UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA PROGRAMA DE MESTRADO PROFISSIONAL EM PSICANÁLISE, SAÚDE E SOCIEDADE VANESSA MENDES CARDOSO ESCOBAR

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1 UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA PROGRAMA DE MESTRADO PROFISSIONAL EM PSICANÁLISE, SAÚDE E SOCIEDADE VANESSA MENDES CARDOSO ESCOBAR UM ESTUDO SOBRE A FUNÇÃO MATERNA NA CONSTITUIÇÃO DE SUJEITOS PRECOCEMENTE ATINGIDOS POR DEFICIÊNCIA ORGÂNICA. Rio de Janeiro 2012

2 VANESSA MENDES CARDOSO ESCOBAR UM ESTUDO SOBRE A FUNÇÃO MATERNA NA CONSTITUIÇÃO DE SUJEITOS PRECOCEMENTE ATINGIDOS POR DEFICIÊNCIA. Dissertação apresentada ao Programa de Pós graduação Stricto Sensu do Mestrado Profissional em Psicanálise, Saúde e Sociedade da Universidade Veiga de Almeida, como parte dos requisitos para obtenção do título de Mestre em Psicanálise, Saúde e Sociedade. Área de concentração: Psicanálise e Saúde. ORIENTADORA: Professora Drª. Vera Pollo Rio de Janeiro 2012

3 DIRETORIA DOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTU SENSU E DE PESQUISA Rua Ibituruna, 108 Maracanã Rio de Janeiro RJ Tel.: (21) (21) FICHA CATALOGRÁFICA E19e FICHA CATALOGRÁFICA Escobar, Vanessa Mendes Cardoso Um estudo sobre a função materna na constituição de sujeitos precocemente atingidos por deficiência / Vanessa Mendes Cardoso Escobar, f ; 30 cm. Dissertação (Mestrado) Universidade Veiga de Almeida, Mestrado Profissional em Psicanálise, Saúde e Sociedade, Rio de Janeiro, Orientação: Prof a. Dr a Vera Pollo 1. Psicanálise. 2. Relações mãe-filho. 3. Transferência (psicologia). I. Pollo, Vera. II. Universidade Veiga de Almeida, Mestrado Profissional em Psicanálise, Saúde e Sociedade. III. Título.. CDD Decs Ficha Catalográfica elaborada pelo Sistema de Bibliotecas da UVA Biblioteca Maria Anunciação Almeida de Carvalho

4 FOLHA DE APROVAÇÃO VANESSA MENDES CARDOSO ESCOBAR UM ESTUDO SOBRE A FUNÇÃO MATERNA NA CONSTITUIÇÃO DE SUJEITOS PRECOCEMENTE ATINGIDOS POR DEFICIÊNCIA. Dissertação apresentada ao Programa de Pós graduação Stricto Sensu do Mestrado Profissional em Psicanálise, Saúde e Sociedade da Universidade Veiga de Almeida, como parte dos requisitos para obtenção do título de Mestre em Psicanálise, Saúde e Sociedade. Área de concentração: Psicanálise e Saúde. Aprovada em 23 de Outubro de BANCA EXAMINADORA Professora Drª. Vera Pollo Orientadora Doutorado em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica RJ. Professora do Mestrado em Psicanálise, Saúde e Sociedade UVA. Professora Drª. Maria Cristina Candal Poli Pós-doutorado em Teoria Psicanalítica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Doutorado em Psicologia pela Universite de Paris 13 (Paris-Nord). Professora do Mestrado em Psicanálise, Saúde e Sociedade UVA. Drª. Rosane Braga de Melo Doutorado em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora do Instituto de Educação da Universidade Federal Rural RJ.

5 Dedico este estudo a todas as crianças com deficiência e suas mães que participaram indiretamente desta pesquisa, e a todas as outras que poderão se beneficiar dos conhecimentos e frutos apresentados neste trabalho, enriquecendo a trajetória da Terapia Ocupacional, enquanto processo de constituição e (re) abilitação do sujeito.

