GRUPO EM HOSPITAL GERAL: O VÍNCULO COMO FATOR TERAPÊUTICO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "GRUPO EM HOSPITAL GERAL: O VÍNCULO COMO FATOR TERAPÊUTICO"

Transcrição

1 GRUPO EM HOSPITAL GERAL: O VÍNCULO COMO FATOR TERAPÊUTICO A u t o r e s : L e o n a r d o D e l l a P a s q u a, R o s e m e r i S i q u e i r a P e d r o s o, T â n i a M a r t i n s d e B a r r o s ( o r i e n t a d o r a ) RESUMO Introdução: o presente tema livre traz o atendimento a pacientes hospitalizados, através do trabalho grupal, evidenciando sentimentos de abandono e solidão, tão característicos deste período. Material e metodologia utilizada: Trata-se de um grupo aberto, realizado semanalmente, numa enfermaria com pacientes internados pelo SUS, por diferentes patologias. O grupo operativo fez-se terapêutico naqueles momentos em que eram trazidos os desejos de recuperação, através da busca a eros ali presente. Resultados: A partir do vínculo terapêutico (apoiador e empático) e da identificação detectada entre os membros do grupo, a catarse tornava-se fator primordial, fazendo com que fossem trabalhadas ansiedades frente aos procedimentos e à hospitalização. Os aspectos emocionais frente a internação foram nomeados pelo grupo como um remédio que não vinha dentro de uma caixinha, mas sim, através da palavra. Conclusão: A abordagem utilizada proporcionou modificações quanto a aderência ao tratamento clínico, no momento em que os sentimentos foram trabalhados, aumentando as capacidades de enfrentamento em relação à enfermidade e à internação. A socialização externa ao grupo era estimulada, visando-se o altruísmo e as interações úteis entre os membros do grupo. Estes fatores, demonstram a importância do trabalho grupal no âmbito hospitalar, onde o vínculo estabelecido tornou-se potente fator terapêutico no trabalho preventivo com tais pacientes. Introdução O serviço de atendimento à pacientes realizado em hospital geral, surgiu na Argentina no final da década de 60, com enfoque no trabalho institucional. A realização de grupos em enfermarias hospitalares proporciona aos pacientes alívio das ansiedades referentes à internação. Um dos objetivos do trabalho grupal é o de ampliar, na medida do possível, a troca entre os doentes, trabalhando suas angústias e temores frente a hospitalização, doença e morte, buscando oferecer-lhes uma maior capacidade de enfrentamento a estas questões. A fragilidade, a individualidade e as conexões do homem, vividas conscientemente, tornam a experiência da dor, da doença e da morte, partes integrantes da sua vida. A capacidade para enfrentar esse trio, de maneira autônoma, é de fundamental importância para a saúde.

2 Neste trabalho, os autores apresentam sua experiência como coordenadores de grupo com pacientes internados em enfermaria geral no Hospital Independência- Porto Alegre, enquanto estagiários em Psicologia Clínica, no período de novembro de 1998 a janeiro de É descrito material clínico, embasado nos grupos operativos de Pichón-Rivière (1986), enfatizando um vínculo operativo-apoiador com esses pacientes, buscando através da identificação entre os membros, a compreensão de seu funcionamento como telas onde eram projetadas suas expectativas frente à situação atual. O grupo ocorria semanalmente, numa das enfermarias do Hospital, tendo a duração de 45 a 50 minutos, sendo coordenado por estagiários de Psicologia Clínica II. O estabelecimento de um horário e de um local para a reunião foi linha de base no contrato. O grupo era aberto, sendo convidados todos os pacientes internados, independente do motivo, sendo incentivados a falarem dos sentimentos quanto à hospitalização. Tudo que facilitava a troca entre os componentes do grupo era mostrado e incentivado. Nosso objetivo era despertar a colaboração da parte sadia do paciente, possibilitando assim, reforço na estrutura egóica e elaboração de fantasias desencadeadas pela situação desconhecida da hospitalização. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Todos os pacientes somáticos trazem uma marca psicológica consigo, pois se queixam. Algo em seu corpo não vai bem, sendo uma ameaça a integridade do indivíduo, pois sentir-se doente é uma ferida narcísica. Há pessoas que se sentem doentes sem estar. Estes sujeitos apresentam manifestações hipocondríacas, histéricas ou somatizações (Mello Filho, 1997; Santos Filho, 1992; Barros,1995). Para Cassel (1981), quando alguém adoece, perde vínculos, o que lhes pertence desmorona, desfaz-se a lógica e, os sentimentos de perda de controle são intensos, podendo ocorrer também distorções no seu relacionamento com o próprio corpo, com as demais pessoas, com seu trabalho e com os demais aspectos de si mesmo como indivíduo particular e membro de uma sociedade. Essas alterações do comportamento, muitas vezes, fazem parte tanto da doença, como da enfermidade física como tal. Todos estamos vinculados com o mundo por meio de nossos inter-relacionamentos e com nosso lugar no meio social. Para alguns, essa vinculação é mais importante do que para outros, mas a interação que mantemos é vital para a nossa própria manutenção. Na doença, todas essas coisas mudam (Cassel, 1981). Essa desvinculação, provocada pela doença, não é somente social, podendo ocorrer em todas as áreas da vida, pois existimos na medida em que nos vinculamos (Cassel,1981). Pichón-Rivière (1986) traz que a noção de vínculo é mais concreta que a noção de relações objetais utilizadas pela Psicanálise. A relação de objeto é a estrutura interna do vínculo. Há dois campos psicológicos no mesmo: um interno e outro externo. Atravéz do social, repetem-se histórias de vínculos em um tempo e espaço determinados.

3 O mesmo autor concebe o vínculo como uma estrutura dinâmica em contínuo movimento, que engloba tanto o sujeito como o objeto, tendo características consideradas normais ou patológicas. Diz ainda que o vínculo se estabelece pela totalidade da pessoa, uma gestalt, em permanente processo de evolução, já que as relações que o sujeito estabelece com o mundo são mistas e têm estruturas vinculares diversas. Peguin (1997), partindo dos critérios de saúde e doença de Pichón-Rivière, afirma que através da técnica operativa se fortalece o Eu do paciente, visando uma adaptação ativa à realidade. O sujeito sadio pode aprender com a realidade, modificando-a e modificando-se. Mantém uma interação de troca com o meio relaçào ativa tendo capacidade de avaliação da realidade e propostas de mudanças, visando transformá-la (Peguin, 1997). Para Ribeiro (1998), o contato com o sistema de saúde é sempre suscetível de mal-estar, ocasionando uma trilogia de reações psicológicas: baixa auto-estima, ansiedade e depressão. A baixa auto-estima é muitas vezes confundida com depressão, correspondendo ao dano psicológico causado pela doença na auto-estima do doente. O desânimo é natural a situação de doença. Mello Filho (1987) refere que no grupo com pacientes psicossomáticos, a catarse é sempre um objetivo presente. No grupo de enfermaria, há que abordar as ansiedades, preparar os pacientes para exames e cirurgias (...) e enfrentar os sofrimentos que antecedem a morte. Portanto, tratase de informar, apoiar, ouvi-los nas queixas (geralmente justas) em relação à equipe e à instituição, pois não vieram se internar para conviverem com baratas e médicos ou com médicos mal-humorados. (1997; p. 192) A catarse é um fator terapêutico ligado a outros processos no grupo (Vinogradov, Yalom, 1992). A partir da ventilação das emoções, ocorre uma sensação de alívio emocional, onde o indivíduo é capaz de compartilhar afetivamente seu mundo interno e observar que os outros membros do grupo o aceitam, mesmo que expresse emoções fortes e profundas. Nos grupos, devem ser usadas as seguintes técnicas (Mello Filho, 1997): clarificações - sobre o funcionamento, conflitos e defesas dos pacientes; confrontações, em relação as suas contradições e ambigüidades; assinalações das relações intragrupais, que nos indicam a forma de cada paciente se relacionar com o grupo como um todo e com os demais; a interpretação deve ser evitada, pois tais pacientes se sentiriam profundamente humilhados com intervenções desta ordem; a postura do terapeuta é a de ambiente facilitador do desenvolvimento da terapia discutindo (por exemplo) a vulnerabilidade do ser humano às doenças e exaltando a força e a saúde de quem dependemos. Em um ambiente hospitalar, cabe às intervenções psicológicas no grupo, trabalhar as rupturas da auto-estima e os sentimentos de perda que acompanham a doença e o tratamento. Na psicoterapia de grupo, os pacientes fisicamente enfermos tem a oportunidade de se reunir com outros indivíduos, num setting apoiador, auxiliando a lidar com os efeitos da enfermidade sobre eles próprios (Barros, 1997).

