Trabalho de Iniciação Científica A INFLUÊNCIA DA POLÍTICA AGRÍCOLA COMUM DA UNIÃO EUROPEIA NO PROCESSO DE INTEGRAÇÃO DA COMUNIDADE

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1 UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ JOANA SPENGLER COELHO Trabalho de Iniciação Científica A INFLUÊNCIA DA POLÍTICA AGRÍCOLA COMUM DA UNIÃO EUROPEIA NO PROCESSO DE INTEGRAÇÃO DA COMUNIDADE ITAJAÍ 2012

2 JOANA SPENGLER COELHO Trabalho de Iniciação Científica A INFLUÊNCIA DA POLÍTICA AGRÍCOLA COMUM DA UNIÃO EUROPEIA NO PROCESSO DE INTEGRAÇÃO DA COMUNIDADE Trabalho de Iniciação Científica desenvolvido para o Estágio Supervisionado do Curso de Comércio Exterior do Centro de Ciências Sociais Aplicadas Gestão da Universidade do Vale do Itajaí Orientador: Profª. MSc. Jacqueline Márcia Ferreira Furlani. ITAJAÍ 2012

3 Agradeço aos meus pais, por todo suporte e apoio prestados desde o início de minha educação até a finalização de mais esta etapa. Agradeço ao meu namorado, André por todo incentivo e paciência durante este período. Aos meus colegas, Maria Eduarda, Maria Amália, Malu, Ramon e Ronaldo, que foram amigos que fizeram parte de toda minha trajetória acadêmica. Agradeço da mesma forma, à minha orientadora Jacqueline pela dedicação e colaboração na realização deste trabalho.

4 O prazer no trabalho aperfeiçoa a obra Aristóteles

5 EQUIPE TÉCNICA a) Nome do estagiário Joana Spengler Coelho b) Área de estágio Economia Internacional c) Orientador de conteúdo Profª. MSc. Jacqueline Márcia Ferreira Furlani d) Responsável pelo Estágio Profª. Natalí Nascimento

6 RESUMO Com a evolução dos processos de integração, fez-se necessária a adoção de políticas cada vez mais completas e estruturadas. Partindo deste princípio, o processo de integração mais evoluído do mundo, a União Europeia, apoia cada vez mais reformas em sua política agrícola, a qual tem extrema importância para o desenvolvimento do bloco e das economias nacionais de seus países membros. Essas reformas visam minimizar os impactos ocasionados a cada novo alargamento que ocorre no âmbito do bloco europeu. Tais alargamentos ocasionam mudanças políticas, econômicas e também culturais cada vez que acontecem, e, para que se tornem eficazes, exige-se que a política agrícola esteja sempre bem-estruturada a fim de evitar conflitos e possibilitar a distribuição de benefícios a todos. Criada como meio de suprir as necessidades pós-guerra, a política agrícola encontra-se em um estágio no qual não somente aspectos econômicos ou de pura sobrevivência são levados em consideração, mas também aspectos que visem garantir a qualidade de vida, por meio de ações sustentáveis e disponibilidade de produtos que sejam produzidos dentro de normas estabelecidas. A Política Agrícola Comum da União Europeia mostra que quanto mais unidos estiverem os paísesmembros, trabalhando em prol de um benefício comum, mais sucesso pode ser obtido. Através desta conduta, a União Europeia se manterá durante muito tempo como o bloco que mais longe chegou no que diz respeito à integração com abrangência global, Palavras-chave: Integração. Alargamentos. Política Agrícola.

7 LISTA DE SIGLAS ALCA Área de Livre Comércio das Américas CdE Conselho da Europa CECA Comunidade Europeia do Carvão e do Aço CEE Comunidade Econômica Europeia EBA Everything But Arms ECO Europa Central e Oriental EURATOM Comunidade Europeia de Energia Atômica FEDER Fundos Estruturais para o Desenvolvimento Regional FEOGA Fundo Europeu de Orientação e Garantia Agrícola FSE Fundo Social Europeu GATT General Agreement on Tariffs and Trade MDIC Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior MERCOSUL Mercado Comum do Sul NAFTA North American Trade Agreement OCDE Organização para Cooperação e Desenvolvimento Europeu OCM s Organizações Comuns de Mercados OECE Organização Europeia de Cooperação Econômica OMC Organização Mundial do Comércio PAC - Política Agrícola Comum PIB Produto Interno Bruto SFP Single Farm Payment TEC Tarifa Externa Comum UE União Europeia

