Ações Reunião Extraordinária realizada no dia 30 de outubro de 2014

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1 R E L A Ç Õ E S I N T E R N A C I O N A I S Órgão Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC Representação Efetiva Comitê de Coordenação de Barreiras Técnicas ao Comercio - CBTC Representantes: Titular Jayme Quintas Perez Economista Divisão Econômica da CNC Suplente Izis Janote Ferreira Economista Divisão Econômica da CNC (Compareceu) Ações Reunião Extraordinária realizada no dia 30 de outubro de 2014 A terceira reunião do CBTC/Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro)foi realizada na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com o objetivo de apresentar e discutir os resultados da pesquisa realizada pela própria Fiesp Barreiras técnicas, sanitárias e fitossanitárias sob a perspectiva do setor privado, além dos relatórios do grupo de trabalho de químicos e também dos representantes dos setores presentes. Participaram da mesa coordenadora Tomaz Zanotto, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, José Augusto Corrêa, diretor Titular Adjunto da Fiesp, Vera Thorstensen, presidente do CBTC, e Rogerio Corrêa,

2 chefe da Divisão de Superação de Barreiras Técnicas do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). José Augusto Corrêa apresentou a pesquisa feita para identificar as barreiras técnicas enfrentadas pelas empresas brasileiras. Os destaques foram que 56,8% das instituições participantes responderam que o principal destino das exportações é a América Latina, e que as principais dificuldades relativas às exigências regulatórias são o tempo de adequação ao regulamento técnico e o custo dessa adequação. Na América Latina, os países com mais entraves técnicos identificados na pesquisa foram México, Argentina e Paraguai. A pesquisa consultou basicamente empresas de pequeno porte. Entre as principais exigências das aduanas, 45% referem-se à certificação. Das barreiras identificadas, 47% são de caráter sanitário, 35% são de perfil técnico e 17% são identificadas como "Outros". No grupo "Outros", 9% das barreiras são relativas às licenças não automáticas de importação na Argentina, e outros 3% referem-se a licenças praticadas na Venezuela. Quase metade das empresas consultadas consideram importante cumprir as normas, mas alegam que, por meio delas, apenas empresas locais têm condições de fornecer aos mercados. Nesse sentido, os desequilíbrios no câmbio foram considerados problemas crônicos para as empresas que operam no comércio exterior, enquanto as barreiras foram consideradas problemas agudos. A Fiesp identificou que as empresas exportadoras estão reduzindo suas operações e seus mercados no exterior, não só em razão da conjuntura econômica, mas também em virtude da proliferação de normas e padrões usados para garantir qualidade e segurança, mas que são comumente usados como barreiras comerciais.

3 Vera Thorstensen convidou o representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI) a reproduzir essa pesquisa em escala nacional (aumentar a amostra), na tentativa de obter mais resultados. Em seguida, Rogerio Corrêa apresentou Armando Caldeira-Pires, professor da Universidade de Brasília (UnB), que apresentou um estudo sobre questões relacionadas ao ciclo de vida dos produtos e o impacto no comércio internacional. A apresentação teve como objetivo traçar um panorama da regulamentação europeia sobre declaração ambiental e análise do ciclo de vida de produtos, bem como as mais recentes iniciativas daquele bloco no sentido de buscar maiores coordenação e harmonização nessa área. Outra questão abordada foi que as declarações ambientais de produto são voluntárias, já sendo realizadas por grandes empresas na União Europeia. Essas declarações são exigidas nas compras governamentais. Ainda segundo Armando Caldeira-Pires, no Brasil a Portaria 04/2010 dispõe sobre a aprovação do Programa Brasileiro de Avaliação do Ciclo de Vida, e tem como um dos objetivos elaborar um inventário da base da indústria brasileira. O Inmetro pretende desenvolver um selo de ciclo de vida compatível com o utilizado na Europa (para unificar os diversos existentes no Brasil), pois a proposta é evitar a proliferação de selos desenvolvidos pelas empresas. Vera Thorstensen mencionou que foi elaborado, no âmbito do grupo de trabalho de químicos, um texto de posicionamento e recomendação, a ser adotado pelo CBTC, em relação às medidas ligadas ao Reach regulamento da União Europeia que tem como objetivo a proteção da saúde humana e do ambiente em face dos riscos que podem resultar dos produtos químicos e, simultaneamente, fomentar a competitividade da indústria química europeia. Esse regulamento promove,

4 igualmente, métodos alternativos para a avaliação dos perigos das substâncias, tendo em vista a redução do número de ensaios em animais. O CBTC concordou que o texto aprovado deverá ser enviado para análise do governo brasileiro por ocasião da próxima reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) e distribuído a todos os integrantes do Comitê, para avaliação e comentários. Ainda segundo Vera Thorstensen, o próximo documento a ser elaborado é sobre padrões privados adotados pelas empresas estrangeiras, já que tais medidas são totalmente contrárias às regras da OMC. Na sequência, a reunião foi aberta para que os participantes relatassem dificuldades no processo de exportação. Representantes de associações de diversos setores (elétrico, peças automotivas, cerâmico) informaram estar enfrentando dificuldades para exportar para o Equador. Exigências relacionadas à rotulagem de alimentos no Peru e no Chile também estão gerando dificuldades na exportação. Rogério Corrêa informou que representantes do Sistema Equatoriano de Acreditação estarão no Inmetro em algumas semanas, e poderá aproveitar a oportunidade para levar a eles os questionamentos. Representantes do setor elétrico comentaram que países como Colômbia, Equador e Costa Rica não utilizam normas internacionais como base para elaboração de seus regulamentos técnicos, o que dificulta o ingresso do produto importado. Nesse sentido, a coordenadora sugeriu a criação de mais três grupos de trabalho, além do GT de químicos: alimentos, automotivo e elétrico, e os participantes do Comitê concordaram com a sugestão.

5 Estabeleceu-se, adicionalmente, que o próximo encontro do CBTC será realizado no dia 26 de fevereiro de 2015, em local a ser definido posteriormente.

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