RESUMIDAMENTE ESTAS SÃO AS DIFERENÇAS BÁSICAS ENTRE A CLASSIFICAÇÃO DOS TRIBUTOS:

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "RESUMIDAMENTE ESTAS SÃO AS DIFERENÇAS BÁSICAS ENTRE A CLASSIFICAÇÃO DOS TRIBUTOS:"

Transcrição

1 DIFERENÇAS BÁSICAS ENTRE A CLASSIFICAÇÃO DOS TRIBUTOS Não existe posicionamento formal de nosso Supremo Tribunal Federal acerca da quantidade de espécies tributárias vigentes hoje em dia, alguns autores citam julgados específicos do STF em que alguns Ministros discorreram, em seu voto, acerca de temas correlatos a este assunto, contudo, não existe entendimento remansoso e indiscutível. A Constituição Federal de 1946 foi a primeira a prever temas específicos sobre Direito Tributário, que deveriam ser detalhados e regulamentados por meio de lei; e sob a égide desta CF/46 foi editada a Lei n.º 5.172/66, denominada de Código Tributário Nacional (CTN), dispondo sobre o Sistema Tributário Nacional e instituindo normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, Estados e Municípios. Vale dizer que este Código foi recepcionado pela Constituição Federal de 1967 e, posteriormente, pela Constituição Federal de 1988 com status de lei complementar, estando atualmente vigente com alguns trechos sem efeito (não recepcionados). A evolução do Direito Tributário brasileiro fez com que surgissem diversas teorias sobre as espécies tributárias existentes, todas destinadas a tentar enquadrar didaticamente as diferentes modalidades de tributos criadas pelo poder público, a teoria BIPARTITE e a teria TRIPARTITE. Posteriormente, com o advento da CF/88, uma nova teoria foi sedimentada, sendo, atualmente, a mais aceita pelos tribunais pátrios: a teoria PENTAPARTITE). Por fim, a EC 39/02 inseriu o Art. 149-A no texto constitucional, dando origem a mais uma modalidade de tributo ( contribuição para custeio do serviço de iluminação pública ), que ainda se encontra em plena discussão sobre seu perfeito enquadramento do ordenamento jurídico brasileiro. RESUMIDAMENTE ESTAS SÃO AS DIFERENÇAS BÁSICAS ENTRE A CLASSIFICAÇÃO DOS TRIBUTOS: 1. Teoria BIPARTITE: entende haver apenas duas espécies tributárias, os tributos vinculados e os não vinculados a uma ação estatal (Geraldo Ataliba); 1

2 A teoria BIPARTITE trabalha com conceitos elaborados, ela encontra seu fundamento no art. 4º do CTN que prega ser a natureza jurídica específica do tributo determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, de tal sorte que os tributos seriam classificáveis a partir da existência ou não de uma contraprestação estatal, dividindo-se em tributos não vinculados ou tributos vinculados. Tributos vinculados são aqueles que só podem ser cobrados se houver alguma contraprestação estatal de retorno ao contribuinte, razão pela qual a denominação mais apropriada deveria ser tributos vinculados a uma contraprestação estatal, esta contraprestação estatal geralmente vem revestida de uma destas três formas: exercício de atividades de polícia administrativa (taxas de polícia), prestação de serviços públicos (taxas de serviço público) ou execução de obras públicas (contribuições de melhoria), Tributos não vinculados são aqueles que prescindem da existência de qualquer contraprestação estatal para que sejam cobrados, constituindo-se na característica mais marcante dos impostos. Um tributo não vinculado seria, pois, aquele que o Estado pode cobrar sem que esteja obrigado a oferecer qualquer atividade específica em retorno ao contribuinte. 2. Teoria TRIPARTITE: entende como tributo os impostos, as taxas e as contribuições de melhorias (Rubens Gomes de Sousa, Paulo de Barros Carvalho). A teoria TRIPARTITE, a mais conhecida dentre as demais, tira seu embasamento da literalidade do CTN que estatui em seu art. 5º, sem rodeios, que os tributos são impostos, taxas e contribuições de melhoria. Os defensores desta corrente atualmente propugnam que esta é também a classificação adotada pela CF/88, conforme estabelecido em seu art. 145: CF/88, Art A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: I - impostos; 2

3 II - taxas, [...]; III - contribuição de melhoria, [...]. No entanto, o próprio Constituinte Originário já arrolou, em trechos supervenientes da CF/88, outros tipos de tributos, como os empréstimos compulsórios, as contribuições sociais, as contribuições de intervenção no domínio econômico e as contribuições de interesse das categorias profissionais ou econômicas. Assim, reputa-se um tanto quanto ultrapassada a existência desta teoria TRIPARTITE. 3. Teoria QUADRIPARTITE: considera como tributo os impostos, as taxas, as contribuições de melhorias e o empréstimo compulsório (Bernardo Ribeiro de Moraes, Luciano Amaro); Há quem defenda que o próprio CTN também deu origem a mais uma espécie tributária: os empréstimos compulsórios, que somado a teoria TRIPARTITE, daria origem a teoria QUADRIPARTITE. O art. 15 do CTN estatui que somente a União, diante de alguns casos excepcionais, poderia instituir empréstimos compulsórios, que seriam transferências obrigatórias de dinheiro do setor privado para o setor público para suprir necessidades esporádicas, estando o Estado vinculado a devolver estes recursos depois de cessadas as necessidades de sua arrecadação. Nesta mesma linha de raciocínio, a CF/88 (vide art. 148) outorgou à União a prerrogativa de instituir, mediante lei complementar, empréstimos compulsórios para atender a despesas excepcionais ou de relevante interesse nacional, o que fundamenta a teoria QUADRIPARTITE. 4. Teoria PENTAPARTITE: considera como tributo os impostos, as taxas, as contribuições de melhoria, empréstimo compulsório e as contribuições especiais. (Hugo de Brito Machado, Ives Gandra da Silva Martins, Kiyoshi Harada, Sérgio Pinto Martins entre outros) O art. 217 do CTN, com redação dada pelo Decreto-Lei n.º 27/66, permitiu que, além das espécies presentes no rol taxativo do início do próprio Código 3

