Mamona Período: março de 2014

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1 Mamona Período: março de 2014 Quadro I: preço pago ao produtor Centro de Produção UF Unidade 12 meses (a) Média de Mercado 1 mês (b) Mês atual (c) Preço mínimo Var % (c/a) Irecê BA 60kg 128,18 130,38 126,73 55,8-1,13% Cardoso MG 60kg 103,72 110,40 110,40 55,8 6,44% CE 60kg 76,92 90,00 90,00 55,8 17,00% Quadro II: preço no atacado Centro de Comercialização UF Unidade 12 meses (a) Média de Mercado 1 mês (b) Mês atual (c) Var % (c/a) Irecê BA 60kg 131, Mercado Externo Na Índia a baga da mamona voltou a ter sua cotação aumentada, passando de US$658,60 por tonelada para US$664,83/t, após o pico ocorrido em dezembro, momento de grande demanda pela semente do produto. Tabela 1: preços nominais de semente e óleo de mamona em Gurajat, Kandla e média geral (Índia), em US$ por toneladas: Localidade mai/13 jun/13 jul/13 ago/13 set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 fev/14 Mês Produto mar/14 Baga (US$/t) Gujarat 558,89 583,82 586,95 584,45 596,29 593,1 629,5 712,56 676,29 658,60 664,83 Óleo (US$/t) Kandla , ,7 1406, , ,00 Óleo (US$/t) Índia ,1 1238, ,3 1366,7 1316, ,09 Fonte: The Solvent Extractors' Association of India Os preços de Rotterdam voltaram a subir, continuando altos devido aos problemas climáticos no sudeste asiático, importante região produtora de diversos tipos 1 / 6

2 de matérias-primas para óleos vegetais, que são produtos substitutos ao óleo de mamona. Soma-se a isso, uma maior demanda por biodiesel na Indonésia e Malásia, o que provocou redução da oferta de óleos vegetais na Europa. Tabela 2: preços nominais de óleo de mamona em Rotterdam, em US$ por tonelada Mês Valor Mês Valor Mês Valor Bolsa de Rotterdam jan/ ,33 jan/ jan/ ,25 fev/ ,03 fev/ ,53 fev/ ,00 mar/ mar/ ,89 mar/ ,00 abr/ ,56 abr/ abr/14 mai/ ,89 mai/ ,17 mai/14 jun/ ,37 jun/ ,75 jun/14 jul/ jul/ jul/14 ago/ ,45 ago/ ago/14 set/ ,14 set/ ,11 set/14 out/ ,5 out/ ,24 out/14 nov/ nov/ ,25 nov/14 dez/ ,16 dez/ ,24 dez/14 Fonte: Agra-net Caso as notícias de diminuição dos estoques na Índia estejam corretas e/ou ocorra reversão na desvalorização da rúpia, esses preços tendem a subir. Por outro lado, a grande produção de soja pode forçar os preços para baixo. 2 / 6

3 PANORAMA INTERNACIONAL A Índia é o maior produtor mundial de mamona, com mais de toneladas em 2012, de acordo com dados da FAO, colocando-se bem acima da produção chinesa de 170 mil toneladas, à moçambicana com 62 mil toneladas e da produção brasileira que despencou após mais um ano de seca, atingindo mais de 25 mil toneladas, como apresentado no gráfico 1. Todos os valores utilizados foram dados pesquisados no FAOSTAT. Gráfico 1: Produção de mamona dos maiores produtores mundiais, entre 2010 e ,5 2, Milhões de toneladas 2 1,75 1,5 1,25 1 0,75 0,5 0,25 0 Índia China Moçambique Brasil Fonte: FAO (2013) De acordo com os dados da Associação Indiana de Extratores de Solvente para 2013, a área plantada teve uma leve queda na Índia, sem, entretanto, diminuir a queda dos preços do óleo deste produto. No intuito de diminuir perdas o governo indiano abriu mão da tarifa de 10% cobrada na exportação de farelo, produto de baixo valor, e utilizado na alimentação animal. 3 / 6

