Área: Economia. Silvia Padilha

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1 9 A relação entre trabalho, miséria e exclusão: uma breve análise da situação no mercado de trabalho das pessoas cadastradas no Programa Bolsa Família em Cascavel/PR no período de 2005 a Área: Economia Silvia Padilha Luciano de Souza Costa Instituição: Unioeste Endereço: Rua Sergio D de Holanda 1940 B, Neva, Cascavel/PR Resumo O capitalismo desde o seu surgimento modificou radicalmente a vida em sociedade, produzindo conseqüências danosas como desemprego, exclusão social, miséria, desigualdades entre pessoas, regiões e países. No Brasil, a estrutura social excludente amplia ainda mais os problemas gerados pelo capitalismo. Dessa maneira, o Estado Brasileiro, através de políticas públicas busca maneiras de amenizar os problemas sociais. Uma dessas maneiras foi a criação de um instrumento de transferência de renda direta às famílias em situação de pobreza e extrema pobreza; o Programa Bolsa Família (PBF). Mas, embora o PBF contribua para minorar os efeitos da exclusão sobre estas famílias beneficiadas, elas ainda necessitam de uma complementação de renda via mercado de trabalho. Dessa forma, é importante analisar como as pessoas cadastradas no PBF estão inseridas no mercado de trabalho. Neste sentido, este artigo busca analisar a situação no mercado de trabalho relacionando a ocupação e a renda das pessoas cadastradas PBF do Município de Cascavel/PR no período de 2005 a Para tanto se analisa os dados estatísticos coletados no programa informatizado do relatório analítico PBF, que é gerado a partir do Cadastro Único.. Palavras-chave: Trabalho, Exclusão Social, Miséria.

2 10 1. Introdução O presente artigo tem por objetivo observar a relação entre o trabalho, a miséria e exclusâo das pessoas cadastradas no Programa Bolsa Famíla (PBF) no Município de Cascavel-PR, por meio da análise dos dados estatísticos da situação no mercado de trabalho, da ocupação e da renda das pessoas cadastradas neste programa. A pesquisa foi realizada no período compreendido entre os dias 02 de agosto a 20 de outubro de 2007, e cobre os anos de 2005 a 2007, Esta se baseou fundamentalmente nas informações contidas no programa informatizado do relatório analítico do PBF, que é gerado a partir do Cadrastro Único (Veja em anexo). O C. U. é um instrumento de coleta de dados e informações que tem como objetivo identificar todas as famílias de baixa renda existentes nos municípios, sendo, portanto, cadastradas apenas as famílias que possuem renda mensal de até meio salário mínimo por integrante de cada família, o que corresponde hoje a R$ 190,00 (cento e noventa reais). Desta forma, o C. U. é a principal fonte de dados e coleta informações das famílias de baixa renda e de diagnóstico sócio-econômico dessas famílias cadastradas. (MDS, 2007) Este cadastro é aplicado à pessoa responsável de cada família de forma direta e pessoal por funcionários e estagiários da Secretaria de Ação Social da Prefeitura, sendo posteriormente digitado no programa de relatório analítico PBF. Com este relatório analítico é possível realizar a pesquisa por meio de filtragens. Assim, os dados e informações das pessoas cadastradas no programa foram filtrados tendo como base as variáveis: idade, sexo, raça/cor, escolaridade, situação no mercado de trabalho, ocupação e renda. Neste caso, foram retiradas da pesquisa, por exemplo, as crianças de 0 a 16 anos incompletos (que totalizam aproximadamente 34 mil). E consideradas apenas as pessoas cadastradas no PBF que exercem algum tipo de ocupação ( homens e mulheres), bem como as pessoas acima de 16 anos que não possuem nenhum tipo de ocupação ( homens e mulheres), e também aposentados/pensionistas (7.352 ) e encostados pelo INSS (1.766). Portanto, tem-se um total de pessoas adultas cadastradas no PBF 1. Um número espantoso para uma cidade composta por 295 mil habitantes e destaca-se como um pólo regional (PMC, 2007). 2. Aspectos referentes à situação no mercado de trabalho Nesta seção será realizada a análise dos dados coletados na PMC referentes às pessoas cadastradas no PBF, considerando sua situação no mercado de trabalho, sexo, raça/cor, idade, escolaridade e tipo de trabalho, no período de 2005 a Com base nos dados da Tabela 1, observa-se que 57,2% das pessoas acima de 16 anos não possuem nenhum tipo de ocupação, isto é, quase 60% das pessoas cadastradas no PBF encontram-se fora do mercado de trabalho. Do outro lado desse montante, como se pode ver nessa mesma Tabela 1, apenas 36,1% das pessoas têm algum tipo de ocupação. Esses números reforçam a necessidade, por parte das pessoas assistidas pelo programa, do auxílio 1 Ou seja, até setembro de 2007 tinham sido cadastradas famílias que residem na cidade e nos distritos de Cascavel/PR. Destas, apenas destas familias recebem o benefício, ou seja apenas a metade das familias cadastradas. Se levarmos em consideração que as famílias cadastradas são compostas, em média, por 9,7 integrantes teremos aproximadamente 200 mil pessoas sendo assistidas pelo PBF em Cascavel (PMC, 2007).

3 11 provindo do PBF. A decomposição do número relativo aos indivíduos ocupados permite notar o percentual de trabalhadores no setor formal (composto pelos assalariados com carteira de trabalho e autônomos com previdência social) e informal (composto pelos assalariados sem carteira de trabalho e autônomos sem previdência social). Nesses casos, pode-se observar que os assalariados com carteira de trabalho (8,1%) e autônomo com previdência social (0,5%), portanto com maiores garantias, representam a minoria dentre os ocupados. Chama atenção o percentual de autônomos sem previdência social (21,7%) e os assalariados sem carteira de trabalho (5,8%), Indicando que a maior parte dos ocupados exerce atividade informal, evidenciando as condições de insegurança e precariedade relativas a ocupação que possuem esses trabalhadores. Na análise por sexo percebe-se que 44,4% do total de homens não trabalha, mas, no entanto, 48% estão ocupados dos quais a maioria é de autônomos sem previdência social (29,7%) e de assalariado sem carteira de trabalho (6,5%). Isto significa que, aproximadamente, 36,2% dos homens estão na informalidade e que, portanto, apenas 11,8% estão na formalidade. Entre as mulheres o percentual das que não trabalham atinge a impressionante cifra de 68,6%, revelando que o número de mulheres que não trabalham é muito superior ao de homens. Assim, apenas 25,7% do total de mulheres estão ocupadas, das quais 5,2% enquadradas como assalariadas sem carteira de trabalho e 14,6% autônomas sem previdência social, o que também demonstra que, da mesma forma que se pode verificar entre a população masculina, a maior parte das mulheres está ocupada em atividades informais. Portanto, do total de homens e mulheres a maioria exerce atividades informais, ou seja, 36,2% de homens e 19,8% de mulheres encontram-se em situação de informalidade. Ao contrário, apenas 11,8% dos homens e 5,9% de mulheres possuem empregos formais. Cabe pontuar que, através da análise, percebe-se que o elemento feminino sofre mais diretamente os problemas da exclusão, haja vista que 68,6% delas não trabalham, e que, daquelas que possuem ocupação, apenas 5,9% exercem atividades formais. Tabela 1 Percentual das pessoas acima de 16 anos cadastradas no PBF por situação no mercado de trabalho e sexo no período de 2005 a Situação no mercado de trabalho Homem % Mulher % Total Assalariado com carteira de trabalho , ,3 8,1 Assalariado sem carteira de trabalho , ,2 5,8 Autônomo com previdência social , ,6 0,5 Autônomo sem previdência social , ,6 21,7 Aposentado/Pensionista , ,1 4,4 Trabalhador rural* , ,9 1,2 Não trabalha , ,6 57,2 Outra** , ,8 1,1 Total ,0 Fonte: Secretaria de Ação Social da PMC de Cascavel/PR dados coletados em 11/09/2007. OBS.: pode-se obter o tamanho do setor formal somando 1+3 e o informal somando 2+4.

