Televisão, democracia e propaganda política no Brasil

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1 Televisão, democracia e propaganda política no Brasil Introdução Rose Mara Vidal de SOUZA 1 Às vésperas de comemorar seu 60º aniversário, mais precisamente em 18 de setembro de 2010, a televisão brasileira ainda ocupa o 1º lugar no ranking como mais poderoso meio de comunicação de massas brasileiro. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (2002), se nos primórdios da TV brasileira existiam apenas 200 aparelhos no país, quatro anos depois do seu lançamento, em 1954, este número passou para 120 mil unidades. Na década de 1970, foram mais de 6 milhões de unidades. A importância da TV como meio de comunicação massivo ainda é confirmada pelos números divulgados pelo IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Eles mostram que no Brasil existem mais de 44 milhões de aparelhos receptores de televisão, em média um aparelho para cada quatro habitantes, chegando a 96% das residências do país. Segundo Fischer (2003, p.15) a TV, na condição de meio de comunicação social, ou de uma linguagem audiovisual específica ou ainda na condição de simples eletrodoméstico que manuseamos e cujas imagens cotidianamente consumimos, tem uma participação decisiva na formação das pessoas mais enfaticamente, na própria constituição do sujeito contemporâneo. Devido a essa penetração nos lares tupiniquins, a televisão é usada não só para entretenimento, mas para informação, educação e comunicação política. Em períodos eleitorais, a propaganda política na televisão é uma das principais protagonistas para eleitores decidirem seu voto ou conhecerem as plataformas de governo dos candidatos. A cada ano o marketing político tenta superar o do pleito passado, tornando as eleições um verdadeiro jogo de estratégias, propaganda e marketing, do outro lado vai se esvanecendo o verdadeiro objetivo das eleições: eleger representantes que possuem proposta política para o bem comum da sociedade, (podendo se utilizar de um discurso ideológico). É provocado um grande distanciamento das discussões políticas e ideológicas que poderiam firmar uma eleição mais democrática e coerente, dando lugar a verdadeiros shows de publicidade e marketing (PICHLER, 2009, p.1). Seguindo ainda o pensamento de Pichler (2009, p.2), as características próprias da televisão, a sua grande amplitude de emissão de informação se liga ao objetivo da propaganda eleitoral: garantir a maior visibilidade possível para o partido e para o candidato. Assim a propaganda eleitoral na TV pode promover a carreira do candidato e o avanço da campanha eleitoral, e sustentação da democracia representativa. Bourdieu (1997, p.13).demonstra em seu livro Sobre a Televisão que a TV representa, hoje, uma grande ameaça à cultura e à vida democrática.ao fazê-lo, o autor pretende contribuir para dar ferramentas ou armas a todos aqueles que, enquanto profissionais da imagem, lutam para que o que poderia ter se tornado um extraordinário instrumento de democracia direta não se converta em instrumento de opressão simbólica. A propaganda eleitoral, geralmente, é realizada em vésperas de eleições. Suas mensagens, veiculadas pelos meios de comunicação ou divulgadas diretamente através de discursos e apelos pessoais, convidam a votar em determinado candidato, enaltecem suas qualidades positivas e informam sobre as obras que realizou no passado e as que irá fazer no futuro, se eleito. No caso da 1 Rose Mara Vidal de Souza, jornalista pela Universidade Federal do Tocantins, mestranda em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo e possui MBA em Marketing Político pela Universidade Católica de Brasília.