6 AGRADECIMENTOS À minha orientadora e parceira Vera Pollo que, com toda a escuta, paciência, incentivo e apoio, contribuiu para o meu amadurecimento pessoal e profissional durante a elaboração desta dissertação. Ao meu esposo Emilio, por todo o seu amor dedicado, através do companheirismo, cumplicidade, paciência, carinho e muito humor, me incentivando a não desistir, a encarar as dificuldades como desafios e estando sempre ao meu lado nesta batalha. Amor: Freud explica!. À minha querida mãe América, pela escuta das angústias e alegrias ao escrever este trabalho, pelas esporádicas visitas e passeios, trazendo sempre conforto e segurança. Às amigas Juliana e Valquíria, pela escuta das conquistas e derrotas da vida. E à Claudinha, por compartilhar conhecimentos na área da Terapia Ocupacional e na clínica da Psicanálise. Às amizades do Rio de Janeiro: Iza (mulé), Cinara (guria), Rosângela (Rô), Clarinha, Denise, Rafaelle, Elaine, Telminha. Em especial, Ernesto, Bianca, Josênia, Sônia Motta, Márcia e Heloene, que contribuíram com seu conhecimento para me ajudar a refletir sobre a psicanálise. Aos professores do mestrado, em especial Cristina Poli, Fátima Cavalcante e Maria Helena, por me fazerem sentir acolhida nos momentos de dúvida e pela espetacular docência. Às professoras Rosane e Cristina, por terem aceitado o convite para participar da banca. Às crianças e suas mães que participaram indiretamente da pesquisa, em especial Nami, Tânia, Vitória e Márcia, através da troca de experiências durante os atendimentos no CREAP. Ao CREAP, pela vivência profissional que me proporcionou questionar o exercício da função materna em crianças acometidas por uma deficiência. Em especial, aos profissionais Cláudia (Psicóloga), Khrysthianny (Terapeuta Ocupacional), Carol (Fisioterapeuta), Valquíria (Fonoaudióloga) e Adriane (Psicóloga).

7 Terras improdutivas não pedem para ser recuperadas, mas suas potencialidades ocultas para germinar podem florescer quando forem reclamadas. Anne Alvarez

8 RESUMO O presente trabalho teve a finalidade de investigar o exercício da função materna em crianças atingidas precocemente por alguma deficiência orgânica e, a partir disso, demonstrar a importância da escuta de quem exerce esta função, em especial a mãe, buscando um melhor entendimento dos fatores que influenciam a relação mãeinfans e, consequentemente, a constituição de um sujeito. Para tanto, buscamos na teoria da clínica psicanalítica textos de Freud a fim de compreender os conceitos de narcisismo e transferência; textos lacanianos, para abranger os conceitos de Outro primordial, Complexo de Édipo, alienação-separação; e textos winnicottianos para entender os conceitos de preocupação materna primária, holding e objeto. Propondo articular teoria e prática na clínica da Terapia Ocupacional em reabilitação, expomos dois casos clínicos - em recortes de crianças acometidas por deficiências, sendo um caso apresentando a história de uma criança com síndrome de Down e o outro caso apresentando uma criança com diagnóstico de desnutrição severa e surdez neurossensorial. Realizamos uma pesquisa bibliográfica em articulação com uma experiência clínica que nos convoca à reflexão sobre a consideração dos fatores psíquicos implicados no desenvolvimento de uma criança, bem como a escuta dos pais diante do Real de uma deficiência orgânica. O estudo concluiu que a escuta dessas mães no exercício de sua função materna pode contribuir para um redirecionamento do Real da deficiência e, assim, possibilitar que um sujeito possa advir. Palavras-chave: Função materna, deficiência orgânica, criança, mãe, psicanálise.