8 8 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO Objetivo geral Objetivos específicos Justificativa da realização do estudo Aspectos metodológicos Técnicas de coleta e análise dos dados COMÉRCIO INTERNACIONAL Blocos Econômicos MERCOSUL NAFTA ALCA Tigres Asiáticos União Europeia O PROCESSO DE INTEGRAÇÃO EUROPEU Fases do processo de integração Fase de preparação Organizações Comunitárias e Instituições Evolução das Organizações e Construção da União Europeia Alargamentos da Comunidade Impactos da PAC no processo de integração Posição das nações europeias frente a PAC POLÍTICA AGRÍCOLA COMUM Objetivos de sua criação Contribuição para o cenário econômico europeu Impactos causados pela existência da PAC A PAC no cenário europeu atual A Reforma de A Reforma de A Reforma de A Reforma de Futuras Reformas Principais produtos protegidos pela política Importância da qualidade Agricultura Biológica CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS ASSINATURA DOS RESPONSÁVEIS... 60

9 9 1 INTRODUÇÃO O desenvolvimento do Comércio Internacional foi intensificado com a necessidade das nações de realizarem trocas bem como atender às necessidades de seus mercados consumidores e possibilitar a estas nações que a comercialização de seus produtos pudesse ser realizada fora de suas fronteiras. Tal necessidade serviu como base para que as nações dessem início a processos que as unissem à outras com o intuito de facilitar tais trocas. A existência de blocos econômicos no cenário econômico global, permite que o processo de integração entre as nações aconteça de maneira mais eficaz possibilitando o alcance de seus interesses, seja em âmbito econômico ou até mesmo político e social. O bloco hoje conhecido como União Europeia, assim denominado a partir do Tratado de Maastrich em 1992, e que teve como marco de seu processo de integração o tratado de Roma em 1957, nesta época denominando se Comunidade Econômica Européia (CEE), surge com a finalidade de reconstrução dos países europeus devastados após a Segunda Guerra Mundial. Atendendo ao interesse de reconstrução, os países membros da CEE se unem a fim de promover uma nova política econômica. A Política Agrícola Comum (PAC), a qual foi implementada com a finalidade de estimular a produção de alimentos, garantindo assim um teto mínimo de renda para os agricultores e minimizando os desabastecimentos ocorridos na época é a proposta principal de estudo deste trabalho. A partir desse estudo foi possível vizualizar o porquê de a política ser considerada uma plataforma de crescimento para todo o continente e, ao mesmo tempo, gerar insatisfação por parte de seus contribuintes. Ao descrever a PAC, este trabalho discorreu sobre a influência que ela gerou e continua gerando no processo de integração da comunidade europeia, através de medidas colocadas em prática a fim de defender e manter o funcionamento da política. Para isso, no capítulo I foram apresentados os objetivos, a justificativa de realização do estudo e os aspectos metodológicos utilizados para seu desenvolvimento.

10 10 O Capítulo II abordou os principais blocos econômicos existentes no comércio internacional atual e dividiu-se em cinco partes: a primeira dedicando se ao MERCOSUL; a segunda ao NAFTA; a terceira a ALCA; a quarta aos Tigres Asiáticos e a quinta, construindo assim uma ligação para o início do próximo capítulo, abordou a União Européia. O Capítulo III teve como objetivo apresentar como ocorreu a integração da comunidade europeia a partir da criação da PAC, quais foram os fatores que tiveram maior influência neste processo, e como as nações se posicionaram frente a ela. O Capítulo IV discutiu a criação da PAC, a partir desta criação o capítulo se dividiu em cinco partes: a primeira discutiu o objetivo da criação da política; a segunda a sua contribuição para o desenvolvimento econômico da comunidade; a terceira os impactos causados por sua existência; a quarta sua situação no cenário europeu em 2012 e a quinta os principais produtos protegidos por ela. O Capítulo V trouxe as perspectivas gerais do trabalho e as conclusões observadas quanto à influência da PAC no processo de integração da comunidade europeia. Foi utilizada uma pesquisa qualitativa, com fins bibliográficos para a realização da pesquisa. 1.1 Objetivo geral Este trabalho tem como objetivo geral apresentar a influência ocasionada pela política agrícola comum da União Europeia no processo de integração europeu. 1.2 Objetivos específicos Descrever os processos de integração existentes em âmbito global;

