Fruticultura. A Cultura do Abacate. Nome Cultura do Abacate Produto Informação Tecnológica Data Abril Preço - Linha Fruticultura Resenha

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1 1 de 9 10/16/aaaa 11:29 Fruticultura A Cultura do Abacate Nome Cultura do Abacate Produto Informação Tecnológica Data Abril Preço - Linha Fruticultura Resenha Informações resumidas sobre a Cultura do Abacate Autor(es) Eng.º Agro Ruben Ramalho Sobrinho Fruticultura A Cultura do Abacate Menu Introdução Variedades Polinização Clima Escolha e Preparo do Solo Época de Plantio Espaçamento Propagação Adubação Pragas e doenças Rendimento e Colheira Comercialização Bibliografia 1 - Introdução O abacate é uma fruta tropical de alto valor para a alimentação humana, contendo importantes vitaminas e sais minerais. O seu cultivo é possível em diversos climas, desde que observada a origem da raça a ser cultivada.

2 2 de 9 10/16/aaaa 11: Variedades Selecionar variedades que melhor preencham as finalidades da exploração e que se adaptem às condições locais de clima e solo. As variedades mais indicadas estão relacionadas no quadro 1. Quadro 1. Características de diversos cultivares de abacateiro Cultivar Raça Grupo Época de Maturação Fuerte M x G - março a junho Hass G - junho a setembro Pollock A B janeiro a abril Simmonds A B fevereiro a março Princesa A A março Waldin A A março a abril Westin A x G B abril a maio Bertanha G x A B abril a maio Fortuna A x G B abril a julho Herculano G x A B abril a maio Quintal A x G B maio a julho Paulista G x A A maio a julho Linda G B junho a agosto Wagner G A agosto a setembro Emor G x A B agosto a outubro Solano G x A B setembro a outubro Ouro Verde - A setembro a outubro A: Antilhano G: Guatemalense Para exportação, as variedades recomendadas são a Fuerte e a Hass. Outros cultivares podem ser plantados. Procure se informar consultando um extensionista da EMATER MG. Os abacateiros são identificados em três raças, conforme suas origens: Características Antilhana Guatemalense Mexicana Cheiram como a Folhas erva-doce (anis) Sem aroma e tamanho Sem aroma, tamanho de 15 quando esmagadas, de 20 cm a 18 cm tamanho de 8 a 10 cm Época de florescimento agosto setembro setembro- outubro julho agosto Estação de amadurecimento dezembro março março setembro dezembro abril Tempo entre a formação do fruto e a 5 a 8 meses 10 a 13 meses 6 a 8 meses maturação Tamanho dos frutos 400 a g 200 a g 50 a 400 g Textura da casca Coriácea Grossa e quebradiça Macia e fina Teor de óleo Baixo Médio a alto Médio a alto Origem (altitude) m m m Resistência ao frio Pouca Média Alta Resistência à geada Baixa Resistência

3 Susceptibilidade para geada Alta (- 2,5 oc) Média (- 4,0 oc) Baixa (- 5,5 oc) (planta adulta) Vida pós-colheita Baixa Alta Média Tolerância à alcalinidade Alta Média Baixa Tolerância à salinidade Alta Média Baixa Outras Conhecidos por comum ou manteiga. Brotação quase bronzeada. Frutos com pedúnculo curto Pedúnculo comprido. Brotos quase sempre bronzeados. Frutos grandes, casca grossa, geralmente rugosas. Frutos pequenos. Pedúnculo curto. Casca sempre fina e lisa. Brotos de coloração verde-clara. Os híbridos resultantes de cruzamentos naturais entre as diferentes raças têm, conforme sua origem, exigências climáticas diferenciadas Polinização As flores do abacateiro apresentam o fenômeno chamado dicogamia protogínica, que consiste na maturação do órgão feminino anteriormente à do masculino, em horas diferentes do dia. Portanto, para que ocorram a polinização e conseqüentemente a frutificação, há necessidade da presença de abacateiros diferentes quanto ao comportamento sexual (Grupo A e Grupo B). Recomenda-se o plantio intercalado de cultivares dos Grupos A e B que floresçam na mesma época, para assegurar uma polinização mais eficiente das flores. Em condições normais, essas características estão especificadas a seguir: Dia Período Tipo A Tipo B Manhã Flores abertas com estigmas receptivos 1º dia 2º dia Tarde Flores Fechadas Flores abertas com estigmas receptivos Noite Flores Fechadas Flores Fechadas Manhã Tarde Flores Fechadas As flores abrem novamente com estames deiscentes Flores abertas com estigmas receptivos A autofecundação pode ocorrer. Porém a participação dos insetos é fundamental, principalmente a das abelhas, sendo inclusive recomendada a instalação de colméias nos pomares. 3 de 9 10/16/aaaa 11:29