9 ABSTRACT The present study aimed to investigate the role of maternal exercise on children affected by some early organic deficiency and, from this, to demonstrate the importance of listening to those who exercise this function, especially the mother, seeking a better understanding of the factors that influence the mother-infans relationship and hence the constitution of a subject. Therefore, we seek the psychoanalytic theory of Freud's writings to understand the concepts of narcissism and transference; Lacanian texts to cover the concepts of primordial Other, Oedipus Complex, alienation - separation, and texts winnicottian to understand the concepts of maternal concern primary, holding and object. Proposing linking theory and practice in clinical occupational therapy rehabilitation, we expose two cases - in clippings - of children affected by disabilities, and presenting a case history of a child with Down syndrome and other case presenting a child diagnosed with malnutrition and severe sensorineural deafness. We performed a literature search in conjunction with a clinical experience that calls us to reflection on the consideration of psychological factors involved in the development of a child and listening to parents before a Real organic deficiency. The study found that listening to these mothers in the exercise of their maternal role may contribute to a redirection of Real deficiency and thus enable a subject may arise. Key Words: maternal function, dysfunction, child, mother, psychoanalysis.

10 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO DEFICIÊNCIA: DA VISÃO BIOMÉDICA À PSICANÁLISE A deficiência na constituição do ser humano As vicissitudes causadas pela deficiência no desenvolvimento DIÁLOGOS DA TERAPIA OCUPACIONAL E A PSICANÁLISE 3.1. Conceituando a profissão A Terapia Ocupacional diferenciada pela escuta psicanalítica A Estimulação Precoce A Terapia Ocupacional Psicodinâmica A TEORIA PSICANALÍTICA DA CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO O Narcisismo Materno segundo Sigmund Freud A Maternagem e alguns conceitos correlatos na teoria de Winnicott O Outro primordial na concepção de Jaques Lacan A TRANSFERÊNCIA NA RELAÇÃO TERAPEUTA PACIENTE O manejo da transferência na Terapia Ocupacional A FUNÇÃO MATERNA A importância da Função Materna na constituição do sujeito Os três tempos do Complexo de Édipo Alienação e Separação O impacto da deficiência orgânica no exercício da Função Materna CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXOS

11 11 INTRODUÇÃO Na área da psicanálise, o interesse pelos bebês data muitos anos atrás, desde os primórdios da própria clínica psicanalítica. Freud chamou a atenção para a formação do psiquismo e foi pioneiro ao afirmar a importância da infância do homem. Se mencionarmos especificamente o bebê, já em Projeto para uma Psicologia Científica (1895), ele citava o desamparo do bebê como ponto de abertura do ser humano para a cultura. Em sua trajetória, René Spitz ( ) realizou suas famosas pesquisas sobre efeitos do abandono, bem como propôs a noção de organizadores psíquicos. Já Donald W. Winnicott ( ) promoveu a ideia de prevenção, inspirado nas funções maternas. Enquanto que Jacques Lacan ( ) tornou notável o conceito de constituição do sujeito, um marco para o entendimento da relação entre ser e linguagem. Ao afirmarmos que a criança é um sujeito em constituição, aprendemos com Lacan a discernir que não estamos nos referindo apenas à realidade de sua imaturidade orgânica em desenvolvimento, mas especialmente ao sujeito do desejo, aquele descoberto por Freud nos sonhos, chistes e atos falhos, e por Lacan, na linguagem, através dos significantes surgidos pela operação da castração. Desejo para o ser humano é um estado que pressupõe a vivência de uma perda, uma falta, que pode ser manifestada pela busca da autossuficiência e da imortalidade, uma vez constatada sua fragilidade. A criança, por conseguinte, é frágil, depende dos pais para sua alimentação e todas as outras necessidades básicas de sua vida; e no aspecto psíquico, é na relação com os pais que ela vai se experimentando, colocando no mundo a expressão de sua ação e seu desejo. Se pensarmos sobre o desenvolvimento normal de uma criança percebemos que entre ela e seus pais se estabelece uma relação dialética entre o desejo dela e o desejo deles. Para ascender à posição desejante, independente das condições deficitárias reais às quais alguém possa estar submetido, a relação com o Outro se deve fazer propiciadora do estado necessário ao devir de sujeito na criança, a partir de uma suposição de sua existência. É o que de costume as mães, ou quem se ocupa da função materna, fazem com os bebês, ou seja, em algum momento resolvem entender uma manifestação qualquer da criança, que por vezes ainda não fala, como um apelo de sua própria

