A TRÍPLICE DIMENSÃO DA NATUREZA JURÍDICA DO FGTS E SUAS IMPLICAÇÕES NOS ACORDOS INDIVIDUAIS NO ÂMBITO DA JUSTIÇA DO TRABALHO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A TRÍPLICE DIMENSÃO DA NATUREZA JURÍDICA DO FGTS E SUAS IMPLICAÇÕES NOS ACORDOS INDIVIDUAIS NO ÂMBITO DA JUSTIÇA DO TRABALHO"

Transcrição

1 1 A TRÍPLICE DIMENSÃO DA NATUREZA JURÍDICA DO FGTS E SUAS IMPLICAÇÕES NOS ACORDOS INDIVIDUAIS NO ÂMBITO DA JUSTIÇA DO TRABALHO Marcelo de Oliveira Lima 1 Jamile Tavares da Rocha 2 Sumário: Introdução. 1) Aspectos históricos. 2) Conceito e finalidade do FTGS. 3) Natureza jurídica. 4) Princípio da indisponibilidade dos direitos trabalhistas versus o princípio da autonomia da vontade privada. 5) Implicações da natureza jurídica do FGTS nos acordos individuais. Considerações finais. Resumo: O presente Artigo analisa o FGTS através de seu contexto histórico, possibilitando ao operador do direito uma aproximação com os verdadeiros objetivos e razões do Fundo, permitindo ao mesmo, com base nos princípios que regem a ordem trabalhista, estudar a complexa natureza jurídica do instituto, bem como, sua tridimensionalidade. Ainda, perceber que o desconhecimento ou desrespeito a todas essas considerações no momento de celebrar os acordos individuais trabalhistas, impossibilita o alcance dos desígnios pela qual o Fundo foi criado, haja vista tratar-se de um direito indisponível e valor incontroverso quando acompanhado dos respectivos extratos emitidos pela Caixa Econômica Federal. Palavras-chave: FGTS. Natureza Jurídica. Acordos. Efeitos. Indisponibilidade. Autonomia. Poupança. Crédito. Social. Tributo. 1 Aluno da FA7, orientado pelo Prof. Dr. Pedro Jairo Nogueira Pinheiro Filho. 2 Aluna da FA7, orientada pelo Prof. Dr. Pedro Jairo Nogueira Pinheiro Filho.

2 2 INTRODUÇÃO Todo dia, a justiça trabalhista, se depara com reclamações que se findam em acordos, por meio de conciliação ou por consenso entre as partes. Estes por sua vez, atingem em média 50% dos processos 3, e são homologados pela autoridade judiciária sob a égide da verificação de sua legalidade e promoção da validade de seus efeitos, com o intuito de garantir a persecução do mínimo de direitos dos empregados reclamantes, ou seja, aqueles ditos direitos indisponíveis ao trabalhador, envolvidos os dispostos como fundamentais na Carta Magna. Destarte, é muito comum que as reclamações no âmbito da Justiça do Trabalho, aduzam no rol de valores perquiridos, os cálculos referentes às contribuições de FGTS que não foram depositadas pelo empregador, inclusive, estando devidamente instruídas por documentos probatórios do débito, emitidos por instituição competente. É certo também que, em face da falta do conhecimento apropriado da natureza jurídica do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço por partes dos operadores do direito, quase todos os acordos realizados entre litigantes trabalhistas prejudicam em muito o empregado, a União e a sociedade de um modo geral, por transformarem os valores das contribuições ora estudadas, em números mesquinhos, verdadeiros insultos à ética e ao respeito à dignidade da pessoa humana, transpondo as conquistas laborais a patamares de um tempo longínquo e ideologicamente desprezado onde os escravos eram atores passivos de tudo. Desta forma, faz-se necessário buscar conhecer a natureza jurídica de tal instituto na intenção de alcançar o melhor entendimento de sua aplicação e os objetivos inerentes a sua criação, através do contexto histórico e a percepção dos dias atuais, bem como, sob a luz da doutrina, criar um conceito crítico dos acordos trabalhistas que envolvam o FGTS em face dos seus efeitos na órbita dos verdadeiros pontos de alcance da Lei 8.036/90, reguladora de tal benefício, e da Constituição Federal de 1988, escudo protetor do Direito do Trabalho. 1 - ASPECTOS HISTÓRICOS Desde a explosão das cartas de alforria e atos de libertação dos já mencionados escravos, deu-se início a promoção da inserção destes nas atividades laborais existentes à 3 Fonte: Secretaria da Corregedoria Regional do TRT-7ª Região, Boletim Estatístico do Movimento Judiciário das Varas Trabalhistas Anual 2008, Janeiro 2009 e Fevereiro 2009.

3 3 época, tentando-se buscar a garantia da permanência das novas relações trabalhistas que eram balizadas em preconceitos e muitos atos de resistência. Ainda, próximo ao mesmo período, ocorreram várias ações que marcaram a evolução dos direitos sociais em todo o mundo, que reivindicaram ou discutiram dentre outras necessidades, a busca de tal garantia. O Professor Mauricio Godinho Delgado 4 afirma que o Direito do Trabalho Brasileiro, no que toca ao princípio da continuidade da relação de emprego, desde sua origem, mesmo na fase denominada de manifestações incipientes e esparsas 5, buscou criar mecanismos de afirmação de tal princípio, valorizando a permanência do vínculo empregatício. É válido ressaltar a importância do citado princípio uma vez que este visa à permanência do vínculo empregatício, satisfazendo o objetivo do Direito do Trabalho, possibilitando ao empregado sua total inserção na empresa, promovendo e assegurando melhores condições ao obreiro. Essa idéia de continuidade, uma vez concretizada, é o ponto de partida para a batalha em defesa das garantias e dos bons frutos resultantes da relação trabalhista, pois não haveria sentido lutar por outros benefícios, se a duração do contrato estiver desprotegida, favorecendo a prática de atos arbitrários por parte do empregador, alocando o obreiro a um nível de total insegurança e tornando-o submisso em relação à pessoa que emprega. No Brasil, logo na década de 1920, o advento da Lei Previdenciária nº de 1923, conhecida como Lei Elói Chaves, 6 trouxe no conjunto de dispositivos que criaram as Caixas de Aposentadoria e Pensões dos Ferroviários, a garantia de estabilidade após 10 anos de serviços para os empregados daquela categoria profissional. Esse, sem dúvida, foi o primeiro passo normativo, que seria utilizado como modelo para que as ações futuras conseguissem alcançar grande parte das categorias laborais. Passados 10 anos daquele primeiro dispositivo de amplitude restrita, e com o inicio do Estado Novo de Vargas, a Carta outorgada de 1937 elevou a estabilidade decenal ao patamar constitucional, relacionando-a ao contrato de trabalho, em favor de todo o mercado laborativo urbano, e não só aos ferroviários como anteriormente. Em seguida a Consolidação 4 DELGADO, Mauricio Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 6ª ed. São Paulo: LTR, 2007, p O professor Mauricio Godinho Delgado divide a evolução história do Direito Trabalhista em três fases: a das manifestações incipientes ou esparsas, que se estende do início do século XIX(1802), com o Peel s Act inglês, até A segunda fase, da sistematização e consolidação do Direito do Trabalho, estende-se de 1848 até E a terceira fase, da institucionalização do Direito do Trabalho, iniciando-se em 1919, avançando ao longo do século XX. Fonte: DELGADO, Mauricio Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 6ª ed. São Paulo: LTR, 2007, cit. p No ano de 1923, foi aprovada a Lei Elói Chaves, que criava as Caixas de Aposentadorias e Pensões (CAPS).

4 4 das Leis Trabalhistas 7 em 1943 passou a regular tal estabilidade e principalmente proteger o tempo de serviço 8 do empregado. Com o processo de redemocratização do país, pós-queda do ditador, a nova Constituição 9 promulgada em 1946 estendeu o mesmo direito aos trabalhadores rurais. A estabilidade decenal ocorria toda vez em que o empregado completasse 10 anos e um dia de serviços prestados a um mesmo empregador, conforme reza o disposto no art. 492 da CLT. Assim, para que o contrato de trabalho fosse rescindido, o patrão deveria comprovar as circunstâncias de força maior ou os motivos de falta grave do empregado, sendo que neste último caso, por meio de inquérito policial, sem os quais, tornaria o ato arbitrário e ilegal, devendo ser o trabalhador reintegrado, ou caso contrário, por decisão do tribunal do trabalho, ser convertida a obrigação em indenização a ser paga em dobro. Claro que esse modelo de proteção ao tempo de serviço em nada satisfez a classe patronal, pois alegavam que os trabalhadores estáveis tornavam-se menos produtivos e que a medida não previa a possibilidade de dispensa por motivos econômicos ou financeiros, prejudicando a atividade empresarial, afirmando que esta estaria presa aos efeitos decorrentes da limitação estabilitária. Desde o Projeto de Constituição enviado pelo Governo Provisório à Assembléia Constituinte de 1934, já era demonstrada a idéia da criação de um fundo de reserva do trabalho que visava assegurar ao obreiro, o ordenado ou o salário de um ano, se por algum motivo a empresa desaparecesse (MARTINS, 2008, p. 434). Mas, tão somente em 1958, com a edição da Lei nº 3.470, criou-se o primeiro fundo de indenizações trabalhistas 10 que obrigava as pessoas jurídicas contribuintes do imposto de renda (IR) ao recolhimento de 3% sobre o total da remuneração mensal bruta, excluindo o 13º. A partir de então, tanto a classe econômica como o Estado tinham interesse em que fosse estendido o benefício a todos os trabalhadores, haja vista o baixo percentual pago pelo empregador e a utilização dos rendimentos do fundo por parte do Estado, no financiamento de casas próprias. Nos anos posteriores, com o aumento da pressão exercida pelos interessados no referido fundo, e o início de mais um regime autoritário(golpe Militar de 1964), eclodiu-se o 7 CLT, art O empregado que contar mais de 10 anos de serviço na mesma empresa não poderá ser despedido senão por motivo de falta grave ou circunstância de força maior, devidamente comprovadas. 8 CLT, art A indenização devida pela rescisão de contrato por prazo indeterminado será de 1 mês de remuneração por ano de serviço efetivo, ou por ano e fração igual ou superior a 6 meses. 9 CF de 1946, art. 157, XII. 10 Lei nº 3.470, art. 46.