4 (impostos, taxas e contribuições de melhoria), outras modalidades de tributos pudessem ser cobrados, que a doutrina passou a denominar de contribuição social. Estas contribuições sociais seriam, nada mais nada menos, que tributos destinados a financiar atividades oferecidas pelo Estado atinentes a direitos sociais, tais como seguridade social, educação, direitos trabalhistas, etc. A idéia das contribuições sociais foi plenamente recepcionada pela CF/88, que previu, em seu art. 149, a possibilidade da União instituir esta espécie de tributo. No entanto, o Constituinte Originário foi além e permitiu que a União também pudesse instituir outras contribuições, relacionadas à intervenção no domínio econômico ou ao interesse de categorias profissionais/econômicas. A partir daí, a denominação contribuição social foi ampliada para aquilo que parte da doutrina chamou de contribuição especial, que se dividiria em contribuições sociais, contribuições de intervenção no domínio econômico e contribuições de interesse de categorias profissionais ou econômicas. Sob todo este contexto surgiu a teoria PENTAPARTITE, que passou a prever 5 (cinco) espécies de tributos, a saber: impostos, taxas, contribuições de melhoria, contribuições especiais e empréstimos compulsórios. Atualmente, a maioria da doutrina pátria considera esta como a escola que melhor descreve as diferentes modalidades tributárias existentes no Brasil, já tendo sido, inclusive, objeto de voto em julgamento no STF. 5. A edição da EC 39/02 fez surgir mais uma espécie de tributo, a contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública (CCSIP), de competência municipal. Sobre esta nova modalidade muito ainda se discute em relação ao perfeito enquadramento no ordenamento jurídico (estando inclusive sob julgamento de constitucionalidade no STF). Alguns novos juristas já apregoam a existência de uma sexta modalidade tributária. Paulo José Machado Guedes OAB/PR OAB/AM A625 4

5 Referencias Bibliográficas: MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direito Tributário. São Paulo: Malheiros, Sites 5

tributo e suas espécies

tributo e suas espécies CAPÍTULO I Direito Tributário, tributo e suas espécies Sumário 1. Breve introdução ao Direito Tributário 2. Tributo 3. Espécies tributárias: 3.1. Impostos; 3.2. Taxas; 3.3. Contribuição de melhoria; 3.4.

Leia mais

Tributo e espécies tributárias

Tributo e espécies tributárias Tributo e espécies tributárias Alexsander Roberto Alves Valadão* Conceito de tributo O conceito de tributo está previsto no artigo 3.º do Código Tributário Nacional (CTN), que estabelece de modo adequado

Leia mais

Direito Tributário Nacional: Princípios Constitucionais Tributários. Fontes do Direito

Direito Tributário Nacional: Princípios Constitucionais Tributários. Fontes do Direito PLANO DE ENSINO 1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Instituição: Universidade Alto Vale do Rio do Peixe Curso: Direito Professor: Leandro Chiarello de Souza E-MAIL: leandrosouza@conection.com.br Período/ Fase: 5ª

Leia mais

CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS DO EMPREGADO A LUZ DAS NORMAS DO REGIMENTO GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL RGPS

CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS DO EMPREGADO A LUZ DAS NORMAS DO REGIMENTO GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL RGPS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS DO EMPREGADO A LUZ DAS NORMAS DO REGIMENTO GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL RGPS Ricardo Benevenuti Santolini 1 Resumo: A norma jurídica possui como princípio basilar regulamentar a conduta

Leia mais

Direito Tributário Espécies de Tributos Contribuições de Melhoria, Empréstimos Compulsórios e Contribuições Especiais

Direito Tributário Espécies de Tributos Contribuições de Melhoria, Empréstimos Compulsórios e Contribuições Especiais Direito Tributário Espécies de Tributos Contribuições de Melhoria, Empréstimos Compulsórios e Contribuições Especiais Sergio Karkache http://sergiokarkache.blogspot.com Contribuições de Melhoria A contribuição

Leia mais

Tributo e espécies tributárias

Tributo e espécies tributárias Tributo e espécies tributárias Alexsander Roberto Alves Valadão* Conceito de tributo O conceito de tributo está previsto no artigo 3.º do Código Tributário Nacional (CTN), que estabelece de modo adequado

Leia mais

CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS OU PARAFISCAIS (Art.149 c/c 195, CF)

CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS OU PARAFISCAIS (Art.149 c/c 195, CF) CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS OU PARAFISCAIS (Art.149 c/c 195, CF) Prof. Alberto Alves www.editoraferreira.com.br O art. 149, caput, da Lei Maior prescreve a possibilidade de a União instituir Contribuições

Leia mais

PRINCIPAIS TRIBUTOS PÁTRIOS E SEUS FUNDAMENTOS

PRINCIPAIS TRIBUTOS PÁTRIOS E SEUS FUNDAMENTOS PRINCIPAIS TRIBUTOS PÁTRIOS E SEUS FUNDAMENTOS Thiago Figueiredo de Lima Cursando o 9º Semestre do Curso de Direito A Constituição Federal, como lei fundamental de organização do Estado, determina a competência

Leia mais

Contribuições sociais não cumulativas Kiyoshi Harada*

Contribuições sociais não cumulativas Kiyoshi Harada* Contribuições sociais não cumulativas Kiyoshi Harada* Muito se tem discutido acerca do alcance e conteúdo da não comutatividade do PIS/COFINS e PIS/COFINS-importação. Examinemos a questão à luz do 12,

Leia mais

Incidência ou não do ITBI sobre o valor do bem excedente ao do capital integralizado

Incidência ou não do ITBI sobre o valor do bem excedente ao do capital integralizado Incidência ou não do ITBI sobre o valor do bem excedente ao do capital integralizado Kiyoshi Harada* Grassa séria controvérsia doutrinária e jurisprudencial quanto à questão de saber se incide ou não o

Leia mais

CONTROVÉRSIAS SOBRE A NATUREZA JURÍDICA DAS CONTRIBUIÇÕES

CONTROVÉRSIAS SOBRE A NATUREZA JURÍDICA DAS CONTRIBUIÇÕES CONTROVÉRSIAS SOBRE A NATUREZA JURÍDICA DAS CONTRIBUIÇÕES Henrique Rocha Fraga * SUMÁRIO: 1 Introdução. 2 Finalidade do Estudo do Tema. 3 As contribuições no Sistema Constitucional Tributário. 4. Natureza