11 11 Apresentar o processo de integração da comunidade europeia a partir da criação da política agrícola comum; Identificar o funcionamento atual da política agrícola no continente europeu. 1.3 Justificativa da realização do estudo Este trabalho de iniciação científica possibilitou um maior conhecimento do assunto abordado àqueles para quem o trabalho foi disponibilizado. Para a acadêmica o trabalho ampliou seus conhecimentos teóricos, podendo utilizá lo como meio de melhor compreender o comportamento da política agrícola presente no continente europeu há muitas décadas. Para a Universidade, sua importância será constituída através das fontes de informações atualizadas que virão a ser utilizadas, sempre fundamentadas em fontes seguras, servindo assim de base para futuros estudos. Para a sociedade, o trabalho também terá sua importância ao disponibilizar fonte confiável de pesquisa acerca do tema abordado, sendo de fácil compreensão e pesquisa. 1.4 Aspectos metodológicos O método de pesquisa deste trabalho de iniciação científica foi de caráter qualitativo, que segundo Goldenberg (1999, p.49): [...] os métodos qualitativos enfatizam as particularidade de um fenômeno [...]. Em relação aos meios, nessa pesquisa, o método utilizado foi o bibliográfico, o qual de acordo com Vergara (1998, p.46): Pesquisa bibliográfica é o estudo sistematizado desenvolvido com base em material publicado em livros, revistas, jornais, redes eletrônicas, isto é, material acessível ao público geral..

12 12 Com relação aos fins da pesquisa foi utilizado o método descritivo. Tal método tem como objetivo descrever características de uma população ou de um fenômeno, ou ainda, identificar a relação entre diversas variáveis. (GIL, 1996). Assim sendo, esta pesquisa descreveu através de dados coletados, a influência da política agrícola comum no processo de integração da comunidade europeia. 1.5 Técnicas de coleta e análise dos dados A pesquisa apresentou os dados coletados através de livros, revistas e sites especializados. Os dados coletados foram analisados, interpretados e apresentados através de textos descritivos, podendo ser utilizados também gráficos que visem o melhor entendimento do leitor.

13 13 2 COMÉRCIO INTERNACIONAL O aumento do fluxo de comércio após a transposição de fronteiras é nítido e traz como objetivo do comércio internacional: [...] promover o bem estar dos povos através do aumento de sua renda real proporcionada pela expansão do fluxo comercial entre as nações.. (DI SENA JÚNIOR, 2003, p.49). Uma das principais razões da existência do comércio entre nações é que isoladamente nenhum país consegue produzir tudo aquilo que necessita. A escolha dos bens que farão parte deste comércio está diretamente relacionada à disponibilidade de recursos naturais de cada país, suas condições climáticas e tecnológicas para gerar fatores de produção. Desta forma: [...] cada país deve concentrar se em produzir aquilo que lhe é naturalmente vantajoso, [...] seja por seus recursos minerais abundantes, seja pela qualificação de seus trabalhadores, ou ainda por uma localização geográfica privilegiada.. (BORTORO et al, 2004, p. 78). A partir do momento em que uma nação se sente segura no que diz respeito a sua economia, esta passa a interagir com outras nações através de acordos e tratados, proporcionando assim um maior crescimento e desenvolvimento de sua população. A tendência a partir da existência de acordos e tratados é a de formação de blocos econômicos, criados com a intenção de facilitar o comércio entre os países membros. O capítulo que segue, terá como tema principal os blocos econômicos de maior importância no cenário mundial atual e como eles estão classificados atualmente. 2.1 Blocos Econômicos Para o estabelecimento de formas de cooperação ou na tentativa de criar esquemas de integração regional, muitos países se unem. Existem diversos motivos por trás destas tomadas de decisão: um país pode analisar sua participação nas trocas comerciais mundiais com descrença e negativismo, outros mantém