4 Grupos de apoio para indivíduos com doenças crônicas ou com certas condições médicas são freqüentes na área da saúde, principalmente nos serviços comunitários e institucionais (Vinogradov, Yalom, 1992), onde a demanda a ser atendida ultrapassa o número de profissionais necessários para atender a população individualmente. A psicoterapia de grupo é uma experiência emocional e corretiva. O paciente deve vivenciar intensamente algo no setting do grupo, passar pela catarse, que vem junto com a forte experiência emocional, para que a mudança ocorra (Vinogradov, Yalom, 1992). Mello Filho (1997) nos fala da importância de um co-terapeuta - especialista na enfermidade dos participantes do grupo realizando consulta clínica dentro do setting, onde após este momento é realizada a dinâmica grupal. Os pacientes utilizam o processo grupal para expressar ansiedades particulares, mudanças, situações de perda, luto, microdepressões, vivências transferenciais em relação ao terapeuta ou a outro paciente do grupo (Mello Filho, 1997). Muitas vezes, tais situações são repetitivas. Outros autores, como Rotta e Cardoso (1997), relataram uma experiência com grupos operativos de patologia psicossomática, no Estado do Pará. Encontraram resultados semelhantes, a partir de técnicas grupais similares. No trabalho com grupos homogêneos de enfoque preventivo a transmissão de informações relevantes é um aspecto básico. A extensão das informações oferecidas e o modo em que são transmitidas, varia conforme a estrutura das sessões. As sessões podem ser estruturadas da seguinte maneira (Maldonado, 1990): 1) estrutura de curso, com um professor ou uma equipe multidisciplinar, trabalhando em forma de aula. A freqüência é pré-montada. Recursos didáticos são utilizados, onde a informação ocupa quase todo o tempo do grupo; 2) estrutura mista, com um médico, que transmite as informações numa mini-aula e uma psicóloga (co-coordenadora do grupo), que focaliza as vivências surgidas na sessão. Ocorre uma divisão em momentos separados entre o tempo dedicado as informações e ao exame das vivências dos participantes; 3) estrutura vivencial. O coordenador deve facilitar a comunicação entre os participantes do grupo nas emoções comuns a todos dentro do foco proposto. A postura é de aprendizado com o grupo, dando prioridade ao que nele emerge, inserindo as informações conforme a necessidade. Vinogradov e Yalom (1992) indicam 11 fatores terapêuticos que operam na grupoterapia: instalação de esperança, universalidade dos problemas, oferecimento de informações, altruísmo, desenvolvimento de técnicas de socialização dramatizações e feedback, comportamento imitativo aprendizagem por substituição, catarse, reedição corretiva do grupo familiar primário, fatores existenciais, coesão do grupo e aprendizagem interpessoal.

5 D E S E N V O L V I M E N T O Descrição do grupo A idéia da realização do grupo surgiu a partir de dupla motivação: dos estagiários, que desejavam obter uma experiência de trabalho de grupo e da necessidade do Setor, pela grande demanda de pacientes, não havendo número suficiente de pessoas para atendimento individual. O grupo era formado basicamente através do chamado verbal feito pelos estagiários, nos diversos quartos e enfermarias do Posto 3 - SUS. A constituição do grupo variava de acordo com o número de pacientes que se dispunha a participar. A faixa etária variou de 18 a 71 anos de idade, todos internados por diferentes motivos, desde avaliação clínica a processo cirúrgico. O atendimento caracterizou-se como grupo operativo, embasado nos pressupostos teóricos de Pichón-Rivière (1986), valendo-se do referencial psicodinâmico. O local para reunião foi escolhido pela possibilidade de agregar um maior número de pessoas, o grupo era de tipo aberto, com pacientes internados pelos mais diversos motivos, na maioria de sexo masculino, sendo homogêneo pelo local em que se encontravam. Seu tempo de duração era de 45 a 50 minutos, sendo realizado por dois estagiários de Psicologia Clínica de sexos diferentes, supervisionados semanalmente. Material clínico e discussão Para ilustração do funcionamento do grupo, os autores trazem fragmentos de verbalizações de três grupos, visando mostrar como o trabalho viabilizou, num clima propício o desencadeamento dos sentimentos e emoções dos pacientes quanto à sua doença, hospitalização e relacionamento entre os membros do grupo e entre os estagiários. Neste primeiro encontro o grupo iniciou com dois pacientes, que se mostraram agitados ante a perspectiva do grupo, verbalizando tanto seus temores em relação à hospitalização, como uma visão mais otimista frente aos cuidados que lhes estavam sendo oferecidos. Ao serem expostos os objetivos e funcionamento do trabalho, M., um dos pacientes verbaliza ter vindo ao Hospital para ver o eu tenho... estou cansado de esperar... tenho vontade de desistir de tudo... me entregar... acredito na vida, mas não é fácil viver... busquei ajuda de uma curandeira... mas não adiantou, acho que fez até que a doença piorasse... Ao que o outro paciente, C. respondia: eu disse a ele que é preciso ter paciência, é melhor esperar. Comigo também foi assim! Acreditamos que o contato com o sistema de saúde, em qualquer nível, é sempre suscetível de mal-estar, gerando uma trilogia de reações psicológicas - baixa auto-estima, ansiedade e depressão. A baixa auto-estima é conseqüência normal, o desânimo é resposta natural à situação de doença, correspondendo ao dano psicológico causado pela doença na auto-estima do doente, sendo esta reação muitas vezes, confundida com depressão (Ribeiro, 1998). M. trás de seus sentimentos quanto à situação da doença, fui num médico lá no posto na minha cidade e ele me tratou mal, quase esquentei a orelha dele com um tapa... se não fosse a minha filha... aqui tem recursos, em casa a gente faz muita bobagem, aqui tem orientação...

6 Como nos diz Mello Filho (1997), a doença é uma ameaça à integridade do indivíduo, sentir-se doente é uma ferida narcísica. Quando alguém adoece perde vínculos, os sentimentos de perda de controle são intensos, podendo ocorrer distorções no seu relacionamento com as demais pessoas, com seu trabalho e com os demais aspectos de si mesmo. Essas alterações do comportamento, muitas vezes, fazem parte tanto da doença, como da enfermidade física como tal. Não quero ficar deitado, caminho por aí o tempo todo. Lá na roça, diz M., falam que a cama não engorda, só emagrece...se eu ficar deitado muito tempo vou virar um esqueleto... isso é ruim, dá medo na gente, ainda mais num hospital... só deito na hora de dormir. Ao que C. responde: dizem que todos vão morrer, é natural... mas assusta. Por isso eu me esforço para ficar bem, para me recuperar. Eu acho que o M. tem que se animar um pouco... não adianta entregar os pontos... a cabeça da gente influi no corpo. Estes sentimentos são trabalhados a partir das verbalizações, assinalando e clarificando seu funcionamento, discutindo, como no presente exemplo, a vulnerabilidade do ser humano à doença, enfatizando sua força e saúde. A partir do segundo encontro, ao apresentar o grupo, o paciente C. diz que esse grupo serve para unir os pacientes desta enfermaria... a gente fala o que está sentindo. Um dos membros do grupo, recém hospitalizado diz que esse quarto é ótimo, tem um clima de união e amizade. Sendo reforçado por C. ao dizer : o importante é que uns ajudam os outros...enquanto estivermos aqui, nós somos o reflexo um do outro... inclusive aqui no grupo. Os pacientes utilizam o processo do grupo para expressar mudanças, ansiedades particulares, situações de perda, luto, vivências transferenciais em relação ao terapeuta/ coordenador ou a outro membro do grupo (Mello Filho, 1997). A estrutura vivencial facilita a comunicação entre os participantes sobre a situação de hospitalização. A postura é de aprendizado com o grupo. Podemos observar essa situação quando M. verbaliza:... na vez passada eu me vi na pele do seu C. Ele falava e eu procurava entender, como ele estava animado e querendo ficar bom. Eu queria me sentir assim e não conseguia... no final do nosso encontro eu já sentia que iria suportar ficar aqui internado, que havia gente querendo ajudar. Sendo reforçado por C. que dizia: As coisas são difíceis no começo, só depois se acalmam... a gente vê que o hospital é o melhor lugar para gente se cuidar. Aqui é o lugar certo, vem o médico, a enfermeira, a fisioterapeuta e ainda mais, vem a psicologia atender o cara. Não tem como não melhorar. Observamos no fragmento acima, alguns fatores terapêuticos indicados por Vinogradov e Yalom (1992); que operam na grupoterapia: a instalação de esperança, a universalidade dos problemas, o altruísmo, o comportamento imitativo, a catarse, a coesão do grupo e a aprendizagem interpessoal. O paciente vivencia intensamente algo no setting grupal, ocorre a catarse, junto com uma forte experiência emocional, ocorrendo então a mudança, situação essa que podemos observar em M. É trazido no grupo as diferenças de idade entre os membros, sendo indicada a coordenadora como a mais nova entre eles. Eles disseram que ia ter uma reunião com a senhora.. Outro paciente diz: mas não imaginei que fosse alguém assim tão nova... pensei que era uma velha de óculos, como nos filmes... Não fala assim, vai assustar a Dra., é tão bom ela vir aqui conversar com a gente. Ela é mais nova que nós, mas ela estudou, entende a cabeça da gente... e são tantos problemas...é, diz outra paciente, juntando tudo é um monte de problemas... Podemos observar os pacientes agitados, verbalizando seus temores em relação ao abandono, o sentimento de solidão manifestando ansiedade quanto ao desejo de serem atendidos e

