Universidade Veiga de Almeida. Programa de Mestrado Profissional em Odontologia. Fernanda Luiza Alves Nogueira

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1 Universidade Veiga de Almeida Programa de Mestrado Profissional em Odontologia Fernanda Luiza Alves Nogueira A IMPORTÂNCIA DOS ÁCIDOS GRAXOS POLIINSATURADOS EM PACIENTES COM PERIODONTITE E PERIIMPLANTITE Rio de Janeiro 2014

2 FERNANDA LUIZA ALVES NOGUEIRA A IMPORTÂNCIA DOS ÁCIDOS GRAXOS POLI-INSATURADOS EM PACIENTES COM PERIODONTITE E PERI-IMPLANTITE Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação Strictu Sensu Mestrado Profissional em Odontologia Universidade Veiga de Almeida, como parte dos requisitos para obtenção do título de Mestre em Odontologia. Área de concentração Reabilitação Oral. ORIENTADORA: PROFª. Drª. FERNANDA BRITO RIO DE JANEIRO 2014

3 UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA DIRETORIA DOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTU SENSU E DE PESQUISA Rua Ibituruna, 108 Maracanã Rio de Janeiro RJ Tel.: (21) (21) FICHA CATALOGRÁFICA N778i Nogueira, FICHA Fernanda CATALOGRÁFICA Luiza Alves. A Importância dos ácidos graxos poli-insaturados em pacientes com periodontite e periimplantite / Fernanda Luiza Alves Nogueira, f.; 30 cm. Dissertação (Mestrado) Universidade Veiga de Almeida, Mestrado em Odontologia, Reabilitação oral, Rio de Janeiro, Orientador: Profª. Drª. Fernanda Brito. 1. Periodontite. 2. Gengivite. 3. Inflamação. 4. Ácido Araquidônico. I. Brito, Fernanda. II. Universidade Veiga Almeida, Mestrado em Odontologia, Reabilitação oral. III. Título. CDD DeCS Ficha Catalográfica elaborada pela Biblioteca Setorial Tijucal/UVA Ficha Catalográfica elaborada pelo Sistema de Bibliotecas da UVA Biblioteca Maria Anunciação Almeida de Carvalho

4 FOLHA DE APROVAÇÃO FERNANDA LUIZA ALVES NOGUEIRA A IMPORTÂNCIA DOS ÁCIDOS GRAXOS POLIINSATURADOS EM PACIENTES COM PERIODONTITE E PERIIMPLANTITE Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação Strictu Sensu Mestrado Profissional em Odontologia Universidade Veiga de Almeida, como parte dos requisitos para obtenção do título de Mestre em Odontologia. Área de concentração Reabilitação Oral. Aprovada em 21 de fevereiro de 2014 BANCA EXAMINADORA Prof a.dra. Fernanda Brito Universidade Veiga de Almeida Prof.Dr.Sergio Kahn Universidade Veiga de Almeida Prof.Dr. Carlos Marcelo Figueredo Universidade do Estado do Rio de Janeiro

5 DEDICO ESTE TRABALHO À minha mãe, Rosangela, por ser tão perfeita, por ser meu esteio, minha base e fonte de amor. Ao meu querido pai, Aloisio, por todo esforço para sempre me proporcionar o melhor. À minha irmã, Angélica, pelo carinho e amizade, e por me fazer tão feliz com minha sobrinha que chegará breve. Amo vocês!

6 Agradecimentos À Deus, pois sem Ele não chegaria aqui, por Sua proteção e amparo, e por Sua grandiosidade, manifesta em tantos momentos neste percurso. À minha orientadora, Dr a Fernanda Brito, pela oportunidade, pelo carinho e pela dedicação. Aos meus avós, João e Iva, por serem presentes e paixões da minha vida! Aos meus tios, pelos cuidados e preocupações, e primos por colorirem mais meus dias! Ao meu namorado David, pelo amor, pelo companheirismo, incentivo, e por ser meu exemplo de encontrar sempre a felicidade, mesmo com os contratempos da vida. Muito obrigada a todos!

7 RESUMO A periodontite é considerada a maior causa de perdas de dentes em adultos. Sua etiologia primária é o biofilme oral, entretanto seu desenvolvimento depende em grande parte da resposta do hospedeiro. Na susceptibilidade individual, a inflamação periodontal falha na resolução, e a inflamação crônica periodontal torna-se uma patologia com impactos não apenas locais como também sistêmicos. O uso de agonistas endógenos da inflamação - ácidos graxos poli-insaturados- estão sendo considerados uma nova e valiosa abordagem para o tratamento destas patologias. Objetivo:avaliar os níveis plasmáticos do ácido docosahexaenóico (DHA), do ácido eicosapentaenoico (EPA), ácido docosapentanóico (DPA) e do ácido araquidônico (AA) em pacientes com periodontite crônica generalizada e comparar com os níveis de pacientes que tinham apenas gengivite. Material e Métodos:Foram avaliados 10 indivíduos adultos portadores de periodontite crônica (média de idade 42,5 ± 6,6 anos; 8 mulheres) e 10 indivíduos portadores de gengivite (média de idade 32,8 ± 8,5 anos; 8 mulheres). O exame periodontal foi realizado incluindo Índice de placa visível; Índice de sangramento gengival, Profundidade de sondagem, Perda de inserção clínica e Recessão gengival. Coleta de 20 ml de sangue após 12 horas de jejum foi realizada para avaliar os níveis de ácidos graxos poli-insaturados provenientes do ômega-3 e ômega-6. Os ésteres metílicos dos ácidos graxos foram separados do plasma por gás-líquido de cromatografia gasosa e foram identificados e quantificados por comparação por vezes de retenção com ácidos graxos metil éster padrão (68 A, Nu Chek, Elysian MN, EUA). Foram utilizados os testes T de Student para a comparação das médias e o teste qui quadrado para comparação das variáveis categóricas. O nível de significância foi determinado em 5 % (p< 0.05). O programa SPSS 15.0 foi utilizado para a análise dos dados. Resultados: Os pacientes com periodontite apresentavam níveis significativamente mais altos de AA (1017,3 ±327,5) quando comparados aos indivíduos apenas com gengivite (609,0 ±257,2) (p<0,01). Os pacientes com periodontite apresentavam a proporção AA/DHA mais alta (4,4 ± 0,9) do que os pacientes com gengivite(3,5 ± 0,9) (p =0,058). Conclusão: Indivíduos com periodontite crônica generalizada apresentaram níveis plasmáticos mais elevados do ácido araquidônico do que indivíduos que tinham apenas gengivite. Palavras-chave: Periodontite, Gengivite, inflamação, acido araquidônico.

