A Relação da Dislexia, Insucesso Escolar e Educação Especial. Acção de Formação

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1 Escola Superior de Educação Almeida Garrett A Relação da Dislexia, Insucesso Escolar e Educação Especial Acção de Formação Mafalda Maria da Conceição Gonçalves 2011

2 ÍNDICE 1 - INTRODUÇÃO A DISLEXIA CAUSAS DA DISLEXIA DIAGNÓSTICO E SUA IMPORTÂNCIA COMO INTERVIR JUNTO DOS DISLÉXICOS INSUCESSO ESCOLAR INTERVENÇÃO REEDUCATIVA DA DISLEXIA MEDIDAS EDUCATIVAS ESPECIAIS DEFINIÇÃO DO PROBLEMA OBJECTIVOS PERCURSO METODOLÓGICO AMOSTRA HIPOTESES/VARIÁVEIS APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS DEFINIÇÃO DO PROBLEMA OBJECTIVOS AMOSTRA HIPÓTESES/VARIÁVEIS APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS ANÁLISE, INTERPRETAÇÃO E COMPARAÇÃO DOS DADOS ACÇÃO DE FORMAÇÃO

3 23- CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA ANEXOS 3

4 1 - INTRODUÇÃO "Se aprendemos a falar, falando, havemos de aprender a escrever, escrevendo!" Manuel Alves Ribeiro Figueiredo. A leitura e a escrita é, de uma maneira geral, para alunos com dificuldades de aprendizagem, qualquer coisa, que custa a aprender, que se realiza lentamente e que pode desencadear alguns problemas. Para uma grande parte das crianças, o acto de escrever, é uma tarefa difícil, pouco gratificante e também, pouco aliciante. Por isso, é necessário intervir nesta área, com bastante paciência, dedicação, persistência e muito trabalho. Por vezes, há crianças que têm grandes dificuldades em ler e escrever, sem uma razão aparente, e que precisam muitas vezes, de uma mão amiga e compreensiva para as compreender, e ajudar. Daí, que muitas vezes, é o professor a única pessoa com quem a criança disléxica pode contar. As crianças disléxicas são crianças que têm problemas de linguagem que se vão reflectir na leitura e na escrita, apesar de terem um QI normal e não apresentarem problemas físicos, nem psicológicos que possam explicar estas dificuldades. "A dislexia é uma dificuldade específica e durável da aprendizagem da leitura e de escrita, em que não houve a aquisição do seu automatismo, é experimentada por crianças normalmente inteligentes, normalmente escolarizadas e indemes de perturbações sensoriais." 4

5 J.PAULO (http://trends.dts.cet.pt/users/jpaulo/dislexia/d_dislex.htm) que cita Debray- Ritzen e Mélékian. Mas nem todos os casos de dificuldades na aprendizagem e utilização da linguagem são casos de dislexia. Há outras razões que convém referenciar e despistar: Incapacidade geral para aprender; Imaturidade na iniciação da aprendizagem da leitura; Alterações no estado sensorial e físico; Problemas emocionais; Métodos de aprendizagem defeituosos; Despistados estes aspectos, se as dificuldades na aprendizagem e utilização da linguagem se mantêm, e se: A dificuldade para ler persiste até à idade adulta; Os erros na leitura e na escrita são de natureza peculiar e específica; Existe uma incidência familiar de tipo hereditário do sindroma; A dificuldade se associa, também, à interpretação de outros; Perante estas dificuldades é de considerar a hipótese de estarmos perante uma disfunção neurológica, de causa biológica ou endógena, que configura o quadro de uma dislexia. É necessário que os educadores, professores e a família, tenham consciência que estas crianças precisam de um apoio especial e que necessitam de uma grande motivação por parte destes. 5

