O papel das fundações na modernização das universidades federais

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O papel das fundações na modernização das universidades federais"

Transcrição

1 O papel das fundações na modernização das universidades federais 1. A MODERNIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Gilberto Tristão Os anos 80 caracterizaram-se pela crise do Estado que, dentre outros problemas, cresceu excessivamente e enfrentou mudanças acarretadas pelo processo de globalização da economia. Como conseqüência, a Reforma do Estado passou a ser, a partir da década de 90, um tema importante na agenda de governos e pensadores de diversos países. Segundo Bresser Pereira (Ministro da Administração Federal e Reforma do Estado, do Brasil, entre 1995 e 1998), depois da grande crise dos anos 80, na década de 90 está-se construindo um novo Estado. Esse novo Estado resultará de reformas profundas (BRESSER PEREIRA, : 36). O Conselho Científico do CLAD entende que a construção de um novo tipo de Estado é também a grande questão para a América Latina (CLAD, 1999, jan/mar: 123). Por sua vez, a reforma da administração pública, apesar de freqüente ao longo da história republicana do Brasil, tem adquirido maior visibilidade e consistência na década de 90. Ao falarem sobre modernização da administração pública na América Latina, Shepherd e Valencia ressaltam o caráter de urgência da reforma administrativa: hoje parece existir um consenso de que as administrações públicas precisam ser urgentemente reformadas se se quiser sustentar o processo de reforma econômica e política (SHEPHERD e VALENCIA, 1996: 103). No que se refere ao modelo de intervenção, uma mudança da administração pública, que atenda às exigências atuais de uma ampla Reforma do Estado, precisa contemplar dois aspectos essenciais que a diferenciarão das reformas administrativas anteriores: o objeto e a extensão da mudança. As atitudes, os princípios e os valores devem ser o objeto da mudança, não os organogramas e os cargos. Estes devem vir depois e subsidiariamente como estratégia viabilizadora da transformação. O espaço da mudança deve ser aquele em que a administração pública encontra o cidadão. Este enquanto usuário dos serviços públicos ou destinatário da ação do Estado, aquela enquanto operadora da ação do Estado. O objetivo deste trabalho é apresentar o papel das fundações na modernização das Universidades Federais, como parte integrante do conjunto de reformas do Estado brasileiro. 2. A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA GERENCIAL O Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado define objetivos e estabelece diretrizes para a reforma da administração pública brasileira (BRASIL, 1995: 9). Fundamentalmente, esse Plano concebeu um programa de modernização do Poder Executivo Federal para a transformação de um Estado Burocrático em um Estado Gerencial, no qual a sociedade seja melhor atendida em suas demandas. A Administração Pública Burocrática surgiu na segunda metade do século XIX, na época do Estado liberal, como forma de combater a corrupção e o nepotismo patrimonialistas. Constituem princípios orientadores do seu desenvolvimento a profissionalização, a idéia de carreira, a hierarquia funcional, a impessoalidade, o formalismo, em síntese, o poder racional legal. Os controles administrativos visando evitar a corrupção e o nepotismo são sempre a priori. Parte-se de uma desconfiança prévia nos administradores públicos e nos cidadãos que a eles dirigem demandas. Por isso, são sempre necessários controles rígidos dos processos como, por exemplo, na admissão de pessoal, nas compras e no atendimento a demandas. Em conseqüência, o Estado volta-se para si mesmo, perdendo a noção de sua missão básica, que é servir à sociedade.

2 A Administração Pública Gerencial emergiu na segunda metade do século XX, como resposta, de um lado, à expansão das funções econômicas e sociais do Estado e, de outro, ao desenvolvimento tecnológico e à globalização da economia mundial, uma vez que ambos deixaram à mostra os problemas associados à adoção do modelo anterior. A eficiência da administração pública - a necessidade de reduzir custos e aumentar a qualidade dos serviços, tendo o cidadão como beneficiário - torna-se então essencial. A reforma do aparelho do Estado passa a ser orientada predominantemente pelos valores da eficiência e qualidade na prestação de serviços públicos e pelo desenvolvimento de uma cultura gerencial em suas organizações. O CLAD acredita que a reconstrução da administração pública por meio da reforma gerencial levará ao aumento da governança do Estado. Governança é entendida aqui como a capacidade do Estado de transformar em realidade, de forma eficiente e efetiva, as decisões politicamente tomadas. O que parece um truísmo na verdade não o é: vários governos da América Latina formularam projetos corretos, mas não tiveram - e continuam não tendo - capacidade de implementá-los (CLAD, 1999, jan/mar: 131). A Administração Pública Gerencial constitui um avanço e, até certo ponto, um rompimento com a Administração Pública Burocrática. Isso não significa que negue todos os seus princípios. Pelo contrário, a Administração Pública Gerencial está apoiada na anterior, da qual conserva, embora flexibilizando, alguns dos seus princípios básicos, como a admissão segundo critérios de mérito. A diferença fundamental está na forma de controle, que deixa de basear-se nos processos para concentrarse nos resultados. A Administração Pública Gerencial inspira-se na administração de empresas, mas não pode ser confundida com esta última. Enquanto a receita das empresas depende dos pagamentos que os clientes fazem livremente na compra de seus produtos e serviços, a receita do Estado deriva de impostos, ou seja, de contribuições obrigatórias, sem contrapartida direta. Enquanto o mercado controla a administração das empresas, a sociedade - por meio de políticos eleitos - controla a administração pública. Enquanto a administração de empresas está voltada para o lucro privado, para a maximização dos interesses dos acionistas, esperando-se que, através do mercado, o interesse coletivo seja atendido, a Administração Pública Gerencial está explícita e diretamente voltada para o interesse público. A Administração Pública Gerencial vê o cidadão como contribuinte de impostos e como cliente dos seus serviços. Os resultados da ação do Estado são considerados bons não porque os processos administrativos estão sob controle e são seguros, como quer a Administração Pública Burocrática, mas porque as necessidades do cidadão-cliente estão sendo atendidas (BRASIL, 1995: 22-3). 3. PROPRIEDADE PÚBLICA NÃO-ESTATAL A Administração Federal, no Brasil, compreende a Administração Direta e a Indireta (Art. 4º do Decreto-lei nº 200, de 25 de fevereiro de 1967). A Administração Direta se constitui dos serviços integrados na estrutura administrativa da Presidência da República e dos Ministérios, enquanto a Administração Indireta compreende as seguintes categorias de entidades, dotadas de personalidade jurídica própria: Autarquias, Fundações Públicas, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista. As Universidades Federais integram a Administração Indireta do governo federal, nas seguintes categorias: Autarquias ou Fundações. Bresser Pereira descreve: No capitalismo contemporâneo, as formas de propriedade relevantes não são apenas duas, como geralmente se pensa e como a divisão clássica do direito entre direito público e direito privado sugere - propriedade privada e propriedade pública -, e sim três: a) a propriedade privada, voltada para a realização de lucro (empresa) ou de consumo privado (famílias); b) a propriedade pública estatal; e c) a propriedade pública não-estatal. A confusão não deriva da divisão 2

