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1 mobile.brasileconomico.com.br SEGUNDA-FEIRA, 23 DE JULHO, 2012 ANO 4 N O 731 R$ 3,00 PUBLISHER RICARDO GALUPPO DIRETOR JOAQUIM CASTANHEIRA DIRETOR ADJUNTO OCTÁVIO COSTA Fé na política Igrejas evangélicas de todos os matizes tentam seduzir parlamentares para reforçar as bancadas religiosas. P3 Fé no bordão Sem recursos e sem tempo na TV, os candidatos nanicos, como Eymael, insistem e dão graça às eleições. P8 Divulgação Estados reagem e reclamam que vão pagar conta da renúncia fiscal Ao incentivar a indústria com a redução do IPI, do Imposto de Renda e da Contribuição sobre combustíveis, a União abre mão de arrecadar R$ 8 bilhões. Mas a perda terá impacto negativo sobre o Fundo de Participação que sustenta os estados. P10 Sergio Lima/Folhapress José Sergio Gabrielli, secretário na Bahia, ao BRASIL ECONÔMICO: O governo tem que encontrar meios que impactem menos os estados Profarma está perto de fechar nova aquisição Distribuidora de remédios negocia compra da ArpMed para entrar num mercado de R$ 400 mi. P19 Brasileiro prefere carros fabricados na vizinhança Participação de mercado das montadoras é maior nos estados onde têm linhas de produção. P18 Jovens investem em qualificação Mercado de trabalho está passando por mudança estrutural. Com aumento da renda, trabalhador estuda cada vez mais antes de procurar emprego. P12 Previdência cresce 20% nas empresas Produto é ferramenta na retenção de talentos; bancos enxergam espaço para vender mais planos, principalmente a pequenas e médias. P30 Paíssóprecisade meiadúzia departidos,dizlíderdopmdb Valdir Raupp, presidente da sigla, afirma que excesso de agremiações no Brasil impede a governabilidade, retarda a aprovação de reformas no Congresso e dificulta a formação de alianças nas eleições. P4 Operadoraslutam para reverter decisão da Anatel Tim, Oi e Claro tentam retomar venda de chips com a entrega de planos de investimentos à agência. P26 Descubra seu estilo de se exercitar Executivos têm várias opções de treinos para combinar com sua rotina de trabalho e ajudar a reduzir o estresse. P34 INDICADORES TAXAS DE CÂMBIO COMPRA VENDA Dólar comercial (R$/US$) Euro (R$/ ) 2,0210 2,4620 2,0230 2,4630 JUROS META EFETIVA Selic (ao ano) 8,00% 7,89% BOLSAS VAR. % ÍNDICES Bovespa São Paulo Dow Jones Nova York FTSE 100 Londres -2,08-0,93-1, , , ,77

2 2 Brasil Econômico Segunda-feira, 23 de julho, 2012 CARTAS Avanço OPINIÃO Com relação a reportagem Anatel proíbe vendas de novas linhas de Tim, Oi e Claro (publicada em 18/7/2012), gostaria que o rigor com que tratam as empresas da iniciativa privada, que investem no pais, empregam milhões, estão em constante inovação, e ainda são extorquidas na metade do seu faturamento pelo governo, também fosse estendido a ações dos governos federal, estadual e municipal que não oferecem um mínimo aceitável de serviços de saúde pública, segurança e transporte e têm uma arrecadação comparada aos países da Europa. A OAB, o Procon, o Ministério Público e a Justiça deveriam trabalhar para proibir a Receita Federal e Estadual de arrecadar até que o estado cumpra suas obrigações constitucionais e ainda trabalhar para acabar com essa farra tributária e a burocracia que são as verdadeiras causas do problema. Basta ver a dificuldade de aumentar as antenas das empresas. Bruno Moura Rio de Janeiro O recém-eleito presidente da CUT deu declarações sobre o processo do mensalão que precisam ser interpretadas sem deturpação. Ao citar o agendamento do julgamento dos acusados do mensalão ele alega que isto tem motivado manifestações de pessoas que usam o fato para tentar pressionar o STF a condena-los. Qualquer cidadão de bom senso por certo não concorda que culpados devam ser absolvidos. Mas não dá para transformar o julgamento numa ação política, como muitos advogam o que vai contra a