6 Para se entender melhor este problema, será focado neste trabalho o conceito de dislexia, tipos de dislexia, suas causas, a importância do diagnóstico na intervenção junto dos disléxicos, bem como a definição do problema e o objectivo do projecto. Pretende-se, assim, com este trabalho, ajudar todas as pessoas, a diagnosticar crianças disléxicas, compreendê-las e intervir junto delas, de uma forma mais adequada e eficaz. 6

7 2 - A DISLEXIA Conceito de dislexia O termo dislexia teve origem no grego e é composta da seguinte maneira, Dislexia: (do grego) dus = difícil, mau; lexis = palavra. A dislexia é um dos termos usados para descrever as dificuldades de aprendizagem que envolvem a linguagem escrita e falada. Esta é caracterizada por uma grande dificuldade em aprender a escrever, recordar letras, pronunciar palavras e descriminar sons específicos de letras. As crianças disléxicas têm uma caligrafia quase ilegível, e têm uma tendência para trocar letras (ex.: d por b; tapa por pata) mesmo depois de terem passado a idade normal em que isto pode acontecer. É também frequente, quando falam, trocarem o sentido e o som das palavras, (ex.: quente por frio; atrás por à frente; pobre por podre). Mas nem sempre os disléxicos apresentam todas estas características, só algumas delas. Na perspectiva de CONDEMARIDIN et all (1988, p.21) "A dislexia é frequentemente acompanhada de transtornos na aprendizagem da escrita, ortografia, gramática e redacção". Segundo id, "O termo dislexia é aplicável a uma situação na qual a criança é incapaz de ler com a mesma facilidade com a qual lêem seus iguais, apesar de possuir uma inteligência normal, saúde e órgãos sensoriais intactos, liberdade emocional, motivação e incentivos normais, bem como instrução adequada". De acordo com NIELSEN (1999, p.75) "Dislexia designa uma dificuldade específica a nível de leitura. Em termos médicos, é definida como uma condição 7

8 resultante de factores neurológicos, de maturação ou genéticos. A Federação Mundial de Neurologia define dislexia como "uma desordem que se manifesta pela dificuldade em aprender a ler, sem que tal esteja relacionado com instrução convencional, adequação intelectual e oportunidades socioculturais" (Instituto Nacional de Saúde e Desenvolvimento Humano, 1996). Segundo FONSECA (1999, p.460) " Para abordarmos em profundidade o conceito de dislexia, é necessário não esquecer que o segredo dos actos humanos não é só do domínio da psicologia (Politzer, 1974); para isso teremos de ver a dislexia também como um problema social, como um problema economicocultural". Com base em id, "A dislexia revela uma dificuldade de aprendizagem da leitura...". Para ibid, "A criança com dificuldades de Aprendizagem da leitura não revela qualquer deficiência, auditiva, motora, intelectual ou emocional. O seu potencial de aprendizagem está íntegro, só que não aprende a ler facilmente embora compreenda a linguagem falada e a utilize". Duas definições são dadas por CITOLER e ORTUZAR SANZ (1997, p.121) in BAUTISTA relativamente à dislexia: "... seriam disléxicas as crianças que apresentam problemas específicos de leitura sem apresentarem outras causas possíveis que possam contribuir para esse défice: baixo QI, défices sensoriais, escolaridade pobre, baixo ambiente sociocultural, problemas emocionais, perturbações neurológicas. Esta definição sublinha o carácter específico das dificuldades em leitura". A dislexia resulta também, de factores neurológicos, segundo a medicina. Com base em id, "... o termo dislexia, ao proceder do âmbito da medicina, associa-se a doença, mas não se demonstrou que exista um vírus, uma lesão cerebral especifica, 8