8 ABSTRACT Periodontitis is considered the leading cause of tooth loss in adults. Its primary cause is the oral biofilm, but their development depends largely on the response of host.in the individual susceptibility, the periodontal inflammation resolution failure, and chronic periodontal inflammation becomes a pathology with not only local but also systemic impacts. The use of endogenous agonists of inflammation - polyunsaturated fatty acids - are considered a valuable new approach to treat these pathologies. Aim: To evaluate plasma levels of docosahexaenoic acid (DHA), eicosapentaenoic acid (EPA), docosapentanoic acid (DPA) and arachidonic acid (AA) in patients with generalized chronic periodontitis and to compare the levels of patients who had only gingivitis. Material and Methods: 10 adult subjects with chronic periodontitis (mean age 42.5 ± 6.6 were evaluated years, 8 women) and 10 subjects with gingivitis (mean age 32.8 ± 8.5 years, 8 women) were examined. The periodontal examination was performed including visible plaque index, gingival bleeding index, Probing depth, clinical insertion loss and gingival recession. Collecting 20 ml of blood after 12 hours of fasting was undertaken to assess the levels of polyunsaturated fatty acids from the omega - 3 and omega - 6. The methyl esters of the fatty acids were separated from plasma by gas-liquid gas chromatography and were identified and quantified by comparing retention times with fatty acid methyl standard (68 A, Nu Chek, Elysian MN, USA ) ester. The Student T test for comparison of means and chi square test to compare categorical variables were used. The level of significance was determined at 5% (P <0.05). The SPSS 15.0 software was used for data analysis. Results: Patients with periodontitis had significantly higher levels of AA ( ± 327.5) compared to subjects with gingivitis alone (609.0 ± 257.2) ( p < 0.01 ). Periodontitis patients had the highest ratio AA / DHA 4.4 ± 0.9) than patients with gingivitis (3.5 ± 0.9) (p = 0.058). Conclusion: Individuals with chronic periodontitis had higher levels of plasma arachidonic acid than individuals who only had gingivitis. Keywords: Periodontitis, Gingivitis, inflammation, arachidonic acid.

9 SUMÁRIO 1 Introdução Revisão de Literatura Periodontite Inflamação Ômega 3,Ômega 6 e Resolvinas Ômega 3 e Resolvina E1- Estudos em animais Ômega 3, Ômega 6, Resolvinas e Periodontite - Estudos em humanos Periimplantite Ômega 3, Resolvinas e Periimplantite Material e Métodos Resultados Discussão Conclusão Referências... 40

10 9 1 Introdução A periodontite severa afeta 10 a 15% da população mundial e é considerada como a maior causa de perda de dentes em adultos 1. Caracterizase clinicamente por perda do nível de inserção clínica, perda óssea alveolar, bolsas periodontais e inflamação gengival 2. A periodontite é similar a uma doença inflamatória progressiva, onde seus fatores microbianos etiológicos induzem a uma cascata inflamatória que leva a destruição dos órgãos de suporte do dente 3. A inflamação é a resposta normal do hospedeiro para a infecção e injúria, entretanto, a inflamação descontrolada e não resolvida contribui para uma gama de doenças crônicas e agudas como a periodontite e a periimplantite. A inflamação crônica é caracterizada pela produção de citocinas inflamatórias e, o ácido araquidônico derivado de eicosanoides, desempenha um papel importante na iniciação e patogênese da lesão inflamatória 3. Na susceptibilidade individual, a inflamação periodontal ocorrem defeitos na resolução, e a inflamação crônica periodontal torna-se uma patologia com impactos não apenas locais como também sistêmicos 4. Devido ao fato da inflamação periodontal iniciar-se como uma resposta protetora ao biofilme bacteriano, a abordagem usual para controlar a periodontite é a remoção da etiologia através da raspagem e alisamento radiculares podendo estar associadas a outras terapias adjuntas, como por exemplo, a utilização de antibióticos. No entanto, essas estratégias não são totalmente eficazes e há a necessidade de estratégias que equilibrem a resposta do hospedeiro. Por este motivo, abordagens farmacológicas para o controle da inflamação na periodontite passaram a ser investigadas, como por exemplo, a utilização dos mediadores lipídicos da inflamação chamados de pró-resolvinas 5. Os ácidos graxos essenciais são fundamentais para a sobrevivência de humanos e outros mamíferos, mas como não são sintetizados pelo corpo, é necessária sua obtenção através de suplementação dietética 6. Os principais representantes da família n-3 são o ácido alfa-linoléico ou ALA (18:3n-3), o ácido eicosapentaenoico ou EPA (20:5n-3) e o ácido

11 10 docosahexaenóico ou DHA (22:6n-3). O ácido docosapentaenóico ou DPA (22:5n-3) é uma cadeia longa das séries n-3 também presente na nossa alimentação 7. Os principais representantes da família n-6 são o ácido linoleico ou LA (18:2n-6) e o ácido araquidônico ou AA (20:4n-6) 8. Uma vez que os efeitos benéficos de saúde de ômega-3 foram descobertos, a suplementação da dieta com óleo de peixe, rico em ácidos graxos poli-insaturados, surgiu como uma recomendação terapêutica para a prevenção e tratamento de muitas doenças relacionadas à inflamação 9. Há poucos estudos populacionais de periodontite crônica e ácidos graxos poli-insaturados Entretanto é possível que possamos auxiliar na prevenção de periimplantite em indivíduos com histórico de periodontite através da suplementação alimentar com ômega 3. Sendo assim, objetivo desse estudo foi avaliar os níveis plasmáticos do ácido docosahexaenóico, do ácido eicosapentaenóico, ácido docosapentanóico e do ácido araquidônico em pacientes com periodontite crônica generalizada e comparar com os níveis de pacientes que tinham apenas gengivite.

12 11 2 Revisão de Literatura 2.1 Periodontite A periodontite é uma doença de destruição não reversível de uma persistente infecção bacteriana 15 que resulta na destruição das estruturas de suporte dos dentes 16. O desenvolvimento de um biofilme patogênico é bem documentado como sendo a etiologia primária para o desenvolvimento da doença periodontal 5. As espécies de bactérias envolvidas nesse processo são micro-organismos Gram- negativos que estão intimamente associados com a periodontite. Incluem o Porphyromonas gingivalis, Actinobacillus actinomycetemcomitans, Bacteroides forsythus, espiroquetas não classificadas, Prevotella intermedia, Campylobacterrectus, Eubacteriumnodatum, Treponema denticola, Streptococcus intermedia, Prevotellanigrescens, Peptostreptococcus micros, Fusobacterium nucleatum e Eikenellacorrodens. Parece que vários complexos de agentes patogênicos periodontais podem iniciar e perpetuar a doença num hospedeiro susceptível 2. Considerado um fator de risco não modificável para a periodontite os fatores genéticos desempenham papel importante na susceptibilidade individual para a doença 17. Assim também, em relação à resposta do hospedeiro, a visão amplamente aceita com base em uma grande quantidade de evidências é que a destruição observada na doença periodontal é o resultado de uma resposta imune inadequada, regulada para infecções bacterianas, ao invés de diretamente para o efeito destrutivo dos agentes patogênicos bacterianos 18. Quanto aos riscos modificáveis podemos incluir principalmente o tabagismo e diabetes tipos 1 e As características clínicas da periodontite são a perda clínica de inserção, a perda óssea alveolar, a bolsa periodontal e inflamação gengival. Além disso, a ampliação ou recessão da gengiva, sangramento da gengiva após a aplicação de pressão e aumento da mobilidade até a esfoliação do dente podem ocorrer. Com poucas exceções, a maioria das formas de periodontite são inflamações crônicas que progridem de forma contínua ou por explosões de atividade 16.

