Ayser Guidi Joice Quadros Mário Belolli

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1 Ayser Guidi É natural de Criciúma (SC), engenheiro de Minas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e engenheiro de Segurança do Trabalho pela Universidade do Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina (UDESC). Trabalhou na Carbonífera Criciúma e na Carbonífera Urussanga e lecionou na SATC e na Fundação Universitária de Criciúma (FUCRI). Joice Quadros Nasceu em Santo Ângelo (RS) e se formou Bacharel em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Cursou Pós-Graduação em Fundamentos da Educação pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC). É assessora de comunicação de empresas de Criciúma (SC), tendo também atuado em diversos veículos de comunicação do RS e SC, como Zero Hora e Rede de Comunicações Eldorado. Mário Belolli Natural de Criciúma (SC), formou-se bacharel em História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). É membro do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina e da Academia Criciumense de Letras. Foi presidente do Conselho Municipal de Cultura e diretor do Departamento de Cultura da Prefeitura Municipal de Criciúma.

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3 Mário Belolli Joice Quadros Ayser Guidi História do Carvão de Santa Catarina VOLUME I

4 História do Carvão de Santa Catarina c 2002 SIECESC - Empresas Rio Deserto Editoração Eletrônica: Hexa Comunicação Integral Diagramação: Alexandre Costa de Souza Capa: Luis Leite Revisão: Suzi Nascimento Fotos e Documentos: Fernando Jorge da Cunha Carneiro, João Zanette e Mário Belolli B452h Belolli, Mário et al. História do Carvão de Santa Catarina/ Mário Belolli, Joice Quadros, Ayser Guidi. Criciúma: Imprensa Oficial do Estado de Santa Catarina, p. il. 1.Carvão História. 2. Carvão Santa Catarina. I. Quadros, Joice. II. Guidi, Ayser. III. Título Ficha catalográfica fornecida pela Biblioteca da SATC

5 Índice Agradecimentos Apresentação Região Carbonífera de Santa Catarina 13 Introdução 17 Capítulo I O Carvão na História 19 O Cenário da História 21 O Caminho dos Tropeiros 23 Capítulo II Começam os Estudos 27 Capítulo III A Primeira Mina e Estrada de Ferro 35 A Comissão White no Brasil 40 As Forjas Domiciliares 45 Capítulo IV A Propaganda do Carvão Catarinense 51 Das Experiências à Oficialização da Região Carbonífera 55 Capítulo V Chegam os Investidores 67 Prolongamento da Estrada de Ferro 73 Nos Tempos de Henrique Lage 83 Capítulo VI Os Primeiros Testes Internacionais com o Carvão Catarinense 87 Deputado Analisa a Utilização do Carvão Nacional 91 Capítulo VII A Modernização do Setor Carbonífero 93 Capítulo VIII Novas Leis Incentivam o Aproveitamento do Carvão Nacional 103 Estado Incentiva a Formação de Empresas de Mineração 108 Projeto Estabelece Regras à Indústria Carbonífera 109 I Congresso Brasileiro do Carvão e Outros Combustíveis Nacionais 111 Capítulo IX Da Eficiência, a Superação às Críticas 115 As Conseqüências da Quebra das Bolsas de Valores 121