12 12 autoria, e podem endereçar a ela uma pergunta fundamental: O que você quer?. É notável que esta tão constitutiva pergunta formada com poucas palavras ( O que você quer? ) muitas vezes não é feita pelos pais às crianças com deficiência orgânica, como se a elas não fosse possível saber, enquanto saber que se diferencia do que esperam seus pais, dada sua condição orgânica. Ocorre que nem sempre o contexto que envolve a chegada de uma criança ao mundo é passível de uma oferta favorável ao seu pleno surgimento como sujeito desejante. Esse contexto ao qual nos referimos está condensado de significantes que antecedem o nascimento do bebê e do que o bebê real oferece, correspondendo ou não ao bebê esperado pelos pais. Entretanto, como pensarmos que o filho desejado e idealizado não será o filho real? E quando a criança nasce com necessidades ainda maiores, por apresentar algum tipo de deficiência orgânica? Diante destes questionamentos, inferimos que o nascimento de um bebê com deficiência orgânica pode trazer profundas implicações na constituição do vínculo inicial mãe-bebê. A chegada desse bebê que, no melhor dos casos, seria o da expectativa da vivência de grande gratificação narcísica, passa a ser a de uma desilusão, às vezes insuportável. Além do que o diagnóstico e prognóstico médicos marcam a criança no registro do discurso do Outro e, do lado dos pais, um luto deverá ser elaborado, o da perda da criança imaginária perfeita. Se há o impacto pela incidência de uma condição real que trai imediatamente essa expectativa, pode ocorrer que a criança nem seja imaginarizada como tal e a possibilidade de perpetuação de si e da realização de sonhos através de um filho pode ser prejudicada, pois o bebê real é impossibilitado de corresponder aos ideais parentais devido à deficiência orgânica. Neste sentido, compreender o contexto em que a criança está precocemente marcada pela deficiência implica a consideração e articulação de dois modelos em jogo: aquele do discurso médico que nomeia a doença, arrisca o prognóstico e impõe o tratamento, e o da lógica psicanalítica que apreende a criança na estrutura onde ela está capturada desde antes de seu nascimento e onde se constituirá como sujeito falante. Os desafios contemporâneos referentes à deficiência orgânica nos sugerem uma compreensão da relação entre o sujeito e a deficiência dentro de um contexto psicanalítico, considerando a inter-relação e a interdependência destes aspectos.

13 13 Assim, observamos a restrita atenção que se tem dado às condições psíquicas que envolvem o desenvolvimento de uma criança. Atualmente, dispomos de variadas contribuições de base freudiana para nortear o trabalho com bebês e seus pais, nos mais diferentes espaços, seja em hospitais, creches, clínicas e centros de reabilitação. Situar a psicanálise como teoria da clínica do sujeito nas diversas áreas de atenção à primeira infância nos permite considerar a dimensão essencial ao ser humano: sua existência simbólica. Sem a consideração desta dimensão, o cuidado ao bebê pode apresentar risco de ser tomado como objeto de técnicas e exercícios, situação na qual o pequeno ser é fragmentado por especialidades, separado de seus principais cuidadores e posicionado passivamente como objeto de cuidados. A proposta de refletirmos sobre a função materna, tentando caracterizá-la descritivamente e pensar sua validade enquanto função dentro de uma concepção lógica no processo de constituição do sujeito segundo a psicanálise, surgiu então de um campo de experiência no trabalho de estimulação precoce e do estudo de textos psicanalíticos, como os de Freud, Lacan e Winnicott, até algumas contribuições mais recentes de outros teóricos, através de livros e artigos científicos que utilizaram uma abordagem psicanalítica. Partindo de relatos de experiência no Setor de Estimulação Precoce do Centro de Reabilitação do Amapá (CREAP), em que realizamos a estimulação do desenvolvimento neuropsicomotor de crianças na faixa-etária de 0 a 3 anos, constatou-se uma situação recorrente. Algumas crianças, mesmo sendo acompanhadas por toda a equipe de reabilitação do CREAP (Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, Musico terapeuta, Psicólogo, Assistente Social e Terapeuta Ocupacional) não apresentavam a evolução esperada em seu tratamento, diferentemente da maior parte das crianças com problemática semelhante e que recebiam o mesmo atendimento. Entretanto, quanto à assistência prestada a esta clientela, a inserção do profissional no setor de estimulação precoce do CREAP nos permitia seguir longitudinalmente o desenvolvimento da criança com base apenas no discurso médico, desconsiderando a necessidade psíquica da criança e sua articulação com a mãe que se depara frente a esse real do corpo do filho marcado pela deficiência, que ainda precisa operar em sua função materna. Assim, percebíamos claramente que as articulações entre o profissional e a mãe restringiam-se às orientações sobre os cuidados básicos (alimentar, carregar,