Leia mais

W W W. P R O F E S S O R S A B B A G. C O M. B R

W W W. P R O F E S S O R S A B B A G. C O M. B R Os limites da Contribuição de Melhoria Autor: Hugo de Brito Machado Fonte: http://www.hugomachado.adv.br/conteudo.asp?home=1&secao=2&situacao=2&doc_id=34 Quando a Constituição, explicitamente, limitava

Leia mais

Direito Tributário Introdução, Normas Gerais, Tributos e Espécies e Competência Tributária

Direito Tributário Introdução, Normas Gerais, Tributos e Espécies e Competência Tributária Direito Tributário Introdução, Normas Gerais, Tributos e Espécies e Competência Tributária Sergio Karkache http://sergiokarkache.blogspot.com Ordenamento Jurídico- Tributário 1.Constituição Federal, Título

Leia mais

Contribuição de melhoria. Aspectos controvertidos

Contribuição de melhoria. Aspectos controvertidos Contribuição de melhoria. Aspectos controvertidos Kiyoshi Harada* Sumário: 1 Conceito. 2 Normas gerais aplicáveis. 3 Necessidade de lei especifica? 4. Momento da publicação do edital. 1 Conceito A Constituição

Leia mais

IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS

IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS Ives Gandra da Silva Martins Marilene Talarico Martins Rodrigues SUMÁRIO: Considerações Iniciais. Imunidades como Limitação ao Poder de Tributar. Imunidade das Instituições - Educacionais

Leia mais

EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO E CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA. Klaus E. Rodrigues Marques klaus.marques@brasilsalomao.com.br

EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO E CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA. Klaus E. Rodrigues Marques klaus.marques@brasilsalomao.com.br EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO E CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA Klaus E. Rodrigues Marques klaus.marques@brasilsalomao.com.br COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA Definição: aptidão para criar, in abstracto, tributos. (Roque Carrazza)

Leia mais

Progressividade fiscal de imposto de natureza real Kiyoshi Harada*

Progressividade fiscal de imposto de natureza real Kiyoshi Harada* Progressividade fiscal de imposto de natureza real Kiyoshi Harada* Em inúmeros textos escritos anteriormente deixamos bem claro que a progressividade fiscal nada tem a ver com a natureza real ou pessoal

Leia mais

Seminário sobre Tributação Imobiliária Organização: Ministério das Cidades e Lincoln Institute Data: 6 e 7 de maio Local: Brasília

Seminário sobre Tributação Imobiliária Organização: Ministério das Cidades e Lincoln Institute Data: 6 e 7 de maio Local: Brasília Seminário sobre Tributação Imobiliária Organização: Ministério das Cidades e Lincoln Institute Data: 6 e 7 de maio Local: Brasília Expositor: CLEUCIO SANTOS NUNES TEMA: CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA: APLICABILIDADE

Leia mais

Reconhecer as diversas espécies de tributos cobrados pela União, pelos Estados e pelos Municípios;

Reconhecer as diversas espécies de tributos cobrados pela União, pelos Estados e pelos Municípios; 1. IDENTIFICAÇÃO CÓDIGO DA DISCIPLINA: D-45 PERÍODO: 9 CRÉDITO: 04 NOME DA DISCIPLINA: DIREITO TRIBUTARIO II NOME DO CURSO: DIREITO 2. EMENTA CARGA HORÁRIA SEMANAL: 04 CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 60 Impostos.

Leia mais

1119.1'.-1 ESTADO DA PARAÍBA PODER JUDICIÁRIO, TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA PARAÍBA GAB. DES. MANOEL SOARES MONTEIRO

1119.1'.-1 ESTADO DA PARAÍBA PODER JUDICIÁRIO, TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA PARAÍBA GAB. DES. MANOEL SOARES MONTEIRO - 1. * r#111;iç ACÓRDÃO 1119.1'.-1 ESTADO DA PARAÍBA PODER JUDICIÁRIO, TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA PARAÍBA GAB. DES. MANOEL SOARES MONTEIRO REMESSA OFICIAL N. 073.2003.012718-41001 3 a VARA DA COMARCA DE CABEDELO/PB

Leia mais

PROCESSO - TC-888/2006 INTERESSADO - PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTELO ASSUNTO - CONSULTA

PROCESSO - TC-888/2006 INTERESSADO - PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTELO ASSUNTO - CONSULTA PROCESSO - TC-888/2006 INTERESSADO - PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTELO ASSUNTO - CONSULTA CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DA ILUMINAÇÃO PÚBLICA - CIP (ARTIGO 149-A DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL) - RECURSOS ARRECADADOS

Leia mais

FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E NEGÓCIOS DE SERGIPE- FANESE

FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E NEGÓCIOS DE SERGIPE- FANESE FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E NEGÓCIOS DE SERGIPE- FANESE MATHEUS BRITO MEIRA GUIA DE ESTUDOS Aracaju 2013 BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE O DIREITO TRIBUTÁRIO. INTRODUÇÃO À DISCIPLINA 1 Matheus Brito Meira

Leia mais

A inconstitucionalidade na fixação de alíquotas progressivas para o Imposto sobre transmissão causa mortis e doação.

A inconstitucionalidade na fixação de alíquotas progressivas para o Imposto sobre transmissão causa mortis e doação. www.apd.adv.br +55 (27) 3019-3993 A inconstitucionalidade na fixação de alíquotas progressivas para o Imposto sobre transmissão causa mortis e doação. RESUMO: Atualmente muitos contribuintes realizam o

Leia mais

b) custeio geral da administração e das atividades públicas. Em regra, sem vinculações a órgão, fundo ou despesa

b) custeio geral da administração e das atividades públicas. Em regra, sem vinculações a órgão, fundo ou despesa UNIDADE VII 1. IMPOSTOS a) definição legal (tributo não-vinculado) b) custeio geral da administração e das atividades públicas. Em regra, sem vinculações a órgão, fundo ou despesa c) pessoalidade, em regra

Leia mais

A NATUREZA JURÍDICA E A CONSTITUCIONALIDADE DA CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DO SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA. 2