5 5 cenário perfeito para as mudanças almejadas. A par de tudo isso, Vólia Bomfim Cassar, afirma que em 1966: O resultado foi a criação da Lei nº 5.107/66, hoje revogada, criando um sistema alternativo que extinguiria com a estabilidade e, em contrapartida, dava outras vantagens, como o direito aos valores depositados mesmo nos casos de pedido de demissão(levantados depois de algum tempo e não com da terminação do contrato). O regime do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço era facultativo na época e liberou o mercado. Praticamente todos os empregados admitidos após a lei, já se viam obrigados a optar desde a admissão (CASSAR, 2008, p. 1199). Este mesmo assunto é tratado pelo Professor Sérgio Pinto Martins, onde afirma também que o referido sistema era compatível com a estabilidade decenal, mas que na prática, nenhuma empresa admitia empregado se não fosse optante do FGTS(MARTINS, 2008, p. 434). Assim, a limitação estabilitária adentrou em seu declínio de efetividade, a partir do ano seguinte, 1967, quando o Governo Militar promulgou a nova Constituição 11 prevendo a estabilidade com indenização ao trabalhador despedido, ou fundo de garantia equivalente. 12 Em seguida, novo intento em extinguir o uso da estabilidade celetista ocorreu com publicação da Lei 5.958/73 que determinou que o empregado pudesse optar pelo FGTS retroativamente a 1º de janeiro de 1967 ou a data de admissão ao emprego se posterior aquela, desde que tivesse concordância por parte do empregador. 13 Nos anos subsequentes, outras leis 14 surgiram, incluindo novas alterações na aplicação e utilização do FGTS. Dentre essas mudanças, o fato de maior relevância se deu com a promulgação da nossa Carta Cidadã de 1988, que promoveu o benefício ao rol dos direitos fundamentais, assegurando-o como um direito do trabalhador, fazendo desaparecer o sistema alternativo 15 vigente à época, assegurando em seu art. 7º inciso III que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, e vários benefícios ali citados são direitos dos trabalhadores 11 CF de 1967, art. 158, XIII. 12 O termo equivalência provocou inúmeras discussões, pois não havia igualdade entre os sistemas. Mas este deve ser interpretado através da Súmula 98 do TST a qual diz que equivalência entre os regimes do FGTS e da estabilidade da CLT é meramente jurídica e não econômica, sendo indevidos quaisquer valores a título de reposição de diferença. 13 Lei nº de 10 de dezembro de 1973, art.1º. 14 A Lei nº 6.858, de 24/11/80, tratou do pagamento do FGTS aos dependentes ou sucessores, tendo sido regulamentada pelo Decreto nº , de 26/03/81. Em 02/06/81, surgiu a Lei nº 6.919, que facultou às empresas estenderem a seus diretores não-empregados o regime do FGTS. O Decreto nº , de 16/09/82, regulamentou o 3º do art.1º da Lei nº 6.919/81. O Decreto-lei nº 2.408, de 05/01/88, restabeleceu a vigência doa rt. 12 da Lei nº e deu outras providências. A Lei nº 7.670, de 08/09/88, estendeu aos portadores da Aids certos benefícios relativos ao FGTS. 15 O sistema alternativo se refere ao da estabilidade decenal e do FGTS que simultaneamente vigoravam até então, desde a Constituição de 1967.

6 6 urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social. Sendo o novel dispositivo de relevante significância para a evolução dos direitos sociais no Brasil. Desde então, todos os empregados que firmaram contrato de trabalho passaram a ser beneficiados unicamente e obrigatoriamente pelo FGTS, excetuando aqueles cuja relação de emprego iniciou-se em data anterior a da Lei Maior e que ocasionalmente fossem protegidos pela estabilidade da CLT. Para tanto, com o intuito de definir as regras gerais sobre o tema, logo foi editada a Lei nº 7.839, de 12 de outubro de 1989, revogada expressamente 16 pela Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, que passou a versar sobre o FGTS. Esta última, em conjunto com os regulamentos do Decreto nº , de 08 de novembro de 1990, compõem os vigentes dispositivos legais sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. 2 - CONCEITO E FINALIDADE DO FGTS O já citado professor Sérgio Pinto Martins conceitua o FGTS como um depósito bancário destinado a formar uma poupança, para que o trabalhador possa sacá-lo nas hipóteses previstas em lei, ainda, mencionando a utilização dos depósitos em financiamento para aquisição de moradia pelo Sistema Financeiro de Habitação (MARTINS, 2008, p. 435). Mesmo considerada correta a sua afirmação, mas desprovida, preferi-se a exposição do tema na declaração do Dr. Mauricio Godinho, pois oferece um texto mais abrangente, quando afirma que: O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço consiste em recolhimentos pecuniários mensais, em conta bancária vinculada em nome do trabalhador, conforme parâmetro de cálculo estipulado legalmente, podendo ser sacado pelo obreiro em situações tipificadas pela ordem jurídica, sem prejuízo de acréscimo percentual condicionado ao tipo de rescisão de seu contrato laborativo, formando, porém, o conjunto global e indiferenciado de depósitos um fundo social de destinação legalmente especificada (DELGADO, 2007, p. 1268). Apesar do conceito de Sérgio Pinto Martins compreender uma quantidade menor de considerações, ele apresenta em seu bojo a síntese da finalidade do FGTS, qual seja: DEPÓSITO BANCÁRIO DESTINADO A FORMAR UMA POUPANÇA PARA O TRABALHADOR. 16 Lei nº 8.036/90, art. 32.

7 7 No período em que os trabalhadores eram protegidos apenas com a estabilidade decenal, se que fossem despedidos do emprego antes dos 10 anos de serviço, faziam jus apenas ao recebimento por parte do empregador de uma quantia no valor de seu maior salário auferido por cada ano trabalhado, assim se por ventura alguém fosse demitido antes de completar 6 meses de serviço nada recebia. Como propriedade do patrão, este dinheiro não poderia ser embolsado pelo empregado em outras situações senão somente por meio da rescisão sem justa causa por parte do empregador, portanto não perfaria um conjunto de valores de direito disponível ao trabalhador. Então, frente à necessidade apresentada, o FGTS veio com o intuito de proporcionar ao trabalhador o benefício em ter a sua disposição uma espécie de poupança na qual os valores eram depositados pelo empregador, mas sobre titularidade do empregado, administrados por meio do Estado que garantiria sua efetivação e disponibilidade nos casos previstos na lei, e principalmente, para que pudesse ser sacado em sua integralidade em qualquer período do contrato de trabalho na oportunidade de sua rescisão quando da falta de causa que justifique o ato de arbitrariedade do patrão. Esse novo modelo apesar de trazer um prejuízo para aqueles que iriam beneficiarse da estabilidade celetista, trouxe na verdade uma gama de privilégios para a maioria dos trabalhadores que não eram estáveis e que passaram a optar pelo regime do fundo. Também no mesmo intento, os empregadores viram a alternativa com bons olhos, pois estavam totalmente confortáveis em depositar 3% dos rendimentos mensais contra o valor de 100% do salário nominal mensal de um trabalhador por ano. Sem mencionar a grande principal vantagem de poder rescindir o contrato trabalhista no momento que julgar necessário, independentemente do tempo de serviço do empregado, inclusive sem se preocupar se este já atingiu o limiar dos 10 anos, pois não haveria a necessidade de pagar em dobro os valores ali depositados. A proposta de uma conta vinculada sob titularidade do obreiro, com valores corrigidos monetariamente 17, que estaria disponível ao tempo de sua demissão da empresa, não considerando o período de prestação de serviços, é uma das finalidades do FGTS. É de extrema importância ressaltar que, atendendo ao disposto no art. 7º, I da CF/88, o FGTS também serve de numero base para o cálculo do valor da indenização 17 Os valores do depositados na conta vinculada do FGTS são corrigidos monetariamente com base nos parâmetros fixados para atualização dos saldos dos depósitos de poupança e capitalizam juros de 3% ao ano conforme art. 13 da Lei nº 8.036/90.

8 8 adicional que o art. 10 da ADCT projetou de 10% para 40%, sendo esta depositada na conta vinculada do empregado nas hipóteses legais dispostas na Lei nº 8.036/90 repetidora da mesma garantia em seu art. 18, 1º RECURSO PARA UTILIZAÇÃO EM FINANCIAMENTO DE AQUISIÇÃO DE MORADIA PELO SFH. No período em que a primeira Lei do FGTS foi editada (1966), o Governo Militar, ferro marcante da história de nossa democracia, trouxe dentre suas poucas elogiadas diretrizes de atuação, a criação do programa de financiamento habitacional, que possibilita aos brasileiros a oportunidade de adquirir um dos grandes sonhos das famílias deste país, que é a aquisição da casa própria. Ocorre que não existia o dinheiro para custear o Sistema Financeiro de Habitação(SFH). Assim uma das propostas de criação do FGTS era a de que se utilizassem seus depósitos no referido SFH. E assim aconteceu. A atual norma que versa sobre o FGTS, a Lei nº 8.036/90, reza em seu art. 6º, IV, VI e VII, e art. 9º, 2º, sobre a aplicação do fundo nos programas de habitação, saneamento básico e infra-estrutura urbana, viabilizando financeiramente a execução de tais programas. 3 - NATUREZA JURÍDICA Para a maioria dos doutrinadores a natureza jurídica do FGTS é controversa, devido a inúmeras teorias que contornam a matéria. Ainda, sob a ótica de Mauricio Godinho, esta transborda as restritas fronteiras do Direito do Trabalho não se limitando a uma natureza estritamente trabalhista, também mencionando: O FGTS é um instituto de natureza multidimensional, complexa, com preponderantemente estrutura e fins justrabalhistas, os quais se combinam, porém, harmonicamente, a seu caráter de fundo social de destinação variada, tipificada em lei. Por isso associa traços de mera figura trabalhista com traços de figura afeta em as contribuições sociais, formando, porém, instituto unitário (DELGADO, 2007, p.1275).