7 compreendidos. Ao serem aliviados nesse sentido, percebeu-se maior tranqüilidade por parte dos pacientes, sendo compreendidos em suas ansiedades, pelo fato de não se confirmarem suas fantasias de ataque, situação essa que poderia levar ao abandono por parte da coordenação do grupo. C. diz então: Eu disse coisas aqui no grupo, que ainda não sentia, mas queria sentir. Confiança na minha recuperação, por exemplo. Tu me ouviu e demonstrou entender que eu estava nervoso, mesmo assim tu esperou que eu me desse conta que a tranqüilidade estava dentro de mim, e que eu a sentiria quando me dispusesse a me ajudar. Senti aqui que estava sendo apoiado, no momento em que eu vencia o medo de não poder andar. A angústia provocada pela situação de grupo reativa modelos de relações objetais precoces (objeto bom/ objeto mau) e mecanismos defensivos arcaicos. Isso auxilia a coordenação na visualização do conteúdo mental e facilita uma melhor abordagem terapêutica. O interesse do grupo está em clarear os conflitos inerentes ao momento, o desejo do paciente de ser único, distinto e por outro lado o de se curar e ser igual aqueles que o conseguem R., um dos pacientes, verbaliza: No fundo a psicóloga também dá remédio. Só que não vem numa caixinha. Ela fala com a gente... e a gente se alivia... Isso é um remédio... a palavra. dela é um remédio. O R. falou tudo, disse C., esse grupo é um remédio sentimental. Deveria ser diário, como se fosse a hora do remédio, só que não é o mesmo remédio e a mesma dose para todos... um se identifica com o outro e se alivia com isso. Outro membro do grupo fala: Assim o cara sabe que não é o único a sofrer, e que é preciso aceitar. Os propósitos de produtividade de um grupo ficam obstaculizadas pelas resistências despertadas por ansiedade excessiva. Não basta que as pessoas procurem dar conta de realizarem a tarefa para a qual estão juntas, As interações podem ser potencializadas, dinamizadas por qualquer membro ou por alguém que assuma a função de modo explícito. Nos grupos operativos, instrumenta-se um processo terapêutico que passa pela diminuição dos medos básicos, em termos de ataque ao Eu e ao medo da perda do objeto. Uma das fontes dessa ansiedade é a ferida narcísica do não-saber. Os pacientes no terceiro grupo verbalizam, de modo bastante intenso, seus sentimentos de abandono e solidão em função da hospitalização. C. conta que a mãe está parando na casa de uma tia, para me dar força. E., outro paciente, conta que passei o Natal sozinho. Sabem como é isso? A família mora longe... foi horrível, fiquei muito sozinho. J.E. diz: eu fiquei muito deprimido no Natal. A paciente L, conta tenho um tumor no intestino... não foi fácil deixar a família, os filhos. O Dr. disse, abandona tudo e vem te tratar, eu vim... larguei tudo por conta...ele me disse se tivesse que escolher um lugar para ter câncer, ele ia escolher o intestino, ele quis dizer que dá para melhorar. Logo C. lhe diz: Tu vais melhorar... vais ficar boa. J.E., Com certeza... as vezes a gente pensa que o sofrimento é tanto e que não adianta mais nada.... A gente sofre tanto que cansa. A possibilidade de mudar acarreta ansiedade e medo, principalmente na situação da pessoa doente. O medo da perda devido ao abandono dos vínculos anteriores pela hospitalização, a perda dos referenciais, as adaptações passivas à situação de enfermidade, geram ansiedades de tipo mais depressiva. Enquanto o medo do ataque diante do novo, decorrente do sentimento de insegurança, gera ansiedade paranóide. Esses medos paralisam, tornando o ego impotente. Através da técnica operativa se fortalece o Eu do paciente, conseguindo-se assim uma adaptação ativa à realidade. Os critérios de saúde e doença são representados por Pichón-Rivière, citado por Peguin (1997) em termos de adaptação ativa ou passiva à realidade. Considera o sujeito sadio aquele que poder apreender a

8 realidade, modificando-a e modificando-se a si mesmo, mantendo uma interação de troca com o meio, e não uma relação passiva, implicando em uma leitura da realidade com capacidade de avaliação e propostas de mudança, e uma apropriação instrumental da mesma, para transformá-la. CONSIDERAÇÕES FINAIS Os autores entendem que os objetivos do trabalho de grupo com pacientes internados em hospital geral foram alcançados, considerando o caráter breve e focalizado. Pode-se constatar que a participação ativa dos pacientes no grupo foi bastante valiosa para uma melhor adaptação dos doentes na situação de hospitalização. O fato do atendimento ser oferecido a todos os pacientes, sendo centrado na tarefa comum e única de auxiliá-los nesse momento crítico, facilitando a verbalização de seus conflitos atuais, propiciando o manejo e a compreensão do aqui-e-agora da situação de hospitalização, foi reconhecida como benéfico para essas pessoas. O trabalho de grupo centrado na tarefa comum de ajudá-los, possibilitou-lhes auxílio de uma forma estável, continente e compreensiva, cotejando fantasia com realidade, favorecendo o interrelacionamento e aliviando suas ansiedades e temores. Para os autores, a tarefa mostrou ser gratificante enquanto pôde ser constatado os resultados obtidos junto aos pacientes e, terem permitido experimentar o contato direto com essas pessoas através do trabalho de grupo. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BARROS, CASM de. Hipocondria, somatização e transtornos psicossomáticos. Aletheia. Canoas: ULBRA, v. 2, p.71-78, BARROS, TM de Psicoterapia de grupo com pacientes em hemodiálise. Aletheia. Canoas: ULBRA, v.5, p.60-64, CASSEL, J.C. The contribution of the social enviroment to host resistance. Am J Epidemiol; 104:p , MALDONADO, M. T. Maternidade e paternidade: A assistência no consultório e no hospital. v.1, Rio de Janeiro: Vozes, MELLO FILHO, J. de. Grupoterapia com pacientes somáticos: 25 anos de experiência. In: ZIMERMAN, D. E.; OSÓRIO, L. C. Como trabalhamos com grupos. Porto Alegre: Artes Médicas, p , PEGUIN, RC. Concepção operativa de grupos. In: OLIVEIRA JÚNIOR, JF (org.) Grupoterapia: teoria e prática. Campinas-SP, Sociedade de Psicoterapia analítica de

9 Grupo de Campinas, PICHÓN-RIVIÈRE, E. Teoria do Vínculo. São Paulo: Martins Fontes, RIBEIRO, JLP. Psicologia e saúde. Lisboa: ISPA, ROTTA, C. T.; CARDOSO, N. C.; Grupoterapia em asmáticos: relato de uma experiência no Hospital Universitário João Barros Barreto. Revista Brasileira de Medicina Psicossomática. São Paulo: ECN, v.1, n.2, p , SANTOS FILHO, O. C. Histeria, hipocondria e fenômeno psicossomático. In: MELLO FILHO, J. de e col. Psicossomática hoje. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992, p VINOGRADOV, S.; YALOM, I. D. Manual de Psicoterapia de Grupo. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992.

AULA: TERAPIA DE GRUPO PSICÓLOGA SIMONE HUMEL

AULA: TERAPIA DE GRUPO PSICÓLOGA SIMONE HUMEL Surgimento da Psicoterapia de Grupo: Joseph H. Pratt foi o fundador da Psicoterapia de Grupo, que em 1905 pela primeira vez foi empregada com pacientes tuberculosos, no Massachussetts General Hospital

Leia mais

Promoção da qualidade de vida através de psicoterapia breve de grupo

Promoção da qualidade de vida através de psicoterapia breve de grupo Promoção da qualidade de vida através de psicoterapia breve de grupo PSICOTERAPIA Categoria: GRUPO Categoria: Custos administrativos e operacionais Área: Medicina Preventiva - Programa Viver Bem Responsáveis:

Leia mais

Fator emocional. Fertilidade Natural: Fator emocional CAPÍTULO 8

Fator emocional. Fertilidade Natural: Fator emocional CAPÍTULO 8 CAPÍTULO 8 Fator emocional O projeto comum de ter filhos, construir a própria família, constitui um momento existencial muito importante, tanto para o homem como para a mulher. A maternidade e a paternidade

Leia mais

Depressão e Qualidade de Vida. Dra. Luciene Alves Moreira Marques Doutorado em Psicobiologia pela UNIFESP

Depressão e Qualidade de Vida. Dra. Luciene Alves Moreira Marques Doutorado em Psicobiologia pela UNIFESP Depressão e Qualidade de Vida Dra. Luciene Alves Moreira Marques Doutorado em Psicobiologia pela UNIFESP 1 Percepções de 68 pacientes entrevistadas. 1. Sentimentos em relação à doença Sinto solidão, abandono,

Leia mais

Aspectos Psicológicos do Câncer na MULHER. O que é preciso saber para acolher? Maria Estelita Gil Psicóloga Clínica 2012

Aspectos Psicológicos do Câncer na MULHER. O que é preciso saber para acolher? Maria Estelita Gil Psicóloga Clínica 2012 Aspectos Psicológicos do Câncer na MULHER. O que é preciso saber para acolher? Maria Estelita Gil Psicóloga Clínica 2012 1 Repercussões emocionais frente ao Diagnóstico de Câncer A comunicação de um diagnóstico

Leia mais

Prática e Pressupostos Teóricos da Terapia Cognitivo- Comportamental

Prática e Pressupostos Teóricos da Terapia Cognitivo- Comportamental Prática e Pressupostos Teóricos da Terapia Cognitivo- Comportamental 1 Priscila Pereira Reis 2 Cláudia Galvão Mazoni RESUMO: A proposta do artigo é contextualizar através de revisão de literatura princípios

Leia mais

Dinâmica e funcionamento de grupos. Fundamentos teóricos e técnicos dos grupos. Processos obstrutivos nos grupos e nas instituições.