13 12 As características histopatológicas incluem a localização do epitélio juncional apical à junção esmalte-cemento, perda de fibras colágenas subjacentes ao epitélio da bolsa, perda óssea, numerosos leucócitos polimorfonucleares no epitélio juncional e bolsa, e de células inflamatórias infiltradas com células de plasma, linfócitos e macrófagos 5. A mais frequente das periodontites, é a periodontite crônica, que pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comumente detectada em adultos. A prevalência e a severidade da doença aumentam com a idade, e a doença afeta números variáveis de dentes, e com variáveis proporções de progressão. A classificação pode ser pela extensão, assim, podemos falar em periodontite crônica localizada quando menos de 30% dos sítios são afetados, e generalizada, quando ultrapassam esse valor. Quanto à severidade, a periodontite pode ser caracterizada com base na quantidade de perda de inserção clínica como leve: 1 a 2 mm de perda de inserção; moderada: 3 a 4 mm de perda de inserção e severa: maior ou igual a 5 mm perda de inserção 20. Na lesão periodontal, o processo imune é amplificado e desregulado, resultando no recrutamento de células inflamatórias a partir da circulação sistêmica dentro da mucosa e da geração de mediadores inflamatórios, incluindo as citocinas, eicosanoides, enzimas proteolíticas, oxigênio ativo, e espécies de nitrogênio 11. Por ser um modelo de perda óssea mediada por leucócito e inflamação que tem recursos patogênicos similares aos observados nas outras doenças inflamatórias 21, a doença sugere estar associada por exacerbar os sintomas de várias desordens inflamatórias tais como artrite, diabetes tipo II, pré-eclâmpsia, condições associadas com a prematuridade, baixo peso ao nascer, doenças cardiovasculares 16, doenças respiratórias, dentre outras. A explicação seria que uma vez que a infecção se instala, uma cascata de seguidos caminhos de destruição tecidual, causadas por patógenos das bolsas periodontais estimulados pelos processos fisiológicos, como os mediadores inflamatórios, entram em contato com a circulação e podem causar diversas consequências sistêmicas 22. Terapias usuais para periodontites focam na segmentação da infecção bacteriana, considerado o evento iniciador responsável para a subsequente inflamação e destruição tecidual 14. Durante muitos anos as únicas abordagens

14 13 terapêuticas foram as abordagens mecânicas e cirúrgicas 23. O debridamento mecânico é um procedimento terapêutico altamente exigente que apresenta algumas limitações, tais como a incapacidade de acessar as bolsas profundas, tortuosas e as furcas, o efeito limitado sobre certos patógenos e nichos orais, e a frequente ocorrência de efeitos secundários (recessão gengival, a perda de substância dentária e hipersensibilidade dentinária) 24. O uso suplementar de antibióticos locais, medicamentos anti-sépticos, e antibióticos sistêmicos associados a terapia não cirúrgica de raspagem e alisamento radicular tem mostrado benefício adicional comparado com o debridamento sozinho, mas clinicamente esta vantagem é pequena, devendose restringir o uso de antibióticos em casos especiais, como em pacientes que não respondem ao tratamento periodontal não-cirúrgico, ou naqueles com comprometimento sistêmico 25. Por isso, o uso de antimicrobianos sistêmicos na periodontite deve ser restrito devido aos problemas relatados ao seu uso indiscriminado, especialmente efeitos sistêmicos, efeitos microbiológicos adversos, e aumento da resistência bacteriana 26. Mais recentemente estratégias terapêuticas tem focado na resposta do hospedeiro a infecção bacteriana, que pode desempenhar um papel importante na patogênese da doença periodontal 14. A instituição de terapias direcionadas contra eventos inflamatórios, através do uso de AINEs,( antiinflamatórios não esteroidais), tópicos ou sistêmicos e inibidores de enzimas proteolíticas,vem obtendo sucesso em limitar a quantidade de tecido em colapso. Entretanto, os efeitos potenciais adversos relatados com o uso dos AINEs, particularmente com o risco de hemorragias gastrointestinais e os efeitos nas funções renais, homeostasia de fluidos e pressão sanguínea, mesmo entre os recém descobertos inibidores de cicloxigenases -2, podem ter desvantagens nas terapias de longo prazo 11. Sabe-se que a maior parte da destruição do tecido conjuntivo e do osso, ocorre indiretamente nos tecidos periodontais, como resultado de uma excessiva resposta imunoinflamatória em indivíduos susceptíveis a patologia 1. Portanto, ter como o único foco a inflamação, sem considerar a resolução, pode não ser suficiente para o sucesso, prevenção e tratamento de doenças inflamatórias crônicas. Compreender os mecanismos envolvidos na resolução da inflamação pode fornecer um novo caminho para o desenvolvimento de

15 14 potentes agentes terapêuticos / preventivos para a gestão de doenças crônicas inflamatórias 1. Ácidos graxos poli-insaturados que se baseiam em reverter os processos inflamatórios no organismo podem ser uma nova abordagem terapêutica não apenas na periodontite, e quem sabe futuramente, depois de comprovado na periodontite, pode vir a ser utilizado também na periimplantite. 2.2 Inflamação Inflamação é uma complexa cadeia de reações que ocorrem nos tecidos conectivos vascularizados em resposta a uma lesão local. É caracterizada pelo acúmulo de fluidos e leucócitos nos tecidos extravasculares e é útil na localização, diluição e destruição do agente causal da lesão, iniciando uma série de eventos que contribui para o reparo e a cicatrização da lesão e tecidos 27. A inflamação pode ser aguda ou crônica, e seus sinais clínicos incluem eritema local, geração de calor e edema 28. A resposta inflamatória típica consiste de quatro componentes: indutores inflamatórios, os sensores que eles detectam, os mediadores inflamatórios induzidos pelos sensores e os tecidos-alvos que são afetados pelos mediadores inflamatórios (Figura 1) 29. Cada componente vem em múltiplas formas, e suas funções combinadas, em vias inflamatórias distintas. O tipo de via induzida é determinada sob condições que dependem da natureza do gatilho inflamatório desencadeado 29. Em um nível básico, a resposta inflamatória aguda desencadeada pela infecção ou injuria tecidual envolve a distribuição coordenada de componentes plasmáticos (plasma e leucócitos) para o sítio da infecção ou injúria. Esta resposta vem sendo caracterizada melhor para as infecções microbianas (particularmente bacterianas), na qual ela é desencadeada por receptores da resposta do sistema imune inato. A recognição inicial da infecção é mediada pelos macrófagos residentes nos tecidos e mastócitos, levando a produção de uma variedade de mediadores inflamatórios, incluindo quimiocinas, citocinas, aminas vasoativas, eicosanoides e produtos da cascata proteolítica. Uma resposta aguda bem sucedida resulta na eliminação dos agentes da infecção acompanhados por resolução e fase de reparo, mediada principalmente pelos