2 televisão, os telespectadores que recebem a comunicação não encontram nenhuma dificuldade em perceber que se trata de propaganda, ou seja, de que existe fim específico de gerar uma predisposição para obter votos (GARCIA,1990, p. 8). Nesta perspectiva, este trabalho pretende contribuir com uma discussão mais ampla sobre a o uso da televisão na propaganda política, sob o prisma da democracia. Primórdios da política na TV A televisão chegou ao Brasil na década de 1950, mais precisamente em São Paulo. A préestréia da Televisão no Brasil aconteceu no dia 3 de Abril de Foi com uma apresentação de Frei José Mojica e as imagens foram assistidas em aparelhos instalados no saguão dos Diários Associados. No dia 10 de setembro foi transmitido um filme onde Getúlio Vargas falava sobre seu retorno à vida política. De acordo com Cundari (1984) finalmente no dia 18 de setembro a TV Tupi de São Paulo, PRF-3 TV, canal 3, foi inaugurada. Era a concretização do sonho de um pioneiro da comunicação no Brasil: Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo, que já controlava uma cadeia de jornais e emissoras de rádio chamada Diários Associados. Chateaubriand havia encomendado à RCA equipamento para duas emissoras de televisão. A antena foi instalada no edifício do Banco do Estado de São Paulo. "TV na Taba", apresentado por Homero Silva, foi o primeiro programa transmitido. Teve a participação de Lima Duarte, Hebe Camargo, Mazzaropi, Ciccilo, Lia Aguiar, Vadeco, Ivon Cury. Após esse estágio embrionário a TV só ganhou força e espaço dentro dos lares nacionais. Que anteriormente era dominado por outro meio de comunicação: o rádio. Segundo Makovics (2007, p. 55), desde a Era Vargas, década de 1930 até o início da década de 1950, os meios de comunicação, especificamente o rádio, eram utilizados como ferramentas para disseminar idéias e ações de contrapropaganda. Não diferente dos dias de hoje, Getúlio Vargas apresentava-se nos discursos como Salvador da Pátria, ou seja, enaltecia a sua imagem de único. A eleição tanto daquela época como de agora pode ser vista, em nível simbólico, como uma procura mítica, uma busca do Grande Pai, do Rei (e, quando começarmos a eleger mulheres para o cargo, uma procura pela Grande Mãe, uma Rainha). É possível visualizar tal fato, por exemplo, na eleição de Getúlio Vargas ou ainda de Luis Inácio Lula da Silva. Ambos usaram a bandeira do populismo como diferencial competitivo tanto na pré como na pós-eleição. O arquétipo de Grande Pai e Herói é amplamente divulgado nos dois casos. No caso de Getúlio Vargas (1939) que instituiu o salário mínimo, a Consolidação das Leis do Trabalho, também conhecida por CLT e os direitos trabalhistas: carteira profissional, semana de trabalho de 48 horas e as férias remuneradas, a massa proletariada foi a principal beneficiada e com isso o idolatrou e elegeu Getúlio como Pai dos Pobres (RANDAZZO, 1996, p. 239). Na campanha de Getúlio Vargas, estratégias de marketing político são utilizadas, como por exemplo, a utilização da imprensa como ferramenta de maior controle do Estado para divulgar fatos nacionais e internacionais; imagem veiculada no cinema e no rádio; o cinema como meio de incentivo às atividades cívicas; técnicas de propaganda visando à classe operária. A partir da década de 1950, o Brasil conheceu inúmeros Códigos Eleitorais. A Lei 4.115, de 22 de agosto de 1962, foi a primeira a regulamentar o uso da televisão durante a campanha política, embora não chegasse a ser usada por força do Golpe Militar de Conquanto, determinava a obrigatoriedade e a gratuidade da propaganda política nos meios de comunicação. Ficava assim disposto o uso de duas horas diárias, uma a tarde e uma a noite, nos sessenta dias anteriores as eleições. Juscelino Kubitschek (16º período de Governo Republicano a ) e

3 Jânio Quadros (17º período de Governo Republicano a ª fase: a ) foram os primeiros Presidentes da República a utilizar-se da campanha eleitoral veiculada na televisão (MAKOVICS, 2007, p. 56). JK percorreu o país e apareceu na TV cerca de 100 vezes, gastou cerca de duas vezes e meio mais que Juarez Távora, seu concorrente mais próximo, utilizando recursos oferecidos por empresas nacionais e estrangeiras. Na ocasião, Juscelino Kubitschek contou com uma equipe de assessores composta, inclusive, por vários funcionários vindos da sua administração no Governo de Minas Gerais. O candidato discursou em muitos locais do país e, dessa maneira, ficou em evidência, tornou-se mais conhecido do que os seus dois principais