4 12 * A categoria de análise denominada como Trabalhador Rural é composta por pessoas residentes nos distritos pertencentes a Cascavel/PR (Juvinópolis, Rio do Salto, São João, Sede Alvorada, Espigão Azul e São Salvador). A denominação obedece ao fato de não residirem no centro urbano de Cascavel e não se enquadrarem nas demais situações analisadas do mercado de trabalho (PMC, 2007). ** A categoria de análise denominada como Outra é composta por pessoas que recebem benefícios pelo INSS (PMC, 2007). A Tabela 2 demonstra que a maioria absoluta das pessoas com idade acima de 16 anos cadastradas no PBF, entre os anos de 2005 a 2007, independentemente da situação no mercado de trabalho, é de cor branca. Dentre as categorias, nota-se que o maior percentual de pessoas da cor negra e parda estão entre os homens (23,4%) autômonos sem previdência social e as mulheres (38,6%) assalariadas sem carteira de trabalho. Esses dados revelam o tipo de colonização havida no oeste paranaense por imigrantes oriundos do sul do país e que possuíam ascendência européia (SPERANÇA, 1992). Dentre as pessoas cadastradas no PBF que estão no mercado formal (com carteira de trabalho), 90,6%, ou seja, praticamente todos, são homens brancos e apenas 9,4% são negros e pardos. Já dentre as mulheres que estão no mercado formal (com carteira de trabalho), o percentual é um pouco menor, das quais 68,9% são brancas e 31,1% negras e pardas. Dentre os autônomos com previdência social há 70,9% de homens brancos, 21,8% negros e pardos, e 7,3% amarelos. Nessa mesma categoria entre as mulheres, também percebe-se uma diferença menos acentuada; das quais 63,6% são brancas, 33,5% negras e pardas e 2,9% amarela. Notase nessa análise que a maior presença registrada de homens e mulheres da cor amarela se encontra na categoria dos autônomos com previdência social. A observação da categoria composta pelas pessoas que estão no mercado informal; assalariados sem carteira de trabalho, têm-se 77,7% de homens brancos e 22,3% negros, pardos. Dentre as mulheres dessa categoria, 61,3% são brancas e 38,6% negras e pardas. Dentre os autônomos sem previdência social, 76,5% são homens brancos e 23,4% são negros e pardos. E dentre as mulheres, 85,7% são brancas e 14,3% são negras e pardas. Esses dados evidenciam que a maior parte das pessoas cadastradas no programa que possui algum tipo de ocupação é da raça/cor branca e se encontram na informalidade no mercado de trabalho. Entretanto, observam-se algumas curiosidades em relação a outras categorias de análise. Um fato a ser destacado, diz respeito à percentagem de mulheres pardas em situação formal que supera a dos homens pardos na mesma situação: 29,9% de mulheres pardas assalariadas com carteira de trabalho contra 8,2% de homens pardos. Dentre os trabalhadores autônomos com previdência social, 32,1% são mulheres e pardas e 19,4% homens e pardos. Tabela 2 Percentual das pessoas acima de 16 anos cadastradas no PBF por situação no mercado de trabalho, sexo e cor no período de 2005 a Situação no mercado de Sexo Branca Negra Parda Amarela Total trabalho Assalariado com carteira de Homem 90,6 1,2 8,2 0,0 100,0 trabalho 1 Mulher 68,9 1,2 29,9 0,0 100,0 Assalariado sem carteira de Homem 77,7 3,8 18,5 0,1 100,0 trabalho 2 Mulher 61,3 9,7 28,9 0,0 100,0 Autônomo com previdência Homem 70,9 2,4 19,4 7,3 100,0 social 3 Mulher 63,6 1,4 32,1 2,9 100,0

5 13 Autônomo sem previdência Homem 76,5 3,7 19,7 0,1 100,0 social 4 Mulher 85,7 4,8 9,5 0,0 100,0 Aposentado/Pensionista Homem 97,7 0,1 2,1 0,1 100,0 Mulher 98,9 0,3 0,7 0,1 100,0 Trabalhador rural* Homem 91,3 3,1 5,4 0,2 100,0 Mulher 94,6 1,6 2,9 0,9 100,0 Não trabalha Homem 82,1 2,8 15,0 0,1 100,0 Mulher 81,2 3,1 15,6 0,1 100,0 Outra** Homem 90,8 1,7 7,5 0,0 100,0 Mulher 87,9 3,7 8,4 0,0 100,0 Fonte: Secretaria de Ação Social da PMC de Cascavel/PR dados coletados em 11/09/2007. OBS.: pode-se obter o tamanho do setor formal somando 1+3 e o informal somando 2+4. * A categoria de análise denominada como Trabalhador Rural é composta por pessoas residentes nos distritos pertencentes a Cascavel/PR (Juvinópolis, Rio do Salto, São João, Sede Alvorada, Espigão Azul e São Salvador). A denominação obedece ao fato de não residirem no centro urbano de Cascavel e não se enquadrarem nas demais situações analisadas do mercado de trabalho (PMC, 2007). ** A categoria de análise denominada como Outra é composta por pessoas que recebem benefícios pelo INSS (PMC, 2007). Observando as informações da Tabela 3, nota-se que entre as pessoas acima de 16 anos, cadastradas no PBF, e que possuem algum tipo de ocupação, o maior percentual se encontra na faixa etária dos 26 a 41 anos de idade. Sendo importante observar que dentre as pessoas que não possuem nenhum tipo de ocupação a maior percentagem está entre os mais jovens, ou seja, 63,3% dos homens e 39,8% das mulheres com idades entre 16 a 25 anos. Isso demonstra que, dentre os que não possuem nenhum tipo de ocupação, muitos são jovens, que muitas vezes estão em busca do primeiro emprego e pelo fato de não possuírem experiência acabam ficando a margem do mercado de trabalho. Percebe-se que entre os assalariados sem carteira de trabalho, 48,8% das mulheres e 47,4% dos homens têm idade de 26 a 41 anos. Também se verifica a mesma questão entre os autônomos sem previdência social, em que 61% das mulheres e 38,7% dos homens têm idades entre 26 a 41 anos. Dessa forma, se observa que há maior percentual de mulheres ocupadas em situação informal na idade considerada mais ativa no mercado de trabalho, do que homens dessa mesma faixa etária em situação informal. Dos que se encontram em situação formal e são assalariados com carteira de trabalho, 74,3% das mulheres e 51,6% dos homens têm idade entre 26 a 41 anos. Percebe-se maior porcentagem de mulheres com carteira de trabalho nessa mesma faixa etária do que homens na mesma situação. Chama atenção o percentual de autônomos com previdência social, dentre os quais todos, homens e mulheres, têm idade acima dos 42 anos, demonstrando a preocupação em garantir o benefício (aposentadoria) junto ao INSS e, dessa maneira assegurar o futuro, as pessoas nessa faixa etária encontram dificuldades tanto para se manter no mercado de trabalho como para arranjarem um novo emprego. Outra informação interressante, diz respeito à situação do trabalhador rural, dentre os quais 53,2% dos homens e 85% das mulheres têm idade superior aos 42 anos. Por outro lado, apenas 1,8% dos homens e 2,2% das mulheres registrados como trabalhadores rurais tem idade entre 16 a 25 anos. Concluindo, mais de 50% das pessoas residentes nos distritos da cidade de Cascavel têm idade avançada e dentre os mais jovens a porcentagem não chega a

