A governança corporativa e as novas tendências do mercado financeiro brasileiro

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A governança corporativa e as novas tendências do mercado financeiro brasileiro"

Transcrição

1 A governança corporativa e as novas tendências do mercado financeiro brasileiro Elaine da Silveira Leite (UFSCar) Resumo O crescimento da conscientização sobre Governança Corporativa (GC) é um fenômeno que tem chamado a atenção. Para compreender a difusão da GC no Brasil, é necessário associar o ambiente político ao econômico, desenhando as mudanças econômicas que levaram a financeirização, e o seu reflexo na dinâmica organizacional das empresas. Assim, notamos que a GC se concretiza atrelada a idéia de pulverização dos mercados de capitais para todos os segmentos da sociedade, e para isto conta com inúmeros aliados, entre eles, a Bovespa e o Novo Mercado. Este trabalho traz uma visão sobre as novas tendências financeiras que buscam atrair empresas, e popularizar o mercado de ações para a sociedade brasileira em geral. Assim a GC se torna um dos principais elementos de legitimidade das empresas nos dias atuais. Atuando como agente principal na construção de uma nova realidade organizacional. Palavras-chave: Governança Corporativa; engenharia financeira, mercado financeiro. 1. Introdução Assistimos a construção de uma nova realidade organizacional no Brasil; o ideário de shareholder ganha relevância, e pouco-a-pouco configura-se um espaço social no qual as empresas reclamam por maior transparência, eqüidade e respeito aos direitos dos acionistas minoritários. No Brasil, o ideário da GC surge atrelado ao contexto de redemocratização política, ressaltando a idéia de transparência como crítica a administração do governo militar; e vai se concretizando durante o governo Fernando Henrique Cardoso, a reboque do debate sobre privatização. Atualmente, este tema tem ganhado ainda mais relevância política, já que passou a ser associado a discussão em torno da criação e gestão dos fundos de pensão, item presente na agenda política do governo e dos sindicatos, bem como junto ao mundo empresarial e ao mercado de ações. Desta maneira, estimulando o interesse de diversos atores sociais os quais buscam sua legitimação e consolidação, a GC transformou-se em interessante objeto de estudo e tem instigado grande interesse científico, pois também se concretiza atrelada a idéia de pulverização dos mercados de capitais para todos os segmentos da sociedade. Este trabalho objetiva traçar uma visão sociológica sobre o desenvolvimento das novas tendências do mercado financeiro, com o intuito de atrair empresas, e popularizar o mercado de ações para a sociedade em geral. Para isto, foi realizada uma pesquisa bibliográfica sobre a GC para um maior embasamento teórico sobre a questão exposta, em consonância como uma leitura sobre a economia, pois a expansão dos mercados de capitais e a redefinição dos agentes econômicos implicam diretamente na Teoria das Organizações, ou seja, na estrutura das organizações que operam atualmente sobre a vigilância dos acionistas. Para finalizar, apresentamos algumas tendências que este movimento nos traz, principalmente, associado com o surgimento de novos produtos financeiros, conjuntamente com a explosão dos bancos comerciais. Como também, o grande empenho da Bovespa, neste sentido, apresentando algumas ações mais concretas, e, finalizando com uma discussão sobre a nova sociedade democrática e financeira no Brasil.

2 2. Mudanças Econômicas no mundo atual As grandes guerras mundiais da primeira metade do século XIX, assim como os conturbados anos do período entre guerras, como a crise dos anos 1930 e as hiperinflações de países europeus, provocaram grandes perturbações na economia de praticamente todos os países e, por conseguinte, nas relações econômicas internacionais. Esta época viu a dinamização das relações econômicas internacionais, tanto comerciais quanto financeiras. As autoridades da época alertavam que, talvez, o principal problema deste período tenha sido a ruptura do chamado padrão-ouro. Já ao final da Segunda Guerra Mundial mostrava-se necessário a existência de um novo sistema monetário internacional. Neste contexto foram criadas as quatro principais instituições econômicas do pós-guerra o sistema de taxas de câmbio de Bretton Woods; o Fundo Monetário Internacional; o Banco Mundial; e o Acordo Geral de Tarifas e Comércio. Assim, nas três décadas que se seguiram ao fim da Segunda Guerra Mundial, a economia e o comércio internacional prosperaram com base no dólar e no sistema de Bretton Woods. Este, porém, não pode ser mantido, pois já nos anos 50 sua sustentação era contestada. E, a partir da ruptura do sistema monetário internacional de Bretton Woods no início dos anos 70 e a substituição do antigo regime de taxas fixas de câmbio por uma de taxas flutuantes. Observa-se forte processo de desvalorização do dólar, gerando uma instabilidade cambial com efeitos perversos sobre os fluxos comerciais. Temos ainda, nos anos 70, importantes choques de oferta (matérias-primas), instabilizando ainda mais os fluxos comerciais. Os anos 80 marcaram uma ruptura, ocorre a crescente substituição do sistema baseado no crédito por um baseado no mercado de capitais. Ou seja, observamos o aumento da concorrência em função da perda de importância do setor bancário e do crescimento dos investidores institucionais; a liberalização financeira com crescente globalização e internacionalização dos mercados; inovações financeiras como a securitização das dívidas e os mecanismos de diminuição de risco (hedge-finance: futuros e opções). No início dos anos 90, observa-se um grande crescimento na liquidez mundial e maior fluidez do capital. Neste cenário os países em desenvolvimento, ainda com problemas de estabilização econômica e de dívida externa, aproveitaram o momento para entrar em movimentos liberalizantes com vistas a participar deste intenso fluxo internacional de capitais. Neste momento, vários países, como o Brasil, voltam a receber recursos externos. As principais formas de captação são: o lançamento de títulos no exterior; lançamento de ações de empresas nacionais no exterior; e investimento direto e dos fundos de investimento no mercado nacional Bolsa. Nota-se nesta fase uma nova segmentação do mercado, dentro da lógica de alteração do mercado financeiro que vem se observando em nível mundial, onde a atividade de intermediação financeira vem perdendo importância e vem crescendo o mercado de capitais: a colocação de títulos, a securitização da dívida e novas engenharias financeiras. No caso brasileiro, observamos um crescente direcionamento dos bancos para nichos específicos de mercado. Alguns continuam na atividade tradicional e se constituem como os bancos de varejo. Por outro lado, há o crescimento nos chamados bancos de negócios, cuja principal atuação vai no sentido da criação de títulos diferenciados para a colocação no mercado externo e interno, as chamadas engenharias financeiras. Outro ponto de destaque é o grande crescimento no período recente dos chamados investidores institucionais: fundos de pensão, as seguradoras e os fundos de investimento administrados pelos bancos. Outro aspecto importante é como vem se dando a entrada de recursos externos no Brasil no período recente através da bolsa de valores, constituição de fundos de investimento e colocação de títulos. Tudo bem sinalizado para um grande

3 desenvolvimento do mercado de capitais no futuro e uma dependência cada vez menor do crédito enquanto instrumento de financiamento. Observamos também, que o cenário econômico brasileiro apresentou mudanças, marcadas a partir dos anos 90, principalmente pelos processos de privatizações das empresas estatais, movimentos de fusões e aquisições de empresas, intensificação dos investimentos e crescimento dos fundos de pensão. Segundo, Chesnais (1996), estas mudanças foram frutos de uma nova etapa do desenvolvimento do capitalismo mundial, que surge a partir da década de 80, considerada como sendo a mundialização do capital. Na verdade, estamos diante de um novo regime de acumulação capitalista a internacionalização do capital, com características próprias e particulares se comparada com etapas anteriores do desenvolvimento do capitalismo, caracterizado principalmente pelo predomínio do capital financeiro. Os principais atores que se destacam, neste contexto como já dissemos, são as Instituições- Financeiras não-bancárias, isto é, operadores financeiros de um tipo qualitativamente novo, como exemplo, os fundos de pensão e os fundos de investimentos. Este ambiente favorece o surgimento de um problema novo da chamada Corporate Governance, no qual a difusão das boas práticas de GC faz parte da adaptação a essas transformações que ocorrem mundialmente. (Chesnais,1996). Contudo, observamos a construção de uma nova realidade organizacional, o ideário de shareholder ganha destaque e vai se configurando num espaço social, no qual as empresas procuram zelar por maior transparência, equidade e prestação de contas e cada vez mais buscam ser socialmente responsáveis. 3. A Governança Corporativa e a dinâmica organizacional O movimento de GC ganhou força nos últimos dez anos, tendo nascido e crescido originalmente nos Estados Unidos e na Inglaterra, e a seguir se espalhando por muitos outros países. O principal problema da GC surge nas empresas onde existe distinção entre os acionistas e administradores, favorecendo potencialmente o conflito de interesses. Deste modo, podemos dizer que o problema de GC é tão velho quanto às sociedades por ações. A partir da leitura do texto de Güillén (2000), podemos aproximar a GC da revolução dos acionistas, tamanha a valorização e democratização do poder aos sócios minoritários. Nesta nova configuração, ocorre o fim das ações preferenciais, destacando a idéia de uma quota, um voto, ou seja, o ideal de stakeholders é substituído pelo de shareholders. Williams (2000) analisa o impacto do valor de shareholders e da financeirização no capitalismo contemporâneo, em especial na França, Alemanha e Estados Unidos. Assim, aponta que os shareholders têm transformado prioridades e comportamentos organizacionais ganhando importância significativa, uma vez que encoraja visões administrativas que vão além da leitura pós-fordismo e da globalização. Concluíndo que este novo valor de shareholders não apenas ajuda a entender o capitalismo contemporâneo, como também nos ajuda a recuperar o poder de mudança deste. Davis & Thompson (1994), demonstram que os acionistas norte-americanos estão ganhando poder e encontram-se mais organizados para agir efetivamente na regulamentação das leis e na conquista dos seus direitos. A ascensão dos direitos dos acionistas norte-americanos é resultado de três tendências: aumento da concentração de propriedade nas mãos dos investidores institucionais; elaboração e enforcement das estruturas legais de responsabilidades pelos fundos de pensão privados; e uma série de reinvidicações em comum dos investidores, e especialmente a difusão das atividades antitakeover entre as corporações. Destacam também, que a questão da GC, surge nesta nova configuração do mercado financeiro, no qual uma série de instituições que determinam o balanço do poder entre proprietários, gerentes e outros elementos da organização tornam-se um movimento de