concorrentes, Juarez Távora e Ademar de Barros (TORQUATO, 2002, p. 208) As ações políticas de JK basearam-se principalmente na utilização dos meios de comunicação com o objetivo de tornar-se conhecido. Dessa forma, estratégias foram trabalhadas na campanha do candidato a fim de torná-lo conhecido e fortalecer sua imagem em todo o território nacional. Uma das ações da comunicação política é exercer o controle ideológico e, nesse sentido, os candidatos à Presidência da República concedem entrevistas e participam de debates especialmente na televisão, veículo de maior retorno (MAKOVICS, 2007, p. 57). Jânio Quadros também soube usar muito bem a televisão, que na época era o novo advento dos meios de comunicação. Torquato (2002) discorre sobre as estratégias utilizadas por Quadros na TV, na campanha pela prefeitura de São Paulo contra o então senador Fernando Henrique Cardoso em 1985: Na mesma campanha em que ganhou de Fernando Henrique Cardoso, Jânio soube apropriar-se e expressar-se, de maneira adequada, o discurso de maior apelo para a população: o combate à violência, o combate à corrupção. Enquanto Fernando Henrique tinha um exuberante programa de televisão, bem produzido, em que discorria sobre os problemas da capital a partir dos bairros, Jânio, em modestos estúdios da TV Record, com a mulher, dona Eloá, doente, sentada ao lado, gritava um discurso com toque de autoridade, na qual prometia colocar todos os bandidos e sonegadores na cadeia. Passava a idéia de paizão sério e preocupado com a segurança familiar. Este trecho nos remete novamente a mitologização do candidato e a importância que a TV tem em dar visibilidade e forma a esses arquétipos (acima mencionados) e é por isso que sempre se busca a modernização desse aparelho eletrônico. A TV como vemos hoje é muito diferente do Brasil na década de 1950 e Antes a cobertura televisiva exigia esforço e determinação iguais aos dos próprios candidatos. O link era feito por caminhões situados ao longo das rotas com pequenas e precárias repetidoras e quando os candidatos passavam pelas capitais eram entrevistados pelas redes (MAKOVICS, 2007, p. 65). Para Grossi (2001, p.150), em relação à TV, seu poder de penetração ainda tinha alcance reduzido: chegava a apenas um em cada 20 municípios brasileiros. Em nenhum dos meios eletrônicos havia legislação que regulamentasse a veiculação da propaganda política. As mesmas eram gratuitas ou pagas, dependendo dos canais que a transmitiam. Na tevê a propaganda foi transmitida em 16 emissoras espalhadas pelas capitais brasileiras. A TV como ferramenta no regime militar A partir deste contexto podemos entender que o modelo brasileiro de propaganda política na televisão atenua os efeitos personalizantes e anti-institucionais que a bibliografia corrente atribui a este meio de comunicação, uma vez que o tempo para a propaganda política na televisão é

4 fornecido aos partidos políticos e não diretamente aos candidatos. Para alguns autores, a debilidade do sistema partidário brasileiro é explicada historicamente pela descontinuidade provocada pelas inúmeras rupturas institucionais como a Revolução de 1930, o Estado-Novo, o AI-5 e a redemocratização (SCHMITT, 2000). Na tentativa de aglutinar em torno de si o apoio do maior número possível de setores da sociedade brasileira o governo Emílio G. Médici ( ) fez uso, além da repressão policial e política, de uma forte propaganda ideológica elaborada e disseminada por sua Assessoria Especial de Relações Públicas (Aerp) e, principalmente pelos meios de comunicação não estatais (televisão, rádio, jornais e revistas, etc). A Aerp produzia as propagandas do regime militar no Brasil e, nesse, período, as propagandas militares eram apresentadas de forma despolitizada e ressaltavam as qualidades do povo (MARTINS, 1999, p.42). Assim a propaganda ultrapassava a margem da propaganda tradicional e tornava-se ideológica, ou seja, mais ampla e mais global. De acordo com Garcia (1990), sua função é formar a maior parte das idéias e convicções dos indivíduos e, com isso, orientar todo seu comportamento social. As mensagens apresentam uma versão da realidade a partir da qual se propõe a necessidade de manter a sociedade nas condições em que se encontra ou transformá-la em estrutura econômica, regime político ou sistema cultural. [...] era preciso alguns fatos concretos que mostrassem governos atuantes, e a propaganda se encarregou de difundi-los. Todas as realizações, pequenas ou grandes, eram divulgadas para todo o Brasil com insistência e repetição. A todo momento, na imprensa, rádio, televisão ou cinema, se mencionavam a industrialização do Nordeste, a Transamazônica, os milhões alfabetizados pelo Mobral e tantos outros.