6 14 4%. Esse índice poderia ser explicado em virtude da busca por melhores oportunidades no mercado de trabalho central. Tabela 3 Percentual das pessoas acima de 16 anos cadastradas no PBF por situação no mercado de trabalho, sexo e idade no período de 2005 a Situação no mercado de trabalho Sexo > Total Assalariado c/ Homem 0,6 13,6 15,2 36,4 26,5 7,7 100,0 carteira de trabalho 1 Mulher 0,2 8,5 28,1 46,2 14,8 2,2 100,0 Assalariado s/ Homem 2,0 38,3 23,1 24,3 2,2 10,1 100,0 carteira de trabalho 2 Mulher 4,8 13,8 11,8 37,0 31,9 0,8 100,0 Autônomo c/ Homem 0,0 0,0 0,0 0,0 60,7 39,3 100,0 previdência social 3 Mulher 0,0 0,0 0,0 0,0 26,3 73,7 100,0 Autônomo s/ Homem 2,2 27,2 18,4 20,3 18,5 13,8 100,0 previdência social 4 Mulher 1,8 10,2 28,1 32,9 22,0 5,3 100,0 Aposentado/ Homem 1,1 1,1 1,3 4,9 19,2 72,3 100,0 Pensionista Mulher 0,6 1,3 4,8 4,6 12,5 76,2 100,0 Trabalhador rural* Não trabalha Homem 0,4 1,4 12,4 32,6 26,6 26,6 100,0 Mulher 0,9 1,3 1,3 11,5 28,9 56,1 100,0 Homem 25,3 38,0 9,3 8,9 8,0 10,4 100,0 Mulher 14,5 25,3 18,5 17,5 12,6 11,6 100,0 Homem 0,0 0,6 4,9 14,0 33,8 46,7 100,0 Outra** Mulher 0,0 4,0 12,8 25,3 27,0 31,0 100,0 Fonte: Secretaria de Ação Social da PMC de Cascavel/PR dados coletados em 11/09/2007. OBS.: pode-se obter o tamanho do setor formal somando 1+3 e o informal somando 2+4. * A categoria de análise denominada como Trabalhador Rural é composta por pessoas residentes nos distritos pertencentes a Cascavel/PR (Juvinópolis, Rio do Salto, São João, Sede Alvorada, Espigão Azul e São Salvador). A denominação obedece ao fato de não residirem no centro urbano de Cascavel e não se enquadrarem nas demais situações analisadas do mercado de trabalho (PMC, 2007). ** A categoria de análise denominada como Outra é composta por pessoas que recebem benefícios pelo INSS (PMC, 2007). Identifica-se, pela análise da Tabela 4, que 44,7% dos homens e 32% das mulheres, acima de 16 anos, cadastrados no PBF, não ocupados, têm o ensino fundamental (5ª a 8ª série) incompleto, ou seja, quase 50% destas pessoas não completaram o ensino fundamental. Observa-se também que entre os não ocupados, que apenas 0,1% dos homens e 0,2% das mulheres estão cursando ou tem escolaridade a nível superior, enquanto que 7% dos homens e 11,1% das mulheres são analfabetos. Nesse sentido, percebe-se que a percentagem de pessoas não ocupadas com melhor escolaridade é bem menor. Isso revela que a baixa escolaridade implica na dificuldade em se inserir no mercado de trabalho. Dentre as pessoas com maior escolaridade, cursando ou com o ensino médio completo, há 59,2% de homens e 72,6% mulheres que são assalariados com carteira de trabalho. Outro fato a ser pontuado, é que entre os assalariados com carteira de trabalho não existem analfabetos, além disso, é a categoria em que se encontra a maior percentagem de homens (0,6%) e mulheres (2%) com escolaridade a nível superior. Percebe-se que as mulheres

7 15 assalariadas com carteira de trabalho possuem maior escolaridade do que os homens assalariados com carteira de trabalho. Boa percentagem dos homens (63,9%) e mulheres (71,5%) são autônomos com previdência social, ou seja, mais de 60% estão cursando ou tem escolaridade até a 4ª séria completa do ensino fundamental. Vale reforçar, como já visto na Tabela 3, que isso incide no fato de serem pessoas acima dos 42 anos de idade (mais velhas) que ainda não estão aposentadas. Quando se analisa o setor informal, assalariados sem carteira de trabalho, nota-se que 47,5% dos homens tem ou cursam o ensino médio e 54,5% das mulheres tem ou cursam o ensino fundamental. O nível de escolaridade das pessoas acima dos 16 anos cadastradas no PBF é mais baixo entre os autônomos sem previdência social, em que 44,5% dos homens e 47,2% das mulheres estão estudando ou tem até a 4ª série. Neste caso, percebe-se que as mulheres que exercem atividades informais possuem menor escolaridade do que os homens no setor informal. Entre os trabalhadores rurais se observa uma porcentagem grande de homens (66,5%) e mulheres (71,5%) analfabetos. Questão relevante, por se tratar de homens e mulheres mais idosos, acima dos 42 anos de idade, conforme informação contida na Tabela 4. Tabela 4 Percentual das pessoas acima de 16 anos cadastradas no PBF por situação no mercado de trabalho, sexo e escolaridade no período de 2005 a Situação no mercado de trabalho Sexo Analfabeto Até 4ª incompleta 4ª série completa De 5ª a 8ª série incompleta Ensino Fundamental complete Ensino médio incompleto Ensino médio completo Superior incompleto Superior completo Total Assalariado H 0,0 5,1 12,7 7,6 14,8 31,0 28,2 0,5 0,1 100 c/ carteira de trabalho 1 M 0,0 4,4 4,2 0,5 16,4 28,0 44,6 1,2 0,8 100 Assalariado s/ carteira de trabalho 2 H M 0,0 0,0 12,9 3,2 9,6 18,6 29,3 49,1 0,5 5,4 2,5 10,2 45,0 13,1 0,2 0,3 0,0 0, Autônomo c/ H 0,5 36,4 27,5 33,5 2,1 0,0 0,0 0,0 0,0 100 previdência social 3 M 1,0 39,5 32,0 22,5 3,5 0,6 0,6 0,0 0,0 100 Autônomo s/ H 6,6 31,8 12,7 32,3 2,0 2,1 12,3 0,1 0,0 100 previdência social 4 M 7,5 37,1 10,1 33,8 3,1 5,1 3,2 0,1 0,0 10 Trabalhador H 66,5 32,0 1,4 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 100 rural* M 71,5 27,3 1,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 100 Não H 7,0 15,5 5,7 44,7 2,8 18,4 5,7 0,1 0,0 100 trabalha** M 11,1 22,3 7,9 32,0 3,4 15,7 7,5 0,2 0,0 100 H 0,0 0,0 56,2 37,9 5,7 0,1 0,0 0,0 0,0 100 Outra M 0,0 0,0 61,6 35,0 3,3 0,3 0,0 0,0 0,0 100 Fonte: Secretaria de Ação Social da PMC de Cascavel/PR dados coletados no dia 11/09/2007. OBS.: pode-se obter o tamanho do setor formal somando 1+3 e o informal somando 2+4.