4 pressão da política econômica. Portanto a economia política global e a GC, tornam-se cada vez mais solidificadas, pois há uma dinâmica de atores tanto nacional como internacional convergindo nestas questões. Segundo Scherer (2003) o mercado de capitais norte-americano desponta no final do século XIX, e nasce a reboque da expansão das grandes corporações, surgindo então, a necessidade de controlar adequadamente os recursos aportados pelos investidores que não gerenciavam as atividades da empresa. É neste contexto que se desenvolve a Teoria da Agência com o objetivo de resolver o conflito de interesses entre os acionistas/investidores e os gerentes controladores. A Teoria da Agência tem como preocupação resolver dois entraves: reduzir riscos para os investidores e aumentar a participação dos acionistas nas decisões estratégicas da empresa. A partir, destes pontos obtêm-se uma justificativa teórica para a implantação de uma política de GC baseada na visão shareholder da firma. Scherer (ibid) enfatiza que a Teoria da Agência vai moldar a GC e o comportamento dos atores no mercado nos anos 80 e 90, criando uma realidade que a valida a posteriori (ibid.,p.435), ou seja, argumenta que, é a Teoria da Agência que incentiva a busca de mecanismos de GC. Segundo Kester (apud Rabelo 1999), é na perspectiva da Teoria da Agência que surge a preocupação de criar mecanismos eficientes, ou seja, sistemas de monitoramento e incentivos para garantir que o comportamento dos executivos esteja alinhado com o interesse dos acionistas. Segundo Fligstein (2004) a economia norte-americana foi transformada pela lógica do shareholder value essa nova concepção veio para dominar a retórica da firma, principalmente, intervindo no comportamento dos gerentes. Apresentando três aspectos, frutos das mudanças dos últimos vinte anos, que são relevantes para compreendermos as mudanças organizacionais atuais: a queda da manufatura e o aumento dos serviços, a des-sindicalização, e o aumento do uso de tecnologia computacional na produção. Ou seja, a proposta principal é remover os trabalhadores altamente qualificados da produção e bem pagos, aqueles sindicalizados; investindo em tecnologia para aumentar a produtividade do trabalho, o que pode resultar no aumento do lucro. In essence, we want to show that these larger secular changes in the American economy were somewhat endogenous to the spread of shareholder value. While these changes have been the focus of sustained research in literature on the reorganization of work (Harrison and Bluestone, 1988; Osterman, 2001; Card, 1992; Card and DiNardo, 2002; Gordon, 2000; Baumol, et. al, 2003), they have not been the focus of the empirical work that has been interested in shareholder value. We want to argue that focusing on shareholder value pushed managers to pay more attention to profits and less attention to employees and communities. As a result, they made strategic decisions on facilities, employment, and technology using financial criteria that emphasized making their balance sheets more attractive to financial analysts. (ibid., p.16) Neste sentido, Fligstein (ibid) nos mostra que os trabalhadores sobre a visão dos acionistas são cada vez mais vistos como custos de produção e reduzi-los significa aumentar o lucro One way in which this might have worked, was the replacement of both blue and white collar workers by computer technology. In the case of managers and other white collar workers, downsizing and collapsing levels of management could only work if higher level managers had more information about their workers at lower levels of the organization.

5 Computer technology provided one tool by which their performance could be monitored. Computer technology could also be used to reduce the power and numbers of blue collar or service workers. So, for example, bank tellers and phone operators decreased dramatically in numbers as computers replaced them with automatic phone systems and tellers (ibid., p.23). Portanto, percebemos que o contexto econômico de financeirização, afetou a dinâmica organizacional das firmas norte-americanas, baseando-se no na idéia de shareholder value, trazendo conseqüências para os trabalhadores em geral, e esta nova configuração vem atrelada ao processo de institucionalização da GC. E os atores envolvidos neste cenário utilizam diversas estratégias simbólicas e discursivas, estimulando a criação de órgãos, institutos, leis, revistas e todo tipo de ação para a concretização da GC. Como já dissemos, a Teoria da Agência que surge nos Estados Unidos, objetiva resolver o conflito de interesses entre os acionistas e a gestão. Mas no Brasil, este conflito não é tão relevante, pois a estrutura de propriedade é diferente do modelo norte-americano. O ambiente empresarial brasileiro tem como destaque empresas de caráter familiar. Em 1976 foi criada a Lei das SA s pelo governo militar, inspirada no modelo norte-americano com o objetivo de desenvolver o mercado de capitais como alternativa de financiamento da economia, esta lei permitiu a utilização de ações preferenciais, que acabou originando empresas abertas mas de caráter familiar. O cenário brasileiro, portanto, é caracterizado por alta concentração de ações ordinárias nas mãos dos acionistas majoritários; havendo uma alta utilização de ações preferenciais, o que possibilita uma alta sobreposição da propriedade e gestão. Assim, o principal conflito se dá entre os acionistas majoritários e minoritários. 3.1 A Governança Corporativa e o caso brasileiro Desse modo, no Brasil e nos países da América Latina muitas empresas são familiares, não havendo uma clareza entre o que pertence à família e o que é da empresa, assim, a discussão sobre GC acaba girando em torno das relações entre os acionistas. Desta maneira criaram-se no Brasil, empresas abertas, mas de caráter familiar, pois a legislação brasileira da Lei das Sociedades Anônimas permitiu a participação substancial de acionistas minoritários através da emissão de ações sem direito a voto ações preferenciais. Deste modo, o controle familiar não corria risco algum. Portanto, Rabelo (op. cit.) afirma que a principal característica no Brasil é seu caráter familiar, já que os grupos de capital nacional são majoritariamente de controle e propriedade familiar. Sobre esta característica, Grün (2003a) afirma que o caráter familiar é uma peculiaridade que não favorece a GC no Brasil. Mas graças ao contexto político em que ela se insere, é que encontra respaldo para se desenvolver. (...) uma maneira de avaliar esta peculiaridade pode ser depreendida da relação que se faz entre a GC e a noção de transparência. Lembremos que a necessidade de transparência foi um requisito social desenvolvido na crítica dos aparelhos burocráticos hipertrofiados durante a ditadura militar. Uma vez alçada ao rol das preocupações sociais relevantes, essa noção foi sendo modelada para abrigar as necessidades contábeis das sociedades anônimas que queriam ser financiadas pelo mercado financeiro e uma maior discussão em torno do modelo de GC. Com a aproximação do período das eleições federais, em 2002, a agenda imposta pelos ideais convencionais parece ter tido êxito antecipado, já que os economistas ligados ao Partido dos Trabalhadores, principal partido de oposição, passaram a afirmar seu respeito pela ortodoxia econômica então vigente. (ibid.,p.147).

6 Os economistas do Partido dos Trabalhadores, sobre a GC, apontam que a democratização da riqueza e conseqüentemente da renda só será possível através da democratização do capital em um mercado de capitais forte e pulverizado, e esse tipo de mercado só floresce num ambiente de boa GC. Além disso, o presidente Luís Inácio Lula da Silva em seu primeiro pronunciamento à nação reiterou o compromisso do governo com o mercado de capitais, afirmando que A construção dessa nova perspectiva de crescimento sustentado e de geração de empregos exigirá a ampliação e o barateamento do crédito, o fomento ao mercado de capitais. Várias medidas no sentido do fortalecimento do mercado de capitais já foram anunciadas e fazem parte do Plano Diretor do Mercado de Capitais. Assim, o crescimento da conscientização/implantação da GC no Brasil é um fenômeno que iniciou-se a partir dos anos 90, no qual, ocorreram diversas modificações no setor econômico como os processos de privatizações, movimentos de aquisições e fusões de empresas, e aumento dos investimentos em fundos de pensão. No Brasil, esta década foi marcada por reformas e mudanças estruturais na economia, que atingiu profundamente a base do capitalismo industrial, alterando o papel e a participação de diferentes atores econômicos. a crise do modelo nacional desenvolvimentista e a transição para um modelo centrado no mercado constituíram a tônica deste período (...) Além disso, as reformas e seus impactos influenciaram sobremaneira o plano de composição e de estratégias de ação coletiva das elites empresariais (Diniz & Boschi, 2003:01). Diniz & Boschi (ibid) apresentam como os principais fatores que colaboraram para estas mudanças a abertura comercial, apontando como efeito o grande número de falências; as fusões e aquisições, que possibilitaram um deslocamento do capital doméstico para o estrangeiro; e o programa de privatizações. Desta forma, o movimento de GC é evidenciado durante o Governo Fernando Henrique Cardoso, atrelado às circunstâncias demonstradas acima, pois naquele momento falar de fiscalização, vigilância, transparência era fundamental para aquecer o mercado de capitais e atrair investidores. Este momento também é fortalecido pela idéia de que o capitalismo brasileiro é carente de um mercado de capitais ativos e fundos para o desenvolvimento dos empreendimentos que poderiam dinamizá-lo (Grün, 2003b). Atualmente, este tema vem ganhando destaque na agenda política do Governo Luis Inácio Lula da Silva principalmente em torno das discussões sobre criação e aumento dos fundos de pensão. Sobre o contexto dos fundos de pensão no Brasil, Jardim (2002) afirma que, o discurso do governo gira em torno de que a previdência social vive uma grave crise, o que acaba favorecendo ainda mais o debate sobre a regulamentação da previdência privada, que vem utilizando uma política agressiva de marketing, na qual busca se diferenciar das empresas falidas do passado, bem como de seus produtos. A estratégia de distinção é apresentar um discurso de transparência da empresa e flexibilidade dos produtos (ibid.,p.49). Os fundos de pensão no Brasil também surgem na qualidade de acionistas minoritários, como importante instrumento de coordenação e de monitoramento constante dos grandes acionistas, e atuam na construção de canais formais e informais para exercer uma influência disciplinadora sobre os executivos das companhias presentes em seus portfólios. Assim, podemos dizer que a GC entra no Brasil atrelado ao período de redemocratização do país e vai se estabelecendo com características próprias, atrelada principalmente a idéia de transparência como crítica a burocracia do regime militar, o que acaba fortalecendo a idéia de