A NATUREZA JURÍDICA E A CONSTITUCIONALIDADE DA CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DO SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA. 2 2 A NATUREZA JURÍDICA E A CONSTITUCIONALIDADE DA CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DO SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA. 2 Germana Assunção Trindade 3 RESUMO Este trabalho foi desenvolvido através de pesquisa exploratória

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Concessão à autarquia federal de isenção de tributos municipais, distritais e estaduais por norma infraconstitucional da União. Inconstitucionalidade da isenção heterônoma Daniel

Leia mais

1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Instituição: Universidade Alto Vale do Rio do Peixe Curso: Direito

1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Instituição: Universidade Alto Vale do Rio do Peixe Curso: Direito PLANO DE ENSINO 1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Instituição: Universidade Alto Vale do Rio do Peixe Curso: Direito Professores: Cássio Furlan cassiofurlan@yahoo.com.br Período/ Fase: 6ª Semestre: 2º Ano: 2012

Leia mais

PROPOSTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL Nº DE 2012

PROPOSTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL Nº DE 2012 PROPOSTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL Nº DE 2012 Altera o 1º do art. 76 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, para dar interpretação à DRU, excluindo de sua base de cálculo a transferência da

Leia mais

FATO GERADOR DO ICMS NA IMPORTAÇÃO RE 540.829-SP - 11/09/2014

FATO GERADOR DO ICMS NA IMPORTAÇÃO RE 540.829-SP - 11/09/2014 FATO GERADOR DO ICMS NA IMPORTAÇÃO RE 540.829-SP - 11/09/2014 ASPECTOS HISTÓRICOS Em passado remoto, o Estado de São Paulo tentou instituir a cobrança do ICMS na importação de mercadorias e o fez por decreto.

Leia mais

2.1.3. CLASSIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA. Cuida, primeiramente, destacar que não há um consenso, entre os autores, para essa

2.1.3. CLASSIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA. Cuida, primeiramente, destacar que não há um consenso, entre os autores, para essa 2.1.3. CLASSIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA Cuida, primeiramente, destacar que não há um consenso, entre os autores, para essa classificação, entretanto, apresentaremos a seguir aquela que

Leia mais

Ilegalidade e inconstitucionalidade da cobrança da Contribuição Sindical Rural. Proposta de sua extinção

Ilegalidade e inconstitucionalidade da cobrança da Contribuição Sindical Rural. Proposta de sua extinção Ilegalidade e inconstitucionalidade da cobrança da Contribuição Sindical Rural. Proposta de sua extinção Kiyoshi Harada* É pacífico na doutrina e na jurisprudência que o crédito tributário resulta do ato

Leia mais

DIREITO FINANCEIRO JULIANA BRAGA

DIREITO FINANCEIRO JULIANA BRAGA DIREITO FINANCEIRO JULIANA BRAGA CONCEITO DE DIREITO FINANCEIRO CONCEITO DE DIREITO FINANCEIRO Ciência das Finanças: estuda o fenômeno financeiro em geral, seus aspectos econômico,social; trata-se de uma

Leia mais

PROGRAMA DE DISCIPLINA IV - OBJETIVOS ARTEC. I Curso DIREITO. II Disciplina DIREITO E LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA I (D-53) III.

PROGRAMA DE DISCIPLINA IV - OBJETIVOS ARTEC. I Curso DIREITO. II Disciplina DIREITO E LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA I (D-53) III. PROGRAMA DE DISCIPLINA I Curso DIREITO II Disciplina DIREITO E LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA I (D-53) III. PRÉ-Requisito DIREITO FINANCEIRO ECONOMICO (D-46) Área: Ciências Sociais Ano: 2013.1 IIII Ementa Período:

Leia mais

O ARTIGO 12, LETRA A, DO D. L. Nº 406/68

O ARTIGO 12, LETRA A, DO D. L. Nº 406/68 O ARTIGO 12, LETRA A, DO D. L. Nº 406/68 IVES GANDRA DA SILVA MARTINS, Professor Emérito da Universidade Mackenzie, em cuja Faculdade de Direito foi Titular de Direito Econômico e de Direito Constitucional.

Leia mais

MUNICÍPIO DE MORRINHOS Estado de Goiás

MUNICÍPIO DE MORRINHOS Estado de Goiás LEI Nº 2.559, DE 23 DE OUTUBRO DE 2009. CERTIDÃO Certifico e dou fé que esta Lei foi publicada no placard do Município no dia- / / Institui a Taxa de Combate a Incêndios no município de Morrinhos e dá

Leia mais

A importância do Direito Civil no âmbito do Direito Tributário

A importância do Direito Civil no âmbito do Direito Tributário A importância do Direito Civil no âmbito do Direito Tributário Kiyoshi Harada* Sumário: 1. Introdução. 1.1 Da utilização de determinada categoria jurídica por vários ramos do direito. 1.2 Dos critérios

Leia mais

Tributos www.planetacontabil.com.br

Tributos www.planetacontabil.com.br Tributos www.planetacontabil.com.br 1 Conceitos 1.1 Art. 3º do CTN (Disposições Gerais) Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Contribuição de melhoria - uma forma eficaz de realizações de obras públicas Rafael Frazzon Giacomelli* Sumário: 1. Conceito 2. Breve Visualização Histórica 3. Distinção 4. Fato

Leia mais

DIREITO TRIBUTÁRIO: TRIBUTAÇÃO, GESTÃO ORÇAMENTÁRIA E FISCALIZAÇÃO. Professora responsável: Profª. Dra. Nélida Cristina dos Santos

DIREITO TRIBUTÁRIO: TRIBUTAÇÃO, GESTÃO ORÇAMENTÁRIA E FISCALIZAÇÃO. Professora responsável: Profª. Dra. Nélida Cristina dos Santos DIREITO TRIBUTÁRIO: TRIBUTAÇÃO, GESTÃO ORÇAMENTÁRIA E FISCALIZAÇÃO Professora responsável: Profª. Dra. Nélida Cristina dos Santos Carga Horária: 52 horas Ementa: O fenômeno da tributação é das mais relevantes

Leia mais

É o relatório, passa-se a opinar.

