O espaço dos jovens e dos idosos no mercado de trabalho atual. Resumo

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1 O espaço dos jovens e dos idosos no mercado de trabalho atual Amilton Moretto Palavras-chave:,, Ocupação, Mercado de trabalho. Resumo O artigo analisa o espaço que jovens e as pessoas idosas têm ocupado no mercado de trabalho brasileiro no período recente. O interesse nesse diagnóstico se deve, sobretudo ao fato de que após a desvalorização cambial ocorrida em 1999, o emprego com registro em carteira voltou a crescer num ritmo superior ao das ocupações infor (emprego sem carteira, conta-própria, trabalhadores sem-remuneração e trabalho doméstico). Durante os anos noventa, os jovens e trabalhadores com de 40 anos de idade, especialmente com baixa qualificação e escolaridade foram os atingidos pelas demissões e apresentavam grande dificuldade para retornar ao mercado de trabalho formal. Nesse sentido, as mudanças que ocorreram no mercado de trabalho, com o crescimento do emprego formal, inclusive na indústria de transformação, trouxeram alterações na inserção ocupacional desses dois grupos. Os dados sugerem que a melhoria do desempenho da economia, apesar de importante para essas mudanças, ainda são insuficientes, de tal forma que a fragilidade que os jovens e os idosos para ser superada deve contar tanto com a manutenção do desempenho favorável do ambiente econômico com o emprego, como com políticas publicas dirigidas à esses grupos com inserção precária. Trabalho apresentado no XVI Encontro Nacional de Estudos Populacionais, ABEP, realizado em Caxambu-MG Brasil, de 29 de setembro a 3 de outubro de Universidade Estadual de Campinas-UNICAMP, Instituto de Economia, Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho-Cesit. 1

2 O espaço dos jovens e dos idosos no mercado de trabalho atual Amilton Moretto Introdução As mudanças ocorridas na economia brasileira após a desvalorização cambial de 1999, trouxeram um novo movimento ao mercado de trabalho. Primeiramente, destaca-se a recuperação do emprego formal (emprego com carteira assinada e funcionários estatutários) que passou a crescer num ritmo maior que as ocupações de maior precariedade (conta-própria, emprego sem carteira, empregadores e trabalho doméstico). O segundo fato importante foi que esse crescimento do emprego ocorreu nos maiores estabelecimentos e, também na indústria, que na segunda metade dos anos noventa havia registrado redução no total de empregados (Baltar, Moretto & Krein, 2006). Durante a década de noventa, o desempenho restrito do mercado de trabalho atingiu determinados grupos de trabalhadores de maneira intensa que outros, em especial os jovens e as mulheres. O crescimento do desemprego juvenil na década de noventa combinou a falta de postos de trabalho para esse grupo de trabalhadores com a maior inatividade dos jovens do sexo masculino, enquanto as mulheres ampliaram sua participação no mercado de trabalho. O sofrível desempenho do mercado de trabalho naquela década elevou a taxa de desemprego dos jovens, normalmente maior que a dos trabalhadores adultos, para patamares muito elevados, reduzindo as perspectivas dos mesmos construírem uma trajetória profissional. Ade, no momento de transição do jovem para a vida ativa, nas condições dadas pelo ambiente econômico pouco dinâmico leva à conformação de formas heterogêneas de integração da juventude ao mercado de trabalho, de acordo com sua trajetória de vida e sua condição social (Pochmann, 2000). Outro grupo atingido foi o de trabalhadores com baixa qualificação e baixa escolaridade e com idade acima de 40 anos. Assim, o mercado de trabalho durante os anos noventa foi perverso com todos, mas atingiu com intensidade aqueles que buscavam a primeira chance para adentrar a vida produtiva e aqueles que já tinham uma trajetória dentro do mercado de trabalho, ainda que esta trajetória tenha se dado de forma errante, sem a constituição de uma carreira profissional. O trabalho do idoso, aqui considerado a partir da idade de 50 anos, sofre de um lado com o movimento de reestruturação da produção que incorpora crescentemente novos equipamentos com tecnologias computacionais cada vez sofisticas. Com isso, reduziria a Trabalho apresentado no XVI Encontro Nacional de Estudos Populacionais, ABEP, realizado em Caxambu-MG Brasil, de 29 de setembro a 3 de outubro de Universidade Estadual de Campinas-UNICAMP, Instituto de Economia, Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho - Cesit. 2

3 necessidade da experiência do trabalhador e abriria a oportunidade para o trabalhador jovem que não possui experiência, mas tem melhor condição física e facilidade para adaptar-se aos novos equipamentos. Por outro lado, os trabalhadores com 65 anos ou, que em tese deveriam estar se retirando da vida ativa, acabam prolongando a mesma por diferentes razões 1. Uma dessas razões diz respeito ao trabalhador aposentado que retorna ao mercado de trabalho para ampliar o seu rendimento da aposentadoria. Geralmente, esse trabalhador tem um baixo rendimento porque tem baixa qualificação e escolaridade e tenderia a aceitar uma ocupação em condições precárias e menor rendimento, pois isso se constituiria num rendimento adicional ao rendimento obtido da Previdência. Outra razão a ser destacada refere-se às mudanças ocorridas na Previdência Social que estabeleceu um tempo mínimo de contribuição além da idade mínima de 65 anos para o homem e 60 para a mulher. Como o mercado de trabalho brasileiro sempre foi pouco estruturado com grande parcela de trabalhadores em ocupações precárias e infor que não reconheciam o vínculo de trabalho e não recolhiam a contribuição para a Previdência, muitos trabalhadores têm dificuldades para se aposentar com essas regras e, portanto, permanecem no mercado de trabalho. Como o perfil desses trabalhadores é de baixa qualificação e sem uma trajetória coerente no mercado de trabalho, possivelmente, ocupam os postos de trabalho precários e de baixa remuneração. O melhor desempenho da economia brasileira no período recente, que tem fortalecido o movimento de geração de postos de trabalho, cria a perspectiva de serem abertas novas oportunidades ocupacionais, facilitando a inserção de trabalhadores cujo perfil apresenta maiores dificuldades, seja decorrente da baixa qualificação e escolaridade, seja decorrente de discriminações de raça e/ou gênero. Obviamente, será necessária a continuidade do bom desempenho econômico para se atingir o objetivo de incorporação a uma ocupação remunerada do conjunto da população ativa. Além do, as políticas dirigidas ao mercado de trabalho deverão dar o apoio necessário para que os novos postos de trabalho gerados sejam de qualidade. Neste texto, nosso objetivo é buscar apreender como jovens e idosos têm se inserido no mercado de trabalho, para tentar averiguar em que medida o melhor desempenho do mercado de trabalho tem gerado as oportunidades ocupacionais de qualidade para esses dois grupos de trabalhadores. Alem disso, busca-se detectar quais as principais diferenças de inserção entre os dois grupos estudados. O artigo está organizado em três seções, além dessa introdução e as considerações finais. Na primeira, são feitas algumas considerações metodológicas. Na segunda seção são apresentadas as principais mudanças do mercado de trabalho, focalizando os grupos objeto do estudo. Na terceira e última seção apresentam-se as características particulares de inserção dos jovens e dos idosos como definidos para esse trabalho. 1 Para as condições de oferta de trabalho dos aposentados, ver: Liberato, Vânia C. A oferta de trabalho masculina pos-aposentadoria. Anais do VIII Encontro Nacional de Estudos do Trabalho ABET. São Paulo, 13 a 16 de outubro de