orientação que se espera de uma Corte da importância do TST. Essa foi a posição do Wagner Freitas, esse o nome do presidente da entidade de trabalhadores e que precisa ser respeitada. Uriel Villas Boas Santos (SP) ERRATA Diferentemente do que consta na reportagem "Calote pressionará mais uma vez os resultados dos bancos" publicada em 19/7/2012, na página 30, Regina Longo Sanchez é analista do Itaú BBA e não da Votorantim Corretora. E o relatório da analista não atribui qualquer resultado a área de seguros. CONECTADO Ferramentas do mundo digital que facilitam seu dia a dia Dicionário Inglês- Português Este aplicativo é de grande ajuda naquela hora que você precisa entender ou falar inglês e não tem acesso à internet. Ele traduz palavras em inglês para o português e expressões em português para o inglês. Para tanto, depois de fazer o download do aplicativo, você precisa baixar um pacote complementar definindo se ele ficará no cartão ou na memória do celular. Gratuito Android Remindest Garibaldi Alves Filho Ministro da Previdência Com este aplicativo de lembretes você pode organizar suas atividades com facilidade. Os compromissos e dados podem ser guardados em pequenas notas que posteriormente podem ser acessadas pelo seu navegador permitindo a consulta em qualquer lugar que esteja. Também é possível estabelecer um horário para que um dos lembretes funcione como um alarme. Gratuito Android A previsão para o déficit da Previdência Social em 2012 caiu R$ 3 bilhões, para R$ 36,5 bilhões. A redução se deve à previsão de aumento da massasalarialdostrabalhadoresdosetor privado. Retrocesso José Mariano Beltrame Secretário de Segurança do Rio de Janeiro O secretário minimizou o resultado de pesquisas recentes, como a que apontou que 59% dos policiais das Unidades de Polícia Pacificadora se consideram despreparados para o trabalho. Barcode Scanner Com esse aplicativo e a câmara digital de seu computador é possível identificar rapidamente as informações contidas tanto em um QR Code como também em um código de barras tradicional. Dessa forma, é possível rastrear dados dos mais diversos produtos. O recurso também facilita a procura de aplicativos no Android Market. Gratuito Android Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr Fabio Gonçalves/Ag. O Dia Julio Gomes de Almeida Professor da Unicamp e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda Crise externa e interna Algumas interpretações da situação econômica brasileira relevam o determinante externo para explicar uma paralisação do crescimento que já se estende por três trimestres. O argumento é que o benefício trazido pelas commodities perdeu força e está refluindo em função do agravamento da crise mundial, o que para uma economia dependente desses produtos significa menor crescimento. Que o recente boom de commodities favoreceu o crescimento do país, não há dúvida, mas daí concluir que o Brasil apresenta o mesmo grau de dependência que outras economias têm dos bens primários vai uma grande diferença. A valorização dos produtos agrícolas e minerais ocorrida desde 2003 concedeu à economia brasileira maiores graus de liberdade para crescer, por ampliar o financiamento de seu setor externo. Nesse sentido, foi crucial para acomodar o gigantesco déficit do comércio exterior de bens industriais que foi se avolumando nos últimos anos. Concorreu também para uma rápida acumulação de reservas internacionais, o que permitiu ao país resistir à crise mundial de 2008 e à fuga de capitais que se seguiu. Mas, no Brasil, a economia de commodities não tem o mesmo poder de difusão de seu dinamismo para o resto da economia que tem em outros países especializados em bens primários. Salvo para algumas economias regionais, não vem daí a alternância de etapas do ciclo econômico e nem a geração de empregos ou a arrecadação tributária brasileira estão