16 15 macrófagos. A mudança nos mediadores lipídicos das prostaglandinas próinflamatórias para as lipoxinas, que são anti-inflamatórias, são cruciais para a transição da inflamação para a resolução. As lipoxinas inibem o recrutamento dos neutrófilos e, como alternativa, promovem o recrutamento de monócitos que removem células mortas e iniciam a remodelação tecidual. Resolvinas e protectinas, que constituem uma outra classe de mediadores lipídicos, assim como transformam fatores de crescimento Beta e fatores de crescimento produzido pelos macrófagos, também tem papel crucial na resolução da inflamação 30. Ressalta-se porém, que por mais que a resposta aguda inflamatória seja uma tentativa de proteção pelo organismo em remover o estímulo de injúria e iniciar o processo de cicatrização, longos prazos de inflamação levarão a desordens e doenças 31. Sendo assim a inflamação está sendo apontada como a causa e a agravante de doenças cardiovasculares, asma, doenças inflamatórias intestinais, doenças neurodegenerativas, artrite reumatoide, doenças pulmonares, doenças periodontais, diabetes, e câncer 9. Muitas das terapias anti-inflamatórias amplamente utilizadas são dirigidas para evitar a inibição de enzimas e / ou antagonismo de receptores. Ambos os inibidores seletivos da cicloxigenase e o anti- fator de necrose tumoral (TNF-α), são exemplos desta abordagem, utilizados com o objetivo de bloquear a produção de mediadores químicos pró-inflamatórios 32. Tratamentos típicos das doenças inflamatórias crônicas dependem primariamente dessa inibição dos sinais pró-inflamatórios da cascata de sinalização, mas em muitos casos as abordagens utilizadas não são suficientemente efetivas 9. A complexidade biológica de não resolver a inflamação e o limitado entendimento se combinam para tornar o desenvolvimento de uma terapia antiinflamatória efetiva particularmente difícil. As intervenções anti-inflamatórias mais potentes têm o potencial para aumentar o risco de infecção, e todas as terapias anti-inflamatórias ou tem inútil vitória ou tem um ou mais efeitos tóxicos potencialmente agravados. O desafio se consiste em encontrar um caminho ainda mais exigente do que suprimir a inflamação. O objetivo deve ser para curar, não para atenuar doenças inflamatórias 33. Portanto, em vez de se orientar a inibição ou antagonismo da inflamação, a investigação deve abordar o uso potencial de agonistas

17 16 endógenos de resolução para estimular pontos regulamentares fundamentais que, naturalmente, resolveriam a inflamação. Esta abordagem de sistemas abre uma nova compreensão dos mecanismos subjacentes à doença inflamatória, e a resolução farmacológica 32. O caminho inflamatório consiste de indutores, sensores, mediadores e tecidos-alvos. Indutores iniciam a resposta inflamatória e são detectadas pelos sensores. Sensores, como os receptores do tipo Toll, são expressos em células sentinelas, como os macrófagos residentes no tecido, células dentríticas, e mastócitos. Eles induzem a produção de mediadores, incluindo citocinas, quimiocinas, aminas bioativas, eicosanoides, e produtos da cascata proteolítica, como as bradicininas. Estes mediadores inflamatórios, agem em vários tecidos-alvos provocando mudanças nos seus estados funcionais que otimizam a adaptação as condições nocivas (ex.: infecção ou injúria) associados com indutores particulares que evocam a resposta inflamatória 29. Os componentes específicos são mostrados na Figura 1. Figura 1. Componentes dos caminhos inflamatórios. Obtida de Medzhitov, Ômega 3, Ômega 6 e Resolvinas Os ácidos graxos são cadeias de hidrocarbonetos com um grupo carboxil em uma extremidade e um grupo metil na outra. A reatividade biológica dos ácidos graxos é definida pelo comprimento da cadeia de carbono e portanto o número e a posição de qualquer dupla ligação presente. Enquanto

18 17 os ácidos graxos saturados não contêm ligações duplas na cadeia acil, ácidos graxos insaturados contêm pelo menos uma ligação dupla. Quando duas ou mais ligações duplas estão presentes, os ácidos graxos insaturados são referidos como AGPIs. Há duas famílias de AGPIs, e elas são classificadas como ômega-3 (n-3) e ômega-6 (n-6), com base na localização da última ligação dupla relativa a extremidade terminal metil da molécula. O corpo humano pode produzir tudo, mas dois dos ácidos graxos são requeridos: O ácido Linoleico (LA, C18: 2n-6) (precursor para as séries n-6 de ácidos graxos) e ácido α-linolênico (ALA, C18: 3n-3) (precursor então para as séries n-3 de ácidos graxos),são os membros mais simples de cada família de AGPIs e são denominadas ácidos graxos essenciais, já que o corpo não pode sintetizá-los 34. Os AGPIs constituem um componente importante da todas as membranas celulares e influenciam sua fluidez, além do comportamento de enzimas ligadas à membrana e receptores. Os ácidos graxos essenciais poliinsaturados regulam uma grande variedade de funções no corpo, incluindo pressão arterial, coagulação do sangue, e correto desenvolvimento e funcionamento do cérebro e sistemas nervosos. Além disso, tem um papel na regulação das respostas inflamatórias através da produção de mediadores inflamatórios denominados eicosanoides 35. Eicosanoides- incluindo prostaglandinas, leucotrienos e lipoxinas- são sinalizadores moleculares, derivados da oxidação enzimática do ácido araquidônico, que controla processos celulares chave, incluindo ativação, metabolismo, migração, proliferação e morte. Portanto, estes sinais lipídicos são os mais importantes mediadores de condições fisiológicas e patológicas, como a homeostasia dos tecidos, defesas do hospedeiro, inflamações e processos cancerosos 36. Os AGPIs da série ômega-6 podem ser encontrados em óleos vegetais e estão presentes em pequenas quantidades no leite materno. O principal ácido graxo dessa família, ácido linoleico, e o seu produto metabólico, o ácido araquidônico, desempenha um papel chave estrutural e como componentes funcionais da membrana celular e intracelular, mas especialmente no cérebro, coração, e na retina 37. Na classe dos ácidos graxos poli-insaturados do Ômega 3, se incluem o ácido docosahexaenóico (DHA C22:6 n-3) e o ácido eicosapentaenóico (EPA; C20:5 n-3), e são considerados muito importantes por