6 Capítulo X Protecionismo Governamental 125 Eleições da Nova Diretoria 137 Status de Uma Função 139 Capítulo XI A Influência do Código de Minas 141 Cooperativa dos Produtores de Carvão 148 Companhias Carboníferas de Santa Catarina em Capítulo XII Plano Siderúrgico Nacional 155 Usina de Beneficiamento de Carvão 166 A Indústria do Coque de Santa Catarina 169 Capítulo XIII II Guerra Mundial e Sua Influência 179 Portos de Navegação: Laguna e Imbituba 182 Departamento Nacional da Produção Mineral 186 Comissão de Técnicos Brasileiros Percorre a Região Carbonífera 190 Capítulo XIV A Iminente Crise do Setor Carbonífero 203 Capítulo XV Buscando Soluções Para a Crise 213 Capítulo XVI Mesa Redonda do Carvão 221 Abertos os Trabalhos da Mesa Redonda 230 Capítulo XVII Organização Sindical 245 Sindicato dos Trabalhadores 250 A Participação da Mulher e do Jovem no Trabalho das Minas de Carvão 254 Capítulo XVIII Comemorações e Homenagens 259 Congresso Eucarístico Regional 263 Capítulo XIX Assistência Social aos Trabalhadores das Minas de Carvão 265 Inauguração do Posto de Puericultura 268 Hospital dos Mineiros Aníbal Alves Bastos 269 Serviço Social da Indústria 272 Vilas Operárias 275 Capítulo XX Síntese Biográfica 279 Bibliografia 295

7 Agradecimentos Muitas são as pessoas e entidades às quais devemos agradecer pela oportunidade de produzirmos esta obra. Mas, a uma só deve ser creditado o seu início: ao senhor João Zanette. Pessoalmente, ele insistiu conosco para que contássemos a história do carvão. Certa vez em que Joice o entrevistava, de próprio punho, ele foi desenhando uma linha do tempo e acrescentando ali todas as empresas mineradoras que foram surgindo com o passar dos anos. Esta história não pode se perder, insistia ele obstinadamente. Nesta época, em 1996, a Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC) estava com um projeto de resgate histórico, e Joice foi contratada para escrever a biografia do senhor João Zanette. Foram longas tardes de muita conversa com ele e muitas pesquisas historiográficas e documentais. A partir daí, o assunto não parou mais. Chamou-nos para conversar com o presidente do Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina (SIECESC), engenheiro Ruy Hülse, e o diretor da Companhia Carbonífera Rio Deserto, Valcir Zanette, quando desencadeou todo o processo de produção desta obra. Convocados para este trabalho, aceitamos o desafio. No início contamos com a colaboração da jornalista Andressa Fabris e da universitária Rosimeri Zacarias Ghizzo. Na difícil finalização do Volume I, a dedicação da jornalista Suzi Nascimento e do publicitário Alexandre Costa de Souza, profissionais da Hexa Comunicação Integral, tornou-se fator diferencial e indispensável à realização do trabalho. A eles, o nosso muito obrigado.

8 Para a publicação deste volume, em todos os momentos de nossa caminhada, tivemos a confiança e o apoio constante de Ruy Hülse e Valcir Zanette, sempre nos encorajando a superar as dificuldades, que não foram poucas. Confiantes de que a primeira parte da nossa missão está cumprida, agradecemos a Deus por estarmos aqui, neste momento, e termos esta oportunidade ímpar de deixarmos escrita a História do Carvão de Santa Catarina. Os Autores

9 Apresentação Na condição de presidente do Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina (SIECESC), coube-me a honrosa incumbência de fazer a apresentação do I Volume da História do Carvão de Santa Catarina, englobando os fatos ocorridos de 1790 a O Volume II virá oportunamente abrangendo os acontecimentos que se desenrolaram de 1950 até nossos dias. Podemos afirmar que a primeira tentativa de explorar economicamente o nosso carvão data de 1861 quando o político e diplomata baiano Felisberto Caldeira Brandt, o Visconde de Barbacena, recebe do imperador D. Pedro II a concessão para explorar carvão na localidade de Lauro Müller. Daquele ano até 1950, fatos importantes contribuíram para, ora dar importância ao carvão catarinense e também projetá-lo em profundas crises. Assim foi durante a Primeira Grande Guerra Mundial de 1914 a 1918 e durante a Segunda Guerra de 1939 a 1945, quando em ambos os conflitos o nosso carvão foi valorizado pela impossibilidade de se importar o produto e esquecido após o término destes conflitos. Mister ressaltarmos que, na década de 1930, no primeiro Governo de Getúlio Vargas, o carvão nacional mereceu amplo apoio pela edição de vários dispositivos legais que o inseriram como importante insumo no nosso desenvolvimento industrial e como combustível para acionar as nossas ferrovias e navegação. Dois marcos importantes, embora distantes no tempo entre si, contribuíram de forma significativa para o desenvolvimento da indústria carbonífera catarinense. O primeiro, a construção da Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina, hoje Ferrovia Teresa Cristina, inaugurada em 1884, ligando o Porto de Imbituba