9 9 Desta forma, Godinho expressa sua dificuldade em definir objetivamente a natureza jurídica do FGTS, inclusive apresenta uma possível solução para tal discussão, afirmando existir no mínimo uma tríplice dimensão estrutural onde oportunamente passaremos a analisar. No entanto, o professor Sérgio Pinto Martins mesmo reconhecendo a dificuldade quanto à definição, se híbrida ou múltipla, analisou o instituto sob dois ângulos distintos, do empregado e do empregador. (MARTINS, 2008, p. 444, 448) Então vejamos as principais teorias QUANTO AO EMPREGADO As principais teorias decorrentes desse ponto de vista afirmam a natureza jurídica do instituto como: salário diferido, salário socializado, premial e poupança Salário diferido Os que defendem essa teoria afirmam que o FGTS é um salário diferido, pois se trata de um pecúlio adquirido pelo trabalhador no presente para ser utilizado no futuro. Entendem ainda que esse Fundo seja resultante de uma série de depósitos realizados pelo empregador, de parte do salário do empregado, que futuramente irá prover a sua subsistência Salário socializado Seguindo a idéia do salário diferido, esta corrente acrescenta que os numerários depositados constituem um fundo para compensar o tempo de serviço, mas que tem um proveito geral, portanto um valor social. Daí a nominação de salário socializado, por conta da utilização do montante pela sociedade Premial Para Amaro Barreto(BARRETO, Amaro. Teoria e prática de FGTS. Rio de Janeiro: Trabalhistas, o FGTS) é um prêmio proporcional ao tempo de serviço do empregado, aludindo à idéia de que somente se o obreiro estiver nas condições previstas na lei é que irá beneficiar-se do Fundo.

10 QUANTO AO EMPREGADOR Deste ponto de vista, decorrem como principais teorias: a fiscal, parafiscal e da contribuição previdenciária Teoria fiscal Conforme esta teoria, o FGTS seria uma obrigação tributária, por se tratar de uma prestação pecuniária compulsória paga ao ente público, com a finalidade de constituir um Fundo econômico para financiamento do SFH, considerando-o como imposto, com base no art. 16 do CTN Teoria parafiscal Sabendo-se que a receita arrecadada não é inclusa no orçamento do Estado, mas sim, destinada para um orçamento especial (SFH), afirmam os adeptos dessa teoria, que o FGTS não pode ser taxado de tributo fiscal (imposto), mas sim de parafiscal, unicamente por distinguirem esta da primeira Contribuição previdenciária A maior motivação para alegação de que o fundo seja uma contribuição previdenciária, refere-se ao prazo prescricional de 30 anos previsto pela Lei nº 3.807/60 e recepcionados pela nova lei do FGTS, mantendo-se em pé de igualdade com os privilégios das contribuições devidas a Previdência Social POSICIONAMENTO DOUTRINÁRIO Diante das alegações apresentadas, vários doutrinadores se posicionam com apreciação diversificada às opções citadas. Mas Pinto Martins discorda dessas correntes, apresentando seu entendimento diferenciado quanto ao assunto, e explicando as razões e 18 CTN, Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte.

11 11 oferecendo outras explanações mais convincentes que justificam a verdadeiramente a natureza jurídica do FGTS. Quanto ao empregado, o referido professor afirma que o fundo vem a ser um crédito de natureza trabalhista depositado na conta vinculada do empregado, uma espécie de poupança. Acredita desta forma, devido à disponibilidade do crédito para compensação do tempo de serviço do obreiro na empresa, ou para o financiamento da casa própria, ou ainda para outras hipóteses previstas em lei. Descarta a idéia de salário, pois o FGTS não decorre de relação privada, como ocorre no contrato de trabalho, mas sim de direito público em decorrência de lei, não havendo acordo de vontades entre as partes, mas previsão em aparato legal, não pago pelo empregador diretamente ao trabalhador, mas através de órgão gestor. Entre outras palavras, não configura salário por não ter as características inerentes à parcela salarial. Quanto ao empregador, o mesmo professor discorda das teorias apresentadas explicando que não deve o FGTS ser considerado imposto, pois os valores resultantes dos depósitos do FGTS ficam vinculados ao empregado, e caso venha a se enquadrar em uma das hipóteses legais de liberação do fundo, poderá fazê-lo. Isso não seria possível com os impostos devido à vedação constitucional prevista no inciso IV do art.167 da Constituição. Tão pouco seria o fundo, uma contribuição para fiscal, porque mesmo se existisse tal espécie, o fato de o sujeito arrecadador da contribuição não ser entidade estatal, mas pessoa diversa, não altera a natureza tributária do instituto. Com base nisto, não cabe a possibilidade de afirmá-lo como natureza previdenciária. Por todos esses motivos, e as razões a seguir apresentadas, o reconhecido mestre entende que a contribuição do empregador é uma espécie de tributo. Para o melhor entendimento da asseveração lembra o doutrinador que a Constituição Federal em seu art.148, dentro do título Da Tributação e do Orçamento, reza sobre a competência da União para instituir contribuições sociais de interesse das categorias profissionais ou econômicas, entendendo que a Carta Maior recepcionou o FGTS como contribuição social. Ainda no fito de tecer sua declaração, analisa o FGTS quanto às características de um tributo conforme o art. 3º do CTN, o qual prevê que tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Apreciando os aspectos da contribuição do FGTS, justifica o nobre Professor que esta, é compulsória por não depender da vontade do contribuinte pagá-la ou não, que o

12 12 pagamento é procedido em dinheiro, que não se trata de penalidade por ato ilegal praticado pelo empregador, e que o lançamento para a constituição do crédito do FGTS é realizada por meio da atividade administrativa plenamente vinculada. Logo, trata-se claramente de um tributo. Assim, afirma Pinto Martins que para o empregador o FGTS vem a ser uma contribuição social, espécie do gênero tributo. No entanto, é de grande valia ressaltar também as mensurações feitas pelo professor Mauricio Godinho. Na verdade, há, no mínimo, uma tríplice dimensão de estrutura e objetivos no Fundo de Garantia, apta a gerar relações jurídicas próprias, distintas embora obviamente combinadas. Existe a relação empregatícia, vinculando emprego e empregador, pela qual este é obrigado a efetuar os recolhimentos mensais e, as vezes, também obrigado com respeito ao acréscimo pecuniário da rescisão. Em contrapartida, desponta nessa relação, como credor, o empregado. Há por outro lado, o vínculo jurídico entre empregador e Estado, em que o primeiro tem o dever de realizar os recolhimentos, ao passo que o segundo, o direito de os ver adimplidos, sob pena de, compulsoriamente, cobrá-los, com as apenações legais. Existe ainda, a relação jurídica entre o Estado, como gestor e aplicador dos recursos oriundos do fundo social constituído pela totalidade dos recursos do FGTS, e a comunidade, que deve ser beneficiária da destinação social do instituto, por meio do financiamento às áreas de habitação popular, saneamento básico e infra-estrutura urbana. Nesse caráter multidimensional do instituto é que se reveste sua precisa natureza jurídica (DELGADO, 2007, p. 1276). (grifos nossos) Este aclamado doutrinador busca uma idéia geral do raciocínio anteriormente citado, mas acrescentando um novo ponto de vista: a da comunidade. Destarte, defende que sob a ótica da sociedade o FGTS tem a natureza jurídica de fundo social, pois um dos objetivos de tal instituto é beneficiar a comunidade de modo geral com o financiamento de moradias, bem como saneamento e infra-estrutura urbana. Esta foi uma das duas grandes justificativas para a edição da lei que originou o fundo. Desta forma, o doutrinador crer que existe uma relação jurídica entre o Estado e a sociedade, levando em conta principalmente o art. 2º da Lei nº 8.036/90, informando que o Fundo é formado também de outras fontes monetárias. Então, do ponto de vista da sociedade, o instituto tem a natureza jurídica de Fundo Social com destinação variada. Daí a afirmativa da tríplice dimensão do FGTS. Alcançado este estágio no estudo do tema, e concordando com Alonso Olea (RODRIGUEZ, 1978, p. 31.), quanto a afirmação de que o princípio geral do direito é um critério de ordenação que inspira todo o sistema jurídico, dirigindo-se não só a juízes, mas também aos interpretes, aos legisladores, aos demais operadores, como também aos agentes

13 13 sociais a que se destinam, passaremos a analisar dois princípios relevantes no discurso do título deste documento, quais sejam: da indisponibilidade dos direitos trabalhistas versus o da autonomia da vontade. 4 - PRINCIPIO DA INDISPONIBILIDADE DOS DIREITOS TRABALHISTAS VERSUS PRINCÍPIO DA AUTONOMIA DA VONTADE O princípio da indisponibilidade dos direitos trabalhistas é bem objetivo e claro na postura que propõe: que os direitos trabalhistas não podem sofrer espoliação por parte do empregado por manifestação unilateral ou bilateral de disposição. Ou seja, a luz deste princípio não é permitida ao trabalhador transacionar sobre direitos alcançados por lei. Para entendermos melhor a razão principal devemos mencionar o texto de Mauricio Godinho Delgado. A indisponibilidade inata aos direitos trabalhistas constitui-se talvez no veículo principal utilizado pelo Direito do Trabalho para tentar igualizar, no plano jurídico, a assincronia clássica existente entre os sujeitos da relação socioeconômica de emprego. O aparente contingenciamento de liberdade obreira que resulta da observância desse princípio desponta, na verdade, como o instrumento hábil a assegurar efetiva liberdade no contexto da relação empregatícia: é que aquele contingenciamento atenua ao sujeito individual obreiro a inevitável restrição de vontade que naturalmente tem perante o sujeito coletivo empresarial (DELGADO, 2007, p. 201). Essa tentativa de igualizar os sujeitos da relação de emprego no plano jurídico é quem justifica tal princípio, pois caso contrário, o empregado estaria à mercê do empresário, de modo a utilizar-se de sua prerrogativa sócio-econômica para tirar proveito nas transações que envolvam matéria trabalhista. Somente com a petrificação da postura mental que o princípio impõe, possibilitará ao Direito do Trabalho a proteção do ser humano nas relações laborais. Já o segundo princípio, o da autonomia da vontade defende o corolário do direito da liberdade, segundo o qual as partes são livres para pactuarem o que quiserem, mesmo que implique no prejuízo consciente de um dos envolvidos. Porém deve-se observar, o que a maioria dos operadores olvida: aplica-se este princípio apenas no que tange os diretos disponíveis.