19 18 terem ações terapêuticas anti-inflamatórias valiosas, além de ações protetoras em doenças como artrite reumatoide, fibrose cística, colite ulcerativa, asma, aterosclerose, câncer, doenças cardiovasculares e periodontite. As ações benéficas do Ômega 3, são atribuídas, inicialmente, a diminuição na produção de mediadores inflamatórios clássicos como os eicosanoides derivados do ácido araquidônico (prostaglandina E2) e citocinas inflamatórias 13.Ainda nessa classe, o ácido docosapentaenóico (DPA 22:5n-3) vem suscitando interesse. Pouco se sabe sobre o consumo do ácido docosapentaenóico (DPA 22:5n-3), encontrado na maioria dos peixes e alimentos marinhos e também presente na carne vermelha magra de ruminantes 7. A literatura disponível, com base na produção in vivo e in vitro, e modelos animais sugerem que o DPA, pode exercer muitos efeitos benéficos a saúde cardiovascular, além de muitas outras funções. Miller e colaboradores 38 para mostrar a importância desse ácido, investigaram a ingestão e a incorporação de DPA puro, e EPA no plasma humano e células sanguíneas vermelhas e demonstraram que o ácido docosapentaenóico pode atuar como um reservatório da maior cadeia longa de ácidos graxos das séries ômega 3, pois ele aumentou os níveis de EPA e DHA significantemente nos sujeitos suplementados com DPA puro 38. Considerando que a maior parte dos mediadores derivados de AA tem potenciais que agravam a inflamação, a importância dos mediadores derivados do ômega 3 sé dá, porque eles agem como moléculas sinalizadoras intracelulares, e podem ter tanto efeitos pró- ou anti-inflamatórios, reduzindo ou exibindo efeitos contrários ao AA. Isso se dá porque o EPA ou DHA, utilizam as mesmas vias metabólicas e enzimas que metabolizam o AA, pela sua capacidade de se ligar aos mesmos receptores dos metabólitos derivados do AA, agindo de forma menos nociva 39. Uma nova classe recém-descoberta de produtos bioativos de transformação de ômega 3, são as Resolvina E1, associadas conjuntamente com um tratamento com aspirina que contêm sinais pro inflamatórios. (Aspirina é a única dentre as terapias anti-inflamatórias usuais porque acetila a cicloxigenase 2 ativando a biossíntese de epímeros R, precursores de mediadores anti-inflamatórios endógenos inapreciados). A resolução da inflamação induzida pelas resolvinas é caracterizada pela paralisação da infiltração de neutrófilos e por dirigir os neutrófilos à apoptose, atraindo

20 19 monócitos não-flogísticos que se diferenciam dentro dos macrófagos da resolução. Macrófagos de resolução apresentam fagocitose aumentada de neutrófilos apoptóticos e aumentada remoção de bactérias das superfícies das mucosas promovendo a cura da ferida e retorno da homeostasia -42. A rápida resolução da inflamação aguda induzida por resolvinas é, pelo menos em parte, baseada nas benéficas ações da alimentação rica em AGPIs- ômega-3, EPA e DHA Ômega 3 e Resolvina E1- Estudos em animais A destruição do osso de suporte dos dentes é característica marcante das doenças periodontais. O processo envolvido na formação e reabsorção óssea são processos que acontecem duplamente. Dessa forma esse processo implica na reabsorção dos osteoclastos na área do osso, e os osteoblastos sinalizam a vinda e substituem o osso. Numerosas citocinas tem sido identificadas como mediadores da reabsorção óssea, inclusive nas periodontites. A prostaglandina E2 (PGE2) é considerada por estimular a reabsorção óssea e tem sido reportada por agir indiretamente através de sua ativação de RANK-L na células em sua linhagem osteoblástica 43. A PGE2 e o leucotrieno B4 são metabólitos do ácido araquidônico ( 20:4n -6). Os osteoblastos são ricos em ácidos graxos poli-insaturados particularmente o AA, e podem produzir uma quantidade substancial de prostaglandinas. O AA compete com o ácido eicosapentaenoico, que é o produto da desnaturação/elongação a partir do ácido alfa-linolêico. Para diminuir a produção de prostaglandina no osso tem sido sugerido que a dieta suplementada com EPA e DHA diminuem os níveis do AA nos fosfolipídios. Os metabólitos do AA são elementos importantes na destruição óssea. Adicionando doses baixas de n-3 na dieta, é possível alterar a composição dos fosfolipídios, assim reduzir a produção de prostaglandinas 10. Indahyani et al. 44, testaram a suplementação de óleo de peixe em ratos para avaliar se este tratamento reduziria a reabsorção óssea periapical acompanhado de exposição pulpar nos animais. No grupo experimental (sob o tratamento) houve redução significativa dos níveis de osteoclastos, e da atividade osteoclástica relacionada à reabsorção óssea sugerindo que o óleo

21 20 de peixe pode inibir a reabsorção óssea acompanhada de exposição pulpar e desempenhar uma modalidade de uso como terapia para tecidos perirradiculares inflamados 44. Vardar e colaboradores 45 avaliaram os possíveis efeitos do uso terapêutico do Ômega 3 nos níveis dos tecidos gengivais de várias substâncias, como a Prostaglandina E2 e Leucotrieno B4 em ratos. Investigaram também se o uso profilático do ômega 3 resulta em algum benefício adicional à dose terapêutica de ácido graxo poli-insaturado. Os ratos foram infectados com repetidas injeções de lipopolissacarídeos de Escherichia coli, induzindo-os a periodontite, e divididos em grupos: experimental com periodontite induzida, os que receberam dose terapêutica, aqueles cuja dose foi tanto profilática, como terapêutica, e um grupo controle. Seus resultados mostraram redução de PGE2 nos tecidos gengivais do grupo que fazia uso de ômega 3, além de reduzirem outras substancias tóxicas ao organismo. Além disso o uso profilático associado ao terapêutico propiciou diminuição dos níveis destes mediadores a níveis de indivíduos saudáveis 45. O estudo de Kesavalu e colaboradores 46 abordou a suplementação dietética de ácidos graxos poli-insaturados e suas possíveis ações na modulação da inflamação em ratos com doenças periodontais. Os animais foram alimentados com óleo de peixe (derivado do ômega 3 ) e óleo de milho (ômega 6) por 22 semanas e foram infectados com a bactéria P. gingivalis. Os ratos suplementados com ômega 3 exibiram elevados níveis séricos de EPA e DHA. As análises demonstraram que os ratos colonizados pela bactéria P. gingivalis e que fizeram uso do ômega 3 tiveram menos reabsorção óssea alveolar. As dietas foram preparadas de acordo com o Instituto de Nutrição, com a adição de 17% de savelha / 3% de óleo de milho (dieta com óleo de peixe) e 5% de óleo de milho apenas (dieta com óleo de milho). A dieta de óleo de milho continha 60% de ômega-6-ácido linoleico, ao passo que a dieta de óleo de peixe possuia níveis elevados (24,6%) de ômega-3 (EPA e DHA). Esse resultado demonstra a efetividade da suplementação com ômega 3 na modulação óssea 46. Hasturk e colaboradores 3, em um trabalho inovador sobre uso de mediadores lipídicos provou que aplicação tópica de Resolvina E1 em coelhos com periodontite, conferiu proteção contra a inflamação induzida e perda óssea

