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1 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Sistemas Computacionais e de Comunicaçao Utilização de software livre na Europa Trabalho realizado por: Ana Monteiro Diana Arieira Sofia Pereira

2 Índice Introdução...4 O que é o projecto GNU?...7 Movimento Software Livre...9 Motivação...9 Movimentos Relacionados...9 Software Livre e Software em Domínio Público...10 Software Livre e Copyleft...10 Software livre em Portugal...11 Assembleia da República...11 Governo...12 Ministério da Educação...13 Instituto Nacional de Estatística...13 Infra-estrutura...13 Monitorização, Alarmística e Relato...14 Bases de Dados...14 Aplicações...14 Projectos OSS...15 WebService GetAtributos LDAP...15 Software livre na Alemanha...17 Federal Cartel Office...17 Federal Foreign Office...18 Munique...19 França...21 Governo...21 Ministério do Equipamento Francês...21 Cidade de Paris...22 Cidade de Marselha...22 Brest...23 Espanha...24 Extremadura...24 Barcelona...24 Ministerio da Educação da Catalunha...25 Reino Unido...26 Política de OSS...26 Governo...26 Office of Government Commerce...27 Bristol City Council...27 Itália...29 Governo...29 Cidade de Roma...29 Municipio de Roma...30 Cremona...30 Conclusão...32 Bibliografia...33

3 Introdução Trabalho realizado no âmbito da disciplina de Sistemas Computacionais e de Comunicação, tendo como tema a utilização de software livre na Europa. Segue-se uma explicação da fundação de software livre na Europa, seguidamente propomo-nos a uma pequena apresentação da utilização deste tipo de software nos principais países europeus. Achamos, também, relevante expôr essa mesma utilização em Portugal.

4 Fundação de software livre na Europa A Free Software Foundation Europe (FSF Europe) fundada em 10 de Março de 2001, tem como objectivo garantir o futuro legal, político e social do Software Livre na Europa. A FSF Europe é a correspondente da FSF americana, promovida por Richard M. Stallman, fundador também do Projecto GNU. A sua fundação deve-se a vários factores, como o facto do Software Livre ter deixado de ser um fenómeno americano. A Europa tem uma das mais importantes comunidades de programadores de Software Livre e vários projectos tiveram aí a sua origem, é o caso do Linux de Linus Torvalds. Uma outra razão para o trabalho da FSF Europe é a defesa do Software Livre, que passa nomeadamente pelo esclarecimento dos europeus que o software não é uma propriedade económica, mas um instrumento vital para o desenvolvimento da Europa. É essencial para o futuro da humanidade que o software como propriedade cultural continue acessível a todos e seja preservado em bibliotecas como o resto do conhecimento. Mas como o potencial comercial gerado pelo Software Livre é elevado, a FSF Europe, pretende influenciar as políticas, de modo a se criar um ambiente apropriado para que concretize o desenvolvimento das empresas com este software. A FSF tem procurado desmistificar a ideia que o seu único propósito é o de atacar empresas de software comercial, como a Microsoft. O objectivo não é esse, mas o de esclarecer que o Software Livre deve ser encarado como um novo paradigma, um novo modelo de mercado, aberto e de acesso livre, onde todas as empresas podem participar. Numa economia de software livre, vai existir líderes de mercado, mas os monopólios incontroláveis serão muito menos. Talvez isto seja ameaçador para os monopólios actuais.

