III FÓRUM DE PESQUISA FAU.MACKENZIE I 2007 A VEGETAÇÃO NA PAISAGEM DO BAIRRO DE HIGIENOPOLIS

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1 1 A VEGETAÇÃO NA PAISAGEM DO BAIRRO DE HIGIENOPOLIS Pérola Felipette Brocaneli Θ Monica Machado Stuermer Θ maciços vegetais nas trilhas urbanas? A vegetação é realmente percebida pelo pedestre? Qual sua influência sobre o micro clima local? Em um percurso rápido dentro do bairro e próximo ao Mackenzie, algumas vegetações são identificadas em maciços ou isoladas. Medições de temperatura e umidade em vários pontos do bairro serão realizadas e as questões acima são discutidas. Palavras-Chave: Mackenzie, Higienópolis, São Paulo, Vegetação, temperatura, umidade relativa, Qualidade de Vida. Foto 1. Fonte: da autora, 2007 Resumo Este artigo é um aprofundamento da leitura exposta no artigo: Qualidade Ambiental no Bairro de Higienópolis, pois embora o bairro apresente visível qualidade ambiental é interessante investigar qual a parcela de responsabilidade que a vegetação assume neste contexto. A vegetação na paisagem admite diversas leituras desde técnicas até românticas, mas como realmente são percebidas, pelo pedestre, as espécies vegetais e/ou Introdução A vegetação existente nas ruas do bairro de Higienópolis não apresenta requinte. As arvores são, em sua maioria, espécies resistentes à poluição, portentosas e antigas. Apesar da sombra que proporcionam, também apresentam alguns inconvenientes devido à falta de manutenção e podas indelicadas, muitos exemplares apresentam copas deformadas, caules tortos e algumas pragas. Θ Arquiteta e Urbanista graduada em 1993, pela FAU Mackenzie. Doutora em Paisagem e Ambiente pela FAU-USP. Leciona na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie desde Θ Engenheira civil, Doutora em Geotecnia Ambiental pela Escola Politécnica da USP. Leciona na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie desde Materiais e Métodos O método utilizado para a identificação da vegetação é o da observação cotidiana, mostrado através das fotos, as quais são analisadas com base na metodologia da visão seriada desenvolvida e conceituada por Gordon Cullen e Yoshinobu Ashihara

2 2 que abrange, de maneira muito eficaz, a observação e análise da paisagem. A identificação das espécies e dos maciços vegetais é feita com base em livros de botânica, através da comparação de folhas, caule, frutos e flores. O estudo se reflete nas fotografias de maneira a permitir que estas paisagens urbanas sejam reconhecidas e valorizadas devido a infinidade de benesses que atribuem ao bairro de Higienópolis. Para a medição de temperatura e umidade relativa será utilizado equipamento adequado e metodologia de medição de campo, descrita ao longo deste trabalho. Foto 2. Fonte: da autora, 2007 O ponto de partida deste percurso é o cruzamento das Ruas Itambé, Dona Veridiana, Major Sertório e Maria Antonia com a Avenida Higienópolis. A VEGETAÇÃO NA PAISAGEM DO BAIRRO DE HIGIENOPOLIS A vegetação no bairro de Higienópolis colabora na formação de um micro clima agradável, muito explorado pelo mercado imobiliário na região. Foto 3. Fonte: da autora, 2007 A fim de conduzir uma leitura perceptiva da vegetação na paisagem do bairro de Higienópolis, um pequeno percurso foi traçado, abrangendo diversas e recorrentes leituras da vegetação no bairro. A vegetação da Avenida Higienópolis é bastante densa e composta, basicamente, de Fícus sp. A temperatura torna-se bastante agradável sob o céu de árvores frondosas. Tal arvoredo se estende na propriedade privada do Clube São Paulo, demonstrando paisagisticamente a importância da continuidade dos maciços vegetais na formação da paisagem, no controle térmico e na formação do micro clima de uma região.