22 21 associada à doença. Durante seis semanas de tratamento, aplicação tópica de 4 microgramas de resolvina E1, três vezes por semana resultou na restauração da saúde. Os animais foram divididos em grupos, que receberam terapia com resolvina, outro com veiculo somente, um tratado com doses de leucotrieno (LTB4), e outro com prostaglandina (PGE2). Os resultados do baseline foram obtidos e comparados com os resultados desses grupos em relação à profundidade de bolsa, defeito intraósseo em dois sítios dos dentes selecionados (induzidos à periodontite com um fio de seda ao redor do dente contendo a bactéria P. gingivalis), além de avaliar a mobilidade dentária. Num estudo experimental de Herrera e colaboradores 47, culturas primárias derivadas de medula óssea de ratos foram tratados com RvE1 e analisadas para a diferenciação osteoclástica, para a sobrevivência das células e para o substrato de reabsorção óssea. Os resultados mostraram o crescimento de osteoclastos e formação de depressões de reabsorção óssea significativamente diminuídas na presença de RvE1, concluindo que as ações preservadoras do osso da RvE1 são, além de resolução da inflamação, uma ação direta na remodelação óssea 47. Bendy et al. 48, testaram a hipótese de que a suplementação dietética com óleo de peixe rico em Ômega 3 ácidos graxos poli-insaturados, (ácido docosahexaenóico) reduziria a perda óssea alveolar em ratos inoculados com periodontopatógenos. Ratos adultos foram alimentados com dietas experimentais contendo ou 10 % de óleo de atum ou óleo de Sunola por 57 dias. Depois de 14 dias, 35 camundongos em cada dieta foram inoculados oralmente com Porphyromonas gingivalis, com uma mistura de P. gingivalis e Fusobacterium nucleatum, com carboximetilcelulose ou permaneceram sem tratamento. Os ratos foram mortos, e as biópsias de tecidos moles da cavidade oral de ratos tratados foram usadas para determinar as concentrações de ácidos gordos poli-insaturados. Os níveis de ácidos graxos poli-insaturados Ômega 3 foram significativamente maiores nos tecidos de ratos alimentados com óleo de peixe em comparação com o grupo controle. Ratos alimentados com óleo de peixe e inoculados com P. gingivalis ou com a combinação de F. nucleatum e P. gingivalis exibiram 72 % e 54 % de perda óssea alveolar inferior respectivamente, comparado com o grupo controle. A perda de osso alveolar foi inversamente relacionada com os níveis de ácidos graxos poli-insaturados

23 22 nos tecidos. Em conclusão, a suplementação de óleo de peixe na dieta pode ter benefícios potenciais como um agente modulador de hospedeiro, na prevenção e / ou coadjuvante no tratamento da periodontite Ômega 3, Ômega 6, Resolvinas e Periodontite- Estudos em humanos Existem evidências para os efeitos benéficos dos ácidos graxos ômega 3 nas doenças inflamatórias crônicas. Pelo fato do ômega 3 antagonizar a produção de mediadores eicosanoides inflamatórios a partir do ácido araquidônico, sua ação potencial é desejável nas doenças inflamatórias crônicas 27. Um dos possíveis mecanismos pelos quais o ômega 3 exercem sua proteção contra a perda óssea é a diminuição da osteoclastogênese 49. Entretanto, os mecanismos precisos dos efeitos benéficos dos ácidos poliinsaturados ainda não são bastante claros 50. Em humanos os estudos relacionados aos ácidos graxos poli-insaturados e perda óssea, como o de Kruger e colaboradores 51 mostraram diminuição da degradação óssea e aumento da densidade mineral 51, e Heaney 52 observou aumento da absorção de cálcio e aumento dos marcadores da formação óssea 52. Em um estudo realizado por Requirand et al. 10, a análise dos níveis séricos de ácidos graxos poli-insaturados e uma relação com possível alteração no nível de ácido araquidônico em pacientes que sofriam de perda óssea periodontal revelou que o grupo experimental (que continham perdas ósseas) possuía níveis mais altos de ômega 6 do que o grupo controle (por exemplo no total de ácidos graxos no soro, a somatória para as séries n-6 eram de 7,24 ± 0,51 para o grupo controle e 8,04 ± 0,35 no grupo experimental; p=0,02) e considerando que o reverso foi observado em pacientes com níveis mais altos de ômega 3 (grupo controle com a somatória para as séries n-3 com valor de 2,54 ± 0,41 para grupo controle e 2,04 ± 0,17 para o experimental, p=0,01). Sua conclusão é de que os pacientes com perda óssea possuíam um desequilíbrio entre ômega 3 e Rosenstein e colaboradores 11 em um ensaio clínico randomizado examinaram os potenciais efeitos anti-inflamatórios da suplementação de ácidos graxos poli-insaturados, através da administração de óleo de peixe

24 23 como fonte de ômega 3 (ácido eicosapentaenoico), e o óleo de borragem como uma fonte de ômega 6,(o ácido gama-linolênico), em adultos com periodontite. Trinta sujeitos receberam ou 3000mg diariamente de óleo de peixe, ou 3000mg de óleo de borragem diariamente, ou 1500mg de óleo de peixe e 1500mg de óleo de borragem por dia, ou placebo. O índice gengival modificado, o índice de placa, a profundidade de sondagem periodontal e os níveis de β- glucuronidase no fluido gengival foram medidos no início do estudo e após 12 semanas de tratamento. Melhora da inflamação gengival foi observada em indivíduos tratados com óleo de borragem, com uma tendência aparente em indivíduos tratados com óleo de peixe ou a combinação dos óleos de peixe e borragem. Não houve melhora estatisticamente significativa no PI, embora a tendência foi evidente naqueles que receberam óleo de borragem. Melhoria na profundidade de sondagem foi vista nos indivíduos tratados apenas com óleo de peixe ou óleo de borragem separadamente, mas a significância estatística só foi visto pela comparação do óleo de borragem e placebo. Nenhuma mudança foi observada no fluido gengival nos níveis de β- glucuronidase 11. Esse estudo contraria os demais estudos porque demonstrou que em adultos com periodontite a melhora da inflamação gengival foi observada em indivíduos tratados com óleo de borragem (ômega 6) 11. Hamazaki e colaboradores 12 testaram a hipótese que o óleo de peixe previne a perda dentária principalmente através do seu efeito anti-inflamatório. Para isso recrutaram 250 homens e 95 mulheres, e colheram suas amostras sanguíneas. Através da cromatografia a gás analisaram as células vermelhas do sangue. Todos os sujeitos foram submetidos a questionários de saúde. Foi também mensurado o índice de massa corporal. As concentrações de EPA, DHA, AA e Ácido linoleico na fração total de fosfolipídios de células vermelhas foram: (1.7, ), (6.9, ), (10.8, ) e (9.7, ), respectivamente. O EPA foi significantemente associado com dentes que permaneceram na boca. Mais de 1 % de EPA nos tecidos foi associado com retenção de aproximadamente um dente. Não houve associação significativa entre os níveis de AA ou ácido linoleico, e dentes que permaneceram após ajuste para idade e sexo ou após ambos ajustes. El-Sharkawy et al. 13, com o objetivo de testar uma nova estratégia para o tratamento da doença periodontal crônica, utilizou suplementação dietética com