5 O desenvolvimento da indústria europeia das Tecnologias de Informação e Comunicação está dependente de alguns monopólios, principalmente sedeados nos Estados Unidos. Para que esta indústria se desenvolva é necessário enfraquecer estes monopólios. A Comissão Europeia tem lançado alguns processos, no sentido de acabar com as posições dominantes na indústria de software. A FSF Europe argumenta que esta situação monopolista deve-se ao modelo proprietário ou comercial do software. As diferenças entre um mercado de software livre e o actual, são substancialmente menores do que aquelas que nos fazem crer. O sector mais importante hoje em dia é o software para as actividades comerciais e grande parte das mais valias são geradas pelos serviços de assistência. A FSF Europe indica que esta situação não irá mudar, mesmo que se opte por um mercado de software livre. Aponta inclusive que o mercado das licenças de software tenderá para decrescer consideravelmente. O sector de serviços de assistência é compatível e crescerá significativamente numa economia de software livre. Isto porque a assistência hoje em dia é apenas suportada pelas empresas proprietárias do software ou pelos seus representantes. No software livre tenderá a aparecerá empresas independentes a prestar serviços, aumentando a competitividade e os preços a decrescerem. As dependências em relação às empresas monopolísticas tenderam a desaparecer se for negado as associações entre os fabricantes de hardware e os de software proprietário. Existe software hoje em dia que corre apenas em determinado hardware ou a venda de Hardware com determinado software. No paradigma do software livre este monopólio não é permitido, mas é encorajado a independência entre hardware e software, seja ele qual for. Outro factor é que este modelo económico desperdiça mão-deobra especializada, pois mantém os técnicos a reinventarem a?roda?, quando deveriam estar a inovar e impedem a entrada no mercado de novas empresas. Grande parte do software utilizado pelas empresas é proprietário. Esta situação cria enormes dependências e podem comprometer a sua actividade. Por um lado dependem inteiramente da empresa de software proprietário, estão forçados aos constantes updates, às vezes à substituição da solução IT, acarretando perda de tempo e treino aos funcionários. Esta dependência deverá ser bastante mais reduzida com o software livre. A FSF Europe aponta como ponto chave na transição para o software livre a administração pública, a qual deverá ser o ponto de partida, isto por três razões: -Se a administração pública utiliza um software livre, força os utilizadores a utilizarem o mesmo software;

6 -Reduz a tendência de cada departamento, secretaria ou ministério de procurarem soluções separadas, quando as necessidades tendem a ser semelhantes; -O exemplo da administração pública encorajará o cidadão e as empresas a largarem os sistemas que criam dependências. As patentes ou a propriedade intelectual de software são altamente anti-competitivas. Criam problemas na inovação técnica e permitem o controlo total sobre quem pode ou não participar no mercado. Como exemplo, temos o processo movido ao jovem de 15 anos norueguês Jon Johansen, por criar o DeCSS DVD para Linux, permitindo a visualização de DVD no computador, sentando-o em tribunal em 2002 e em O software livre provavelmente nunca substituirá completamente o software proprietário, mas de certeza que reduzirá as dependências e ampliará a inovação nas tecnologias da informação e comunicação na Europa. O que é o projecto GNU? O projecto GNU foi lançado em Setembro de 1983 por Richard M. Stallman para criar um sistema operativo completo de Software Livre. O trabalho de desenvolvimento de software iniciou-se em Janeiro seguinte. Stallman fundou a "Free Software Foundation" (Fundação de Software Livre) em Outubro de 1985 para suportar aspectos administrativos, legais e organizacionais do projecto GNU e também para difundir o uso e conhecimento do Software Livre. As principais licenças do projecto GNU são a "GNU General Public License (GPL)" (Licença Pública Geral) e a "GNU Lesser General Public License" (LGPL, Licença Pública Geral Menor, originalmente designada por "GNU Library General Public License"). Ao longo dos anos tornaram-se nas licenças mais utilizadas para o Software Livre. O projecto GNU consiste em inúmeros pequenos sub-projectos mantidos por voluntários ou empresas ou combinações destas duas. Estes mesmos sub-projectos são também designados por "GNU projects" (projectos GNU) ou "GNU packages" (pacotes GNU). O nome do projecto GNU é resultado do acrónimo redundante "GNU's Not Unix." O Unix era um sistema operativo muito conhecido e utilizado nos anos 80, por isso Stallman desenvolveu o GNU por forma a ser o mais compatível possível com o Unix porque assim seria vantajoso para as pessoas migrarem para o GNU. O autor reconhece que o GNU aprendeu com o projecto técnico Unix, mas também existem notas muito importantes as

7 quais não estão relacionadas. Contráriamente ao Unix, o GNU é Software Livre. Sendo semelhante ao Unix, o GNU é desenvolvido por módulos. Isto significa que componentes de terceiros podem ser inseridos no GNU. Hoje em dia, é muito comum as pessoas utilizarem um "kernel" (núcleo) de terceiros designado por Linux com os sistemas GNU. Muitas pessoas utilizam o nome "Linux" para esta variante do GNU, mas isto impede que as pessoas saibam do projecto GNU e o seu propósito da liberdade do software. A FSFE pede às pessoas para utilizarem os termos "GNU/Linux" ou "GNU+Linux" quando fazem referência a estes mesmos sistemas. Para mais informações, ver o website do projecto GNU em