10 a Lauro Müller e a criação da Cia. Siderúrgica Nacional, implantada em 1942, na cidade de Volta Redonda, no Estado do Rio de Janeiro. Com a implantação da Cia. Siderúrgica Nacional resultou a instalação da usina de beneficiamento de carvão, em Capivari de Baixo, para a obtenção de carvão metalúrgico, destinado aos altos fornos de Volta Redonda, e de carvão energético, que deu origem ao Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, a SOTELCA, hoje Tractebel Energia. No fluir destes, cerca de cem anos, desde a iniciativa do Visconde de Barbacena até 1950, o leitor encontrará neste I Volume toda a história do nosso carvão, onde uma plêiade de cidadãos deu muito de si em prol do carvão catarinense, podendo assim conhecer, avaliar e reverenciar aqueles que batalharam: políticos, homens públicos, pesquisadores, empresários e trabalhadores, pelo progresso do Sul catarinense. Ao encerrarmos estas nossas considerações queremos registrar nosso reconhecimento ao senhor João Zanette, empresário do carvão que, do alto da sua sabedoria lastreada em seus 91 anos, sempre acreditou e lutou pelo nosso carvão, estimulando inclusive o lançamento desta obra. Cabe ainda agradecermos à Carbonífera Rio Deserto e ao próprio SIECESC, que conjugaram esforços para que o historiador Mário Belolli, a jornalista Joice Quadros e o engenheiro Ayser Guidi, através da palavra escrita, resgatassem a memória de importante fase da mais tradicional atividade econômica do Sul do Estado. Ruy Hülse Presidente do SIECESC

11 Região Carbonífera do Estado de Santa Catarina No Brasil, as principais ocorrências de carvão mineral localizam-se na Região Sul e se estendem desde São Paulo, passando pelos Estados do Paraná e Santa Catarina, até o Rio Grande do Sul. A Bacia Carbonífera catarinense constitui-se de uma faixa aproximada de cem quilômetros de comprimento e uma largura média de vinte quilômetros, entre a Serra Geral a Oeste e o maciço granítico da Serra do Mar a Leste, seguindo a orientação Norte-Sul. A exploração do carvão catarinense desenvolve-se na Região Sul do Estado, onde importantes centros de mineração se afirmam nos municípios de Lauro Müller, Urussanga, Siderópolis, Treviso, Criciúma, Forquilhinha, Içara, Morro da Fumaça e Maracajá. No passado recente, em decorrência de uma produção definida e crescente, essa região desenvolveu condições estruturais favoráveis à instalação de importante centro de produção de carvão mineral. Esta produção contribuiu também para consolidar os alicerces de novos setores empresariais que, por sua vez, corroboram para um importante aumento demográfico da Região Sul catarinense, completando o encadeamento sócioeconômico de repercussão nacional e internacional. Em conjunto, atuou o Lavador de Capivari de Baixo, para o melhor aproveitamento do carvão, prestando relevantes serviços técnicos ao desenvolvimento da mineração, de onde partia o produto preparado para os grandes centros consumidores do País. 13