8 16 * A situação no mercado de trabalho denominada como Trabalhador rural é composta por pessoas que moram nos distritos pertencentes a Cascavel/PR que são: Juvinópolis, Rio do Salto, São João, Sede Alvorada, Espigão Azul e São Salvador. Entende-se por rural devido ao fato de não estarem inseridos no meio urbano da cidade e não se enquadrarem nas demais situações do mercado de trabalho (PMC, 2007). ** A situação no mercado de trabalho denominada como Outra é composta por pessoas que se encontram encostadas pelo INSS (PMC, 2007). Na análise das tabelas apresentadas até este tópico, pode-se observar que o maior percentual (57,2%) das pessoas cadastradas no PBF acima de 16 anos não possui nenhum tipo de ocupação. E dos ocupados, grande parte é composta por pessoas brancas que se encontram no setor informal - principalmente autônomo sem previdência social - na faixa etária de 26 a 42 anos de idade, consideradas idades mais ativa no mercado de trabalho e que estão cursando ou tem até a 4ª série completa do ensino fundamental. 3. Aspectos referentes ao tipo de ocupação Aqui serão analisados os dados coletados na PMC referentes aos tipos de ocupação das pessoas cadastradas no PBF, inseridas no setor formal ou informal, segundo; sexo, raça/cor, idade e escolaridade. Através dos resultados demonstrados na Tabela 5, observa-se que 30% das pessoas acima de 16 anos exercem a ocupação de empregado doméstico, 29,1% a ocupação auxiliar de pedreiro e 27,1% não identificado (bico). Nesse sentido, o que fica evidente é a alta percentagem (86,5%) de pessoas trabalhando em ocupações, que teoricamente, não demandam qualificação profissional. É importante frisar que há um número expressivo de mulheres na ocupação empregado doméstico, por se tratar de trabalhos exercidos em maior parte pela população feminina. Assim como a ocupação auxiliar de pedreiro é exercida pelo público masculino. O mesmo acontece quanto às ocupações de babá (mulheres) e lixeiro (homens). Na análise por sexo, uma informação importante se refere às ocupações almoxarife, executada por 1,1% dos homens e 0,6% das mulheres, e auxiliar de pessoal, executada por 0,3% dos homens e 0,1% das mulheres, ou seja, uma porcentagem pouco significativa. O que mostra a necessidade de mão-de-obra mais qualificada para exercer estes tipos de ocupações. Tabela 5 Percentual das pessoas acima de 16 anos cadastradas no PBF por ocupação e sexo no período de 2005 a Ocupação Homem % Mulher % Total Almoxarife 418 1, ,6 0,9 Auxiliar de almoxarifado , ,5 2,7 Auxiliar de pedreiro ,5 0 0,0 29,1 Auxiliar de pessoal 134 0,3 19 0,1 0,2 Babá 0 0, ,0 2,2 Empregado doméstico 273 0, ,0 30,0 Faxineiro 344 0, ,1 1,0 Gari 331 0,8 3 0,0 0,5 Jardineiro 692 1,8 0 0,0 1,1 Lixeiro 367 0, ,8 0,9

9 17 Não identificado (bico)*** , ,4 27,1 Trabalhadores de edifício 589 1, ,5 1,9 Vendedor ambulante , ,0 2,4 Total ,0 Fonte: Secretaria de Ação Social da PMC de Cascavel/PR dados coletados em 19/09/2007. *** A ocupação denominada como Não identificado (bico) é composta por pessoas que se encontram ocupadas como auxiliar de serviços gerais, catador de papel, diarista, artesanatos, limpeza de lotes, cortador de grama, costureira, bordadeiras, manicuro e pedi cure, trabalhos temporários, consertos em geral, moto táxis e moto boys (PMC, 2007). Em referência aos dados apresentados na Tabela 6, nota-se que maioria absoluta das pessoas com idade acima de 16 anos cadastradas no PBF entre os anos de 2005 a 2007, independentemente da ocupação, tem cor branca. A exceção se dá na ocupação de gari, em que 36,3% dos homens são da raça/cor parda, e 32,3% da cor branca. Entre as mulheres a diferença está em 57,3% da raça/cor parda e 47,2% branca exercendo a ocupação de faxineiro. Essas são as ocupações na quais se nota maiores percentuais de negros e pardos. Ao verificar as ocupações divididas por sexo podemos perceber que dentre os trabalhadores de edifício, a maioria dos homens (95,6%) e das mulheres (93,1%) são da cor/raça branca. Quando se observa a percentagem das pessoas da raça/cor negra, nota-se que os homens da raça/cor negra (31,4%) estão concentrados na ocupação gari e entre as mulheres negras (35%), a concentração fica por conta da ocupação vendedor ambulante. Destaca-se que na ocupação auxiliar de pessoal não se identifica percentagem de pessoas da cor negra de ambos os sexos. Em parte, como verificado na Tabela 5, isso evidencia que os negros têm menor participação nesta ocupação que necessita de melhor qualificação. Já entre as pessoas da raça/cor amarela, o que consta em percentual significativo é verificado na ocupação jardineiro, sendo 3% entre os homens e na ocupação auxiliar de pessoal, tendo 5,3% entre as mulheres. Portanto, conclui-se que nesses tipos de ocupações há menos concentração de pessoas brancas. Tabela 6 Percentual das pessoas acima de 16 anos cadastradas no PBF por ocupação, sexo e cor no período de 2005 a Ocupação Sexo Branca Negra Parda Amarela Total Almoxarife Homem 89,5 1,2 9,3 0,0 100,0 Mulher 72,9 12,1 15,0 0,0 100,0 Auxiliar de almoxarifado Homem 86,8 2,5 10,7 0,0 100,0 Mulher 82,7 3,3 14,0 0,0 100,0 Auxiliar de pedreiro Homem 77,8 4,7 17,5 0,0 100,0 Mulher 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Auxiliar de pessoal Homem 89,6 0,0 10,4 0,0 100,0 Mulher 78,9 0,0 15,8 5,3 100,0 Babá Homem 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Mulher 65,1 2,5 32,4 0,0 100,0 Empregado doméstico Homem 80,6 1,1 18,3 0,0 100,0 Mulher 77,3 5,0 17,6 0,1 100,0 Faxineiro Homem 68,3 0,6 31,1 0,0 100,0