8 Movimento Software Livre Motivação Os desenvolvedores de software na década de 70 frequentemente compartilhavam seus programas de uma maneira similar aos princípios do software livre. No final da mesma década, as empresas começaram a impor restrições aos usuários com o uso de contratos de licença de software. Em 1983, Richard Stallman iniciou o projeto GNU, e em outubro de 1985 fundou a Free Software Foundation (FSF). Stallman introduziu os conceitos de software livre e copyleft, os quais foram especificamente desenvolvidos para garantir que a liberdade dos usuários fosse preservada. Movimentos Relacionados Na mesma linha da GPL, existe um repositório de licenças públicas, chamado Creative Commons, cujos termos se aplicam a variados trabalhos criativos, como criações artísticas colaborativas, textos e software. O software livre está inserido num contexto mais amplo onde a informação (de todos os tipos, não apenas software) é considerada um legado da humanidade e deve ser livre (visão esta que se choca diretamente ao conceito tradicional de propriedade intelectual). Coerentemente, muitas das pessoas que contribuem para os movimentos de Conhecimento Aberto? movimento do software livre, sites Wiki, Creative Commons, etc.? fazem parte da comunidade científica. Cientistas estão acostumados a trabalhar com processos de revisão mútua e o conteúdo desenvolvido é agregado ao conhecimento científico global. Embora existam casos onde se aplicam as patentes de produtos relacionados ao trabalho científico, a ciência pura, em geral, é livre. Nunca foi necessário o pagamento de royalties por se estar sujeito à Lei da Gravitação Universal.

9 Software Livre e Software em Domínio Público Software livre é diferente de software em domínio público. O primeiro, quando utilizado em combinação com licenças típicas (como as licenças GPL e BSD), garante a autoria do desenvolvedor ou organização. O segundo caso acontece quando o autor do software relega a propriedade do programa e este se torna bem comum. Ainda assim, um software em domínio público pode ser considerado como um software livre. Software Livre e Copyleft Licenças como a GPL contêm um conceito adicional, conhecido como Copyleft, que se baseia na propagação dos direitos. Um software livre sem copyleft pode ser tornado não-livre por um usuário, caso assim o deseje. Já um software livre protegido por uma licença que ofereça copyleft, se distribuído, deverá ser sob a mesma licença, ou seja, repassando os direitos. Associando os conceitos de copyleft e software livre, programas e serviços derivados de um código livre devem obrigatoriamente permanecer com uma licença livre (os detalhes de quais programas, quais serviços e quais licenças são definidos pela licença original do programa). O usuário, porém, permanece com a possibilidade de não distribuir o programa e manter as modificações ou serviços utilizados para si próprio.

10 Software livre em Portugal Assembleia da República Em outubro de 2004, atraves da resolução número 66/2004, a Assembleia da República recomenda ao Governo a tomada de medidas com vista ao desenvolvimento do software livre em portugal, designadamente: 1 - Elaboração de um livro branco do software em Portugal; 2 - Desenvolvimento de um programa de definição e enquadramento de projectos piloto para a utilização de referência de software livre na administração publica; 3 - Criação de um serviço de apoio para suporte técnico à implementação e optimização de soluções software, nomeadamente software livre, no âmbito da administração pública; 4 - Integração da vertente software livre, como opção, no âmbito dos incentivos e programas de apoio à modernização administrativa das autarquias locais; 5 - Estabelecimento da obrigatoriedade de acesso ao código-fonte e especificações dos formatos de dados na aquisição de soluções informáticas destinadas à utilização pela administração pública e outras entidades do estado, para o exercício de funções soberania e outras áreas de importância estratégica; 6 - Desenvolvimento de uma "biblioteca online" que sistematize e actualize a informação sobre o acerto de soluções e aplicações em software livre; 7 - Adaptação dos diversos centros de recursos para as tecnologias da informação, na quadro da rede escolar pública, com vista à disponibilização de soluções em software livre a estudantes e pessoal docente; 8 - Inclusão da matéria relativa ao software livre na definição dos vários currículos e programas para o ensino das tecnologias da informação nos ensino básico e secundário; 9 - Estabelecimento de bolsas de investigação e programas de apoio a projectos de investigação e desenvolvimento à tradução para a língua portuguesa (vertendo para o português a terminologia técnica e científica envolvida) e à aplicação de soluções no software livre no âmbito do ensino superior e instituições de investigação científica; 10 - Integração da vertente do software livre como opção nos programas de incentivo e apoio