14 14 Destarte, ambos os princípios são opostos entre si em suas propostas e aplicação. E seguramente encontramos maior incidência de um dos dois princípios na maioria dos acordos individuais trabalhistas, que em larga escala, mitigam os diretos dos trabalhadores em razão de mera transação. Face ao problema, como solucionar o conflito entre os dois princípios? Qual destes será o correto ou justo? Como sopesar os valores ali contidos, considerando que ambos são defendidos pela constituição? Para tanto, trilhando o caminho mais simples para compreendermos a solução, propomos a apreciação de um outro princípio que certamente elide a questão: o princípio da imperatividade das normas trabalhistas. O princípio da imperatividade das normas trabalhistas aduz a idéia de que o regramento jurídico na esfera do trabalho tem prevalência em relação aos contratos. Assim, a vontade das partes em um acordo ou contrato, estão em menor grau de valor do que as regras trabalhistas, não gozando estas de liberdade para disposição e nem devendo ser prejudicadas em favor da autonomia privada. Não restando dúvidas que o mencionado princípio é um verdadeiro projetor do princípio da indisponibilidade dos direitos trabalhistas. Sobre a imperatividade das normas trabalhistas, afirma o Professor Mauricio Godinho: Informa tal princípio que prevalece no segmento juslaborativo o domínio de regras jurídicas imediatamente obrigatórias, em detrimento de regras apenas dispositivas. As regras justrabalhistas são, desse modo, essencialmente imperativas, não podendo, de maneira geral, ter sua regência contratual afastada pela simples manifestação de vontade das partes (DELGADO, 2007, p. 201). Note-se que a imperatividade relaciona-se com as normas imediatamente obrigatórias, ensejando a possibilidade da disponibilidade para renuncia de direitos facultados bem como os que a Lei permitir disposições. 19 Logo concluímos que em hipótese alguma, em se tratando de regras obrigatórias na esfera trabalhista, poderá a autonomia da vontade prevalecer sobre o princípio da indisponibilidade dos direitos trabalhistas. 19 O art. 472, 2º, CLT, é um desses exemplos de regras disponíveis no Direito do Trabalho: Nos contratos por prazo determinado, o tempo de afastamento se assim acordarem as partes interessadas, não será computado na contagem do prazo para a respectiva terminação.

15 IMPLICAÇÕES DA NATUREZA JURÍDICA DO FGTS NOS ACORDOS INDIVIDUAIS Como já mencionado no texto introdutório, as conciliações realizadas na Justiça do trabalho, normalmente envolvem valores do FGTS não pagos. E mesmo inexistindo estatística precisa que informe o numeral líquido referente ao Fundo, objeto nesses acordos, é sabido da grande incidência deste, nas propostas negociadas entre as partes litigantes. E toda vez que um acordo individual é homologado pelo Juiz, dá-se como quitada toda a dívida do empregador para com o empregado, inclusive o FGTS. Ocorre que, como já estudado, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço é um direito fundamental indisponível, sob a égide do princípio da indisponibilidade dos direitos trabalhistas, não devendo a vontade das partes sobrepujar os direitos dos trabalhadores protegidos constitucionalmente, pois estará desconsiderando a sua natureza jurídica e prejudicando a sociedade de um modo geral. Na prática, as cópias de sentenças homologatórias de acordos que versam sobre causas trabalhistas incluindo o FGTS, são usadas para arquivar a Ações de Cobrança de FGTS em que a União é parte autora. Assim um empresário que é inadimplente por não efetuar a contribuição em conta vinculada ao empregado, ao sofrer cobrança judicial, poderá pedir o arquivamento da Ação de Cobrança com a simples comprovação da quitação de seu débito junto ao trabalhador, utilizando uma sentença homologatória de acordo da justiça do trabalho que envolva os valores cobrados, mesmo que este instrumento tenha sido firmado em numeral muito abaixo do acionado, o que corriqueiramente tem acontecido, é bem verdade. Importando a lembrança da indenização adicional de 40% que seria calculada sobre os valores deste Fundo, mas que nesse caso restará prejudicada. Ressalta-se ainda que o saldo/extrato do FGTS emitido pela Caixa Econômica Federal, hoje possibilitado a emissão inclusive por meio da Internet em sítio eletrônico da instituição bancária, faz prova perfeita quanto aos depósitos realizados. Portanto, uma vez juntado aos autos da reclamação trabalhista, indicando débitos existentes, é documento probatório amplamente incontroverso. Não se admitindo deduções contrárias ao documento no ato de julgar. Com esta possibilidade jurídica, o fundo de garantia é mitigado a valores vergonhosos, prejudicando a sociedade que não se beneficiou em nada, o Estado com o que deixou de arrecadar, e principalmente o ofuscado trabalhador ao achar que fez um bom negócio em dispor de um direito indisponível de valor incontroverso.

16 16 Medidas legais precisam ser criadas com o intuito de evitar o prejuízo. Ou talvez a simples aplicação do presente estudo por parte dos Juízes trabalhistas, não permitindo a lesão ao conjunto de direitos trabalhistas indisponíveis, inclusive o FGTS, nos acordos que homologa. CONSIDERAÇÕES FINAIS Conclui-se com o presente estudo que o FGTS nasceu com objetivos bem distintos: em primeiro lugar, o de proteger a relação de trabalho, instituindo crédito ao empregado de modo a beneficiá-lo no momento da rescisão, em substituição a antiga estabilidade decenal; em segundo, a promoção da infra-estrutura urbana, saneamento e aquisição de moradias. Como também, é perceptível a complexidade de sua natureza jurídica em face de suas três dimensões, pois se trata de um tributo da espécie contribuição, e ao mesmo tempo é um crédito ao empregado para ocasião da despedida sem justa causa, e também um fundo social de destinação variada e atendendo a sociedade na construção de moradias, saneamento e infra-estrutura. Das normas trabalhistas, o FGTS é um direto fundamental do trabalhador e assim sendo não é permitido ser passivo de transação. Desta forma os acordos ocorridos na Justiça do Trabalho que incluem em seus montantes valores referentes ao Fundo, devem ser considerados inválidos por conta das circunstâncias doutrinarias e dispositivos legais apresentados. Logo, cada operador do direito conhecer as peculiaridades deste instituto para não cometer erros oriundos do desconhecimento. REFERÊNCIA BARRETO, Amaro. Teoria e prática de FGTS. Rio de Janeiro: Trabalhistas, BARROS, Alice Monteito de. Curso de Direito do Trabalho. 4ª ed. São Paulo: LTr, 2008 BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de São Paulo: Saraiva, Consolidação das Leis do Trabalho. Decreto-Lei n de 1 de Maio de Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho..Código Tributário Nacional. Lei n de 25 de Outubro de de1966. Dispõe sobre o Sistema Financeiro Nacional e institui normas gerais de Direito Tributário aplicáveis a União, Estado e Município.

17 17. Lei n de 11 de Maio Dispõe sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e dá outras providências. CABRAL, Ana Rita Nascimento. A Teoria do Fato Gerador. Revista Jurídica da FA7. Fortaleza, V. 5, n.1, p , Abr CASSAR, Vólia Bomfim. Direito do Trabalho. 2ª ed. Niterói: Impetus, DELGADO, Mauricio Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 6ª ed. São Paulo: LTr, MARTINS, Sérgio Pinto. Direito do Trabalho. 24ª ed. São Paulo: Atlas, RODRIGUEZ, Américo Plá. Princípios de Direito do Trabalho. São Paulo: LTr, THE TRIPLE OF LEGAL DIMENSION OF FGTS AGREEMENTS AND THEIR IMPLICATIONS IN THE INDIVIDUAL IN THE WORK OF JUSTICE Abstract: The present Article analyzes the FGTS through its historical context, making possible to the operator of the right an approach with the true objectives and reasons of the Deep one, allowing the same, on the basis of the principles that conduct the working order, to study the complex legal nature of the institute, as well as, its tridimensionalidade. Still, to perceive that the unfamiliarity or disrespect to all these considerações at the moment to celebrate the working individual agreements, disables the reach of the designs for which the Deep one was servant, it has seen to be about an unavailable right and undisputed value when folloied of respective extracts emitted for the Caixa Econômica Federal. Keywords: FGTS. Legal nature. Agreements. Effects. Unavailability. Autonomy. Savings. Credit. Social. Tribute.

Fundo de Garantia do Tempo de Serviço FGTS

Fundo de Garantia do Tempo de Serviço FGTS Trabalho: Disciplina Direito do Trabalho Professora: Alessandra Tomaz Valor: 10 pontos Trabalho individual manuscrito Fundo de Garantia do Tempo de Serviço FGTS O FGTS é um depósito bancário destinado

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Indenização Cargo de Confiança mais de 10 anos de Serviço na mesma Empresa

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Indenização Cargo de Confiança mais de 10 anos de Serviço na mesma Empresa Serviço na mesma Empresa 12/03/2014 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas apresentadas pelo cliente... 3 3. Análise da Legislação... 3 4. Conclusão... 4 5. Informações Complementares...