7 associação do conceito de cidadão ao de acionista minoritário, fazendo convergir à nova representação da empresa com a nova representação do Estado, no qual somos todos acionistas minoritários, habilitando-nos a reivindicar o estatuto de clientes uma vez que paguemos nossos impostos e demais obrigações, mas enfraquecendo e desacreditando a pertinência de quaisquer abordagens coletivistas. (Grünb, op.cit.,p.10). Este cenário político propicia um ambiente adequado, facilitando uma aproximação da GC com a idéia de que também é necessária uma democratização dos mercados de capitais; ou seja, é neste contexto que a idéia de associação dos acionistas minoritários ao de cidadão ganha força. Sob o mesmo ponto de vista, Latham (2003), enfatiza as diferenças entre os votos dos acionistas com os votos dos cidadãos, Corporate shareowners generally agree on the primary goal for the joint enterprise (profit), while political goals vary widely in civic societies. Corporate board elections are rarely contested usually just one nominee per open seat; civic elections are usually contested. Shareowners get one vote per share; citizens get one vote per person. Investors can easily diversify as well as shift their shareholdings across hundreds of corporations, whereas citizens would have to uproot their lives to change which societies (city, state, nation) they belong to. Perhaps as a result of these features, individuals pay even less attention to how they vote as shareowners than to how they vote as citizens (ibid.,p.92). Mas o ponto principal neste contexto que nos interessa é ressaltando por Grün (2004), com o intuito de delimitar a evolução do espaço financeiro no Brasil, apresenta a importância durante a campanha presidencial de 2002, da presença do presidente Lula na Bovespa preocupado em demonstrar adesão as práticas econômicas estabelecidas no mercado financeiro, assim o tema ganhou o estatuto de manifestação do interesse geral da nação Nesse espaço, a GC foi considerada um instrumento fundamental para o desenvolvimento econômico moderno, pois criaria um clima propício ao investimento produtivo e seguro das poupanças dos trabalhadores brasileiros, principalmente aquelas coletivizadas pelos fundos de pensão, nas empresas e demais empreendimentos do país, que assim passariam a dispor de recursos para realizar seus projetos de expansão (ibid.,p.14). Percebemos que o discurso da GC gira em torno do progresso econômico e este alcança o desenvolvimento social, neste sentido há um forte movimento para a institucionalização da GC tanto internacionalmente quanto nacionalmente. O crescimento da conscientização sobre GC é um fenômeno que tem chamado à atenção no Brasil. Este movimento é evidenciado por vários eventos como a fundação do Instituto Brasileiro de GC, a promulgação da Nova Lei das Sociedades Anônimas, bem como a redefinição das funções de órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários, que eram pouco relevantes em momentos anteriores; a criação do Novo Mercado pela Bovespa, a adoção voluntária por parte de várias empresas de padrões rígidos de GC, e a elaboração do Plano Diretor do Mercado de Capitais. 4. A criação de produtos para a conquista de novos adeptos, mudanças culturais

8 Segundo Grün (2004) a boa GC é a solução internacionalmente reconhecida como padrão do receituário neoliberal para resolver o problema da capitalização das empresas, fazer deslanchar não só os mercados financeiros, mas também as economias locais como um todo (ibid., p. 15), afirmando que ela é essencial, pois torna atraentes os investimentos em papéis das empresas, fazendo a economia brasileira deslanchar. O mesmo autor apresenta o desenvolvimento dos bancos comerciais no Brasil, em contraponto, aos bancos tradicionais, demonstrando que com os comerciais há a proliferação de novos instrumentos de liquidez, como os fundos de recebíveis que começam a disseminarse na paisagem financeira, este permite que os títulos sejam securitizados, o que dá a base para o desenvolvimento das novas formas de crédito, e de novos produtos financeiros. Paralelamente, há a criação dos títulos chamados derivativos e opções, estes se destacam devido a desregulamentação dos mercados financeiros internacionais que começou nos anos 90. Também, ressalta os portfólios otimizados, pois se tornam imunes a problemas quanto mais diversificados forem os tipos de risco associados a cada um dos títulos que compõem a carteira. No Brasil, um grande aliado destes atores para a concretização do mundo financeiro é a Bovespa, que criou o Novo Mercado, que é muito mais avançado do que a Lei das SA S, e várias empresas estão se posicionando neste novo segmento de listagem. Este se divide em três níveis e o primeiro é praticamente o que toda companhia aberta deveria fazer. Ao mesmo tempo, assistimos o crescimento dos clubes de investimentos, que visam atrair a população à participação nos mercados de ações. A decisão das empresas de listarem-se no Novo Mercado traz benefícios, segundo a Bovespa, aos investidores, a elas próprias e fortalece o mercado acionário como alternativa de investimento. O que demonstra um grande avanço a criação deste segmento, pois enfatiza que para os investidores isto acarreta uma maior precisão na precificação das ações; melhora do processo de acompanhamento e fiscalização; maior segurança quanto aos seus direitos societários; redução de risco. Para as empresas, melhora da imagem institucional; maior demanda por suas ações; valorização das ações; menor custo de capital. Já para o mercado acionário aumento de liquidez; aumento de emissões; canalização da poupança na capitalização das empresas. E para o Brasil as empresas tornam-se mais fortes e competitivas; e ocorre a dinamização da economia. Contudo no Brasil, quando se fala em Bovespa esta palavra nos remete a idéia de cassino, ou seja, um jogo de alto risco. É nesse sentido que a GC está atuando perante a sociedade, tentando desmistificar esta idéia. E a Bovespa é um ator importante na tentativa da construção desta nova realidade. A compra de uma ação é a mesma coisa de investir num bem, num carro, numa casa, e ainda tem a vantagem de ser uma operação simples. Portanto, pense sempre no investimento em ações como uma formação de patrimônio, uma poupança de longo prazo. Bovespa. Porque seus sonhos precisam de ação. Deste modo, percebemos o desenvolvimento de novos produtos e serviços, pela Bovespa, juntamente com a implantação do Novo Mercado, com o intuito de atrair empresas, e pulverizar o mercado de ações para a sociedade em geral. O quadro está preparado para que o mercado de ações continue avançando em De um lado, por razões internas: as campanhas de popularização promovidas pela Bovespa, que atraem novos personagens de sindicalistas à nova mulher e ampliam a base de investidores; o enraizamento gradativo da GC; a crescente aceitação de instâncias como o Novo

9 Mercado. De outro lado, pelo ambiente externo, quer dizer, pelos ventos ainda favoráveis soprados pela economia, que se traduzem, por exemplo, na boa rentabilidade das empresas (tendência que despontou em 2003 e firmou-se em 2004). Basta ver que, ao contrário de juízos há muito estabelecidos, os bancos não são mais os únicos ganhadores: siderúrgicas, mineradoras, petroleiras, exportadores em geral também apresentam balanços de dar água na boca, e de grande atração para investidores do presente e do futuro (http://www.bovespa.com.br/instsites/revistabovespa/93/produtos.shtml). Neste sentido, constatamos através do site da Bovespa, diversos lançamentos de produtos relacionados com a GC, ou com os seus pilares - transparência, equidade, prestação de contas, responsabilidade social. E a segmentação destes produtos para inúmeros tipos de investidores - dos pequenos aos grandes. A busca nos permitiu observar que, no Brasil, está se constituíndo tanto o segmento mais tradicional dos fundos de investimento especializado em renda fixa como os produtos de renda variável, tais como clubes de investimento, fundos de ações que acompanham o índice Bovespa e, ainda, fundos especializados, por exemplo, em ações de dividendos. - Os investidores a longo prazo, mostram crescente interesse por novos fundos de renda variável (ativos, passivos e setoriais) e fundos abertos de previdência. - No segmento puro de ações, os clubes de investimento mais de mil clubes estão em funcionamento. Muitos dos seus participantes são novos aplicadores, alguns, sem maiores noções do mercado, mas curiosos e bem-informados, atraídos pela possibilidade de obter melhores ganhos se aplicarem seus recursos no longo prazo. Há três tipos de clubes: Os primeiros delegam à corretora a gestão dos recursos e sua administração (parte legal, cálculo de cotas e prestação de contas à CVM). No segundo tipo, a corretora fica apenas com a parte administrativa dos negócios e, no terceiro, o grupo contrata um gestor de fora. Mesmo quando gestão não cabe ao clube. O investidor tem que ser ativo. - Observamos, por exemplo, fundos especializados na compra de cotas de outros fundos, como os de dividendos. E os que incluem, em suas carteiras, papéis menos tradicionais, como Cédulas do Produtor Rural (CPRs). Entre os novos produtos, os fundos de dividendos são os que merecem destaque, pois nos últimos dois anos. Em novembro de 2004, havia neles R$ 5,950 bilhões. Além disso, percebemos que ainda, muitos investidores preferem os fundos imobiliários. Onde, os aplicadores investem em imóveis sem incorrer nos custos de transação transmissão, escrituras, registros, etc. Os fundos imobiliários atraem investidores tradicionais com visão patrimonialista. Em vez de comprar uma casa, adquirem cotas de empreendimentos, como shopping centers. Evitam perder tempo assinando contratos, sofrer riscos de inadimplência e pagar tributos, como IPTU e taxa do lixo. E não sofrem os ônus da depreciação do imóvel. Neste segmento mais tradicional, também existem os CRIs, estes têm vantagem tributária e são classificados pelas agências de rating, ou seja, são um instrumento de renda fixa com colaterais e garantias. A aplicação mínima em CRIs é de R$ 300 mil, mas a CVM já pode reduzir esse valor. O CRI tem como lastro o fluxo de pagamentos de prestações na compra de imóveis ou de aluguéis. Outro produto são os Fundos de Investimento em Direito Creditório (FIDCs), espécie de fundos de recebíveis. Há 33 FIDCs registrados na Anbid, com patrimônio de R$ 3,783 bilhões. Antes eram atrelados ao mercado imobiliário, mas surgem recebíveis de outros setores, como petroquímico e educacional. Também se destinam mais a investidores qualificados, como os institucionais. Os FIDCs obedecem a regras de governança e têm boa

