no art. 20 do D /34 na hipótese não contemplada de retomada para o uso próprio. (STJ - REsp RS - 4ª T. - Rel. Min. Sálvio de Figueiredo - DJU ) (RJ 177/96) JCPC.126 LOCAÇÃO - RENOVATÓRIA - Lei de Luvas. Retomada para uso de sociedade. Locador sócio majoritário. Acessões. Indenização deferida. Fundo de comércio. Despesas de mudança. Indenizações desacolhidas. Alegação de afronta aos arts. 20 do Dec /34, 126 e 127, CPC, 547 do CC. No âmbito estreito do recurso especial não é viável o reexame de matéria da estreita competência das instâncias ordinárias. Em locação regida pela "Lei de Luvas", firmou-se a orientação, na doutrina e na jurisprudência, de não ser deferida indenização prevista no art. 20 do Dec /34 na hipótese não contemplada de retomada para uso próprio. (STJ - REsp RS - 4ª T. - Rel. Min. Sálvio de Figueiredo - DJU ) JCPC.460 LIMITES DE LITISCONTESTAÇÃO - REINTEGRAÇÃO DE POSSE - INDENIZAÇÃO NÃO PEDIDA - Excede as lindes da demanda a decisão que, sem pedido, defere indenização por acessões feitas em terra alheia, pelo esbulhador, ainda que reconhecendo que este agira de boa-fé. (STJ - REsp RJ - 3ª T. - Rel. Min. Dias Trindade - DJU ) JCPC.744 EMBARGOS DE RETENÇÃO POR BENFEITORIAS - QUESTÃO DA GARANTIA DO JUÍZO PELO DEPÓSITO - AÇÃO POSSESSÓRIA - EFICÁCIA EXECUTIVA LATO SENSU - As edificações, conquanto acessões industriais, equiparam-se às benfeitorias úteis, admitida a pretensão à retenção. Indispensável, todavia, na ação de execução de sentença para entrega de coisa, a segurança do juízo pelo depósito, como pressuposto à admissibilidade dos embargos de retenção. Nas ações possessórias, a sentença de procedência tem eficácia executiva lato sensu, com execução mediante simples expedição e cumprimento de um mandado. Inocorrência, nas possessórias, da dicotomia ação de cognição e ação de execução. Com maior razão, se admitidos embargos em execução possessória de reintegração, o depósito da coisa será indispensável. Recurso especial conhecido pela alínea c, mas ao qual se nega provimento. Sentença elogiada. (STJ - REsp RJ - 4ª T. - Rel. Min. Athos Carneiro - DJU ) JCPC.744 EXECUÇÃO - EMBARGOS DE RETENÇÃO POR BENFEITORIAS - REQUISITOS - CPC, ART. 744, 1º, I, II, III E IV - CC, ART I - Faz-se imprescindível que da petição inicial dos embargos de retenção por benfeitorias constem os requisitos elencados nos incisos (I, II, III e IV) do 1º do art. 744, CPC, sob pena de não serem recebidos. II - As acessões, para efeito do disposto nos arts. 516, CC e 744, CPC, equiparam-se a benfeitorias. (STJ - REsp SP - 4ª T. - Rel. Min. Sálvio de Figueiredo - DJU )

5 JCCB.1112 RECURSO ESPECIAL - Inviabilidade em relação ao ponto do julgado em que não alcançada unanimidade, ensejando apresentação de embargos infringentes. Sociedade por quotas. Responsabilidade solidária do sócio, em caso de ato de má-fé, com violação da lei e, por isso mesmo, anulado. Evicção. Indenização. O evicto há de ser indenizado amplamente, inclusive por construções que tenha erigido no imóvel. A expressão "benfeitorias", contida no artigo do Código Civil, há de ser entendida como compreendendo acessões. (STJ - REsp RJ - 3ª T. - Rel. Min. Eduardo Ribeiro - DJU p. 162) LOCAÇÃO - AÇÃO DE INDENIZAÇÃO - REMOÇÃO DE BENFEITORIAS - INTERPRETAÇÃO DE CLAUSULAS CONTRATUAL - IMPOSSIBILIDADE - 1. Tendo o Tribunal a quo interpretado que o termo "benfeitorias" foi utilizado no contrato de forma não tecnica e se refere, também, a "acessões", logo, indenizadas nos termos contratuais, e vedado a esta corte se pronunciar sobre o tema ante a aplicação da Súmula nº 5/STJ. 2. Recurso não conhecido. (STJ - REsp SP - 5ª T. - Rel. Min. Edson Vidigal - DJU p. 123) JCCB.545 COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA - Terreno. Construção nele erigida. Caracterização como acessão e não como benfeitoria. Recurso provido para esse fim. Construções e plantações não