12 Entre outros setores de grande importância econômica envolvidos desde o início da exploração do carvão estão a Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina (hoje Ferrovia Teresa Cristina) e os portos marítimos de Imbituba e de Laguna. A formação das jazidas, segundo o geólogo Hannfrit Putzer, aconteceu após a glaciação permo-carbonífera. Nesse período, verificado o recuo do gelo no Sul do país, a vegetação começou a se desenvolver paulatinamente obrigando os sedimentos gonduânicos 1 a se depositarem em grandes áreas da Bacia do Rio Paraná, envolvendo os três Estados do Sul do País. O Sistema Santa Catarina, estabelecido pelo geólogo americano Israel Charles White no início do século XX, ao fazer a correlação entre o Sistema Karoo da África do Sul, comenta: Esta estreita identidade, não somente dos fósseis dos Sistemas de Santa Catarina e Karoo, mas também a semelhança geral da feição estratigráfica e litológica que se encontra nos dois sistemas, bem como no do Gonduana da Índia, quando ao que se refere aos membros, inferior e superior, certamente vêm em apoio da grande probabilidade da hipótese que admite que os Continentes Meridionais devem ter estado unidos durante os períodos permiano e triássico por porção de terra, agora submersa, a que Suess denominou terra Gonduana. 2 Nesta região, as camadas de carvão, segundo os geólogos José Fiuza da Rocha e Evaristo Pena Scorza, depois de se mostrarem em Bom Retiro, reaparecem em Lauro Müller e, numa direção geral Norte-Sul, atravessam as regiões de Urussanga, Treviso e Criciúma. A estratigrafia revela vários horizontes carboníferos, que receberam as seguintes denominações, do mais superficial ao mais profundo: Treviso, Barro Branco, Irapuá, Ponte Alta e Bonito. 3 As reservas de carvão mineral de Santa Catarina, de acordo com as mais recentes pesquisas, chegam a 3,2 bilhões de toneladas PUTZER, Hannfrit. Camadas de carvão mineral e seu comportamento no Sul do Estado de Santa Catarina, Rio de Janeiro, DNPM-MA, Bol. 91, Apud FIUZA DA ROCHA, José & SCORZA, Evaristo Pena. Estratigrafia do carvão em Santa Catarina, Rio de Janeiro, DNPM-MA, Bol. 104, 1940, p. 51. FIUZA DA ROCHA, José & SCORZA, Evaristo Pena. op. cit. 14

13 Zona Carbonífera de Santa Catarina Fonte: Projeto da Siderúrgica de Santa Catarina (1965) 15

14 Introdução O carvão catarinense é parte fundamental da história e da Região Sul do Estado e para alguns municípios constitui-se na essência da sua própria história. Com visão mercantilista, as cortes portuguesas procuravam na Colônia apenas gemas e metais preciosos, não se interessando por insumos que possibilitassem o surgimento de manufaturas. Ao contrário, queimem todos os teares, bradava D. Maria I, a Louca. Sob a égide dos governos imperiais, muitos naturalistas europeus e norte-americanos vieram ao Brasil, e vários deles dedicaram-se ao estudo da nossa geologia e recursos naturais, incluindo-se o carvão. Ao final do Segundo Império é que surge um esboço de organização das instituições responsáveis pelos estudos dos recursos naturais brasileiros, que seriam aperfeiçoados até as primeiras décadas da República. Isso possibilitou a confirmação da existência e melhor conhecimento do carvão de Santa Catarina. Chegando a haver interesse de capitais estrangeiros na exploração do carvão catarinense, porém foram demovidos pela falta de infra-estrutura que o tornasse economicamente viável ou por não possuir a mesma qualidade que os carvões do Hemisfério Norte. Os dois conflitos mundiais proporcionaram oportunidade para o surgimento das empresas carboníferas comandadas por investidores brasileiros. Nas duas ocasiões o Brasil esteve prestes a assitir ao colapso de atividades vitais para a sua economia, devido à escassez de combustível para os transportes marítimo e ferroviário e para a indústria, mas tanto na Primeira quanto na Segunda Guerra Mundial, a utilização do carvão de Santa Catarina foi suporte para a vida nacional, evitando maiores conseqüências no contexto social da Nação. 17