25 24 ômega 3 associado a baixas doses de aspirina, administrado a um grupo experimental formado por 40 sujeitos. Foi realizado o tratamento de raspagem e alisamento radicular, além do uso de suplementação com 900mg de EPA e DHA e 812mg de aspirina. O grupo experimental apresentou resultados significantes em relação ao grupo controle, tratados apenas com terapia periodontal tradicional. Houve redução de profundidade de bolsa (antes do tratamento o grupo controle apresentava 4,4 mm ± 0,7 mm de profundidade de bolsa, após três meses 3,1 mm ± 0,8 mm, e após seis meses 3,0 mm ± 1,0 mm, enquanto o experimental 4,2mm ± 0,9mm, 2,4 mm ± 0,1mm, 2,2 mm ± 0,8mm respectivamente) e significante aumento de nível de inserção após 3 e 6 meses (o grupo controle possuía valores de baseline de 4.7 mm ±1.0 mm, após três meses de 3.5 mm ± 1.2 mm, e seis meses após 3.4 mm ± 1.3 mm, enquanto o experimental possuía 4.5mm ± 1.0 mm, 2.6 mm ± 0.9 mm, e 2,5 mm ± 1,1 mm respectivamente) 13. No trabalho de Naqvi et al. 14, realizado de 1999 a 2004, com adultos americanos maiores que 20 anos, foi demonstrada a associação entre periodontite e níveis de ácidos graxos ômega 3, DHA,EPA e ácido linoleico e concluiu-se que quantias maiores de DHA, e menores de EPA foram associadas com menores prevalências de periodontites. A ingestão dietética mediana de ácidos graxos poli-insaturados entre os indivíduos foram 1,274 g / dia (intervalo interquartil 0,77 a 1,98) para o ácido linolênico, 0,003 g / dia (intervalo interquartil 0,00 a 0,01) para EPA e 0,020 g / dia (faixa de interquartil de 0,00 a 0,06) para DHA. Ramirez-Tortosa et al. 53, fazendo uma análise sanguínea de um grupo experimental com periodontite, e um grupo controle sem a doença, objetivou estudar uma possível correlação com a periodontite e as doenças cardiovasculares. Seus resultados mostraram níveis mais altos de AA em pacientes com periodontite do que no grupo controle, e para os valores de EPA e DHA não houve diferença significante entre grupos Periimplantite O uso dos implantes dentais tem revolucionado o tratamento de pacientes totalmente e parcialmente desdentados. Enquanto que em muitos

26 25 casos os implantes dentais tem sido reportados por alcançar o sucesso em longo prazo, eles não estão imunes às complicações associadas, como plano de tratamento impróprio, execução cirúrgica e protéticas inadequadas, falha de materiais, e manutenção indevida 54. A periimplantite é uma doença caracterizada por um processo inflamatório que envolve a mucosa bem como o osso ao redor do implante e pode levar a uma avançada perda do tecido de suporte afetando o sítio do implante. Um dos fatores de risco para o desenvolvimento da periimplantite é o paciente possuir um histórico de periodontite 55. A progressiva perda óssea marginal induzida por placa observada em radiografias associadas a sinais clínicos de infecção dos tecidos moles periimplantares é a característica marcante 56. As falhas dos implantes podem ser classificadas como precoces ou tardias. Falhas precoces ocorrem durante a fase de cicatrização (antes da osseointegração) e tardias, surgem após a carga funcional, depois da instalação de próteses.os fracassos iniciais estão associados com uma série de fatores relacionados ao paciente como o tabagismo, a qualidade óssea, e doenças sistêmicas. Falhas tardias (ou seja, periimplantite e mucosite periimplantar) são doenças inflamatórias levando à destruição de tecidos de suporte em volta dos implantes após osseointegração. Fatores associados ao insucesso final de implantes não são menos bem compreendidos e relatados como sendo o resultado do desafio bacteriano entre um desequilíbrio e resposta do hospedeiro 57. A periimplantite, assim como a periodontite ocorre primeiramente como resultado de uma grande quantidade bacteriana e subsequentemente como resposta imune do hospedeiro. Foi demonstrado que os implantes são rapidamente colonizados por patógenos periodontais em pacientes parcialmente dentados que abrigavam lesões periodontais de processos inflamatórios anteriores a colocação do implante, sugerindo que a bolsa periodontal pode atuar como reservatório para a colonização microbiana de implantes inseridos e também dentes 58. Alguns estudos abordam a associação entre condições periodontais e periimplantares. A perda óssea longitudinal ao redor dos implantes foi correlacionada com a experiência anterior de redução do suporte ósseo

27 26 periodontal o que pode aumentar tanto as taxas de falhas dos implantes quanto as taxas de perda óssea marginal.observações relativas a tal associação, evidenciaram que quanto maior for a profundidade de sondagem da boca toda nos dentes naturais e maior a perda de inserção, maior será a perda de inserção esperada em torno dos implantes em pacientes susceptíveis. Em indivíduos com uma história de periodontite, a incidência de periimplantite foi de quatro a cinco vezes maior do que em indivíduos sem história de periodontite 59. Diferentes estratégias de tratamento para a periimplantite vem sendo sugeridas,entretanto, não é claro qual terapia realmente é a mais efetiva 54. Até o momento, as estratégias terapêuticas para a doença periimplantar tem unicamente focado na etiologia bacteriana ao em vez da interrupção da patogênese Ômega 3, Resolvinas e Periimplantite Existem pouquíssimos estudos na literatura para responder a questão se lesões de periodontite e periimplantite tem características comuns.pelo número de estudos limitados, avaliação das evidências sugerem que as lesões não são substancialmente diferentes, mas sabe-se se alguma coisa, que a doença periimplantar é mais inflamatória em natura com um largo percentual de neutrófilos e macrófagos.as observações sugerem que a abordagem de modulação do hospedeiro que são sucesso na periodontite serão aplicadas a periimplantite 60. Drogas em desenvolvimento, tais como os agonistas da resolução são moléculas fisiológicas, não inibidores, que irão comprometer as defesas do hospedeiro. Além disso, os mesmos mediadores lipídicos que levam a resolução da inflamação, permitem maior remoção microbiana em superfícies de mucosas e melhoram a depuração bacteriana na infecção. O potencial para o tratamento da doença periimplantar, com um ou mais destes mediadores lipídicos especializados, necessita de investigação minuciosa 60. Em uma revisão da função dos mastócitos na inflamação oral, Zizzi et al. 61, sugerem que os inibidores da histamina são lógicas terapias moduladoras

28 27 para periimplantite. No entanto, com a possível exceção de suplementos de ácidos graxos na dieta associados com a aspirina, que nunca foram avaliados quanto a doença periimplantar, acredita-se que o tratamento está limitado a estratégias terapêuticas que visam o biofilme até que os novos compostos ou drogas que regulam o resposta inflamatória estejam disponíveis 61.