se enquadram entre as benfeitorias propriamente ditas. São acessões que obedecem às regras dos arts. 545 a 549 do CC. (TJSP - AC ª C - Rel. Des. Pereira da Silva - J ) (RJTJ ESP 162/32) JCCB.547 INDENIZAÇÃO - Benfeitorias e acessões. Boa-fé presumida. Verba devida. Art. 547 do CC. (TJSP - AC ª C - Rel. Des. Luiz de Azevedo - J ) (RTJESP 113/176) JCCB.516 POSSESSÓRIA - Embargos de retenção por benfeitorias. Oposição por possuidor e construtor de boa-fé visando à retenção de muro que circunda o terreno e moradias de alvenaria e madeira. Inadmissibilidade. Edificações que não se destinam à conservação ou melhoria do imóvel. Caracterização de verdadeiras acessões. Pretensão somente viável em relação a benfeitorias úteis ou necessárias. Embargos incabíveis. (1º TACSP - AI ª C - Rel. Juiz Barbosa Pereira - J ) (RT 646/93) JCCB.517 PROVA - Produção. Direito à indenização pretendida. Alegação de realização de benfeitorias no imóvel, quando na realidade de acessões se tratam. Inexistência de direito à retenção, como estipula o art. 517 do CC e art. 26 da L , de Negativa de produção de prova que não se constitui em cerceamento de defesa. Recurso não provido. (2º TACSP - Ap. com Rev ª C - Rel. Juiz Ruíter Oliva - J ) (JTACSP 116/275) JCCB.547 DIREITO DE RETENÇÃO - Comodato. Acessões. Inadmissibilidade. Exegese do art. 547 do CC. Influindo a boa ou má-fé daquele que ergue construções em terreno alheio, sabendo ser alheio, cabe apenas eventual direito indenizatório, dentro do regime do art. 547 do CC, não se confundindo estas acessões com benfeitorias, na acepção jurídica do conceito. (2º TACSP - Ap. c/rev ª C - Rel. Juiz Andreatta Rizzo - J ) (JTACSP 135/339) EMBARGOS DE RETENÇÃO POR BENFEITORIAS - ACESSÃO - ART CC - INDENIZAÇÃO - Embargos de retenção. Posse de boa-fé. Aquele que edifica em terreno alheio perde as construções em proveito do proprietário, mas tendo o direito à indenização (art. 547 do CC). As edificações, conquanto acessões industriais, equiparam-se às Benfeitorias úteis, admitida a pretensão à retenção. (TJRJ - EI-AC 381/96 - (Reg ) - Cód º G.C.Civ. - Rel. Des. Amaury Arruda de Souza - J ) BENFEITORIAS - EMBARGOS POR RETENÇÃO DE BENFEITORIAS - ADMISSIBILIDADE - Admissível é sua interposição. Mesmo que tal questão não tenha sido agitada no processo de conhecimento - Dispensável, no caso, o prévio depósito da coisa, para sua interposição. Por ser desnecessário e até incompatível com a natureza do direito de retenção. Equiparam-se para fins do exercício desse direito as acessões às benfeitorias, como o entendem jurisprudência e doutrina. Inexiste violação à coisa julgada, se diverso é o objeto de ambos os embargos interpostos - Tendo a perícia comprovado o valor da indenização postulada, impõe-se o acolhimento dos embargos, para se evitar indevido locupletamento e por indemonstrada a má-fé do embargante - Provimento do recurso. (TACRJ - AC 8131/93 - (Reg. 6194) - Cód ª C. - Rel. Juiz Luiz Odilon Gomes Bandeira - J ) (Ementário TACRJ 09/94 - Ementa 36734) LOCAÇÃO COMERCIAL RENOVATÓRIA - TAXA DE RENTABILIDADE A 12% A. A - INCLUSÃO DE ACESSÕES E BENFEITORIAS - PRAZO PARA RENOVAÇÃO - SÚMULA 178 DO STF - Na fixação do valor do aluguel para o novo período, costumase utilizar o método da rentabilidade, à taxa de 12% ao ano. Devem ser consideradas, na avaliação. As acessões e benfeitorias erguidas pelo locatário no imóvel locado, se o contrato estabelece que se incorporam ao prédio, desde logo, revertendo ao patrimônio do locador. O prazo mínimo de duração do novo contrato deve ser de cinco anos. Quando o contrato renovando tem prazo superior a cinco anos, embora não exista nenhum preceito legal que vede prorroga-lo por igual prazo, a jurisprudência consagrou que a renovação deve ser feita por cinco anos. Nesse sentido, a Súmula 178, do STF. Sentença modificada. (TACRJ - AC 13464/92 - (Reg. 5349) - Cód ª C. - Rel. Juiz Mauro Fonseca Pinto Nogueira - J ) (Ementa 35577) LOCAÇÃO COMERCIAL RETOMADA - BENFEITORIAS - RETENÇÃO DO IMÓVEL POR ACESSÕES E BENFEITORIAS ÚTEIS - INDENIZAÇÃO - CLÁUSULA EXONERATIVA - VALIDADE - ART. 35 DA LEI Nº 8.245/ Retenção do imóvel por acessões e