3 bipartite do direito, mas do fato de que, em seguida, o direito público foi confundido ou identificado com o direito estatal, enquanto o direito privado foi entendido como englobando as instituições nãoestatais sem fins lucrativos, que, na verdade, são públicas. Sem dúvida, poder-se-ia dizer que, afinal, continuamos apenas com as duas formas clássicas de propriedade: a pública e a privada, mas com duas importantes ressalvas: primeiro, a propriedade pública se subdivide em estatal e não-estatal, ao invés de se confundir com a estatal; e segundo, as instituições de direito privado voltadas para o interesse público e não para o consumo privado não são privadas, e sim públicas não-estatais (BRESSER PEREIRA, : 261-2). Também o Conselho Científico do CLAD reconhece a existência de um terceiro marco institucional, o espaço público não-estatal. Nessa perspectiva, o conceito de público ultrapassa o de estatal e abrange a capacidade de a sociedade atuar em parceria na provisão dos serviços públicos, seja no controle ou na produção. A reforma gerencial do Estado propõe a transferência da prestação dos serviços públicos sociais ao espaço público não-estatal (CLAD,1999, jan/mar: 138). 4. O TERCEIRO SETOR A organização administrativa constitucional brasileira abrangia somente dois setores: o público e o privado. Recentemente surgiu outro, denominado Terceiro Setor, ocupando uma posição intermediária, sem as limitações do Estado. Assim sendo, configuram-se como organizações do Terceiro Setor, ou ONGs - Organizações Não-Governamentais, as entidades de interesse social sem fins lucrativos, como as associações, as sociedades e as fundações de direito privado, com autonomia e administração própria, cujo objetivo é o atendimento de alguma necessidade social ou a defesa de direitos difusos ou emergentes (SABO PAES, 1999: 47). O Terceiro Setor vem tendo um crescimento expressivo. Hoje, somam 250 mil organizações no Brasil, responsáveis por 1,5 milhão de postos de trabalho. Estes novos agentes sociais conseguiram, ao longo dessa caminhada, constituírem-se em parceiros nas diversas políticas governamentais, somando esforços em favor de interesses comuns e ampliando a destinação de recursos públicos para iniciativas de interesse público (HAUS e LUCAS, 2.000: 5). O Estado reconhece publicamente os serviços prestados pelas entidades de interesse social, concedendo-lhes, direta ou indiretamente, concessões especiais, em razão dos fins humanitários e sociais a que elas visam. Eis porque o Estado não poderia deixar de fiscalizar as ONGs sem, contudo, causar óbices a flexibilidade inerente às entidades da administração privada. A Constituição da República Federativa do Brasil, em seu artigo 127 (Brasil, 1994: 64), atribuiu essa competência ao Ministério Público, que criou Promotorias especializadas no acompanhamento e na fiscalização contábil, financeira e finalística das entidades de interesse social. Há muito que as ONGs reclamavam da falta de legislação apropriada. A Lei nº 9.790, de 23 de março de 1999, criou a qualificação de pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público - OSCIPs. Essa Lei apresenta inovação substancial ao permitir a formação de parcerias entre o Poder Público e as entidades integrantes do Terceiro Setor. Espera-se que o termo de parceria seja um veículo apropriado ao repasse de recursos públicos para entidades de direito privado. Além do governo reconhecer que a iniciativa privada poderá desenvolver melhor que ele próprio determinados tipos de atividades, as ONGs contribuem para conter o crescimento do Estado, uma das causas da crise dos anos 80, sem eliminarem o apoio governamental às ações de interesse público. 5. A ADMINISTRAÇÃO DIRETA 3

4 No passado, constituiu grande avanço a implementação de uma administração pública formal, baseada em princípios racional-burocráticos. Mas o sistema introduzido, ao limitar-se a padrões hierárquicos rígidos e ao concentrar-se no controle dos processos e não dos resultados, revelou-se lento e ineficiente para a magnitude e a complexidade dos desafios que o País passou a enfrentar diante da globalização econômica. Acrescenta Ferreira: Vivemos num ambiente caracterizado por um ritmo acelerado de transformações e, além disto, pela imprevisibilidade com relação às mudanças. Nesta perspectiva, o rigor no cumprimento do ritual burocrático dificulta o alcance dos objetivos institucionais (FERREIRA, 1996, set-dez: 9-10). 6. A ADMINISTRAÇÃO INDIRETA A Administração Indireta foi concebida para conceder maior flexibilidade ao setor público. Entretanto, tal não ocorreu, sobretudo nas duas categorias regidas pelo Direito Público: Autarquias e Fundações Públicas. Para exemplificar a dependência das instituições da Administração Indireta, basta lembrar que as Universidades Federais não são soberanas sequer para contratar professores substitutos enquanto providenciam a realização de concursos públicos que, por sua vez, estão suspensos para os cargos de magistério há cinco anos. Assim, nos casos de demissão, morte ou aposentadoria de professor, a Universidade inicia longo e moroso processo que necessita da aprovação de dois Ministérios: o da Educação e do Desporto e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. A dependência descrita vai contra a tendencia universal. Inclusive, documento do Banco Mundial recomenda maior autonomia das instituições de ensino superior: una maior autonomía institucional es la clave del éxito de la reforma de la enseñanza estatal de nivel superior, especialmente a fin de diversificar y usar los recursos más eficientemente. La experiencia reciente indica que las instituciones autónomas responden mejor a los incentivos para mejorar la calidad y aumentar la eficiencia (BANCO MUNDIAL, 1995: 69-70). Tal situação levou Ferreira a afirmar: Hoje, notadamente na administração indireta, ocorre uma realidade no mínimo curiosa, a da autonomia invertida: as instituições são bastante autônomas para decidirem sobre os seus fins, mas quase nada no que diz respeito aos meios (FERREIRA, 1996, setdez: 19). Assim sendo, o requisito básico da autonomia é a transferência para as Universidades Federais das decisões e responsabilidades de gestão dos recursos que lhes forem alocados. 7. FUNDAÇÕES DE DIREITO PRIVADO E FUNDAÇÕES PÚBLICAS O Código Civil Brasileiro, Lei nº 3.071, de 1º de janeiro de 1916, institui, em seu art.16, a fundação como pessoa jurídica de direito privado. Ela tem sido definida como "as fundações são universalidades de bens personalizados pela ordem jurídica, em consideração a um fim estipulado pelos seus instituidores" (DINIZ, 1996:146). Há uma diferença básica entre as associações e as sociedades sem fins lucrativos e as fundações. Nas associações e sociedades a pessoa jurídica se organiza em torno de agrupamentos das pessoas físicas que a compõem, enquanto nas fundações a pessoa jurídica se organiza em torno do patrimônio destinado à realização dos fins comuns. Daí decorre outra diferença significativa: nas associações e sociedades os criadores permanecem ligados às entidades na forma de sócios ou associados, enquanto nas fundações, criada a entidade, os instituidores dela se desligam. Até os anos 80, todas as fundações eram de direito privado, distinguindo-se as instituídas com recursos privados daquelas instituídas e/ou mantidas pelo Poder Público. Nessa década, até a Constituição Federal reconheceu, no art. 37, XIX, a existência da fundação pública (BRASIL, 1994: 4

5 28). Di Pietro admite a opção, pelo Poder Público, da personalidade que melhor convier a entidade por ele criada, ao definir: "a fundação instituída pelo poder público é o patrimônio, total ou parcialmente público, dotado de personalidade jurídica, de direito público ou privado, e destinado, por lei, ao desempenho de atividades do Estado na ordem social, com capacidade de autoadministração e mediante controle da Administração Pública, nos limites da lei" (DI PIETRO, 1998: 323). Ao serem consideradas Fundações Públicas, as Universidades Federais praticamente se transformaram em Autarquias. Passou a exigir-se concursos públicos para a admissão de pessoal. Os servidores, que eram contratados pela Consolidação das Leis Trabalhistas (regime das instituições de Direito Privado), passaram a ser regidos pelo Regime Jurídico Único (legislação aplicável às instituições de Direito Público). As Universidades Federais ficaram sujeitas às normas gerais de licitação e contratação e às normas orçamentárias e financeiras do Poder Executivo. As Fundações Públicas não são controladas pelo Ministério Público, como ocorre com as fundações de direito privado, sendo fiscalizadas pela Secretaria Federal de Controle, que integra o Controle Interno do Poder Executivo Federal, e pelo Tribunal de Contas da União, órgão que exerce o Controle Externo no âmbito do Governo Federal. Para que se possa avaliar a burocratização e rotinização a que ficaram sujeitas as Universidades Federais, ao serem transformadas em Fundações Públicas, serão dados dois exemplos: a mudança que ocorreu na aplicação dos recursos diretamente arrecadados e a regulamentação sobre viagens internacionais. Os recursos diretamente arrecadados, aqueles provenientes de prestação de serviços, eram gastos pelas Universidades Federais em obediência a uma programação decidida por sua Administração Superior. A Universidade de Brasília, por exemplo, utilizava os recursos provenientes do Tesouro Nacional para pagamento de pessoal e despesas de custeio e aplicava os recursos diretamente arrecadados em investimentos, ou seja, na modernização de sua infra-estrutra, sobretudo no que se refere a laboratórios e equipamentos. Ao serem transformadas em Fundações Públicas, os recursos diretamente arrecadados precisam ser incorporados ao Orçamento Geral da União e ficam sujeitos à programação orçamentária do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Hoje, a Universidade de Brasília tem os recursos diretamente arrecadados destinados, por decisão do citado Ministério fundamentada na crise econômica do País, predominantemente para pagamento de pessoal e custeio. Resultado, sua infra-estrutura está, gradualmente, ficando obsoleta ou sucateada. As viagens internacionais, quer os recursos fossem provenientes do Tesouro Nacional ou diretamente arrecadados, eram decididas pelos gestores das Universidades Federais em razão dos objetivos e justificativas apresentados pelos demandantes. No bojo das medidas de contenção de gastos públicos, as Universidades Federais foram proibidas de patrocinar viagens internacionais para seus professores. Esses têm que recorrer às agências oficiais de fomento do Ministério da Educação e do Desporto ou do Ministério da Ciência e Tecnologia. Todavia, como essas agências tiveram seus orçamentos reduzidos, ficou muito difícil conseguir patrocínio para viagem internacional. Resultado, quando a tendência moderna é de globalização da economia, limita-se nas Universidades Federais a globalização dos conhecimentos. 8. FUNDAÇÕES DE APOIO ÀS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR As Fundações de Apoio às Universidades Federais são fundações de direito privado instituídas por pessoas físicas (na maioria professores universitários) ou pessoas jurídicas (entre as quais as próprias universidades). A Lei nº 8.958, de 20 de dezembro de 1994, permitiu que as fundações criadas com a finalidade de dar apoio a projetos de pesquisa, ensino e extensão e de desenvolvimento institucional, científico e 5