Leia mais

1- CONTRATO DE TRABALHO

1- CONTRATO DE TRABALHO 1- CONTRATO DE TRABALHO 1.1 - ANOTAÇÕES NA CARTEIRA DE TRABALHO Quando o empregado é admitido - mesmo em contrato de experiência -, a empresa tem obrigatoriamente que fazer as anotações na carteira de

Leia mais

Portaria PGFN nº 164, de 27.02.2014 - DOU de 05.03.2014

Portaria PGFN nº 164, de 27.02.2014 - DOU de 05.03.2014 Portaria PGFN nº 164, de 27.02.2014 - DOU de 05.03.2014 Regulamenta o oferecimento e a aceitação do seguro garantia judicial para execução fiscal e seguro garantia parcelamento administrativo fiscal para

Leia mais

Lição 11. Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS

Lição 11. Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS Lição 11. Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS (Lei nº 8.036, de 11/5/90, e Decreto nº 99.684, de 8/11/90). 11.1. CONSIDERAÇÕES GERAIS O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é uma conta

Leia mais

COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N o 76, DE 2011. I RELATÓRIO

COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N o 76, DE 2011. I RELATÓRIO COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N o 76, DE 2011. Veda a utilização do sistema francês de amortização, ou tabela Price, nos empréstimos e financiamentos de qualquer natureza.

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS Disciplina: Direito do Trabalho II Professora: Cláudia Glênia JUR: NÃO DEVE SER USADO COMO CONTEÚDO DE ESTUDO, NÃO DEVE SER

Leia mais

CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS DO EMPREGADO A LUZ DAS NORMAS DO REGIMENTO GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL RGPS

CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS DO EMPREGADO A LUZ DAS NORMAS DO REGIMENTO GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL RGPS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS DO EMPREGADO A LUZ DAS NORMAS DO REGIMENTO GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL RGPS Ricardo Benevenuti Santolini 1 Resumo: A norma jurídica possui como princípio basilar regulamentar a conduta

Leia mais

PARECER Nº 003/2009/JURÍDICO/CNM INTERESSADOS:

PARECER Nº 003/2009/JURÍDICO/CNM INTERESSADOS: PARECER Nº 003/2009/JURÍDICO/CNM INTERESSADOS: PREFEITOS DE DIVERSOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS ASSUNTOS: O FGTS E A CONVERSÃO DO REGIME CELETISTA PARA O ESTATUTÁRIO. DA CONSULTA: Trata-se de consulta formulada

Leia mais

Questões Dissertativas (máximo 15 linhas)

Questões Dissertativas (máximo 15 linhas) Questões Dissertativas (máximo 15 linhas) 1) O que é tributo? Considerando a classificação doutrinária que, ao seguir estritamente as disposições do Código Tributário Nacional, divide os tributos em "impostos",

Leia mais

Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social

Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social 1.4.7.3. Contribuições do art.195 CF Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social (previdência, saúde e assistência social), espécies de contribuições sociais, como

Leia mais

CONTRATO DE TRABALHO POR PERÍODO INDETERMINADO DE ESTRANGEIRO PROFISSIONAL NÃO TÉCNICO / ESPECIALISTA

CONTRATO DE TRABALHO POR PERÍODO INDETERMINADO DE ESTRANGEIRO PROFISSIONAL NÃO TÉCNICO / ESPECIALISTA Avenida Paulista 2006, 16º andar 01312-200 São Paulo, SP Brasil Telefone: (+55 11) 32 97 31 21 Fax: (+55 11) 32 97 31 17 Cabinet Chantereaux 22, Place du Général Catroux 75017 Paris FRANCE téléphone: (+33)

Leia mais

Estabilidade e Garantia de Emprego:

Estabilidade e Garantia de Emprego: AULA 9 Estabilidade e Garantia de Emprego: A CLT inicialmente previa o pagamento de uma indenização ao empregado sempre que este fosse despedido sem justa causa, sendo que após dez anos de serviço a empresa,

Leia mais

13º SALARIO Posteriormente, a Constituição Federal de 1988, em seu art. 7º,

13º SALARIO Posteriormente, a Constituição Federal de 1988, em seu art. 7º, 13º SALARIO Trabalhadores beneficiados Farão jus ao recebimento do 13º salário os seguintes trabalhadores: a) empregado - a pessoa física que presta serviços de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter

Leia mais

FEVEREIRO 2015 BRASÍLIA 1ª EDIÇÃO

FEVEREIRO 2015 BRASÍLIA 1ª EDIÇÃO Secretaria de Políticas Públicas de Emprego Departamento de Emprego e Salário Coordenação-Geral do Seguro-Desemprego, do Abono Salarial e Identificação Profissional SEGURO-DESEMPREGO E ABONO SALARIAL NOVAS

Leia mais

Direito do Trabalho CARACTERÍSTICAS. Empregados urbanos e rurais contratados a partir de 1988 inserem-se automaticamente no sistema do FGTS.

Direito do Trabalho CARACTERÍSTICAS. Empregados urbanos e rurais contratados a partir de 1988 inserem-se automaticamente no sistema do FGTS. CARACTERÍSTICAS Empregados urbanos e rurais contratados a partir de 1988 inserem-se automaticamente no sistema do FGTS. O FGTS consiste em recolhimentos pecuniários mensais feitos pelo empregador em uma

Leia mais

Ilegalidade e inconstitucionalidade da cobrança da Contribuição Sindical Rural. Proposta de sua extinção

Ilegalidade e inconstitucionalidade da cobrança da Contribuição Sindical Rural. Proposta de sua extinção Ilegalidade e inconstitucionalidade da cobrança da Contribuição Sindical Rural. Proposta de sua extinção Kiyoshi Harada* É pacífico na doutrina e na jurisprudência que o crédito tributário resulta do ato

Leia mais

INFORMATIVO. Dispensa de IR sobre as contribuições do participante de 01/01/89 a 31/12/95

INFORMATIVO. Dispensa de IR sobre as contribuições do participante de 01/01/89 a 31/12/95 INFORMATIVO Dispensa de IR sobre as contribuições do participante de 01/01/89 a 31/12/95 Este informativo tem o propósito de orientar as associadas sobre as principais questões atinentes aos procedimentos

Leia mais

tributo e suas espécies

tributo e suas espécies CAPÍTULO I Direito Tributário, tributo e suas espécies Sumário 1. Breve introdução ao Direito Tributário 2. Tributo 3. Espécies tributárias: 3.1. Impostos; 3.2. Taxas; 3.3. Contribuição de melhoria; 3.4.

Leia mais

Resumo Aula-tema 02: Fontes, princípios, renúncia e transação do Direito do Trabalho.

Resumo Aula-tema 02: Fontes, princípios, renúncia e transação do Direito do Trabalho. Resumo Aula-tema 02: Fontes, princípios, renúncia e transação do Direito do Trabalho. O propósito dessa aula é reconhecer quais os lugares de onde se originam os direitos trabalhistas, onde procurá-los

Leia mais

VOTO EM SEPARADO DA DEPUTADA ANDRÉIA ZITO

VOTO EM SEPARADO DA DEPUTADA ANDRÉIA ZITO COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO PROJETO DE LEI Nº 6.708, DE 2009. Acrescenta Capítulo III-A ao Título V da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº

Leia mais

COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO.

COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO. COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO. PROJETO DE LEI N o 5.678, DE 2013. Acrescenta parágrafo ao art. 477 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452, de

Leia mais

newsletter Nº 87 ABRIL / 2014

newsletter Nº 87 ABRIL / 2014 newsletter Nº 87 ABRIL / 2014 Assuntos em Destaque Resumo Fiscal/Legal Março de 2014 2 Fundos de Compensação e de Garantia do Trabalho 3 Revisores e Auditores 7 LEGISLAÇÃO FISCAL/LEGAL Assembleia da República

Leia mais

2. O que a Funpresp Exe traz de modernização para o sistema previdenciário do Brasil?

2. O que a Funpresp Exe traz de modernização para o sistema previdenciário do Brasil? Perguntas Frequentes 1. O que é a Funpresp Exe? É a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo, criada pelo Decreto nº 7.808/2012, com a finalidade de administrar

Leia mais

Carlos Roberto Occaso Subsecretário de Arrecadação e Atendimento da Receita Federal do Brasil

Carlos Roberto Occaso Subsecretário de Arrecadação e Atendimento da Receita Federal do Brasil Ofício nº. 071/2014 PRE Brasília, 29 de maio de 2014. Ilmo. Sr. Carlos Roberto Occaso Subsecretário de Arrecadação e Atendimento da Receita Federal do Brasil Marcelo de Melo Souza Subsecretário de Gestão

Leia mais

Breves Considerações sobre o Superendividamento

Breves Considerações sobre o Superendividamento 116 Breves Considerações sobre o Superendividamento Luiz Eduardo de Castro Neves 1 O empréstimo de valores é realizado com a cobrança de juros, de forma a permitir uma remuneração pelo valor emprestado.

Leia mais

AÇÕES COLETIVAS PREVIDENCIÁRIAS SINPRO/RS. a) Repetição de Indébito incidência de contribuição previdenciária em verba indenizatória

AÇÕES COLETIVAS PREVIDENCIÁRIAS SINPRO/RS. a) Repetição de Indébito incidência de contribuição previdenciária em verba indenizatória AÇÕES COLETIVAS PREVIDENCIÁRIAS SINPRO/RS a) Repetição de Indébito incidência de contribuição previdenciária em verba indenizatória A contribuição previdenciária só incide sobre o salário (espécie) e não

Leia mais

SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL

SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL PORTARIA CONJUNTA Nº 900, DE 19 DE JULHO DE 2002. Disciplina o pagamento ou parcelamento de débitos de que trata o art. 11 da Medida Provisória nº 38, de 14 de maio de 2002.