4 1. Aspectos metodológicos No presente texto, como o objetivo é analisar o espaço ocupado no mercado de trabalho pelos jovens e idosos, define-se de forma ampla a população em idade ativa, assumindo toda a população com idade igual ou superior a 15 anos. Os jovens compreendem todos aqueles com idade entre 15 e 24 anos, sendo esse conjunto desagregado em dois grupos: 15 a 19 anos e de 20 a 24 anos. No caso dos idosos, considera-se o conjunto de todas as pessoas com idade igual ou superior a 50 anos, dividindo-se também aqui em dois grupos: aqueles com idade entre 50 e 64 anos e aqueles com 65 anos ou. Os adultos compreendem a população com idade entre 25 e 49 anos. Essa escolha deve-se ao fato de que a inserção de jovens altera-se significativamente entre aqueles que estão ainda na adolescência e aqueles com idade. Assim, ao se fazer a escolha por dois grupos pode não ficar totalmente explicitado essa transição na inserção, porém facilita no tratamento e na análise dos dados. O mesmo ocorre em relação aos idosos. Pode-se dizer que o trabalhador com 50 anos não é idoso, o que concordamos. Mas nosso interesse aqui é observar como se dá a passagem do adulto com menos de 65 anos para a terceira idade e de que forma essa passagem muda a inserção do trabalhador idoso no mercado de trabalho quando ele não se aposenta ao completar 65 anos. Dessa forma, ao fazermos essa divisão, esperamos poder descrever as diferenças entre estes dois grupos que definimos como idosos e também em comparação aos jovens. Como o estudo é empírico, decidiu-se trabalhar com os dados provenientes dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) dos anos de 1996 e 2006 tabulados pelo autor, por permitir uma um olhar amplo sobre as situações ocupacionais no mercado de trabalho. Esses dados são utilizados para se fazer um quadro das mudanças no mercado de trabalho ocorridas nos dez anos entre 1996 e 2006, quando importantes mudanças ocorreram na estrutura econômica do país. Feito esse quadro das mudanças, parte-se para caracterizar os dois grupos objeto do estudo, mas somente para o ano de As variáveis utilizadas para essa caracterização foram sexo, setor de atividade econômica, posição na ocupação, escolaridade (anos de estudos) e rendimento médio mensal de todos os trabalhos. 2. As mudanças no mercado de trabalho entre 1996 e 2006 A população brasileira em idade ativa cresceu num ritmo de 2,7% a.a. entre 1996 e 2006, o que significou um aumento de cerca de 3,25 milhões de pessoas a cada ano, chegando a 2006 com uma PIA em torno de 138,5 milhões de pessoas. Esse ritmo foi maior entre a população idosa com até 64 anos (4,3% a.a.) e com 65 anos ou (4,0% a.a.), seguida pela população adulta e população jovem (ambas com 2,6% a.a.). O aumento rápido da PIA idosa fez ampliar sua participação no total da PIA em detrimento dos de grupos etários. Destaca-se entre os idosos, o grupo com idade entre 50 e 64 anos, que passou a ser o segundo grupo com maior número de pessoas (Tabela 1). Quando se desagrega a PIA por sexo, verifica-se o mesmo movimento. Tanto entre as mulheres como entre os homens, são os idosos que apresentam o maior ritmo de crescimento, ampliando a representatividade desse grupo no total da PIA do respectivo sexo. Entre os idosos do sexo masculino, a participação daqueles com idade entre 50 a 64 anos, que 4

5 cresceu a 4,3% a.a., passou a ser de 16,5%, somente inferior ao grupo de adultos, enquanto o grupo com 65 anos ou, que teve um ritmo de crescimento de 3,8% a.a., a participação passou a ser de 8,6% da PIA masculina. Entre as mulheres, a participação do grupo idoso ampliou significativamente sua participação. O grupo de mulheres com idade entre 50 e 64 anos, que passou a representar 17,0% da PIA feminina, superou a participação do grupo de mulheres jovens, devido ao forte ritmo de crescimento dessa população no período analisado (de 4,3% a.a.), o mesmo acontecendo com as mulheres de 65 anos ou, cuja participação passou a ser de 10,4% (ritmo de crescimento de 4,1% a.a.). Inversamente, a participação a população jovem reduziu sua participação, resultado das mudanças demográficas observadas desde os anos setenta, com redução da taxa de fecundidade total. Tabela 1 Distribuição (%) da população em idade ativa segundo sexo e grupo etário. Brasil, 1996 e Variação Sexo Grupo Etário (% ao ano) 15 a 19 anos 16,4 13,2 0,4 20 a 24 anos 13,0 12,9 2,6 Adultos 25 a 49 anos 48,7 48,8 2,7 Masculino 50 a 64 anos 14,1 16,5 4,3 65 anos ou 7,7 8,6 3,8 2,7 Abs a 19 anos 14,7 12,0 0,7 20 a 24 anos 12,2 12,1 2,7 Adultos 25 a 49 anos 49,2 48,5 2,6 Feminino 50 a 64 anos 14,7 17,0 4,3 65 anos ou 9,2 10,4 4,1 2,8 Abs a 19 anos 15,5 12,6 0,6 20 a 24 anos 12,6 12,5 2,6 Adultos 25 a 49 anos 49,0 48,6 2,6 50 a 64 anos 14,4 16,8 4,3 65 anos ou 8,5 9,6 4,0 2,7 Abs Fonte: IBGE-PNAD 1996 e 2006, microdados. Elaboração própria. As mudanças verificadas na PIA, refletiram-se na população economicamente ativa (Tabela 2), com crescimento de todos os grupos etários, sendo a única exceção o grupo de jovens de 15 a 19 anos, que se reduziu no período a um ritmo de 0,2% a.a.. Essa diminuição, tanto absoluta como relativa desse grupo etário, decorreu da redução da PEA masculina que diminuiu 0,8% a.a., enquanto que a PEA feminina desse mesmo grupo etário cresceu 0,7% a.a., o que não impediu, entretanto, a redução de sua participação no total da PEA feminina para 8,9%. O intenso crescimento da PEA, de 3,2% a.a. (cerca de 2,4 milhões de pessoas ao ano), foi forte entre as mulheres (3,6% a.a.) do que entre os homens (2,5% a.a.), ampliando a participação feminina de 39% em 1996 para 43% em Dos grupos etários, foi o de idosos com idade entre 50 e 64 anos o que apresentou ritmo intenso de crescimento, de 5,1% a.a., e desse grupo, foi intenso o ritmo da PEA feminina de 50 a 64 anos, 6,6% a.a., enquanto que a PEA masculina cresceu a 4,3% a.a. Foram as mulheres que contribuíram para o crescimento da PEA, especialmente das mulheres adultas, já que 5