10 18 Mulher 42,7 0,0 57,3 0,0 100,0 Gari Homem 32,3 31,4 36,3 0,0 100,0 Mulher 0,0 0,0 100,0 0,0 100,0 Jardineiro Homem 80,1 1,4 15,5 3,0 100,0 Mulher 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Lixeiro Homem 65,9 6,8 25,9 1,4 100,0 Mulher 60,0 17,2 22,8 0,0 100,0 Não identificado (bico)*** Homem 84,2 1,2 14,3 0,2 100,0 Mulher 93,0 0,7 5,8 0,5 100,0 Trabalhadores de edifício Homem 95,6 0,0 4,4 0,0 100,0 Mulher 93,1 3,4 2,2 1,3 100,0 Vendedor ambulante Homem 71,3 0,4 28,3 0,0 100,0 Mulher 56,4 35,0 8,6 0,0 100,0 Fonte: Secretaria de Ação Social da PMC de Cascavel/PR dados coletados em 19/09/2007. *** A ocupação denominada como Não identificado (bico) é composta por pessoas que se encontram ocupadas como auxiliar de serviços gerais, catador de papel, diarista, artesanatos, limpeza de lotes, cortador de grama, costureira, bordadeiras, manicuro e pedi cure, trabalhos temporários, consertos em geral, moto táxis e moto boys (PMC, 2007). Ao analisar a Tabela 7, identifica-se que o percentual mais relevante de pessoas com mais de 16 anos cadastradas no PBF, entre 2005 a 2007, independentemente do tipo de ocupação exercida, está relacionada na faixa etária compreendida entre 34 a 41 anos. Mesmo assim, pode-se constatar algumas observações relevantes no que se refere às idades com relação a alguns tipos de ocupações. Assim, como a ocupação de almoxarife, desempenhada por pessoas acima dos 18 anos de idade, sendo que a maior porcentagem de homens (58,6%) e mulheres (58,3%) estão nas idades entre 26 a 41 anos. Da mesma forma, acontece com a ocupação auxiliar de almoxarifado (54,8% homens e 60,8% mulheres) e auxiliar de pessoal (65,7% dos homens e 73,7% das mulheres), em que ambos os sexos tem maior percentual entre as idades de 26 a 41 anos. Pode-se dizer que estes tipos de ocupação, em especial, são desempenhadas por pessoas que se encontram nas idades denominadas mais ativas e de maior produtividade no mercado de trabalho, o que também possuem maior qualificação, conforme verificado na Tabela 5. Ao se analisar os mais jovens, percebe-se que a maior a porcentagem das pessoas de 16 a 25 anos entre os homens (27,5%) tem a ocupação de auxiliar de pedreiro, e, dentre as mulheres (37%), é vendedor ambulante. Também encontram-se os mais jovens na ocupação não identificada (bico), com percentuais de 27,5% dos homens e 36,1% das mulheres. Grande parte das pessoas com esta idade está se inserindo no mercado de trabalho e estas ocupações, em tese, necessitam de menor qualificação profissional. Quanto às pessoas mais velhas, ou seja, acima dos 42 anos, o maior percentual entre as mulheres (73,4%) é de babás e entre os homens (53,6%), vendedor ambulante. Também observa-se que 32% dos homens são auxiliares de pedreiro e 41,9% das mulheres são vendedoras ambulantes. Verifica-se que uma parcela considerável de pessoas com idade acima dos 42 anos ainda necessita de incrementar sua renda e exerce funções de menor qualificação.

11 19 Tabela 7 Percentual das pessoas acima de 16 anos cadastradas no PBF por ocupação, sexo e idade no período de 2005 a Ocupação Sexo > Total Almoxarife Homem 0,0 17,9 28,0 30,6 23,4 0,0 100,0 Mulher 0,0 4,3 9,3 49,3 35,0 2,1 100,0 Auxiliar de Homem 2,5 17,3 16,3 38,0 23,5 2,3 100,0 almoxarifado Mulher 5,7 12,3 20,2 40,6 18,8 2,4 100,0 Auxiliar de Homem 1,1 26,4 17,2 23,3 17,3 14,7 100,0 pedreiro Mulher 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Auxiliar de Homem 3,7 20,9 26,1 39,6 8,2 1,5 100,0 pessoal Mulher 10,5 15,8 26,3 47,4 0,0 0,0 100,0 Babá Homem 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Mulher 8,8 7,1 3,4 7,2 17,7 55,7 100,0 Empregado Homem 0,0 13,2 31,1 29,7 22,3 3,7 100,0 doméstico Mulher 0,8 7,7 25,4 39,8 23,9 2,4 100,0 Faxineiro Gari Jardineiro Lixeiro Homem 0,0 9,0 23,5 58,7 8,1 0,6 100,0 Mulher 8,2 12,2 12,9 28,2 23,9 14,5 100,0 Homem 0,0 13,6 5,7 41,4 38,4 0,9 100,0 Mulher 0,0 33,3 66,7 0,0 0,0 0,0 100,0 Homem 0,0 8,1 2,9 34,0 55,1 0,0 100,0 Mulher 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Homem 0,0 28,9 10,6 30,0 28,3 2,2 100,0 Mulher 0,0 16,7 39,4 30,6 11,7 1,7 100,0 Não identificado Homem 2,6 24,9 19,0 23,5 16,2 13,8 100,0 (bico)*** Mulher 6,9 29,2 23,1 8,2 12,3 20,4 100,0 Trabalhadores Homem 0,0 12,2 52,5 23,1 10,9 1,4 100,0 de edifício Mulher 0,2 35,6 36,3 14,7 12,5 0,8 100,0 Vendedor Homem 2,2 21,4 5,0 17,7 44,5 9,1 100,0 ambulante Mulher 11,9 25,1 11,1 9,9 25,9 16,0 100,0 Fonte: Secretaria de Ação Social da PMC de Cascavel/PR dados coletados em 19/09/2007. *** A ocupação denominada como Não identificado (bico) é composta por pessoas que se encontram ocupadas como auxiliar de serviços gerais, catador de papel, diarista, artesanatos, limpeza de lotes, cortador de grama, costureira, bordadeiras, manicuro e pedi cure, trabalhos temporários, consertos em geral, moto táxis e moto boys (PMC, 2007). Ao analisar a tabela 8, com referência às pessoas acima de 16 anos cadastradas no PBF nos anos de 2005 a 2007, percebe-se com clareza que nas ocupações de almoxarife e auxiliar de pessoal as pessoas tem escolaridade mínima com ensino médio incompleto. Sendo que na ocupação almoxarife 95,4% dos homens e 97,9% das mulheres estudam ou tem acima do ensino médio completo, também na auxiliar de pessoal 74,6% dos homens estudam ou tem acima do ensino médio completo, enquanto 100% das mulheres ou deram início ou