3 3 Foto 6. Fonte: da autora, 2007 Foto 4. Fonte: da autora, 2007 Subindo a rua Itambé, a vegetação frondosa percebida na paisagem pertence ao Campus do Mackenzie, sendo que os exemplares de arvores existentes na calçada, do outro lado da rua estão em crescimento. Observando o mesmo trecho da Rua Itambé, em uma perspectiva superior, tendo em primeiro plano uma árvore de porte adulto, constata-se que a vegetação parece formar um único maciço verde, que devido às diversas espécies apresenta diferentes tons de verde e alguma floração. Nota-se rapidamente que uma das características da vegetação, devido principalmente a textura das folhas, é a capacidade de fundir-se na paisagem, sendo a ostentação individual algo que ocorre nas fases de floração e/ou frutificação, ou também devido a folhagens ou cores que se sobre-saem do conjunto. Foto 5. Fonte: da autora, 2007 Um indicador do conforto ambiental proporcionado pela vegetação, e sentido com grande ênfase no cruzamento que leva a Avenida Higienópolis, pode ser constatado com a presença do trailer de cachorro quente, que se instalou sobre a sombra da árvore na esquina das ruas Itambé com Maranhão. Foto 7. Fonte: da autora, 2007 Na foto acima, na qual a portaria do Campus está centralizada, fica evidente que a vegetação significativa deste trecho da paisagem está instalada apenas no espaço semi-público do Campus da

4 4 Universidade Presbiteriana Mackenzie, não havendo uma continuidade no espaço público. Esta descontinuidade da vegetação proporciona a leitura da paisagem devido ao afastamento do objeto de estudo. As espécies vegetais formam um maciço verde composto por diversas árvores, sendo que, dentre elas, há uma Goiabeira - Psidium guajava, uma Mangueira - Mangifera indica, um pinho americano - Pinus elliottii além de outras espécies, demonstrando o caráter eclético da composição do maciço verde neste trecho. Foto 8 e 9. Fonte: da autora, 2007 Esta variedade pode ser mal interpretada quando observada com o rigor da composição vegetal, aliada à percepção da paisagem e do direcionamento do olhar. No entanto, pode também apresentar um caráter acolhedor já que em sua diversidade abriga a percepção do tempo de goiaba ou do tempo de manga devido à queda de alguns frutos no piso, colaborando na identidade do homem com a natureza e a melhoria desta relação em áreas densamente urbanizadas, proporcionando inclusive a identificação de algumas espécies neste trecho do percurso. Foto 10. Fonte: da autora, 2007 Ao entrar na rua Maranhão, percebe-se um fechamento na percepção da paisagem devido à grande quantidade de Ligustrum lucidum, plantados nas duas laterais. Este fechamento conduz o olhar até a esquina e entorpece a percepção da Vila Penteado, pois as arvores desenvolvem-se em um ritmo que promove, de certa forma, uma letargia dos sentidos. A vegetação neste caso não colabora na leitura da arquitetura apesar da qualidade ambiental que confere ao percurso. Foto 11. Fonte: da autora, 2007 Ao visualizar a Vila Penteado, a percepção é parcial e face ao porte que apresenta, a leitura torna-se facetada, e a fragmentação do olhar neste caso não facilita a percepção do conjunto arquitetônico apresentado. Na continuidade do trecho, após a esquina da rua Maranhão com a rua Sabará, o

