DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos ALGODÃO DEZEMBRO DE 2016

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1 DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos ALGODÃO DEZEMBRO DE 2016 O DEPEC BRADESCO não se responsabiliza por quaisquer atos/decisões tomadas com base nas informações disponibilizadas por suas publicações e projeções. Todos os dados ou opiniões dos informativos aqui presentes são rigorosamente apurados e elaborados por profissionais plenamente qualificados, mas não devem ser tomados, em nenhuma hipótese, como base, balizamento, guia ou norma para qualquer documento, avaliações, julgamentos ou tomadas de decisões, sejam de natureza formal ou informal. Desse modo, ressaltamos que todas as consequências ou responsabilidades pelo uso de quaisquer dados ou análises desta publicação são assumidas exclusivamente pelo usuário, eximindo o BRADESCO de todas as ações decorrentes do uso deste material. Lembramos ainda que o acesso a essas informações implica a total aceitação deste termo de responsabilidade e uso.

2 PRODUTOS

3 Cultivo de Algodão cotonicultura.

4 SAZONALIDADE

5 CALENDÁRIO AGRÍCOLA - ALGODÃO BRASIL CENTRO-SUL PLANTIO: outubro a fevereiro COLHEITA: março a agosto EUA PLANTIO: abril a junho COLHEITA: setembro a novembro

6 CALENDÁRIO AGRÍCOLA BRASILEIRO ALGODÃO ALGODÃO HERBÁCEO CENTRO SUL PLANTIO: outubro a fevereiro COLHEITA: março a agosto NORDESTE PLANTIO: dezembro a maio COLHEITA: maio a novembro

7 CALENDÁRIO AGRÍCOLA DO ALGODÃO ALGODÃO Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Centro-Sul Norte-Nordeste Plantio P P Colheita C C C Plantio P P P Colheita C C C P - Concentração do plantio C - Concentração da colheita FONTE: CONAB ELABORAÇÃO: BRADESCO

8 CUSTOS DE PRODUÇÃO

9 Na região Centro-Oeste (Sorriso-MT), cuja cultura é mais tecnificada, o gasto com operação e aluguel de máquinas é de 11% dos custos totais; os custos com mão-de-obra são de 5%. Os custos com sementes, fertilizantes e defensivos são de 46%.

10 FORNECEDORES

11 Não há relação integrada entre os cotonicultores e as algodoeiras; Durante a década de 90 as importações de algodão representavam em média 50% da produção nacional; hoje o Brasil é auto-suficiente, e as importações são irrelevantes, giram em torno de 0,6% do consumo nacional. As importações de algodão são necessárias, visto que as compras externas são basicamente de fibras curtas, muito utilizadas pela indústria têxtil para mesclar com as fibras longas produzidas no Brasil.

12 REGIONALIZAÇÃO

13 PRODUÇÃO DE ALGODÃO (por estado /2016) Part. % Algodão produção MT 68.2% BA 19.2% MS 3.8% GO 2.8% MA 2.6% MG 2.1% TO 0.6% PI 0.2% RN 0.0% 0.0% 9.0% 18.0% 27.0% 36.0% 45.0% 54.0% 63.0% 72.0% FONTE: CONAB ELABORAÇÃO: BRADESCO

14 MT 5,5% NOVAS FRONTEIRAS 90/91 AGRÍCOLAS DO ALGODÃO MG 5,2% (1990 E 2013) GO 4,8% BA 6,3% PB RN 1,8% 1,8% CE 3,0% MS 3,8% Outros 3,0% PR 48,0% Produção de Algodão por Estados MA GO 2,4% 2,6% MG 2,0% TO 0,6% PI 0,2% SP 0,4% SP 16,8% MS 3,6% BA 20,7% Produção de Algodão por Estados MT 67,4% FONTE: CONAB ELABORAÇÃO: BRADESCO