6 estas foram responsáveis por 71% do aumento da PEA feminina. Entre os homens, foi também o grupo de adultos que contribui para o crescimento da PEA masculina, 61%. Apesar do crescimento intenso da PEA idosa do que da PEA jovem, a participação desse último grupo etário ainda continua ligeiramente superior ao do primeiro, isso porque, mesmo com a diminuição dos jovens com 15 a 19 anos, estes ainda têm uma participação bem superior ao dos idosos com idade de 65 anos ou. Já o grupo com idade entre 50 e 64 anos passou a ter uma representatividade pouco superior ao de jovens com 20 a 24 anos (14,9% contra 14,3%), devido ao maior crescimento da PEA de 50 a 64 anos masculina que teve maior contribuição (11,7%) no aumento da PEA de 50 a 64 anos do que a feminina (10,3%), o que fez com que sua participação no total da PEA masculina aumentasse para 15,8%, superando a PEA de 20 a 24 anos. Tabela 2 Distribuição (%) da população economicamente ativa segundo sexo e grupo etário. Brasil, 1996 e Variação Sexo Grupo Etário (% ao ano) 15 a 19 anos 12,9 9,3-0,8 20 a 24 anos 14,1 14,2 2,6 Adultos 25 a 49 anos 56,4 57,4 2,7 Masculino 50 a 64 anos 13,3 15,8 4,3 65 anos ou 3,3 3,3 2,6 2,5 Abs a 19 anos 12,4 8,9 0,7 20 a 24 anos 14,6 14,4 3,9 Adultos 25 a 49 anos 60,5 61,4 4,3 Feminino 50 a 64 anos 10,7 13,6 6,6 65 anos ou 1,8 1,7 3,6 3,6 Abs a 19 anos 12,7 9,1-0,2 20 a 24 anos 14,3 14,3 3,1 Adultos 25 a 49 anos 58,0 59,1 3,3 50 a 64 anos 12,3 14,9 5,1 65 anos ou 2,7 2,6 2,8 3,2 Abs Fonte: IBGE-PNAD 1996 e 2006, microdados. Elaboração própria. Ao se analisar o comportamento da população ocupada entre 1996 e 2006 (Tabela 3), observa-se que o ritmo de crescimento desta foi de 3,0% a.a., pouco abaixo do ritmo de crescimento da PEA. Esse fato, a despeito do aumento observado, que incorporou em cerca de 2,1 milhões de pessoas em média a cada ano no mercado de trabalho, já indica que o número de desocupados também cresceu no período, como se verificará adiante. O aumento no total de ocupados foi devido, em sua maior parte, ao crescimento dos adultos e ao crescimento das mulheres ocupadas. Estas contribuíram com 51% do incremento total da população ocupada entre 1996 e 2006, dado que no período o ritmo de crescimento das mulheres ocupadas foi de 3,8% a.a., bem superior ao verificado entre os homens (de 2,4% a.a.), o que ampliou a participação das mesmas no total de ocupados para 41,3% em 2006, enquanto que a dos homens caiu de 61,9% em 1996 para 58,7% em Mais uma vez, o maior crescimento foi do grupo etário de idosos com 50 a 64 anos (5,1% a.a.), e também o ritmo de crescimento das mulheres dessa faixa etária (6,5% a.a.) 6

7 foi maior que a verificada entre os homens com a mesma idade (4,3% a.a.). Diferentemente do que foi verificado com a PEA, o aumento da população ocupada com 50 a 64 anos deveuse à contribuição dos ocupados do sexo masculino (13,0%) do que a do sexo feminino (11,4%). O crescimento da participação desse grupo etário no total de ocupados ocorreu em detrimento dos jovens, especialmente daqueles com idade entre 15 e 19 anos. Este grupo perdeu participação relativa tanto pelo crescimento dos de grupos etários como pela redução do número de jovens nessa faixa de idade ocupados, o que ocorreu num ritmo de 1,2% a.a.. É interessante destacar que a redução do número de jovens entre os jovens de 15 a 19 anos não se deu exclusivamente entre os ocupados do sexo masculino (de 1,5% a.a.), mas também entre as mulheres desse grupo etário houve diminuição (de 0,6% a.a.). Outro ponto a destacar no aumento dos ocupados foi o forte crescimento dos adultos ocupados, cujo ritmo de crescimento (3,2% a.a.) foi superior a média do conjunto de ocupados, com as mulheres desse grupo etário apresentando um ritmo de crescimento maior que o dos homens. Em contraste com o crescimento dos idosos, o menor ritmo de aumento da população de jovens ocupados também significou uma redução na sua participação no total de ocupados, tanto dos jovens de 15 a 19 anos (de 11,5% em 1996 para 7,6% em 2006) como dos jovens de 20 a 24 anos (de 13,8% em 1996 para 13,3% em 2006), independentemente do sexo. No conjunto, entretanto, os jovens ainda possuem uma participação maior que a dos idosos, o mesmo ocorrendo quando se desagrega por sexo. Tabela 3 Distribuição (%) da população ocupada segundo sexo e grupo etário. Brasil, 1996 e Variação Sexo Grupo Etário (% ao ano) 15 a 19 anos 11,9 8,0-1,5 20 a 24 anos 13,7 13,5 2,2 Adultos 25 a 49 anos 57,3 58,7 2,6 Masculino 50 a 64 anos 13,6 16,3 4,3 65 anos ou 3,5 3,5 2,5 2,4 Abs a 19 anos 10,8 7,0-0,6 20 a 24 anos 13,9 13,1 3,1 Adultos 25 a 49 anos 61,9 63,2 4,0 Feminino 50 a 64 anos 11,5 14,8 6,5 65 anos ou 1,9 1,9 3,5 3,8 Abs a 19 anos 11,5 7,6-1,2 20 a 24 anos 13,8 13,3 2,6 Adultos 25 a 49 anos 59,1 60,6 3,2 50 a 64 anos 12,8 15,7 5,1 65 anos ou 2,9 2,8 2,8 3,0 Abs Fonte: IBGE-PNAD 1996 e 2006, microdados. Elaboração própria. Como afirmado anteriormente, o fato de a PEA ter crescido num ritmo superior ao crescimento dos ocupados indicava um aumento da população desocupada. Esta população cresceu num ritmo muito superior ao crescimento da PEA e da população ocupada entre 1996 e 2006, de 5,3% a.a., o que significou um incremento de cerca de 326 mil novos desocupados a cada anos no mercado de trabalho (Tabela 4). 7

8 O aumento do número de mulheres na situação de desocupação apresentou um ritmo (6,6% a.a.) muito superior ao dos homens (3,9% a.a.), fazendo com que elas dessem a maior contribuição (66,5%) para o crescimento do total de desocupados no período. Esse forte crescimento da população feminina desocupada reforçou sua maior participação no total de desocupados, que passou de 51,2% em 1996 para 57,4% em Ressalte-se que de todos os grupos etários, a maior contribuição foi devida às mulheres adultas, seguida das jovens de 20 a 24 anos de idade. A análise da desocupação segundo grupos etários mostra que em todos eles foi forte o aumento, com destaque para os jovens de 20 a 24 anos e os idosos com 50 a 64 anos, independentemente do sexo. É interessante observar que apesar do intenso crescimento do número de desocupados entre os idosos, e do aumento de sua participação relativa, estes representam menos de 7,0% do total de desocupados. Os jovens, por outro lado, perderam participação no total de desocupados, mas ainda constituem o maior grupo, representando pouco menos de metade do total de desocupados. Entre 1996 e 2006, os jovens desocupados do sexo masculino de 15 a 19 anos cresceram a um ritmo de 3,0% a.a., mas sua participação caiu de 29,0% para 26,6%, enquanto que os jovens desocupados de 20 a 24 anos do sexo masculino, que cresceram a uma taxa de 5,5% a.a., ampliaram a participação de 21,0% para 24,4%. Por outro lado, entre as mulheres, a desocupação das jovens de 15 a 19 anos cresceu a 4,7% a.a. e a participação no total de mulheres desocupadas caiu de 27,4% em 1996 para 23,0% em Já entre as jovens de 20 a 24 anos, o ritmo de crescimento de desocupadas foi de 8,0% a.a. e a participação destas no total de desocupadas ampliou-se de 21,4% para 24,6%. Tabela 4 Distribuição (%) da população desocupada segundo sexo e grupo etário. Brasil, 1996 e Variação Sexo Grupo Etário (% ao ano) 15 a 19 anos 29,0 26,6 3,0 20 a 24 anos 21,0 24,4 5,5 Adultos 25 a 49 anos 41,5 39,6 3,4 Masculino 50 a 64 anos 7,6 8,5 5,0 65 anos ou 0,9 1,0 4,9 3,9 Abs a 19 anos 27,4 23,0 4,7 20 a 24 anos 21,4 24,6 8,0 Adultos 25 a 49 anos 47,2 47,8 6,7 Feminino 50 a 64 anos 3,7 4,3 8,1 65 anos ou 0,3 0,3 7,9 6,6 Abs a 19 anos 28,2 24,5 3,9 20 a 24 anos 21,2 24,5 6,9 Adultos 25 a 49 anos 44,4 44,3 5,3 50 a 64 anos 5,6 6,1 6,1 65 anos ou 0,6 0,6 5,7 5,3 Abs Fonte: IBGE-PNAD 1996 e 2006, microdados. Elaboração própria. O quadro de desocupação apresentado nos parágrafos anteriores deveu-se em ao comportamento da população em idade ativa, basicamente por dois movimentos em sentido contrario. O primeiro foi a maior taxa de participação das mulheres. Estas aumentaram a 8