9 uma transmissão genética, uma perturbação fisiológica ou química que seja responsável pelo atraso. Além do mais, a dislexia definia-se como um atraso na leitura, inesperado em relação ao QI, mas demonstrou-se que o QI pouco contribui para a explicação do problema". Os autores citados definem a dislexia de várias formas, mas quase todos concordam que esta é uma dificuldade que as crianças têm na leitura e escrita, abordando vários tipos de causas para esta dificuldade de aprendizagem. Evolução histórica do conceito de dislexia A dislexia começou a ser estudada por dois oftalmologistas ingleses, Hinshelwood e Morgane, isto nos finais do séc. XIX. Estes estudaram casos de crianças que tinham dificuldades de aprendizagem. Quando acabaram de realizar os seus estudos concluíram que o problema destas, era chamado de cegueira verbal e esta tinha origem num deterioramento do cérebro, de origem congénita, que afectaria a memória visual de palavras o que levava a criança a ter uma cegueira verbal congénita. Para estes, o cérebro dividia-se em várias áreas separadas, para diferentes tipos de memória. Havia uma memória visual do tipo geral, e uma memória visual de letras e por último uma memória visual de palavras. Entre (1915 e 1940) Samuel Orton, neuropsiquiatra americano defendia que a dificuldade de ler se deve a uma disfunção cerebral de origem congénita. Orton defende que a disfunção cerebral acontece quando a criança não tem uma adequada dominância hemisférica e com base no autor SILVA (1999, "A dominância hemisférica é 9

10 importante para a aprendizagem da leitura porque quando a criança aprende a ler vai registando e armazenando a informação nos dois hemisférios". Existe um hemisfério que é dominante onde a informação é armazenada de uma maneira ordenada e o hemisfério não dominante, onde acontece o contrário. Se o hemisfério dominante não se opuser ao hemisfério não dominante vai haver erros de leitura devido a uma ausência de dominância hemisférica. A estes erros de leitura Orton chamou-lhes de estrefosimbolia ou seja símbolos invertidos. Para este autor esta seria a causa da dislexia. Mais tarde, apareceram mais alguns autores com outras explicações. Para outros investigadores a causa da dislexia seria devido a défices visuais ou motores, défices do movimento do olho e estes afectavam a coordenação binocular, a percepção ocular e o visionamento direccional. L. Bender defendia que os problemas de leitura se deviam fundamentalmente a uma maturação lenta a nível visuo - motora. Segundo SILVA (1999), que cita (Mercer, 1983) "... a facilidade para a leitura correlacionava-se com a capacidade de descriminar formas, distinguir padrões, figura - fundo e orientar-se no espaço". Por isso esta autora defendia que e segundo (id), "a criança disléxica tinha dificuldade na distinção entre pontos e círculos, entre ângulos e curvas e uma tendência para inverter as figuras e as letras". (Baroja,1989; Sebater, 1989). Um outro autor, Ajuriaguerra estudou os sintomas das lesões do cérebro e chegou às seguintes conclusões: que as lesões no hemisfério direito se relacionavam com os problemas gnósico - práxicos; visuo - espaciais; apraxias construtivas; perturbações somato - gnósicas; as lesões no hemisfério esquerdo estavam relacionadas com as funções simbólicas. 10

11 Luria citado por SILVA, (1999, é um outro autor que estuda o problema e faz investigações ao nível da afasia traumática. E conclui a partir destes estudos, que se trata de uma lesão da área occipital, onde se encontra o campo da leitura, que vai deste modo provocar um síndroma de dislexia. Este autor divide a dislexia em duas: "a dislexia literal" que consiste na confusão que a criança faz acerca das formas das letras isoladas, e "a dislexia verbal ou simultânea" em que a criança não é capaz de integrar as letras dentro das palavras. Com base neste autor ( id ) citando Borel - Maissony que explicava o fenómeno da dislexia como "uma dificuldade particular para identificar, compreender e reproduzir os símbolos escritos, que apresentava como consequência uma alteração profunda da aprendizagem da leitura entre os 5 e os 8 anos, na ortografia, na compreensão de textos e portanto, nas aquisições escolares" (Baroja, 1989; Rueda, 1995; Sebater, 1989) Depois de termos abordado várias teorias acerca do conceito de dislexia, há ainda que mencionar outros autores que se referem aos problemas afectivos como causa da dificuldade das aprendizagens de leitura. Para falar um pouco desta teoria, vamos falar em Lauray e Cahn, que defendem que a má relação afectiva entre o filho e a mãe pode causar dificuldades na aprendizagem da linguagem com consequências na leitura e escrita. Mas está provado que a afectividade é um factor secundário e portanto não é uma causa da dislexia. Segundo (ibid, 1999), citando Sebater (1989) que afirma que " é o insucesso escolar, provocado num aluno disléxico, que ao ser incompreendido pela escola, e muitas vezes pela própria família, que vai desencadear distúrbios de tipo afectivo". Para terminarmos esta breve evolução do conceito de dislexia, vamos fazer uma 11