10 blindagem da legislação da CVM. Com a perspectiva de queda dos juros, atraem investidores institucionais que têm de remunerar melhor suas carteiras. Contudo, presenciamos o criação de empreendimentos como o atendimento eletrônico e a realização de negócios no mercado de ações via o Home Broker, onde pode-se comprar ou vender ações, fazer consultas financeiras e de custódia, e acompanhar a carteira de ações por meio da Internet. Também, há a distribuição de cartilhas explicando como, porque e quais as vantagens de vender e comprar ações. Criou-se o Ombudsman do Mercado, exatamente para atender, de forma adequada, às consultas, queixas e reclamações de investidores, relacionadas com o processo de negociação, custódia e liquidação de operações realizadas na Bolsa. Observamos também a criação de projetos como a Bolsa de Valores Sociais (BVS), é um programa pioneiro lançado pela Bovespa para levantar fundos para 30 projetos educacionais de ONGs brasileiras. A BVS une ONGs e investidores sociais dispostos a doar fundos aos projetos desenvolvidos por estas instituições, visando acima de tudo promover melhorias na perspectiva social de crianças, adolescentes e jovens adultos. As doações na BVS são coordenadas minuciosamente pela Bovespa, que garante um processo transparente e seguro desde a escolha das ONGs listadas até a implementação de cada um dos projetos. E utiliza-se do slogan Transforme o seu investimento em lucro social. O projeto Bovespa vai até você é uma iniciativa para popularizar os conceitos do mercado de ações, mostrando que esse investimento está ao alcance de todos. Com uma linguagem simples e objetiva, explica como funciona o mercado, qual é o papel de uma bolsa de valores e das corretoras e o mais importante: como as pessoas podem participar do mercado e se tornar sócias das principais empresas brasileiras. Estruturadas sob esse projeto, as ações pela popularização do mercado acumulam uma série de realizações, que vêm sendo postas em prática com mais intensidade desde 2002, levando essas informações a diversos setores da sociedade. São trabalhadores, profissionais liberais, estudantes, comerciantes, entre outros, para os quais a Bovespa tem desenvolvido programas específicos, tais como Bovespa vai á fábrica, Bovespa vai ao clube, Bovespa vai à Universidade, Bovespa vai à academia, Bovespa vai ao shopping e participações em feiras e congressos. 5. Considerações Finais Inicialmente, é importante frisar que o tema tratado neste artigo ainda está em andamento e não se configurou de forma perceptível aos nossos olhos. A GC é uma construção ainda em processo, que tem sido vista pelos seus defensores como a alternativa ao capitalismo contemporâneo, uma vez que propaga um discurso de democracia e transparência, apoiado na soberania e controle dos acionistas. Nesta perspectiva, o conceito de transparência apresentado pela governança ganha uma característica peculiar no Brasil, já que a necessidade de transparência foi um requisito social desenvolvido na crítica dos aparelhos burocráticos hipertrofiados durante a ditadura militar (Grun, op.cit.), No contexto atual, o conceito de transparência está sendo (re) significado para abrigar necessidades contábeis das sociedades anônimas que querem ser financiadas pelo mercado financeiro. (ibid). Portanto, percebemos que para compreender a GC no Brasil, é necessário abordar o âmbito econômico conjuntamente com o político, por isso a ênfase que foi dada no início do artigo esboçando um quadro das mudanças econômicas, demonstrando o contexto de financeirização que vivemos hoje, e o surgimento de novos atores neste espaço, como os fundos de pensão. É importante ressaltar que, estes são os principais atores que se constituem no Brasil, como uma força essencial para mudar o cenário, operacionalizando mudanças no sistema de governança, e afetando de certa medida a estrutura de propriedade de caráter familiar, mudando a realidade organizacional das empresas sobre a vigilância dos acionistas.

11 Sem dúvida, um dos aspectos mais importantes no Brasil, é a entrada da GC atrelada ao ambiente de redemocratização, que acaba se aproximando deste discurso e introduzindo a idéia de que também é necessário ocorrer uma democratização do mercado de capitais, convergindo na associação da idéia de cidadãos ao de acionista minoritário. Conseqüentemente, os rumos do cenário nacional vão se alterando, havendo uma aproximação entre diversos atores como sindicatos, governos, grupos do setor privado, e agentes do mercado financeiro, configurando um novo cenário, no qual a GC surge como principal elemento de ligação entre todos os atores que emergem na construção deste espaço social no Brasil. Notamos que todos os atores e instituições que se destacam neste processo de institucionalização da GC no Brasil pressionam o ambiente organizacional para adotarem as novas regras do jogo. Isto é, a GC é o principal elemento de legitimidade das empresas nos dias atuais. Agora, no espírito da economia financeira, está sendo propagada uma nova idéia sobre o fundamento da utilidade das finanças para o interesse geral. Elas são absolutamente necessárias para a sociedade, uma vez que só por intermédio delas somos capazes de manter uma vigilância eficiente sobre os atores econômicos, principalmente empresas e países. Enfim, este ambiente conjuntamente com a Bovespa e a criação do Novo Mercado se constituem como os principais agentes que fomentam uma mudança no comportamento da sociedade brasileira, criando novos produtos, projetos e ações para os diversos tipos de segmentos da sociedade desde pequenos até os grandes investidores, visando ampliar o mercado de ações. A GC torna-se cada vez mais o principal agente na construção de uma nova realidade democrática e financeira no Brasil. Referências BOURDIEU, P. A economia das trocas simbólicas. org. Sérgio Miceli. São Paulo: Pespectiva, CHESNAIS, F. A mundialização do capital. São Paulo: Xamã, DAVIS, G.F.; THOMPSON, T. A. Social movement perspective on corporate control. Administrative Science Quarterly, Ithaca, v. 39, n.1 Março, DINIZ, E.; BOSCHI, R. Empresariado e Estratégia de Desenvolvimento.Revista Brasileira de Ciências Sócias, v. 18, n. 52, FLIGSTEIN, N. Shareholder Value and the transformation of the American economy, Department of Sociology. University of California Berkeley, Ca U.S.A. Agosto, GRUN, R. Atores e ações na construção da governança corporativa brasileira. Revista Brasileira de Ciências Sociais, vol.18, n.52, p , jun. 2003a..Governança Corporativa: atores e ações na construção de uma nova institucionalidade. Apresentado no XXVII Encontro Anual da ANPOCS, 2003b..A Evolução Recente do Espaço Financeiro no Brasil e Alguns reflexos na Cena Política. Revista de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, vol. 47, n.1, p. 5 a 47, 2004.

12 GÜILLËN, M. Corporate Governance and Globalization: is true convergence across countries? The Wharton Scholl/University of Pennsylvania, HALLQUVIST, B. A História do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. 1.ed. São Paulo, JARDIM, M. A. C. O Mercado das Previdências: fatores sócio-culturais na criação do mercado Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos. LATHAM, M. Democracy and Infomediaries. Corporate Governance, v.11. n.2, MAHONEY, W. F. Relações com Investidores. Rio de Janeiro: IMF Editora, MAZZUCO, A. C. C.; CUNHA, J. L. Alterações nas sociedades por ações após edição da Lei / de Março de Disponível em : <www.societario.com.br>. O SULLIVAN e LAZONICK, W. Maximizing shareholder value: a new ideology for a corporate governance. Economy e Society, v.29. n 1, RABELO, F. Estrutura de Governança e governança corporativa: avançando na direção da integração entre as dimensões competitivas e financeiras. Texto para Discussão, IE, Unicamp, Campinas, nº 77, ROCCA, C. A. Plano Diretor do Mercado de Capitais Estudos IBMEC 2. Rio de Janeiro: José Olympio, SHERER, A. O modelo norte-americano de Governança Corporativa: gênese, instrumento e conseqüências. Ensaios FEE, v.24, n.2, STEINBERG, H. A dimensão humana da Governança Corporativa. São Paulo: Gente, VASCONCELOS, M. A. S. Economia Brasileira Contemporânea. São Paulo: Atlas, VENTURA, Luciano. 22º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, São Paulo, O que a governança corporativa no Brasil pode esperar do novo governo Luiz Inácio Lula da Silva. Ano IV, n. 24. Disponível em : <www.lcvco.com.br/lcvnews>. WAHL, J.; DECOL, R. Clubes de investimento estão na moda. Disponível em: <www.bovespa.com.br/revista/85beaba.shtml> WILLLIAMS, K. From shareholders value to present-day capitalism. Economy e Society, v.29. n 1, Sites pesquisados

Por que abrir o capital?

