Estudo aponta que cão domesticado surgiu no Oriente Médio

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1 Estudo aponta que cão domesticado surgiu no Oriente Médio Pesquisadores analisaram DNA de cachorros e lobos para desmistificar origem asiática 18 de março de h 47 Reuters Os ancestrais dos cachorros domésticos provavelmente surgiram no Oriente Médio, contrariando a hipótese de que eles eram originais do leste asiático. A conclusão teve como base um estudo genético divulgado na edição da revista Nature publicada nesta quinta-feira, 18. Mike Segar/Reuters Presença de cães em túmulos humanos no Oriente Médio reforçam nova tese sobre a origem A descoberta sustenta um registro arqueológico que conecta a domesticação dos cachorros no Oriente Médio com a ascensão da civilização humana na região, segundo os cientistas. "A descoberta é significante porque prova que os cachorros fizeram parte da evolução civilizatória", disse Robert Wayne, professor de evolução biológica da Universidade da Califórnia e principal autor do estudo. A região, que hoje reúne Iraque, Síria, Líbano e Jordânia, também foi uma área onde os gatos e alguns animais pecuários se originaram, diz Wayne. O estudo é baseado em comparações genéticas entre mais de 900 cachorros que representavam 85 raças (da América do Norte, Europa, Leste Asiático e Oriente Médio) e mais de 200 lobos cinzentos, o parente selvagem mais próximo dos cachorros ainda vivo.

2 Na mais extensa análise por período, os cientistas usaram técnicas de genética molecular para examinar mais de 49 mil traços de todo a sequência do DNA (genoma) de cada um dos animais incluídos no estudo. Foi descoberto que a maioria dos cachorros dividem mais traços genéticos únicos com os lobos cinzentos do Oriente Médio do que com qualquer outra população de lobos. Um parentesco com os lobos europeus foi encontrado, mas ainda com menos extensão. "Melhor amigo do homem" Os cientistas também investigaram sobre o início da relação dos cachorros com o homem. "Nós sabemos que os cachorros originais do Oriente Médio tinham uma relação mais próxima com os homens porque eles foram encontrados enterrados em áreas de sepultamento humano", explica o pesquisador norte-americano. Mas os mais antigos laços entre as pessoas e o chamado "melhor amigo do homem" foram possivelmente mais do que uma relação de amor e ódio e que persiste em diversas partes do mundo até hoje, e ajuda a explicar a ambivalência cultural sobre os cães em cada região de onde eles se originaram. A arqueologia tem registros de cachorros que datam de 31 mil anos atrás, dos vestígios de um animal encontrado na Bélgica. O primeiro cachorro do Oriente Médio data de 12 a 13 mil anos atrás. 18/03/ h17 Cachorro surgiu no Oriente Médio, mostra análise de DNA RICARDO MIOTO da Folha de S. Paulo Um São Bernardo é tão diferente de um chihuahua que nem parecem ser da mesma espécie. Mas o maior estudo genético já feito sobre cães domésticos acaba de mostrar que, no seu DNA, as várias raças de cachorro são ainda mais parecidas do que se imaginava. Enquanto a maioria das diferenças de peso e altura em humanos e outros animais envolvem um punhado de genes com efeitos individuais pequenos, em cachorros um único gene é responsável por mais de 50% da variação no tamanho do corpo, por exemplo.

3 Os cientistas conseguiram também apontar o local onde os primeiros lobos foram domesticados: no Oriente Médio, e não no extremo Oriente, como se pensava. Editoria de Arte/Folha Imagem Eles puderam chegar a essa conclusão analisando o trechos do material genético de mais de 900 cachorros de 85 raças e de lobos do mundo inteiro. Assim, foi possível criar um grande retrato de família, montando uma árvore genealógica da espécie. Ela é bem inesperada, porque a localização geográfica das raças não parece ter relação com as diferenças genéticas entre elas --ao contrário do que ocorre com espécies que