12 pequena abordagem aos três períodos históricos propostos por Rueda sobre as dificuldades de aprendizagem. Os períodos são: o período de fundamentação, a este corresponde os estudos feitos nos finais do séc. XIX, os quais se baseavam na medicina; no período de transição, que acontece entre os anos 40 e 50, os estudos deixaram de ser maioritariamente de origem médico-neurológica, para passarem a ser protagonizados por psicólogos e educadores. Este facto explica, ainda segundo Sabater, a abundante proliferação de testes e programas de recuperação que aparecem nesta altura. Atingem lugar de relevo, nesta época, Marianne Fronstig e Loreta Bender, entre outros. Falandose fundamentalmente de disfunções perceptivas contrapondo-se às lesões cerebrais do período anterior. O período de integração que se situa nos anos 60 e 70, coincide com o apogeu das teorias que propõem a influência múltipla de factores para explicarem as dificuldades na aprendizagem da leitura (Vellutino, 1979). É um período em que as contribuições da psicologia para o estudo da dislexia se vêem influenciadas por três fontes fundamentais: em primeiro lugar as investigações sobre a inteligência artificial que promovem o planeamento e desenvolvimento da simulação em computadores dos processos cognitivos do ser humano. Em segundo lugar, destaca-se o impacto do enfoque biológico da obra de Piaget, obra que se centra na análise dos processos externos que estão subjacentes às mudanças evolutivas do ser em desenvolvimento. Por último, a influência de Chomsky, linguista, afastando-se das posições behavioristas, procedendo à análise das estruturas subjacentes à compreensão e produção da fala. A psicologia cognitiva, diferenciando-se da corrente behaviorista, defende que o comportamento não é só uma função dos elementos que a precedem mas que é influenciada por processos mentais originados entre estímulo e a resposta (Rivière, 1991; Valle, 1991). O interesse que existe em explicar o comportamento humano numa 12

13 perspectiva cognitiva estende-se a todos os âmbitos da psicologia e, portanto, também se aplicam modelos cognitivos e instrumentos como sejam a análise de estratégias, a análise de processos cognitivos, e a análise de estruturas cognitivas e a análise de tarefas, a questões como a compreensão, o cálculo aritmético e, como não poderia deixar de ser, à leitura. Tanto assim é que podemos falar de uma psicologia cognitiva da leitura que tenta analisar como lemos, e que processos cognitivos aí estão implicados, para, deste modo, poder explicar o que fazem os que não aprendem a ler ou têm dificuldade nesta aprendizagem. Nesta perspectiva, considera-se que as causas da dislexia podem ser múltiplas e relacionadas com um inadequado processamento da informação linguística. A abordagem cognitivista e a Teoria do Processamento da Informação A abordagem cognitivista dá ênfase à análise dos processos e mecanismos (linguísticos) cognitivos internos usados pelos sujeitos na resolução de diferentes tarefas cognitivas, nomeadamente na selecção, armazenamento e evocação de informação (Almeida, 1998). Segundo os defensores desta teoria, o sistema nervoso organiza-se em receptores que captam e registam a informação dos estímulos provenientes do meio. Esses estímulos sofrem uma primeira transformação, a que se segue um tratamento efectuado pelos centros nervosos corticais que os seleccionam, comparam, relacionam, codificam e retêm ou conservam, de início na memória de curto prazo (MCP) e posteriormente na memória de longo prazo (MLP). Assim, o sujeito terá que: Receber e registara informação; Fazer o seu processamento; 13