Dinâmica e funcionamento de grupos. Fundamentos teóricos e técnicos dos grupos. Processos obstrutivos nos grupos e nas instituições. Dinâmica e funcionamento de grupos. Fundamentos teóricos e técnicos dos grupos. Processos obstrutivos nos grupos e nas instituições. Mentalidade grupal e cultura de grupo. Grupo Operativo: instrumento

Leia mais

UMA EXPERIENCIA PROFILATICA A PREPARAÇÃO DE CRIANÇAS PARA ADOÇÃO*

UMA EXPERIENCIA PROFILATICA A PREPARAÇÃO DE CRIANÇAS PARA ADOÇÃO* UMA EXPERIENCIA PROFILATICA A PREPARAÇÃO DE CRIANÇAS PARA ADOÇÃO* Betina Tabajaski** Verônica Petersen Chaves*** Porto Alegre e Canela, Rio Grande do Sul, Brazil, 1997. RESUMO A adoção é uma das alternativas

Leia mais

CORRELAÇÃO ENTRE PSICOTERAPIA BREVE EM GRUPOS E INDIVIDUAL

CORRELAÇÃO ENTRE PSICOTERAPIA BREVE EM GRUPOS E INDIVIDUAL CORRELAÇÃO ENTRE PSICOTERAPIA BREVE EM GRUPOS E INDIVIDUAL Ana Paula Fernandes de Lima Larissa de Medeiros Luana Ferreira Maristela Oliveira. Carla Villwock Resumo: O presente trabalho tem como objetivo

Leia mais

Aplicação da terapia cognitiva na depressão: análise de caso clínico

Aplicação da terapia cognitiva na depressão: análise de caso clínico Aplicação da terapia cognitiva na depressão: análise de caso clínico * Ana Carolina Diethelm Kley Introdução O objetivo do tratamento em terapia cognitiva no caso dos transtornos afetivos, grupo que engloba

Leia mais

A DINÂMICA DO GRUPO E SUAS LEIS 1 Heloisa Junqueira Fleury

A DINÂMICA DO GRUPO E SUAS LEIS 1 Heloisa Junqueira Fleury A DINÂMICA DO GRUPO E SUAS LEIS 1 Heloisa Junqueira Fleury O Psicodrama está intimamente ligado ao trabalho com grupos. MORENO, (1993, 1994) a partir de estudos sociométricos, apresentou princípios que

Leia mais

ESTIMULAR BRINCANDO: DESENVONVIMENTO DE BRINQUEDO, FERRAMENTA DE AUXILIO LÚDICO-EDUCATIVO NO TRATAMENTO DO CÂNCER INFANTIL

ESTIMULAR BRINCANDO: DESENVONVIMENTO DE BRINQUEDO, FERRAMENTA DE AUXILIO LÚDICO-EDUCATIVO NO TRATAMENTO DO CÂNCER INFANTIL ESTIMULAR BRINCANDO: DESENVONVIMENTO DE BRINQUEDO, FERRAMENTA DE AUXILIO LÚDICO-EDUCATIVO NO TRATAMENTO DO CÂNCER INFANTIL INTRODUÇÃO Amara Holanda Fabiane Romana Fernanda Oliveira Karen Trage Máuren Mássia

Leia mais

GRUPO OPERATIVO DE INFORMAÇÃO

GRUPO OPERATIVO DE INFORMAÇÃO GRUPO OPERATIVO DE INFORMAÇÃO 2009 Trabalho apresentado como requisito parcial da disciplina PROCESSOS GRUPAIS, sob a orientação da Educanda Cristina Elizabete Bianca Tinoco Silva Estudante do curso de

Leia mais

Procedimentos terapêuticos associados no tratamento da Fibromialgia

Procedimentos terapêuticos associados no tratamento da Fibromialgia Procedimentos terapêuticos associados no tratamento da Fibromialgia Felipe Azevedo Moretti "Se você só fizer aquilo que sempre fez, só obterá aquilo que sempre obteve. Se o que você está fazendo não está

Leia mais

Psicopedagogia Institucional. Profa. Ms. Cintia Perez Duarte cperezduarte@yahoo.com.br

Psicopedagogia Institucional. Profa. Ms. Cintia Perez Duarte cperezduarte@yahoo.com.br Psicopedagogia Institucional Profa. Ms. Cintia Perez Duarte cperezduarte@yahoo.com.br O psicopedagogo dentro da empresa atua diretamente com o interrelacionamento entre todos com o aprendizado, com o desempenho

Leia mais

Estudo de Caso. Cliente: Cristina Soares. Coach: Rodrigo Santiago. Duração do processo: 12 meses

Estudo de Caso. Cliente: Cristina Soares. Coach: Rodrigo Santiago. Duração do processo: 12 meses Estudo de Caso Cliente: Cristina Soares Duração do processo: 12 meses Coach: Rodrigo Santiago Quando decidi realizar meu processo de coaching, eu estava passando por um momento de busca na minha vida.

Leia mais

O MANEJO TERAPÊUTICO NA CLÍNICA CONTEMPORÂNEA

O MANEJO TERAPÊUTICO NA CLÍNICA CONTEMPORÂNEA O MANEJO TERAPÊUTICO NA CLÍNICA CONTEMPORÂNEA Donald Woods Winnicott, pediatra e psicanalista, foi uma das figuras de grande expressão no cenário psicanalítico. Ele nos trouxe contribuições valiosas e

Leia mais

Reflexões sobre Impasses e Possibilidades da Psicanálise no Hospital Público

Reflexões sobre Impasses e Possibilidades da Psicanálise no Hospital Público Reflexões sobre Impasses e Possibilidades da Psicanálise no Hospital Público Ludmila Stalleikem Sebba 1 e Ademir Pacelli Ferreira 2 Resumo A partir do referencial da psicanálise procura-se apontar elementos

Leia mais

Vida nova Jovens contam como superaram doenças graves. Depois de um câncer de mama aos 23 anos, Dolores Cardoso teve um filho, escreveu um livro e

Vida nova Jovens contam como superaram doenças graves. Depois de um câncer de mama aos 23 anos, Dolores Cardoso teve um filho, escreveu um livro e Sexta Vida nova Jovens contam como superaram doenças graves. Depois de um câncer de mama aos 23 anos, Dolores Cardoso teve um filho, escreveu um livro e mudou o rumo da vida profissional FOLHA DA SEXTA

Leia mais

Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version

Create PDF with PDF4U. If you wish to remove this line, please click here to purchase the full version O CUIDAR DE ENFERMAGEM A PUERPERA APRESENTANDO DEPRESSÃO PÓS-PARTO HOLANDA, Eliane Rolim de ARAUJO, Tereza Lourença Matias de RIBEIRO, Francica Sanches Tavares SANTOS, Kamila Késsia Gomes dos SILVA, Gerson

Leia mais

FÓRUM DE HUMANIZAÇÃO HOSPITALAR E VOLUNTARIADO

FÓRUM DE HUMANIZAÇÃO HOSPITALAR E VOLUNTARIADO FÓRUM DE HUMANIZAÇÃO HOSPITALAR E VOLUNTARIADO A IMPORTÂNCIA DO VOLUNTARIADO NO PROCESSO DO HUMANIZAR FERNANDO BASTOS fernandobastosmoura@yahoo.com.br HUMANIZAÇÃO HOSPITALAR E PROFISSIONAIS DE SAÚDE DIAGNÓSTICO

Leia mais

A ESPIRITUALIDADE DA FAMÍLIA AO TER UM FAMILIAR INTERNADO POR DOENÇA CRÔNICA: RELATO DE VIVÊNCIA 1

A ESPIRITUALIDADE DA FAMÍLIA AO TER UM FAMILIAR INTERNADO POR DOENÇA CRÔNICA: RELATO DE VIVÊNCIA 1 A ESPIRITUALIDADE DA FAMÍLIA AO TER UM FAMILIAR INTERNADO POR DOENÇA CRÔNICA: RELATO DE VIVÊNCIA 1 ROSSATO, Karine 2 ; GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira 3, MISTURA, Claudelí 4, CHEROBINI, Márcia

Leia mais

Sobre a intimidade na clínica contemporânea

Sobre a intimidade na clínica contemporânea Sobre a intimidade na clínica contemporânea Flávia R. B. M. Bertão * Francisco Hashimoto** Faculdade de Ciências e Letras de Assis, UNESP. Doutorado Psicologia frbmbertao@ibest.com.br Resumo: Buscou-se

Leia mais

Para que serve a terapia?

Para que serve a terapia? Para que serve a terapia? Por Matias José Ribeiro Para um número cada vez maior de pessoas, fazer terapia tem sido uma maneira de superar suas angústias existenciais e conquistar um pouco mais de felicidade.