15 A presença do carvão catarinense, nos momentos históricos decisivos do século XX, foi possível graças a providenciais ações de Governo e de brasileiros patriotas. A mudança de diretrizes políticas concebida pela Revolução de 1930 ocasionou uma série de medidas de valorização dos produtos brasileiros e substituição de importações. Nesse cenário o carvão de Santa Catarina foi considerado estratégico para a industrialização brasileira, com a criação da Companhia Siderúrgica Nacional. Após a Segunda Guerra, com as facilidades da tecnologia do petróleo e o restabelecimento da importação de carvão dos tradicionais produtores mundiais, viu-se a indústria carbonífera brasileira em meio a uma nova crise. Frente a estes fatos não restou alternativa ao Governo brasileiro senão convocar mesas redondas, com a participação de produtores, consumidores e órgãos governamentais, em busca de equacionamento do problema e solução duradoura para uma política do carvão, que culminaria, sobretudo, com a criação de um órgão específico para o setor. 18

16 Capítulo I O Carvão na História A história do carvão confunde-se com o desenvolvimento do homem. Na Pré-História, o fogo era considerado algo produzido pelos deuses, até que os primitivos observaram que as florestas transformavam-se em pedras negras após serem incendiadas por um raio, e que estes resíduos também eram inflamáveis. Era o carvão vegetal, que proporcionou mais conforto e facilidade aos homens das cavernas. Já no Período Neolítico, uma nova descoberta: minerais negros colocados para proteger as fogueiras eram reduzidos a metal quando em contato com a lenha carbonizada. Seguiram-se as idades do cobre, do bronze e do ferro, e o homem foi utilizando o calor do carvão mineral para tornar moldáveis as matérias-primas de suas ferramentas. Já o Gênesis, primeiro livro de Moisés (Cap. IV, versículo 22), refere-se a Tubal-Cain como o que sabia forjar instrumentos de corte de cobre e ferro. Também nos registros da antigüidade encontra-se a proteção ao meio ambiente, como em 1588, quando foi proibido o corte de carvalhos nas áreas até 23 km da costa ou das margens dos rios navegáveis de Kestor (Devon), na Inglaterra. Nessa região, foram descobertos restos de fornos para produção de ferro datado de 400 a.c. A proibição do uso do carvalho como lenha incentivou a utilização do carvão mineral. O carvão passava a ser agente direto do que mais tarde seria reconhecida como uma verdadeira revolução. Em 1668, o engenheiro militar inglês Thomas Savery desenvolveu um motor para bombear água das minas profundas de carvão. Em 1709, Abraham Darby produzira o primeiro gusa a partir do coque de 19

17 carvão mineral, em Coalbrockdale (Inglaterra). Com o mesmo objetivo de Thomas Savery, o ferreiro Thomas Newcomen utilizou em 1711 o vapor como base energética de sua máquina atmosférica. A criação de Newcomen foi aperfeiçoada em 1765 pelo escocês James Watt e o engenheiro Matthew Bouton, resultando na máquina a vapor de duplo efeito. Eles instalaram cerca de 500 desses equipamentos para acionar bombas de minas de carvão, máquinas de fiar e tecer, sopradores de altos fornos e inúmeros outros instrumentos. Nos transportes, o uso do carvão também foi essencial para o desenvolvimento tecnológico. No início do século XIX, em 1803, Robert Fulton construiu em Paris o primeiro barco a vapor, e em 1825 George Stephenson construiu a primeira ferrovia com locomotiva a vapor. História do Brasil - Proença & Lago Máquina a vapor, um invento de James Watt Aos poucos, as forças hidráulica, animal e humana eram substituídas pelo poder energético do carvão mineral, e uma verdadeira revolução industrial foi acontecendo. A Grã-Bretanha foi pioneira desta revolução devido às suas ricas reservas de carvão e minério de ferro e à qualidade de seus minerais. O carvão foi determinante neste processo, ajudando a movimentar máquinas produtoras de bens e de transporte. A Revolução Industrial não conheceu fronteiras, espalhou-se pela Europa Central, tendo a Alemanha como principal seguidora. A produção de bens aconteceu em quantidade infinitamente superior à do passado. Só no período entre 1850 e 1910, a produção de ferro e carvão aumentou vinte e seis vezes, graças ao uso da máquina a vapor. Essa rápida industrialização teve como conseqüência o domínio colonialista para assegurar o suprimento de matérias-primas aos que não as possuíam e o consumo de mercados além-fronteiras, gerando disputas acirradas, que mais tarde iriam explodir na Primeira Guerra Mundial. 20