Por que abrir o capital? Por que abrir capital? Por que abrir o capital? Vantagens e desafios de abrir o capital Roberto Faldini Fortaleza - Agosto de 2015 - PERFIL ABRASCA Associação Brasileira de Companhias Abertas associação

Leia mais

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914 ESTUDO DE CASO MÓDULO XI Sistema Monetário Internacional Padrão Ouro 1870 1914 Durante muito tempo o ouro desempenhou o papel de moeda internacional, principalmente por sua aceitabilidade e confiança.

Leia mais

Mercado de Capitais e o Investimento Imobiliário. 1 Fórum de Investimentos Imobiliários

Mercado de Capitais e o Investimento Imobiliário. 1 Fórum de Investimentos Imobiliários Mercado de Capitais e o Investimento Imobiliário 1 Fórum de Investimentos Imobiliários Abril, 2014 Mercado Imobiliário e Mercado de Capitais Relembrando o Passado Recente Maior renda da população Evolução

Leia mais

1º SEMESTRE 2º SEMESTRE

1º SEMESTRE 2º SEMESTRE 1º SEMESTRE 7ECO003 ECONOMIA DE EMPRESAS I Organização econômica e problemas econômicos. Demanda, oferta e elasticidade. Teoria do consumidor. Teoria da produção e da firma, estruturas e regulamento de

Leia mais

2 Abertura de capital

2 Abertura de capital 2 Abertura de capital 2.1. Mercado de capitais O Sistema Financeiro pode ser segmentado, de acordo com os produtos e serviços financeiros prestados, em quatro tipos de mercado: mercado monetário, mercado

Leia mais

O que é o Mercado de Capitais. A importância do Mercado de Capitais para a Economia. A Estrutura do Mercado de Capitais Brasileiro

O que é o Mercado de Capitais. A importância do Mercado de Capitais para a Economia. A Estrutura do Mercado de Capitais Brasileiro 1 2 O que é o Mercado de Capitais A importância do Mercado de Capitais para a Economia A Estrutura do Mercado de Capitais Brasileiro O que é Conselho Monetário Nacional (CNM) O que é Banco Central (BC)

Leia mais

EMPRESAS BRADESCO SEGUROS, PREVIDÊNCIA E CAPITALIZAÇÃO

EMPRESAS BRADESCO SEGUROS, PREVIDÊNCIA E CAPITALIZAÇÃO L2 0 0 6 R E L AT Ó R I O A N U A EMPRESAS BRADESCO SEGUROS, PREVIDÊNCIA E CAPITALIZAÇÃO Prêmio de Seguros Participação no Mercado (em %) Mercado 74,2% Fonte: Susep e ANS Base: Nov/2006 Bradesco 25,8%

Leia mais

Mercado de Capitais. Renda Variável. Mercado Primário de Ações. Mercado Primário - ETAPAS. Mercado Primário - ETAPAS

Mercado de Capitais. Renda Variável. Mercado Primário de Ações. Mercado Primário - ETAPAS. Mercado Primário - ETAPAS Mercado Primário de Ações Mercado de Capitais Renda Variável Mestrando: Paulo Jordão. 03/04/2012 Venda direta aos investidores através de ofertas públicas (IPOs) ou subscrição particular; Motivos: Expansão

Leia mais

SÉRIE IPO s: TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE ABERTURA DE CAPITAL. Parte 4: Como tornar sua Empresa uma Companhia de Capital Aberto

SÉRIE IPO s: TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE ABERTURA DE CAPITAL. Parte 4: Como tornar sua Empresa uma Companhia de Capital Aberto SÉRIE IPO s: TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE ABERTURA DE CAPITAL Parte 4: Como tornar sua Empresa uma Companhia de Capital Aberto o O que é Abertura de Capital o Vantagens da abertura o Pré-requisitos

Leia mais

Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras

Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras Prof. Onivaldo Izidoro Pereira Finanças Corporativas Ambiente Econômico Em suas atividades uma empresa relacionase com: Clientes

Leia mais

O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1

O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1 O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1 Janete Maria Lins de Azevedo 2 Falar sobre o projeto pedagógico (PP) da escola, considerando a realidade educacional do Brasil de hoje, necessariamente

Leia mais

AULA 10 Sociedade Anônima:

AULA 10 Sociedade Anônima: AULA 10 Sociedade Anônima: Conceito; características; nome empresarial; constituição; capital social; classificação. Capital aberto e capital fechado. Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Bolsa de Valores.

Leia mais

BANCO DO BRASIL ESCRITURÁRIO

BANCO DO BRASIL ESCRITURÁRIO BANCO DO BRASIL ESCRITURÁRIO CONHECIMENTOS BANCÁRIOS 1. O Sistema Financeiro Nacional (SFN) é constituído por todas as instituições financeiras públicas ou privadas existentes no país e seu órgão normativo

Leia mais

Administração Financeira

Administração Financeira Prof. Fabini Hoelz Bargas Alvarez O que são finanças? Finanças é a arte e a ciência de gestão do dinheiro; Imprescindível, pois todos os indivíduos e organizações recebem ou levantam dinheiro; A teoria

Leia mais

Circuito Universitário Faculdade Sumaré 10 de março de 2015. Marcos Galileu Lorena Dutra Gerência de Análise de Negócios (GMN)

Circuito Universitário Faculdade Sumaré 10 de março de 2015. Marcos Galileu Lorena Dutra Gerência de Análise de Negócios (GMN) Circuito Universitário Faculdade Sumaré 10 de março de 2015 Marcos Galileu Lorena Dutra Gerência de Análise de Negócios (GMN) As opiniões e conclusões externadas nesta apresentação são de inteira responsabilidade

Leia mais

MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO Válida para os acadêmicos ingressantes a partir de 2010/1

MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO Válida para os acadêmicos ingressantes a partir de 2010/1 Matriz Curricular aprovada pela Resolução nº 16/09-CONSUNI, de 1º de dezembro de 2009. MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO Válida para os acadêmicos ingressantes a partir de 2010/1 Fase Cód. I

Leia mais

MOVIMENTANDO OPORTUNIDADES gerando investimentos A FORTESEC. securitizadora. Home Empresa Securitização Emissões Fale Conosco

MOVIMENTANDO OPORTUNIDADES gerando investimentos A FORTESEC. securitizadora. Home Empresa Securitização Emissões Fale Conosco MOVIMENTANDO OPORTUNIDADES gerando investimentos Com credibilidade e criatividade, transformamos as novas ideias do mercado SAIBA MAIS A FORTESEC A Fortesec é uma com foco em operações estruturadas de

Leia mais

MACROECONOMIA DA ESTAGNAÇÃO

MACROECONOMIA DA ESTAGNAÇÃO MACROECONOMIA DA ESTAGNAÇÃO Fernando Ferrari Filho Resenha do livro Macroeconomia da Estagnação: crítica da ortodoxia convencional no Brasil pós- 1994, de Luiz Carlos Bresser Pereira, Editora 34, São Paulo,

Leia mais

O que é Finanças? instituições, mercados e instrumentos envolvidos na transferência de fundos entre pessoas, empresas e governos.

O que é Finanças? instituições, mercados e instrumentos envolvidos na transferência de fundos entre pessoas, empresas e governos. Demonstrações Financeiras O Papel de Finanças e do Administrador Financeiro Professor: Roberto César O que é Finanças? Podemos definir Finanças como a arte e a ciência de administrar fundos. Praticamente

Leia mais

Julho/2008. Abertura de Capital e Emissão de Debêntures

Julho/2008. Abertura de Capital e Emissão de Debêntures Julho/2008 Abertura de Capital e Emissão de Debêntures Principal instrumento de captação de recursos de médio e longo prazos, a debênture representa para muitas companhias a porta de entrada no mercado

Leia mais

Mercado de capitais. Mercado Financeiro - Prof. Marco Arbex. Mercado de capitais. Comissão de Valores Mobiliários. Comissão de Valores Mobiliários

Mercado de capitais. Mercado Financeiro - Prof. Marco Arbex. Mercado de capitais. Comissão de Valores Mobiliários. Comissão de Valores Mobiliários Mercado de capitais Mercado de capitais Prof. Ms. Marco A. Arbex marco.arbex@live.estacio.br www.marcoarbex.wordpress.com O mercado de capitais está estruturado para suprir as necessidades de investimento

Leia mais

Investimentos em imóveis de forma moderna e inteligente.

Investimentos em imóveis de forma moderna e inteligente. Investimentos em imóveis de forma moderna e inteligente. A possibilidade de diversificar o investimento e se tornar sócio dos maiores empreendimentos imobiliários do Brasil. Este material tem o objetivo

Leia mais

Mercado de Ações O que são ações? Ação é um pedacinho de uma empresa Com um ou mais pedacinhos da empresa, você se torna sócio dela Sendo mais formal, podemos definir ações como títulos nominativos negociáveis

Leia mais

Financiamento de Longo Prazo via Mercado de Capitais: o Novo Mercado de Renda Fixa. Julho de 2011

Financiamento de Longo Prazo via Mercado de Capitais: o Novo Mercado de Renda Fixa. Julho de 2011 Financiamento de Longo Prazo via Mercado de Capitais: o Novo Mercado de Renda Fixa Julho de 2011 Desafio Para crescer 5% ao ano, Brasil precisa investir 22% a 25% do PIB Isso significa algo como R$ 280

Leia mais

ENTIDADES AUTO-REGULADORAS DO MERCADO ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO

ENTIDADES AUTO-REGULADORAS DO MERCADO ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO BM&FBOVESPA A BM&FBOVESPA é muito mais do que um espaço de negociação: lista empresas e fundos; realiza negociação de ações, títulos, contratos derivativos; divulga cotações; produz índices de mercado;

Leia mais

LISTA DE TABELAS. Tabela I Bradesco Relação de Receitas de Prestação de Serviços...