11 à conversão tecnologica das empresas, bem como no ambito das iniciativas da divulgação das tecnologias da informação para o mivemnto associativo, sempre esteja envolvida naqueles a utilização so software. Governo No âmbito da iniciativa Campus Virtual (e-u), a Unidade de Missão Inovação e Conhecimento (UMIC) e a Sun Microsystems em Portugal estabeleceram um protocolo de Cooperação que inclui o licenciamento gratuito da suite de produtividade pessoal StarOffice 6.0 às universidades, institutos superiores e politécnicos, para a utilização exclusiva dos estudantes, pessoal docente e funcionários nos sistemas informáticos destas entidades nos computadores pessoais dos estudantes e professores. A Sun vai ainda disponibilizar formação básica do software StarOffice 6.0 via web, e organizar sessões de formação mais avançadas para as universidades e instituos politécnicos aderentes ao programa. Será ainda disponibilizada a versão portuguesa do OpenOffice.org - a suite Open Source em que se baseia o StarOffice. Para além desta iniciativa, a UMIC e a Sun vão disponibilizar o EduSoft Portfolio, que licencia gratuitamente produtos de software Sun ONE às universidades e institutos superiores para actividades educativas e de pesquisa. O software compreende ferramentas de Gestão de Identidade, servidores de correio, de aplicações de integração, calendário e colaborativos software para portais, ferramentos de desenvolvimento e segurança, aplicações para desktop, sistemas operativos, administração de sistemas e inúmeras outras tecnologias de rede. as universidades portuguesas podem aceder desta forma a um conjunto de ferramentas que so estão disponiveis para o mercado empresarial. O software da Sun Microsystems corre em múltiplas plataformas, como Solaris, Linux e Windows. Ministério da Educação Na sequência do anúncio do Ministério da Educação em criar a disciplina de Tecnologias da Informação e Comunicação nos 9º e 10º anos de escolaridade, com aqual se pretende garantir aos alunos o domínio de competências básicas em TIC, a Sun Microsystems, associou-se ao objectivo do minstério da educação de melhorar a qualidade e

12 eficácia da educação e formação à luz das exigências da sociedade do conhecimento, impulsionando o acesso dos estudantes às TIC através da disponibilização de software Open Source. O protocolo de cooperação, de Março de 2004, acenta fundamentalmente na disponibilização de Sun StarOffice/OpenOffice.org e do sistema operativo Linux para os próximos 5 anos, para a utilização nos computadores pessoais existentes ou que venham a ser instalados nos laboratorios da discplina de TIcC e entidades formadoras do ministério da educação, e no apoio à introdução de novas tecnologias Open Source em contexto escolar, nomeadamente na adaptação nos conteúdos do programa educacional "StarOffice for Kids" para a utilização de todas as etapas do ciclo educativo, e outras que venham a ser acordadas posteriormente. Instituto Nacional de Estatística Sistemas Operativos - Red Hat Linux Red Hat Linux AS Fedora Core Gentoo - Caixa Mágica Infra-estrutura - Firewalls com monitorização da largura de banda (FWBuilder; ntop) - Proxies com controlo de conteudos (Squid; SquidGuard) - Gateways de Mail com controlo de SPAM e anti-virus (MailScanner; ClamAV; BitDefender; SPAMassassin; Postfix) - Servidores de Domínio e servidores de ficheiros e impressoras para utilizadores MS Windows (SAMBA; OpenLDAP; Cups) - Servidores de LDAP (OpenLDAP) - Servidores de serviços de rede (WINS; DNS) - Servidores aplicacionais (Oracle Portal em Red Hat AS; Apache; TomCat; Zope) - Servidores de FTP - Portais (Plone)