15 76/77 77/78 78/79 79/80 80/81 81/82 82/83 83/84 84/85 85/86 86/87 87/88 88/89 89/90 90/91 91/92 92/93 93/94 94/95 95/96 96/97 97/98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11 11/12 12/13 13/14 14/15 15/16* Fonte: Conab Elaboração: Bradesco PRODUÇÃO BRASILEIRA NOVAS FRONTEIRAS AGRÍCOLAS (participação % na produção brasileira de algodão) 100,0% novas fronteiras (cerrado) 96,8% 97,4% regiões tradicionais 84,4% 80,0% 73,8% 75,6% 61,9% 60,0% 58,4% 40,0% 38,1% 20,0% 0,0% 55,0% 36,8% 21,2% 29,1% 24,4% 47,1% TRADICIONAIS: PR, SP, MG NOVAS FRONTEIRAS: MT, MS, GO, BA 19,5% 3,2% 2,6% FONTE: CONAB ELABORAÇÃO: BRADESCO

16 NOVAS FRONTEIRAS AGRÍCOLAS DO ALGODÃO NORTE 1,37% CENTRO-OESTE 11,13% Produção de Algodão por Região NORDESTE 11,87% SUL 46,38% NORTE 0,6% SUDESTE 2,4% SUDESTE 29,26% NORDESTE 23,3% Produção de Algodão por Região CENTRO-OESTE 73,6% FONTE: CONAB ELABORAÇÃO: BRADESCO

17 REGIÃO CENTRO-OESTE tem maior grau de tecnificação, com o uso de colheitas mecanizadas, o que reduz o custo com mão-de-obra, tornando o produto mais competitivo; grandes propriedades, com área plana, o que favorece a mecanização da lavoura; investimentos no desenvolvimento de tipos de sementes mais resistentes a pragas; a maior parte do produtor comercializa o algodão já beneficiado, ou seja, em pluma, permitindo a venda do produto com maior valor agregado.

18 Região Norte/Nordeste a Região Oeste da Bahia (cerrado) vem registrando rápido desenvolvimento atraindo empresas multinacionais atuantes na produção de algodão voltada à exportação; Região Sudeste predominância de pequenas propriedades; Lavoura intensiva em mão-de-obra; Geralmente o produtor comercializa o algodão em caroço, sem passar pelo beneficiamento, conseguindo assim preços mais reduzidos.

19 Na década de 90 houve alteração do perfil de regionalização da produção de algodão. Os tradicionais estados produtores, São Paulo e Paraná cederam lugar para a Região Centro-Oeste. Essa transferência ocorreu pela combinação dos seguintes fatores: Topografia plana, o que favorece a mecanização; Clima tropical favorável à cultura do algodão; Elevados investimentos tecnológicos nos tratos culturais; Região de grandes extensões de terra, o que favorece a profissionalização da cultura, ao contrário das pequenas propriedades familiares de São Paulo e Paraná; A lavoura de algodão nos estados de São Paulo e Paraná sofreu com a praga do bicudo na década de 90.

20 RANKING

21 MAIORES PRODUTORES MUNDIAIS DE ALGODÃO (safra 2016/17) Outros 21,9% Índia 26,1% Brasil 6,3% Paquistão 8,0% China 20,3% EUA 15,6% FONTE: USDA ELABORAÇÃO: BRADESCO

22 MAIORES EXPORTADORES MUNDIAIS DE ALGODÃO (safra 2016/17) Outros 34.7% EUA 34.1% Austrália 11.1% Brasil 8.2% Índia 11.9% FONTE: USDA ELABORAÇÃO: BRADESCO

23 MAIORES CONSUMIDORES MUNDIAIS DE ALGODÃO (safra 2016/17) Outros 20.1% China 31.7% Brasil 2.7% EUA 3.1% Bangladesh 5.7% Turquia 6.0% Paquistão 9.1% Índia 21.5% FONTE: USDA ELABORAÇÃO: BRADESCO

24 MAIORES IMPORTADORES MUNDIAIS DE ALGODÃO (safra 2016/17) Outros 27.2% Bangladesh 17.9% China 12.8% Tailândia 3.5% Paquistão 5,2% Indonésia 8.2% Turquia 10.5% Vietnã 13.6% FONTE: USDA ELABORAÇÃO: BRADESCO

25 CONSUMIDORES

26 O algodão em pluma é destinado basicamente para a produção da indústria têxtil e o caroço de algodão é destinado à fabricação de óleo comestível e em misturas para ração e adubos. O algodão após colhido é destinado às algodoeiras que fazem o beneficiamento e depois segue para a cadeia têxtil. No entanto, há grandes produtores, notadamente na Região Centro-Oeste que fazem o beneficiamento; O Brasil exporta cerca de 50% da produção nacional. Os principais países de destino são (2015): Indonésia 16%, China 12%. Na década de 80 o Brasil foi um importante exportador de algodão, mas com a ocorrência de pragas (bicudo) na tradicionais regiões produtoras, o país passou a ser importador na década de 90, voltando a ser exportador a partir de 2000.