6 tecnológico, de interesse das instituições de ensino superior, pudessem ser credenciadas pelos Ministérios da Educação e do Desporto e da Ciência e Tecnologia como Fundações de Apoio às Universidades Federais. Ao serem credenciadas como fundações de apoio passam a ser um tipo especial de fundação de Direito Privado, o que lhes assegura algumas vantagens e regalias; dentre elas, destaca-se a dispensa de licitação para contratar com entidades públicas. Dentre as funções das fundações está a captação de recursos para apoiar ações de pesquisa, ensino e extensão. É oportuno alertar que não devem ser permitidos desvios de finalidade no apoio fundacional, como a utilização de parte de seus recursos para a suplementação salarial de professores e servidores técnico-administrativos sem a contraprestação de serviços específicos em projetos ou atividades das fundações. 8. O CASO DE UMA FUNDAÇÃO DE APOIO À UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA A FEPAD- Fundação de Estudos e Pesquisas em Administração foi instituída, em junho de 1994, predominantemente por professores do curso de Administração da Universidade de Brasília, como fundação de direito privado. Em março de 1997 foi credenciada pelo Ministério da Educação e do Desporto e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia como Fundação de Apoio à Universidade de Brasília. A captação de recursos é efetuada mediante a realização de cursos "in company" ou abertos e a prestação de serviços técnico-especializados para instituições do setor público ou privado. Exemplificando os cursos "in company", podem ser citados os Cursos de Especialização: em Gestão para Altos Executivos (ministrado para o Banco do Brasil) e em Risco de Crédito (realizado para a Caixa Econômica Federal). E, para mostrar uma espécie de curso aberto, pode ser mencionado o Curso de Especialização em Gestão de Tecnologia da Informação, oferecido para qualquer interessado que atendesse aos requisitos da seleção específica. No campo da prestação de serviços, têm sido realizados os mais diversos, tais como: Elaboração de Planos de Cargos e Salários, Desenvolvimento de Programas de Qualidade e Certificações de Instituições em ISOs, Reorganizações Administrativas, Planejamento Estratégico, Construção de Indicadores e Desenvolvimento de Programas de Treinamento. Embora as ações realizadas sejam, principalmente, na área de administração, a FEPAD realiza projetos em todos os campos de atuação da Universidade de Brasília. Desde 1999, a FEPAD vem desenvolvendo 14 (quatorze) projetos de pesquisa sobre meio-ambiente, na Região Norte do Brasil, com financiamento do Banco da Amazônia. E, ainda, vem gerenciando a realização de um Mestrado Interinstitucional em Educação, ofertado pela Faculdade de Educação no Estado do Espírito Santo. Todavia, as ações de apoio da FEPAD são dirigidas principalmente ao Departamento de Administração da Universidade de Brasília, conforme exemplificado a seguir: a) montou 3 (três) laboratórios de informática, um para o curso de pós-graduação e dois para o curso de graduação, tendo adquirido equipamentos e assegurando a manutenção dos mesmos, além de contratar monitores para supervisão dos laboratórios e auxílio aos seus usuários; b) financia a participação em congressos, nacionais e internacionais, de professores e alunos que tenham tido trabalhos aprovados; c) mantém um Fundo de Pesquisas, que dá suporte às linhas de pesquisa do Departamento; d) financia o Programa de Divulgação Científica, mediante a edição da Revista Brasileira de Administração Pública e de Empresas - REBRAPE; e) apoia as iniciativas das entidades oficiais dos alunos, como o Centro Acadêmico e a Consultoria Júnior. A FEPAD é convocada para atuar sempre que se necessite de agilidade ou que a Universidade 6

7 tenha algum impedimento normativo. Além disso, ela tem a possibilidade de se organizar temporariamente para o atendimento de projetos, mediante a contratação de recursos humanos especializados ou adicionais, característica que a Universidade não possui. E, mais importante de tudo, as decisões sobre a aplicação dos recursos captados são tomadas pela própria FEPAD, que independe de autorização governamental para tal, o que permite atender as demandas da comunidade e as prioridades da Universidade. Todas as fundações de apoio às instituições de ensino superior desenvolveram portfólio de serviços e produtos para a captação de recursos. E, por sua vez, apoiam supletivamente às suas instituições. Sem elas, as Universidade Federais não conseguiriam manter seus atuais padrões de qualidade. 9. CONCLUSÃO Apesar do programa de modernização do Poder Executivo, as relações entre o governo e as universidades não evoluíram conforme esperado. Assim, embora as Universidade Federais integrem a administração indireta, que deveria ter maior autonomia, continuam sofrendo um engessamento burocrático que retarda suas decisões e ações. Elas necessitam obter autorização do Ministério da Educação e do Desporto para a maioria das ações administrativas e do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e/ou do Ministério da Fazenda para a aplicação de recursos financeiros. Surgem as fundações de apoio como instrumento de flexibilização das Universidades Federais, uma vez que não estão sujeitas às mesmas exigências burocráticas da administração pública. E, conforme defende Lustosa da Costa, "todas as formas de flexibilização devem ser buscadas para vencer a uniformidade imposta pelas normas universalistas existentes no serviço público, que tendem a tratar de maneira igual situações desiguais e tirar o foco dos objetivos governamentais e organizacionais, gerando processualismo, lentidão e desperdício"(lustosa DA COSTA, 2000, jan/fev:270). Finalmente, espera-se que as fundações de apoio cumpram seu papel de indução do processo de modernização das Universidade Federais, apoiando-as na renovação da infra-estrutura, na realização de ações relevantes que contribuam para aprimorar a qualidade de seu ensino e na ampliação de sua produção científica. BIBLIOGRAFIA BANCO MUNDIAL (1995). La enseñanza superior: las lecciones derivadas de la experiencia. Washington, D.C.: Banco Mundial; BRASIL (1994). Senado Federal/Secretaria de Documentação e Informação.Constituição da República Federativa do Brasil: Texto Constitucional de 1988 com as alterações adotadas pelas Emendas Constitucionais. Brasília: Centro Gráfico do Senado Federal; BRASIL (1995). Presidência da República/Câmara da Reforma do Estado. Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado. Brasília: Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado - MARE; BRESSER PEREIRA (1998-1), Luiz Carlos. Gestão do setor público: estratégia e estrutura para um novo Estado. In: BRESSER PEREIRA, Luiz Carlos e SPINK, Peter. Reforma do Estado e Administração Pública Gerencial. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas; BRESSER PEREIRA (1998-2), Luiz Carlos. Da administração pública burocrática à gerencial. In: BRESSER PEREIRA, Luiz Carlos e SPINK, Peter. Reforma do Estado e Administração Pública Gerencial. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas; 7