4 evoluem naturalmente. Afinal, é a seleção artificial humana, não a seleção natural, a principal força a guiar a evolução canina. As pessoas escolhem os animais que vão sobreviver utilizando critérios como a docilidade, a beleza, a utilidade na caça ou com rebanhos. A seleção artificial faz com que as características da região onde o bicho vive não sejam tão importantes quanto a vontade dos criadores na determinação das suas características. Os cientistas perceberam como a domesticação podia causar grande impacto nos animais na década de O soviético Dmitri Belyaev, na época, selecionou por seis gerações os filhotes de raposa mais dóceis para se reproduzirem. Ao final, os animais eram ávidos por contato humano e até ganharam características físicas que humanos consideram simpáticas, como orelhas caídas. Origens A seleção artificial aconteceu com força em dois momentos, diz Robert Wayne, biólogo da Universidade da Califórnia em Los Angeles. Ele é coautor do estudo, que envolveu um grupo de 36 cientistas e sai na edição de hoje da revista "Nature". O primeiro momento ocorreu no próprio Oriente Médio, quando surgiram cerca de 20% das raças atuais. Foi quando surgiu a agricultura, há 10 mil anos, que os laços entre humanos e cachorros se estreitaram. "Nessa região, eles são encontrados enterrados com as pessoas. Em um caso, um filhote foi enterrado nos braços de um homem", diz Wayne. O outro foi no século 19, quando virou moda criar novas raças de cachorros e apareceram 80% das atuais, dizem os cientistas. Na época se fortaleceu o conceito de "pureza" das raças, surgindo, a partir de então, animais com todo tipo de comportamento e porte. A partir da 2ª Guerra Mundial, o pedigree se tornou mania entre quem queria comprar um cachorro. O que os cientistas questionam agora é se tal esforço pela purificação das raças é saudável. A falta de variedade genética pode facilitar a proliferação de doenças. O debate se reacendeu quando Barack Obama decidiu qual cachorro iria morar na Casa Branca --um cão d'água português, para decepção dos grupos de direitos dos animais, que preferiam um vira-lata. publicado em 18/03/2010 às 08h50: Análises de DNA indicam que cachorros surgiram no Oriente Médio Primeiros povos a domesticar cães intrusos eram caçadores nômades Do R7, com Reuters

5 Foto por Getty Images A análise foi feita a partir de comparações genéticas entre mais de 900 cachorros de 85 raças e 200 lobos selvagens Dos poodles franceses aos pastores alemães, os cachorros domésticos tiveram seus antepassados rastreados e a descoberta é que esses animais surgiram no Oriente Médio há cerca de 12 mil anos e não no leste asiático como indicavam estudos anteriores. A conclusão é de uma análise genética divulgada nesta quarta-feira (17). Os resultados, publicados na edição online da revista científica Nature, são baseados em um registro arquelógico que indica forte ligação entre a domesticação de cães no Oriente Médio e o surgimento da civilização humana. Robert Wayne, professor de biologia evolutiva da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, e coordenador do estudo, explicou a pesquisa. - A revelação é importante porque é o mesmo lugar onde se desenvolveu a civilização, e os cachorros foram parte disso. Segundo o especialista, a região de origem dos cachorros é o Crescente Fértil que inclui grande parte do atual Iraque, Síria, Líbia e Jordânia, mesma área onde surgiram os gatos domésticos e muitos outros animais, além de ser o berço da agricultura. A análise foi feita a partir de comparações genéticas entre mais de 900 cachorros de 85 raças e 200 lobos o parente vivo mais próximo dos cães selvagens de todo o mundo, incluindo a América do Norte, Europa, leste asiático e Oriente Médio. Até hoje, esse foi o maior nível de detalhamento para um estudo desse tipo. Usando técnicas de genética molecular, cientistas analisaram mais de 48 mil sequências de DNA dos animais incluídos na pesquisa.

