Rejeição de Transplantes Doenças Auto-Imunes

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1 Rejeição de Transplantes Doenças Auto-Imunes

2 Mecanismos da rejeição de transplantes Envolve várias reações de hipersensibilidade, tanto humoral quanto celular Habilidade cirúrgica dominada para vários transplantes: fígado, rins, coração, medula óssea, pele, baço e glândulas endócrinas.

3 Mecanismos da rejeição de transplantes Antígenos responsáveis pela rejeição são aqueles do Sistema de Antígenos de Histocompatibilidade (sinonímia: HLA, MHC).

4 Rejeição de Transplantes: Reações mediadas pelas células T Como as células T causam a destruição do enxerto? Reconhecimento das moléculas HLA I e II, nas células dendríticas do doador, presença nessas células de moléculas co-estimuladoras (ex. B7-1)

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6 Rejeição de Transplantes: Reações mediadas pelas células B Rejeição Hiperaguda: anticorpos antidoador préformados presentes na circulação do receptor Receptores não-previamente sensibilizados: antígenos HLA I e II do doador pode induzir a formação de anticorpos antidoador. Alvo principal geralmente são os vasos. Ex. Vasculite de rejeição (rim).

7 Rejeição de Transplantes: Padrão Morfológico Rejeição hiperaguda: ocorre dentro de minutos ou horas após o transplante, tecido apresenta-se cianótico e flácido (necrose tecidual e vasculite por imnunecomplexos). Presença de um infiltrado de neutrófilos dentro das arteríolas, glomérulos e capilares peritubulares. Formação de trombos de fibrina-plaquetas

8 Rejeição de Transplantes: Padrão Morfológico Rejeição Aguda: pode ocorrer dentro de dias messes ou mesmo anos mais tarde, depois que a imunesupressão foi suspensa. Lesão vascular por imunecomplexos e infiltrado celular no interstício. Rejeição Crônica: fibrose vascular, causando isquemia vascular e perda glomerular. Presença, também de infiltrado intersticial de células mononucleares.

9 Doenças Auto-imunes Reação imune contra células normais do organismo (reação imune contra antígenos self), entretanto, há presença de auto-anticorpos no plasma de indivíduos sadios, principalmente em faixas etárias mais elevadas. Além disso, autoanticorpos também se formam após uma lesão tecidual e podem cumprir um papel fisiológico na remoção de produtos da degradação tecidual.

10 Doenças Auto-imunes Como, então, pode-se definir a auto-imunidade patológica? Pré-requisitos para uma patologia ser considerada auto-imune: 1. Presença de uma reação auto-imune 2. Evidências clínicas ou experimentais de que essa reação não é secundária a lesão tecidual, mas sim tem importância patogênica primária. 3. Ausência de outra causa bem definida de doença

11 Doenças Auto-imunes Apresentam amplo espectro, podendo ser localizadas, afetando um orgão ou tecido específico: Ex. Diabetes Mellitus No outro extremo do espectro podem ser sistêmicas, como o Lupus Eritematoso Sistêmico (LES), no qual uma variedade de auto-anticorpos dirigidos contra o DNA, plaquetas, hemácias e complexos proteínas-fosfolipídios resultam em lesões difusas em todo o corpo.

12 Tolerância Imunológica A tolerância imunológica é um estado no qual o indivíduo é incapaz de desenvolver uma resposta imune contra um determinado antígeno. A Autotolerância refere-se à ausência de responsividade aos antígenos do indivíduo e, obviamente, permite-nos viver em harmonia com nossas próprias células e tecidos. Tolerância Central e Periférica

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14 Lupus Eritematoso Sistêmico (LES) O LES é o protótipo clássico da doença multisistêmica de origem auto-imune, caracterizada por uma gama de auto-anticorpos, sobretudo anticorpos antinucleares (AAN). De início agudo ou insidioso, é uma doença crônica remitente e recidivante, com lesão febril caracterizada por lesão na pele, articulações, rim e membranas serosas. Apesar disso, praticamente todos os demais orgãos podem ser afetados.

15 Anticorpos anti-nucleares (imunofluorescência 100x)

16 Lupus Eritematoso Sistêmico (LES) À semelhança da maioria das doenças autoimunes, o LES é predominantemente uma doença feminina, com uma frequência de 1 em 700, entre mulheres na idade fértil e uma proporção entre os sexos feminno e masculino de 9:1 (proporção de 2:1 na infância ou após os 65 anos de idade). A apresentação clínica do LES é tão variável que a American Rheumatism Association desenvolveu critérios para o diagnóstico desse distúrbio.

17 Critérios para classificação do LES (rev. 1997)

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20 Eritema Malar (em forma de borboleta)

21 Endorcatite causada por Lupus

22 Dermatomiosite Sinonímia: Polimiosite (Quando as manifestações ocorrem somente nos músculos) Definição: Miopatia inflamtória autoimune, geralmente com envolvimento na pele. Etiologia: Desconhecida (provavelmente autoimune: presença de anticorpos antimioglobina e anti-nucleares no soro. Linfócitos T sensibilizados contra a musculatura esquelética).

23 Dermatomiosite Apresentação clínica e morfologia: mais comum em mulheres (30 a 50 anos) Músculo esquelético - Agudos: edema muscular agudo causando dor e sensação de peso. Crônicos: atrofia fibrosa da musculatura, causando fadiga e dor. Achados histológicos: necrose muscular, fagocitose de fragmentos musculares. Infiltrado inflamatório no espaço interstício muscular. Calcificações focais podem ocorrer.

24 Dermatomiosite Pele (geralmente do dorso do nariz e abaixo dos olhos): eritema e edema deixam a face sem expressão. Achados histológicos: infiltrado de CD8 ao redor dos vasos cutâneos, progredindo para fibrose com calcificação parcial.

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26 Dermatomiosite (Poliomiosite)

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