12 concluíram o ensino superior incompleto. Verificando que nestes tipos de ocupações se prioriza a necessidade de escolaridade melhor, sendo em tese, ocupações denominadas mais qualificadas. Nas ocupações de gari e lixeiro, embora apareçam pessoas com menor escolaridade do que nas já citadas da mesma tabela 8, elas tem acima da 4ª série completa, ou seja, na ocupação de gari, 100% dos homens tem de 4ª série completa até o ensino médio completo, e 100% das mulheres tem de 4ª série completa a 8ª incompleta, neste tipo de ocupação, os homens possuem maior nível de escolaridade do que as mulheres. Com relação à ocupação lixeiro, 100% dos homens e mulheres possuem de 4ª série completa ao ensino médio incompleto, mostrando que mesmo com escolaridades menores, essas ocupações necessitam que se tenha ao menos a 4ª série completa. Isso se dá muitas vezes ao fato de serem pessoas concursadas do município. Já entre as ocupações em que se encontra grande porcentagem com os piores níveis de escolaridade, percebe-se que mais de 50% das babás são analfabetas. Similar a essa situação se verifica na ocupação empregado doméstico, em que 24,9% dos homens são analfabetos e 42,1% estudam ou tem de 4ª série incompleta até o ensino fundamental completo, e das mulheres, 39,7% estudam ou tem até o ensino fundamental completo. Também, nota-se que 69,2% dos homens e 42,7% das mulheres faxineiras estão estudando ou tem até o ensino fundamental completo, sendo que nestas ocupações a porcentagem de mulheres com a mesma ecolaridade é menor do que a dos homens. Outra cifra relevante se encontra no que diz respeito aos homens que são jardineiros, em que 15,6% são analfabetos, e nenhum possui o ensino fundamental completo. Tem-se em vista, que nestes tipos de ocupações o nível de escolaridade é bastante baixo, pode-se dizer, em tese, que nesse caso trata-se de ocupações menos qualificadas. Verifica-se que a maior porcentagem na ocupação de vendedor ambulante, é de 44,8% dos homens estudam ou tem de 5ª a 8ª série do ensino fundamental incompleto e 28% das mulheres que estudam ou tem o ensino médio incompleto. Mas o que atrai bastante a atenção, são os níveis de escolaridade dos que exercem ocupação não identificado (bico), percebendo que 43,5% dos homens estudam ou tem escolaridade até a 4ª série incompleta do ensino fundamental, enquanto entre as mulheres 33,4% são analfabetas. Por outro lado, 20,7% dos homens, e 41,3% das mulheres estudam ou possuem o ensino médio completo. Percebe-se que, embora, essa seja uma ocupação menos qualificada, a mesma é exercida por diversos tipos de funções, e, isso ocasiona também uma disparidade entre os níveis de escolaridade. 20

13 21 Tabela 8 Percentual das pessoas acima de 16 anos cadastradas no PBF por ocupação, sexo e escolaridade no período de 2005 a Ocupação Sexo Analfabeto Almoxarife Até 4ª incompleta 4ª série completa De 5ª a 8ª série incompleta Ensino fundamental completo Ensino médio incompleto Ensino médio completo Superior incompleto Superior completo Homem 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 4,5 76,8 16,0 2,6 100,0 Mulher 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 2,1 37,9 32,9 27,1 100,0 Auxiliar de Homem 0,0 0,0 5,2 16,9 52,5 19,2 5,5 0,8 0,0 100,0 almoxarifado Mulher 0,0 0,0 0,0 6,2 52,0 34,2 5,5 2,1 0,0 100,0 Auxiliar de Homem 5,5 22,2 11,0 32,6 1,9 7,4 19,4 0,0 0,0 100,0 pedreiro Mulher 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Auxiliar de pessoal Babá Homem 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 25,4 72,4 0,7 1,5 100,0 Mulher 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 73,7 26,3 100,0 Homem 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Mulher 57,7 21,5 16,5 4,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 Empregado Homem 24,9 13,2 12,1 27,1 15,0 5,9 1,8 0,0 0,0 100,0 doméstico Mulher 0,7 27,2 12,9 35,3 4,4 10,4 9,1 0,0 0,0 100,0 Faxineiro Homem 18,3 9,0 3,5 67,2 2,0 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 Mulher 21,2 24,3 11,8 38,4 4,3 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 Gari Jardineiro Lixeiro Homem 0,0 0,0 36,0 26,3 10,0 7,3 20,5 0,0 0,0 100,0 Mulher 0,0 0,0 66,7 33,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 Homem 15,6 43,5 22,4 18,5 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 Mulher 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Homem 0,0 0,0 59,1 22,6 14,7 3,5 0,0 0,0 0,0 100,0 Mulher 0,0 0,0 44,4 22,8 27,8 5,0 0,0 0,0 0,0 100,0 Não identificado Homem 7,3 28,1 15,4 17,8 1,8 9,0 20,7 0,0 0,0 100,0 (bico)*** Mulher 33,4 9,4 5,2 2,4 1,3 6,9 40,6 0,7 0,0 100,0 Trabalhadores de Homem 0,0 0,0 1,0 5,1 15,1 11,0 67,7 0,0 0,0 100,0 edifício Mulher 0,0 0,0 0,0 3,9 5,6 24,3 66,3 0,0 0,0 100,0 Vendedor Homem 3,0 24,7 13,0 44,8 5,3 6,9 2,3 0,0 0,0 100,0 ambulante Mulher 7,4 10,7 15,6 16,0 8,6 28,0 13,6 0,0 0,0 100,0 Fonte: Secretaria de Ação Social da PMC de Cascavel/PR dados coletados no dia 19/09/2007. Total

14 *** A ocupação denominada como Não identificado (bico) é composta por pessoas que se encontram ocupadas como auxiliar de serviços gerais, catador de papel, diarista, artesanatos, limpeza de lotes, cortador de grama, costureira, bordadeiras, manicuro e pedi cure, trabalhos temporários, consertos em geral, moto táxis e moto boys (PMC, 2007). 22