14 14 sentimentos de insegurança externa e ainda existem os que veem na integração um meio de consolidação de sua soberania. (PLA, 1994). Sejam quais forem seus motivos, ainda segundo Pla (1994, p. 24): [...] as regiões descobriram na integração a panacéia para acelerar seu crescimento econômico, aperfeiçoar suas estruturas produtivas, atingir um grau maior de participação no comércio mundial, bem como conter as ameaças externas de dominação.. Considerando a opinião de Gandolfo (1994), os benefícios da integração regional serão maiores quando as nações participantes tiverem um maior grau de competitividade, devido à expansão das indústrias mais eficientes, e quanto maior for o bloco aumenta a possibilidade de criação de comércio. Com isso, a formação de blocos regionais traz maiores ganhos para nações cujas economias sejam inicialmente competitivas, mas potencialmente complementares. Os processos de integração dependem da necessidade de cooperação dos países envolvidos para que haja uma maior gama de resultados. Estes processos podem ser apresentados em diferentes níveis de integração, sendo eles: zona de preferência tarifária, zona de livre comércio, união aduaneira, mercado comum, união econômico monetária e união política. As características de cada um destes níveis de integração são: I. Zona de Preferência Tarifária: Admitida por alguns autores como um processo antecedente à zona de livre comércio ela permite que seus países membros concedam preferências tarifárias reciprocamente em detrimento dos não membros (Beçak, 2000). II. Zona de Livre Comércio: É denominada como a mais simples e antiga forma de integração, visando à eliminação completa de barreiras tarifárias e de qualquer tipo de obstáculo no comércio de mercadorias entre os Estados membros, sendo que estes continuam mantendo relações comerciais independentes com países terceiros. (OLIVEIRA, 2005). III. União Aduaneira: Além da livre circulação de mercadorias existe uma tarifa externa comum aplicada em todas as fronteiras da união.. (THORSTENSEN, 1992, p.43). Por apresentar maior profundidade no processo de integração, a união aduaneira difere se da zona de livre comércio ao impedir que os países membros conduzam sua política comercial com países terceiros de maneira independente. (OLIVEIRA, 2005).

15 15 IV. Mercado Comum: Esta forma de integração é aplicada com a finalidade de permitir a livre circulação de fatores de produção, sendo eles: pessoas, serviços ou capitais. (THORSTENSEN, 1992). Ainda segundo Thorstensen (1992, p. 43), implica a adoção de políticas comuns, coordenação e harmonização de legislações fiscais, trabalhistas e de sociedades.. V. União Econômico Monetária: A União econômica acontece a partir do momento em que existe harmonia nas legislações nacionais de políticas econômicas, financeiras e monetárias. A partir da instituição de uma moeda única e existência de política monetária unificada e controle das taxas de câmbio e reservas por parte da união, há uma integração monetária. (THORSTENSEN, 1992) IV. União Política: De acordo com Oliveira (2005, p.39): [...] além da coordenação e unificação das economias nacionais dos Estados Membros, há um Parlamento comum, uma Política Exterior de Defesa e Segurança e de Interior de Justiça também comuns.. O ponto final do processo seria a adoção da Federação dos Estados com uma autoridade única. (Thortensen, 1992, p.44). Os processos que dão motivação à existência de blocos econômicos podem também acarretar algumas consequências às empresas e à população dos países integrantes. Como produtos que acabam entrando com melhores preços em um país devido às políticas econômicas aplicadas nos blocos, os consumidores podem ser prejudicados com a falta de emprego, ocasionada pela diminuição de produção das empresas locais que não conseguem concorrer com os preços de tais produtos. Apesar destas implicações, os blocos têm sua atuação voltada para uma maior participação da sociedade nas decisões, mesmo que estas ainda sejam tomadas pela elite econômica e governantes. Para a sequência do tema abordado, nos próximos tópicos serão apresentados cinco processos de integração de importância mundial MERCOSUL Criado a partir do Tratado de Assunção, em 26 de março de 1991, o bloco tem diversos fatores que o definem, tais como: a eliminação de barreiras tarifárias e