[...] Apelava-se para o orgulho patriótico da população, mas o amor à pátria passou a ser sinônimo de submissão ao governo. Quem contestasse o regime militar passava a ser considerado anti-brasileiro, e o slogan de 1970 impunha: Brasil, ame-o ou deixe-o (GARCIA, 1990, p. 16). Segundo Queiróz (1999, p ), é no campo da propaganda ideológica que conseguimos diferenciar atos, atitudes e compromissos dos partidos ou candidatos. Sem esse diferencial, as campanhas publicitárias tenderiam a ficar extremamente parecidas. Otimismo e confiança passaram a ser a tônica das mensagens. Chegou a hora de crescer sem inflação (Castelo Branco). Confiamos no Brasil (Costa e Silva). Ninguém segura o Brasil (Médici). Este é um país que vai pra frente (Geisel). O Brasil encontrou a saída. Vamos todos crescer (Figueiredo). Foram épocas de slogans diferentes, mas sempre o mesmo sentindo. Segundo Mattos (2000, p.51) houve também o que podemos chamar de boom da televisão, ou seja, o governo militar concedeu 67 licenças para novas emissoras de TV em todo o território nacional. Para retribuir o auxílio militar, os canais de televisão foram inundados por anúncios que destacavam os valores éticos-morais. O número de aparelhos de televisão no Brasil saltou de 1, 63 milhão para 16, 737 milhões de aparelhos entre 1964 e Durante o regime militar, a propaganda eleitoral permanece sob o controle da censura. Tal como demonstrou, ainda que o sistema tenha desempenhado um papel importante na consolidação de uma infra-estrutura nacional de telecomunicações, a Lei Falcão, de 1976, estabeleceu severos limites quanto à maneira pela qual os candidatos a cargos eletivos poderiam se apresentar ao eleitorado na propaganda eleitoral via televisão. A Lei nº 6339, de 01/07/76 alterou dispositivos do próprio novo Código Eleitoral (Lei nº 4737, de 15/07/65) decretado pelo regime autoritário instaurado em 1964 e permaneceu vigente até o pleito de Neste ano, foi interpretada com mais liberalidade, já que a Justiça Eleitoral permitiu a realização de debates entre os candidatos, bem como a propaganda paga na televisão (ALBUQUERQUE, 1999, p. 51).

5 Concebida para inibir o crescimento da oposição ao regime, a Lei Falcão foi aplicada às eleições municipais de 1976 e, posteriormente, estendida aos pleitos subseqüentes pelo Pacote de Abril de Nos programas veiculados, era permitido aos partidos exibir um retrato dos candidatos, enquanto um locutor relatava, em off, os itens do seu currículo político. Esta legislação prevaleceu até as eleições de 1982, realizadas já num contexto multipartidário (BERTANI, 2006, p.06). Ainda seguindo Bertani (2006) a partir de 1982, a legislação liberalizou o uso da propaganda na televisão que, embora venha sofrendo modificações a cada pleito por legislações específicas, um conjunto de regras tem se mantido constante: o tempo para a propaganda política é concedido aos partidos políticos, em blocos situados à parte da programação normal (Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral / HGPE), tendo em vista regras que relacionam a quantidade de tempo de que dispõe cada partido à dimensão das suas bancadas parlamentares em âmbito federal, estadual ou municipal. São dois programas diários, sendo um diurno e um noturno, transmitidos durante seis semanas anteriores às eleições. O telespectador assistiu à introdução, em 1996, de um novo produto de propaganda eleitoral: os spots, programas de 30 a 60 segundos veiculados nos intervalos comerciais ao longo da programação normal das emissoras, podendo ser exibidos inclusive nos sábados e domingos. Tais programas já haviam sido empregados no plebiscito de 1993, quando os eleitores brasileiros escolheram a forma e sistema de governo. O spot tornou-se uma estratégia para atingir o maior número de eleitores no menor espaço de tempo possível. Nasceu na campanha de Einsenhower para a Presidência dos Estados Unidos, em O recurso aos spots popularizou-se naquele país a partir da década de A esse respeito, a literatura internacional dá pistas para uma tendência mundial de americanização da publicidade política. Isso pode ser verificado na assimilação das práticas de comunicação das campanhas americanas, onde o papel da televisão lidera outros canais de campanha. Também é possível identificar o predomínio de imagens ao invés de temas, associado à personalização na