6 benfeitorias úteis levadas ao imóvel pelo locatário. Indenização. Extensão do regime legal das benfeitorias as acessões. Posição doutrinaria-validade da cláusula exonerativa da indenização em face do disposto do art. 35 da Lei nº 8.245/1991. (TACRJ - AC 6739/93 - (Reg. 3718) - Cód ª C. - Rel. Juiz Marcus Tullius Alves - J ) (Ementa 37018) REINTEGRAÇÃO DE POSSE - BENFEITORIAS - ÁREA URBANA INVADIDA - ACESSÕES - ESBULHO - Área urbana invadida, em que os ocupantes erguem acessões para sua moradia. Deferimento da proteção possessoria ao possuidor assim esbulhado. Reconhecimento de boa-fé por parte de apenas um dos ocupantes, a quem se reconhece o direito de ser indenizado pelas acessões feitas pelo mesmo. Efeitos legais diversos, segundo se cuide de acessões ou benfeitorias efetuadas pelos ocupantes da coisa. Irreconhecível o direito de retenção pelo valor de acessões. Ainda que admitia a boa-fé de quem as edificou. (TACRJ - EIAC 304/95 - (Reg ) - Cód ª GR - Rel. Juiz Nascimento A. Povoas Vaz - J ) (Ementa 44019) JCCB.63 INDENIZAÇÃO - AÇÃO - POSSE PRECÁRIA - ACESSÕES DE BOA FÉ - Não há de merecer o tratamento legal das benfeitorias voluntárias, mas o da acessão indenizável, a edificação, pelo possuidor precário do terreno, de uma casa rústica para pesca, processada de boa fé, desde que autorizada por quem de direito. (TAMG - AC Rel. Juiz Bernardino Godinho) (RJM 31/97) POSSESSÓRIA - REINTEGRAÇÃO - ACESSÕES - BOA-FÉ - INDENIZAÇÃO - Quando a disputa da posse decorre dos títulos dominiais, não se pode conceder a tutela em favor daquele a quem evidentemente não pertencer o domínio (CC, art. 505). Quem de boa-fé edifica em terreno alheio tem direito à indenização pelas acessões (CC, art. 516). No entanto, desde o momento em que a construção é embargada, mesmo que extrajudicialmente, não há se falar em posse de boa-fé. (TJSC - AC Itajaí - Rel. Des. Newton Trisotto - C.C.Esp. - J ) JCCB.63 BENFEITORIAS - Acessões. Provada a boa-fé na realização de acessão e benfeitoria: Direito à indenização - Benfeitorias são despesas efetuadas para conservar, melhorar ou embelezar uma coisa. Classificam-se em necessárias, úteis ou voluptuárias, conforme relacionadas no art. 63 do CC. Acessões indicam acréscimos a uma coisa, a esta aderindo, conforme o preceituado no art. 536 do CC. Este instituto se caracteriza, dentre outras hipóteses, "pela construção de obras ou plantações (inciso V)''. As acessões, ainda que se possam, no rigor técnico da expressão, distinguir das benfeitorias, obedecem a normas semelhantes. Equiparam-se a benfeitorias úteis. Faz a jus à indenização, o possuidor de boa-fé, quando se comprova a realização de acessão à benfeitoria. (TJDF - AC (Reg. Ac ) - 1ª T. - Rel. Des. João Mariosa - DJU ) JCCB.536 BENFEITORIAS - Acessões. Provada a boa-fé na realização de acessão e benfeitoria: Direito à indenização. Benfeitorias são despesas efetuadas para conservar, melhorar ou embelezar uma coisa. Classificam-se em necessárias, úteis ou voluptuárias, conforme relacionadas no art. 63 do CC. Acessões indicam acréscimos a uma coisa, a esta aderindo, conforme o preceituado no art. 536 do CC. Este instituto se caracteriza, dentre outras hipóteses, "pela construção de obras ou plantações (inciso V)". As acessões, ainda que se possam, no rigor técnico da expressão, distinguir das benfeitorias, obedecem a normas semelhantes. Equiparam-se a benfeitorias úteis. Faz a jus à indenização, o possuidor de boa-fé, quando se comprova a realização de acessão à benfeitoria. (TJDF - AC (Reg. Ac ) - 1ª T. - Rel. Des. João Mariosa - DJU )

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