16 16 não tarifárias entre os países membros com o intuito de propiciar a livre circulação de bens, serviços e fatores de produção; a adoção de uma Tarifa Externa Comum (TEC), esta que caracteriza o bloco como sendo união aduaneira e a coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais. (SEGRE, 2010). O MERCOSUL, originado em 1991 tem como países membros desde então: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, os quais formaram um alicerce para a formação de uma nova conformação geopolítica. (CHALOULT et al, 1999). Não pode ser considerada uma união aduaneira perfeita e ainda restam alguns degraus para atingir o ápice do edifício almejado pelo Tratado de Assunção o Mercado Comum. Para que o resultado obtido seja uma verdadeira organização comunitária faz-se necessária muita paciência no que se refere às negociações entre estados membros. (PAULA, 2007). Em relação ao sistema de solução de controvérsias do MERCOSUL, Gomes et al. (2012, p.9) citam: [...] pauta - se pela consensualidade e pela celeridade na solução dos casos que são a ele submetidos, primando pela solução das contendas através de negociações diretas ou pela intervenção do Grupo do Mercado Comum. Assim sendo, todos os países membros tendem a prezar pelo consenso no que diz respeito à solução de qualquer problema que venha a ser gerado em negociações que digam respeito ao bloco. Ao agir desta forma estarão colaborando para que os objetivos sejam alcançados de uma maneira que satisfaça a todos e proporcione assim um desenvolvimento econômico e político do bloco como um todo. Partindo deste princípio, foi suspenso no mês de junho de 2012, o Paraguai, após o impeachment de seu até então presidente Fernando Lugo. Esta suspensão segundo Carmo (2012) foi decidida ao constatar-se que não existia mais uma plena vigência democrática no Paraguai, a qual é considerada condição essencial para o processo de integração. Com a suspensão do Paraguai, abriu-se a possibilidade da integração da Venezuela ao bloco, afinal o Paraguai era o único que se opunha até então a tal adesão. Com isso, no dia trinta e um de julho de 2012, de acordo com publicado por Fellet (2012, p.1): [...] a Venezuela sela sua adesão ao MERCOSUL, e inicia assim um período de aceleração da história.. Desta forma, a situação do bloco no mês de outubro de 2012 é: há a suspensão do Paraguai e o ingresso da Venezuela faz com que o bloco atue de

17 maneira ativa com quatro membros, sendo eles: Brasil, Uruguai, Venezuela e Argentina NAFTA O NAFTA é caracterizado como uma zona de livre comércio e teve como primeiro passo de seu processo de integração um Acordo de Livre Comércio firmado entre Canadá e Estados Unidos, concluído no final de 1988, e que em 1992 após uma terceira fase de negociações comerciais bilaterais, contou com a adesão do México. (CHALOULT et al, 1999). De acordo com Segre, (2010, p. 41) Em dezembro de 1992, o Canadá, os Estados Unidos e o México assinaram o North American Trade Agreement (NAFTA), que entrou em vigor em 1º de janeiro de O acordo prevê redução gradativa das tarifas aduaneiras no comércio de bens entre os três países. A mais recente declaração dada pelos três representantes dos Estados membros do NAFTA: o embaixador dos Estados Unidos, Ron Kirk; o Ministro de Comércio Internacional do Canadá, Edward Fast e o Secretário da Economia do México, Bruno Ferrari no dia três de abril de 2012, apresentam os principais resultados da reunião realizada nesta mesma data entre eles. Nesta declaração eles afirmam que acordam no fato de que o bloco econômico continua tendo como prioridade o crescimento econômico sustentável e a criação de empregos. Como há, entre eles, uma divisão dos benefícios adquiridos pela existência do bloco, eles afirmam estar de acordo a respeito de ações que visem expandir o comércio e investimentos e reduzir custos administrativos tendo como finalidade o fortalecimento da competitividade dos países que representam. (CANADÁ, 2012).