29 28 3 Material e Métodos Aspectos Éticos O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UERJ (protocolo 2714/2010). Os objetivos do estudo foram explicados e todos os participantes assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido. Todos os pacientes foram encaminhados para o Tratamento Odontológico. Seleção dos participantes Foram avaliados 10 indivíduos adultos ( 31 anos), independentemente da raça e sexo portadores de periodontite crônica e 10 indivíduos portadores de gengivite crônica, classificados de acordo com a Academia Americana de Periodontia (AAP, 1999). Os indivíduos com periodontite tinham que ter pelo menos 15 dentes e 4 sítios com perda de inserção 3mm associada à presença de bolsa periodontal 5mm em dentes diferentes. Os indivíduos com gengivite deveriam apresentar um mínimo de 20 dentes, sem histórico de perda dental por problemas periodontais, sendo que os dentes remanescentes não deveriam apresentar perda de inserção e defeitos ósseos interproximais. Critérios de Exclusão Não foram incluídos indivíduos que: (1) possuíam doenças sistêmicas; (2) que faziam uso prolongado de antibióticos, anti-histamínicos, cortisona, hormônios, nifedipina nos seis meses anteriores ao exame periodontal; (3) que fizeram uso de anti-inflamatórios nos 3 meses anteriores ao exame periodontal e (4) que foram submetidos ao tratamento periodontal há menos de 1 ano do início do estudo. Exame Periodontal O exame periodontal incluiu 1. Índice de placa visível; presença ou ausência de placa visível.

30 29 2. Índice de sangramento gengival: presença ou ausência de sangramento da margem gengival. 3. Profundidade de sondagem: distância entre a margem gengival e o fundo do sulco/bolsa. 4. Perda de inserção clínica: distância entre a junção amelo-cementária (JCE) e e o fundo do sulco/bolsa. 5. Recessão gengival: distância entre a junção amelo-cementária e a margem gengival. Todos os dentes presentes, com exceção dos terceiros molares, foram examinados. As mensurações foram realizadas em seis sítios por dente (distovestibular-dv, vestibular-v, mesio-vestibular-mv, disto-lingual-d, lingual-l e mesio-lingual-ml). Uma sonda periodontal milimetrada (PCP- UNC15, Hu- Friedy ) foi utilizada para realização de todas as medidas e os valores obtidos foram aproximados para o milímetro mais próximo. Coleta do Sangue A coleta do material sanguíneo foi realizada no período da manhã. Os pacientes estavam em jejum de 12 horas e foi coletado 20 ml de sangue para análise dos níveis de ácidos graxos poli-insaturados provenientes dos ômega-3 e ômega-6 (EPA, DHA, DPA e AA). Os exames foram realizados no laboratório Diagnósticos Laboratoriais Especializados (DLE), localizado na cidade do Rio de Janeiro, RJ. Análise dos ácidos graxos poli-insaturados provenientes dos ômega-3 e ômega-6: EPA, DHA, DPA e AA. Os ésteres metílicos dos ácidos graxos foram separados do plasma por gás-líquido de cromatografia gasosa. Após a separação, foram identificados e quantificados por comparação por vezes de retenção com ácidos graxos metil éster padrão (68 A, Nu Chek, Elysian MN, EUA).

31 30 Análise Estatística Os dados foram inseridos em uma Tabela do Excel (Microsoft). Os dados foram testados em relação a sua distribuição de normalidade. Foram utilizados os testes T de Student para a comparação das médias e o qui quadrado para comparação das variáveis categóricas. O nível de significância foi determinado em 5 % (p< 0.05). O programa SPSS 15.0 foi utilizado para a análise dos dados.

32 31 4 Resultados As características clínicas e periodontais dos participantes estão demonstradas na Tabela 1. A amostra mostrou-se similar em relação ao gênero, idade dos pacientes e raça (p<0,05). Nessa amostra, os indivíduos com periodontite tinham menos dentes e maior porcentagem de sítios com placa do que os indivíduos com gengivite. Em relação aos parâmetros periodontais, o grupo com periodontite apresentou médias significativamente mais altas de profundidade de bolsa e de perda de inserção. Tabela 1: Características clínicas e periodontais dos indivíduos com gengivite e periodontite Gengivite (n= 10) Periodontite (n= 10) p Idade 32,8 (±8,5) 42,5 (± 6,6) 0,052 Mulheres 8 8 0,90 Raça (brancos) 2 4 0,32 Nº Dentes 27 (±1) 24 (±3) 0,03 % Sítios SS 17,8 (±11,6) 17 (±17,9) 0,90 % Sítios c\ Placa 16,4 (±11,3) 67,7 (±21,4) <0,001 % Sitios PB < 3mm 98 (± 2,0) 63 (±14,4) <0,001 % Sitios PB 4-5mm 0 23 (±9,1) <0,001 % Sitios PB 6mm 0 14 (±10,7) 0,001 % Sitios NI 0-1mm 99 (±1,0) 54 (±15,0) <0,001 % Sitios NI 2-4mm 0 32 (±9,7) <0,001 % Sitios NI 5mm 0 14 (±15,0) <0,001 Os valores estão expressos em média e desvio padrão ou em porcentagem. O Teste T de Student foi utilizado para a comparação das médias e o teste qui-quadrado foi utilizado para comparar as variáveis categóricas. SS= sangramento à sondagem, PB= profundidade de bolsa, PI= perda de inserção.

33 32 Os níveis plasmáticos do acido araquidônico foram significativamente mais altos no grupo com periodontite quando comparado ao grupo com gengivite (p<0,01). Os valores dos outros ácidos graxos poli-insaturados provenientes do ômega-3 e ômega-6 foram similares entre os dois grupos. Os pacientes com periodontite apresentavam a proporção AA/DHA mais alta do que os pacientes com gengivite (p =0,06) (Tabela 2). Tabela 2: Níveis plasmáticos dos ácidos graxos poli-insaturados proveniente dos ômega-3 e ômega-6 (EPA, DHA, DPA e AA). Gengivite (n= 10) Periodontite (n= 10) EPA 42,9 (±29,8) 49,0 (± 13) 0,59 DHA 174,4 (±56,6) 236,5 (± 89,1) 0,10 DPA 36,4 (±15,1) 57,0 (±28,6) 0,10 AA 609,0 (±257,2) 1017,3 (±327,5) 0,01 AA/DHA 3,5 (±0,9) 4,40 (± 0,9) 0,06 AA/DPA 19,1 (± 12,0) 19,92 (± 6,7) 0,81 AA/EPA 22,3 (±15,9) 20,89 (±4,1) 0,79 p Os valores estão expressos em média e desvio padrão ou em porcentagem. O Teste T de Student foi utilizado para a comparação das médias. EPA= ácido eicosapentaenóico, DHA= ácido docosahexaenóico, DPA= ácido docosapentaenóico, AA= ácido araquidônico.

34 33 Gráfico 1: Distribuição dos indivíduos com periodontite e gengivite de acordo com a razão dos ácidos graxos poli-insaturados provenientes dos ômega-3 e ômega-6: EPA, DHA e AA gengivite periodontite 1 0 ate 10 entre acima 20 AA/EPA Gráfico 1A: Distribuição dos indivíduos em relação a razão AA/EPA até 10, entre 10 e 20 e acima de gengivite periodontite 1 0 ate 10 entre acima 20 AA/DPA Gráfico 1B: Distribuição dos indivíduos em relação a razão AA/DPA até 10, entre 10 e 20 e acima de 20.

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