5 5 Edifício Brasil Colônia diante da mesma situação é beneficiado. valorizadas, o que nos faz refletir: A vegetação deve necessariamente estar vinculada à percepção da paisagem ou apenas lhe basta cumprir as funções de refrigeração do espaço urbano? Será uma necessidade a estética na composição da vegetação urbana? Será uma necessidade a substituição da vegetação, nas cidades, a fim da valorização da paisagem antropisada? Foto 12. Fonte: da autora, 2007 A vegetação neste quarteirão composta por fícus - Fícus sp, ligustrun - Ligustrum lucidum, pau ferro - Caesalpinea férrea e palmáceas dentre outras espécies, proporciona a valorização do detalhe, em uma arquitetura modular, selecionando perspectivas que tomam a parte pelo todo e onde se percebe o todo pela parte. A vegetação, quando focada, apresenta características marcantes, mas, devido à tonalidade e à textura de suas folhas, perde a identidade individual e torna-se coletiva, algo que colabora na difícil relação entre espécie e localização. Foto 14. Fonte: da autora, 2007 Seguindo o percurso da rua Maranhão, destaca-se na paisagem um Pau ferro - Caesalpinia ferrea devido ao seu caule tipicamente claro e porte altivo, pontuando o espaço com sua sombra tênue, pequeninas folhas e flores são motivo pelo qual muitas vezes estas e outras arvores são cortadas. Do outro lado da rua, pode-se observar uma Espatódea - Spathodea campanulata, uma espécie africana que devido a suas flores de coloração laranja é reconhecida facilmente. Foto 13. Fonte: da autora, 2007 Algumas perspectivas do conjunto arquitetônico não se apresentam tão

6 6 ano na tentativa de perpetuar suas espécies. Esta Sibipiruna, plantada em cota elevada, torna-se ainda mais portentosa e chama toda atenção para si, praticamente inibindo a percepção do Hotel Melia, um gigante de concreto, com estilo de arquitetura questionável, instalado no lote vizinho. Foto 15. Fonte: da autora, 2007 Ao atravessar o olhar em direção a calçada do lado oposto, pode-se observar uma fícus sp que apresenta uma copa escultural, recortando a paisagem e valorizando o segmento do percurso, de forma que as interferência existentes, tais como enfiação e os postes de iluminação, praticamente perdem sua força na leitura da paisagem, algo difícil de acontecer. Foto 17. Fonte: da autora, 2007 Foto 16. Fonte: da autora, 2007 Na próxima esquina, onde a rua Maranhão cruza com a rua Itacolomi, a magnífica Sibipiruna ou Sibipuruna - Caesalpinia peltophoroides uma árvore muito utilizada no paisagismo urbano, por sua beleza e rápido desenvolvimento, apresenta muitas características similares ao Pau Brasil, pois floresce com grande beleza e suas flores perduram por mais de um mês, entre Setembro e Outubro, no entanto sabe-se que devido as alterações climáticas as arvores tem florescido mais de uma vez ao A diferente palmácea popularmente chamada de palmeira rabo de peixe, é uma vegetação exótica, comum na Índia, Bruma, Sri Lanka e Malásia. A Caryota urens L. é uma planta solitária com 12-20m de altura; estipe anelado; folhas bipinadas, concentradas na porção apical do estipe, pinas em forma de cunha com ápice denteado; inflorescência longa e muito ramificada; frutos globosos verdes, depois avermelhados e pretos, esta localizada no cruzamento da rua Maranhão com a rua Itacolomi e faz contraponto a exuberante sibipiruna exemplares que se comportam como vedetes na paisagem desta esquina, onde também encontramos uma palmeira leque de saia ou falsa latânia, comum na Austrália que aparentemente pretende juntar-se futuramente as magníficas e diversas arvores observadas neste trecho.

7 7 Foto 18. Fonte: da autora, 2007 Subindo pela rua Itacolomi, uma seqüência de quaresmeiras, Tibouchina granulosa árvores de pequeno a médio porte, de grande beleza com floração roxa, e por isso muito utilizadas no paisagismo urbano, pois sombreiam e rebaixam delicadamente a abóbada celeste e apesar de não haver um violento fechamento na perspectiva do pedestre, o olhar é conduzido em um percurso retilíneo e levemente ascendente, que permite ignorar momentaneamente a escala dos edifícios adjacentes. Do outro lado da rua há algumas árvores da espécie, Pata de vaca - Bauhinea variegata. É uma árvore exótica também muito usada no paisagismo urbano, pois pode ter flores brancas ou roxas, com floração a partir de Julho, que continua até três meses depois. Estas árvores colaboram com as quaresmeiras para a produção das sensações de fechamento, condução do olhar e delicado rebaixamento do teto celeste. Foto 19. Fonte: da autora, 2007 Ao chegar na esquina seguinte, a sensação de ar seco e quente é inevitável. Há também um desamparo promovido pela clareira que se observa no passeio, embora a paisagem assegurada pelas áreas particulares remontem ao jardim do Éden, relembrando a idéia do espaço proibido e inacessível. Foto 20. Fonte: da autora, 2007 A vegetação nesta esquina, não é tão portentosa, sendo que a conífera no centro da imagem ofusca a(s) palmácea(s) espremida(s) entre a parede e a banca de jornal, instalada(s) em um refugio de terra no jardim do edifício, se apresentando