8 CLAD (1999, jan/mar). Conselho Científico do Centro Latino-Americano de Administração para o Desenvolvimento. Uma nova gestão pública para a América Latina. In: Revista do Serviço Público. Brasília: ENAP, ano 50, nº 1; DINIZ (1996), Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro. 12ª ed. São Paulo: Saraiva, vol.1; DI PIETRO (1998), Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 10ª ed. São Paulo: Atlas; FERREIRA (1996, set-dez), Caio Márcio Marini. Crise e reforma do Estado: uma questão de cidadania e valorização do servidor. In: Revista do Serviço Público. Brasília: ENAP, ano 47, vol. 120, nº 3; HAUS, Paulo e LUCAS (2000), Marilene Ferrari. O Terceiro Setor. Brasília: SABER; LUSTOSA DA COSTA (2000, jan/fev), Frederico. Por uma outra Reforma do Estado: estratégias alternativas ao paradigma gerencialista. In: Revista de Administração Pública. Rio de Janeiro: FGV, vol. 34, nº 1; SABO PAES (1999), José Eduardo. Fundações e Entidades de Interesse Social. Brasília: Brasília Jurídica; SHEPHERD, Geoffrey e VALENCIA (1996, set/dez), Sofia. Modernizando a administração pública na América Latina: problemas comuns sem soluções fáceis. In: Revista do Serviço Público. Brasília: ENAP, ano 47, vol. 120, nº 3. RESEÑA BIOGRÁFICA Apellido: TRISTÃO Nombre: GILBERTO Doc. de identidad: SSP/DF Cargo: Professor do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade de Brasília e Diretor-Presidente da Fundação de Estudos e Pesquisas em Administração Dirección Postal : SQN 202, BLOCO F, APARTAMENTO ASA NORTE Código Postal : Ciudad : BRASÍLIA/DF País: BRASIL Teléfonos : ou Fax:

DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA DAS PROMOTORIAS DE JUSTIÇA REGIONAIS

DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA DAS PROMOTORIAS DE JUSTIÇA REGIONAIS DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA DAS PROMOTORIAS DE JUSTIÇA REGIONAIS DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA DAS PROMOTORIAS DE JUSTIÇA REGIONAIS OBJETIVOS Dotar as Promotorias de Justiça

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESCOLAS DA ADMINISTRAÇÃO

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESCOLAS DA ADMINISTRAÇÃO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESCOLAS DA ADMINISTRAÇÃO Atualizado em 14/10/2015 ESCOLAS DA ADMINISTRAÇÃO TIPOS DE DOMINAÇÃO Em todo Estado deve existir alguma relação de dominação na qual os governantes exercem

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNA ANÁLISE DOS INDICADORES E METAS DO ACORDO DE RESULTADOS DA DIRETORIA DE FISCALIZAÇÃO DO DER/MG.

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNA ANÁLISE DOS INDICADORES E METAS DO ACORDO DE RESULTADOS DA DIRETORIA DE FISCALIZAÇÃO DO DER/MG. CENTRO UNIVERSITÁRIO UNA DIRETORIA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA, PESQUISA E EXTENSÃO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO/MBA GESTÃO PÚBLICA ANÁLISE DOS INDICADORES E METAS DO ACORDO DE RESULTADOS DA DIRETORIA DE FISCALIZAÇÃO

Leia mais

SETOR PÚBLICO, SETOR PRIVADO E TERCEIRO SETOR

SETOR PÚBLICO, SETOR PRIVADO E TERCEIRO SETOR SETOR PÚBLICO, SETOR PRIVADO E TERCEIRO SETOR Consiste na forma como as diferentes Pessoas Jurídicas atuam no desenvolvimento de atividades econômicas e sociais no âmbito da sociedade. De acordo com o

Leia mais

Reforma gerencial do Estado, teoria política e ensino da administração pública

Reforma gerencial do Estado, teoria política e ensino da administração pública Artigo Especial Reforma gerencial do Estado, teoria política e ensino da administração pública Luiz Carlos Bresser-Pereira 1 1 Fundação Getúlio Vargas. Ministro da Fazenda (1987). Ministro da Administração

Leia mais

Anteprojeto de Lei: Autonomia das Universidades e Institutos Federais.

Anteprojeto de Lei: Autonomia das Universidades e Institutos Federais. X Encontro Nacional- PROIFES-Federação Anteprojeto de Lei: Autonomia das Universidades e Institutos Federais. Apresentação PROIFES-Federação A Constituição Brasileira de 1988 determinou, em seu artigo

Leia mais

Gestão pública empreendedora e ciclo do Governo Federal

Gestão pública empreendedora e ciclo do Governo Federal Gestão pública empreendedora e ciclo do Governo Federal Gestão pública empreendedora Gustavo Justino de Oliveira* Consoante documento 1 elaborado pela Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento,

Leia mais

ORGANIZAÇÕES DO 3º SETOR

ORGANIZAÇÕES DO 3º SETOR CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES ASSOCIADAS DE ENSINO São João da Boa Vista Mestrado Acadêmico em Desenvolvimento Sustentável ORGANIZAÇÕES DO 3º SETOR ORGANIZAÇÕES SOCIAIS (O.S.) Titulação de ORGANIZAÇÃO

Leia mais

Amigos concurseiros, Administração Pública (Banca FGV)

Amigos concurseiros, Administração Pública (Banca FGV) 1 Amigos concurseiros, Tendo em visto a iminência da realização de mais um concurso para a Secretaria de Fazenda do Estado RJ (SEFAZ/RJ), vamos analisar as questões de Administração Pública que caíram

Leia mais

data PROJETO DE LEI N 8035/2010. 1 Supressiva 2. Substitutiva 3. Modificativa 4. Aditiva 5. Substitutivo global

data PROJETO DE LEI N 8035/2010. 1 Supressiva 2. Substitutiva 3. Modificativa 4. Aditiva 5. Substitutivo global Página Artigo: 6º Parágrafo: Único Inciso Alínea EMENDA MODIFICATIVA O parágrafo único do Artigo 6º do PL n 8035 de 2010, passa a ter a seguinte redação: Art. 6º... Parágrafo único. O Fórum Nacional de

Leia mais

A ATENÇÃO EM SAÚDE BUCAL E OS NOVOS MODELOS DE GESTÃO

A ATENÇÃO EM SAÚDE BUCAL E OS NOVOS MODELOS DE GESTÃO A ATENÇÃO EM SAÚDE BUCAL E OS NOVOS MODELOS DE GESTÃO Christian Mendez Alcantara UFPR GESTÃO EM SAÚDE PÚBLICA Sistema Único de Saúde (SUS) Gestão tripartite: União, Estados, DF, Municípios Constituição

Leia mais

Seja Bem-vindo(a)! AULA 1

Seja Bem-vindo(a)! AULA 1 Seja Bem-vindo(a)! Neste módulo vamos trabalhar os principais conceitos de Administração Pública que apareceram com mais frequência nas últimas provas. AULA 1 Estado, origens e funções Teoria Burocrática

Leia mais

LEI Nº 2.278/07, DE 24 DE AGOSTO DE 2007.

LEI Nº 2.278/07, DE 24 DE AGOSTO DE 2007. LEI Nº 2.278/07, DE 24 DE AGOSTO DE 2007. Dispõe sobre a criação do Instituto Escola de Governo e Gestão Pública de Ananindeua, e dá outras providências. A CÂMARA MUNICIPAL DE ANANINDEUA estatui, e eu

Leia mais

CidadesDigitais. A construção de um ecossistema de cooperação e inovação

CidadesDigitais. A construção de um ecossistema de cooperação e inovação CidadesDigitais A construção de um ecossistema de cooperação e inovação CidadesDigitais PRINCÍPIOs 1. A inclusão digital deve proporcionar o exercício da cidadania, abrindo possibilidades de promoção cultural,

Leia mais

Autarquia. Administração Indireta. Figura sujeita a polemicas doutrinárias e de jurisprudência. Ausente na estrutura do Executivo Federal

Autarquia. Administração Indireta. Figura sujeita a polemicas doutrinárias e de jurisprudência. Ausente na estrutura do Executivo Federal Administração Direta Fundação Publica Direito Público Consórcio Público Direito Público Fundação Publica Direito Privado Empresa Pública Consórcio Público Direito Privado Sociedade Economia Mista Subsidiária

Leia mais

Contabilidade Pública. Aula 1. Apresentação. Aula 1. Conceitos e definições. Bases legais. Contabilidade Pública.