Leia mais

PSICOTERAPIA INFANTIL

PSICOTERAPIA INFANTIL PSICOTERAPIA INFANTIL Claudia Ribeiro Boneberg 1 Demarcina K. Weinheimer 2 Ricardo Luis V. de Souza 3 Ramão Costa 4 Me. Luiz Felipe Bastos Duarte 5 1 TEMA Psicoterapia psicanalítica infantil 1.1 DELIMITAÇÃO

Leia mais

OS EFEITOS DAS EMOÇÕES NEGATIVAS NA SAÚDE DE NOSSO CORPO

OS EFEITOS DAS EMOÇÕES NEGATIVAS NA SAÚDE DE NOSSO CORPO 1 RESUMO OS EFEITOS DAS EMOÇÕES NEGATIVAS NA SAÚDE DE NOSSO CORPO Glória Maria A. F. Cristofolini Nada se passa na mente que o corpo não manifeste, cita Hermógenes. Quando a medicina ocidental passou a

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO DE POS GRADUAÇÃO LATO SENSU. Ano: 2014/2015

PROJETO PEDAGÓGICO DE POS GRADUAÇÃO LATO SENSU. Ano: 2014/2015 PROJETO PEDAGÓGICO DE POS GRADUAÇÃO LATO SENSU Ano: 2014/2015 1 - JUSTIFICATIVA A hospitalização pode ser experienciada como um dos momentos mais delicados e difíceis do processo do adoecer. Isso porque

Leia mais

BOAS PRÁTICAS. para humanizar o atendimento e gerar fidelização em Clínicas e Hospitais. Boas práticas para humanizar o atendimento

BOAS PRÁTICAS. para humanizar o atendimento e gerar fidelização em Clínicas e Hospitais. Boas práticas para humanizar o atendimento BOAS PRÁTICAS para humanizar o atendimento e gerar fidelização em Clínicas e Hospitais ÍNDICE Introdução 3 Explique e difunda a importância do termo 4 A humanização e o ambiente físico 6 Aperfeiçoamento

Leia mais

PARENTALIDADE NA FAVELA: UMA EXPERIÊNCIA COM CONSULTAS TERAPÊUTICAS

PARENTALIDADE NA FAVELA: UMA EXPERIÊNCIA COM CONSULTAS TERAPÊUTICAS PARENTALIDADE NA FAVELA: UMA EXPERIÊNCIA COM CONSULTAS TERAPÊUTICAS Daniel Kauffmann 1 Tereza Marques de Oliveira 2 Resumo O objetivo deste trabalho é relatar nossa experiência na clínica do social, junto

Leia mais

DIFERENTES OLHARES SOBRE PSICOLOGIA HOSPITALAR DENTRO DE UM GRUPO A PARTIR DO ESTÁGIO ACADÊMICO

DIFERENTES OLHARES SOBRE PSICOLOGIA HOSPITALAR DENTRO DE UM GRUPO A PARTIR DO ESTÁGIO ACADÊMICO DIFERENTES OLHARES SOBRE PSICOLOGIA HOSPITALAR DENTRO DE UM GRUPO A PARTIR DO ESTÁGIO ACADÊMICO Trabalho de Intervenção em Psicologia Hospitalar Bacharelado em Psicologia da Universidade São Francisco,

Leia mais

Dor física e dor psíquica

Dor física e dor psíquica Dor crônica A causa desse fenômeno é tão vasta e complexa como a própria dor. Questões socioculturais, as formas de trabalho e os avanços da Medicina que proporcionam sobrevida mesmo em casos de doenças

Leia mais

Doenças Graves Doenças Terminais

Doenças Graves Doenças Terminais MINISTÉRIO DA SAÚDE Comissão Nacional de Ética em Pesquisa - CONEP Universidade Federal de Minas Gerais Doenças Graves Doenças Terminais José Antonio Ferreira Membro da CONEP/ MS Depto de Microbiologia

Leia mais

Depressão* Marcos Vinicius Z. Portela** Fonte: www.institutoreichiano.com.br

Depressão* Marcos Vinicius Z. Portela** Fonte: www.institutoreichiano.com.br Marcos Vinicius Z. Portela** Depressão* Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a oportunidade para estar aqui hoje nesta breve exposição - a qual pretendo, com a ajuda de todos, transformar numa conversa

Leia mais

SERVIÇO DE ESCUTA PSICOLÓGICA: UMA ESCUTA PROFUNDA DE CARÁTER EMERGENCIAL

SERVIÇO DE ESCUTA PSICOLÓGICA: UMA ESCUTA PROFUNDA DE CARÁTER EMERGENCIAL SERVIÇO DE ESCUTA PSICOLÓGICA: UMA ESCUTA PROFUNDA DE CARÁTER EMERGENCIAL MORAIS 1, Alexsandra Dias LIMA 2, Aline Cristine da Silva GOMES 3, Inalígia Figueiredo FRANCA 4, Juliana Monteiro da OLIVEIRA 5,

Leia mais

Serviço de Psicologia do Instituto de Neurologia e Cardiologia de Curitiba:

Serviço de Psicologia do Instituto de Neurologia e Cardiologia de Curitiba: Serviço de Psicologia do Instituto de Neurologia e Cardiologia de Curitiba: Tem por objetivo prestar atendimento aos pacientes internados ou de forma ambulatorial no Hospital, bem como aos seus familiares,

Leia mais

CÂNCER DE MAMA:PERSPECTIVAS SOBRE AS RELAÇÕES FAMILIARES

CÂNCER DE MAMA:PERSPECTIVAS SOBRE AS RELAÇÕES FAMILIARES V EPCC Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 23 a 26 de outubro de 2007 CÂNCER DE MAMA:PERSPECTIVAS SOBRE AS RELAÇÕES FAMILIARES Simone Lemos 1 ; Suzei Helena Tardivo Barbosa 2 ; Giseli

Leia mais

FALANDO ABERTAMENTE SOBRE SUICÍDIO

FALANDO ABERTAMENTE SOBRE SUICÍDIO FALANDO ABERTAMENTE SOBRE SUICÍDIO MOMENTO DE DERRUBAR TABUS As razões podem ser bem diferentes, porém muito mais gente do que se imagina já teve uma intenção em comum. Segundo estudo realizado pela Unicamp,

Leia mais

TRAUMA PSÍQUICO ORIENTAÇÕES GERAIS AOS MÉDICOS NÚCLEO DE ESTUDOS E TRATAMENTO DO TRAUMA (NET-TRAUMA)

TRAUMA PSÍQUICO ORIENTAÇÕES GERAIS AOS MÉDICOS NÚCLEO DE ESTUDOS E TRATAMENTO DO TRAUMA (NET-TRAUMA) TRAUMA PSÍQUICO ORIENTAÇÕES GERAIS AOS MÉDICOS NÚCLEO DE ESTUDOS E TRATAMENTO DO TRAUMA (NET-TRAUMA) SERVIÇO DE PSIQUIATRIA HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE (HCPA) DEPARTAMENTO DE PSIQUIATRIA UNIVERSIDADE

Leia mais

A triagem como instrumento de comunicação entre Psicanálise e Psiquiatria

A triagem como instrumento de comunicação entre Psicanálise e Psiquiatria A triagem como instrumento de comunicação entre Psicanálise e Psiquiatria Thaís Augusto Gonçales Zanoni thaisagz.psi@gmail.com Psicóloga. Especialista em Saúde Mental, Psicopatologia e Psicanálise pela

Leia mais

Entrelaçamentos entre Arte e Interpretação na Clínica Extensa Leila Souza Alves de Araújo

Entrelaçamentos entre Arte e Interpretação na Clínica Extensa Leila Souza Alves de Araújo Entrelaçamentos entre Arte e Interpretação na Clínica Extensa Leila Souza Alves de Araújo Entrelaçamentos entre Arte e Interpretação é o que se busca promover a partir da realização do Projeto Transformador:

Leia mais

1 Nesta dissertação, será utilizada a sigla CDA para situar o local onde o trabalho foi desenvolvido.

1 Nesta dissertação, será utilizada a sigla CDA para situar o local onde o trabalho foi desenvolvido. 1 Introdução As demências, principalmente a do tipo Alzheimer, vêm despertando interesse no meio acadêmico. Os diferentes saberes como a Medicina, a Psicologia, a Antropologia, a Sociologia entre outros,

Leia mais

GRUPO DE ORIENTAÇÃO E INFORMAÇÃO AOS CUIDADORES DOS PORTADORES DE ALZHEIMER E PARKINSON GRUPO WIDA AMOR PERFEITO

GRUPO DE ORIENTAÇÃO E INFORMAÇÃO AOS CUIDADORES DOS PORTADORES DE ALZHEIMER E PARKINSON GRUPO WIDA AMOR PERFEITO GRUPO DE ORIENTAÇÃO E INFORMAÇÃO AOS CUIDADORES DOS PORTADORES DE ALZHEIMER E PARKINSON GRUPO WIDA AMOR PERFEITO A participação no Grupo de Orientação e Informação assemelha-se ao ninho de um pássaro que

Leia mais

ASSÉDIO MORAL: Por: Claudia Regina Martins Psicóloga Organizacional CRP 08/13638

ASSÉDIO MORAL: Por: Claudia Regina Martins Psicóloga Organizacional CRP 08/13638 ASSÉDIO MORAL: Por: Claudia Regina Martins Psicóloga Organizacional CRP 08/13638 DEFINIÇÕES Moral: É o conjunto de regras adquiridas através da cultura, da educação, da tradição e do cotidiano, e que orientam

Leia mais

Lidando com uma experiência difícil de parto e onde obter ajuda

Lidando com uma experiência difícil de parto e onde obter ajuda Lidando com uma experiência difícil de parto e onde obter ajuda Eu tive flashbacks dos momentos finais do parto por semanas e não pude parar de pensar nisto Eu culpo a mim mesma por não ter tido um bom

Leia mais

TÍTULO: A VIVÊNCIA DO PSICÓLOGO HOSPITALAR DIANTE DA HOSPITALIZAÇÃO DA CRIANÇA COM CÂNCER

TÍTULO: A VIVÊNCIA DO PSICÓLOGO HOSPITALAR DIANTE DA HOSPITALIZAÇÃO DA CRIANÇA COM CÂNCER TÍTULO: A VIVÊNCIA DO PSICÓLOGO HOSPITALAR DIANTE DA HOSPITALIZAÇÃO DA CRIANÇA COM CÂNCER CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: PSICOLOGIA INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO

Leia mais

Gestão de Redes Sociais

Gestão de Redes Sociais Gestão de Redes Sociais Célia Schlithler Introdução Gerir é administrar, dirigir, governar. Então seria este o termo mais apropriado para as redes sociais? Do mesmo modo que governança, este termo está

Leia mais

Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar - PNHAH

Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar - PNHAH Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar - PNHAH Relacionamento Inter-Pessoal na Prática Hospitalar End.: www.tenenbaum.com.br Fonte: Centro de Medicina Psicossomática e Psicologia Médica

Leia mais

AS TRANSIÇÕES FEMININAS DA PUBERDADE E DA MENOPAUSA: ASPECTOS CLÍNICOS E DE PESQUISA Coordenadora: Carmen Lúcia Souza (USP) clucia@uol.com.