18 ALCA A Cúpula das Américas é considerada o ponto de partida para a criação da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA). Tal Cúpula foi realizada em Miami no ano de 1994, durante o governo do até então presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton. Ela envolve trinta e quatro países das Américas com exceção de Cuba e se sustenta em três princípios básicos: o fortalecimento das democracias, a proteção dos direitos humanos e a promoção de oportunidades econômicas através do livre comércio. (RATTNER, 2002). Existe um fator que vem gerando bastante dúvida no que diz respeito à implementação definitiva da ALCA, sendo assim alvo de inúmeras discussões. Conforme informação publicada pela Comissão Parlamentar Conjunta do MERCOSUL no ano de 2012: A ALCA tem o prazo mínimo de sete anos para sua formação, a partir de 2005, mas neste instante enfrenta oposição para sua implementação, tanto do Congresso dos Estados Unidos, cujos congressistas historicamente defendem os interesses locais dos seus eleitores, quanto dos demais países do Continente Americano. O fracasso nas negociações pode ser definido como consequência da tentativa dos Estados Unidos de dominar economicamente o restante do continente, tentativa esta que conta com a desaprovação dos outros países membros. Com isso, o cenário atual do bloco limita se a acordos bilaterais que continuam sendo celebrados entre os Estados Unidos, maior interessado na implementação da ALCA desde a Cúpula das Américas e o restante dos países do continente Tigres Asiáticos Os tigres asiáticos é um grupo de economias altamente diversificadas, diferenciando se em políticas econômicas, cultura, população e recursos naturais. O

19 19 grupo é composto pelos sete países asiáticos que seguem: Coréia do Sul, Taiwan, Hong Kong, Cingapura, Tailândia, Malásia e Indonésia. (MDIC, 2012). Ainda de acordo com o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (2012): A característica marcante deste grupo é que suas economias tiveram um crescimento rápido e sustentado no período de 1960 a 1990, devido ao alto índice de investimentos e rápido crescimento da poupança interna. [...] Com relação a perspectivas futuras podemos inferir que Coréia do Sul, Taiwan, Hong Kong e Cingapura tiveram sucesso em transformar o potencial produtivo local em produtos com preços competitivos com demanda nos mercados mundiais e em estabelecer o desenvolvimento sustentável, cabendo agora enfrentarem a transformação para um sistema político mais democrático. Por fazerem parte de um processo de integração ainda recente, há muito a ser desenvolvido e mudado nos sistemas político e econômico que unem este grupo de países. Uma das características marcantes dos tigres asiáticos é sua atenção voltada ao mercado externo, havendo mais atividades exportadoras do que importadoras. Este dado preocupa ao gerar muita dependência de seus mercados compradores, entretanto, somente com a existência de planejamento de novas políticas de desenvolvimento os tigres asiáticos conseguirão se tornar mais independentes politicamente União Europeia Com o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, a Europa encontrava se em uma situação na qual tinha questões econômicas e políticas para serem resolvidas, primeiramente a necessidade de reconstrução de casas e fábricas e reorganização econômica e em seguida evitar a eclosão de novos conflitos, que trouxessem conseqüências mundiais. Diversas foram as fases que levaram a União Europeia ao estágio em que se encontra em O primeiro passo foi dado logo após o fim da Segunda Guerra pelos Estados Unidos, através da apresentação do Plano Marshall, no ano de 1948, este que visava a reconstrução dos Estados europeus, mas, na verdade, as reais razões para

20 20 o interesse dos Estados Unidos nesta reconstrução segundo Oliveira, (2005, p.88), eram: [...] primeiro: os países europeus poderiam formar um valioso mercado; segundo: seus governos ainda colaborariam na missão de frear o ímpeto expansivo da União Soviética [...]. A adesão ao Plano Marshall foi feita por dezesseis países, entretanto, quando o plano de reconstrução passou a tomar formas e dimensões econômicas de caráter capitalista, com traços de poderosa cooperação, os Estados Unidos se opuseram. (OLIVEIRA, 2005). Foi a partir deste plano que houve a criação da Organização Européia de Cooperação Econômica (OECE), que em 2012 é conhecida como Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), através dela foi feita a análise da criação de uma união aduaneira. Durante este mesmo período houve a criação do Conselho da Europa (CdE), este que mesmo contando com o apoio dos Estados Unidos, foi uma iniciativa direta das forças europeias, com grande destaque aos governos inglês e francês, podendo assim gerar forte influência sobre o processo de integração. (HERZ, HOFFMANN, 2004). Ainda no ano de 1948, durante a Conferência de Haia, duas correntes europeias foram definidas, a primeira dos adeptos à cooperação intergovernamental e a segunda dos adeptos à integração federal. A corrente federalista não estava satisfeita com o Conselho da Europa e contava com o apoio da proposta francesa de criação da Comunidade Européia do Carvão e do Aço (CECA). (OLIVEIRA, 2005). A ideia de criação desta comunidade partiu do princípio de que a produção siderúrgica representava o setor de maior importância nos processos de industrialização e desenvolvimento econômico, tendo caráter simbólico no que remete à produção de armamentos. (HERZ, HOFFMANN, 2004). A CECA entrou em vigor em 1952, após ser criada durante o Tratado de Paris, dispondo de dois objetivos, conforme citado por Oliveira, (2005, p. 95): [...] a) de cunho geral, voltado à expansão eminentemente econômica, melhoria do nível de vida dos países participantes dessa nova organização e a harmonização dos Estados Membros através do estabelecimento de um mercado comum; b) de cunho imediato, direcionado a eliminar as restrições internas do comércio do carvão e do aço, impulsionar a liberação do comércio, desmantelar as políticas e práticas discriminatórias às competências supranacionais desse setor.