É o relatório, passa-se a opinar. São Paulo, 18 de outubro de 2013. A ABMI ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DA MUSICA INDEPENDENTE Ref: Parecer EC75-2013 Transmitido para o endereço eletrônico: lpegorer@abmi.com.br Prezada Sra. Luciana, O breve parecer

Leia mais

Faculdades IESGO Direção Acadêmica Coordenação do Curso de Direito

Faculdades IESGO Direção Acadêmica Coordenação do Curso de Direito Instituto de Ensino Superior de Goiás Faculdades IESGO Direção Acadêmica Coordenação do Curso de Direito PLANO DE ENSINO 1. IDENTIFICAÇÃO: CURSO: DIREITO TURMA: 8º SEMESTRE/NOTURNO DISCIPLINA: DIREITO

Leia mais

Fiscal - quando seu principal objetivo é a arrecadação de recursos financeiros para o Estado.

Fiscal - quando seu principal objetivo é a arrecadação de recursos financeiros para o Estado. TRIBUTO Conceito: É toda prestação pecuniária, compulsória, em moeda ou cujo valor nela possa se exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa

Leia mais

Especial Área Fiscal Direito Tributário Professor Irapuã Beltrão

Especial Área Fiscal Direito Tributário Professor Irapuã Beltrão 1 O que você aconselha para quem começa agora a se preparar para a área fiscal? Em primeiro lugar, deve ser elaborado algum tipo de planejamento de estudo, com reserva de tempo para aulas num bom curso

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Espécies Tributárias: Taxas[1] Vinicius Roberto Prioli de Souza* Luciana Laura Tereza Oliveira Catana** Sumário: 01. Introdução. 02. Espécies Tributárias: Taxas. 03. Conclusão. 04.

Leia mais

RELATÓRIO. TRF/fls. E:\acordaos\200381000251972_20080211.doc

RELATÓRIO. TRF/fls. E:\acordaos\200381000251972_20080211.doc *AMS 99.905-CE (2003.81.00.025197-2) APTE: INSS-INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL ADV/PROC: PROCURADORIA REPRESENTANTE DA ENTIDADE APDO: LAR ANTÔNIO DE PÁDUA ADV/PROC: LEONARDO AZEVEDO PINHEIRO BORGES

Leia mais

COLEGIADO DO CURSO DE DIREITO Reconhecimento renovado pela portaria MEC nº 608 de 19.11.13, DOU de 20.11.13 PLANO DE CURSO

COLEGIADO DO CURSO DE DIREITO Reconhecimento renovado pela portaria MEC nº 608 de 19.11.13, DOU de 20.11.13 PLANO DE CURSO COLEGIADO DO CURSO DE DIREITO Reconhecimento renovado pela portaria MEC nº 608 de 19.11.13, DOU de 20.11.13 Componente Curricular: Direito Tributário I Código: DIR -569 Pré-requisito: ------ Período Letivo:

Leia mais

Marcos Soares da Mota e Silva

Marcos Soares da Mota e Silva Marcos Soares da Mota e Silva Pós-graduado em Direito Tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (IBET) e em Direito Processual Tributário pela Universidade de Brasília (UnB). Graduado

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2014

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2014 FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2014 Disciplina: Direito Tributário Departamento: Direito Público Docente Responsável: Prof. MS. Oswaldo Luiz Soares Carga Horária Anual: 100 horas/aula Tipo: Anual

Leia mais

DIREITO TRIBUTÁRIO Parte II. Manaus, abril de 2013 Jorge de Souza Bispo, Dr. 1

DIREITO TRIBUTÁRIO Parte II. Manaus, abril de 2013 Jorge de Souza Bispo, Dr. 1 DIREITO TRIBUTÁRIO Parte II Manaus, abril de 2013 Jorge de Souza Bispo, Dr. 1 TRIBUTO Definido no artigo 3º do CTN como sendo toda prestação pecuniária compulsória (obrigatória), em moeda ou cujo valor

Leia mais

DIREITO TRIBUTÁRIO Técnico TRF

DIREITO TRIBUTÁRIO Técnico TRF SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL 1. Conceito de Direito Tributário 1 É ramo do Direito Público, uma vez que presente o Poder de Império do Estado na relação jurídica, prepondera o interesse da coletividade.

Leia mais

CONTRIBUIÇÕES DE MELHORIA - ASPECTOS CONTROVERTIDOS

CONTRIBUIÇÕES DE MELHORIA - ASPECTOS CONTROVERTIDOS CONTRIBUIÇÕES DE MELHORIA - ASPECTOS CONTROVERTIDOS Fabíola Costa Acácio Pellini(1) Advogada criminalista, militante em São Paulo, especialista pela Universidade Estadual de Londrina PR. RESUMO O presente

Leia mais

PRINCÍPIOS DO DIREITO TRIBUTÁRIO

PRINCÍPIOS DO DIREITO TRIBUTÁRIO PRINCÍPIOS DO DIREITO TRIBUTÁRIO Marco Aurélio M. ALEGRE 1 José Maria ZANUTO 2 RESUMO : O presente trabalho irá tratar dos princípios constitucionais do Direito Tributário, onde tratam dos elementos genéricos

Leia mais

DIREITO TRIBUTÁRIO I

DIREITO TRIBUTÁRIO I EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO E CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS Questões de múltipla escolha 01) Sobre as contribuições parafiscais, assinale a alternativa correta: A. As contribuições de intervenção no domínio econômico

Leia mais

CONDECINE ASPECTOS GERAIS Eduardo Maneira 1 1. CONSIDERAÇÕES SOBRE AS CONTRIBUIÇÕES DE INTERVENÇÃO NO DOMÍNIO ECONÔMICO.