15 23 Com relação à análise das tabelas referentes ao tipo de ocupação das pessoas acima de 16 anos cadastradas no PBF, percebe-se que a ocupação predominante é empregado doméstico, auxiliar de pedreiro e não identificado (bico), ou seja, a maior parte dos ocupados exerce trabalhos menos qualificados, onde, a maioria é da cor branca, entre as idades de 26 a 41 anos (idades mais ativas no mercado de trabalho), sendo que grande parte estuda ou concluiu apenas o ensino fundamental completo. 4. Aspectos referentes à renda Nesta seção, identifica-se a renda auferida pelas pessoas acima de 16 anos cadastradas no PBF que possuem algum tipo de ocupação, segundo o sexo, raça/cor, idade e escolaridade. A Tabela 9 permite visualizar o percentual da renda auferida por sexo, das pessoas acima de 16 anos cadastradas no PBF nos anos de 2005 a Observa-se que 73,8% das pessoas que possuem algum tipo de ocupação, ganham até um salário mínimo. Dessa maneira, também se pode notar nesta Tabela 9, que uma cifra muito pequena, ou seja, apenas 1% dos ocupados recebem acima de dois salários mínimos. Esse dado comprova o elevado número de pessoas à margem da sociedade, necessitadas da assistência governamental do PBF, mesmo estando inseridas no mercado de trabalho. Na análise por sexo, podemos perceber que entre os homens, 68,2% ganham até um salário mínimo. Isso denota que a maior parte dos homens aufere uma renda muito baixa. Nas mulheres, esta situação é ainda pior, haja vista que 83,1% aufere renda de até 1 salário mínimo, e um número muito pequeno 16,9% recebe renda acima de 1 salário mínimo. Fica evidente a precariedade existente com relação a renda no que se refere as mulheres ocupadas, no sentido de estarem uferindo renda menor do que os homens ocupados. Tabela 9 Percentual das pessoas acima de 16 anos cadastradas no PBF por renda e sexo no período de 2005 a Renda Homem % Mulher % Total Até ½ SM , ,0 33,9 De ½ até 1 SM , ,1 39,9 De 1 até 2 SM , ,8 25,2 Acima de 2 SM 373 0, ,1 1,0 Total ,0 Fonte: Secretaria de Ação Social da PMC de Cascavel/PR dados coletados em 03/10/ salário(s) mínimo(s). Quanto se verifica as informações obtidas na Tabela 10, discriminada por sexo e cor das pessoas acima de 16 anos assistidas pelo PBF nos anos de 2005 a 2007, o que se percebe é que, independentemente da renda, o maior percentual é de brancos. E, a maior distribuição se dá, entre as que auferem renda de até ½ salário mínimo, sendo 61,4% homens brancos e 37,5 negros e pardos, entre as mulheres que auferem a mesma renda 61,4% são brancas e 38,6% negras e pardas. Ficando evidente que a grande maioria das pessoas que são negras e pardas e que possuem algum tipo de ocupação são as mais discriminadas no mercado de trabalho e recebem renda menor. Cascavel PR 17 a 19 de junho de 2008

16 24 Tabela 10 Percentual das pessoas acima de 16 anos cadastradas no PBF por renda, sexo e cor no período de 2005 a Renda Sexo Branca Negra Parda Amarela Total Até ½ SM 1 Homem 62,5 8,2 29,3 0,0 100,0 Mulher 61,4 10,8 27,8 0,0 100,0 De ½ até 1 SM Homem 86,1 1,3 12,4 0,2 100,0 Mulher 87,5 1,0 11,3 0,2 100,0 De 1 até 2 SM Homem 90,7 0,4 8,6 0,3 100,0 Mulher 89,3 0,6 9,9 0,2 100,0 Acima de 2 SM Homem 82,6 0,0 16,9 0,5 100,0 Mulher 92,4 0,0 7,2 0,4 100,0 Fonte: Secretaria de Ação Social da PMC de Cascavel/PR dados coletados no dia 03/10/ salário(s) mínimo(s). Com as informações obtidas na Tabela 11 Percentual das pessoas assistidas pelo PBF por renda, sexo e idade no período de 2005 a 2007 percebe-se que a grande parte das pessoas que auferem renda se encontram na faixa etária entre 34 a 42 anos de idade. Mesmo assim, podese constatar algumas observações relevantes no que se refere às idades com relação a renda, principalmente entre as pessoas que auferem renda maior. Dos que ganham acima de 2 salários mínimos, nenhum tem idade de 16 a 18 anos, e apenas 2,4% dos homens e 2,8% das mulheres, tem acima de 51 anos de idade. Nesse sentido, se percebe que os mais jovens e os mais velhos são os que auferem menos renda, pois quanto maior a renda, menor é a sua distribuição. Também se verifica que a maior porcentagem de homens (50,7%) com renda de até ½ salário mínimo tem idade acima dos 42 anos, identificando que entre os homens, os mais velhos são os mais prejudicados no que se refere ao baixo ganho de renda. Nas mulheres, se verifica uma situação um pouco diferente, tanto das que ganham até ½ salário mínimo (55,7%) quanto das que ganham de ½ a 1 salário mínimo (63,7%), ambas estão na faixa etária entre 26 a 41 anos de idade. Isso significa que há maior porcentagem de mulheres ocupadas da faixa considerada mais ativa no mercado de trabalho ganhando até 1 salário mínimo, enquanto os homens na mesma faixa etária auferem renda acima de 1 salário mínimo. Tabela 11 Percentual das pessoas acima de 16 anos cadastradas no PBF por renda, sexo e idade no período de 2005 a Renda Sexo > Total Até ½ SM 1 Homem 4,5 17,5 15,2 12,2 17,6 33,1 100,0 Mulher 4,5 3,3 25,0 30,7 31,5 5,1 100,0 De ½ até 1 SM Homem 0,5 22,7 19,4 26,5 24,3 6,6 100,0 Mulher 0,4 10,2 30,0 33,7 17,3 8,4 100,0 De 1 até 2 SM Homem 0,5 33,6 18,5 33,9 12,8 0,7 100,0 Mulher 0,1 27,6 4,7 47,6 11,9 8,2 100,0 Acima de 2 SM Homem 0,0 12,3 25,7 35,7 23,9 2,4 100,0 Mulher 0,0 9,2 13,7 39,4 34,9 2,8 100,0 Fonte: Secretaria de Ação Social da PMC de Cascavel/PR dados coletados no dia 03/10/2007. Cascavel PR 17 a 19 de junho de 2008

