Gestão Financeira de Organizações

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1 Gestão Financeira de Organizações Módulo 10 - Política de Dividendos e Relações com Investidores Prof. Luiz Antonio Campagnac

2 Livro Texto Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras I. Introdução à Administração Financeira II. O Ambiente dos Negócios III. A Decisão de Investimento IV. A Decisão de Financiamento V. Administração Financeira de Curto Prazo VI. Tópicos Especiais em Finanças

3 Política de Dividendos e Relações com Investidores Módulo 10: Política de dividendos e relações com investidores 10.1 Introdução As teorias de dividendos Políticas de dividendos Relações com investidores Resumo Questões Exercícios Casos Bibliografia Adicional.

4 Introdução Introdução Após estudar as decisão de investimento, a decisão de financiamento estrutura de capital estudamos a decisão de distribuição de dividendos. As teorias de dividendos: Teoria da irrelevância dos dividendos (Miller e Modigliani); Relevância dos dividendos; Residual dos dividendos. As políticas de dividendos: Índice de distribuição constante; dividendos regulares e dividendos regulares mais extra. Relações com investidores: governança corporativa.

5 As Teorias de Dividendos Dividendo: é a distribuição em dinheiro de parte ou de todo lucro auferido pela empresa em um exercício social, ou de saldos de lucros acumulados, aos seus acionistas. Teorias: Teoria da irrelevância dos dividendos. Teoria da relevância dos dividendos. Teoria residual dos dividendos.

6 As Teorias de Dividendos Teoria da Irrelevância dos Dividendos Modigliani e Miller, A política de dividendos de uma empresa não afeta o seu valor de mercado, pois este é afetado apenas pela sua capacidade de gerar lucros e pelo risco de seus ativos. O valor de uma empresa é determinado pela sua capacidade de geração de lucros e pelo risco de seus ativos, sendo irrelevante se a empresa retém lucros ou os distribui como dividendos.

7 Teoria da Irrelevância dos Dividendos Principais argumentos: Índice de distribuição de dividendos A política de dividendos não afeta a taxa de retorno exigida sobre o capital próprio. Falácia do pássaro na mão. Financiamento x retenção de dividendos O efeito do pagamento de dividendos sobre a riqueza dos acionistas é exatamente compensado por outros meios de financiamento, emissão de novas ações.

8 Teoria da Irrelevância dos Dividendos Principais argumentos: Permanência do Valor Assegura que a soma do valor de mercado e dos dividendos atuais de empresas é idêntica em todos os aspectos, exceto em seus índices de pagamento de dividendos. Preferência fiscal Os investidores procuram tomar suas decisões devido a vantagens tributárias, que variam conforme o local em que as ações da empresa estão sendo negociadas.

9 Teoria da Relevância dos Dividendos Esta teoria defende que, quanto mais dividendos forem distribuídos pela empresa, maior será o preço de suas ações e menor será o custo do seu capital próprio. O índice de distribuição de dividendos é uma decisão de financiamento. Influencia o valor da empresa para os acionistas.

10 Teoria da Relevância dos Dividendos Aspectos que podem influenciar o valor da empresa: Preferência pelos dividendos ou efeito clientela: Índice de distribuição de dividendos Dividendos como um resíduo passivo Conteúdo informacional dos dividendos Impostos pagos pelo investidor Custos de lançamento Custos de transação e divisibilidade dos títulos Restrições institucionais

11 Teoria da Residual dos Dividendos Defende que os dividendos pagos pela empresa seriam o montante remanescente após todas as oportunidades de investimentos aceitáveis terem sido aproveitadas. O perfil de oportunidades de investimentos e seu custo marginal de capital. Determina-se o nível ótimo de orçamento de capital Montante de financiamento com capital próprio necessário para que a empresa aproveite as oportunidades de investimento aceitáveis, sem alterar a estrutura ótima de capital.

12 Teoria da Residual dos Dividendos Decisões de dividendos baseadas em: Se os lucros retidos forem suficientes para satisfazer às exigências do item anterior, reter os lucros e não distribuir dividendos. Se os lucros retidos forem insuficientes, lançar novas ações. Se forem superiores às necessidades, distribuir como dividendos.

13 Políticas de Dividendos É o procedimento adotado pela empresa nas decisões de reter ou distribuir lucros. Política ótima de dividendos: È a política de dividendos que atinge o equilíbrio entre dividendos correntes e crescimento futuro, maximizando o preço das ações da empresa.

14 Políticas de Dividendos Fatores que afetam a Política de Dividendos Liquidez Perspectivas de crescimento Considerações dos proprietários Restrições legais em contratos de obrigações ou de empréstimos Avaliação do mercado

15 Características das Políticas de Dividendos Objetivos fundamentais: maximizar a riqueza do acionista e propiciar financiamento adequado à empresa. Tipos de políticas: Índice de distribuição constante. Dividendos regulares. Dividendos regulares mais extra.

16 Políticas de Dividendos com Índice de Distribuição Constante Uma porcentagem de cada real de lucro é distribuída em dinheiro para os acionistas. É calculada dividindo-se o dividendo por ação pelo LPA; Vantagem: A empresa assegura aos acionistas repasse imediato dos lucros obtidos. Desvantagem: se os lucros são instáveis, os dividendos vão variar continuamente, passando aos acionistas a impressão de que a empresa é muito arriscada, ou mal administrada.