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS Art. 90. O prazo previsto no caput do art. 84 deste Ato das Disposições Constitucionais Transitórias

Leia mais

CONTRATO DE TRABALHO. Empregado Preso

CONTRATO DE TRABALHO. Empregado Preso CONTRATO DE TRABALHO Empregado Preso Muitas dúvidas surgem quando o empregador toma conhecimento que seu empregado encontra-se preso. As dúvidas mais comuns são no sentido de como ficará o contrato de

Leia mais

EDUARDO RAFAEL WICHINHEVSKI COMENTÁRIOS AO ACÓRDÃO DO STJ RESP 1322945

EDUARDO RAFAEL WICHINHEVSKI COMENTÁRIOS AO ACÓRDÃO DO STJ RESP 1322945 EDUARDO RAFAEL WICHINHEVSKI COMENTÁRIOS AO ACÓRDÃO DO STJ RESP 1322945 CURITIBA 2013 2 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO... 3 2 DISCUSSÃO ANALISADA NO RECURSO ESPECIAL NÚMERO 1.322.945-DF.. 4 3 NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO

Leia mais

CONCURSO PÚBLICO FICHA DE RESPOSTA AO RECURSO CARGO: TÉCNICO DA FAZENDA MUNICIPAL

CONCURSO PÚBLICO FICHA DE RESPOSTA AO RECURSO CARGO: TÉCNICO DA FAZENDA MUNICIPAL CARGO: TÉCNICO DA FAZENDA MUNICIPAL QUESTÃO Nº 13 Gabarito divulgado: D Mantemos o gabarito apresentado na alternativa D. A candidata indicou a alternativa correta, ou seja a alternativa D. Recurso improcedente.

Leia mais

COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO. PROJETO DE LEI N o 637, DE 2011 I - RELATÓRIO

COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO. PROJETO DE LEI N o 637, DE 2011 I - RELATÓRIO COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO PROJETO DE LEI N o 637, DE 2011 Altera a Lei nº 6.830, de 22 de setembro de 1980, para incluir o segurogarantia dentre os instrumentos de garantia nas ações de execução

Leia mais

Empresa Júnior constitui ou não Instituição de Educação?

Empresa Júnior constitui ou não Instituição de Educação? 1 Sumário I. Introdução... 3 II. Empresa Júnior constitui ou não Instituição de Educação?... 3 III. As Imunidades Tributárias das Empresas Juniores... 4 IV. Incidência de Tributos sobre Empresas Juniores:...

Leia mais

FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E NEGÓCIOS DE SERGIPE- FANESE

FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E NEGÓCIOS DE SERGIPE- FANESE FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E NEGÓCIOS DE SERGIPE- FANESE MATHEUS BRITO MEIRA GUIA DE ESTUDOS Aracaju 2013 BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE O DIREITO TRIBUTÁRIO. INTRODUÇÃO À DISCIPLINA 1 Matheus Brito Meira

Leia mais

LEI Nº 12.546/2011 (MP 540/2011) ORIENTAÇÕES PRÁTICAS - DESONERAÇÃO FOLHA DE PAGAMENTO TI/TIC

LEI Nº 12.546/2011 (MP 540/2011) ORIENTAÇÕES PRÁTICAS - DESONERAÇÃO FOLHA DE PAGAMENTO TI/TIC LEI Nº 12.546/2011 (MP 540/2011) ORIENTAÇÕES PRÁTICAS - DESONERAÇÃO FOLHA DE PAGAMENTO TI/TIC 1 INTRODUÇÃO Em 15 de dezembro de 2011 a Presidente da República SANCIONOU a Lei nº 12.546/2011 (decorrente

Leia mais

Júlio M. de Oliveira Mestre e doutor PUC/SP

Júlio M. de Oliveira Mestre e doutor PUC/SP PLR: pressupostos para caracterização conforme jurisprudência do CARF e a tributação dos planos de stock option Júlio M. de Oliveira Mestre e doutor PUC/SP A TRIBUTAÇÃO DOS PLANOS DE STOCK OPTION Hipótese

Leia mais

RESUMIDAMENTE ESTAS SÃO AS DIFERENÇAS BÁSICAS ENTRE A CLASSIFICAÇÃO DOS TRIBUTOS:

RESUMIDAMENTE ESTAS SÃO AS DIFERENÇAS BÁSICAS ENTRE A CLASSIFICAÇÃO DOS TRIBUTOS: DIFERENÇAS BÁSICAS ENTRE A CLASSIFICAÇÃO DOS TRIBUTOS Não existe posicionamento formal de nosso Supremo Tribunal Federal acerca da quantidade de espécies tributárias vigentes hoje em dia, alguns autores

Leia mais

EFA- TÉCNICO DE CONTABILIDADE UFCD 567 NOÇÕES DE FISCALIDADE

EFA- TÉCNICO DE CONTABILIDADE UFCD 567 NOÇÕES DE FISCALIDADE EFA- TÉCNICO DE CONTABILIDADE UFCD 567 NOÇÕES DE FISCALIDADE INTERPRETAÇÃO E APLICAÇÃO DA LEI FISCAL Trabalho realizado: -Patrícia Alves; -Joaquim Mira; -Maria Antónia; -Ana Maltêz; 22 de Maio de 2014

Leia mais

CARTILHA Previdência. Complementar REGIMES TRIBUTÁRIOS

CARTILHA Previdência. Complementar REGIMES TRIBUTÁRIOS CARTILHA Previdência Complementar REGIMES TRIBUTÁRIOS Índice 1. Os planos de Previdência Complementar e os Regimes Tributários... Pág. 3 2. Tratamento tributário básico... Pág. 4 3. Características próprias

Leia mais

DIREITOS DO TRABALHADOR NA RESCISÃO DO CONTRATO

DIREITOS DO TRABALHADOR NA RESCISÃO DO CONTRATO Autora: Idinéia Perez Bonafina Escrito em julho/2015 DIREITOS DO TRABALHADOR NA RESCISÃO DO CONTRATO 1. DIREITOS DO TRABALHADOR NA RESCISÃO DO CONTRATO O presente artigo abordará os direitos do trabalhador

Leia mais

FONTES DO DIREITO DO TRABALHO

FONTES DO DIREITO DO TRABALHO FONTES DO DIREITO DO TRABALHO CONCEITO As fontes do direito do trabalho são fundamentais para o conhecimento da própria ciência, vez que nelas são descobertas as reais origens e as bases da matéria do

Leia mais

SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL

SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL PORTARIA CONJUNTA Nº 1.082, DE 11 DE SETEMBRO DE 2002 Disciplina o pagamento de débitos de que trata o art. 21 da Medida Provisória nº 66, de 29 de agosto de 2002. O SECRETÁRIO

Leia mais

TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE A SEGUNDA PARCELA DO 13º. 13º Salário - Gratificação Natalina. Adiantamento do 13º Salário nas férias

TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE A SEGUNDA PARCELA DO 13º. 13º Salário - Gratificação Natalina. Adiantamento do 13º Salário nas férias 1 TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE A SEGUNDA PARCELA DO 13º - Gratificação Natalina A Gratificação de Natal, popularmente conhecida como, foi instituída pela Lei 4.090, de 13/07/1962, regulamentada pelo Decreto

Leia mais

O CÔMPUTO DO TEMPO DE PERCEBIMENTO DO SEGURO-DESEMPREGO PARA FINS DE APOSENTADORIA

O CÔMPUTO DO TEMPO DE PERCEBIMENTO DO SEGURO-DESEMPREGO PARA FINS DE APOSENTADORIA O CÔMPUTO DO TEMPO DE PERCEBIMENTO DO SEGURO-DESEMPREGO PARA FINS DE APOSENTADORIA * Juliana de Oliveira Xavier Ribeiro 1) Introdução A finalidade do presente texto é demonstrar a natureza jurídica do

Leia mais

http://www.lgncontabil.com.br/ Empregado aposentado - Rescisão do contrato de trabalho - Multa do FGTS

http://www.lgncontabil.com.br/ Empregado aposentado - Rescisão do contrato de trabalho - Multa do FGTS Empregado aposentado - Rescisão do contrato de trabalho - Multa do FGTS Sumário Introdução I - Contribuição previdenciária II - FGTS e demais verbas trabalhistas III - Rescisão contratual IV - Entendimentos

Leia mais

O REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO MUNICÍPIO DE TAQUARITINGA

O REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO MUNICÍPIO DE TAQUARITINGA O REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO MUNICÍPIO DE TAQUARITINGA 1. INTRODUÇÃO A previdência social no Brasil pode ser divida em dois grandes segmentos, a saber: Regime Geral de Previdência Social (RGPS):

Leia mais

CARTILHA DO PLANO D FUNDAÇÃO DE SEGURIDADE SOCIAL BRASLIGHT

CARTILHA DO PLANO D FUNDAÇÃO DE SEGURIDADE SOCIAL BRASLIGHT CARTILHA DO PLANO D Cartilha - Plano D INTRODUÇÃO Você está recebendo a Cartilha do Plano D. Nela você encontrará um resumo das principais características do plano. O Plano D é um plano moderno e flexível

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA PROJETO DE LEI N o 5.423, DE 2009 Acrescenta dispositivo à Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, estabelecendo

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 Emendas Constitucionais Emendas Constitucionais de Revisão Ato das Disposições

Leia mais

RECURSOS HUMANOS MÓDULO PRÁTICA TRABALHISTA I

RECURSOS HUMANOS MÓDULO PRÁTICA TRABALHISTA I MÓDULO I ÍNDICE OBJETIVO METODOLOGIA BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA CURRICULUM RESUNIDO DO PROFESSOR CAPÍTULO 1 DIREITO DO TRABALHO Conceitos, Fontes e Convenções...4 Jornada de Trabalho...8 CAPÍTULO 2 REMUNERAÇÃO

Leia mais

ARQUITETURA E URBANISMO 1º SEMESTRE

ARQUITETURA E URBANISMO 1º SEMESTRE ARQUITETURA E URBANISMO 1º SEMESTRE AULA 04 INTRODUÇÃO AO EXERCÍCIO PROFISSIONAL DOCENTE: ROSEMARI VIEIRA BRAGANÇA ARQUITETO E URBANISTA RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES ÉTICA RESPONSABILIDADE TÉCNICA RESPONSABILIDADE

Leia mais

Dando prosseguimento à aula anterior, neste encontro, encerraremos o

Dando prosseguimento à aula anterior, neste encontro, encerraremos o Dando prosseguimento à aula anterior, neste encontro, encerraremos o art.195, CF, comentando os seus principais parágrafos, para fins de concurso público! Alberto Alves www.editoraferreira.com.br 1º As

Leia mais

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ TRADIÇÃO, EXPERIÊNCIA E OUSADIA DE QUEM É PIONEIRO Data: 23/03/2010 Estudo dirigido Curso: DIREITO Disciplina: DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO II Professora: ILZA MARIA

Leia mais

PATACÃO DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA.