18 O Cenário da História Quando o general francês Napoleão Bonaparte ameaçou com suas tropas o reino de Portugal, na primeira década de 1800, não imaginou que seu ato teria conseqüências além-mar nas pacatas aldeias indígenas das tribos dos Jês e Tupis-Guaranis. Eles habitavam as terras da Província de Santa Catarina, ao Sul de uma das colônias de Portugal espalhadas pelo mundo, que se chamava Brasil. Os indígenas nunca tinham ouvido falar em Napoleão Bonaparte e nem em sonhos poderiam imaginar que a estratégia do general francês de conquistar a Europa teria repercussão, justo ali no meio da selva brasileira. Até então, a única novidade que atraía a curiosidade e mudava um pouco a rotina na vida da aldeia eram uns homens diferentes deles, os tropeiros, que passavam conduzindo grandes manadas de animais. Mais ao litoral, sabiam da existência de aglomerados de casas que estavam surgindo, bem diferentes das suas. Eram as pequenas vilas formadas por casais açorianos que estavam povoando o litoral catarinense. Antes, muito antes, seus antepassados contavam de uns homens brancos que chegavam como se tivessem surgido do nada e prendiam os homens índios, levando-os para um lugar onde as famílias indígenas que ficaram jamais soubessem ou tivessem notícias. Eram os caçadores de mão-de-obra escrava para trabalhar nas lavouras de cana-de-açúcar e nos engenhos portugueses. Havia também uns homens que se vestiam de preto, os Padres Jesuítas, que procuravam se aproximar dos habitantes indígenas. Enquanto isso ia acontecendo no verde e silencioso cenário das selvas sul-brasileiras, na Europa o som dos tambores das tropas francesas aumentava a cada momento, já se confundindo com o dos tiros dos canhões, chegando às portas de Portugal. Ao Regente D. João de Bragança não restava outra saída, a não ser a do mar. Estava coagido a sair de Lisboa, tanto pelas circunstâncias da invasão francesa, como pelas pressões do imperialismo inglês. A Inglaterra era a toda poderosa senhora dos mares da época, estava em avançado estágio do capitalismo industrial e exercia domínio político e econômico sobre Portugal, um país ainda atrelado ao mercantilismo. 21

19 É então que a Família Real Portuguesa se transfere para o Brasil. Aqui chegando, no mês de janeiro de 1808, abre os portos às Nações Amigas, leia-se à Inglaterra. Junto com a Família Real e com essa decisão de abertura dos portos, vêm intelectuais, técnicos e estudiosos europeus das mais diferentes áreas do conhecimento humano. Entre esses, o naturalista alemão Friedrich Sellow 1 ( ). História do Brasil - Proença & Lago Embarque da Família Real para o Brasil 1. Apud GUIMARÃES, Djalma. Geologia do Brasil (Memória I), Rio de Janeiro, DNPM-MA, 1964, p. 68. Selow foi companheiro do Príncipe de Wiel-Neuwied em sua expedição específica à Bahia. Em Arapei Chico, coletou restos de vertebrados pleisticênios, mais tarde estudados por P. Couto, tendo sido antes descritos por C. S. Weiss, professor de mineralogia em Berlim. Organizou preciosas coleções enviadas aos museus do Rio de Janeiro, Lisboa e Berlim; cerca de duas mil amostras de minerais e rochas brasileiras foram enviadas ao museu alemão. As melhores peças paleontológicas de Sellow foram entregues ao Museu Nacional, mas infelizmente perdeu-se a maior parte do material. As observações de Sellow sobre o Rio Grande do Sul e Uruguai foram dadas à publicidade em 1830, por C. S. Weiss e com a colaboração de K. J. Bernhardet Kaster. Distinguiu, Sellow, no Sul do Brasil, granitos de duas idades, além dos vulcanitos ácidos, derrames extensos de basalto amigdalóide e instrução do mesmo arenito triássico. Refere-se às séries que atualmente receberam os nomes de Maricá e Camaquã, a série carbonífera de Jacuí e de um conjunto de rochas fossilíficas, entre S. Gabriel e Caiguaté, com dentes e crânios de peixes e plantas silicificadas. 22