17 Políticas de Dividendos com Índice de Distribuição Constante Anos Lucros por ação $ Dividendo em dinheiro por ação $ Preço médio da ação $ ,00 0,50 12, ,80 0,00 10, ,60 14, ,00 0,75 16, ,00 0,00 13,00

18 Políticas de Dividendos Regulares O pagamento de dividendos por ação é fixo por período: mês, semestre, ano. Se lucro constante: dividendos regulares. Se lucro aumenta: diminui a taxa de dividendos. Se lucro diminui: aumenta a taxa de dividendos. Montada em torno de uma taxa ideal de distribuição.

19 Políticas de Dividendos Regulares Anos Lucros por ação $ Dividendo em dinheiro por ação $ Preço médio da ação $ Índice de distribuição de dividendos ,60 0,18 4,20 0, ,59 0,18 4,10 0, ,62 0,18 4,30 0, ,67 0,20 4,50 0, ,65 0,20 4,55 0,31

20 Políticas de Dividendos Regulares Mais Extra A política de dividendos mais a distribuição de um dividendo extra por ocasião de bons resultados proporciona aos acionistas uma renda estável, que lhe dá segurança, e uma renda extra, que o mantém como participante dos períodos de bons lucros da empresa. ano LPA divid por ação Preço por ação ind de distrib (0,20 + 0,25) (0,20 + 0,20)

21 Instrumentos da Política de Dividendos Distribuição de lucros. No Brasil: mínimo 25% sobre o lucro líquido, ajustado. Ajuste: Formação de reserva legal. Reserva para contingência, reversão de exercícios anteriores. Lucros a realizar.

22 Instrumentos da Política de Dividendos Distribuição de lucros em dinheiro: Cons. de Administração, consulta o Cons. Fiscal e propõe: Montante, data de registro e data de pagamento. ( não superior a 60 dias). Data ex-dividendos: data a partir da qual a ação passa a ser negociada SEM direito aos dividendos, mesmo que ainda não tenham sido pagos (já declarados)

23 Instrumentos da Política de Dividendos Distribuição de lucros: dividendos Depende dos lucros da empresa, é estabelecida pela Assembléia de Acionistas e normalmente feita em dinheiro. Distribuição de bonificações: ações Incorporação ao Capital Social de valores de lucros acumulados e reservas de capital.

24 Instrumentos da Política de Dividendos Distribuição de lucros em bonificações. A bonificação é resultado da incorporação ao Capital Social de valores existentes no Patrimônio Líquido (saldo de lucros acumulados e reservas livres). BONIFICAÇÕES ANTES Quantidade Tipo Valor Nom Unitário Valor Contábil Ações ordinárias 10, , Ações preferenciais 10, ,0 Reservas de capital ,0 Lucros acumulados ,0 Total do Patrimônio Líquido ,0 DEPOIS Quantidade Tipo Valor Nom Unitário Valor Contábil Ações ordinárias 10, , Ações preferenciais 10, ,0 Reservas de capital ,0 Lucros acumulados ,0 Total do Patrimônio Líquido ,0

25 Instrumentos da Política de Dividendos Plano de recompra de ações As empresas utilizam a recompra de parte de suas ações no mercado visando aumentar o valor das ações para os acionistas ou para evitar a compra de grande parcela do capital ou mesmo da maioria das ações ordinárias, com mudança do controle acionário. Reinvestimento de lucros Os lucro retidos, remanescentes dos lucros após os dividendos, constituem uma fonte interna de capital próprio, utilizada no financiamento dos planos operacionais e de investimento.

26 Instrumentos da Política de Dividendos Plano de reinvestimento de dividendos É o plano que habilita os acionistas a usarem dividendos recebidos das ações das empresas na aquisição de ações adicionais inteiras ou fracionárias, a um custo de corretagem pequeno ou inexistente Desdobramento de ações (splits) São feitos para baixar o preço das ações no mercado.

27 Juros sobre Capital Próprio Em 1996 uma lei estabelece que, para a apuração do lucro líquido, as empresas poderiam deduzir os juros pagos a título de remuneração sobre capital próprio, como forma de diminuir o impacto da extinção da correção monetária sobre os valores do Patrimônio Líquido. A empresa pode optar por capitalizá-los (15% IR na fonte) ou pode pagá-los sobre forma de dividendos, de acordo com o artigo 9º da Lei 9.249/95.

28 Relações com Investidores São um conjunto de atividades destinadas a estreitar o relacionamento entre a companhia aberta e os investidores. São atividades de comunicação corporativa, finanças e marketing, que visam fornecer ao mercado informações precisas sobre o desempenho empresarial e societário, e suas perspectivas.

29 Relações com Investidores Principais Atividades Desenvolvimento interno da cultura de companhia aberta Divulgação de informações obrigatórias Relacionamento com órgãos reguladores Divulgação de informações voluntárias ao mercado Monitoramento dos serviços aos acionistas e respectivas assembléias

30 Relações com Investidores Principais Atividades Relacionamento com as Bolsas de Valores e mercados de balcão Reuniões com analistas de investimento, acionistas e investidores potenciais Acompanhamento das avaliações feitas sobre a companhia Relacionamento com a imprensa Acompanhamento das condições de negociação dos valores mobiliários da companhia

31 Relações com Investidores Benefícios da adoção de um programa de relações com investidores Crescimento do valor de mercado Crescimento da liquidez Redução dos custos de captação Base acionária satisfatória Intercâmbio de informações relevantes Profissionalização Postura ética e imagem institucional

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