9 participação em 6,6 pontos percentuais entre 1996 e 2006, enquanto os homens apresentaram uma taxa de participação menor em 2006 em 1,3 ponto percentual (Tabela 5). O segundo movimento foi a queda na participação dos jovens com idade entre 15 e 19 anos e dos idosos com. O primeiro grupo apresentou uma redução de 4,0 pontos percentuais e o segundo, 2,1 pontos percentuais. Essa queda foi resultado da menor participação masculina, já que entre os homens de 15 a 19 anos a taxa de participação caiu 7,5 pontos percentuais passando a ser de 55,7% em 2006, e a dos homens de a queda foi de 4,0 pontos percentuais, de 34,6% em 1996 para 30,6% em Já entre as mulheres, a participação nesses grupos etários apresentou uma pequena queda, entre as jovens de 15 a 19 anos a queda foi insignificante, de 0,1 ponto percentual, enquanto entre as idosas de, a queda foi de 0,4 ponto percentual. Quando se verifica o crescimento da taxa de participação dos grupos etários de adultos, de jovens de 20 a 24 anos e de idosos de 50 a 64 anos, verifica-se que essa maior participação deveu-se ao crescimento da participação feminina no período, enquanto a taxa de participação dos homens manteve-se praticamente estável nesses grupos etários. Tabela 5 Taxa de Participação segundo sexo e grupo etário. Brasil, 1996 e Sexo Grupo Etário a 19 anos 63,2 55,7 20 a 24 anos 87,6 87,3 Adultos 25 a 49 anos 93,3 93,4 Masculino 50 a 64 anos 75,6 75,9 65 anos ou 34,6 30,6 80,6 79,3 15 a 19 anos 40,0 39,9 20 a 24 anos 57,3 64,9 Adultos 25 a 49 anos 58,7 68,8 Feminino 50 a 64 anos 34,8 43,5 65 anos ou 9,2 8,8 47,7 54,3 15 a 19 anos 51,8 47,8 20 a 24 anos 72,4 76,0 Adultos 25 a 49 anos 75,3 80,6 50 a 64 anos 54,0 58,8 65 anos ou 20,4 18,3 63,5 66,3 Fonte: IBGE-PNAD 1996 e 2006, microdados. Elaboração própria. O crescimento da participação feminina no mercado de trabalho, ainda que quando comparadas a taxa de participação dos homens sejam menores explica o parte do crescimento da população desocupada entre 1996 e Se a participação masculina tivesse crescido no mesmo ritmo que a feminina, a desocupação teria sido bem maior. Assim, a redução da participação masculina contribuiu para que taxa de desocupação de 2006 quando comparada a de 1996 não seja bem maior, de apenas 1,7 ponto percentual, apesar de ser uma taxa elevada, de 8,8% da PEA (Tabela 6). Apesar de a taxa de desocupação ter aumentado em todas as faixas etárias e tanto para homens como para mulheres, ela é maior entre os jovens e entre as mulheres. Pode-se observar que à medida que se passa de uma faixa de menos idade para uma de idade, a taxa de desocupação cai, isso tanto para homens como para as mulheres. Por outro lado, quando se compara a taxa de desocupação masculina e feminina do mesmo grupo etário, 9

10 verifica-se que a feminina é sempre maior. Assim, por exemplo, enquanto a taxa de desocupação dos jovens de 15 a 19 anos em 2006 era de 18,8% da PEA masculina, a taxa de desocupação das jovens de mesma idade era 30,5% da PEA feminina. Mesmo entre os idosos com de 65 anosa taxa masculina é menor que a feminina, 1,9% contra 2,2%. Ou seja, a desocupação atinge as mulheres e os jovens, e intensamente aqueles que apresentam essas duas características, isto é, a mulher jovem. Tabela 6 Taxa de Desocupação segundo sexo e grupo etário. Brasil, 1996 e Sexo Grupo Etário a 19 anos 12,8 18,8 20 a 24 anos 8,5 11,2 Adultos 25 a 49 anos 4,2 4,5 Masculino 50 a 64 anos 3,3 3,5 65 anos ou 1,5 1,9 5,7 6,5 15 a 19 anos 20,7 30,5 20 a 24 anos 13,6 20,1 Adultos 25 a 49 anos 7,3 9,2 Feminino 50 a 64 anos 3,2 3,7 65 anos ou 1,5 2,2 9,3 11,8 15 a 19 anos 15,8 23,7 20 a 24 anos 10,5 15,0 Adultos 25 a 49 anos 5,4 6,6 50 a 64 anos 3,3 3,6 65 anos ou 1,5 2,0 7,1 8,8 Fonte: IBGE-PNAD 1996 e 2006, microdados. Elaboração própria. O outro aspecto que influenciou no crescimento do número de desocupados foi a insuficiência de postos de trabalho gerados pela economia. Mesmo com a recuperação observada a partir da desvalorização do real frente ao dólar em 1999, especialmente após 2003, como indicado na introdução desse artigo, o crescimento econômico não foi capaz de incorporar todos aqueles que desejavam uma ocupação remunerada. Com isso, a queda na taxa de desocupação não chegou a aos valores registrados em De toda forma, o melhor desempenho da economia, teve impacto positivo sobre o mercado de trabalho, como pode ser visto pelo aumento na taxa de ocupação (Tabela 7). A taxa de ocupação do conjunto dos trabalhadores teve um pequeno aumento, de 59,0% em 1996 para 60,5% em Esse aumento foi resultado da ampliação da ocupação entre os adultos e os idosos de 50 a 64 anos e, sobretudo ao crescimento da ocupação das mulheres, cuja taxa subiu de 43,3% em 1996 para 47,9% em 2006, quando, no mesmo período, a taxa masculina caiu de 76,0% para 74,1%. O desempenho da taxa de ocupação dos homens só não foi pior porque diminuiu a participação masculina se reduziu entre 1996 e Por outro lado, a ampliação da participação das mulheres no mercado de trabalho e o aumento da desocupação feminina fizeram com que o aumento da taxa de ocupação fosse menor. Olhando-se para os grupos etários, verifica-se que entre os homens, somente os idosos com idade entre 50 e 64 anos apresentaram crescimento, assim mesmo pouco significativa, com todos os de grupos apresentando queda na taxa de ocupação. Já entre as mulheres, somente entre os idosos com registraram redução da taxa de ocupação, com todos os de apresentando crescimento. Apesar desse movimento 10