27 FATORES DE RISCO

28 Risco Climático o algodão é uma cultura delicada e extremamente sensível a chuvas fortes e estiagem; Incidência de pragas e doenças; Setor exportador dependente do comportamento do câmbio; Commodity sujeita ao comportamento das cotações internacionais. Risco elevado em períodos de alta volatilidade dos preços nos mercados futuros, o que pode levar a perdas com ajuste de margem; Custos de produção cotados em dólar e dependendes da matériaprima petroquímica (fertilizantes e defensivos agrícolas).

29 CENÁRIO ATUAL E TENDÊNCIAS

30 PRODUÇÃO, CONSUMO E ESTOQUE FINAL MUNDIAL (milhões de toneladas) 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11 11/12 12/13 13/14 14/15 15/16 16/17* PRODUCAO MUNDIAL 31.0 CONSUMO MUNDIAL ESTOQUE FINAL MUNDIAL FONTE E PROJEÇÃO: USDA ELABORAÇÃO: BRADESCO

31 Jan/00 Jan/01 Jan/02 Jan/03 Jan/04 Jan/05 Jan/06 Jan/07 Jan/08 Jan/09 Jan/10 Jan/11 Jan/12 Jan/13 Jan/14 Jan/15 Jan/16 Jan/17 dez/17 cotação fev/08 ALGODÃO - BOLSA DE N YORK - NYBOT PREÇOS INTERNACIONAIS DO ALGODÃO PREÇO FUTURO 1º VENCTO (bolsa de N York, preço futuro,1 vencto, US$ cents por libra peso) Elaboração e Projeção: Projeção de preço: média dos preços futuros FONTE: BLOOMBERG ELABORAÇÃO: BRADESCO

32 RELAÇÃO ESTOQUE CONSUMO MUNDIAL DE ALGODÃO (US$ cents por libra peso) 90/91 91/92 92/93 93/94 94/95 95/96 96/97 97/98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11 11/12 12/13 13/14 14/15 15/16 16/17* 105.0% 95.0% 85.0% 75.0% 65.0% % 45.0% 35.0% 25.0% 39% 50% Relação estoque consumo Preços internacionais 47% % 53% 50% 45% 46% 53% 57% % 50% 52% 51% 56% % 40% 84% 71% 67% % 87% 80% % 10.0 FONTES: USDA e NYBOT ELABORAÇÃO: BRADESCO Projeção de estoque consumo: USDA Projeção de preço: média dos preços futuros

33 90/91 91/92 92/93 93/94 94/95 95/96 96/97 97/98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11 11/12 12/13 13/14 14/15 15/16 16/17* em mil hectares ALGODÃO EM CAROÇO (evolução da área plantada no Brasil - mil ha) Fonte e Projeção: Conab 2,100 1,900 1,939 1,971 1,700 1,500 1,400 1,393 1,300 1, ,277 1,238 1, ,179 1, ,097 1, , FONTE E PROJEÇÃO: CONAB ELABORAÇÃO BRADESCO * Projeção

34 em mil toneladas 1990/ / / / / / /97 Produção de Algodão em Caroço - Região Nordeste ALGODÃO EM CAROÇO REGIÃO NORDESTE (produção mil ton) 1997/ / / / / / / / / / / / / / /12 Fonte e Projeção: Conab 2012/ / / / /17* 2,000 1,800 1,757 1,600 1,400 1,200 1, ,370 1,217 1,032 1, ,389 1,366 1,224 1, FONTE E PROJEÇÃO: CONAB ELABORAÇÃO BRADESCO * Projeção

35 1990/ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / /17* Produção de Algodão em Caroço - Região Centro-Oeste ALGODÃO EM CAROÇO - REGIÃO CENTRO-OESTE (produção mil ton) em mil toneladas Fonte e Projeção: Conab 3,500 3,221 3,313 3,000 2,918 2,500 2,232 2,464 2,580 2,212 2,413 2,571 2,000 1,500 1,231 1,847 1,543 1,628 1,865 1, FONTE E PROJEÇÃO: CONAB ELABORAÇÃO BRADESCO * Projeção