AS TRANSIÇÕES FEMININAS DA PUBERDADE E DA MENOPAUSA: ASPECTOS CLÍNICOS E DE PESQUISA Coordenadora: Carmen Lúcia Souza (USP) clucia@uol.com. MESA 4 AS TRANSIÇÕES FEMININAS DA PUBERDADE E DA MENOPAUSA: ASPECTOS CLÍNICOS E DE PESQUISA Coordenadora: Carmen Lúcia Souza (USP) clucia@uol.com.br Relatores: Carmen Lúcia Souza Izilda Malta Torres Ruth

Leia mais

Entrevista com Dr. Alcides de Souza

Entrevista com Dr. Alcides de Souza Entrevista com Dr. Alcides de Souza sexta-feira, fevereiro 04, 2011 http://nucleotavola.com.br/revista/entrevista-com-dr-alcides-de-souza/ por Lucas Arantes e Luis Fernando S. Souza-Pinto A entrevista

Leia mais

DEPRESSÃO CONHECENDO SEU INIMIGO

DEPRESSÃO CONHECENDO SEU INIMIGO DEPRESSÃO CONHECENDO SEU INIMIGO E- BOOK GRATUITO Olá amigo (a), A depressão é um tema bem complexo, mas que vêm sendo melhor esclarecido à cada dia sobre seu tratamento e alívio. Quase todos os dias novas

Leia mais

Nesse E-Book você vai aprender a lidar com aquelas situações chatas da nossa vida como psicólogos iniciantes em que tudo parece dar errado!

Nesse E-Book você vai aprender a lidar com aquelas situações chatas da nossa vida como psicólogos iniciantes em que tudo parece dar errado! Nesse E-Book você vai aprender a lidar com aquelas situações chatas da nossa vida como psicólogos iniciantes em que tudo parece dar errado! Aqueles primeiros momentos em que tudo que fazemos na clínica

Leia mais

JOSÉ RAIMUNDO Brasil. Edição do dia 14/09/2012 14/09/2012 22h31 - Atualizado em 25/09/2012 22h48

JOSÉ RAIMUNDO Brasil. Edição do dia 14/09/2012 14/09/2012 22h31 - Atualizado em 25/09/2012 22h48 Entenda como funciona a terapia pela imposição das mãos http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2012/09/entenda-como-funciona-terapia-pela-imposicao-dasmaos.html (assista ao vídeo com a reportagem completa)

Leia mais

O IDOSO EM CONTEXTO INSTITUCIONAL DE CURTA E LONGA PERMANÊNCIA

O IDOSO EM CONTEXTO INSTITUCIONAL DE CURTA E LONGA PERMANÊNCIA O IDOSO EM CONTEXTO INSTITUCIONAL DE CURTA E LONGA PERMANÊNCIA Aline Arruda da Fonseca Maria do Socorro Lemos de Oliveira Maria Isabel Alves Batista Oliveira Samara Melo Silva Thiago dos Santos Aguiar

Leia mais

PSICÓLOGO 1 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS QUESTÕES DE 11 A 35. 11. Sobre a Entrevista Motivacional (EM), é INCORRETO afirmar:

PSICÓLOGO 1 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS QUESTÕES DE 11 A 35. 11. Sobre a Entrevista Motivacional (EM), é INCORRETO afirmar: PSICÓLOGO 1 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS QUESTÕES DE 11 A 35 11. Sobre a Entrevista Motivacional (EM), é INCORRETO afirmar: a) O objetivo principal da EM é auxiliar nos processos de mudanças comportamentais,

Leia mais

Terapia cognitiva da esquizofrenia. IX Jornada CELPCYRO Porto Alegre, junho 2012

Terapia cognitiva da esquizofrenia. IX Jornada CELPCYRO Porto Alegre, junho 2012 Terapia cognitiva da esquizofrenia IX Jornada CELPCYRO Porto Alegre, junho 2012 Terapia cognitiva e as medicações Parte do trabalho da TCC é promover o aumento da adesão à medicação. As evidências de melhora

Leia mais

Dependência Química. Por que algumas pessoas ficam dependentes de drogas e outras não?

Dependência Química. Por que algumas pessoas ficam dependentes de drogas e outras não? Dependência Química Por que algumas pessoas ficam dependentes de drogas e outras não? Os fatores relacionados ao desenvolvimento da dependência química são variados. O fator genético está bem estabelecido.

Leia mais

Fonte: Jornal Carreira & Sucesso - 151ª Edição

Fonte: Jornal Carreira & Sucesso - 151ª Edição IDENTIFICANDO A DEPRESSÃO Querida Internauta, Lendo o que você nos escreveu, mesmo não sendo uma profissional da área de saúde, é possível identificar alguns sintomas de uma doença silenciosa - a Depressão.

Leia mais

GRUPO OPERATIVO: ADOLESCENTES EM FASE DE PRÉ- VESTIBULAR¹ RESUMO

GRUPO OPERATIVO: ADOLESCENTES EM FASE DE PRÉ- VESTIBULAR¹ RESUMO GRUPO OPERATIVO: ADOLESCENTES EM FASE DE PRÉ- VESTIBULAR¹ MOREIRA, Andressa Becker²; VISENTINI, Danielle Machado ²; GONÇALVES, Camila dos Santos³ 1 Trabalho sobre relato de experiência de estágio _UNIFRA

Leia mais

Entrevista 2.21- Vera

Entrevista 2.21- Vera Entrevista 2.21- Vera (Bloco A - Legitimação da entrevista onde se clarificam os objectivos do estudo, se contextualiza a realização do estudo e participação dos sujeitos e se obtém o seu consentimento)

Leia mais

Casa de Apoio Médico e Psicológico

Casa de Apoio Médico e Psicológico ÍNDICE INTRODUÇÃO 02 I CONCEITO 03 II FASES DE PROGRESSÃO DA DEPENDÊNCIA 04 QUÍMICA III TRATAMENTO 05 IV PROCESSO DE RECUPERAÇÃO 06 V RECAÍDA 08 VI CO-DEPENDÊNCIA 11 1 A Dependência Química (DQ) é uma

Leia mais

A Dança na Terceira Idade

A Dança na Terceira Idade A Dança na Terceira Idade Bárbara Costa Carolina Miguel Leonardo Delarete Pimenta Na terceira idade, geralmente, o ser humano sofre algumas alterações de um declínio geral no aspecto biopsicossocial. Como

Leia mais

A CONTRIBUIÇÃO DA MUSICOTERAPIA NO TRATAMENTO DE PACIENTES DEPRESSIVOS *

A CONTRIBUIÇÃO DA MUSICOTERAPIA NO TRATAMENTO DE PACIENTES DEPRESSIVOS * A CONTRIBUIÇÃO DA MUSICOTERAPIA NO TRATAMENTO DE PACIENTES DEPRESSIVOS * Camila Lima e Silva.. Musicoterapeuta pela Universidade Federal de Goiás.. Musicoterapeuta no Despertar Núcleo Educacional e Terapêutico.

Leia mais

Área temática: Enfermagem CÂNCER NA ADOLESCÊNCIA: SENTIMENTOS DOS PORTADORES E PAPEIS DE FAMILIARES E ENFERMEIROS

Área temática: Enfermagem CÂNCER NA ADOLESCÊNCIA: SENTIMENTOS DOS PORTADORES E PAPEIS DE FAMILIARES E ENFERMEIROS Área temática: Enfermagem CÂNCER NA ADOLESCÊNCIA: SENTIMENTOS DOS PORTADORES E PAPEIS DE FAMILIARES E ENFERMEIROS Graziela Silva do Nascimento Discente do curso de Enfermagem da UFPB. E-mail: graziela_nascimento_@hotmail.com

Leia mais

SUPERANDO A DEPRESSÃO RESUMO

SUPERANDO A DEPRESSÃO RESUMO SUPERANDO A DEPRESSÃO Andreza do Ouro Corrêa - andreza.correa@ymail.com Mayara Cristina Costa Mariângela Pinto da Silva Gislaine Lima da Silva - gilisilva@ig.com.br Curso de Psicologia Unisalesiano/ Lins

Leia mais

REVISITANDO A TEORIA DO SETTING TERAPÊUTICO

REVISITANDO A TEORIA DO SETTING TERAPÊUTICO REVISITANDO A TEORIA DO SETTING TERAPÊUTICO 2012 Letícia Machado Moreira Psicóloga, em formação psicanalítica pelo IEPP leticiamachadomoreira@gmail.com Cristiane Silva Esteves Psicóloga. Especialista em

Leia mais

Experiências de Re-criação Musical e Composição Musical em Musicoterapia: estratégias de enfrentamento ao estresse?