20 O Caminho dos Tropeiros Os caminhos abertos pelos tropeiros são referenciais importantes na história catarinense. Esses tropeiros conduziam tropas de gado e de cavalos do Rio Grande do Sul até Sorocaba, em São Paulo, e dali para Minas Gerais. Era um transporte lento, onde os caminhos iam-se abrindo naturalmente. Pela sua lentidão e condições climáticas, obrigavam-se os tropeiros a paradas regulares, erguendo grandes galpões rústicos para seu abrigo, que ficaram conhecidos como pouso das tropas. Esses lugares de pouso foram os embriões de muitas cidades, entre elas a de Lages, a partir dali começando o povoamento do Planalto Central. Esses caminhos foram igualmente embriões das rodovias que hoje integram o Estado catarinense. Mas não só para o povoamento e abertura de estradas que são referenciais os tropeiros. Foram eles também os primeiros a encontrar o carvão de pedra na região Sul de Santa Catarina. Os indígenas já conheciam essas pedras que queimavam. A diferença é que os tropeiros tomaram conhecimento do seu valor econômico ao levarem adiante a notícia sobres essas pedras que queimavam e souberam que havia despertado o interesse da Corte. Como se pode observar, o carvão de pedra já era um assunto discutido antes mesmo dos estudos de Sellow, em , por isso ele foi convidado a fazer o reconhecimento dessa descoberta. Segundo as informações mais correntes, os tropeiros serranos que desciam o planalto em demanda ao porto de Laguna, percorrendo uma picada aberta na Serra Geral que atingia a bifurcação do rio Tubarão, deste rio com os de Passa Dois e Bonito, no lugar hoje conhecido por Barro Branco, ao acamparem para preparar as refeições ao cair da tarde, notaram que diversas pedras pretas que havia acercado ao fogo para servirem de trempe ao rústico fogão campeiro 2 entraram em combustão e se reduziram a cinzas. A primeira notícia dessa façanha, levada pelos anônimos tropeiros à cidade histórica de Laguna, onde estavam acostumados a embarcar 23

21 as suas cargas naquele porto, ocorreu em fins do século XVIII. Dali, a notícia se espalhou rapidamente pela província catarinense, chegando ao conhecimento também dos governantes. Os Tropeiros Óleo de Willy Zumblick (1981) 2. MUELLER, Edson. As armas do município de Lauro Müller, in. Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, Florianópolis, n fase, 1999, p

22 Os Primitivos Caminhos de Tropas Fonte: Amádio Vettoretti - História de Tubarão (1992) 25

23 Capítulo II Começam os Estudos O naturalista alemão Friedrich Sellow, membro da Academia Real de Ciências de Berlim, chegou ao Brasil em Ele veio como pensionário de Sua Majestade Imperial, o Rei D. João VI, para pesquisar jazidas de ouro, prata e carvão mineral. Por volta de 1827, examina no Rio Grande do Sul as jazidas de ouro de Caçapava, de prata em Aceguá e as de carvão do Jacuí, estendendo seus estudos até o Sul de Santa Catarina, 1 onde analisou igualmente os afloramentos carboníferos desta região. Sellow, após as conclusões de seus estudos, encaminhou-os à Corte, que teria despertado o interesse pelas minas de carvão de Santa Catarina. Assim, em 1832 começou a ser organizada uma pequena empresa para a primeira tentativa de exploração das referidas jazidas do carvão catarinense, quando foi dirigido um memorial ao presidente da província, Feliciano Nunes Pires, pedindo auxilio e concessão para a extração do carvão. Nesse mesmo ano, em 18 de junho, a Comissão de Minas e Bosques órgão do Governo central solicitou mais informações a Nunes Pires sobre o andamento do processo de mineração da sua província. Nesse vai-e-vem dos documentos oficiais percorrendo os gabinetes burocráticos, quando veio a resposta, lá pelos meados de 1833, quase um ano depois, a propagada empresa já estava dissolvida. Apesar dos entraves da burocracia, o interesse do poder público imperial em relação à descoberta das jazidas minerais era evidente. Tanto que continua- 27