13 Monitorização, Alarmística e Relato - Estatísticas de utilização Web (Awstats) - Sistema de monitorização e alarmes dos circuitos de comunicação (SNIPS) - Sistema de monitorização de protocolos, clientes, servidores por gateway (ntop) - Sistema de monitorização e largura de banda (RRDTOOL/MRTG) - Sistema de monitorização de ocupação de switches (Perl + SNMP - switchmon) Bases de Dados - MySQL - Oracle 9 e 10 (em Fedora e Red Hat) Aplicações - Webmail (Horde) - Helpdesk (OneOrZero) - Gestão de projectos (Circa; DotProject) - TinyCA - Gestão da Autoridade de Certificação. Projectos OSS WebService GetAtributos LDAP Com o objectivo de facilitar o acesso ao atributo LDAP pelas diferentes aplicações foi desenvolvido um WebService - ldapgetattr. O WebService (SOAP Server) desenvolvido em Object Pascal retorna os valores de um dado atributo (ldap) para um determinado uid (ldap). Em simultaneo foi desenvolvida uma pequena aplicação (SOAP Cliente) em Object Pascal para testar o WebService.

14 SwitchMon - Projecto desenvolvido no INE para monitorizar a taxa de ocupação de portas de comunicação dos switches. Por exemplo, consegue-se saber quantas portas é que um determinado bastidor tem disponiveis. K-SPIS - "Shell/Kiosk" segura, que controla o hardware, o software e as operações de funcionamento. Ou seja, é um ambiente de trabalho, desenvolvido por Kylix (Delphi), no ambiente KDE e districuição Caixa Mágica, para ser utilizado por técnicos de recolha de dados (Portáteis). Este sistema, tem as seguintes funcionalidades: - Segurança: - Filesystem Ciptográfico; - Cliente VPN; - Backup / Disaster Recovery; - Sistema anti-intrusão; - Aplicações: - Cliente de mail com mensagens e lista de contactos pré-definida; - Browser com lista de endereços pré-definida; - Sistema de comunicações multi-canal (Netcabo, ADSL, GPRS, etc); - Sistema de billing de comunicações; - Sistema de gestão de aplicações de recolha de dados; - Sistema de actualizações de aplicações; - Sistema de sincronização de dados; Este produto é depois assistido, por um servidor aplicacional na Web (actualizações, mail, sincronização, etc.).

15 Software livre na Alemanha Federal Cartel Office O Federal Cartel Office é uma autoridade federal independente do ministério federal alemão da Economia e Trabalho. Está localizado em Bona e emprega 280 pessoas. Em 2002 migrou o seu back-office para Linux e outro software livre. A infra-estrutura consisstia em 17 servidores Windows NT usados como servidores de ficheiros, aplicacionais, serviços de bases de dados e de Intranet. O acesso à Internet e o tráfego de já operava desde 2000 em 2 servidores Linux. Optou-se por dois projectos piloto: - migrar todos os servidores existentes para Linux/OSS, e - migrar as ferramentas de administração da rede para Linux/OSS. - o projecto tinha 4 objectivos principais: - transição do domínio Windows NT para SAMBA/OpenLDAP; - migração de todas as bases de dados aplicacionais para Open Source; - migração do seu sistema de gestão de conteudos (Content Manager System - CMS) para um CMS Open Source; - consolidar o maior número de servidores. O objectivo foi atingido para apenas 6 servidores. Registaram-se insuficientes funcionalidades ao nivel da base de dados PostgreSQL. Acabaram por optar por SAPdb. A utilização do OpenLDAP provou ser uma boa escolha como alternativa ao Active Directory. Tecnicamente, a equipa de projecto chegou à conclusão que um grande número de aplicaçõpes existentes podem correr hoje com software livre, devendo haver a cautela de selecionar as aplicações candidatas à migração. Os produtos de rede selecionados foram: - Sstema Operativo: debian gnu/linux; - FileSystem: XFS;