8 8 perdida(s) em meio à seqüência de coníferas. A vegetação na rua Piauí, apresenta diversidade de porte, idade e manutenção. Foto 21. Fonte: da autora, 2007 Foto 23. Fonte: da autora, 2007 A identificação da palmácea está comprometida devido à distância e porque as folhas parecem ter sido vitima de praga (lagartas) mas aparentemente, trata-se de uma seafórtia ou palmeira-real - Archontophoenix cunninghamii, que apresenta-se em evidência e está mantida em espaço institucional, porém, inacessível, sobressaindo-se do maciço de tipuanas -Tipuana tipu; que segue calçada acima, na rua Itacolomi. Algumas vegetações são mantidas em condições precárias de insolação, irrigação e poda, o que proporciona às mesmas, um desenvolvimento inadequado. A vegetação, quando disposta através de um projeto de paisagismo que considere tanto as questões visíveis quanto as sensíveis, colabora para o enobrecimento da edificação e também para a concepção da paisagem de forma única, como pode ser percebido na imagem a seguir, onde o posicionamento das floreiras foi valorizado através do porte da vegetação escolhida. Foto 22. Fonte: da autora, 2007

9 9 atinge de 8 a 10m de altura, apresenta estipe cilíndrico, não dilatado na base e levemente anelado; suas folhas pinadas que apresentam de 2 a 3m de comprimento, com pinas dísticas; inflorescências grandes e muito ramificadas, pendentes abaixo do palmito; apresenta ainda frutos esféricos e vermelhos. Foto 24. Fonte: da autora, 2007 Seguindo o percurso, a esquina da rua Piauí com a rua Sabará apresenta um exemplo da integração visual das espécies vegetais, onde, novamente, as interferências na paisagem atrapalham, mas não eliminam a poesia da composição vegetal. Nas esquinas, a temperatura eleva-se devido à clareira formada, destinada ao cruzamento. O calor que emana do asfalto é compensado pela vegetação, mas variação térmica pode ser sentida pelos pedestres. A diferença poderia ser mais agressiva sem o auxilio refrescante da vegetação. Foto 25. Fonte: da autora, 2007 A aparente seafórtia ou palmeira-real, Archontophoenix cunninghamii, comum na Austrália, foi identificada muito próxima à edificação, de forma que não pode demonstrar a leveza de suas folhas e a maleabilidade de seu caule ao balançar com a brisa. Esta palmeira é solitária e Foto 26. Fonte: da autora, 2007 Quando as árvores se rarefazem no percurso, a qualidade do passeio do pedestre diminui sensivelmente, sendo possível prejudicar a percepção da explosão da floração das quaresmeiras - Tibouchina granulosa mais adiante, pois o aquecimento colabora na exaustão da percepção estética da vegetação.

10 10 Com o intuito de estudar a influência da vegetação neste micro clima urbano, decidiu-se realizar medições de temperatura e umidade em diversos pontos do percurso estudado, de forma a observar a existência de variações em função da vegetação que se apresenta. Foto 27. Fonte: da autora, 2007 Observa-se aqui que as medições se estenderão para além do percurso acima apresentado, fazendo parte de uma ampliação desta pesquisa, que será incorporada ao projeto do Mackpesquisa em andamento: Trilhas urbanas: roteiro cultural e arquitetônico Mackenzie, como apresentado no mapa de localização dos pontos de medição, a seguir: Foto 28. Fonte: da autora, 2007 O próximo cruzamento é o ultimo e o micro clima esta sensivelmente mais quente e seco, mas a vegetação B 13 A preservada no Campus Mackenzie, mais uma vez chama a atenção e torna o ponto final do trajeto um momento de percepção maravilhoso. A RELAÇÃO DA VEGETAÇÃO NO MIICRO CLIMA DO PERCURSO A vegetação do bairro de Higienópolis, principalmente nas proximidades do Campus Mackenzie, colabora no controle da umidade e da temperatura do ar. No entanto, este micro clima também sofre alterações que são sentidas no percurso do pedestre. Fonte: GEGRAN 1/2000 Foto 29. Fonte: da autora, 2007 As medições serão realizadas no período de setembro a dezembro de 2007, em horário de temperatura mais amena e mais elevada, ou seja, pela manhã e no meio do dia, analisando as variações em função da vegetação presente. Neste artigo será apresentada a metodologia de medição e uma medição realizada como exemplificação.