17 25 1 salário(s) mínimo(s). Com base nas informações da Tabela 12, que analisa a porcentagem das pessoas acima de 16 anos cadastradas no PBF por renda, sexo e escolaridade no período de 2005 a 2007 nota-se que o nível de escolaridade varia conforme o valor da renda auferido. O que chama atenção é a cifra de pessoas que auferem renda acima de 2 salários mínimos, em que não tem nenhuma pessoa que contenha nível de escolaridade abaixo do ensino fundamental completo. Percebe-se também, que das pessoas que auferem renda de até ½ salário, não tem ninguém que apresenta nível de escolaridade acima do ensino médio incompleto. Ou seja, quanto menor o nível de escolaridade menor a renda. Quanto às pessoas que recebem de ½ salário até 1 salário, identifica-se que a maioria dos homens (32,8%) e das mulheres (40%), estudam ou tem de 5ª a 8ª série incompleta do ensino fundamental. Enquanto que das pessoas que ganham de 1 até 2 salários 37,1% dos homens estudam ou tem de 5ª a 8ª série incompleta e 31,8% o ensino médio completo, e das mulheres 45,9% tem ensino médio completo. Isso mostra que a medida em que a renda vai aumentando, as mulheres possuem mais escolaridade do que os homens. Isso mostra que na medida em que as mulheres possuem melhor escolaridade, a renda aumenta em comparação aos homens. Conforme a escolaridade é melhor, menor é a cifra de pessoas que ganham até ½ salário mínimo, e maior é a cifra das pessoas que ganham acima de 2 salários mínimos. Nesta mesma tabela 12, se observa que entre os que ganham até ½ salário mínimo a porcentagem de 72,18% dos homens e 48,5% das mulheres estudando ou com escolaridade até a 4ª série completa, nível este considerado baixo, é importante também notar que há uma cifra considerada alta de homens (19,3%) e mulheres (15,6%) analfabetos. Desta maneira, constata-se que das pessoas cadastradas no PBF, somente as que possuem maior nível de escolaridade auferem maior renda. Tabela 12 Percentual das pessoas acima de 16 anos cadastradas no PBF por renda, sexo e escolaridade no período de 2005 a Renda Sexo Analfabeto Até 4ª incompleta 4ª série completa De 5ª a 8ª série incompleta Ensino fundamental completo Ensino médio incompleto Ensino médio completo Superior incompleto Superior completo Total Até ½ Homem 19,3 52,4 20,4 5,9 1,7 0,2 0,0 0,0 0,0 100,0 SM 1 Mulher 15,6 30,6 17,9 27,9 3,2 4,8 0,0 0,0 0,0 100,0 De ½ até 1 SM De 1 até 2 SM Acima de 2 SM Homem 0,5 14,4 12,9 32,8 5,7 9,0 24,7 0,0 0,0 100,0 Mulher 0,5 26,4 10,4 40,0 3,6 9,4 9,7 0,0 0,0 100,0 Homem 0,4 5,8 6,6 37,1 3,7 14,5 31,8 0,0 0,0 100,0 Mulher 0,1 0,8 3,1 5,7 15,8 28,3 45,9 0,1 0,2 100,0 Homem 0,0 0,0 0,0 0,0 0,8 25,7 50,7 19,8 2,9 100,0 Mulher 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 4,0 50,2 31,7 14,1 100,0 Fonte: Secretaria de Ação Social da PMC de Cascavel/PR dados coletados no dia 03/10/ salário(s) mínimo(s). Cascavel PR 17 a 19 de junho de 2008

18 26 Diante das tabelas apresentadas, o que pode-se verificar é que a grande maioria das pessoas cadastradas no PBF acima dos 16 anos não possuem qualificação profissional nem nível de escolaridade suficiente para estarem auferindo renda maior em ocupações melhores no mercado de trabalho, pois como já apresentado, a maior parte delas ganham no máximo 1 salário mínimo, haja vista que, dessa porcentagem a maioria ainda se encontra no setor informal no mercado de trabalho. CONSIDERAÇÕES FINAIS Neste artigo pode se perceber a problemática da questão social no capitalismo e como este produz e reproduz abismos sociais. Tal problemática não é recente e, aparentemente, a sua discussão ainda não se esgotou. Por essa razão, cabe reflexões no sentido de entender melhor o processo de exclusão e miséria que tem crescido e forma espantosa. No Brasil, uma tentativa de apresentar alguma solução a esse problema histórico foi a implantação do Programa Bolsa Família. Esse programa é conduzido pelas secretarias municipais de assistência social, a qual coleta informações sócio-econômicos sobre a sua população mais carente, utilizando como recurso principal um formulário chamado Cadastro Único, que é aplicado à pessoa responsável de cada família de forma direta e pessoal. Essa coleta é efetuada pelos assistentes sociais de cada município. Neste artigo, analisou-se o caso do município de Cascavel/PR, onde se percebeu que grande maioria da população se enquadra na categoria baixa renda. Isto é, dos habitantes residentes na cidade, aproximadamente (cadastrados no PBF) necessitam do auxilio do programa. Portanto, é importante analisar o perfil ocupacional dessas pessoas mais carentes, qual é sua situação no mercado de trabalho e de que forma elas se encontram inseridas ao mercado de trabalho. Por isso, fez-se necessário um levantamento através de filtragens com as informações disponiveis no sistema que subsidia o programa, com o intuito de obter algumas informações como: o percentual de pessoas ocupadas e não ocupadas, e das ocupadas em que situação se encontram no mercado de trabalho, o tipo de ocupação que exercem e a renda que auferem. Dos dados coletados cabem alguns apontamentos relevantes. O que se percebe das pessoas de 16 anos ou mais cadastradas no PBF - considerando o período de 2005 a 2007 é que há um percentual elevado (57,2%) que não possue nenhum tipo de ocupação, cifra ainda maior entre as mulheres. Portanto, há mais dificuldades delas em relação aos homens de baixa renda, pois há mais mulheres sem ocupação tanto no setor formal quanto no setor informal. Consequência muitas vezes do desemprego que empurra as pessoas para uma situação de miséria, da qual não conseguem sair. Quando se observa os ocupados, nota-se que grande porcentagem é composta por homens, denominados de cor branca, onde a maior parte está no setor informal como autônomos sem previdência social, na faixa etária, considerada mais ativa no mercado de trabalho, tendo de 26 a 42 anos de idade, com escolaridade baixa (cursando ou tendo até a 4ª série completa do ensino fundamental). Sabe-se que na informalidade os tipos de ocupação não oferecem benefícios e nem tão pouco estabilidade, dessa forma, as condições de trabalho no setor informal são muito precárias. As ocupações que predominam entre estas pessoas são as de empregado doméstico (para mulheres), auxiliar de pedreiro (para homens) e não identificado (bico - para homens e Cascavel PR 17 a 19 de junho de 2008

19 27 mulheres), ou seja, a maior porcentagem de homens e mulheres se distribuiem quase que homogeneamente entre estes tipos de ocupações, que em tese, são menos qualificados, sendo maioria da cor branca e nas idades de 26 a 41 anos, onde grande parte estuda ou concluiu, apenas o ensino fundamental. Isso mostra, que a maioria das pessoas acima de 16 anos cadastradas no PBF, estão ocupados em trabalhos menos qualificados que não necessita de maior nível de escolaridade, e como consequência auferem renda de até 1 salário mínimo. Dentre os que possuem alguma fonte de renda, a informalidade é a regra geral para esses trabalhadores. Portanto, através da pesquisa foi possível concluir que o perfil das pessoas com maiores chances de conseguir um emprego é: homem branco, com idade entre 26 a 41 anos,, e com nível de escolaridade melhor. Pode-se perceber assim, as dificuldades que enfrentam os trabalhadores que não correspondem a esse padrão, e que somente programas de transferência de renda não são suficientes para amenizar o quadro de exclusão social. REFERÊNCIAS MDS MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL. Programa Bolsa Família. Disponível em: <http://www.mds.gov.br/bolsafamilia>. Acesso em: 13 de mai PMC - PREFEITURA MUNICIPAL DE CASCAVEL. História de Cascavel. Disponível em: <www.cascavel.pr.gov.br>. Acesso em: 25 de mai SPERANÇA, Alceu A. Cascavel: a história. Curitiba: Lagarto, Cascavel PR 17 a 19 de junho de 2008

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