16 - Serviços de directório: OpenLDAP - Serviços de ficheiros/impressão: SAMBA Basa de dados: MS SQL server migrou para SAPdb; - Base de dados: MS Access migrou para PostgreSQL; - Intranet: CMS IIS migrou para Postnuke Federal Foreign Office O Federal Foreign Office, na Alemanha emprega cerca de pessoas, das quais 2400 trabalham na sede em Berlim. As restantates trabalham nas agencias de 217 paises, tais como embaixadas e consulados. Antes de 2001, as ligações entre as agencias e a sede eram as mais variadas, desde correio normal,ligações X.25, modems, ligações via satelite ou linhas alugadas. Até 2001 usou-se essencialmente produtos Microsoft tais como Windows NT/2000, Exchange, SQL Server e Office 97. Odescontentamento era grande relativamente à segurança dos produtos e às pressões feitas para constantes actualizações. A estratégia seguida consistia em: - Abandonar soluções proprietátrias; - Implememtar estritamente normas abertas; - Sustentar financeiram,ente os desenvolvimentos técnicos; - Evitar dependencias (migrar todas as aplicações internas para aplicações independentes das plataformas ou Web-based) - Minimizar a complexidade das TI peklo principio KISS; - Garantir um adequado nivel de segurança das TI; O Linux foi escolhido como a plataforma servidora e o projecto devia usar, o mais possivel, o software Open Source. No que respeita às ligações fisicas, cedo se decidiu optar pela utilizaçõa da Internet publica. O projecto foi executado entre 2001/2003. Toda a virtual private network (VPN) é em forma de estrela - cada agencia liga-se a um hub central da rede (centro computacional central em Berlim onde é feita a administração central da rede - ferramenta webmin) que encaminha o trafego para outras agencias se

17 necessario. Cada agência consular tem a sua ligação Internet com 2 diferentes ISPs (como backup); tem ainda um router seguro que, de forma tranparente, encaminha e encripta o trafego (usou-se SINA VPN router, solução certificada para transmitir informação classificada, fornecida pelo Federal Security Office). Cada agência recebeu o seu servidor com Red Hat Linux 7.2 que hospeda os serviços de rede locais, tais como os serviços de e de GroupWare (X-manage). A chave do desenho funcional da rede é o serviço de directorio central (OpenLDAP) que contem a informação de todos os utilizadores da rede, servindo para efeitos de autenticação. Em virtude das aplicações existentes não poderem ser migradas no curto prazo, optou-se pelo Win XP nos Desktops e pelo Outlook Express para ler o . Em termos financeiros, foi possivel reduzir os custos previstos de implementação da rede para 1/3. O orçamento utilizado na ligação de 50 agencias dá agora para a ligação das 217 agencias espalhadas pelo Mundo. Para além disto, a primeira experiencia de Voz sobre IP (VoIP) foi ja feita, prometendo mais redução dos custos. Pensa-se seriamente em migrar todos os Desktop Windows para Linux; mas antes disso, todas as aplicações usadas internamente estão a ser reescritas com aplicações web. Munique Em 2003 o City council de Munique decidiu migrar os seus desktop e notebooks para sistema operativo e aplicações office em software livre. Apos uma fase de testes conduzida em cooperação com SuSE Linux e IBM, em junho de 2004 foi adoptado o plano de migração detalahdo. A migração será gradual, começando com as aplicações Office Desktop (Open Office.org Office Suite e Mozilla web browser a correr nos desktops Windows NT), seguindose os sistemas operativos e aplicações especializadas num periodo de 5 anos. O custo do projecto LIMux (Linux and Munich) é de 35 milhões de euros. Para muitos observadores, a conversão da administração da terceira maior cidade da Alemanha para software livre tera um efeito de onda para outras conversões no sector publico alemão assim como entre as maiores cidades da Europa.

18 França Governo O Governo Frnacês criou um website onde o OSS de gesto de conteúdos AGORA. Desenvolvido pelo Serviço de informações do Governo, os seus principais objectivos incluem: racionalizar a gesto de conteúdos; facilitar a interoperabilidade entre os websites do Governo; simplificar a implemtação de websites através da normalização, reduzindo assim tempo e custos; permitir a publicaçao na web por pessoal não técnico. Já foram lançados alguns websites do governo francs baseados em AGORA, estando prevista a migraçaão de todos os websites do serviços do primeiro ministro. Segundo o governo esta solução permite obter consideráveis ganhos em termos de custos, tempo, flexibilidade e qualidade de futuros desenvolvimentos. O governo francês pretende também contar na factura de software, pelo menos para metade. Para isso está a planear correr OSS (incluindo sistemas operativos, aplicações office, , bases de dados e web browsers) em parte dos seus computadores desktop. Segundo o Ministro da Administração Pública, são soluções OSS muito credíveis o Linux, OpenOffice, Mozzila, Apache, MySQL e Evolution. Foi tomada uma solução antes do final de 2004, enquanto a renovaçao e migração ocorreram em 2004/2005. Ministério do Equipamento Francês O ministrio do equipamento francês (com agentes espalhados por 160 instalações remotas) escolheu o Mandrekesoft para migrar 1500 servidores NT e Office para Linux, assim como para distribuir, formar e dar suporte a sua solução. O projecto de migração iniciou-se em Novembro de 2003 e continuou até ao final de