11 favorável às mulheres nos diversos grupos etários, elas apresentam uma taxa de ocupação sempre inferior à masculina, seja qual for o grupo etário que se compare, mostrando as maiores dificuldades das mulheres no mercado de trabalho. Tabela 7 Taxa de Ocupação segundo sexo e grupo etário. Brasil, 1996 e Sexo Grupo Etário a 19 anos 55,1 45,2 20 a 24 anos 80,2 77,5 Adultos 25 a 49 anos 89,4 89,2 Masculino 50 a 64 anos 73,1 73,3 65 anos ou 34,1 30,1 76,0 74,1 15 a 19 anos 31,7 27,8 20 a 24 anos 49,5 51,8 Feminino Adultos 25 a 49 anos 54,5 62,5 50 a 64 anos 33,7 41,9 65 anos ou 9,1 8,6 43,3 47,9 15 a 19 anos 43,6 36,5 20 a 24 anos 64,8 64,5 Adultos 25 a 49 anos 71,2 75,3 50 a 64 anos 52,3 56,7 65 anos ou 20,1 17,9 59,0 60,5 Fonte: IBGE-PNAD 1996 e 2006, microdados. Elaboração própria. 3. A inserção dos jovens e dos idosos no mercado de trabalho: um retrato para o ano de 2006 Nesta seção, busca-se caracterizar os trabalhadores jovens e idosos a partir da participação dos mesmos nos setores de atividade, na posição na ocupação, na escolaridade, o rendimento médio recebido e das diferenças de rendimento. O olhar se coloca sobre como cada grupo jovem ou idoso do sexo masculino ou feminino está distribuído segundo cada uma das variáveis acima definidas e verificar como essa distribuição se aproxima ou se afasta entre os grupos. Primeiramente, observa-se a distribuição desses grupos segundo o setor de atividade econômica (Tabela 8). Entre os jovens com idade entre 15 a 19 anos do sexo masculino ocupados, pouco da metade dividi-se em dois grupos, o de trabalhadores no setor agrícola (28,2%) e o dos ocupados no comercio e reparação (24,3%). A este segue-se o de jovens ocupados na indústria de transformação (15,6%) e na construção (9,0%), com todos os de setores com uma proporção inferior ao deste último. Entre as mulheres desse grupo etário, vê-se também dois grandes grupos que concentram quase a metade das trabalhadoras, serviços domésticos (22,8%) e comércio e reparação (22,5%), com um terceiro contingente alocado na indústria de transformação (12,6%) e todos os de setores com proporções inferiores a 10%, inclusive na atividade agrícola (9,2%). 11

12 No grupo dos jovens com idade entre 20 e 24 anos do sexo masculino, a distribuição concentra-se em três grupos, comércio e reparação (21,5%), indústria de transformação (20,1%) e o setor agrícola (18,3%), com todos os de com uma participação inferior a 10%. Entre as jovens dessa faixa de idade, temos um grupo que concentra quase 1 em cada quatro jovens que é o comércio e reparação (24,1%) e outros três setores que apresentam participações próximas: os serviços domésticos (14,9%), a indústria de transformação e o setor de educação, saúde e serviços sociais, cada um com 13,3%. Entre os idosos com 50 a 64 anos do sexo masculino, pouco de 2/3 distribuía-se por quatro setores: 25,2% no setor agrícola, 16,4% no comércio e reparação, 12,4% na construção e 11,5% na indústria de transformação. Já entre as mulheres dessa faixa etária, de ¾ distribuem-se entre cinco setores: 19,6% no setor de educação, saúde e serviços sociais, 17,4% nos serviços domésticos, 14,3% na indústria de transformação, 13,8% na atividade agrícola e 13,1% no setor de comércio e reparação. Dos idosos com do sexo masculino, quase metade encontra-se no setor agrícola (47,3%) e 14,7% no comércio e reparação, ou seja, quase 2/3 dos homens idosos desse grupo etário encontram-se nesses dois setores de atividade. Entre as mulheres com, a distribuição concentra-se em quatro setores, que em conjunto respondem por ¾ do total: o maior grupo, assim como entre os homens, está na agricultura (25,0%), seguido por 19,9% na indústria de transformação, 17,1% no comércio e reparação e 12,5% nos serviços domésticos. Tabela 8 Distribuição (%) dos jovens e idosos ocupados segundo setor de atividade, sexo e grupo etário. Brasil, 2006 Homens Mulheres Setor de Atividade Agrícola 28,2 18,3 25,2 47,3 9,2 5,9 13,8 25,0 Outras atividades industriais 0,4 1,2 1,2 0,5 0,2 0,4 0,2 0,0 Indústria de transformação 15,6 20,1 11,5 6,8 12,6 13,7 14,3 19,9 Construção 9,0 9,0 12,4 6,0 0,4 0,5 0,4 0,2 Comércio e reparação 24,3 21,5 16,4 14,7 22,5 24,1 13,1 17,1 Alojamento e alimentação 4,5 3,4 3,3 3,6 5,3 4,9 5,1 4,0 Transporte, armazenagem e comunicação 3,3 6,1 7,3 3,3 1,9 2,3 0,7 0,5 Administração pública 3,4 4,4 6,7 2,8 2,5 3,8 5,8 2,1 Educação, saúde e serviços sociais 1,9 3,3 3,9 3,3 8,1 13,7 19,6 9,6 Serviços domésticos 0,9 0,6 1,2 2,0 22,8 14,9 17,4 12,5 Outros serviços coletivos, sociais e pessoais 2,9 3,5 2,8 2,9 6,5 6,5 5,2 6,0 Outras atividades 5,1 8,2 8,0 6,4 7,9 9,5 4,4 2,8 Atividades maldefinidas ou não-declaradas 0,5 0,4 0,4 0,4 0,0 0,0 0,1 0,2 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100, Fonte: IBGE-PNAD2006, microdados. Elaboração própria. Os dados da inserção dos trabalhadores jovens e idosos segundo a posição ocupacional permitem averiguar a maior ou menor fragilidade de inserção no mercado de trabalho desses grupos (Tabela 9). Observa-se que entre os jovens, a maior proporção da metade insere-se no mercado de trabalho como empregado. A diferença é que dos jovens com 20 a 24 anos, a maior proporção possui registro em carteira (45,9% entre os homens e 43,3% entre as mulheres) e dos jovens com 15 a 19 anos, a maior proporção não possui esse registro (46,7% entre os homens e 32,1% entre as mulheres). Outro aspecto que chama a atenção é o percentual elevado de jovens com 15 a 19 anos ocupados sem remuneração, entre os homens chega a 18,7% e entre as mulheres, 10,8%. Neste último grupo, apesar de menor a proporção em relação aos homens, deve-se considerar que cerca de uma em cada cinco jovens estão ocupadas como empregadas domésticas sem registro em carteira (22,2%). As jovens com 20 a 24 anos também se inserem no trabalho doméstico sem registro em carteira, porém num percentual menor que o grupo de mulheres jovens de menos idade, 12,3%. Já os jovens desse grupo etário 12,1% estão inseridos como trabalhadores por conta-própria. 12