Contabilidade Pública. Aula 1. Apresentação. Aula 1. Conceitos e definições. Bases legais. Contabilidade Pública. Contabilidade Pública Aula 1 Apresentação Prof. Adilson Lombardo Aula 1 Conceitos e definições Bases legais Contabilidade Pública Orçamento Público Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas 16 Normas

Leia mais

FACULDADE DE CUIABÁ. Curso. Disciplina. Professor. rubemboff@yahoo.com.br. Aulas: 4 e 5/5/2007

FACULDADE DE CUIABÁ. Curso. Disciplina. Professor. rubemboff@yahoo.com.br. Aulas: 4 e 5/5/2007 FACULDADE DE CUIABÁ Curso GESTÃO PÚBLICA Disciplina GESTÃO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Professor Dr. RUBEM JOSÉ BOFF, Ph.D. rubemboff@yahoo.com.br Aulas: 4 e 5/5/2007 Dr. Rubem José Boff, Ph.D. Cuiabá-MT,

Leia mais

Direito Administrativo

Direito Administrativo Olá, pessoal! Trago hoje uma pequena aula sobre a prestação de serviços públicos, abordando diversos aspectos que podem ser cobrados sobre o assunto. Espero que gostem. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS O

Leia mais

POR QUE AS SUBVENÇÕES SOCIAIS NÃO SÃO ALCANÇADAS PELO MROSC

POR QUE AS SUBVENÇÕES SOCIAIS NÃO SÃO ALCANÇADAS PELO MROSC artigo POR QUE AS SUBVENÇÕES SOCIAIS NÃO SÃO ALCANÇADAS PELO MROSC Mariana Moreira * Kleyton Rogério Machado Araújo ** A Lei federal 13.019/2014, ou Marco Regulatório das Organizações Sociais (MROSC),

Leia mais

Detalhamento da Implementação Concessão de Empréstimos, ressarcimento dos valores com juros e correção monetária. Localizador (es) 0001 - Nacional

Detalhamento da Implementação Concessão de Empréstimos, ressarcimento dos valores com juros e correção monetária. Localizador (es) 0001 - Nacional Programa 2115 - Programa de Gestão e Manutenção do Ministério da Saúde 0110 - Contribuição à Previdência Privada Tipo: Operações Especiais Número de Ações 51 Pagamento da participação da patrocinadora

Leia mais

AULA 01. Esses três primeiros livros se destacam por serem atualizados pelos próprios autores.

AULA 01. Esses três primeiros livros se destacam por serem atualizados pelos próprios autores. Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Direito Administrativo / Aula 01 Professora: Luiz Oliveira Castro Jungstedt Monitora: Mariana Simas de Oliveira AULA 01 CONTEÚDO DA AULA: Estado Gerencial brasileiro.introdução1

Leia mais

ENCONTRO GAÚCHO SOBRE A NOVA CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PÚBLICO EDIÇÃO 2013

ENCONTRO GAÚCHO SOBRE A NOVA CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PÚBLICO EDIÇÃO 2013 ENCONTRO GAÚCHO SOBRE A NOVA CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PÚBLICO EDIÇÃO 2013 Tendências de pesquisa acadêmica na área de Gestão Pública e Fontes de Informação para Pesquisa Foco em CASP Prof. Ariel

Leia mais

V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Mudanças na Cultura de Gestão

V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Mudanças na Cultura de Gestão 1 V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Painel: Desenvolvimento Institucional Mudanças na Cultura de Gestão Roteiro: 1. Perfil das organizações do PAD. 2. Desenvolvimento Institucional:

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DE 1988

CONSTITUIÇÃO DE 1988 CONSTITUIÇÃO DE 1988 Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade,

Leia mais

Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoas

Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoas Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoas Decreto n 5.707/2006 Marco Legal Decreto nº 5.707, de 23/02/2006 Instituiu a Política e as Diretrizes para o Desenvolvimento de Pessoal da administração

Leia mais

CARTA DO PARANÁ DE GOVERNANÇA METROPOLITANA

CARTA DO PARANÁ DE GOVERNANÇA METROPOLITANA CARTA DO PARANÁ DE GOVERNANÇA METROPOLITANA Em 22 e 23 de outubro de 2015, organizado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano SEDU, por meio da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba COMEC,

Leia mais

Lei do ICMS São Paulo Lei 12.268 de 2006

Lei do ICMS São Paulo Lei 12.268 de 2006 Governo do Estado Institui o Programa de Ação Cultural - PAC, e dá providências correlatas. O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte

Leia mais

Administração Pública. Prof. Joaquim Mario de Paula Pinto Junior

Administração Pública. Prof. Joaquim Mario de Paula Pinto Junior Administração Pública Prof. Joaquim Mario de Paula Pinto Junior 1 A seguir veremos: Novas Modalidades de Administração no Brasil; Organização da Administração Pública; Desafios da Administração Pública.

Leia mais

Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública. Conteúdo Programático. Administração Geral / 100h

Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública. Conteúdo Programático. Administração Geral / 100h Administração Geral / 100h O CONTEÚDO PROGRAMÁTICO BÁSICO DESTA DISCIPLINA CONTEMPLA... Administração, conceitos e aplicações organizações níveis organizacionais responsabilidades Escola Clássica história

Leia mais

As Organizações Sociais e a Terceirização da Gestão e dos Serviços Públicos:

As Organizações Sociais e a Terceirização da Gestão e dos Serviços Públicos: As Organizações Sociais e a Terceirização da Gestão e dos Serviços Públicos: Inconstitucionalidade e afronta aos Direitos Sociais Maria Valéria Costa Correia Profa. Drª da Faculdade de Serviço Social/UFAL

Leia mais

ANEXO I PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 2014-2020

ANEXO I PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 2014-2020 ANEXO I PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 2014-2020 1 Missão 2 Exercer o controle externo da administração pública municipal, contribuindo para o seu aperfeiçoamento, em benefício da sociedade. Visão Ser reconhecida

Leia mais

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva.

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva. COMPREENDENDO A GESTÃO DE PESSOAS Karina Fernandes de Miranda Helenir Celme Fernandes de Miranda RESUMO: Este artigo apresenta as principais diferenças e semelhanças entre gestão de pessoas e recursos

Leia mais

O modelo OS do Espírito Santo e a gestão e controle das organizações qualificadas. Flávio Alcoforado f.alcoforado@uol.com.br

O modelo OS do Espírito Santo e a gestão e controle das organizações qualificadas. Flávio Alcoforado f.alcoforado@uol.com.br O modelo OS do Espírito Santo e a gestão e controle das organizações qualificadas Flávio Alcoforado f.alcoforado@uol.com.br ORGANIZAÇÃO SOCIAL Modelo: Pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos,

Leia mais

DECISÃO Nº 193/2011 D E C I D E

DECISÃO Nº 193/2011 D E C I D E CONSUN Conselho Universitário DECISÃO Nº 193/2011 O CONSELHO UNIVERSITÁRIO, em sessão de 08/04/2011, tendo em vista o constante no processo nº 23078.032500/10-21, de acordo com o Parecer nº 022/2011 da

Leia mais

VI política de recursos humanos. Gestão de Pessoas

VI política de recursos humanos. Gestão de Pessoas VI política de recursos humanos Gestão de Pessoas mensagem presidencial GESTÃO DE PESSOAS O Governo Federal estabeleceu, em todos os setores, um processo amplo de diálogo e de participação. Assim, a opção

Leia mais

Apresentação Plano de Integridade Institucional da Controladoria-Geral da União (PII)

Apresentação Plano de Integridade Institucional da Controladoria-Geral da União (PII) PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO Secretaria-Executiva Diretoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional Plano de Integridade Institucional (PII) 2012-2015 Apresentação Como

Leia mais

Comunidade no Orkut: Administração Pública - concursos. Grupo no Yahoo: enviar e-mail para: professor_wagner_rabellosubscribe@yahoogrupos.com.

Comunidade no Orkut: Administração Pública - concursos. Grupo no Yahoo: enviar e-mail para: professor_wagner_rabellosubscribe@yahoogrupos.com. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA _ Prof. Wagner Rabello Jr. Currículo resumido: Wagner Leandro Rabello Junior é pós-graduado em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e bacharel em Biblioteconomia

Leia mais

Este documento não substitui o original aprovado pelo Conselho de Administração da FEST. Página 1/7

Este documento não substitui o original aprovado pelo Conselho de Administração da FEST. Página 1/7 RESOLUÇÃO FEST Nº 001/2004 Dispõe sobre a concessão de bolsas de apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Extensão Universitária pela Fundação Espírito-Santense de Tecnologia FEST. A Fundação Espírito-Santense

Leia mais

Privatização, terceirização e parceria nos serviços públicos: conceitos e tendências

Privatização, terceirização e parceria nos serviços públicos: conceitos e tendências Privatização, terceirização e parceria nos serviços públicos: conceitos e tendências Por Agnaldo dos Santos* Publicado em: 05/01/2009 Longe de esgotar o assunto, o artigo Privatização, Terceirização e

Leia mais

LEI COMPLEMENTAR Nº 156 DE 14 DE JANEIRO DE 2010.