14 Elaborar mentalmente uma resposta; E Emitir uma resposta A forma como este processamento é conseguido depende de outras estruturas superiores (Tavares e Alarcão, 1985): Corpo Executivo E Corpo de Expectativas O Corpo Executivo decide quais as estratégias mentais a utilizar pelo sujeito no processamento da codificação e da descodificação. É assim que alguns sujeitos: Fazem apelo à memória visual; Outros Fazem apelo à memória auditiva; E outros ainda Utilizam estratégias mnemónicas. O Corpo de Expectativas está em íntima conexão com os objectivos e a representação antecipada dos níveis de desempenho do sujeito e terão também influência na atenção, memorização e decisão que o sujeito vai desenvolver. Estes aspectos tomam como modelo a forma como os computadores processam a informação. Do mesmo modo que os dados que entram no computador têm de ser codificados para que este os possa armazenar e processar, a informação que entra nos receptores sensoriais tem se ser codificada para depois ser armazenada e processada. Por isso, se chama a esta corrente a Teoria do Processamento da Informação. 14

15 Na linha desta teoria, qualquer tarefa envolve sempre a realização de determinados componentes. Alguns desses componentes estão mais directamente relacionados: Com os processos de codificação da informação (sobretudo associados a mecanismos de visualização, sensação e memória de curta duração); Com os processos de transformação da informação (recurso a estratégias aprendidas, a conteúdos e conhecimentos armazenados na memória de longa duração); Com os processos de elaboração de respostas (incluindo os aspectos cognitivos da decisão e os mecanismos motores da resposta). O sujeito, ao receber o estímulo sensorial (auditivo, visual, )do meio exterior, produz uma reacção (o fazer, o ler, ), que acabará por se reflectir no meio exterior. Assim, o sujeito: Converte os processos externos em representações internas; Deriva novas representações de processos de inferência; Reconverte esses símbolos internos em processos externos (recognição/escolha/leitura/resposta) Nesta linha, os processos utilizados serão mais específicos das tarefas (ensino adequado de leitura, por exemplo) que dos sujeitos em si mesmo, independentemente da idade, do seu treino anterior (rotina, aprendizagem, hábitos ) ou do nível geral atingido. É em consonância com este tipo de pensamento que Vellutino apresenta a Dislexia como uma subtil deficiência de linguagem. Considera ainda que essa deficiência tem as suas raízes em áreas específicas: 15

16 Défices na codificação Fonológica; incapacidade de representar e aceder ao som de uma palavra como ajuda para recordar a palavra. Deficiente Segmentação Fonémica; incapacidade de segmentar as palavras nos seus sons componentes. Pobre Desenvolvimento de Vocabulário; Problemas em discriminar diferenças gramaticais e sintácticas em palavras e frases. Baseado nos estudos sobre o processamento de informação e aplicando estes conhecimentos à aprendizagem da leitura, Vellutino compara a mente como uma sofistica biblioteca. Vellutino faz esta comparação baseada em estudos que evidenciam que a dislexia tem a ver com a inter-relação e recuperação da informação codificada, armazenada na memória, como ainda, com o armazenamento e codificação de novas informações. Este modelo baseia-se no pressuposto que o processamento de informação a ser armazenada na memória se desenvolve por etapas. Na 1ª etapa tem lugar num sistema de armazenamento sensorial, onde retém por um curto espaço de tempo uma réplica de um dado estímulo. Na 2ª etapa desenvolve-se na MPC. Nesta memória activa a informação é transformada numa representação simbólica e abstracta. Na 3ª e última etapa a forma codificada dos estímulos tanto poderá ser categorizada e armazenada na MLP, como poderá ser rejeitada ou perdida na memória activa. 16