6 A maioria dos cachorros tinha ligações genéticas com lobos do Oriente Médio e não com outras populações desses animais. Pequena quantidade da amostra tinha ainda laços genéticos com raças do leste asiático e com lobos da China, o que sugere uma mistura entre os grupos. Um levantamento anterior mostrava a origem dos cães no leste asiático e na China. - Sabemos que os cães do Oriente Médio estavam intimamente associados com os homens porque foram encontradas ossadas dos animais em cemitérios humanos. Embora a agricultura e a pecuária caminhem lado a lado, os primeiros povos a domesticar lobos selvagens como os cães provavelmente eram caçadores nômades que foram seguidos à distância por caninos intrusos. O pesquisador explicou que a relação amadureceu ao longo de milhares de anos. - Até que se chegou a uma extrema proximidade. Muitas vezes [os cães] eram mais incômodos do que companheiros. Eventualmente, os cachorros proporcionavam proteção, um eficaz sistema de alerta, ajuda durante a caça, até oferecer companhia. Ciência e Tecnologia Primeiro cão surgiu no Médio Oriente, segundo estudo O maior estudo genético já feito sobre cães domésticos acaba de mostrar que, no seu ADN, as várias raças de cães são ainda mais parecidas do que se imaginava. Enquanto a maioria das diferenças de peso e altura em humanos e outros animais envolvem vários genes com efeitos individuais pequenos, nos cães um único gene é responsável por mais de 50% da variação no tamanho do corpo, por exemplo. Os cientistas conseguiram também apontar o local onde os primeiros lobos foram domesticados: no Médio Oriente, e não no Extremo Oriente, como se pensava. Os investigadores chegaram a esta conclusão analisando excertos de material genético de mais de 900 cães de 85 raças e de lobos do mundo inteiro. Assim, foi possível criar um grande retrato de família, montando uma árvore genealógica da espécie. O resultado revelou-se inesperado, porque a localização geográfica das raças não parece ter relação com as diferenças genéticas entre elas - ao contrário do que ocorre com espécies que evoluem naturalmente. Afinal, é a selecção artificial humana, não a selecção natural, a principal força a guiar a evolução canina. As pessoas escolhem os animais que vão sobreviver utilizando critérios como a docilidade, a beleza, a utilidade na caça ou com rebanhos. A selecção artificial faz com

7 que as características da região onde o animal vive não sejam tão importantes quanto a vontade dos criadores na determinação das suas características. Os cientistas perceberam como a domesticação podia causar grande impacto nos animais na década de O soviético Dmitri Belyaev, na época, seleccionou por seis gerações as crias de raposa mais dóceis para se reproduzirem. No final, os animais eram ávidos por contacto humano e até ganharam características físicas que os humanos consideram simpáticas, como as orelhas caídas. A selecção artificial aconteceu com força em dois momentos, diz Robert Wayne, biólogo da Universidade da Califórnia em Los Angeles. Ele é co-autor do estudo, que envolveu um grupo de 36 cientistas e sai na edição de hoje da revista Nature. Cães pequenos são resultado da mutação de um gene, diz estudo 27 de fevereiro de h38 atualizado às 13h39 O gene que "transformou" um lobo em um Yorkshire terrier foi originado no Oriente Médio há mais de 12 mil anos Foto: Getty Images

8 Desde o ano de 2007, já era do conhecimento do meio científico que o gene que "transformou" um lobo em um Yorkshire terrier foi originado no Oriente Médio há mais de 12 mil anos. O que não estava confirmado é que todos os cães pequenos carregam as mesmas mutações no DNA. Agora, a equipe da pesquisadora Melissa Gray, da Universidade de Wisconsin, nos EUA, descobriu que quase todas as 23 raças de cães pequenos - e quase nenhum dos 15 grandes - têm mutações em um gene chamado IGF-1. As informações são do New Scientist. "A explicação mais simples é que as mutações surgiram de um ancestral comum antes de que os cães domesticados se espalhassem por todo o planeta", diz Nate Sutter, da Universidade Cornell em Ithaca, Nova York, membro da equipe de Gray. A equipe procurou as mutações em 17 populações de lobo cinzento - o ancestral comum dos cães - ao redor do mundo e não as encontrou. Este fato, segundo os cientistas, sugere que o gene tenha mutado no período da cadeia evolutiva em que já existiam os cães e, muito provavelmente, que eles já viviam com o homem. Para descobrir onde os primeiros cãezinhos foram domesticados, a equipe olhou para a região do DNA próxima do IGF-1, onde ocorreram as mutações. Eles fizeram isso em cães e lobos e constataram que a região que vem depois da mutação do DNA do cão pequeno, era mais parecida com a de lobos cinzentos de Israel, Irã e Índia. "Isso fornece fortes evidências para a evolução precoce de cães pequenos no Oriente Médio", descreveu a equipe. Eles notaram que os resultados vão de encontro com achados arqueológicos dos restos de cachorros pequenos nos túmulos do Oriente Médio de 12 mil anos. A Agricultura começou na região na mesma época e os pesquisadores salientam que "tamanho pequeno pode ter sido mais desejável nas sociedades agrárias". De fato, muitos animais, incluindo bovinos e gatos, também do Oriente Médio, são menores que seus parentes selvagens. Caes+pequenos+sao+resultado+da+mutacao+de+um+gene+diz+estudo.html

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