13 Os idosos, por outro lado têm uma inserção diferente. Entre os homens e as mulheres com 65 anos ou, o maior grupo é o de trabalhadores por conta própria, 56,5% e 45,9%, respectivamente. Do total de homens dessa faixa etária, temos ainda que 12,4% estavam inseridos como empregadores e 11,8% como empregados sem registro em carteira, e do total de mulheres, 14,0% estavam ocupadas sem remuneração e 9,7% como empregadas domésticas sem registro em carteira. Quando olhamos para o grupo de idosos com idade entre 50 e 64 anos, verifica-se que também entre esses, o maior grupo encontra-se na ocupação por conta-própria (41,2% entre os homens e 27,6% entre as mulheres). Mas também se pode observar que para os trabalhadores de ambos os sexos dessa faixa etária, há um contingente significativo que está ocupado como empregado com registro em carteira (23,7%% entre os homens e 15,8% entre as mulheres) maior que a inserção como empregado sem registro em carteira (14,9% entre os homens e 9,0% entre as mulheres). Destaque-se que as mulheres desse grupo etário têm uma inserção importante como funcionárias públicas (14,4%), enquanto 9,0% são empregadas sem registro em carteira e 9,2% não possuem remuneração. Pode-se concluir que as dificuldades de inserção dos jovens levam-nos para ocupações precárias, como o emprego sem carteira assinada e sem remuneração, para os homens do que para as mulheres jovens. Estas, por outro lado, encontram no trabalho doméstico, depois do emprego sem carteira, a chance de ingressar no mercado de trabalho. À medida que o jovem se aproxima da fase adulta, ampliam-se as oportunidades de integrar o mercado de trabalho formal, o que se consuma com o emprego com carteira de trabalho assinada. De forma inversa, à medida que o trabalhador se torna velho suas chances diminuem novamente no emprego com carteira, com maior intensidade para as mulheres. Com isso, verifica-se que os idosos encontram oportunidades de inserção ocupacional como trabalhadores por conta-própria e, para as mulheres, também o serviço doméstico. Tabela 9 Distribuição (%) da população ocupada de jovens e idosos segundo posição na ocupação, sexo e grupo etário. Brasil, Posição na Ocupação Masculino Feminino Empregado com carteira 22,4 45,9 23,7 6,9 24,8 43,3 15,8 4,1 Funcionário público estatutário e militar 1,9 2,9 7,3 2,4 0,3 2,5 14,4 6,6 Empregados sem carteira 46,7 30,7 14,9 11,8 32,1 23,8 9,0 7,3 Trabalhador doméstico com carteira 0,1 0,2 0,5 0,4 0,6 2,6 5,3 2,7 Trabalhador doméstico sem carteira 0,8 0,4 0,6 1,7 22,2 12,3 12,1 9,7 Conta própria 7,9 12,1 41,2 56,5 8,2 8,4 27,6 45,9 Empregador 0,2 1,5 10,0 12,4 0,3 0,8 4,7 5,0 Trabalhador na produção para o próprio consumo 1,3 0,5 1,2 6,0 0,8 0,5 1,8 4,6 Trabalhador na construção para o próprio uso 0,0 0,0 0,0 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 Não-Remunerado 18,7 5,7 0,6 1,7 10,8 5,7 9,2 14,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100, Fonte: IBGE-PNAD2006, microdados. Elaboração própria. Observando-se a escolaridade de idosos e jovens em 2006 (Tabela 10), verifica-se que é maior a escolaridade entre os jovens do que entre os idosos. Isso se explica pelo fato de que os idosos com 50 anos ou ingressaram ou deveriam ter ingressado no ensino fundamental antes de 1964, quando nem todas as pessoas tinham acesso ao ensino. O crescimento da escolarização somente vai ocorrer a partir de meados dos anos sessenta quando se procura massificar o ensino, o que implicou em uma deterioração da qualidade do ensino. Portanto, a população idosa que estamos analisando, teve menos oportunidades que a população jovem, o que não significa que a escolaridade em termos de anos de estudos completados dos jovens implique numa maior qualificação. 13

14 Entre os jovens de 15 a 19 anos, a maior parcela possui o ensino fundamental completo e o ensino médio incompleto (39,0% homens, 44,9% mulheres), com um percentual significativo que não completou o ensino fundamental ainda que tenha pelo menos 4 anos de estudo (35,0% de homens e 21,9% de mulheres). Quando se analisa os jovens com idade entre 20 e 24 anos, verifica-se que o maior grupo possui o ensino médio completo ou o superior incompleto (43,4% entre os homens e 60,4% entre as mulheres). Ao passarmos para o grupo de trabalhadores idosos, verifica-se que tanto os que possuem 50 a 64 anos como os que possuem 65 anos ou, a grande maioria não chegou a completar o ensino fundamental. Entre os homens do primeiro grupo essa proporção é de 64,1% e do segundo, 81,0%. Entre as mulheres essa proporção é menor, mas também representa a maior parte das mulheres ocupadas, entre aquelas com idade de 50 até 64 anos, 57% não completaram o ensino fundamental e daquelas com 65 anos ou, essa proporção é de 76,2%. Tabela 10 População de jovens e idosos ocupados segundo escolaridade, sexo e grupo etário. Brasil, Homens Mulheres Escolaridade Sem instrução 2,2 2,8 18,8 36,0 0,9 1,0 14,7 30,2 1 a 3 anos 7,4 6,1 16,5 20,1 2,3 2,5 15,3 19,2 4 a 7 anos 35,0 21,2 28,8 24,9 21,9 12,4 27,0 26,8 8 a 10 anos 39,0 23,5 10,1 4,9 44,9 17,8 10,6 6,8 11 a 14 anos 15,7 43,4 15,3 6,8 29,7 60,4 19,5 10,7 15 ou 0,0 2,7 10,5 7,4 0,0 5,7 12,8 6,2 Sem declaração 0,7 0,2 0,1 0,0 0,3 0,2 0,2 0,1 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 Fonte: IBGE-PNAD 2006, microdados. Elaboração própria. Os dados da Tabela 11 informam o rendimento médio mensal que jovens e idosos auferiram em todos os trabalhos. Chama a atenção que os homens idosos são os que apresentam o maior rendimento médio: R$1.299,90 e R$906,58, respectivamente para aqueles com idade entre 50 e 64 anos e com 65 anos ou. Ao se analisar detalhadamente esse grupo, verifica-se que essa média elevada deve-se ao melhor rendimento percebido por esses trabalhadores na ocupação de militares, funcionários públicos, como empregadores e como empregados com registro em carteira. Mesmo entre as ocupações precárias, como o trabalho por conta-própria, o trabalho doméstico e o emprego sem carteira assinada os rendimentos são superiores ao dos jovens e das mulheres da mesma faixa etária e mesma posição na ocupação, ainda que o valor em relação aos trabalhadores do mesmo grupo nas posições anteriormente mencionadas seja menor. As mulheres idosas também têm um rendimento médio maior que a média do rendimento dos jovens somente entre aquelas da faixa de 50 a 64 anos (R$758,71). Ade, esse grupo de mulheres também apresentam rendimento elevado nas posições de empregadoras e entre as funcionárias públicas, posição onde as mulheres com 65 anos ou também apresentam maior rendimento nessas posições, mas com valores menores. Entre os jovens do sexo masculino como do feminino, o rendimento médio é melhor também nas ocupações estruturadas, no emprego com carteira assinada, na carreira militar e no funcionalismo público estatutário. A posição de empregador também apresenta um rendimento médio elevado, porém é um nicho de poucas oportunidades para os jovens. 14