17 A partir da pesquisa baseada neste modelo, Vellutino defende que a Dislexia é mais um sintoma de disfunção durante o armazenamento e recuperação da informação do que a consequência de uma deficiência no sistema visual, tal como as abordagens mais tradicionais sobre esta matéria, faziam crer. Tipos de dislexia A fim de realizar, um estudo sobre a dislexia, chegamos à conclusão que existem vários tipos de dislexia, mas, a maior parte dos autores, principalmente Victor da Fonseca, divide a dislexia em dois grandes tipos que são: dislexia auditiva e visual. Assim para FONSECA (1999, p.469), "Como características, as crianças podem apresentar várias dificuldades no plano auditivo (dislexia auditiva) segundo, Wepman 1960 e no plano visual (dislexia visual) segundo Frosting 1973". Com base em (id, p ), as dificuldades auditivas e visuais têm as seguintes características de comportamento. - Dislexia auditiva Características de comportamento 1 - Problemas na captação e na integração de sons; 2 - Não associação dos símbolos gráficos com as suas componentes auditivas; 3 - Não relacionação dos fonemas com os monemas (partes e todo e palavra); 4 - Confusão de sílabas iniciais, intermédias e finais; 5 - Problemas de percepção e imitação auditivo; 6 - Problemas de articulação; 7 - Dificuldades em seguir orientações e instruções; 8 - Dificuldades de memorização auditiva; 17

18 9 - Problemas de atenção; 10 - Dificuldades de comunicação verbal - Dificuldades visuais Características de comportamento 1 - Dificuldades na interpretação e na diferenciação de palavras; 2 - Dificuldades na memorização de palavras; 3 - Confusão na configuração de palavras; 4 - Frequentes inversões, omissões e substituições; 5 - Problemas de comunicação não verbal; 6 - Problemas na grafomotricidade e na visuomotricidade; 7 - Dificuldades na percepção social; 8 - Dificuldades em relacionar a linguagem falada com a linguagem escrita." De acordo com (ibid, p.473), "A criança pode fundamentalmente revelar dificuldade num plano, ou visual ou auditivo, como pode apresentar problemas em ambas áreas de processamento da informação. Nada impede que a criança utilize a expressão oral, só que a integração e a assimilação da linguagem escrita se encontram comprometidas, podendo afectar, como é óbvio, o seu desenvolvimento". Apesar de a maioria dos autores dividirem a dislexia nestes dois tipos, há outros que optam por outras divisões. O autor REBELO (1988, p.43) e refere Kinsbourne e Warrigton (1963) que distinguem dois grupos de disléxicos tendo como base para isso a inteligência, isto é o Q.I. Verbal e o Q.I. de Realização. Depois de realizarem os testes eles concluíram o seguinte: "Distúrbios de linguagem encontravam-se apenas no 1º grupo, enquanto no 18

19 segundo os distúrbios eram de natureza visuo-espacial (Taylor & Taylor, 1983, p.416)." E ainda de acordo com id, "Os disléxicos do primeiro grupo, com «distúrbios de linguagem», formam o grupo maior. Os seus problemas ou são apenas linguísticos - fonéticos ou, em pequena percentagem (10% Mattis, 1978), têm também descoordenação articulatória e grafo-motora." Também para ibid, "Os disléxicos do segundo grupo, disléxicos visuo-espaciais, com problemas visuo-perceptivos, constituem um pequeno grupo (9% na amostra de Boder e 5% na de Mattis). As suas dificuldades consistem na percepção de letras e palavras como conjuntos, «Gestalts»." CHAVES (2000, p.27) cita Boder no seu trabalho, onde nos propõe outra maneira de subdividir a dislexia. Esta assenta num processo de selecção de diagnóstico das dificuldades de leitura. Este propõe os seguintes subgrupos: o disfonético, o diseidético e o terceiro é uma combinação dos dois anteriores a que ele dá o nome de alexia. O primeiro era constituído por crianças que manifestavam várias dificuldades, a nível verbal e da ligação de sons, o segundo eram crianças que tinham dificuldades em unir fonemas e ler globalmente a palavra, por fim os mistos eram grupo formado por crianças com problemas mais graves apresentando os dois problemas atrás referidos. Lyon, Stewart e Freedman (1982) citados por id, desenvolveram um sistema de classificação baseando-se em grupos de maus leitores, que posteriormente agruparam em cinco grupos que passo a citar. - "O primeiro subgrupo que apresentava relativamente baixos scores nos testes espaciais mas as competências na linguagem estavam relativamente mais intactas. 19