LEI COMPLEMENTAR Nº 156 DE 14 DE JANEIRO DE 2010. LEI COMPLEMENTAR Nº 156 DE 14 DE JANEIRO DE 2010. Dispõe sobre a transformação da Universidade Virtual do Estado de Roraima UNIVIRR, para a categoria de Fundação Pública e dá outras providências. O GOVERNADOR

Leia mais

A GESTÃO PÚBLICA NO BRASIL E SEUS CONTROLES INTERNO E EXTERNO RESUMO

A GESTÃO PÚBLICA NO BRASIL E SEUS CONTROLES INTERNO E EXTERNO RESUMO A GESTÃO PÚBLICA NO BRASIL E SEUS CONTROLES INTERNO E EXTERNO RESUMO O presente estudo é resultado de uma revisão bibliográfica e tem por objetivo apresentar a contextualização teórica e legislativa sobre

Leia mais

Turma TCMRJ Técnico de Controle Externo 123 Módulo 1 4

Turma TCMRJ Técnico de Controle Externo 123 Módulo 1 4 Turma TCMRJ Técnico de Controle Externo 123 Módulo 1 4 Banca: SECRETARIA MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO/RJ Edital SMA Nº 84/2010 (data da publicação: 27/09/2010) Carga horária (aulas presenciais): 126 horas

Leia mais

Brasília, 27 de maio de 2013.

Brasília, 27 de maio de 2013. NOTA TÉCNICA N o 20 /2013 Brasília, 27 de maio de 2013. ÁREA: Desenvolvimento Social TÍTULO: Fundo para Infância e Adolescência (FIA) REFERÊNCIAS: Lei Federal n o 4.320, de 17 de março de 1964 Constituição

Leia mais

O SISTEMA DE PARCERIAS COM O TERCEIRO SETOR NA CIDADE DE SÃO PAULO

O SISTEMA DE PARCERIAS COM O TERCEIRO SETOR NA CIDADE DE SÃO PAULO O SISTEMA DE PARCERIAS COM O TERCEIRO SETOR NA CIDADE DE SÃO PAULO Januário Montone II Congresso Consad de Gestão Pública Painel 23: Inovações gerenciais na saúde O SISTEMA DE PARCERIAS COM O TERCEIRO

Leia mais

O CONTROLE INTERNO COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO PARA OS MUNICÍPIOS

O CONTROLE INTERNO COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO PARA OS MUNICÍPIOS O CONTROLE INTERNO COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO PARA OS MUNICÍPIOS Luís Filipe Vellozo de Sá e Eduardo Rios Auditores de Controle Externo TCEES Vitória, 21 de fevereiro de 2013 1 Planejamento Estratégico

Leia mais

RESOLUÇÃO NORMATIVA N.º 13/CUn, de 27 setembro de 2011.

RESOLUÇÃO NORMATIVA N.º 13/CUn, de 27 setembro de 2011. RESOLUÇÃO NORMATIVA N.º 13/CUn, de 27 setembro de 2011. Dispõe sobre as normas que regulamentam as relações entre a Universidade Federal de Santa Catarina e as suas fundações de apoio. O PRESIDENTE DO

Leia mais

1. COMISSÃO EXECUTIVA DE RECURSOS HUMANOS

1. COMISSÃO EXECUTIVA DE RECURSOS HUMANOS Governança Corporativa se faz com Estruturas O Itaú se orgulha de ser um banco essencialmente colegiado. A Diretoria atua de forma integrada e as decisões são tomadas em conjunto, buscando sempre o consenso

Leia mais

REGULAMENTO DO NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM CONTABILIDADE DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA (NEPEC/UCB)

REGULAMENTO DO NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM CONTABILIDADE DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA (NEPEC/UCB) REGULAMENTO DO NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM CONTABILIDADE DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA (NEPEC/UCB) CAPÍTULO I - DO NEPEC E SEUS OBJETIVOS Artigo 1º - O presente Regulamento disciplina as atribuições,

Leia mais

Ministério de Planejamento Orçamento e Gestão Secretaria de Orçamento Federal. Ações Orçamentárias Integrantes da Lei Orçamentária para 2012

Ministério de Planejamento Orçamento e Gestão Secretaria de Orçamento Federal. Ações Orçamentárias Integrantes da Lei Orçamentária para 2012 Programa 2115 - Programa de Gestão e Manutenção do Ministério da Saúde 0110 - Contribuição à Previdência Privada Tipo: Operações Especiais Número de Ações 78 Assegurar às autarquias, fundações, empresas

Leia mais

Administração Direta. Empresas Estatais

Administração Direta. Empresas Estatais Ordem Social Ordem Econômica Administração Indireta Administração Direta Autarquia Fundação Publica Direito Público Consórcio Público Direito Público Fundação Publica Direito Privado Consórcio Público

Leia mais

O Princípio da Eficiência na Administração Pública

O Princípio da Eficiência na Administração Pública O Princípio da Eficiência na Administração Pública Cristiane Fortes Nunes Martins 1 1. Introdução A Administração Pública é regida por princípios que se encontram discriminados na Constituição Federal

Leia mais

Proposta de regulamentação do regime de dedicação exclusiva (DE)

Proposta de regulamentação do regime de dedicação exclusiva (DE) Proposta de regulamentação do regime de dedicação exclusiva (DE) [Segunda versão, 11.08.2009, a partir de construção evolutiva trabalhada com a Comissão de Autonomia da Andifes, sujeita à apreciação do

Leia mais

Prezadas Senadoras, Prezados Senadores,

Prezadas Senadoras, Prezados Senadores, Carta 035/ 2015 Brasília, 12 de maio de 2015 Carta Aberta da Undime às Senadoras e aos Senadores integrantes da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal referente ao PLS 532/ 2009

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA RESOLUÇÃO Nº 06/2013 DO CONSELHO DIRETOR SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Institui o Programa de Apoio à Qualificação (QUALI-UFU) mediante o custeio de ações de qualificação para os servidores efetivos: docentes

Leia mais

EIXO 3 ADMINISTRÇÃO PÚBLICA. D 3.4 Planejamento e Gestão Orçamentária e Financeira (24h) Professor: James Giacomoni. Aula 5

EIXO 3 ADMINISTRÇÃO PÚBLICA. D 3.4 Planejamento e Gestão Orçamentária e Financeira (24h) Professor: James Giacomoni. Aula 5 EIXO 3 ADMINISTRÇÃO PÚBLICA D 3.4 Planejamento e Gestão Orçamentária e Financeira (24h) Professor: James Giacomoni Aula 5 17 a 19, 21 a 25, 28 e 29 de novembro de 2011 Classificações orçamentárias Despesa

Leia mais

Gestão de Finanças Públicas

Gestão de Finanças Públicas APRESENTAÇÃO Desde a primeira edição deste livro mencionamos como os avanços no arcabouço institucional e instrumental de gestão financeira foram relevantes para que o governo brasileiro, efetivamente,

Leia mais

Programa San Tiago Dantas de Apoio ao Ensino de Relações Internacionais

Programa San Tiago Dantas de Apoio ao Ensino de Relações Internacionais C A P E S Programa San Tiago Dantas de Apoio ao Ensino de Relações Internacionais A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) convida as instituições públicas de ensino superior

Leia mais

Documento de Referência do Projeto de Cidades Digitais Secretaria de Inclusão Digital Ministério das Comunicações

Documento de Referência do Projeto de Cidades Digitais Secretaria de Inclusão Digital Ministério das Comunicações Documento de Referência do Projeto de Cidades Digitais Secretaria de Inclusão Digital Ministério das Comunicações CIDADES DIGITAIS CONSTRUINDO UM ECOSSISTEMA DE COOPERAÇÃO E INOVAÇÃO Cidades Digitais Princípios

Leia mais

EIXO 3 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. D 3.3 Fundamentos do Direito Público (20h) Professores: Juliana Bonacorsi de Palma e Rodrigo Pagani de Souza

EIXO 3 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. D 3.3 Fundamentos do Direito Público (20h) Professores: Juliana Bonacorsi de Palma e Rodrigo Pagani de Souza EIXO 3 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA D 3.3 Fundamentos do Direito Público (20h) Professores: Juliana Bonacorsi de Palma e Rodrigo Pagani de Souza 29 e 30 de setembro, 01, 05, 06 e 07 de outubro de 2011 ENAP Escola

Leia mais

Referido dispositivo é aplicado aos servidores públicos por força de previsão expressa do artigo 39, parágrafo 3º, o qual dispõe o seguinte:

Referido dispositivo é aplicado aos servidores públicos por força de previsão expressa do artigo 39, parágrafo 3º, o qual dispõe o seguinte: 1. Da legislação que prevê o direito às férias - previsão constitucional e infraconstitucional Preconiza o artigo 7º da Constituição Federal que o trabalhador possui direito a férias anuais, com um adicional

Leia mais

Seminário O controle interno governamental no Brasil Velhos Desafios, Novas Perspectivas. 14 a 16 de Maio Iguassu Resort Foz do Iguaçu - Paraná

Seminário O controle interno governamental no Brasil Velhos Desafios, Novas Perspectivas. 14 a 16 de Maio Iguassu Resort Foz do Iguaçu - Paraná Seminário O controle interno governamental no Brasil Velhos Desafios, Novas Perspectivas 14 a 16 de Maio Iguassu Resort Foz do Iguaçu - Paraná Controle Interno na visão dos Auditores Externos Situação

Leia mais

O CONTROLE INTERNO E A AUDITORIA INTERNA GOVERNAMENTAL: DIFERENÇAS FUNDAMENTAIS

O CONTROLE INTERNO E A AUDITORIA INTERNA GOVERNAMENTAL: DIFERENÇAS FUNDAMENTAIS O CONTROLE INTERNO E A AUDITORIA INTERNA GOVERNAMENTAL: DIFERENÇAS FUNDAMENTAIS Wanderlei Pereira das Neves 1 Resumo Nosso trabalho visa a demonstrar que a auditoria interna governamental é o ápice da

Leia mais

DOCUMENTO FINAL 11ª CONFERÊNCIA DE SAÚDE DO PARANÁ

DOCUMENTO FINAL 11ª CONFERÊNCIA DE SAÚDE DO PARANÁ DOCUMENTO FINAL 11ª CONFERÊNCIA DE SAÚDE DO PARANÁ EIXO 1 DIREITO À SAÚDE, GARANTIA DE ACESSO E ATENÇÃO DE QUALIDADE Prioritária 1: Manter o incentivo aos Programas do Núcleo Apoio da Saúde da Família

Leia mais

FUNDO MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL - FMAS

FUNDO MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL - FMAS FUNDO MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL Órgão/Sigla: Natureza Jurídica: Vinculação: Finalidade: FUNDO MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL - FMAS FUNDO SECRETARIA MUNICIPAL DO TRABALHO, ASSISTÊNCIA SOCIAL E DIREITOS

Leia mais

Controle Interno do Tribunal de Contas da União

Controle Interno do Tribunal de Contas da União Controle Interno do Tribunal de Contas da União Resumo: o presente artigo trata de estudo do controle interno no Tribunal de Contas da União, de maneira expositiva. Tem por objetivo contribuir para o Seminário

Leia mais

Implantação do Sistema de Divulgação de Melhores Práticas de Gestão na Administração Pública

Implantação do Sistema de Divulgação de Melhores Práticas de Gestão na Administração Pública Ministério do Planejamento, Orçamento e Programa 0792 GESTÃO PÚBLICA EMPREENDEDORA Objetivo Promover a transformação da gestão pública para ampliar os resultados para o cidadão e reduzir custos. Indicador(es)

Leia mais

2.6.2. Entidades fundacionais as fundações públicas 2.6.2.1. Conceito

2.6.2. Entidades fundacionais as fundações públicas 2.6.2.1. Conceito Esses consórcios, a fim de poder assumir obrigações e exercer seus direitos perante terceiros, precisam de personalidade jurídica, assim, a citada lei dispôs que eles serão pessoas jurídicas de direito

Leia mais

NBC T 10.16. Entidades que recebem subvenções, contribuições, auxílios e doações AUDIT

NBC T 10.16. Entidades que recebem subvenções, contribuições, auxílios e doações AUDIT NBC T 10.16 Entidades que recebem subvenções, contribuições, auxílios e doações AUDIT NBC T 10.16 - Entidades que recebem subvenções, contribuições, auxílios e doações Foco do seminário em: Conceito (conceituando

Leia mais

INSTRUMENTOS DE TRATAMENTO DE CONFLITOS DAS RELAÇÕES DE TRABALHO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL

INSTRUMENTOS DE TRATAMENTO DE CONFLITOS DAS RELAÇÕES DE TRABALHO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL Centro de Convenções Ulysses Guimarães Brasília/DF 4, 5 e 6 de junho de 2012 INSTRUMENTOS DE TRATAMENTO DE CONFLITOS DAS RELAÇÕES DE TRABALHO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL Marcela Tapajós e Silva Painel

Leia mais

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES INICIAIS CAPÍTULO II DA FINALIDADE, VINCULAÇÃO E SEDE

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES INICIAIS CAPÍTULO II DA FINALIDADE, VINCULAÇÃO E SEDE LEI N. 2.031, DE 26 DE NOVEMBRO DE 2008 Institui o Serviço Social de Saúde do Acre, paraestatal de direito privado, na forma que especifica. O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE seguinte Lei: FAÇO SABER que

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 12.593, DE 18 DE JANEIRO DE 2012. Mensagem de veto Institui o Plano Plurianual da União para o período de 2012 a 2015. A PRESIDENTA

Leia mais

A Escola. Com uma média de 1.800 alunos por mês, a ENAP oferece cursos presenciais e a distância

A Escola. Com uma média de 1.800 alunos por mês, a ENAP oferece cursos presenciais e a distância A Escola A ENAP pode contribuir bastante para enfrentar a agenda de desafios brasileiros, em que se destacam a questão da inclusão e a da consolidação da democracia. Profissionalizando servidores públicos

Leia mais

Incentivos do Poder Público à atuação de entidades civis sem fins lucrativos, na área social. (1) renúncia fiscal

Incentivos do Poder Público à atuação de entidades civis sem fins lucrativos, na área social. (1) renúncia fiscal Incentivos do Poder Público à atuação de entidades civis sem fins lucrativos, na área social Associação Fundação Privada Associação Sindical Partidos Políticos (1) renúncia fiscal Subvencionada 1 Entidades

Leia mais

CAPÍTULO I DOS OBJETIVOS

CAPÍTULO I DOS OBJETIVOS Dispõe sobre o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico FNDCT, e dá outras providências. O Congresso Nacional decreta: CAPÍTULO I DOS OBJETIVOS Art. 1º O Fundo Nacional de Desenvolvimento

Leia mais

Relação entre as Fundações de Apoio e a FINEP (execução e prestação de contas) 2013

Relação entre as Fundações de Apoio e a FINEP (execução e prestação de contas) 2013 Relação entre as Fundações de Apoio e a FINEP (execução e prestação de contas) 2013 Conceitos FINEP - Agência Brasileira da Inovação é uma empresa pública vinculada ao MCTI, que atua como Secretaria Executiva

Leia mais

A NOVA CONTABILIDADE DOS MUNICÍPIOS

A NOVA CONTABILIDADE DOS MUNICÍPIOS Apresentação O ano de 2009 encerrou pautado de novas mudanças nos conceitos e nas práticas a serem adotadas progressivamente na contabilidade dos entes públicos de todas as esferas do Governo brasileiro.

Leia mais

Of. nº 025/04-GP/JCZ Erechim, 12 de agosto de 2004. Excelentíssimo Senhor Ministro:

Of. nº 025/04-GP/JCZ Erechim, 12 de agosto de 2004. Excelentíssimo Senhor Ministro: Of. nº 025/04-GP/JCZ Erechim, 12 de agosto de 2004. Excelentíssimo Senhor Ministro: Ao cumprimentá-lo cordialmente, vimos pelo presente, em nome do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas COMUNG,

Leia mais

A Importância do Gestor Público no Processo Decisório. Coordenação-Geral de Desenvolvimento Institucional Secretaria do Tesouro Nacional

A Importância do Gestor Público no Processo Decisório. Coordenação-Geral de Desenvolvimento Institucional Secretaria do Tesouro Nacional A Importância do Gestor Público no Processo Decisório Coordenação-Geral de Desenvolvimento Institucional Secretaria do Tesouro Nacional Contexto A administração pública brasileira sofreu transformações

Leia mais

Direito Administrativo: Organização Administrativa

Direito Administrativo: Organização Administrativa Direito Administrativo: Organização Administrativa Material didático destinado à sistematização do conteúdo da disciplina Direito Administrativo I ministrada no semestre 2014.1 do curso de Direito. Autor:

Leia mais

PLANO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOS SERVIDORES INTEGRANTES DO PCCTAE

PLANO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOS SERVIDORES INTEGRANTES DO PCCTAE PLANO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOS SERVIDORES INTEGRANTES DO PCCTAE Ministério da Educação Novembro de 2013 1 SUMÁRIO 1. Apresentação 1.1 Introdução 1.2 Base Legal 1.3 Justificativa 2.