15 Tabela 11 Rendimento médio mensal de todos os trabalhos dos jovens e idosos ocupados segundo posição na ocupação, sexo e grupo etário. Brasil, 2006 Homens Mulheres Posição na Ocupação Empregado com carteira 473,83 627, , ,57 460,05 569,39 959,31 904,22 Militar 362,81 822, , , , Funcionário público estatutário 554,99 970, , ,80 576,82 874, , ,84 Outros empregados sem carteira 268,45 400,35 750,65 669,82 286,20 395,24 665,80 624,36 Trabalhador doméstico c/ carteira 376,89 403,34 586,61 391,01 377,71 402,34 441,24 449,64 Trabalhador doméstico s/ carteira 151,16 263,14 329,56 314,60 149,02 207,17 299,22 262,15 Conta própria 280,29 524,17 827,06 630,50 167,09 343,50 520,92 256,58 Empregador 497, , , ,16 667, , , ,07 263,63 527, ,90 906,58 258,33 437,47 758,71 377,53 Fonte: IBGE-PNAD 2006, microdados. Elaboração própria. As informações dos rendimentos médios devem ser consideradas com precaução uma vez que seus resultados são influenciados por valores extremos que podem causar distorções. De toda forma, essas informações ajudam nas comparações entre os grupos etários e entre homens e mulheres, como apresentados na Tabela 12. Quando se compara os rendimentos médios de mulheres e homens do mesmo grupo etário, fica claro que os rendimentos das mulheres são bem inferiores aos dos homens que ocupam a mesma posição. As exceções são poucas, mas existem, e a maioria delas está entre os jovens de 15 a 19 anos. Neste grupo etário, a mulheres têm um rendimento maior que o dos homens no funcionalismo público (3,9%), no emprego sem carteira (6,6%) e ligeiramente no emprego doméstico (0,2%). No caso da posição de empregadora, o rendimento 34% das mulheres deve ser visto com cuidado, pois nesse grupo etário as iniciativas desse tipo são difíceis, dada a necessidade de experiência para que a pessoa se estabeleça como empregador. As duas outras posições onde o rendimento da mulher é maior que o do homem são entre a ocupação militar da faixa de 20 a 24 anos (164,4%) e no trabalho doméstico com carteira da faixa de 65 anos ou (15%). Os dados da tabela 12 ainda permitem a comparação dos rendimentos médios de jovens e idosos com o rendimento médio dos trabalhadores adultos que estão na mesma posição ocupacional. Percebe-se que os jovens (15 a 19 anos) têm o menor rendimento tanto homens como mulheres, reduzindo essa diferença entre o rendimento do jovem e do adulto quando se passa para a faixa de idade superior (20 a 24 anos). A única posição ocupacional onde a diferença não é tão expressiva, especialmente para as mulheres, é no trabalho doméstico, muito possivelmente porque os salários pagos nessa ocupação situam em torno do salário mínimo. A comparação entre o rendimento dos idosos e dos adultos mostra que os primeiros têm rendimento médio maior em quase todas as posições tanto entre os homens como entre as mulheres. Esses resultados podem estar indicando que o rendimento no mercado de trabalho reflete, em certa medida, a experiência do trabalhador, tomando-se a idade como uma proxi dessa experiência. 15

16 Tabela 12 Diferenças de Rendimento médio mensal entre mulheres jovens e homens jovens, mulheres idosas e homens idosos, e entre jovens e idosos em relação ao rendimento do adulto do respectivo sexo. Brasil, Proporção (%) do rendimento da mulher em relação ao rendimento do homem do mesmo Proporção (%) do rendimento de homens jovens e idosos e de mulheres jovens e idosas em relação ao rendimento do adulto do mesmo sexo Escolaridade grupo etário Homens Mulheres Idosas Empregado com carteira 97,1 90,8 68,7 57,9 45,0 59,6 132,8 148,5 52,9 65,5 110,3 104,0 Militar - 264, ,5 35,1 185,8 149,4-55,9 - - Funcionário público estatutário 103,9 90,0 60,6 58,3 28,8 50,5 127,5 104,2 39,6 60,1 102,2 80,2 Outros empregados sem carteira 106,6 98,7 88,7 93,2 42,3 63,0 118,2 105,5 49,0 67,7 114,0 106,9 Trabalhador doméstico com carteira 100,2 99,8 75,2 115,0 73,9 79,1 115,0 76,6 85,8 91,4 100,3 102,2 Trabalhador doméstico sem carteira 98,6 78,7 90,8 83,3 38,4 66,9 83,8 80,0 55,4 77,0 111,2 97,4 Conta própria 59,6 65,5 63,0 40,7 33,8 63,2 99,8 76,1 29,1 59,9 90,8 44,7 Empregador 134,0 69,8 82,8 52,9 16,8 56,9 114,7 85,9 28,3 49,8 119,3 57,0 98,0 83,0 58,4 41,6 24,6 49,3 121,5 84,8 35,0 59,3 102,8 51,2 Fonte: IBGE-PNAD 2006, microdados. Elaboração própria. Os rendimentos médios de jovens e idosos considerados a escolaridade que possuem são apresentados na Tabela 13. Verifica-se que o valor do rendimento médio é maior entre aqueles com maior escolaridade e maior idade, o que ocorre tanto entre os trabalhadores do sexo masculino como do sexo feminino. Considerando-se que os trabalhadores idosos, homens e mulheres, encontram na sua grande maioria nas faixas de menor escolaridade, verifica-se que os rendimentos elevados das faixas de escolaridade elevadas estão influenciadas pelos maiores valores desse pequeno grupo de trabalhadores, com a grande maioria dos idosos recebendo um valor inferior à média dos rendimentos do grupo etário. Por outro lado, os jovens concentram-se nas faixas de escolaridade intermediária, do ensino médio e, portanto, os jovens com menores rendimentos e escolaridade podem estar puxando a média para baixo e, portanto, a maior parte dos jovens tem um rendimento superior à media do seu grupo etário. Tabela 13 Rendimento médio mensal de todos os trabalhos dos jovens e idosos ocupados segundo escolaridade, sexo e grupo etário. Brasil, Homens Mulheres Escolaridade Sem instrução 175,07 250,01 353,93 279,03 125,91 192,72 186,81 132,53 1 a 3 anos 156,26 293,61 566,14 595,72 127,12 171,52 304,06 242,05 4 a 7 anos 192,51 362,62 838,53 797,88 137,51 228,25 396,87 317,54 8 a 10 anos 275,99 455, , ,22 227,05 321,95 573,32 423,09 11 a 14 anos 459,74 645, , ,84 410,69 476, ,81 669,41 15 ou , , , , , ,49 Sem declaração 216,60 431, , ,32 282,79 370,33 450,00 263,63 527, ,90 906,58 258,33 437,47 758,71 377,53 Fonte: IBGE-PNAD 2006, microdados. Elaboração própria. Comparando-se as diferenças de rendimento entre homens e mulheres do mesmo grupo etário e com a mesma escolaridade (Tabela 14), verifica-se que, sem exceção, as mulheres ganham menos que os homens, sendo a menor diferença encontrada entre os jovens com 15 a 19 anos de idade. À medida que se passa para uma faixa de idade elevada, a diferença entre homens e mulheres se amplia. Outra informação obtida a partir da tabela 14 em relação ao rendimento médio de jovens e idosos é a comparação dos rendimentos dos diversos grupos etários com o rendimento médio dos trabalhadores adultos com a mesma escolaridade. Pode-se observar que 16