apresentação do processo político, uma conseqüência da crescente orientação para mídia. Também é evidente a profissionalização dos atores políticos no desenvolvimento de suas estratégias de mídia (FIGUEIREDO, 2000, p. 163). Diante do exposto compartilhamos a idéia de Thiollent (1990) que diz respeito a que o sistema político recorre cada vez mais às técnicas de marketing e aos veículos de comunicação de massa para influenciar a opinião pública e organizar as campanhas eleitorais. A relação dos meios de comunicação com a política é responsável pela modernização das campanhas eleitorais, a televisão ainda ocupa lugar de destaque entre esses meios, saindo à frente inclusive do mais novo advento midiático: a internet. HGPE, só não temos certeza do G A partir do dia 1º de agosto de cada ano eleitoral é a mesma coisa, os políticos, marqueteiros e assessores se alvoroçam quando inicia o período do Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE) na televisão e no rádio. É o período da cartada quase final. Espaço que vai levar a imagem e as palavras para quem ainda não teve oportunidade de conhecer seu (ou futuro) candidato. Em todo o planeta, nenhuma democracia reserva tanto tempo à propaganda eleitoral gratuita dos partidos na TV como o Brasil. No Brasil, a obrigatoriedade da propaganda eleitoral gratuita reside no entendimento de que o rádio e a televisão são veículos insubstituíveis na irradiação de informações, por sua popularidade e abrangência. Especialmente no espaço televisivo, é possível verificar uma força mais incisiva, na medida em que consegue aliar duas características capazes de exercer fascínio sobre o receptor: o som e a imagem em movimento, elementos que fornecem suporte à construção de uma realidade (WEBER, 2000, p.32).

6 Num cenário de disputa eleitoral, seriam então beneficiados os partidos e a população. A legislação autoriza as emissoras a abaterem os seus custos e lucros cessantes no Imposto de Renda. Ainda assim, o setor alega que o horário eleitoral espanta os anunciantes e os prejuízos não são recompensados, mostrando-se ressentido com a perda de milhões de reais-espaço-tempo, doados em benefício da politização nacional mínima (Weber, 2000). Em contrapartida, as instituições políticas investem dinheiro e táticas para aproveitar ao máximo esse tempo, aliando-se a grandes produtores e especialistas em imagem e política para, assim, estruturar um espetáculo político a ser apresentado nos lares dos eleitores. Em 1994, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), distribuiu uma nota às suas associadas para ser lida antes do início do horário eleitoral, protestando contra a cessão obrigatória de espaço para a propaganda eleitoral. As empresas de rádio e televisão, ao adotarem a postura reprovadora em relação ao horário político, sustentam a justificativa dos prejuízos causados pelo programa ao faturamento das emissoras de rádio e TV argumentando que os programas são reservados ao horário mais caro das emissoras e, também, alegando queda de audiência [...] Porém, geralmente fica fora da pauta de uma discussão mais acurada a existência de benefícios tributários para o horário eleitoral. O decreto nº 3.786/01, que regulamenta o art.99 na Lei 9.505/97, determina que as emissoras de rádio e televisão têm direito ao ressarcimento fiscal referente ao espaço destinado à propaganda eleitoral gratuita, abatendo do lucro líquido os valores correspondentes ao tempo que seria comercializável (durante o tempo de transmissão) e adotando os preços vigentes do mês, o que significa um ressarcimento de cerca de 1/3 das quantias lançadas (BERTANI, 2006, p.111 e 112). Impasses a parte, o direito de expor suas propostas políticas para os cidadãos brasileiros é incontestável e está amparada legalmente, mas deve-se lembrar aos veículos, principalmente as emissoras de televisão que o horário gratuito não é bem gratuito, ele custa em média R$ 238,5 milhões aos cofres públicos, ou seja, todos nós pagamos pelo direito que deveria ser gratuito. Contraditório, mas não incompreensível. O vai e vem das leis eleitorais De acordo com Bertani (2006), desde a instauração da Nova República, em 1985, para cada eleição houve uma lei eleitoral específica. As eleições de 1985, 1988 e 1992 foram realizadas em nível municipal (prefeitos e vereadores). Já o pleito de 1989 foi realizado exclusivamente para a Presidência da República. A eleição de 1986 foi para o Congresso Nacional, (CN, composto pelo Senado e pela Câmara de Deputados), para governadores dos estados e para