4 Mercado Interno Os preços nominais mensais recebidos no mês de março, se comparados ao mês de fevereiro, mantiveram os preços em /CE e Cardoso/MG, devido à falta de produto. Em Irecê/BA, o preço baixou, passando de R$130,38 para R$126,73, caindo 2,80%. Se comparados ao preço real vê-se uma redução de apenas 3,85%. Em comparação com março do ano anterior, os preços nominais tiveram alta de 3,98%; todavia, descontando-se a inflação diminui 3,10%. Para o município de Cardoso/MG, os preços se mantiveram em R$110,40 na saca de 60 kg da baga da mamona, mas com preços 22,67% superiores aos preços de março de Já para o município de /CE, o preço se manteve em R$90,00. Gráfico 2: Preços reais recebidos pelo produtor, em reais (base: julho de 2004) 100 Irecê Cardoso R$/sc 60kg / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / /2014 Fonte: Conab Na tabela 3 são apresentados os valores nominais recebidos pelo produtor nessas praças. Portanto, o cuidado deve ser especial ao comparar os preços mais antigos com os mais recentes, devido à inflação acumulada no período. 4 / 6

5 Tabela 3: Preços nominais de mamona, em reais Ano Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Irecê 72,25 76,25 72,75 74,40 77,75 83,75 67,20 59,75 68,75 72,20 59,75 61, Cardoso Irecê 63,50 49,50 50,00 51,40 55,00 52,25 52,40 69,50 72,20 74,50 69,50 69, Cardoso Irecê 70,00 70,00 71,40 70,75 72,75 73,80 74,25 77,00 80,00 69,75 60,25 62, Cardoso Irecê 62,60 68,75 82,00 93,60 96,25 109,00 103,00 95,50 86,60 93,63 84,75 81, Cardoso Irecê 97,50 97,60 101,67 108,38 114,54 117,84 118,67 123,22 116,94 104,64 95,50 99, Cardoso ,45 81,63 88,92 85,95 84,83 88,16 87,75 90,00 90,00 90,00 Irecê 99,75 114,43 116,88 121,88 120,75 114,70 121,60 128,70 140,83 148,80 141,98 118, ,10 89,80 Cardoso 90,00 90,00 90,00 90,00 90,00 101,10 101,10 101,10 101,57 111,00 111,00 111,40 Irecê 126,52 130,38 126, ,00 90,00 90,00 Cardoso 110,40 110,40 110,40 Fonte: Conab Considerando os preços mínimos em vigor de R$55,80 para as praças aqui vistas, constata-se que em nenhuma destas o preço está sequer perto do mínimo definido para a cultura da mamona, com apenas o Estado do Piauí batendo em R$57,00. 5 / 6

6 SAFRAS Com a divulgação do "7º Levantamento de Avaliação da Safra 2013/14", estima-se grande aumento, tanto na área quanto na produção de mamona. Tais valores são puxados pela retomada de produção na Bahia, que concentra grande percentual da produção no Brasil e que sofreu uma grande quebra na safra passada, ou seja, é mais uma recuperação que um crescimento, propriamente dito. Ressalta-se que na safra 2011/12 também houve seca na região. Tabela 4: Área plantada, produtividade e produção de mamona Série Histórica de Área Plantada Mamona - BRASIL Série Histórica de Produtividade Série Histórica de Produção (em mil hectares) (em kg/ha) (em mil toneladas) REGIÃO/UF 2011/ / / / / / / / /14 NORDESTE 123,9 84,4 109, ,4 13,8 66,4 PI 0,8 1 0, ,1 0,1 0,6 CE 33,8 12,8 13, ,7 1,8 5,7 RN 0, ,1 - - PE 2,7 1,4 6, ,6 0,4 3,4 BA 86,5 69,2 87, ,9 11,5 56,7 SUDESTE 3,3 2,1 2, ,9 1,5 1,9 MG 2,8 2 1, ,1 1,3 1,7 SP 0,5 0,1 0, ,8 0,2 0,2 SUL 1 0,9 1, ,6 0,5 0,8 PR 1 0,9 1, ,6 0,5 0,8 NORTE/NOR- DESTE 123,9 84,4 109, ,4 13,8 66,4 CENTRO-SUL 4,3 3 3, ,5 2 2,7 BRASIL 128,2 87,4 112, ,9 15,8 69,1 Fonte: 7º Levantamento da safra 2013/14 / Conab Leandro Menegon Corder Analista de Mercado fone (61) / 6

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