LISTA DE TABELAS. Tabela I Bradesco Relação de Receitas de Prestação de Serviços... BANCOS MÚLTIPLOS LISTA DE TABELAS Tabela I Bradesco Relação de Receitas de Prestação de Serviços... RESUMO Neste trabalho serão apresentadas as principais características e serviços disponibilizados pelos

Leia mais

Diretrizes de Governança Corporativa

Diretrizes de Governança Corporativa Diretrizes de Governança Corporativa DIRETRIZES DE GOVERNANÇA CORPORATIVA DA BM&FBOVESPA Objetivo do documento: Apresentar, em linguagem simples e de forma concisa, o modelo de governança corporativa da

Leia mais

Prazos e Riscos de Mercado

Prazos e Riscos de Mercado Prazos e Riscos de Mercado A Pilla Corretora oferece aos seus clientes uma gama completa de produtos e serviços financeiros. Nossa equipe de profissionais está qualificada para atender e explicar tudo

Leia mais

1. COMISSÃO EXECUTIVA DE RECURSOS HUMANOS

1. COMISSÃO EXECUTIVA DE RECURSOS HUMANOS Governança Corporativa se faz com Estruturas O Itaú se orgulha de ser um banco essencialmente colegiado. A Diretoria atua de forma integrada e as decisões são tomadas em conjunto, buscando sempre o consenso

Leia mais

FINANÇAS E MERCADOS FINANCEIROS A Consolidação do Mercado de Capitais Brasileiro João Basilio Pereima Neto *

FINANÇAS E MERCADOS FINANCEIROS A Consolidação do Mercado de Capitais Brasileiro João Basilio Pereima Neto * FINANÇAS E MERCADOS FINANCEIROS A Consolidação do Mercado de Capitais Brasileiro João Basilio Pereima Neto * O mercado de capitais brasileiro vai fechar o ano de 2007 consolidando a tendência estrutural

Leia mais

O QUE É A CVM? II - a negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários;

O QUE É A CVM? II - a negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários; O QUE É A CVM? A CVM - Comissão de Valores Mobiliários é uma entidade autárquica em regime especial, vinculada ao Ministério da Fazenda, com personalidade jurídica e patrimônio próprios, dotada de autoridade

Leia mais

1 a Jornada de Contabilidade Práticas de Governança Corporativa e Transparência 22 de setembro de 2005

1 a Jornada de Contabilidade Práticas de Governança Corporativa e Transparência 22 de setembro de 2005 1 a Jornada de Contabilidade Práticas de Governança Corporativa e Transparência 22 de setembro de 2005 Agenda Introdução Demandas do mercado de capitais Governança corporativa Governança corporativa no

Leia mais

O MERCADO DE CAPITAIS BRASILEIRO

O MERCADO DE CAPITAIS BRASILEIRO O MERCADO DE CAPITAIS BRASILEIRO Antônio Emygdio Circuito Universitário CVM 2ª Semana Nacional de Educação Financeira http://www.semanaenef.gov.br http://www.vidaedinheiro.gov.br Agenda 1. Mercado de Capitais

Leia mais

CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS Autorizado pela Portaria no 1.393 de 04/07/01 DOU de 09/07/01

CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS Autorizado pela Portaria no 1.393 de 04/07/01 DOU de 09/07/01 CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS Autorizado pela Portaria no 1.393 de 04/07/01 DOU de 09/07/01 Componente Curricular: MERCADO DE CAPITAIS Código: CTB 000 Pré-requisito: ------- Período Letivo: 2014.2 Professor:

Leia mais

A Indústria de Fundos de Investimento no Brasil. Luiz Calado Gerente de Certificação da ANBID

A Indústria de Fundos de Investimento no Brasil. Luiz Calado Gerente de Certificação da ANBID A Indústria de Fundos de Investimento no Brasil Luiz Calado Gerente de Certificação da ANBID A ANBID A ANBID Associação Nacional dos Bancos de Investimentos Criada em 1967, é a maior representante das

Leia mais

Unidade I FUNDAMENTOS DA GESTÃO. Prof. Jean Cavaleiro

Unidade I FUNDAMENTOS DA GESTÃO. Prof. Jean Cavaleiro Unidade I FUNDAMENTOS DA GESTÃO FINANCEIRA Prof. Jean Cavaleiro Introdução Definir o papel da gestão financeira; Conceitos de Gestão Financeira; Assim como sua importância na gestão de uma organização;

Leia mais

ÊNFASE EM GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA

ÊNFASE EM GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA MBA DESENVOLVIMENTO AVANÇADO DE EXECUTIVOS ÊNFASE EM GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA O MBA Desenvolvimento Avançado de Executivos possui como característica atender a um mercado altamente dinâmico e competitivo

Leia mais

Profa. Cláudia Palladino. Unidade I RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS

Profa. Cláudia Palladino. Unidade I RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS Profa. Cláudia Palladino Unidade I RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS ORGANIZAÇÕES Antes de falarmos sobre RSE Ambiente das empresas: Incertezas Pressões das partes interessadas em: desempenho global que promova

Leia mais

A Importância do Mercado Secundário

A Importância do Mercado Secundário A Importância do Mercado Secundário Apresentação ao Conselho Superior de Estudos Avançados CONSEA da FIESP Agosto / 2015 Agosto/2015 Confidencial Restrita Confidencial Uso Interno X Público 1 Sobre a BM&FBOVESPA

Leia mais

Administração Financeira

Administração Financeira Administração Financeira MÓDULO 5: Sociedades de crédito ao microempreendedor As sociedades de crédito ao microempreendedor, criadas pela Lei 10.194, de 14 de fevereiro de 2001, são entidades que têm por

Leia mais

Avaliação de Investimentos em Participações Societárias

Avaliação de Investimentos em Participações Societárias Avaliação de Investimentos em Participações Societárias CONTABILIDADE AVANÇADA I 7º Termo de Ciências Contábeis Profª MSc. Maria Cecilia Palácio Soares Regulamentação do Método da Equivalência Patrimonial

Leia mais

Art. 2º Fica alterado o art. 1º da Resolução 3.042, de 28 de novembro de 2002, que passa a vigorar com a seguinte redação:

Art. 2º Fica alterado o art. 1º da Resolução 3.042, de 28 de novembro de 2002, que passa a vigorar com a seguinte redação: RESOLUCAO 3.308 --------------- Altera as normas que disciplinam a aplicação dos recursos das reservas, das provisões e dos fundos das sociedades seguradoras, das sociedades de capitalização e das entidades

Leia mais

Relações Internacionais. Finanças Internacionais

Relações Internacionais. Finanças Internacionais Relações Internacionais Finanças Internacionais Prof. Dr. Eduardo Senra Coutinho Tópico 1: Sistema Financeiro Nacional ASSAF NETO, A. Mercado financeiro. 8ª. Ed. São Paulo: Atlas, 2008. Capítulo 3 (até

Leia mais

9) Política de Investimentos

9) Política de Investimentos 9) Política de Investimentos Política e Diretrizes de Investimentos 2010 Plano de Benefícios 1 Segmentos Macroalocação 2010 Renda Variável 60,2% 64,4% 28,7% 34,0% Imóveis 2,4% 3,0% Operações com Participantes

Leia mais

Bovespa Mais: pavimentando o caminho das futuras blue chips do mercado acionário

Bovespa Mais: pavimentando o caminho das futuras blue chips do mercado acionário Bovespa Mais: pavimentando o caminho das futuras blue chips do mercado acionário O Bovespa Mais é um dos segmentos especiais de listagem administrados pela Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBOVESPA)

Leia mais

Desenvolvendo a Governança Corporativa. Eduardo Rath Fingerl Diretor

Desenvolvendo a Governança Corporativa. Eduardo Rath Fingerl Diretor Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social BNDES Área de Mercado de Capitais BNDES Desenvolvendo a Governança Corporativa Eduardo Rath Fingerl Diretor 02/06/2006 www.bndes.gov.br 1 de 23 Atuação

Leia mais

Securitização De Créditos Imobiliários

Securitização De Créditos Imobiliários Securitização De Créditos Imobiliários Operações Imobiliárias A 1. O que é securitização de créditos imobiliários? Securitização é um processo estruturado, coordenado por uma instituição especializada

Leia mais

O GRUPO ABRIL E A EDUCAÇÃO: ESTRATÉGIAS DE ATUAÇÃO

O GRUPO ABRIL E A EDUCAÇÃO: ESTRATÉGIAS DE ATUAÇÃO O GRUPO ABRIL E A EDUCAÇÃO: ESTRATÉGIAS DE ATUAÇÃO Luciana Sardenha Galzerano FE/Unicamp Agência Financiadora: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo Fapesp Resumo Este trabalho objetiva

Leia mais

SECURITIZAÇÃO DE RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS 28/10/2014 - IBCPF

SECURITIZAÇÃO DE RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS 28/10/2014 - IBCPF SECURITIZAÇÃO DE RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS 28/10/2014 - IBCPF Conceito 1 Conceito Integração dos mercados imobiliário e de capitais, de modo a permitir a captação de recursos necessários para o desenvolvimento

Leia mais

Mercado de Capitais Professor: Roberto César

Mercado de Capitais Professor: Roberto César Mercado de Capitais Mercado de Capitais Professor: Roberto César Definição O Sistema Financeiro Nacional pode ser definido como o conjunto de instituições e orgãos que regulam, fiscalizam e executam as

Leia mais

Enquadramento da atividade bancária

Enquadramento da atividade bancária Enquadramento da atividade bancária Miguel Matias E.S.T.G. Instituto Politécnico de Leiria CET TECNICAS GESTAO E COM INTERNACIONAL EDIÇÃO 2015/16 PROGRAMA 1. Enquadramento da atividade bancária 2. Conta