20 - O segundo subgrupo com scores relativamente baixos nos testes de linguagem mas com as competências espacio-visuais relativamente intactas. - O terceiro subgrupo que apresenta linguagem e competências espaciovisuais relativamente normais. - O quarto subgrupo com algumas dificuldades na linguagem, nas competências perceptivo-visuais e na recordação da sequência correcta da informação. - O quinto subgrupo apresentava défices numa variedade de competências linguísticas e espacio-visuais. Comorbilidade Disortografia Perturbação que afecta as aptidões da escrita, onde se observa um conjunto de défices na capacidade da criança para compor textos escritos, evidenciando erros gramaticais ou de pontuação na elaboração das frases, organização pobre dos parágrafos, múltiplos erros de ortografia e uma grafia excessivamente deficitária (DMS-IV-TR, 2002). Os erros ortográficos ocorrem de forma sistemática e recorrente, podendo provocar a total ininteligibilidade dos escritos. Verificam-se omissões, adições, substituições e inversões de letras e sílabas. Dificuldades em descodificar o som com o grafema correspondente. Perturbação que afecta o componente da escrita, onde se observam dificuldades na: Organização das ideias no texto Erros ortográficos feitos de forma sistemática e recorrente Má qualidade gráfica 20

21 Critérios de Diagnóstico de perturbação da Escrita segundo o DSM-IV A- As aptidões de escrita, medidas através de provas normalizadas (ou avaliações funcionais das aptidões da escrita), aplicadas individualmente, situam-se substancialmente abaixo do nível esperado para a idade cronológica do sujeito, quociente de inteligência e escolaridade própria para a sua idade. B- A perturbação do critério A interfere com o rendimento escolar ou actividade da vida quotidiana que requerem a composição de textos escritos (por exemplo, frases escritas gramaticalmente correctas e parágrafos organizados). C- Se estiver presente um défice sensorial, as dificuldades nas aptidões de escrita são excessivas em relação às que lhe estariam habitualmente associadas. Discalculia- É uma perturbação estrutural da capacidade matemática e da simbolização dos números, é de carácter desenvolvimental (não resulta de uma lesão cerebral ou de défices intelectuais) e caracteriza-se por dificuldades especificas da aprendizagem que afectam a normal aquisição das competências aritméticas, apesar de uma inteligência normal, estabilidade emocional, oportunidades académicas e motivação. Sinais Indicadores Dificuldades em contar e associar ao respectivo número. Dificuldades na compreensão da quantidade, do conceito de medida (maior/menor; pesado/leve; 1kg=4x250g; ),etc. 21

22 Dificuldade ou resultados inconsistentes nas operações matemáticas básicas (+,-,x,: ). Dificuldade no cálculo e raciocínio matemático. Dificuldade na compreensão da linguagem matemática e dos símbolos e em recordar conceitos matemáticos, regras, fórmulas, unidades matemáticas e sequências. Quando escreve, lê ou se recorda de números estes frequentemente surgem errados (adição, substituição, omissão e inversão de números). Dificuldades em lidar com o dinheiro e com conceitos monetários. Problemas em copiar números e/ou desenhos geométricos, ou de os reproduzir após memorização. Dificuldade na compreensão de conceitos abstractos de tempo e na orientação espácio-temporal (dificuldade em aprender as horas, esquecese de compromissos agendados, desorienta-se com facilidade e dificuldade em compreender mapas). Dificuldade em compreender conceitos de peso, direcções, espaço e tempo. Reduzida memória de curto e longo prazo. Dificuldade em planear estratégias em jogos como o xadrez, damas, etc, ou de se lembrar de pontuações de jogos de cartas, bowling, jogos de tabuleiro, etc. Entre outros sintomas Disgrafia- Perturbação de tipo funcional na componente motora do acto de escrever, que afecta a qualidade da escrita, sendo caracterizada por uma 22

