Usos e Costumes. Nos Dias Atuais TIAGO SANTOS

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1 Usos e Costumes Nos Dias Atuais TIAGO SANTOS

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3 Prefácio Nos dias atuais temos visto muitas mudanças de paradigmas nos regulamentos internos de nossas instituições. Isso tem ocorrido pela demanda de variadas denominações religiosas que podemos encontrar a cada esquina de nossas cidades. Com a quantidade de instituições evangélicas que tem surgido, com suas mais variadas crenças, regulamentos e costumes de todo tipo, tem sido gerado na mente das pessoas que compartilham desse convívio dúvidas que muitos não têm encontrado respostas concretas que coloque um ponto final em certos questionamentos concernentes a assuntos como: o que o crente pode e o que não pode vestir, por que algumas coisas eram pecado antes e hoje não são mais, em fim, são esses e outros assuntos que tem se tornado verdadeiras incógnitas em nossas vidas. E é sobre isso que iremos comentar e aprender nesse livro. E poderemos finalmente entender se as mudanças que estão ocorrendo em nossos dias vêm de Deus ou é mais uma artimanha do diabo para infectar nossa saúde espiritual. [ 3 ]

4 Índice Cap.1 Nossa Sociedade...04 Cap.2 Cultura dos Hebreus...20 Cap.3 Respeito Além das Fronteiras...34 Cap.4 O Perigo do Erro Teológico...43 Cap.5 Pecado que Conduz ao Inferno...63 Cap.6 Julgando Pela Aparência...76 Cap.7 Ordem e Decência...91 [ 4 ]

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6 Capítulo 1: Nossa Sociedade Para entendermos melhor a mudança na maneira dos evangélicos se comportarem nos dias de hoje, temos que primeiramente entender como surgiu o padrão cultural estabelecido por nossa sociedade brasileira na educação do nosso povo. Nós, brasileiros, somos uma nação extremante mestiça. A mistura de raças que temos hoje em nossa nação ocorreu devido a inúmeras imigrações que nosso país recebeu. Quinhentos anos atrás tínhamos apenas portugueses e índios nessa colônia na qual hoje é uma república chamada Brasil. Logo com o passar dos anos tínhamos um alto número de africanos servindo aos europeus aqui como escravos. Logo depois em nosso país tínhamos pessoas de muitas partes do mundo habitando em território sul-americano. Todos que vieram trouxeram seus sotaques, suas roupas típicas e seus mais diversos costumes. Costumes esses que incluem suas culinárias, seus estilos musicais e suas ideologias de vida que obviamente inclui suas crenças religiosas e tradições. Conhecer a formação da nossa cultura é algo extremamente importante para entendermos o antigo formato padronizado na cultura evangélica em nosso país. Até mesmo as interpretações bíblicas para textos difíceis podem ser influenciados pela cultura de um país, mas quanto a isso estudaremos em outro capítulo, por enquanto vamos conhecer a origem da nossa cultura, ou, a origem da cultura brasileira, como alguns preferem chamar. Indígenas,europeus, africanos, asiáticos, árabes e etc. O resultado dessa miscigenação de povos aqui no Brasil fez surgir uma cultura sucessora de outras culturas. Os índios, por exemplo, sempre tiveram hábitos considerados estranhos, mas hoje esses hábitos fazem parte dos usos e costumes da sociedade brasileira pós-moderna. Os homens índios usavam o

7 [Usos & Costumes Nos Dias Atuais], por TIAGO SANTOS cabelo curto na testa e longo na nuca, nas orelhas e nas fontes. As mulheres índias deixavam os cabelos crescerem até a cintura e o prendiam enquanto traba-lhavam. Atualmente as mulheres que os evangélicos chamam de ímpias estão utilizando esse estilo de cabelo, ao contrário das evangélicas, que estão procurando cortar seus cabelos cada vez mais curtos. Homens e mulheres (indígenas) tatuavam o corpo, que pintavam com jenipapo e urucum e untavam com óleos. Furar o lábio inferior para colocar objetos de pedra, osso ou madeira era comum entre eles, pois isso era um símbolo de masculinidade. Os homens usavam colares de búzios, de ossos de animais e dentes de inimigos vencidos em batalhas e enfeitavam-se com penas de aves. As mulheres usavam enfeites no pescoço, nos braços e nas orelhas. Homens e mulheres raspavam os pêlos do corpo, barba, sobrancelha, pêlos pubianos e etc. A maneira relativa com que os índios brasileiros aceitavam a homossexualidade masculina e feminina escandalizou os portugueses. Para os europeus, era também motivo de espanto que os tupinambás (índios conhecidos por sua ferocidade) assumissem papéis sociais segundo suas inclinações sexuais. Algumas mulheres tupinambás comportavam-se como chefes de aldeias e eram tratadas como tal. Viviam com suas esposas nas residências coletivas, participavam das discus-sões masculinas, lutavam nas guerras e etc. Desde os descobrimentos até meados dos séculos dezenove e vinte, havia uma forte distinção entre a cultura erudita e a cultura popular. A cultura erudita tentava ao máximo de esforço conservar os estilos europeus, enquanto a cultura popular era formada pelas adaptações das culturas dos diferentes povos que formaram o povo brasileiro. Sendo assim a cultura popular brasileira teve seus valo-res, ideologias e costumes rejeitados pela elite que insistia em conservar suas tradições culturais européias. Os europeus foram os que mais influenciaram na [ 7 ]

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