Leia mais

Seminário "Governança Corporativa: Experiências em Empresas Estatais"

Seminário Governança Corporativa: Experiências em Empresas Estatais Seminário "Governança Corporativa: Experiências em Empresas Estatais" Marco Geovanne Tobias da Silva 17 de maio de 2005 O que é Governança Corporativa? Conjunto de normas de conduta a serem adotadas por

Leia mais

A Retomada dos Investimentos e o Mercado de Capitais Instituto IBMEC 18.08.2015

A Retomada dos Investimentos e o Mercado de Capitais Instituto IBMEC 18.08.2015 A Retomada dos Investimentos e o Mercado de Capitais Instituto IBMEC 18.08.2015 A RETOMADA DOS INVESTIMENTOS E O MERCADO DE CAPITAIS Sumário I. O MERCADO DE TÍTULOS DE DÍVIDA PRIVADA NO BRASIL II. A AGENDA

Leia mais

PORQUE E COMO ABRIR O CAPITAL DE UMA EMPRESA

PORQUE E COMO ABRIR O CAPITAL DE UMA EMPRESA PORQUE E COMO ABRIR O CAPITAL DE UMA EMPRESA! Os custos! As vantagens! Os obstáculos! Os procedimentos Francisco Cavalcante (francisco@fcavalcante.com.br) Sócio-Diretor da Cavalcante & Associados, empresa

Leia mais

ANÁLISE DA DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC) DAS EMPRESAS DE PAPEL E CELULOSE POR MEIO DE INDICADORES

ANÁLISE DA DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC) DAS EMPRESAS DE PAPEL E CELULOSE POR MEIO DE INDICADORES ANÁLISE DA DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC) DAS EMPRESAS DE PAPEL E CELULOSE POR MEIO DE INDICADORES RESUMO O presente estudo aborda a importância da DFC para a organização, pois além de ser uma

Leia mais

OFERTA PÚBLICA INICIAL DE AÇÕES NA BOVESPA: um estudo sobre o processo de abertura de capital de empresas na Bolsa de Valores de São Paulo

OFERTA PÚBLICA INICIAL DE AÇÕES NA BOVESPA: um estudo sobre o processo de abertura de capital de empresas na Bolsa de Valores de São Paulo OFERTA PÚBLICA INICIAL DE AÇÕES NA BOVESPA: um estudo sobre o processo de abertura de capital de empresas na Bolsa de Valores de São Paulo Humberto Ebram Neto, Denílson Gusmão, Edson Aparecida de Araújo

Leia mais

I - BOVESPA MAIS: pavimentando o caminho das futuras blue chips do mercado acionário

I - BOVESPA MAIS: pavimentando o caminho das futuras blue chips do mercado acionário I - BOVESPA MAIS: pavimentando o caminho das futuras blue chips do mercado acionário O BOVESPA MAIS é o segmento de listagem do mercado de balcão organizado administrado pela BOVESPA idealizado para tornar

Leia mais

Critérios e vantagens para as empresas que optam pela abertura de capital 1

Critérios e vantagens para as empresas que optam pela abertura de capital 1 245 Critérios e vantagens para as empresas que optam pela abertura de capital 1 UMINO, Cássia Akiko 2 ALCANTARA NETTO, Dimas de Barros 3 Introdução O presente texto tem como objetivo tratar do trabalho

Leia mais

O Brasil Plural é um Grupo Financeiro fundado em 2009 que possui escritórios no Rio de Janeiro, São Paulo e Nova York. Nossos sócios possuem um amplo

O Brasil Plural é um Grupo Financeiro fundado em 2009 que possui escritórios no Rio de Janeiro, São Paulo e Nova York. Nossos sócios possuem um amplo O Brasil Plural é um Grupo Financeiro fundado em 2009 que possui escritórios no Rio de Janeiro, São Paulo e Nova York. Nossos sócios possuem um amplo histórico de sucesso no mercado de capitais brasileiro

Leia mais

A INFLUÊNCIA DA COMUNICAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE RESPONSABILIDADE SOCIAL NO BRASIL

A INFLUÊNCIA DA COMUNICAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE RESPONSABILIDADE SOCIAL NO BRASIL A INFLUÊNCIA DA COMUNICAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE RESPONSABILIDADE SOCIAL NO BRASIL Introdução A partir da década de 90 as transformações ocorridas nos aspectos: econômico, político, social, cultural,

Leia mais

Governança Corporativa

Governança Corporativa Mercado Financeiro Prof. Dr. Alexandre Di Miceli da Silveira aula 1A 1 Conceitos Fundamentais de Aula 1 Parte A Ao final desta aula você : - Identificará a importância da governança corporativa de acordo

Leia mais

SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE BRASÍLIA PÚBLICA

SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE BRASÍLIA PÚBLICA SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE BRASÍLIA PÚBLICA 2 Caixa, patrimônio dos brasileiros. Caixa 100% pública! O processo de abertura do capital da Caixa Econômica Federal não interessa aos trabalhadores e à população

Leia mais

Governança Corporativa Profa. Patricia Maria Bortolon

Governança Corporativa Profa. Patricia Maria Bortolon Governança Corporativa Investidores Institucionais e Governança Corporativa Aula 11 Participação Acionária de Investidores Institucionais No Reino Unido: Tipo de Investidor 1963 % 2006 % Indivíduos 54

Leia mais

2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO 1 2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Fundamentos da Vantagem Estratégica ou competitiva Os sistemas de informação devem ser vistos como algo mais do que um conjunto de tecnologias que apoiam

Leia mais

27.03.12. Paulo Safady Simão Presidente da CBIC

27.03.12. Paulo Safady Simão Presidente da CBIC 27.03.12 Paulo Safady Simão Presidente da CBIC REPRESENTANTE NACIONAL E INTERNACIONAL DAS ENTIDADES EMPRESARIAIS DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO E DO MERCADO IMOBILIÁRIO SINDICATOS, ASSOCIAÇÕES E CÂMARAS 62

Leia mais

[POLÍTICA DE INVESTIMENTOS]

[POLÍTICA DE INVESTIMENTOS] [POLÍTICA DE INVESTIMENTOS] Este documento aborda o processo de seleção e alocação de valores mobiliários da Interinvest Data de Publicação: Abril de 2012 Política de Investimentos 1. Conteúdo do Documento

Leia mais

POLÍTICA DE INVESTIMENTOS

POLÍTICA DE INVESTIMENTOS POLÍTICA DE INVESTIMENTOS Segurança nos investimentos Gestão dos recursos financeiros Equilíbrio dos planos a escolha ÍNDICE INTRODUÇÃO...3 A POLÍTICA DE INVESTIMENTOS...4 SEGMENTOS DE APLICAÇÃO...7 CONTROLE

Leia mais

Empresas de Capital Fechado, ou companhias fechadas, são aquelas que não podem negociar valores mobiliários no mercado.

Empresas de Capital Fechado, ou companhias fechadas, são aquelas que não podem negociar valores mobiliários no mercado. A Ação Os títulos negociáveis em Bolsa (ou no Mercado de Balcão, que é aquele em que as operações de compra e venda são fechadas via telefone ou por meio de um sistema eletrônico de negociação, e onde

Leia mais

a) mercados de derivativos, tais como, exemplificativamente, índices de ações, índices de preços, câmbio (moedas), juros;

a) mercados de derivativos, tais como, exemplificativamente, índices de ações, índices de preços, câmbio (moedas), juros; CREDIT SUISSE HEDGINGGRIFFO 1. Públicoalvo LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS dezembro/2013 Esta lâmina contém um resumo das informações essenciais sobre o CSHG EQUITY HEDGE LEVANTE FUNDO DE INVESTIMENTO

Leia mais

O PAPEL DAS UNIVERSIDADES E A INVESTIGAÇÃO SOBRE DIPLOMACIA ECONÓMICA. Joaquim Ramos Silva Socius/ISEG jrsilva@iseg.utl.pt

O PAPEL DAS UNIVERSIDADES E A INVESTIGAÇÃO SOBRE DIPLOMACIA ECONÓMICA. Joaquim Ramos Silva Socius/ISEG jrsilva@iseg.utl.pt O PAPEL DAS UNIVERSIDADES E A INVESTIGAÇÃO SOBRE DIPLOMACIA ECONÓMICA Joaquim Ramos Silva Socius/ISEG jrsilva@iseg.utl.pt PRINCIPAIS TÓPICOS A emergência da Diplomacia Económica e suas razões As mudanças

Leia mais

Administração Financeira e Orçamentária I. Introdução à Administração Financeira

Administração Financeira e Orçamentária I. Introdução à Administração Financeira Administração Financeira e Orçamentária I Introdução à Administração Financeira Conteúdo O Campo das Finanças A Função Financeira na Empresa As Funções do Administrador Financeiro O Objetivo da Empresa

Leia mais

{ 2 } Parque Tecnológico Capital Digital

{ 2 } Parque Tecnológico Capital Digital { 2 } Parque Tecnológico Capital Digital { 3 } 1. INTRODUÇÃO: PARQUE TECNOLÓGICO CAPITAL DIGITAL - PTCD Principal polo de desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação do Distrito Federal, o PTCD

Leia mais

Alterações na Poupança

Alterações na Poupança PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS INVESTIMENTOS POUPANÇA A conta de poupança foi criada para estimular a economia popular e permite a aplicação de pequenos valores que passam a gerar rendimentos mensalmente.