CONDECINE ASPECTOS GERAIS Eduardo Maneira 1 1. CONSIDERAÇÕES SOBRE AS CONTRIBUIÇÕES DE INTERVENÇÃO NO DOMÍNIO ECONÔMICO. CONDECINE ASPECTOS GERAIS Eduardo Maneira 1 1. CONSIDERAÇÕES SOBRE AS CONTRIBUIÇÕES DE INTERVENÇÃO NO DOMÍNIO ECONÔMICO. 1.1. Das Cide s como tributo vinculado. O Sistema Tributário Nacional contemplado

Leia mais

Olá, pessoal! Neste ponto, trago uma pequena noção sobre alguns conceitos 1.4.5. CONCEITOS IMPORTANTES

Olá, pessoal! Neste ponto, trago uma pequena noção sobre alguns conceitos 1.4.5. CONCEITOS IMPORTANTES Olá, pessoal! Neste ponto, trago uma pequena noção sobre alguns conceitos importantes para um melhor entendimento de temas futuros, ok! 1.4.5. CONCEITOS IMPORTANTES 1. FATO GERADOR/ HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA

Leia mais

Efeitos da sucessão no Direito Tributário. Os efeitos da sucessão estão regulados no art. 133 do CTN nos seguintes termos:

Efeitos da sucessão no Direito Tributário. Os efeitos da sucessão estão regulados no art. 133 do CTN nos seguintes termos: Efeitos da sucessão no Direito Tributário Kiyoshi Harada Os efeitos da sucessão estão regulados no art. 133 do CTN nos seguintes termos: Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir

Leia mais

Maratona Fiscal ISS Direito tributário

Maratona Fiscal ISS Direito tributário Maratona Fiscal ISS Direito tributário 1. São tributos de competência municipal: (A) imposto sobre a transmissão causa mortis de bens imóveis, imposto sobre a prestação de serviço de comunicação e imposto

Leia mais

LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA E A POSTERGAÇÃO DE SUA VIGÊNCIA O ARTIGO 104 DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL

LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA E A POSTERGAÇÃO DE SUA VIGÊNCIA O ARTIGO 104 DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA E A POSTERGAÇÃO DE SUA VIGÊNCIA O ARTIGO 104 DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL Dalmiro Camanducaia Advogado Professor de Direito Tributário O art. 104 do CTN traz uma regra que implica

Leia mais

(ANALISTA TÉCNICO DA SUSEP ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS 2010 ESAF)

(ANALISTA TÉCNICO DA SUSEP ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS 2010 ESAF) Olá Concursandos! Hoje, vamos falar da contribuição de melhoria. A questão que vou resolver abaixo tratou exclusivamente da contribuição de melhoria, o que não é muito comum em concurso público, em que

Leia mais

A análise constitucional das taxas de coleta domiciliar de lixo e de limpeza

A análise constitucional das taxas de coleta domiciliar de lixo e de limpeza www.apd.adv.br +55 (27) 3019-3993 A análise constitucional das taxas de coleta domiciliar de lixo e de limpeza pública. RESUMO: O presente artigo tem por finalidade abordar a temática constitucional que

Leia mais

III Seminário de Gestão e Arrecadação Municipal AMM

III Seminário de Gestão e Arrecadação Municipal AMM OMAR AUGUSTO LEITE MELO Advogado, sócio do escritório Leite Melo & Camargo Sociedade de Advogados, sócio e editor da Tributo Municipal III Seminário de Gestão e Arrecadação Municipal AMM O sistema tributário

Leia mais

www.apostilaeletronica.com.br

www.apostilaeletronica.com.br DIREITO TRIBUTÁRIO I. Sistema Tributário Nacional e Limitações Constitucionais ao Poder de Tributar... 02 II. Tributos... 04 III. O Estado e o Poder de Tributar. Competência Tributária... 08 IV. Fontes

Leia mais

AULA 06. ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS (cont.) Empréstimo compulsório (cont.) Recepção do art.15 do CTN. Dispõe o art.15 do CTN:

AULA 06. ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS (cont.) Empréstimo compulsório (cont.) Recepção do art.15 do CTN. Dispõe o art.15 do CTN: Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Direito Tributário / Aula 06 Professor: Mauro Luís Rocha Lopes Monitora: Mariana Simas de Oliveira AULA 06 CONTEÚDO DA AULA: (Continuação de espécies tributárias).

Leia mais

ICMS não é faturamento, portanto, não é base para Cofins

ICMS não é faturamento, portanto, não é base para Cofins Imposto negado ICMS não é faturamento, portanto, não é base para Cofins Pedro Melchior de Melo Barros Com efeito, o presente estudo cinge-se à discussão de aspectos relativos à inclusão dos valores arrecadados

Leia mais

ITBI - recepção parcial dos dispositivos do CTN Kiyoshi Harada*

ITBI - recepção parcial dos dispositivos do CTN Kiyoshi Harada* ITBI - recepção parcial dos dispositivos do CTN Kiyoshi Harada* Como se sabe, em decorrência das disputas entre Estados e Municípios na partilha de impostos, o legislador constituinte de 1988 cindiu o

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS FACULDADE DE DIREITO COORDENAÇÃO DO CURSO DE DIREITO GFSJ08 - LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS FACULDADE DE DIREITO COORDENAÇÃO DO CURSO DE DIREITO GFSJ08 - LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS FACULDADE DE DIREITO COORDENAÇÃO DO CURSO DE DIREITO 1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA DISCIPLINA Departamento / Setor ADMINISTRAÇÃO Nome da Disciplina GFSJ08

Leia mais

Direito Tributário Toque 1 Competência Tributária (1)

Direito Tributário Toque 1 Competência Tributária (1) É com grande satisfação que inicio minha jornada no site da Editora Ferreira. Neste espaço, iremos abordar o Direito Tributário com um único objetivo: obter, nesta disciplina, uma ótima pontuação em qualquer

Leia mais

2. A DECADÊNCIA E A PRESCRIÇÃO NO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO

2. A DECADÊNCIA E A PRESCRIÇÃO NO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO 1 DECADÊNCIA E PRESCRIÇÃO NO DIREITO CIVIL EM CONFRONTO COM O DIREITO TRIBUTÁRIO Indaga-se: aplicam-se os institutos da decadência e da prescrição no Direito Tributário da mesma forma que são aplicados

Leia mais

Fato gerador da obrigação tributária: noção fundamental Kiyoshi Harada*

Fato gerador da obrigação tributária: noção fundamental Kiyoshi Harada* Fato gerador da obrigação tributária: noção fundamental Kiyoshi Harada* Costumo dizer que quem domina a teoria geral do fato gerador da obrigação tributária conhece 80% do direito tributário. O conhecimento

Leia mais

Receita Orçamentária: Conceitos, codificação e classificação 1

Receita Orçamentária: Conceitos, codificação e classificação 1 Receita Orçamentária: Conceitos, codificação e classificação 1 1. CODIFICAÇÃO ORÇAMENTÁRIA DA RECEITA Para melhor identificação da entrada dos recursos aos cofres públicos, as receitas são codificadas

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS CÃMPUS JATAÍ PLANO DE ENSINO

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS CÃMPUS JATAÍ PLANO DE ENSINO PLANO DE ENSINO I. IDENTIFICAÇÃO Unidade Acadêmica: Câmpus Jataí Curso: Direito Disciplina: Direito Tributário II Carga horária semestral: 64 horas Semestre/ano: 2º semestre de 2013 Turma/Turno: 2798/A

Leia mais

REGIMES DE TRIBUTAÇÃO DE PIS E COFINS ASPECTOS DOS CONCEITOS DE RECEITA TRIBUTÁVEL E FATURAMENTO.