as Assembléias Legislativas (AL). Atualmente, as regras para a realização da propaganda eleitoral nos veículos de comunicação de massa abrangem, além das TVs abertas convencionais, as emissoras que operam em VHF e UHF e os canais de televisão por assinatura sob a responsabilidade do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, das Assembléias Legislativas e da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Em caso de haver segundo turno, são destinados dois períodos de tempo iguais 20 minutos cada - para cada candidato, em um programa pela manhã e outro à noite. A legislação não autoriza cortes instantâneos nos programas ou qualquer tipo de censura prévia. Para este caso, não é difícil verificar este tipo de ação, ao contrário de outras normas, como a proibição da propaganda que possa degradar ou ridicularizar candidatos, ofender a sua honra, a moral e os bons costumes. Sabe-se que a notável evolução de técnicas e efeitos oferecidos pela

7 sofisticação dos equipamentos de edição faz com que sejam largamente utilizados na elaboração dos programas. Esse dispositivo dá margem para interpretações diversas, o que reforça a dificuldade no julgamento de pedidos de direito de resposta encaminhados quase que diariamente por partidos e coligações durante o período de veiculação dos programas. Quanto ao controle da veracidade das informações em tais programas, deve ser considerado também que não existe, na legislação eleitoral, conceito de propaganda enganosa. O Tribunal Superior Eleitoral acompanha de longe a confusão dos números apresentados pelas campanhas. A corte limita-se a analisar e julgar as denúncias que partem do Ministério Público a partir de reclamações de qualquer cidadão ou de partidos que se considerem atingidos por informações que julgarem inverídicas. O TSE fica, portanto, na zona de tiro do duelo estatístico já que, para cada número, pode ser dada uma explicação favorável ou desfavorável, dependendo da interpretação (BERTANI, 2006, p.110 e 111). A democracia na TV "A televisão me deixou burro muito burro demais agora todas as coisas que eu penso me parecem iguais" (Arnaldo Antunes, Marcelo Frommer e Toni Belotto) Tudo o que o sujeito dessa letra de música pensa lhe parece igual. Será por que ele só pensa as mesmas coisas, ou será por que, devido à televisão, todas as coisas, por mais diferentes que possam ser, são estranhamente igualadas em sua percepção? Parece que o eu dessa canção está nos dizendo que sua mente se assemelhou a uma tela de televisão, em que todas as imagens desfilam como que chapadas, por mais distintas que possam parecer. Com isso, os Titãs estão nos dizendo que o telespectador em geral é presa da televisão, que ele se torna refém dela (Televisão, 2009, p. 02) Esta é uma análise feita no site Alô Escola da TV Cultura e nos parece bem a calhar com a televisão e a propaganda política no Brasil. A democracia está ligada ao direito do cidadão conhecer o seu candidato, como falamos no tópico anterior. De acordo com Pichler (2009, p.2), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para estimular a população a votar nas eleições, realiza campanhas de conscientização do voto, exibindo legitimidade da democracia representativa. Porém, além de limitar o conceito de democracia, ocultase a falsa democracia, sendo que o candidato que quiser vencer uma eleição deve dispor de recursos financeiros para poder produzir bons programas de televisão e bons materiais de campanha, como bandeiras, banners, adesivos, santinhos, etc. e, principalmente para pagar os gastos operacionais da campanha, como Telefone, Sede, Viagens, etc. Deixa de ser democrático porque nem todos as organizações partidárias detém a mesma situação financeira para investir nas campanhas. Ainda seguindo o raciocínio do autor por sua vez o que determina o tempo da propaganda eleitoral gratuita é a quantidade de representantes que cada partido possui nacionalmente, ou seja, o maior número de deputados federais e senadores de determinado partido proporciona a este maior tempo de propaganda na TV e no rádio. No entanto, isso acarreta um ciclo vicioso onde os partidos com maior tempo de propaganda eleitoral na Televisão Aberta podem eleger com mais facilidade seus candidatos e podem novamente compor um grande número de deputados e senadores, garantindo na próxima eleição maior tempo para a propaganda na TV e no Rádio, dando manutenção ao domínio de um partido político em cenário nacional, e firmando a participação da TV enquanto meio de propaganda eleitoral.