24 ram investindo em pesquisas, realizadas em 1833 por Alexandre Davidson. Os estudos foram concluídos e enviado relatório, com amostras de carvão, para o Governo Imperial, acompanhado de ofício de Nunes Pires, datado de 26 de março de O relatório afirmava que as jazidas eram extensas e o carvão de boa qualidade, mas rendeu apenas mensagens políticas pedindo mais atenção ao assunto. O presidente da província, em sua mensagem de 1 de março de 1835, apresentada à Primeira Assembléia da Província Catarinense, afirma:... Tem ainda a Província um manancial de riqueza na mina de carvão no Termo da Laguna, mas para fazê-lo valor depende da aplicação de capitais e indústria e para animá-la se há mister de indagações mais extensas e mais circunstanciadas do que aquelas que até agora se tem podido fazer, pelas quais apenas se há reconhecido que a mim é abundante, fácil de trabalhar e de boa qualidade. Em suma, das informações havidas a este respeito acham-se na cópia que apresento de um ofício meu ao Exmo. Ministro dos Negócios do Império, a tal respeito. Rel. e fala do presidente da Província Feliciano Nunes Pires 28

25 Algum tempo depois, no início de 1837, há registro de que Augusto Kersting requereu autorização para organizar uma companhia destinada a minerar carvão nas imediações de Laguna, mas desistiu da idéia em setembro do mesmo ano, depois de verificar que a distância das minas aos portos de embarque inviabilizava o empreendimento. Ainda nesse mesmo ano ou, segundo outros autores - um ano mais tarde, esses afloramentos foram examinados pelo francês Guilherme Baulierch, que organizou os primeiros estudos e mapeamento da região. Concluídos os trabalhos, elaborou extenso relatório ao presidente da província de Santa Catarina onde deixou claro seu convencimento da ótima qualidade do carvão e da pujança das jazidas. Um registro que se encontra sobre este momento é o trecho de uma carta publicada pelo Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro, de 8 de junho de 1843, e reproduzida pelo jornal O Albor, de Laguna, em 10 de julho de O periódico catarinense, ao dar destaque à nota, parece comemorar os cem anos do evento: Agora volta daí o Sr. G. Baulierch, que tem trabalhado desde 1837 para reconhecer e determinar a existência das minas de carvão de pedra no distrito de Laguna, e que acaba de chegar de Araranguá, pela quarta vez explorado por ele para o mencionado fim, munido de todos os esclarecimentos tendentes a provar ainda aos mais cegos e emperrados, não só a existência do mineral como a facilidade de o extrair, e de trazer ao porto de embarque por água. Deus queira que de uma vez o acreditem, e que ainda não encontre alguém que descubra pretexto para evitar o aproveitamento de tanta riqueza. O anunciado da descoberta efetiva do carvão de pedra em Santa Catarina corria solto, gerando um clima positivo para torná-lo um produto vendável. Tanto, que os gabinetes da Província e do Império começaram a ficar povoados de cartas, relatórios e mapas, com a intenção de buscar certos privilégios e vantagens governamentais objetivando lucros imediatos através da extração do carvão mineral. O ambiente político do País, entretanto, não era dos mais favoráveis. Vale lembrar que em 1831 D. Pedro I renunciou ao trono e retornou a Portugal, passando a Coroa ao seu filho, D. Pedro II, de apenas 5 anos. Em razão da pouca idade do imperador, o País passa a ser governado por 29

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