21 21 Alguns autores, por sua vez, dão como início do processo de integração europeu, o tratado assinado no ano de 1957 em Roma, pelos países: França, Alemanha, Países Baixos, Itália, Luxemburgo e Bélgica (países membros da CECA), cujo objetivo central girava em torno da aproximação das políticas econômicas dos Estados membros e a criação de um mercado comum. No início da década de 1990, após acontecimentos como a dissolução da União Soviética, a queda do Muro de Berlim e a reunificação alemã, a Europa buscou seu espaço na nova ordem internacional. A partir da assinatura do Tratado de Maastricht em fevereiro de 1992, criou se uma nova organização: a União Europeia (UE). (HERZ, HOFFMAN, 2004). O Tratado estabeleceu novas metas para a União Europeia, designando a esta, a competência de elaborar projetos e ações em áreas como meio ambiente, indústria e coesão social, além disso, propôs medidas com a finalidade de aprimorar a finalização do mercado comum e a introdução de uma moeda comum. (HERZ, HOFFMAN, 2004). O desenvolvimento do sistema monetário que implementou a moeda única para o bloco: o euro, foi baseado em medidas que visavam manter a estabilidade da moeda e evitar a desvalorização dela. Apesar do Tratado de Maastricht ter estabelecido prazos para a adoção da moeda única, Reino Unido e Dinamarca não aderiram. Em 1998, onze países constituíram a Zona do Euro, são eles: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e Portugal. No primeiro mês do ano de 2002 o euro entrou em circulação e a partir da retirada das outras moedas de circulação, passou a ser a única moeda válida em todos os países da Zona do Euro. Quando instituído, o euro contou com certa dificuldade de aceitação por parte da população, entretanto a partir do momento em que foram surgindo facilidades, como a eliminação das conversões de moeda e tranqüilidade nos processos de negociação em viagens tanto de turismo quanto comerciais, ela acabou sendo mais bem aceita. Atualmente, o euro é um símbolo de soberania estatal. (HERZ, HOFFMAN, 2004). No tocante à coletividade dos cidadãos europeus, o Acordo de Schengen de 1995, incorporado ao Tratado de Amsterdã em 1997, implementou a liberdade de circulação de pessoas no mercado comum.

22 22 A União Europeia conta com diversos órgãos, os quais representam enorme importância para a sobrevivência do bloco, são eles: o Conselho da União Européia (ex-conselhos de ministros), o Tribunal de Contas Europeu, o Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias, o Parlamento Europeu e a Comissão Europeia. O Conselho Europeu, que não é considerado um órgão, tem sua importância baseada em fatores como as Conferências Intergovernamentais, que são processos efetuados por ele para a aprovação de qualquer modificação nos Tratados da UE. Como citado por Herz e Hoffman (2004, p. 192), os processos decisórios de alguns destes órgãos são os seguintes: Conselho Europeu: votação por unanimidade, busca de consenso, declarações não obrigatórias; Conselho da União Européia: votação por unanimidade ou maioria qualificada dependendo da área temática, decisões obrigatórias; Comissão Europeia: votação por maioria simples entre os comissários, busca de consenso para propostas legislativas; Parlamento Europeu: votação por maioria simples ou 2/3, decisões de caráter recomendatório ou obrigatório dependo da área temática. Em 2012, formada por vinte e sete países e sendo designada como uma União Econômica e Monetária, a União Europeia destaca se por ser o bloco econômico mais desenvolvido em termos globais. No próximo capítulo, será apresentado o processo de integração europeu e como este se atrela à política agrícola deste continente.

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