Leia mais

Investimento internacional. Fluxos de capitais e reservas internacionais

Investimento internacional. Fluxos de capitais e reservas internacionais Investimento internacional Fluxos de capitais e reservas internacionais Movimento internacional de fatores Determinantes da migração internacional: diferencial de salários; possibilidades e condições do

Leia mais

Como funcionam os fundos de investimentos

Como funcionam os fundos de investimentos Como funcionam os fundos de investimentos Fundos de Investimentos: são como condomínios, que reúnem recursos financeiros de um grupo de investidores, chamados de cotistas, e realizam operações no mercado

Leia mais

Investimento no exterior: MORTGAGE

Investimento no exterior: MORTGAGE Investimento no exterior: MORTGAGE 01. Overview Crise do Subprime 2 01. Overview Crise Subprime Entendendo a Crise do Subprime Baixas taxas de juros levaram ao aquecimento do mercado imobiliários nos EUA

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO Evolução de Pensamento Administrativo I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação; a evolução

Leia mais

V Fórum Abisolo. Desafios e Oportunidades da Governança Corporativa. Agosto/2013

V Fórum Abisolo. Desafios e Oportunidades da Governança Corporativa. Agosto/2013 V Fórum Abisolo Desafios e Oportunidades da Governança Corporativa Agosto/2013 0 0 Governança Corporativa Sistema pelo qual as empresas são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo o relacionamento

Leia mais

Operadores Logísticos : uma tendência nos sistemas de distribuição das empresas brasileiras?

Operadores Logísticos : uma tendência nos sistemas de distribuição das empresas brasileiras? Operadores Logísticos : uma tendência nos sistemas de distribuição das empresas brasileiras? Introdução O Contexto econômico do mundo globalizado vem sinalizando para as empresas que suas estratégias de

Leia mais

Bovespa Mais: propiciando o crescimento sustentável das empresas

Bovespa Mais: propiciando o crescimento sustentável das empresas Bovespa Mais: propiciando o crescimento sustentável das empresas O Bovespa Mais, um dos segmentos especiais de listagem administrados pela BM&FBOVESPA, foi idealizado para tornar o mercado acionário brasileiro

Leia mais

Administração Financeira e Orçamentária I

Administração Financeira e Orçamentária I Administração Financeira e Orçamentária I Sistema Financeiro Brasileiro AFO 1 Conteúdo Instituições e Mercados Financeiros Principais Mercados Financeiros Sistema Financeiro Nacional Ações e Debêntures

Leia mais

EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016

EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016 EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016 901491 - EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação; a evolução da teoria organizacional

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO CATÓLICA DE SANTA CATARINA EM JARAGUÁ DO SUL PRÓ-REITORIA ACADÊMICA CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

CENTRO UNIVERSITÁRIO CATÓLICA DE SANTA CATARINA EM JARAGUÁ DO SUL PRÓ-REITORIA ACADÊMICA CURSO DE ADMINISTRAÇÃO CENTRO UNIVERSITÁRIO CATÓLICA DE SANTA CATARINA EM JARAGUÁ DO SUL PRÓ-REITORIA ACADÊMICA CURSO DE ADMINISTRAÇÃO Matriz Curricular vigente a partir de 2010/1 Fase Cód. Disciplina Carga Horária Prérequisitos

Leia mais

Emilio Botín: O objetivo é nos tornarmos o banco privado número um do Brasil

Emilio Botín: O objetivo é nos tornarmos o banco privado número um do Brasil Nota de Imprensa Emilio Botín: O objetivo é nos tornarmos o banco privado número um do Brasil Presidente mundial do Banco Santander apresenta em São Paulo o Plano Estratégico 2008-2010 para o A integração

Leia mais

CASO 7 A evolução do balanço de pagamentos brasileiro no período do Real

CASO 7 A evolução do balanço de pagamentos brasileiro no período do Real CASO 7 A evolução do balanço de pagamentos brasileiro no período do Real Capítulo utilizado: cap. 13 Conceitos abordados Comércio internacional, balanço de pagamentos, taxa de câmbio nominal e real, efeitos

Leia mais

Ementário do Curso de Administração Grade 2008-1 1 Administração da Produção I Fase: Carga Horária: Créditos: Ementa:

Ementário do Curso de Administração Grade 2008-1 1 Administração da Produção I Fase: Carga Horária: Créditos: Ementa: 1 da Produção I Ementário do Curso de Introdução à administração da produção; estratégias para definição do sistema de produção; estratégias para o planejamento do arranjo físico; técnicas de organização,

Leia mais

Os fundos referenciados identificam em seu nome o indicador de desempenho que sua carteira tem por objetivo acompanhar.

Os fundos referenciados identificam em seu nome o indicador de desempenho que sua carteira tem por objetivo acompanhar. FUNDO REFERENCIADO DI Os fundos referenciados identificam em seu nome o indicador de desempenho que sua carteira tem por objetivo acompanhar. Para tal, investem no mínimo 80% em títulos públicos federais

Leia mais

Uma Breve análise da FUNPRESP e a PL 1992/2007: mais uma vitória do capital financeiro

Uma Breve análise da FUNPRESP e a PL 1992/2007: mais uma vitória do capital financeiro Uma Breve análise da FUNPRESP e a PL 1992/2007: mais uma vitória do capital financeiro * Fernando Marcelino A mundialização financeira, desde meados da década de 1960, em conjunto com uma série de medidas

Leia mais

GLOBALIZAÇÃO FINANCEIRA E GLOBALIZAÇÃO PRODUTIVA

GLOBALIZAÇÃO FINANCEIRA E GLOBALIZAÇÃO PRODUTIVA GLOBALIZAÇÃO FINANCEIRA E GLOBALIZAÇÃO PRODUTIVA GLOBALIZAÇÃO FINANCEIRA Interação de três processos distintos: expansão extraordinária dos fluxos financeiros. Acirramento da concorrência nos mercados

Leia mais

A GP no mercado imobiliário

A GP no mercado imobiliário A GP no mercado imobiliário A experiência singular acumulada pela GP Investments em diferentes segmentos do setor imobiliário confere importante diferencial competitivo para a Companhia capturar novas

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Junho 2009

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Junho 2009 Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Junho 2009 O papel do private equity na consolidação do mercado imobiliário residencial Prof. Dr. Fernando Bontorim Amato O mercado imobiliário

Leia mais

Fundo multimercado que tem como objetivo buscar rentabilidade acima do Certificado de Depósito Interbancário - CDI.

Fundo multimercado que tem como objetivo buscar rentabilidade acima do Certificado de Depósito Interbancário - CDI. LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS 1. Público-alvo dezembro/2013 Esta lâmina contém um resumo das informações essenciais sobre o CSHG VERDE FUNDO DE INVESTIMENTO EM COTAS DE FUNDO DE INVESTIMENTO MULTIMERCADO.

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO Nome da disciplina Evolução do Pensamento Administrativo I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação;

Leia mais

A popularização e expansão do mercado de capitais. Diretoria de Desenvolvimento e Fomento de Negócios Maio/2010

A popularização e expansão do mercado de capitais. Diretoria de Desenvolvimento e Fomento de Negócios Maio/2010 A popularização e expansão do mercado de capitais Diretoria de Desenvolvimento e Fomento de Negócios Maio/2010 POPULARIZAÇÃO Objetivos dos Programas de Popularização Divulgar os segmentos de atuação da

Leia mais

Mercado de Títulos Ligados ao Setor Imobiliário para Fundos de Pensão

Mercado de Títulos Ligados ao Setor Imobiliário para Fundos de Pensão Mercado de Títulos Ligados ao Setor Imobiliário para Fundos de Pensão Marielle Brugnari dos Santos Gerência de Produtos Imobiliários Junho/20111 Desenvolvimento do Mercado Imobiliário Cédula de Crédito

Leia mais

O que é Finanças? 22/02/2009 INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS CORPORATIVAS

O que é Finanças? 22/02/2009 INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS CORPORATIVAS Prof. Paulo Cesar C. Rodrigues E mail: prdr30@terra.com.br INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS CORPORATIVAS O que é administração financeira? Qual sua importância para as corporações? Como são tomadas as decisões financeiras?

Leia mais

Ciências Econômicas. 4.2 Mercado de Capitais. Marcado Financeiro e de Capitais (Aula-2015/10.16) 16/10/2015. Prof. Johnny 1

Ciências Econômicas. 4.2 Mercado de Capitais. Marcado Financeiro e de Capitais (Aula-2015/10.16) 16/10/2015. Prof. Johnny 1 UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DA REGIÃO DE CHAPECÓ Ciências Econômicas Mercado de Capitais Tributações Relatórios Professor : Johnny Luiz Grando Johnny@unochapeco.edu.br 4.2 Mercado de Capitais 4.3.1 Conceitos

Leia mais

CURSO SUPERIOR DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS GRADE DETALHADA DO CURSO COM AS EMENTAS DAS DISCIPLINAS

CURSO SUPERIOR DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS GRADE DETALHADA DO CURSO COM AS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO SUPERIOR DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS GRADE DETALHADA DO CURSO COM AS EMENTAS DAS DISCIPLINAS Matemática I 1º PERÍODO Matrizes e sistemas lineares. Funções: lineares, afins quadráticas,

Leia mais

Aprenda a investir na Bolsa de Valores

Aprenda a investir na Bolsa de Valores Aprenda a investir na Bolsa de Valores Investimento: Curso completo: R$ 350,00 à vista ou parcelado em até 5x (c/ juros) Módulos 1 ao 5: R$ 199,00 à vista ou parcelado em até 5x (c/ juros) Módulos 6 ao

Leia mais

SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS PARA ENGENHARIA 16/04/2013. Professor: Luis Guilherme Magalhães (62) 9607-2031

SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS PARA ENGENHARIA 16/04/2013. Professor: Luis Guilherme Magalhães (62) 9607-2031 ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS PARA ENGENHARIA Professor: Luis Guilherme Magalhães (62) 9607-2031 Obs.: Para aprofundar os conhecimentos no Sistema Financeiro Nacional, consultar o livro: ASSAF NETO, Alexandre.

Leia mais