19 2005. Este projecto em larga escala está de acordo com a intenção do governo francês em promover tecnologias baseadas em normas públicas, em abrir os mercados públicos a uma maior competição e também em reduzir custos com TI: Cidade de Paris A adminsitração de Paris decidiu lançar um estudo sobre a estratégia futura em software e avaliar a viabilidade de migração para OSS. A cidade tem PC, 400 servidores e aproximadamente 600 aplicações a correr, distribuídas por 1800 locais diferentes. O estudo foi anunciado no início de 2004 e decorrerá por 3 meses. Cidade de Marselha Desde 2000 que a cidade de Marselha dirigiu as suas escolhas TI para o OSS. Durante o primeiro trimestre de 2003 todos os DNS (Domain Name System) foram migrados para Linux (Redhat). Poucos meses depois, o Cluster Oracle, o Cluster Weblogic e os servidores HTTP também passaram para Linux (Redhat). Desde então, as bases de dados são regularmente migradas para a solução open source e o sistem PHP foi adoptado pelo website do município. Segundo o departamento de TI da cidade, a adopção da tecnologia Open Source não é um objectivo sistemático e depende dos resultados das experimentações. Mas a alternativa open source esta em linha com a filosofia da cidade. Agora, o Content Management System do website da cidade e a infra-estrutura de desenvolviemento (Struts, Hibernate) estao a utilizar tecnologias open source.

20 Brest Desde há uns anos que a Cidade de Brest se envolveu na difusão de software livre para a administração da cidade e para os cidadãos. A principal fase agora levada a cabo pela difusão do CD-ROM Bureau Libre Free-OS, oficialmente lançado no passado em Março de Contém processador de texto, folha de cálculo e web browser. O Free-OS e distribuído sem custos nos Public Internet Acess Points ( PIAP ), centros comunitários e bibliotecas onde todos os utilizadores podem reproduzir ou pedir emprestado o CD-ROM. A cidade ja financiou 3000 CD-ROM na região. Para satisfazer as necessidades dos estudantes e professores, a Universidade de West Bretagne (UOB) encomendou um milhar de CD-ROM. A operação foi um sucesso e uma longa lista de cidades e associaçães estao interessadas no conceito. O CD-ROM esta ja disponível na Região Wallon na Belgica, em Quebec no Canada e através de professores de língua francesa na Roménia.

21 Espanha Extremadura O projecto LinEx (combinaçao de Linux com Extremadura) tem por objectivo criar uma plataforma funcional plena, baseada em FLOSS (Free/Libre and Open Source Software), possibilitando acesso universal as ferramentas de SI por todos os cidadãos. Foi decidido de início que não se iria inovar sobre LinEx mas traduzir e costumizar o software (uma campanhia foi contratada para o efeito) e cuidar da distribuição. O LinEx contém uma grande quantidade de software, incluindo o SO GNU/Linux e várias aplicações office, para além de outras de contabilísticas, hospitalares e de agricultura. O governo regional entregará o software, sem custos, a todos os cidadãos. Há ainda construtores que vendem os PC com este software já instalado. No fim de 2003, o LinEx ja tinha sido instalado em computadores nas escolas. O governo produziu discos de instalação e fornece-os a quem esta interessado. A experiência ao nível técnico e favorável - a utilização do FLOSS foi a única escolha possível. Baseado numa ditribuição de um mínimo de cópias de software LinEx nas escolas, calcula-se que se economizou um total de 30 milhões de euros. Barcelona A cidade de Barcelona anunciou que ira substituir a infra-estrutura Windows NT por OSS. O responsável pelo projecto diz que não se faz mais do que reforçar o empenhamento na mais avançada e inovadora tecnologia, na promoção da língua catalã num ambiente em que é minoritária. A cidade distribui mais de CD com CATix, uma versão internacionalizada de GNU/Linux em Catalão. O projecto piloto avançará no departamento dos Serviços Sociais. No âmbito do plano de colaboração a longo prazo, está-se a promover uma Rede Internacional para Software Livre que inclui Barcelona, a cidade brasileira de Porto Alegre e a Junta de Extremadura.

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