14 14 vestir, dar banho e brincar), não oportunizando a relação mãe-bebê na evolução da criança. Traços em comum na situação familiar das crianças que não evoluíam começaram e se fazer cada vez mais presentes e a se tornarem entraves neste processo de evolução do tratamento. São crianças para as quais o laço com o Outro estaria comprometido de alguma maneira e as operações relativas aos primeiros tempos de vida, que permitiriam a constituição do sujeito, não ocorreriam ou ocorreriam de forma precária. Assim, a observação dessa recorrência nos permitiu formular a seguinte questão: Como uma insuficiência orgânica sobrevém no exercício da função materna para a constituição da subjetividade da criança? Com essas indagações em mente, o estudo objetivou analisar o exercício da função materna com crianças acometidas precocemente por uma deficiência orgânica. Para tanto, objetivamos identificar e descrever os principais fatores constituintes da função materna; correlacionar os cuidados maternos com as respostas da criança com deficiência orgânica frente a esses cuidados; bem como analisar a influência do exercício desta função na evolução do tratamento da criança com deficiência orgânica. Este estudo foi do tipo exploratório-descritivo, com uma abordagem qualitativa, através de uma pesquisa observacional de crianças na faixa-etária de 0 a 3 anos. Para a coleta e análise dos dados, utilizamos a pesquisa bibliográfica em livros, artigos e sites na internet, além de registro em prontuários, análise de relatórios de atendimento, a escuta casual das mães e a observação da relação mãe-bebê durante o atendimento de Terapia Ocupacional. Neste percurso, no primeiro capítulo partimos da reflexão sobre a questão da deficiência na visão biomédica e a deficiência na sua relação com a Psicanálise, propondo apontar convergências nas duas abordagens, bem como enfatizar suas contribuições no que diz respeito à relação mãe-bebê. No segundo capítulo percorremos o campo de conhecimento da Terapia Ocupacional, apresentando o serviço de estimulação precoce e a intervenção do profissional, bem como buscamos aproximar essa experiência da teoria da clínica psicanalítica, apontando a psicodinâmica como elo entre as duas teorizações. No terceiro capítulo buscamos contextualizar a Psicanálise no campo da relação mãe-bebê, através do conceito de constituição do aparelho psíquico e sua função, bem como a inter-relação entre o psiquismo materno e a constituição do