REGIMES DE TRIBUTAÇÃO DE PIS E COFINS ASPECTOS DOS CONCEITOS DE RECEITA TRIBUTÁVEL E FATURAMENTO. Centro Universitário de Brasília - UNICEUB VICTOR JOSÉ TUMA JUNIOR REGIMES DE TRIBUTAÇÃO DE PIS E COFINS ASPECTOS DOS CONCEITOS DE RECEITA TRIBUTÁVEL E FATURAMENTO. Brasília 2009 1 VICTOR JOSÉ TUMA JUNIOR

Leia mais

Tributos em espécie. Impostos, taxas, contribuições de melhoria, empréstimos compulsórios e contribuições especiais

Tributos em espécie. Impostos, taxas, contribuições de melhoria, empréstimos compulsórios e contribuições especiais Tributos em espécie Impostos, taxas, contribuições de melhoria, empréstimos compulsórios e contribuições especiais 1 Espécies tributárias Impostos Taxas De polícia De serviço Contribuição de melhoria Empréstimo

Leia mais

3 aulas - Aula expositiva

3 aulas - Aula expositiva Este Plano de Curso poderá sofrer alterações a critério do professor e/ou da Coordenação. PLANO DE CURSO 2013/01 DISCIPLINA: DIREITO TRIBUTÁRIO I PROFESSOR: JOÃO CLAUDIO GONÇALVES LEAL TURMA: 8º EN UNIDADE

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 507.536 - DF (2003/0037798-3) RELATOR : MINISTRO JORGE MUSSI RECORRENTE : O SINDICATO DOS SERVIDORES DAS AUTARQUIAS DE FISCALIZAÇÃO DO EXERCÍCIO DAS PROFISSÕES LIBERAIS ADVOGADO : JOSÉ

Leia mais

DIREITO TRIBUTÁRIO E FINANÇAS PÚBLICAS II

DIREITO TRIBUTÁRIO E FINANÇAS PÚBLICAS II DIREITO TRIBUTÁRIO E FINANÇAS PÚBLICAS II PRODUZIDO POR: MARCOS ANDRÉ VINHAS CATÃO COLABORAÇÃO: EMMANUEL BIAR DE SOUZA 5ª EDIÇÃO ROTEIRO DE CURSO 2010.1 Sumário Direito Tributário e Finanças Públicas II

Leia mais

Base de cálculo das taxas de poder de polícia e de regulação dos serviços públicos. Ericksen Prätzel Ellwanger Assessor jurídico da FECAM

Base de cálculo das taxas de poder de polícia e de regulação dos serviços públicos. Ericksen Prätzel Ellwanger Assessor jurídico da FECAM Base de cálculo das taxas de poder de polícia e de regulação dos serviços públicos Ericksen Prätzel Ellwanger Assessor jurídico da FECAM Taxas noções introdutórias Taxa espécie tributária Características:

Leia mais

Limitações na ação de consignação em pagamento. Sumário: 1 Conceito. 2 Sua disciplina legal. 3 Limites da ação em consignação em pagamento.

Limitações na ação de consignação em pagamento. Sumário: 1 Conceito. 2 Sua disciplina legal. 3 Limites da ação em consignação em pagamento. Limitações na ação de consignação em pagamento Kiyoshi Harada* Sumário: 1 Conceito. 2 Sua disciplina legal. 3 Limites da ação em consignação em pagamento. 1 Conceito O que significa consignação em pagamento?

Leia mais

Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social

Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social 1.4.7.3. Contribuições do art.195 CF Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social (previdência, saúde e assistência social), espécies de contribuições sociais, como

Leia mais

Gestão Tributária 03.09.2015. André Antunes Soares de Camargo

Gestão Tributária 03.09.2015. André Antunes Soares de Camargo Gestão Tributária 03.09.2015 André Antunes Soares de Camargo Meus Deus... http://www.impostometro.com.br/ Como está a tributação no Brasil? http://www.doingbusiness.org/data/exploreeconomies/brazil/ http://ibpt.com.br/home/publicacao.list.php?publicacaotipo_id=2

Leia mais

A BASE DE CÁLCULO DO ISS NOS SERVIÇOS DE REGISTROS PÚBLICOS, CARTORÁRIOS E NOTARIAIS

A BASE DE CÁLCULO DO ISS NOS SERVIÇOS DE REGISTROS PÚBLICOS, CARTORÁRIOS E NOTARIAIS 1 A BASE DE CÁLCULO DO ISS NOS SERVIÇOS DE REGISTROS PÚBLICOS, CARTORÁRIOS E NOTARIAIS MARCELO RICARDO ESCOBAR Advogado em São Paulo, sócio do escritório Escobar Advogados Associados, foi Juiz do Tribunal

Leia mais

Comentário à Jurisprudência

Comentário à Jurisprudência Comentário à Jurisprudência OS TRATADOS DE DIREITOS HUMANOS NA JURISPRUDÊNCIA DO STF APÓS A EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 45/2004 CÁSSIO HENRIQUE AFONSO DA SILVA Oficial do Ministério Público 1. Introdução

Leia mais

COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO. PROJETO DE LEI Nº 6.824, de 2006 (Do Senador Sérgio Cabral) VOTO EM SEPARADO DO DEPUTADO JEAN WYLLYS

COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO. PROJETO DE LEI Nº 6.824, de 2006 (Do Senador Sérgio Cabral) VOTO EM SEPARADO DO DEPUTADO JEAN WYLLYS COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO PROJETO DE LEI Nº 6.824, de 2006 (Do Senador Sérgio Cabral) Acrescenta o art. 31-A à Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003 - Estatuto do Idoso, para isentar do pagamento

Leia mais

AULA 05. Prevê o art.145, III, da CRFB\88 (fonte normativa primária):

AULA 05. Prevê o art.145, III, da CRFB\88 (fonte normativa primária): Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Direito Tributário / Aula 05 Professor: Mauro Luís Rocha Lopes Monitora: Mariana Simas de Oliveira AULA 05 CONTEÚDO DA AULA: (Continuação de espécies tributárias).