Experiências de Re-criação Musical e Composição Musical em Musicoterapia: estratégias de enfrentamento ao estresse? Experiências de Re-criação Musical e Composição Musical em Musicoterapia: estratégias de enfrentamento ao estresse? SILVA, Fernanda Ortins 1 ; CRAVEIRO DE SÁ, Leomara. Mestrado em Música / Escola de Música

Leia mais

Manual de Aplicação do Jogo da Escolha. Um jogo terapêutico para jovens usuários de drogas

Manual de Aplicação do Jogo da Escolha. Um jogo terapêutico para jovens usuários de drogas Manual de Aplicação do Jogo da Escolha Um jogo terapêutico para jovens usuários de drogas 1 1. Como o jogo foi elaborado O Jogo da Escolha foi elaborado em 1999 pelo Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO ESTAGIÁRIO-BRINQUEDISTA NA BRINQUEDOTECA HOSPITALAR

A IMPORTÂNCIA DO ESTAGIÁRIO-BRINQUEDISTA NA BRINQUEDOTECA HOSPITALAR 7. CONEX Apresentação Oral-Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: EDUCAÇÃO A IMPORTÂNCIA DO ESTAGIÁRIO-BRINQUEDISTA NA BRINQUEDOTECA HOSPITALAR Juliane Morais 1 Mariane Mendes 2 Ercília Maria Angeli de Paula

Leia mais

TERAPIA FAMILIAR SISTÉMICA: UMA BREVE INTRODUÇÃO AO TEMA

TERAPIA FAMILIAR SISTÉMICA: UMA BREVE INTRODUÇÃO AO TEMA TERAPIA FAMILIAR SISTÉMICA: UMA BREVE INTRODUÇÃO AO TEMA 2011 Trabalho de Curso no âmbito da cadeira Modelos Sistémicos, do Mestrado Integrado em Psicologia na Universidade de Coimbra Pedro Nuno Martins

Leia mais

Um outro objetivo ajudar os doentes a atingirem a aceitação da vida vivida e a aceitarem morte! Ter medo da morte é humano

Um outro objetivo ajudar os doentes a atingirem a aceitação da vida vivida e a aceitarem morte! Ter medo da morte é humano CUIDADOS PALIATIVOS A diversidade das necessidades da pessoa humana em sofrimento intenso e em fim de vida encerram, em si mesmo, uma complexidade de abordagens de cuidados de Saúde a que só uma equipa

Leia mais

CENTRO DE TERAPIA INTENSIVA ADULTO

CENTRO DE TERAPIA INTENSIVA ADULTO CENTRO DE TERAPIA INTENSIVA ADULTO O que fazer para ajudar seu familiar quando ele se encontra na UTI Versão eletrônica atualizada em Abril 2010 A unidade de terapia intensiva (UTI) é um ambiente de trabalho

Leia mais

GRADE E CONTEÚDO PROGRAMÁTICO/ DATAS E HORÁRIOS. C/H: 8 horas. Data/horário: 29/06 e 30/06 das 18:30 às 22:30 (2ª e 3ª)

GRADE E CONTEÚDO PROGRAMÁTICO/ DATAS E HORÁRIOS. C/H: 8 horas. Data/horário: 29/06 e 30/06 das 18:30 às 22:30 (2ª e 3ª) GRADE E CONTEÚDO PROGRAMÁTICO/ DATAS E HORÁRIOS MÓDULO I: PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO C/H: 8 horas. Data/horário: 29/06 e 30/06 das 18:30 às 22:30 (2ª e 3ª) 04/07 das 8 às 16h (sábado). Bibliografia

Leia mais

TÍTULO: PSICODRAMA: POSSIBILIDADES DE INTERVENÇÕES COM PACIENTES PSIQUIÁTRICOS DENTRO DE UM SERVIÇO DE SAÚDE PÚBLICA

TÍTULO: PSICODRAMA: POSSIBILIDADES DE INTERVENÇÕES COM PACIENTES PSIQUIÁTRICOS DENTRO DE UM SERVIÇO DE SAÚDE PÚBLICA TÍTULO: PSICODRAMA: POSSIBILIDADES DE INTERVENÇÕES COM PACIENTES PSIQUIÁTRICOS DENTRO DE UM SERVIÇO DE SAÚDE PÚBLICA CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: PSICOLOGIA INSTITUIÇÃO:

Leia mais

A seguir enumeramos algumas caracteristicas do TBH:

A seguir enumeramos algumas caracteristicas do TBH: OQUEÉOTRANSTORNOBIPOLARDO HUMOR(TBH)? O transtorno bipolar do humor (também conhecido como psicose ou doença maníaco-depressiva) é uma doença psiquiátrica caracterizada por oscilações ou mudanças de humor

Leia mais

CONHECENDO A PSICOTERAPIA

CONHECENDO A PSICOTERAPIA CONHECENDO A PSICOTERAPIA Psicólogo Emilson Lúcio da Silva CRP 12/11028 2015 INTRODUÇÃO Em algum momento da vida você já se sentiu incapaz de lidar com seus problemas? Se a resposta é sim, então você não

Leia mais

A CONTRIBUIÇÃO DO BRINCAR NA HOSPITALIZAÇÃO DE CRIANÇAS HOSPITALIZADAS COM CÂNCER 1

A CONTRIBUIÇÃO DO BRINCAR NA HOSPITALIZAÇÃO DE CRIANÇAS HOSPITALIZADAS COM CÂNCER 1 A CONTRIBUIÇÃO DO BRINCAR NA HOSPITALIZAÇÃO DE CRIANÇAS HOSPITALIZADAS COM CÂNCER 1 REIS, Thamiza L. Da Rosa dos 2 ; BIN, Aline 3 ; ANTUNES, Bibiana Sales 4 ; FERREIRA, Emanuelli Manico 5 1 Trabalho de

Leia mais

Universidade Estadual de Campinas Faculdade de Ciências Médicas Zeferino Vaz Departamento de Medicina Preventiva e Social. Lillyan Justino Tanaka

Universidade Estadual de Campinas Faculdade de Ciências Médicas Zeferino Vaz Departamento de Medicina Preventiva e Social. Lillyan Justino Tanaka Universidade Estadual de Campinas Faculdade de Ciências Médicas Zeferino Vaz Departamento de Medicina Preventiva e Social Lillyan Justino Tanaka Comorbidade em pessoas com transtorno mental: perfil crescente

Leia mais

A Saúde mental é componente chave de uma vida saudável.

A Saúde mental é componente chave de uma vida saudável. Transtornos mentais: Desafiando os Preconceitos Durante séculos as pessoas com sofrimento mental foram afastadas do resto da sociedade, algumas vezes encarcerados, em condições precárias, sem direito a

Leia mais

SINTO QUE NINGUÉM GOSTA DE MIM SENDO GORDA! : CONHECENDO SENTIMENTOS DE OBESOS PARTICIPANTES EM UM GRUPO DE APOIO

SINTO QUE NINGUÉM GOSTA DE MIM SENDO GORDA! : CONHECENDO SENTIMENTOS DE OBESOS PARTICIPANTES EM UM GRUPO DE APOIO 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 SINTO QUE NINGUÉM GOSTA DE MIM SENDO GORDA! : CONHECENDO SENTIMENTOS DE OBESOS PARTICIPANTES EM UM GRUPO DE APOIO Aliny de Lima Santos 1, Rafaela Pasquali

Leia mais

I - A evolução da Psicanálise

I - A evolução da Psicanálise Necessidades e cuidados no setting. Rosa M. C. Reis. Membro Efetivo da SPRJ - Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro FEBRAPSI Federação Brasileira de Psicanálise IPA - International Association Psychoanalytical

Leia mais

Folheto Informativo, Vol. 4, n.º 21. idos pais. Associação

Folheto Informativo, Vol. 4, n.º 21. idos pais. Associação Folheto Informativo, Vol. 4, n.º 21. idos pais Associação promoção do desenvolvimento, tratamento e prevenção da saúde mental Associação Edição online gratuita i dos pais. Folheto Informativo. Vol. 4,

Leia mais

COMO AJUDAR QUEM PERDEU PESSOAS QUERIDAS

COMO AJUDAR QUEM PERDEU PESSOAS QUERIDAS COMO AJUDAR QUEM PERDEU PESSOAS QUERIDAS OPÇÕES DE LOGO 1. Psicotraumatologia Clínica 2. PSICOTRAUMATOLOGIA CLÍNICA psicotraumatologia clínica Todos já perdemos ou perderemos pessoas queridas e, geralmente,

Leia mais

Estudo de Caso. Cliente: Rafael Marques. Coach: Rodrigo Santiago. Duração do processo: 12 meses