15 15 psiquismo do bebê. Para tanto, abordamos os conceitos de Narcisismo materno em Freud, Outro Primordial em Lacan e Maternagem em Winnicott. No quarto capítulo abordamos a transferência e o seu manejo na relação terapeuta paciente, buscando articular este conceito psicanalítico com a clínica da Terapia Ocupacional. No quinto capítulo apresentamos a função materna, destacando a unidade criança-cuidados maternos e enfocando, numa perspectiva psicanalítica, através do conceitos de Alienação-Separação e Complexo de Édipo, as possíveis produções de efeitos desta função na constituição do psiquismo da criança acometida por uma deficiência orgânica. A partir do relato dos atendimentos em Terapia Ocupacional de crianças atingidas precocemente por alguma deficiência, inicialmente, apresentamos um breve resumo de dois casos clínicos que serão abordados neste trabalho: um caso de uma criança com diagnóstico de Síndrome de Down e outro caso de uma criança com quadro de desnutrição severa e surdez neurossensorial. No caso Yumi, trazemos a história de uma criança com Síndrome de Down, que foi acompanhada a partir do 1º mês de vida até 1 ano e 11 meses de idade. Trata-se de um caso em que o desejo de filho ainda tenta se estabelecer e que o exercício da função materna caracteriza-se pela dificuldade da mãe em aceitar a deficiência orgânica da filha, o que a faz adotar condutas maternas exageradas de superproteção da criança. A mãe, ainda presa ao bebê imaginário, idealizado, apresenta dificuldades em exercer a função materna com o bebê real (ANEXO 1). E quando as coisas não se passam bem desde o início? Quando as condições são tais que a criança se encontra numa situação de extrema vulnerabilidade? No caso Aline, trazemos a história de uma criança acometida por um quadro clínico de desnutrição do tipo Marasmo e surdez neurossensorial, que foi acompanhada a partir de 1 ano até os 3 anos e 11 meses de idade. Abordaremos um relato de atendimento envolvendo uma criança cujo contexto inicial, até os dezoito meses, foi de extrema precariedade, marcado pela rejeição explícita da mãe biológica, até sua adoção por outra família. Trata-se de um caso em que, mesmo diante de condições muito adversas, essa criança encontrou um Outro (mãe adotiva) que, com o desejo de filho, invocou esta criança a constituir-se sujeito. Com toda a dedicação em exercer sua função materna, a mãe adotiva possibilitou que essa criança se desenvolvesse com todas as suas potencialidades e possibilidades (ANEXO 2).

16 16 É válido ressaltarmos que os casos serão analisados com suas respectivas interpretações no decorrer da apresentação teórica deste trabalho, privilegiando a questão do desejo materno e do discurso familiar articulados à posição que a criança ocupa na estrutura para compreender como se dá o exercício da função materna diante de uma condição de deficiência orgânica. Assim como, também podemos visualizá-los na íntegra nos ANEXOS deste trabalho. Por último formulamos a conclusão, como resultado do recorte efetuado para o desenvolvimento do tema da função materna na constituição do sujeito precocemente atingido por deficiência orgânica, destacando os resultados alcançados, os pontos para aprofundamento, as recomendações e a contribuição da pesquisa. Convidamos o leitor a percorrer estas linhas como uma trilha ao longo da qual a clínica com crianças interroga a psicanálise quanto aos primórdios das inscrições psíquicas. A articulação teórica resultante surge da busca de formalizar e de transpor o vivido para o elaborado. Procuramos, dessa forma, poder partilhar e tornar transmissível esta clínica, prestando e dando conta das consequências de seus fundamentos.

17 17 2. DEFICIÊNCIA: DA VISÃO BIOMÉDICA À PSICANÁLISE A deficiência é uma problemática que tem levado cada vez mais os profissionais de saúde a se interessar pela área e contribuído para importantes debates em relação ao tema. Compreender uma criança enquanto sujeito em constituição marcado pelo Real de uma deficiência orgânica, a partir dos pressupostos freudianos, lacanianos e winnicottianos tem propiciado importantes modificações no campo das ciências biomédicas. Trabalhos realizados sob esse enfoque nos mostram elementos fundamentais a serem considerados: a compreensão da constituição do ser humano como uma interação recíproca entre um organismo biológico e o ambiente que o sustenta; o entendimento da deficiência como uma condição fundamental na constituição dos indivíduos que a têm, e não um acessório a ser corrigido; e a percepção das vicissitudes a que estão expostas essas pessoas. Nos últimos tempos, podemos observar mudanças significativas na área de estudos sobre a deficiência, mudanças no sentido de uma maior valorização e consequente aprofundamento e enriquecimento sobre questões a ela relacionadas. Segundo Amiralian (2003), a problemática da deficiência contribui para importantes debates, tanto em relação ao conceito de deficiência como sobre outros aspectos relacionados ao desenvolvimento, aprendizagem e outros atendimentos a essas pessoas. Diferentes ocorrências têm nos mostrado que nas últimas décadas essa questão tem, cada vez mais, saído do âmbito do assistencialismo e entrado para a academia como uma área de importância para estudos e pesquisas. Para o autor, a deficiência pode assim ser definida: (...) perda ou anormalidade de estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica... Restrição de uma habilidade para desempenhar uma atividade considerada normal para o ser humano... Uma desvantagem... Resultante de uma incapacidade que limitaria ou impediria o desempenho dos papéis esperados para este indivíduo na sociedade... (AMIRALIAN et al, 2000, p.99). No início dos trabalhos sobre o atendimento às pessoas com deficiência, esse tema era assunto de interesse quase exclusivo do meio médico, que analisava as condições biológicas e estudava suas possibilidades de recuperação, ou a reabilitação física de órgãos ou funções lesadas. Os aspectos psicológicos das pessoas com deficiência eram tratados por intermédio da psiquiatria, ou então, na