11 11 METODOLOGIA DE MEDIÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS PONTO Temperatura ( 0 C) Umidade Relativa (%) A metodologia desenvolvida consiste na medição da temperatura e da umidade, através de um termo-higrômetro, modelo POLI PM 500, fabricado pela Thermometer, de propriedade do Laboratório de Conforto Ambiental. A faixa de medição do mesmo, para temperatura varia entre 10 0 C e 70 0 C e de leitura de umidade relativa (UR) varia entre 25% UR e 98% UR. O aparelho apresenta precisão de 0,1 0 C para temperatura e 1% para umidade relativa. A princípio, o circuito será percorrido no período de setembro a dezembro de 2007, às segundas e quartas feiras, às 8:00 e às 12:30, sendo que o aparelho permanecerá ligado durante todo o percurso e em cada ponto locado, para a realização da leitura, deverá se aguardar um minuto para a estabilização da mesma. Com o intuito de aferir a escolha dos pontos locados em planta, realizou-se uma primeira medição, no dia 17 de setembro de 2007, entre 9:30 e 10:00, obtendo-se os seguintes resultados: 1 21, , , , , , , , , , , , ,7 59 Tabela 1. Fonte: da autora. Os valores de umidade relativa variaram entre 59% e 65%. Para efeito de comparação, o mapa a seguir mostra que a umidade relativa da cidade de São Paulo, apresentou, no mesmo dia 17, variação entre 55% e 85%. Imagem 30. Mapa de umidade relativa em :00h. Fonte:

12 12 Dados da estação meteorológica da Consolação mostram, neste dia, a umidade relativa do bairro entre 56% e 88%. Os valores de temperatura variaram entre 21,7 0 C e 22,7 0 C. Os dados da estação meteorológica da Consolação indicaram variações entre 16,0 0 C e 20,0 0 C. Para uma análise comparativa, no entanto, é necessária uma seqüência de dados, o que será obtida ao longo do semestre. posteriormente transferindo-o para o solo. Maiores informações sobre a influência da vegetação no micro clima serão obtidas com as medições de umidade relativa e temperatura que serão obtidas ao longo deste semestre. REFERÊNCIAS CONCLUSÃO Na macro escala de medição, a temperatura da região é classificada de uma forma generalizada e o bairro de Higienópolis é considerado de boa qualidade. Também é considerado belo, devido à presença da vegetação que é mais ostensiva que na maioria dos bairros da cidade. Esta qualidade também se deve à maneira como foram orientadas as ruas e ao parcelamento do solo, que inclusive desenhou a largura das calçadas, algo que promoveu o plantio da vegetação e a mantém viva e atuante. As discussões sobre a valorização da paisagem através da vegetação são importantes, no entanto a qualidade climática promovida pelos maciços vegetais talvez possa assumir um caráter maior em um momento em que as concentrações de CO 2 devem ser diminuídas e a vegetação além de refrigerar e umidificar o ar, também participa do resgate de CO 2 concentrando-o em sua estrutura e Lorenzi, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. V.1. 3.ed. Ed. Plantarun, São Paulo, Nova Odessa: Lorenzi, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Ed. Plantarun, São Paulo, Nova Odessa: Lorenzi, H. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. Ed. Plantarun, São Paulo, Nova Odessa:

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