23 dificuldade na grafia, no traçado e na forma das letras, surgindo estas de forma irregular e disforme. Problemática Emocional e Comportamental As repercussões da dislexia são muitas vezes consideráveis, quer ao nível do sucesso escolar, quer ao nível do comportamento e do estado emocional da criança, originando nestes domínios perturbações de gravidade variável, que importa reconhecer e evitar na medida do possível. A criança disléxica é geralmente triste e deprimida pelo repetido fracasso e por não conseguir superar as suas dificuldades, outras vezes, mostra-se agressiva e angustiada. A frustração causada pelos anos de esforço sem êxito e a permanente comparação com as demais provocam intensos sentimentos de inferioridade. Em geral, estes problemas emocionais e comportamentais surgem como uma reacção secundária aos problemas de aprendizagem provocados pela dislexia. As crianças tendem a exibir um quadro mais ou menos típico, cujas reacções mais características são: Problemas Emocionais: Recusa ou medo de ir à escola Reduzida motivação e empenho pelas actividades escolares Recusa de situações e actividades que exijam leitura e escrita Sistomatologia ansiosa Sistomatologia depressiva Baixa auto-estima e auto-conceito académico Sentimentos de tristeza, de vergonha e de culpa pelo seu rendimento escolar 23

24 Enurese nocturna, encoprese e alterações do sono Sintomas psicossomáticos (alterações gastrointestinais, dores de cabeça, febres, suores, palpitações, tremores, etc.) Etc Problemas Comportamentais Problemas comportamentais no contexto de sala de aula e no contexto familiar Comportamentos de oposição e desobediência Impulsividade Agressividade verbal e/ou física Tendência para enveredar pelo mundo da delinquência (pouca assiduidade às aulas e abandono escolar precoce) etc 24

25 3 - CAUSAS DA DISLÉXIA Desde as últimas décadas do século XIX se reconheceu a existência de crianças com uma capacidade de compreensão normal mas com grandes dificuldades na aprendizagem da leitura. Até aí todas as dificuldades de aprendizagem eram atribuídas a um deficit do nível intelectual, não havendo qualquer distinção categorial que particularizasse a intervenção. À medida que se generalizou a instrução escolar começou a revelação discreta de um grupo de crianças que não poderiam ser encaradas como débeis mentais: as crianças disléxicas. Inicialmente, os vários investigadores trabalharam para a descoberta de uma causa única, mas cedo se chegou à conclusão que a dislexia resulta da concorrência de múltiplos factores: problemas de ordem visual, falta de dominância cerebral ou desordens em estruturas específicas cerebrais, resultantes de factores genéticos e neurológicos. Por um lado admitiu-se a tese da disfunção cerebral, associada a anomalias na estrutura do cérebro que indicam assimetria dos hemisférios, menor actividade cerebral no hemisfério esquerdo (onde reside o centro da linguagem), ou desequilíbrios químicos que comprometiam as áreas funcionais. Por outro lado, fala-se de atrasos de desenvolvimento, desencadeando uma imaturidade perceptiva e auditiva - visual, que se reflectem na aprendizagem e no domínio afectivo - emocional. Contudo, as causas da dislexia ainda hoje não se afiguram muito clara aos investigadores deste campo, sofrendo uma evolução ao longo dos tempos. Recentemente, a discussão centra se à volta da percepção e consciência fonológica, e sua relação com os métodos de ensino. 25

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