18 18 psicologia, pelas teorias maturacionais do desenvolvimento, cujo foco era os atrasos causados pelas limitações físicas ou mentais e as técnicas que deveriam ser utilizadas para saná-las. De acordo com Teperman (2005), o papel do médico ao participar de uma equipe interdisciplinar é não acreditar que o saber científico ofereça as únicas coordenadas a respeito da patologia. A outra possibilidade seria o médico ocupar o lugar de suposto saber, decretando o futuro do paciente, dando diagnósticos que parecem rótulos. Kupfer et al (2003) acreditam que o conhecimento do diagnóstico e da patologia de determinada criança não autoriza o profissional a inferir qual o caminho que esta criança percorrerá. E aqui cabe a afirmação: Não há doenças, há doentes. E é importante acrescentarmos que não é o diagnóstico médico o que determina a direção do tratamento, ou seja, não se trata de dizer que a tal síndrome corresponde a tal tratamento, uma vez que cada tratamento em Estimulação Precoce é construído a partir das singularidades de cada caso. Ou, como nos diz Elsa Coriat (1997) que, mesmo que exista um diagnóstico que situa um corpo comprometido, a estruturação subjetiva ocorre a partir do lugar simbólico que é outorgado ao orgânico. A perspectiva de um diagnóstico precoce a partir da constatação do início precoce dos transtornos do desenvolvimento implica a necessidade da realização de um trabalho conjunto com vários profissionais, visando instrumentá-los para notar que algo não vai bem com o bebê, ou seja, para reconhecer certos indicadores, ou sinais. Laznik (1997) privilegia a detecção de dois sinais: o não olhar entre o bebê e sua mãe (sobretudo quando ela parece não se dar conta disso) e o fracasso do circuito pulsional completo; e avalia que estes dois sinais são relativamente simples de observar durante o exame médico. No entanto, diversos estudos demonstram que alguns profissionais de saúde dificilmente reconhecem que pode haver algo, além do orgânico, por trás de uma manifestação sintomática em um bebê. Quando observam que determinado sintoma é fruto de uma resposta do sujeito dificilmente sabem o que fazer com isso. Posteriormente, como uma reação a essa visão, que trazia em seu bojo a crença em que a deficiência era uma condição constitutiva do sujeito, e apenas dele, surgiram os trabalhos baseados em pressupostos comportamentais. Estes, por outro lado, consideravam a importância do ambiente e das relações sociais, e estudavam