Leia mais

22 de julho de 2015, 8h01. Por Igor Mauler Santiago

22 de julho de 2015, 8h01. Por Igor Mauler Santiago CONSULTOR TRIBUTÁRIO Distribuidora de energia não pode ser obrigada a arrecadar a CIP de graça 22 de julho de 2015, 8h01 Por Igor Mauler Santiago O artigo 149-A da Constituição é lacônico. Autoriza os

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Juros e multa da dívida ativa tributária e a sua inclusão na base de cálculo do repasse ao legislativo municipal Alberto Jatene I - Relatório Trata-se de questionamento acerca da

Leia mais

A Inconstitucionalidade da Desvinculação das Receitas da União (DRU) referente às Contribuições no Sistema Tributário Nacional

A Inconstitucionalidade da Desvinculação das Receitas da União (DRU) referente às Contribuições no Sistema Tributário Nacional Universidade de Brasília Faculdade de Direito Curso de Graduação em Direito Diego Guimarães Teles Franco - 06/82438 A Inconstitucionalidade da Desvinculação das Receitas da União (DRU) referente às Contribuições

Leia mais

Do Programa de Redução de Litígios Tributários (PRORELIT)

Do Programa de Redução de Litígios Tributários (PRORELIT) 11/15 MP nº. 685/15: Programa de Redução de Litígios Tributários (PRORELIT) e outras alterações na legislação tributária federal Prezados Senhores, No último dia 22 de julho fora publicada no Diário Oficial

Leia mais

CONTRIBUIÇÕES. Fabiana Del Padre Tomé Mestre e Doutora PUC/SP Professora PUC/SP e IBET. Fabiana Del Padre Tomé fabiana@barroscarvalho.com.

CONTRIBUIÇÕES. Fabiana Del Padre Tomé Mestre e Doutora PUC/SP Professora PUC/SP e IBET. Fabiana Del Padre Tomé fabiana@barroscarvalho.com. CONTRIBUIÇÕES Mestre e Doutora PUC/SP Professora PUC/SP e IBET Recife, 11/07/2015 fabiana@barroscarvalho.com.br Classificação tripartida - Ponto de partida: regra-matriz de incidência (h.i/b.c) D (F S

Leia mais

ITBI - Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis Direito Tributário

ITBI - Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis Direito Tributário 1 ITBI - Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis Direito Tributário Posição histórica Também conhecido como sisa, até 1988 era da competência dos Estados. A partir da Constituição Federal de 1988, passou

Leia mais

CONTABILIDADE E PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO

CONTABILIDADE E PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO Prof. Cássio Marques da Silva 2015 TRIBUTOS Modalidades 1 MODALIDADES DE TRIBUTOS Como vimos tributo seria a receita do Estado, que pode estar ou não vinculada a uma contra-prestação. Entretanto existem

Leia mais

OAB 140º - 1ª Fase Extensivo Final de Semana Disciplina: Direito Tributário Professor Alessandro Spilborghs Data: 10/10/2009

OAB 140º - 1ª Fase Extensivo Final de Semana Disciplina: Direito Tributário Professor Alessandro Spilborghs Data: 10/10/2009 TEMAS ABORDADOS EM AULA Aula 2: Princípios (continuação), Imunidade Tributaria. I. PRINCÍPIOS 1. Irretroatividade - Art. 150, III a CF A Lei Tributária não se aplica há fatos geradores anteriores a data

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br O Simples nacional e o regime de estimativa do ISSQN Francisco José Gomes * Introdução A Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, que instituiu o Estatuto Nacional da

Leia mais

Analisaremos o tributo criado pela Lei 10.168/00 a fim de descobrir se realmente se trata de uma contribuição de intervenção no domínio econômico.

Analisaremos o tributo criado pela Lei 10.168/00 a fim de descobrir se realmente se trata de uma contribuição de intervenção no domínio econômico. &RQWULEXLomRGH,QWHUYHQomRQR'RPtQLR(FRQ{PLFR XPDDQiOLVHGD/HLQž /XFLDQD7ULQGDGH)RJDoD &DUOD'XPRQW2OLYHLUD A Lei 10.168/2000 criou uma contribuição de intervenção no domínio econômico para financiar o Programa

Leia mais

Dando prosseguimento à aula anterior, neste encontro, encerraremos o

Dando prosseguimento à aula anterior, neste encontro, encerraremos o Dando prosseguimento à aula anterior, neste encontro, encerraremos o art.195, CF, comentando os seus principais parágrafos, para fins de concurso público! Alberto Alves www.editoraferreira.com.br 1º As

Leia mais

É devido o IPI na importação?

É devido o IPI na importação? É devido o IPI na importação? Kiyoshi Harada* Sumário: 1 Introdução. 2 O exame do fato gerador do IPI. 3 Interpretação do fato gerador do IPI a partir da matriz constitucional do imposto 1 Introdução Grassa

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Incidência Tributária sobre operações comerciais envolvendo software Fabiano Pereira dos Santos I Introdução; II Conceito de software; III A questão tributária; IV - Jurisprudência;

Leia mais

A CONTRIBUIÇÃO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - CIP

A CONTRIBUIÇÃO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - CIP A CONTRIBUIÇÃO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - CIP HUGO DE BRITO MACHADO Advogado, Professor Titular de Direito Tributário da Universidade Federal do Ceará e Desembargador Federal do Tribunal Regional Federal

Leia mais

Direito Tributário Constitucional

Direito Tributário Constitucional Faculdade de Direito Milton Campos Reconhecida pelo Ministério da Educação Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Direito Tributário Direito Tributário Constitucional Carga Horária: 32 h/a 1- Ementa Repartição

Leia mais