17 a renda se amplia à medida que se passa de uma faixa de idade para outra elevada, reduzindo-se na faixa de idosos com 65 anos ou. De fato, entre os jovens o rendimento é de cerca ¼ do rendimento em média dos adultos para aqueles com idade de 15 a 19 anos, com a diferença sendo de 50% entre os que não possuem nenhuma instrução e aumentando na medida em que aumenta a escolaridade. O mesmo se repete com a faixa de 20 a 24 anos, os jovens dessa faixa sem nenhuma instrução ganham 71,0% do rendimento médio dos adultos com igual escolaridade e diminui para 40,9% para os que possuem ensino superior completo. Entre as mulheres jovens o movimento também é idêntico o dos homens, porém neste caso o rendimento das mulheres jovens é menor em relação à mulher adulta com a mesma escolaridade, provavelmente porque o rendimento da mulher seja baixo e ocorra uma menor dispersão entre os rendimentos do que entre os salários dos homens. Já em relação aos idosos do sexo masculino, bem como do feminino, o rendimento médio é superior ao do trabalhador adulto do mesmo sexo e mesma escolaridade e aumenta à medida que se eleva a escolaridade. A exceção ocorre entre os idosos do sexo masculino sem instrução com 65 anos ou, cujo rendimento é 79,3% do rendimento médio do homem adulto de mesma escolaridade e entre as mulheres idosas dessa mesma faixa etária. Entre estas, o rendimento da mulher adulta com a mesma escolaridade é sempre maior, com a diferença de rendimentos aumentando com o aumento da escolaridade, exceto para as mulheres sem instrução cujo rendimento é 65,4% da mulher adulta com essa escolaridade. Diferenças de Rendimento médio mensal entre mulheres jovens e homens jovens, mulheres idosas e homens idosos, e entre jovens e idosos em relação ao rendimento do adulto do respectivo sexo. Brasil, Escolaridade Diferença entre homens e mulheres do mesmo grupo etário Tabela 14 Homens Mulheres Idosas Sem instrução 71,9 77,1 52,8 47,5 49,7 71,0 100,6 79,3 62,1 95,1 92,2 65,4 1 a 3 anos 81,4 58,4 53,7 40,6 33,5 62,9 121,3 127,7 52,2 70,5 125,0 99,5 4 a 7 anos 71,4 62,9 47,3 39,8 28,3 53,4 123,5 117,5 40,8 67,7 117,7 94,2 8 a 10 anos 82,3 70,6 50,2 20,9 32,1 53,0 132,7 235,4 47,2 66,9 119,1 87,9 11 a 14 anos 89,3 73,9 51,4 40,0 35,3 49,6 149,8 128,7 53,8 62,4 131,0 87,6 15 ou - 72,7 54,0 45,8-40,9 139,3 115,0-50,1 126,6 88,7 Sem declaração 71,7 65,6 29,5-29,3 58,4 170,0-45,5 82,8 108,4 131,7 98,0 83,0 58,4 41,6 24,6 49,3 121,5 84,8 35,0 59,3 102,8 51,2 Fonte: IBGE-PNAD 2006, microdados. Elaboração própria. Essas informações do rendimento de jovens e idosos segundo a escolaridade, reforçam as informações do rendimento visto em relação à posição na ocupação no sentido de que o rendimento tem um componente importante em relação à experiência do trabalhador. Evidentemente, a escolaridade é um fator de elevação da renda, pois abre oportunidades ocupacionais que agregam valor e não estão disponíveis para aqueles com menor escolaridade. Contudo, mesmo os dados mostrando que o rendimento aumenta com a escolaridade, eles reforçam que também aumenta o rendimento à medida que aumenta a idade, ou seja, aumenta a experiência de trabalho adquirida pelo trabalhador. 17

18 Considerações Finais Procurou-se, neste artigo, traçar um quadro da inserção ocupacional de jovens e idosos para se avaliar o espaço que os mesmo ocupam no mercado de trabalho. Observou-se que o grupo definido com idoso apresentou um forte crescimento no total da população ocupada no período analisado, bem superior ao grupo dos trabalhadores jovens. Como resultado desse crescimento, o grupo de idosos ampliou sua participação no total de ocupados do mercado de trabalho brasileiro no ano de 2006 quando comparado com o ano de 1996, enquanto que os jovens diminuíram sua participação. Porém, os jovens ainda têm uma participação maior que ao do grupo de idosos. Em termos da população desocupada, os jovens continuam apresentando a maior participação, além da maior taxa de desocupação. Quando desagregado por sexo, verifica-se que a proporção de mulheres jovens desocupadas é igual à proporção das mulheres adultas. Porém, as mulheres apresentam taxas de desemprego muito superiores à dos homens, mesmo quando pertencem ao mesmo grupo etário. Em relação à inserção de jovens e idosos verifica-se que esta depende em alguns casos da idade e em outros parece ter relação também com o sexo do trabalhador. No setor de atividade, os homens têm maior presença tanto no setor agrícola como no setor de comércio e reparação, mas os velhos estão presentes na agricultura do que os jovens, enquanto estes têm uma participação maior no comércio e reparação dos que os idosos e também uma participação maior na indústria de transformação. Entre as mulheres, o trabalho doméstico é uma alternativa para todas, porém é maior a participação das jovens, que também têm uma participação significativa no setor de comércio e reparação. As mulheres idosas, por sua vez, apresentam maiores oportunidades de inserção, já que apresentam participação semelhante nos setores de comércio e reparação, educação, saúde e serviços sociais e na indústria de transformação, além da participação maior na agricultura do que as jovens. A maior parte dos trabalhadores estudados tem uma inserção precária quando se analisa a posição ocupacional. Somente entre os jovens com idade entre 20 e 24 anos é maior a proporção de empregados com registro em carteira (formal). Aliás, os dados sugerem que a proporção do emprego formal aumenta à medida que se aproxima a fase adulta e diminui ao se aproximar as idades avançadas, tanto para mulheres como para os homens. Deve-se ter presente que a grande proporção de homens idosos ocupados como conta-própria deve-se pode estar indicando uma dificuldade dos trabalhadores com idade que perdem o emprego assalariado, bem como uma alternativa para aqueles que possuem maior experiência de vida e de trabalho. Em termos de escolaridade, os idosos possuem menor tempo de estudo enquanto a escolaridade é maior entre os jovens. Mas tanto entre os jovens como entre os idosos, a escolaridade da mulher é sempre maior. Quando se observa o rendimento auferido pelos dois grupos analisados, verifica-se que o rendimento é maior entre os trabalhadores idosos e com maior escolaridade. Além disso, os dados sugerem que o rendimento tem um componente importante na experiência do trabalhador (aqui considerada como uma proxi da idade) o que ajudaria a explicar as diferenças entre os trabalhadores com a mesma escolaridade ou posição na ocupação, mas grupo etário diferente. Mas a diferença entre os rendimentos de homens e 18

19 mulheres pertencentes ao mesmo grupo etário e com os mesmos atributos parece residir nas discriminações implícitas no mercado de trabalho. O estudo sugere que tanto os jovens como os idosos possuem fragilidades de inserção, sobretudo os jovens com idade entre 15 e 19 anos e os idosos com 65 anos ou, o que demandaria políticas publicas desenhadas para ajudar esses grupos a fazer a transição da inatividade para a atividade, no caso dos jovens e do caminho inverso para esse grupo de idosos. Essas políticas parecem ser necessárias além de um ambiente econômico favorável ao emprego, para que garantam condições dignas para aqueles que estão no mercado de trabalho, tanto em termos de rendimento como nas condições de trabalho. Referências Bibliográficas BALTAR, Paulo; MORETTO, Amilton & KREIN, José Dari. O emprego formal no Brasil: início do século XXI. In: KREIN, José Dari et alli. Transformações no mundo do trabalho e o direito dos trabalhadores. São Paulo: LTr, POCHMANN, Marcio. A batalha pelo primeiro emprego. São Paulo: Publisher Brasil, LIBERATO, Vânia C. A oferta de trabalho masculina pos-aposentadoria. Anais do VIII Encontro Nacional de Estudos do Trabalho ABET. São Paulo, 13 a 16 de outubro de

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