19 as dificuldades das pessoas com deficiência como resposta a um comportamento socialmente determinado (AMIRALIAN, 2003). Outros estudos que buscavam a compreensão das várias questões relacionadas à deficiência a partir de uma visão interacionista, posteriores a esses, foram os trabalhos que se desenvolveram sob o referencial piagetiano e psicanalítico. Pensar a criança com deficiência orientada pela psicanálise pressupõe pensar a criança como um sujeito que se constitui, e não apenas se desenvolve, pois a psicanálise, apesar de não negar o orgânico, fala de um corpo, ou seja, um organismo transversalizado pelo desejo. Coube a Freud o mérito de ter sistematizado toda uma teoria da clínica que aponta para o fato de que o ser humano não adoece apenas pelos males do organismo, mas também pelos males da alma. Esta teoria da clínica, que recebe o nome de psicanálise, tem como eixo norteador a noção de inconsciente. Freud (1914) ao escrever o artigo sobre a história do movimento psicanalítico propõe estabelecer claramente os postulados e hipóteses da psicanálise. Para o autor, a psicanálise teve início quando ele deixou de usar a técnica hipnótica e introduziu as associações livres no estudo das neuroses. Além disso, ele ainda afirma que novos fatores se somaram à etiologia sexual das neuroses, como bem destaca com suas palavras: Entre os outros novos fatores que foram acrescentados ao processo catártico como resultado de meu trabalho e que o transformou em psicanálise, posso mencionar em particular a teoria da repressão e da resistência, o reconhecimento da sexualidade infantil e a interpretação e exploração de sonhos como fonte de conhecimento do inconsciente (Ibidem, p. 19). A Psicanálise surge rompendo com a noção vigente, no século XIX, de um homem que se sabe, um homem racional e consciente, e a partir dos trabalhos iniciais de Freud, esta teoria da clínica foi sendo refeita em cada língua, em cada cultura e em cada momento histórico. Nos trabalhos iniciais de Freud sobre a Histeria (1893), o inconsciente foi entendido como um depósito das experiências infantis traumáticas, as quais deveriam ser evitadas a fim de evitarmos as neuroses. O próprio Freud, em 1897, a partir da descoberta das fantasias, ressignifica o conceito de inconsciente e afirma que este não pode ser pensado como algo estático e imutável. 19

20 20 Lacan (1964), por sua vez, estende a psicanálise aos psicóticos, alegando que o que está em jogo não é o fato de o sujeito ser neurótico ou psicótico, mas um ser de diálogo e não um organismo. Para Lacan, por sua vez, o inconsciente é estruturado como uma linguagem, um discurso, de onde provém todo o simbolismo ligado ao nascimento, à parentalidade, ao corpo próprio, à vida e à morte. E nesse sentido o sujeito fala através dos sonhos, dos atos falhos e dos sintomas. E foi a partir da década de 60 que surgiram trabalhos mais específicos no referencial psicanalítico, que buscavam uma melhor compreensão do desenvolvimento psíquico de indivíduos que apresentavam diferentes tipos de deficiência, ou que se preocupavam em apreender os procedimentos terapêuticos mais adequados a essa população. Dentre estes trabalhos, destacamos os desenvolvidos na França por Maud Manonni ([ ] 1995), a partir dos estudos de Lacan e de sua formação como analista, e por Françoise Dolto ([1971] 1996) com crianças que receberam o diagnóstico de deficiência mental e distúrbios globais do desenvolvimento. Sob esse referencial teórico também aqui no Brasil se iniciaram estudos, pesquisas e atendimentos junto às pessoas com deficiência. Embora, de acordo com a percepção de Amiralian (2003), a psicanálise tivesse trazido muitas contribuições para essa área, várias questões permaneciam ainda sem uma solução que pudesse ser considerada satisfatória. As propostas de Winnicott, sobre desenvolvimento e constituição do ser humano, que indicam, segundo Loparic (1996), um novo paradigma para a psicanálise. Esses conceitos, quando aplicados à compreensão e intervenção dessas pessoas, proporcionam, realmente, um novo olhar sobre elas, considerando-as em relação à deficiência. Mesmo não tendo se dedicado especificamente à compreensão de crianças com deficiência, Winnicott (1984) faz referências, em sua descrição do desenvolvimento sadio, a alguns aspectos aplicáveis a crianças com deficiência mental e com deformidades físicas, como no caso de Liro, o menino com sindactilismo, descrito no livro Consultas terapêuticas, e nas referências às diferentes situações que podem ocorrer no processo de desenvolvimento devido à condição de capacidade intelectual rebaixada, quando se refere à mente como um caso especial de funcionamento do psique-soma (WINNICOTT, 1994, p. 410). Refletindo esse percurso no campo de estudos sobre pessoas com deficiência, observamos mudanças que se operaram nos conceitos, e os progressos ocorridos nos vários anos de pesquisa na abordagem deste tema. Os

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