PATACÃO DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. 1. CONTEXTO OPERACIONAL A Patacão Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. ( Distribuidora ) tem como objetivo atuar no mercado de títulos e valores mobiliários em seu nome ou em nome de terceiros.

Leia mais

SEGURO-DESEMPREGO - EMPREGADO DOMÉSTICO - Considerações

SEGURO-DESEMPREGO - EMPREGADO DOMÉSTICO - Considerações SEGURO-DESEMPREGO - EMPREGADO DOMÉSTICO - Considerações Matéria elaborada com base na legislação vigente em: 26/10/2012. Sumário: 1 - Introdução 2 - Seguro-Desemprego 3 - Finalidade 4 - Requisitos 4.1

Leia mais

Diretriz 5: A função das entidades de grau superior é de coordenar os interesses das suas filiadas.

Diretriz 5: A função das entidades de grau superior é de coordenar os interesses das suas filiadas. DIRETRIZES NORMATIVAS ELABORADAS PELO GRUPO DE TRABALHO DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO SOBRE ORGANIZAÇÃO SINDICAL, NEGOCIAÇÃO COLETIVA, APLICAÇÃO DO DIREITO DE GREVE, CUSTEIO E LIBERAÇÃO DE DIRIGENTE

Leia mais

TARIFAS BANCÁRIAS. Para abrir uma conta, os bancos exigem um depósito inicial, que varia conforme a instituição.

TARIFAS BANCÁRIAS. Para abrir uma conta, os bancos exigem um depósito inicial, que varia conforme a instituição. TARIFAS BANCÁRIAS A utilização de bancos é praticamente indispensável aos cidadãos. Contas e impostos, salários e seguros-desemprego são exemplos de transferência de dinheiro normalmente intermediada por

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 27 26 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 35 - Data 3 de fevereiro de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Reclamatória - Justiça Estadual

Leia mais

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 37, DE 2009

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 37, DE 2009 SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 37, DE 2009 Altera a Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, e a Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, para permitir a dedução, do imposto de renda das pessoas

Leia mais

Esta proposta altera parcialmente o Plano original de recuperação judicial, apresentado em março de 2015, após negociações com credores.

Esta proposta altera parcialmente o Plano original de recuperação judicial, apresentado em março de 2015, após negociações com credores. MODIFICAÇÕES AO PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL PROPOSTAS PELOS CREDORES PARA SEREM APRESENTADAS NO PROSSEGUIMENTO DA ASSEMBLEIA GERAL DE CREDORES DESIGNADA PARA O DIA 19/11/2015 Esta proposta altera parcialmente

Leia mais

CONTRATO DE OBRA CERTA

CONTRATO DE OBRA CERTA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS Curso de Ciências Contábeis com Ênfase em Controladoria Marina Quintino Vital de Souza CONTRATO DE OBRA CERTA Belo Horizonte 2012 Marina Quintino Vital

Leia mais

NORMA DE PROCEDIMENTOS. Férias

NORMA DE PROCEDIMENTOS. Férias pág.: 1/6 1 Objetivo Estabelecer critérios e procedimentos para programação, concessão e pagamento de férias aos empregados da COPASA MG. 2 Referências Para aplicação desta norma poderá ser necessário

Leia mais

Matéria atualizada com base na legislação vigente em: 11/04/2011. 1 - INTRODUÇÃO. nº 123/2006, com a redação dada pela Lei Complementar nº 128/2008.

Matéria atualizada com base na legislação vigente em: 11/04/2011. 1 - INTRODUÇÃO. nº 123/2006, com a redação dada pela Lei Complementar nº 128/2008. Trabalhistas MICROEMPREENDEDOR - Alterações INDIVIDUAL - MEI - Aspectos Previdenciários e Matéria atualizada com base na legislação vigente em: 11/04/2011. Sumário: 12 Conceito Introdução 3.1 - Tributação

Leia mais

COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO. PROJETO DE LEI Nº 6.824, de 2006 (Do Senador Sérgio Cabral) VOTO EM SEPARADO DO DEPUTADO JEAN WYLLYS

COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO. PROJETO DE LEI Nº 6.824, de 2006 (Do Senador Sérgio Cabral) VOTO EM SEPARADO DO DEPUTADO JEAN WYLLYS COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO PROJETO DE LEI Nº 6.824, de 2006 (Do Senador Sérgio Cabral) Acrescenta o art. 31-A à Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003 - Estatuto do Idoso, para isentar do pagamento

Leia mais

RIO GRANDE DO NORTE LEI COMPLEMENTAR Nº 526, DE 18 DE DEZEMBRO DE 2014.

RIO GRANDE DO NORTE LEI COMPLEMENTAR Nº 526, DE 18 DE DEZEMBRO DE 2014. RIO GRANDE DO NORTE LEI COMPLEMENTAR Nº 526, DE 18 DE DEZEMBRO DE 2014. Altera dispositivos da Lei Complementar Estadual n.º 308, de 25 de outubro de 2005, e dá outras providências. A GOVERNADORA DO ESTADO

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Funcionário Preso

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Funcionário Preso Funcionário Preso 15/04/2014 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas apresentadas pelo cliente... 3 3. Análise da Legislação... 3 3.1 Informação Sefip... 5 4. Conclusão... 6 5. Referências...

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 253 DE 4 DE OUTUBRO DE 2000

RESOLUÇÃO Nº 253 DE 4 DE OUTUBRO DE 2000 RESOLUÇÃO Nº 253 DE 4 DE OUTUBRO DE 2000 Estabelece procedimentos para a concessão do benefício do Seguro-Desemprego ao Empregado Doméstico. O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador CODEFAT,

Leia mais

LEI Nº 1556, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2000.

LEI Nº 1556, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2000. LEI Nº 1556, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2000. Institui o Plano de Custeio do Regime de Previdência dos Servidores Municipais e dá outras providências. A CÂMARA MUNICIPAL DE DUQUE DE CAXIAS decreto e eu sanciono

Leia mais

EMPREGADO DOMÉSTICO Taciana Gimenes NOGUEIRA 1 Fabiana Souza PINHEIRO 2

EMPREGADO DOMÉSTICO Taciana Gimenes NOGUEIRA 1 Fabiana Souza PINHEIRO 2 EMPREGADO DOMÉSTICO Taciana Gimenes NOGUEIRA 1 Fabiana Souza PINHEIRO 2 RESUMO: O presente estudo vem a demonstrar a evolução do trabalhador doméstico no tempo e espaço, desde o inicio de seu reconhecimento

Leia mais

DELPHOS INFORMA DIVULGAÇÃO DA DECISÃO COSIT Nº 17, DE 09 DE DEZEMBRO DE 1999

DELPHOS INFORMA DIVULGAÇÃO DA DECISÃO COSIT Nº 17, DE 09 DE DEZEMBRO DE 1999 DELPHOS INFORMA ANO 6 - Nº 23 DEZEMBRO / 99 DIVULGAÇÃO DA DECISÃO COSIT Nº 17, DE 09 DE DEZEMBRO DE 1999 Ementa: As sociedades seguradoras estão obrigadas a incluir na apuração da base de cálculo mensal

Leia mais

www.brunoklippel.com.br QUESTÕES COMENTADAS DE DIREITO DO TRABALHO PARTE 1 PRINCÍPIOS.

www.brunoklippel.com.br QUESTÕES COMENTADAS DE DIREITO DO TRABALHO PARTE 1 PRINCÍPIOS. www.brunoklippel.com.br QUESTÕES COMENTADAS DE DIREITO DO TRABALHO PARTE 1 PRINCÍPIOS. 1. MEUS CURSOS NO ESTRATÉGIA CONCURSOS: Estão disponíveis no site do Estratégia Concursos (www.estrategiaconcursos.com.br),

Leia mais

DECRETO N 28.265, DE 05 DE JUNHO DE 2006

DECRETO N 28.265, DE 05 DE JUNHO DE 2006 DECRETO N 28.265, DE 05 DE JUNHO DE 2006 05/06/2006 * Publicado no DOE em 08/06/2006. Regulamenta a Lei nº 13.707, de 7 de dezembro de 2005, que trata da compensação de crédito tributário com precatórios

Leia mais

Boletim Econômico Edição nº 73 junho de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico

Boletim Econômico Edição nº 73 junho de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Boletim Econômico Edição nº 73 junho de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Planos econômicos x cadernetas de poupança: uma batalha árdua (Cartilha do IDEC Instituto Brasileiro

Leia mais

PROVIMENTO Nº 34. O CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA em substituição, no uso de suas atribuições legais e constitucionais;