4 4 de 9 10/16/aaaa 11: Clima A temperatura é um dos fatores mais importante, porque os invernos rigorosos são limitantes ao cultivo comercial. Os cultivares da raça Mexicana são os mais recomendados às regiões de invernos frios, seguidos pelos cultivares Guatemalenses. Os cultivares da raça Antilhana não devem ser plantados em regiões de clima frio. Chuvas em torno de mm anuais são suficientes para o abacateiro, desde que sejam bem distribuídos durante o ano. O excesso durante o período de florescimento e frutificação, além de reduzir a produção, prejudica a qualidade dos frutos. Os cultivares precoces devem ser plantados em regiões mais quentes para acentuar a precocidade, e os cultivares tardios devem ser plantados em regiões mais frias, onde a colheita dos frutos poderá ser retardada ainda mais Escolha e Preparo do Solo Preferencialmente, instalar a cultura em solos leves, profundos, bem drenados. Solos encharcados predispõem as plantas à gomose ou podridão-do-pé. Escolher terrenos planos ou pouco ondulados. A inclinação não deve exceder a 10% para facilitar a mecanização. O controle da erosão deve iniciar-se com a marcação das linhas de nível. Evitar locais de ventos fortes e constantes, porque causam desfolhamento, queda dos frutos, quebra de ramos e dificuldades na polinização por insetos. Preparar o solo fazendo-se uma aração profunda seguida de gradeação. O alinhamento é de acordo com a topografia, podendo ser em curva de nível, terraços ou banquetas, evitamdo-se assim os prejuízos causados pela erosão. Para o plantio, abrem-se covas de 40 x 40 x 40 cm.

5 5 de 9 10/16/aaaa 11: Época de Plantio A mais indicada é a que coincide com o início das chuvas, o que propicia condições favoráveis a um rápido desenvolvimento vegetativo. Após o plantio, as mudas deverão ser parcialmente sombreadas, para se evitarem queimaduras do caule e diminuir a transpiração. 7 - Espaçamento Variedade de porte alto x 10 metros Variedade de porte baixo x 8 metros Plantio adensado: 10 x 5 metros. Quando houver prejuízo provocado pelo adensamento, eliminar uma planta na linha. Nesses casos, o custo de implantação é muito elevado. 8 -Propagação A propagação do abacateiro pode ser feita com uso sementes ou de estacas (enxertia). Por meio de sementes não é recomendada, tendo em vista a variação que ocorre nas plantas obtidas e no retardamento do início da produção. Recomenda-se adquirir mudas enxertadas, produzidas por viveiristas idôneos, devidamente registrados no Ministério da Agricultura ou na Secretaria de Agricultura do Estado. Não adquirir mudas de vendedores ambulantes. Uma boa muda deve: ter o enxerto feito entre 5 a 10 cm de altura, medidas a partir do colo da planta; apresentar diâmetro do enxerto o mínimo de 1 cm, não apresentando diferença de mais de 0,5 cm entre os diâmetros do enxerto e do porta-enxerto, medidas a 5 cm do ponto de enxertia; comprimento total a partir do colo de 30 a 50 cm; ter haste, ereta e perfeita e estar isenta de pragas e moléstias; ter idade inferior a 12 meses, considerando desde a semeadura do porta-enxerto;

6 6 de 9 10/16/aaaa 11:29 ser comercializado em torrões acondicionados em laminados ou equivalentes com 15 cm de diâmetro de 30 cm de altura. 9 - Adubação A análise do solo é fundamental para determinar a necessidade e as quantidades de calcario e adubos. Assim procedendo, economizam-se adubo, mão-de-obra, etc. As recomendações para a adubação do abacateiro preconizadas pela Comissão de Fertilidade do Solo do Estado de Minas Gerais são: Na Cova Esterco de Curral Cloreto de Potássio Superfosfato simples Fosfato de Araxá Pós-plantio: Sulfato de amônio ou nitrocálcio Cloreto de Potássio Quantidade 20 litros 50 g 600 g 2,5 kg 50 g em outubro 100 g em janeiro 50 g em março As adubações posteriores serão feitas de acordo com os resultados da análise de solo Pragas e Doenças O abacateiro é uma fruteira perseguida por numerosas pragas e doenças. O controle, quando executado em tempo hábil e de forma conveniente, não apresenta maiores problemas. As pragas mais importantes estão relacionadas a seguir: Pragas Partes atacadas Ácaro-das-gemas-florais Gemas florais Besouros Cochonilhas Coleobrocas Lagartas Folhas Folhas e frutos Tronco, ramos e frutos Folhas e frutos Observações Pulverizações com inseticidas específicos, após constatar a presença de ácaros. Pulverizações com inseticidas específicos, após constatar a presença do inseto. Pulverizações com inseticidas específicos, após constatar a presença da cochonilha. Eliminar os ramos atacados. Pulverizações com inseticidas específicos, após constatar a presença de lagartas. As doenças que mais causam danos estão especificadas a seguir:

7 7 de 9 10/16/aaaa 11:29 Doenças Antracnose Cercosporiose Gomose Partes atacadas Folhas, ramos, inflorescências e frutos Folhas, inflorescências e frutos Raízes, colo e tronco Murcha-de-verticilium Folhas e ramos Oídio Verrugose Folhas e flores Folhas, frutos e eventualmente ramos Observações Pulverizações com fungicidas específicos, quando da abertura das primeiras flores. Repetir quando os frutinhos tiverem 2 a 3 centímetros de comprimento. Pulverizações com fungicidas específicos, quando da abertura das primeiras flores. Repetir quando os frutinhos tiverem 2 a 3 centímetros de comprimento. Utilizar mudas sadias, escolher solos profundos e bem drenados, além de fazer o plantio alto. Utilizar mudas sadias, escolher solos profundos e bem drenados, além de fazer o plantio alto. Pulverizações com fungicidas específicos, quando da abertura das primeiras flores. Repetir quando os frutinhos tiverem 2 a 3 centímetros de comprimento. Pulverização geral da planta por ocasião da florada ou quando se verificar uma pulverulência cinza. Pulverizações com fungicidas específicos, quando da abertura das primeiras flores. Repetir quando os frutinhos tiverem 2 a 3 centímetros de comprimento. Para obter informações sobre o controle das pragas e doenças do abacateiro, consulte o extensionista da EMATER MG Rendimento e Colheita A produção comercial é considerada após o 4o ano de plantio para mudas enxertadas. Para um bom desenvolvimento das plantas, os frutos que surgirem do 2o ao 3o ano devem ser eliminados. O rendimento é variável e depende de cada cultivar. O número de frutos por árvore adulta varia de 200 a 800 em pomares bem tratados. A época de colheita se estende, praticamente, durante o ano todo, em vista do elevado número de cultivares plantados com diferentes épocas de safra, o que permite a obtenção de frutos em quase todos os meses. Não se deve deixar os frutos amadurecerem na planta, pois isso poderá favorecer a queda, causando danos, e dificultar o manuseio e transporte, tornando-os impróprios para a comercialização. A colheita do abacate é feita manualmente, devendo-se ter os seguintes cuidados: corte do pedúnculo deixando uma porção de 0,8 a 1,0 cm; não formar camadas de frutos, ou seja, não colocar frutos sobre frutos em várias camadas; uso de escadas; uso de sacolas de colheita; uso de varas de colheitas.

8 8 de 9 10/16/aaaa 11: Comercialização O abacate é classificado para ser comercializado. A classificação oficial não é feita, mas os produtores adotam a seguinte: Por tipos Frutos por caixa Tipo extra 18 a 35 Tipo especial 40 a 60 Tipo primeira 65 a 80 Número de frutos na boca da caixa Tipo extra 8 a 12 Tipo especial 13 a 16 Tipo primeira 17 a 20 O período de grande oferta do produto nas CEASAs é de março a maio e de oferta fraca ou ausência e escassez é de novembro e dezembro. A CEASA BH comercializa 74,3% da quantidade do abacate comercializado nas CEASAs estabelecidas em Minas Gerais Bibliografia CAMPOS, J. S. Abacaticultura Paulista. Campinas, Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, p. ( Boletim Técnico, 181) DONADIO, L. C. Abacate para exportação: aspectos técnicos da produção. Ministério da Agricultura, do Abastecimento e da Reforma Agrária, Secretaria de Desenvolvimento Rural, Programa de Apoio à Produção e Exportação de Frutas, Hortaliças, Flores e Plantas Ornamentais Brasília: EMBRAPA SPI, p. ( Série Publicações Técnicas FRUPEX; 2, 2a ed. rev. ampl.). GAYET, J. P... ( et al. ). Abacate para exportação: procedimentos de colheita e pós-colheita. Ministério da Agricultura, do Abastecimento e da Reforma Agrária, Secretaria de Desenvolvimento Rural, Programa de Apoio à Produção e Exportação de Frutas, Hortaliças, Flores e Plantas Ornamentais Brasília: EMBRAPA SPI, p. ( Série Publicações Técnicas FRUPEX; 15). KOLLER, O. C. Abacaticultura.. 2. Ed. Porto Alegre: Ed. da Universidade/ UFRGS, p.

9 9 de 9 10/16/aaaa 11:29 TEIXEIRA, G. C... Abacate: cultura, matéria-prima, processamento e aspectos econômicos. 2a ed. Ver. e ampl. Campinas, ITAL, p.

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