Estudo de Caso. Cliente: Rafael Marques. Coach: Rodrigo Santiago. Duração do processo: 12 meses Estudo de Caso Cliente: Rafael Marques Duração do processo: 12 meses Coach: Rodrigo Santiago Minha idéia inicial de coaching era a de uma pessoa que me ajudaria a me organizar e me trazer idéias novas,

Leia mais

Seminários Psicanalíticos 2014

Seminários Psicanalíticos 2014 Seminários Psicanalíticos 2014 CONSIDERAÇÕES SOBRE O MUNDO MENTAL BODERLINE: Teoria e manejo técnico Mara Guimarães Pereira Lima Degani Breve histórico Borderline = Limítrofe = Fronteiriço Conhecidos também

Leia mais

Estudo de Casos. Alexandre Pereira

Estudo de Casos. Alexandre Pereira Estudo de Casos Alexandre Pereira Caso 1 Cena 1: Dona Ivone de 54 anos é encaminhada pelo seu clínico para um serviço de psiquiatria no hospital universitário da cidade onde mora. A paciente é acolhida

Leia mais

A REALIZAÇÃO DO PSICODIAGNÓSTICO COMO PROCESSO COMPREENSIVO: ESTUDO DE CASO COM UMA PRÉ-ADOLESCENTE (2012) 1

A REALIZAÇÃO DO PSICODIAGNÓSTICO COMO PROCESSO COMPREENSIVO: ESTUDO DE CASO COM UMA PRÉ-ADOLESCENTE (2012) 1 A REALIZAÇÃO DO PSICODIAGNÓSTICO COMO PROCESSO COMPREENSIVO: ESTUDO DE CASO COM UMA PRÉ-ADOLESCENTE (2012) 1 LAUERMANN, Jusiene Denise 2 ; BOTTOLI, Cristiane 3 1 Trabalho de Estágio _UNIFRA 2 Curso de

Leia mais

Sumário. Prefácio... 7 Nota do autor... 9. Parte 1: A natureza da depressão 1. A experiência da depressão... 13 2. Causas da depressão...

Sumário. Prefácio... 7 Nota do autor... 9. Parte 1: A natureza da depressão 1. A experiência da depressão... 13 2. Causas da depressão... Sumário Prefácio... 7 Nota do autor... 9 Parte 1: A natureza da depressão 1. A experiência da depressão... 13 2. Causas da depressão... 27 Parte 2: Passado doloroso 3. Entenda o passado... 45 4. Lide com

Leia mais

A PRÁTICA DA ATIVIDADE FÍSICA: SERÁ QUE EU CONSIGO? UM ENFOQUE PSICOLÓGICO 1

A PRÁTICA DA ATIVIDADE FÍSICA: SERÁ QUE EU CONSIGO? UM ENFOQUE PSICOLÓGICO 1 A PRÁTICA DA ATIVIDADE FÍSICA: SERÁ QUE EU CONSIGO? UM ENFOQUE PSICOLÓGICO 1 Márcia Pilla do Valle 2 Todos sabemos que a prática de uma atividade física é fundamental para a saúde do indivíduo. Cada vez

Leia mais

10º FÓRUM DE EXTENSÃO E CULTURA DA UEM

10º FÓRUM DE EXTENSÃO E CULTURA DA UEM 10º FÓRUM DE EXTENSÃO E CULTURA DA UEM PROJETO INTERINSTITUCIONAL SAÚDE, EDUCAÇÃO E CIDADANIA: APOIO PSICOSSOCIAL AS FAMÍLIAS POR MEIO DA PARTICIPAÇÃO DE PAIS EM GRUPOS DE REFLEXÃO Daniela Cristina Grégio

Leia mais

Política Nacional de Saúde do Homem

Política Nacional de Saúde do Homem Política Nacional de Saúde do Homem O Ministério da Saúde lançou a Política Nacional de Saúde do Homem. O objetivo é facilitar e ampliar o acesso da população masculina aos serviços de saúde. A iniciativa

Leia mais

TÍTULO: ADOÇÃO TARDIA E SEU IMPACTO NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO HUMANO: UM ESTUDO DE CASO.

TÍTULO: ADOÇÃO TARDIA E SEU IMPACTO NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO HUMANO: UM ESTUDO DE CASO. TÍTULO: ADOÇÃO TARDIA E SEU IMPACTO NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO HUMANO: UM ESTUDO DE CASO. CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: PSICOLOGIA INSTITUIÇÃO: FACULDADES DE DRACENA

Leia mais

FACULDADE DE ARAPOTI FATI PROJETO E REGULAMENTO DO NÚCLEO DE ATENDIMENTO PSICOPEDAGÓGICO FACULDADE DE ARAPOTI - FATI

FACULDADE DE ARAPOTI FATI PROJETO E REGULAMENTO DO NÚCLEO DE ATENDIMENTO PSICOPEDAGÓGICO FACULDADE DE ARAPOTI - FATI FACULDADE DE ARAPOTI FATI PROJETO E REGULAMENTO DO NÚCLEO DE ATENDIMENTO PSICOPEDAGÓGICO FACULDADE DE ARAPOTI - FATI ARAPOTI-PR 2011 1. APRESENTAÇÃO Vive-se um momento único onde o poder do conhecimento

Leia mais

RELACIONAMENTO TERAPÊUTICO ENTRE ENFERMEIRO E PACIENTE TRANSPLANTADO CARDÍACO: FORÇA VITAL PARA A HUMANIZAÇÃO

RELACIONAMENTO TERAPÊUTICO ENTRE ENFERMEIRO E PACIENTE TRANSPLANTADO CARDÍACO: FORÇA VITAL PARA A HUMANIZAÇÃO RELACIONAMENTO TERAPÊUTICO ENTRE ENFERMEIRO E PACIENTE TRANSPLANTADO CARDÍACO: FORÇA VITAL PARA A HUMANIZAÇÃO O transplante cardíaco é uma forma de tratamento para os pacientes com insuficiência cardíaca

Leia mais

DEPRESSÃO NO ÂMBITO DA. Felicialle Pereira da Silva Nov. 2015

DEPRESSÃO NO ÂMBITO DA. Felicialle Pereira da Silva Nov. 2015 DEPRESSÃO NO ÂMBITO DA SEGURANÇA PÚBLICA Felicialle Pereira da Silva Nov. 2015 Ser humano x Humor VARIAÇÕES : SIM( X) NÃO( ) EXTREMOS: SIM( ) NÃO( X) CONTROLE Sensações normais Saúde mental x doença mental

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO COM O GRUPO DE PROFESSORES NO CONTEXTO ESCOLAR

A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO COM O GRUPO DE PROFESSORES NO CONTEXTO ESCOLAR A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO COM O GRUPO DE PROFESSORES NO CONTEXTO ESCOLAR Bruna Gonzalez Machado * Mara Regina Nieckel da Costa ** RESUMO: O presente artigo tem como proposta discutir a importância do trabalho

Leia mais

ADAPTAÇÃO ESCOLAR. O início da vida escolar: da dependência familiar para autonomia social

ADAPTAÇÃO ESCOLAR. O início da vida escolar: da dependência familiar para autonomia social ADAPTAÇÃO ESCOLAR O início da vida escolar: da dependência familiar para autonomia social Lélia de Cássia Faleiros* Esse tema ADAPTAÇÃO ESCOLAR - tem sido motivo de grandes inquietações, principalmente

Leia mais

PROVA OBJETIVA. 17 O psicólogo que atua em uma instituição pode fazer. 18 O autocontrole e a disciplina são os elementos que determinam

PROVA OBJETIVA. 17 O psicólogo que atua em uma instituição pode fazer. 18 O autocontrole e a disciplina são os elementos que determinam SESFUBMULT_P_06N8977 De acordo com o comando a que cada um dos itens a seguir se refira, marque, na folha de respostas, para cada item: o campo designado com o código C, caso julgue o item CERTO; ou o

Leia mais

CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA GERAL E ANÁLISE DO COMPORTAMENTO PSICOLOGIA CLÍNICA NA ANÁLISE DO COMPORTAMENTO ANSIEDADE

CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA GERAL E ANÁLISE DO COMPORTAMENTO PSICOLOGIA CLÍNICA NA ANÁLISE DO COMPORTAMENTO ANSIEDADE CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA GERAL E ANÁLISE DO COMPORTAMENTO PSICOLOGIA CLÍNICA NA ANÁLISE DO COMPORTAMENTO ANSIEDADE Gabriele Gris Kelly Cristina da Silva Cardoso Luciana

Leia mais

O PSICÓLOGO NO CONTEXTO HOSPITALAR: UMA VISÃO PSICODRAMÁTICA

O PSICÓLOGO NO CONTEXTO HOSPITALAR: UMA VISÃO PSICODRAMÁTICA Por Maria Cristina E. Salto O PSICÓLOGO NO CONTEXTO HOSPITALAR: UMA VISÃO PSICODRAMÁTICA I- HOSPITAL BREVE HISTÓRICO "O mundo fere todas as pessoas, mas depois, muitas se tornam fortes nos lugares feridos..."

Leia mais

1. INTRODUÇÃO. 2. Preparação para sua discussão com seu médico

1. INTRODUÇÃO. 2. Preparação para sua discussão com seu médico 1. INTRODUÇÃO Artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica que pode afetar diferentes áreas da vida.1 Como parte do controle de longo prazo da AR, seu médico* irá ajudá-lo a controlar melhor

Leia mais