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9 Considerações finais A TV deve continuar sendo o meio de propaganda eleitoral, no entanto, modificações devem ser realizadas. O tempo para cada organização partidária deve ser o mesmo, já que estamos em uma democracia. Há 25 anos o Brasil saíra de uma ditadura militar, no entanto, a consciência política e social, foi se desestruturando de tal forma que, no Brasil de hoje, o povo não tem consciência política. Além das campanhas de conscientização do voto, poderiam desenvolver uma campanha, não apenas para fins eleitorais, de conscientização política junto a institutos, faculdades, historiadores, onde possam explicar e educar a população quanto a diversos conceitos: democracia, política, sistema econômico, Estado, partido, governo, etc., permitindo que a população tenha a verdadeira consciência para votar, a consciência política. Referências bibliográficas

10 ALBUQUERQUE, Afonso de e DIAS, Márcia Ribeiro. Propaganda Política e a Construção da Imagem Partidária no Brasil: Considerações Preliminares. Disponível em <www. cienciapolitica.org.br/encontro/reppol3.3.doc> Acesso em 18 de outubro de BERTANI, Karine. A Política Entra no ar: Evolução e Características do Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral. In Revista Ciências Sociais em Perspectiva (5) 8: 1º sem Disponível em < Acesso em 22 de outubro de BOURDIEU, Pierre. Sobre a televisão (seguido de A influência do jornalismo e Os jogos Olímpicos). Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, CUNDARI, Paula Cesari. Assis Chateaubriand e a implantação da televisão no Brasil; tese de Mestrado. Universidade Metodista de São Paulo, UMESP, Brasil FIGUEIREDO, Marcus; et al. Estratégias de Persuasão Eleitoral: uma proposta metodológica para o estudo da propaganda eleitoral. Em: FIGUEIREDO, Rubens(org.). Marketing Político e Persuasão Eleitoral. São Paulo: Fundação Konrad Adenauer, FISCHER, Rosa M.B. Televisão e educação: fruir e pensar a tv. Belo Horizonte: Autêntica, 2ª edição, GARCIA, Nelson Jahr. O que é propaganda ideológica. Coleção Primeiros Passos Vol. 77. São Paulo. Brasiliense, GROSSI, Eduardo. A vassoura e o voto: publicidade eleitoral de Jânio Quadros a Campanha presidencial de p. Dissertação (Mestrado em Comunicação Social) Universidade Metodista de Sâo Paulo, São Bernardo do Campo-SP. MAKOVICS, Nahara Cristine. A evolução do marketing político na televisão brasileira: , Tese de Doutorado. Universidade Metodista de São Paulo, UMESP, Brasil, MARTINS, Ricardo Constante. Ditadura Militar e Propaganda Política: A Revista Manchete Durante o Governo Médici. Tese de Mestrado. Universidade Federal de São Carlos, MATOS, Sérgio Augusto Soares. A televisão no Brasil: 50 anos de história ( ). Salvador: Editora PAS-Edições Ianamã, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Disponível em < >. Acesso em 12 de outubro de PICHELER, Lucas Suzuki. Propaganda Eleitoral na TV. Disponível em < >. Acesso em 20 de outubro de QUEIROZ, Adolpho. Slogans Políticos Regionais: a imagem pública e criatividade. Revista de

11 Comunicação Social: publicidade e propaganda. Vol. II, n.2, Faculdade Valinhos, RANDAZZO, Sal. A criação dos mitos na publicidade: como os publicitários usam o poder do mito e do simbolismo para criar marcas de sucesso. Tradução: Mario Fondelli. Rio de Janeiro. Rocco, TELEVISÃO ; Arnaldo Antunes, Marcelo Frommer e Toni Belotto, (Grupo Titãs), Álbum: Televisão, Warner Music, TELEVISÃO, Alô Escola. Seção Ponto Com Poesia. Disponível em < Acesso em 21 de outubro de THIOLLENT, Michel. Opinião Pública e debates políticos. São Paulo: Cortez, TORQUATO, Gaudêncio. Tratado de comunicação organizacional e política. Pioneira Thomson Learning, SCHMITT, Rogério. Partidos Políticos no Brasil ( ). Rio de Janeiro: Zahar, WEBER, Maria Helena. Comunicação e Espetáculos da Política. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 2000.

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