36 1990/ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / /17* Produção de Algodão em Caroço - Região Sudeste ALGODÃO EM CAROÇO - REGIÃO SUDESTE (produção mil ton) em mil toneladas Fonte e Projeção: Conab FONTE E PROJEÇÃO: CONAB ELABORAÇÃO BRADESCO * Projeção

37 ALGODÃO EM CAROÇO - REGIÃO SUL 1991 em mil toneladas (produção - mil ton) 1990/ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / /17* 1,200 1, FONTE E PROJEÇÃO: CONAB ELABORAÇÃO BRADESCO * Projeção

38 90/91 91/92 92/93 93/94 94/95 95/96 96/97 97/98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11 11/12 12/13 13/14 14/15 15/16 16/17* ALGODÃO EM CAROÇO em mil toneladas Produção Nacional de Algodão (evolução da produção brasileira - mil ton) Fonte e Projeção: Conab 5,800 5,300 4,800 4,300 3,800 3,300 3,4093,397 3,908 4,107 3,104 3,037 5,188 4,896 3,329 4,405 3,911 3,538 3,225 2,800 2,300 1,800 1, ,074 1,921 1,435 1,535 1,195 1, ,444 1,174 2,461 2,212 2,011 1,888 2,724 FONTE E PROJEÇÃO: CONAB ELABORAÇÃO BRADESCO * Projeção

39 90/91 91/92 92/93 93/94 94/95 95/96 96/97 97/98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11 11/12 12/13 13/14 14/15 15/16 16/17* ALGODÃO EM PLUMA (evolução da produção brasileira - mil ton) em mil toneladas 2,200 2,000 1,960 1,887 1,800 1,734 1,600 1,400 1,200 1, ,3091,299 1,038 1,602 1,524 1,214 1,194 1,310 1,563 1,414 1, FONTE E PROJEÇÃO: CONAB ELABORAÇÃO BRADESCO * Projeção

40 90/91 91/92 92/93 93/94 94/95 95/96 96/97 97/98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11 11/12 12/13 13/14 14/15 15/16 16/17* PRODUTIVIDADE ALGODÃO EM CAROÇO (em kg/ha) em kg por ha PRODUTIVIDADE - ALGODÃO 4,400 3,900 3,400 2,900 3,181 3,099 2,834 2,880 2,690 3,563 3,812 3,634 3,705 3,723 3,514 3,9274,007 3,378 3,921 2,400 1,900 2,291 2,081 1, , ,159 1,230 1,3291, FONTE E PROJEÇÃO: CONAB ELABORAÇÃO BRADESCO * Projeção

41 Jan/00 Jan/01 Jan/02 Jan/03 Jan/04 Jan/05 Jan/06 Jan/07 Jan/08 Jan/09 Jan/10 Jan/11 Jan/12 Jan/13 Jan/14 Jan/15 Jan/16 dez/16 PREÇOS INTERNOS AO PRODUTOR DE ALGODÃO (praça SP R$/SC 15 kgs) ALGODÃO PREÇO AO PRODUTOR - PRAÇA SP Fonte: Cepea Esalq Elaboração e Projeção: Bradesco FONTE: CEPEA ESALQ ELABORAÇÃO E PROJEÇÃO: BRADESCO

42 ALGODÃO EM PLUMA - EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES BRASILEIRAS (mil toneladas) 77/78 78/79 79/80 80/81 81/82 82/83 83/84 84/85 85/86 86/87 87/88 88/89 89/90 90/91 91/92 92/93 93/94 94/95 95/96 96/97 97/98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11 11/12 12/13 13/14 14/15 15/16 16/17* Importação Exportação FONTE: CONAB ELABORAÇÃO: BRADESCO

43 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11 11/12 12/13 13/14 14/15 15/16 16/17* COEFICIENTE DE EXPORTAÇÕES DE ALGODÃO EM PLUMA Coef exp 90% 80% 82% 70% 65% 60% 50% 40% 30% 30% 41% 40% 44% 52% 20% 14% 24% 10% 9% 0% FONTE: CONAB ELABORAÇÃO: BRADESCO

44 DEPEC-BRADESCO

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