Leia mais

ESTRUTURA ORGÂNICA E FUNCIONAL

ESTRUTURA ORGÂNICA E FUNCIONAL ESTRUTURA ORGÂNICA E FUNCIONAL Diretor Geral O Diretor Geral supervisiona e coordena o funcionamento das unidades orgânicas do Comité Olímpico de Portugal, assegurando o regular desenvolvimento das suas

Leia mais

1 de 9 ESPELHO DE EMENDAS DE ACRÉSCIMO DE META

1 de 9 ESPELHO DE EMENDAS DE ACRÉSCIMO DE META S AO PLN0002 / 2006 - LDO Página: 2355 de 2392 1 de 9 ESPELHO DE S DE AUTOR DA 27 Valorizar a diversidade das expressões culturais nacionais e regionais 1141 Cultura, Educação e Cidadania 5104 Instalação

Leia mais

Organizações Sociais. Organizações Sociais (OS) e Organizações da Sociedade de Interesse Público (OSCIP) ENTES DE COOPERAÇÃO. Antes.

Organizações Sociais. Organizações Sociais (OS) e Organizações da Sociedade de Interesse Público (OSCIP) ENTES DE COOPERAÇÃO. Antes. Professor Luiz Antonio de Carvalho Organizações Sociais (OS) e Organizações da Sociedade de Interesse Público (OSCIP) lac.consultoria@gmail.com 1 Segundo o PDRAE-1995 O Projeto Organizações Sociais e Publicização

Leia mais

O movimento de modernização da gestão pública no Brasil e seus desafios

O movimento de modernização da gestão pública no Brasil e seus desafios O movimento de modernização da gestão pública no Brasil e seus desafios 10 de Novembro de 2011 2º Congresso de Gestão do Ministério Público Informação confidencial e de propriedade da Macroplan Prospectiva

Leia mais

Breve análise acerca das Instituições Comunitárias de Educação Superior

Breve análise acerca das Instituições Comunitárias de Educação Superior Breve análise acerca das Instituições Comunitárias de Educação Superior Kildare Araújo Meira Advogado sócio da Covac Sociedade de Advogados, Pós Graduado em Direito Processual Civil pelo Instituto Brasiliense

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO Secretaria Extraordinária de Apoio às Políticas Educacionais Casa Civil Governo de Mato Grosso PROJETO DE LEI Nº

GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO Secretaria Extraordinária de Apoio às Políticas Educacionais Casa Civil Governo de Mato Grosso PROJETO DE LEI Nº PROJETO DE LEI Nº Modifica a LC 30/93 e adota outras providências. Autoria: Poder Executivo A Assembléia Legislativa do Estado do Mato Grosso aprova e o Governador do Estado sanciona a seguinte Lei Complementar:

Leia mais

nas técnicas de trabalho desenvolvidas no âmbito do Controle Interno do Poder Executivo, denominadas de auditoria e fiscalização.

nas técnicas de trabalho desenvolvidas no âmbito do Controle Interno do Poder Executivo, denominadas de auditoria e fiscalização. Finalidades e Atividades do Sistema de Controle 1. O Controle visa à avaliação da ação governamental, da gestão dos administradores e da aplicação de recursos públicos por entidades de Direito Privado,

Leia mais

Características das Autarquias

Características das Autarquias ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Professor Almir Morgado Administração Indireta: As entidades Administrativas. Autarquias Define-se autarquia como o serviço autônomo criado por lei específica, com personalidade d

Leia mais

CONTABILIDADE PÚBLICA

CONTABILIDADE PÚBLICA CONTABILIDADE PÚBLICA 1. Conceito: Para Bezerra Filho (2006, p.131), a Contabilidade pública pode ser definida como o ramo da ciência contábil que controla o patrimônio público, evidenciando as variações

Leia mais

Desenvolvimento de Novos Produtos e Serviços para a Área Social

Desenvolvimento de Novos Produtos e Serviços para a Área Social Programa 0465 SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO - INTERNET II Objetivo Incrementar o grau de inserção do País na sociedade de informação e conhecimento globalizados. Público Alvo Empresas, usuários e comunidade

Leia mais

Estado e dinâmica da educação superior: um olhar para os Estados Unidos

Estado e dinâmica da educação superior: um olhar para os Estados Unidos Estado e dinâmica da educação superior: um olhar para os Estados Unidos Fábio José Garcia dos Reis Março de 2010 No Brasil, cabe ao Estado supervisionar, controlar, avaliar, elaborar políticas, autorizar,

Leia mais

Congresso Ministério Público e Terceiro Setor

Congresso Ministério Público e Terceiro Setor Congresso Ministério Público e Terceiro Setor Atuação institucional na proteção dos direitos sociais B rasília-d F Nova Lei de Certificação e Acompanhamento Finalístico das Entidades ü A Constituição Federal

Leia mais

Execução Orçamentária e Financeira

Execução Orçamentária e Financeira Execução Orçamentária e Financeira Introdutório aos cursos dos Sistemas de Contabilidade e Gastos Públicos Setembro / 2008 Administração Pública Classifica-se, conforme a CF/88 em: Administração Direta

Leia mais

mudanças qualitativas radicais na vida econômica, social e política das nações.

mudanças qualitativas radicais na vida econômica, social e política das nações. PRONUNCIAMENTO DO MINISTRO EDUARDO CAMPOS NA SOLENIDADE DE INSTALAÇÃO DA III ASSEMBLÉIA GERAL DA ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DE PARLAMENTARES PARA A TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (IPAIT), NA CÂMARA DOS DEPUTADOS,

Leia mais

Desenvolvimento de Pessoas na Administração Pública. Assembléia Legislativa do Estado de Säo Paulo 14 de outubro de 2008

Desenvolvimento de Pessoas na Administração Pública. Assembléia Legislativa do Estado de Säo Paulo 14 de outubro de 2008 Desenvolvimento de Pessoas na Administração Pública Assembléia Legislativa do Estado de Säo Paulo 14 de outubro de 2008 Roteiro 1. Contexto 2. Por que é preciso desenvolvimento de capacidades no setor

Leia mais

Consórcio Público. Administração Indireta

Consórcio Público. Administração Indireta Ordem Social Ordem Econômica Administração Direta Autarquia Fundação Publica Fundação Publica Empresa Pública Sociedade Economia Mista Subsidiária Consórcio Público Administração Indireta 1 Consórcio público

Leia mais

Gestão 2013-2017. Plano de Trabalho. Colaboração, Renovação e Integração. Eduardo Simões de Albuquerque Diretor

Gestão 2013-2017. Plano de Trabalho. Colaboração, Renovação e Integração. Eduardo Simões de Albuquerque Diretor Gestão 2013-2017 Plano de Trabalho Colaboração, Renovação e Integração Eduardo Simões de Albuquerque Diretor Goiânia, maio de 2013 Introdução Este documento tem por finalidade apresentar o Plano de Trabalho

Leia mais

ipea políticas sociais acompanhamento e análise 7 ago. 2003 133 ASSISTÊNCIA SOCIAL

ipea políticas sociais acompanhamento e análise 7 ago. 2003 133 ASSISTÊNCIA SOCIAL ASSISTÊNCIA SOCIAL Regulamento da Organização e do Custeio da Seguridade Social Decreto n o 2.173, de 5 de março de 1997 aprova o Regulamento da Organização e do Custeio da Seguridade Social. Decreto n

Leia mais

O entendimento e os benefícios de aplicação da Lei Federal de Inovação Tecnol. Florianópolis

O entendimento e os benefícios de aplicação da Lei Federal de Inovação Tecnol. Florianópolis O entendimento e os benefícios de aplicação da Lei Federal de Inovação Tecnol ológica Florianópolis polis,, 02 de abril de 2008. 1 CRONOLOGIA OS TRABALHOS: 1. Indicativos do quadro brasileiro de inovação;

Leia mais

Profa. Ligia Vianna. Unidade II PRINCÍPIOS BÁSICOS DA

Profa. Ligia Vianna. Unidade II PRINCÍPIOS BÁSICOS DA Profa. Ligia Vianna Unidade II PRINCÍPIOS BÁSICOS DA ADMINISTRAÇÃO Num passado não muito distante, a ordem sociopolítica compreendia apenas dois setores, ou seja, um público e outro privado. Esses setores

Leia mais