PROVIMENTO Nº 34. O CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA em substituição, no uso de suas atribuições legais e constitucionais; PROVIMENTO Nº 34 Disciplina a manutenção e escrituração de Livro Diário Auxiliar pelos titulares de delegações e pelos responsáveis interinamente por delegações vagas do serviço extrajudicial de notas

Leia mais

Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira

Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira Nota Técnica n.º 8, de 2015. Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira Subsídios acerca da adequação orçamentária e financeira da Medida Provisória nº 670, de 10 de março de 2015. Núcleo da Receita

Leia mais

CURSO DE ATUALIZAÇÃO JURÍDICA Disciplina: Direito Comercial Tema: Recuperação Judicial Prof.: Alexandre Gialluca Data: 12/04/2007 RESUMO

CURSO DE ATUALIZAÇÃO JURÍDICA Disciplina: Direito Comercial Tema: Recuperação Judicial Prof.: Alexandre Gialluca Data: 12/04/2007 RESUMO RESUMO 1) Falência. Continuação. 1.1) Da realização ativo. Art. 108, Lei 11.101/05. O administrador Judicial providenciará a realização do ativo. Pode ser por: leilão; proposta fechada ou pregão O porduto

Leia mais

URGENTE. Para: SINDICATO DOS FISCAIS E AGENTES FISCAIS DE TRIBUTOS DO ESTADO DE MINAS GERAIS- SINDIFISCO/MG PARECER

URGENTE. Para: SINDICATO DOS FISCAIS E AGENTES FISCAIS DE TRIBUTOS DO ESTADO DE MINAS GERAIS- SINDIFISCO/MG PARECER URGENTE De: Departamento Jurídico do SINDIFISCO/MG Belo Horizonte, 23 de abril de 2009. Para: SINDICATO DOS FISCAIS E AGENTES FISCAIS DE TRIBUTOS DO ESTADO DE MINAS GERAIS- SINDIFISCO/MG PARECER Trata-se

Leia mais

Maratona Fiscal ISS Direito tributário

Maratona Fiscal ISS Direito tributário Maratona Fiscal ISS Direito tributário 1. São tributos de competência municipal: (A) imposto sobre a transmissão causa mortis de bens imóveis, imposto sobre a prestação de serviço de comunicação e imposto

Leia mais

MANUAL DOS DIREITOS DOS COMERCIÁRIOS

MANUAL DOS DIREITOS DOS COMERCIÁRIOS 11. DIREITOS NA HORA DA DEMISSÃO É de fundamental importância saber quais os direitos dos trabalhadores na hora da rescisão do contrato de trabalho. Devese ter especial atenção no caso de demissões sem

Leia mais

Orientações sobre Micro Empreendedor Individual

Orientações sobre Micro Empreendedor Individual Orientações sobre Micro Empreendedor Individual Micro Empreendedor individual Definição Microempreendedor Individual (MEI) é a pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário.

Leia mais

Férias Individuais e Coletivas; Período Aquisitivo e Concessivo; Remuneração; Abono; Efeitos na Rescisão Contratual

Férias Individuais e Coletivas; Período Aquisitivo e Concessivo; Remuneração; Abono; Efeitos na Rescisão Contratual Lição 6. Férias Férias Individuais e Coletivas; Período Aquisitivo e Concessivo; Remuneração; Abono; Efeitos na Rescisão Contratual 6.1. FÉRIAS INDIVIDUAIS: arts. 129 a 138 da CLT. As férias correspondem

Leia mais

PARECER Nº, DE 2009. RELATOR: Senador GILVAM BORGES

PARECER Nº, DE 2009. RELATOR: Senador GILVAM BORGES PARECER Nº, DE 2009 Da COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E CIDADANIA, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 158, de 2008, que dispõe sobre o seguro no arrendamento residencial e imobiliário especial e dá

Leia mais

Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 1ª RF

Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 1ª RF Fls. 1 Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 1ª RF Solução de Consulta Interna nº 1 Data 15 de junho de 2012 Origem DIFIS/SRRF01 (e processo nº 10166.725012/2012 53) Assunto: Contribuições

Leia mais

REFIS OPORTUNIDADE PARA AS EMPRESAS

REFIS OPORTUNIDADE PARA AS EMPRESAS REFIS OPORTUNIDADE PARA AS EMPRESAS PROGRAMA DE PARCELAMENTO INCENTIVADO DE DÉBITOS FISCAIS Abrangência do Programa APRESENTAÇÃO Prezados (as) Industriais Desenvolvemos uma cartilha contendo uma síntese

Leia mais

Guia de Declaração de IRPF 2011. Ano-calendário 2010. Previdência. IR 2010 Prev e Cp_v2

Guia de Declaração de IRPF 2011. Ano-calendário 2010. Previdência. IR 2010 Prev e Cp_v2 Guia de Declaração de IRPF 2011 Ano-calendário 2010 Previdência IR 2010 Prev e Cp_v2 Quem é obrigado a declarar? Está obrigada a apresentar a Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda referente

Leia mais

CONSIDERAÇÕES SOBRE A DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO

CONSIDERAÇÕES SOBRE A DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO CONSIDERAÇÕES SOBRE A DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO por RODOLFO MACHADO MOURA 1 em 30 de janeiro de 2014 Consulta o Presidente do SINDICATO DAS EMPRESAS DE RÁDIO E TELEVISÃO DO PARANÁ SERT PR, o SR.

Leia mais

Programa de Participação dos Empregados em Lucros ou Resultados

Programa de Participação dos Empregados em Lucros ou Resultados Programa de Participação dos Empregados em Lucros ou Resultados Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) j) a participação nos lucros ou resultados da empresa,

Leia mais

PORTARIA MTE nº 1510/2009 NOVAS REGRAS SOBRE O CONTROLE ELETRÔNICO DE PONTO

PORTARIA MTE nº 1510/2009 NOVAS REGRAS SOBRE O CONTROLE ELETRÔNICO DE PONTO PORTARIA MTE nº 1510/2009 NOVAS REGRAS SOBRE O CONTROLE ELETRÔNICO DE PONTO Neste fascículo de Uma entrevista com o Advogado, apresentamos o conteúdo de artigo enviado pelo Ministério do Trabalho e Emprego

Leia mais

Contrato de Prestação de Serviços. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Contrato de Prestação de Serviços. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Contrato de Prestação de Serviços Contrato de Prestação de Serviços Visão Geral dos Contratos: Formação dos Contratos;e Inadimplemento Contratual. Formação dos Contratos Validade do Negócio Jurídico: Agente

Leia mais

LEI Nº 358/2011. Súmula: Institui o Fundo Municipal de Saúde e dá outras providências. Capitulo I. Objetivos

LEI Nº 358/2011. Súmula: Institui o Fundo Municipal de Saúde e dá outras providências. Capitulo I. Objetivos LEI Nº 358/2011 Faço saber a todos os habitantes que a Câmara Municipal de Cafeara, Estado do Paraná aprovou e eu sanciono a presente Lei, que revoga a Lei nº. 084/92 de 17/09/1992. Súmula: Institui o

Leia mais

PROJETO DE LEI N 017/2014, de 11 de Abril de 2014.

PROJETO DE LEI N 017/2014, de 11 de Abril de 2014. 1 PROJETO DE LEI N 017/2014, de 11 de Abril de 2014. Institui o programa de recuperação de créditos municipais, e dá outras providências. O Prefeito Municipal de Piratuba, Estado de Santa Catarina, no

Leia mais

Vamos lá... *** a) Artigo 168: No caso de interrupção de pagamento de débito parcelado, o saldo proporcional

Vamos lá... *** a) Artigo 168: No caso de interrupção de pagamento de débito parcelado, o saldo proporcional Olá pessoal, tudo bem? Muitos estudos? Espero que sim. Vou começar a trabalhar com vocês alguns aspectos importantes da Legislação do ICMS RJ que podem ser cobrados no próximo concurso para Auditor Fiscal

Leia mais

Plano de Contas Aplicado ao Setor Público

Plano de Contas Aplicado ao Setor Público Plano de Contas Aplicado ao Setor Público Fonte: Apresentação da Coordenação Geral de Contabilidade STN/CCONT do Tesouro Nacional Última Atualização: 14/09/2009 1 Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor

Leia mais

Notas explicativas da Administração às demonstrações financeiras Em 31 de dezembro de 2014 e 2013 (Valores em R$, exceto o valor unitário das cotas)

Notas explicativas da Administração às demonstrações financeiras Em 31 de dezembro de 2014 e 2013 (Valores em R$, exceto o valor unitário das cotas) 1. Contexto operacional O CLUBE DE INVESTIMENTO COPACABANA ( Clube ) constituído por número limitado de cotistas que tem por objetivo a aplicação de recursos financeiros próprios para a constituição, em

Leia mais

O Servidor Celetista e a Estabilidade

O Servidor Celetista e a Estabilidade O Servidor Celetista e a Estabilidade Resumo Objetiva o presente ensaio estimular a apreciação da questão da estabilidade do servidor público vinculado ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho CLT,

Leia mais

mesmo empregador recebendo

mesmo empregador recebendo AULA 6: Salário e Remuneração: a partir do art. 457, CLT Equiparação Salarial empregado que almeja ganhar um salário maior, deseja o salário de outro, que é o chamado paradigma ou modelo idêntica função

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 24, DE 2006

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 24, DE 2006 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 24, DE 2006 Altera a Medida Provisória nº 2.197-43, de 24 de agosto de 2001, para dispor sobre a cobertura securitária em financiamentos no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação

Leia mais

APOSENTADORIA INTEGRAL X INTEGRALIDADE

APOSENTADORIA INTEGRAL X INTEGRALIDADE APOSENTADORIA INTEGRAL X INTEGRALIDADE Alex Sandro Lial Sertão Assessor Jurídico TCE/PI alex.sertao@tce.pi.gov.br Até o advento da EC nº 41/03, era direito do servidor público aposentar-se com base na

Leia mais