particularmente articuladas com a economia primário-exportadora. Em suma, não sendo em si o motor da expansão recente da economia brasileira, o boom de commodities concorreu de forma decisiva para que o ciclo doméstico de uma economia complexa e diversificada voltasse a se manifestar plenamente. A piora no cenário internacional coincide com mudança de ciclo interno, e isso torna mais difícil executar políticas compensatórias E a atual etapa do ciclo não é das mais favoráveis porque no momento refluem os dois mais dinâmicos definidores da última expansão: o consumo de bens duráveis e o investimento. No primeiro caso, após a excepcional retomada propiciada pela redistribuição da renda e potencializada pela evolução do crédito, o consumo de duráveis entrou em retração em 2012 em parte porque os bancos temem uma onda de inadimplência das famílias e por isso frearam concessão de novos créditos esperando digerir o acúmulo de dívidas formadas anteriormente. A isto se associa uma forte reversão das decisões de investir iniciada já em 2011 e motivada por fatores próprios (como o deslocamento da produção da indústria local pela importação, o que deprime o investimento industrial) e por causas externas (a piora do quadro mundial, o que deteriora a confiança dos empresários). Queiramos ou não, o fato é que ao contrário de 2008/2009, agora a piora no cenário internacional coincide com uma mudança da fase do ciclo interno. Isto torna mais difícil executar políticas compensatórias porque, diante da restrição do crédito corrente e de expectativas pouco favoráveis por parte de consumidores e empresários, perdem eficácia ou custam mais a fazer efeitos as ações anteriormente executadas com grande e imediato êxito, a exemplo da redução de impostos para bens duráveis e da ampliação do crédito oficial para investimento. NESTA EDIÇÃO Incubadora vai desenvolver indústria criativa A prefeitura de Porto Alegre e a ESPM-Sul firmam parceria para criar a primeira incubadora de empresas da indústria criativa a ser instalada na região. P14 Texto alinhado à sfdfesquerda, sem hifenização, Cartas para a Redação: Avenida das Nações Unidas, , 8º andar, CEP , Brooklin, São Paulo (SP). falso, alinhado esquerda, sinha o à esquerda, texto alinhado à esquerda, sem hifenização, texto As mensagens devem conter nome completo, endereço, telefone e assinatura. falso, alinhado esquerdafhlação. PXX Em razão de espaço ou clareza, BRASIL ECONÔMICO reserva-se o direito de editar as cartas recebidas. Mais cartas em Dell quer garantir US$ 5 bi em software Atualmente as vendas de software somam US$ 1,2 bilhão de um total de US$ 60 bilhões da receita total da companhia. Com a expansão, a expectativa é garantir US$ 1,5 bi em lucro com os programas. P25

3 Segunda-feira, 23 de julho, 2012 Brasil Econômico 3 MOSAICO POLÍTICO José Aníbal Economista e secretário estadual de Energia de São Paulo PEDRO VENCESLAU Chapéu alheio A necessidade de reduzir os custos da energia no Brasil é consenso nos diferentes níveis de governo, na sociedade civil e no setor produtivo. De fato, a abundância e a variedade de nossas opções energéticas fazem dos custos da eletricidade injustificáveis. Após anos de discussões abstratas, a presidente Dilma Rousseff tem dado sinais efetivos de que há vontade política para enfrentar este gargalo. O momento não poderia ser mais oportuno: a perda progressiva de competitividade da indústria nacional coincide com o ápice de uma longa trajetória de expansão da receita tributária da União. Este cenário faz da insinuação de que os tributos estaduais são os grandes vilões da tarifa de energia um exercício de má fé - e não apenas pela margem fiscal do governo federal ou pela concentração de receitas própria de nosso pacto federativo, mas pela conta na ponta do lápis. Exatos 52% da tarifa residencial no estado de São Paulo dizem respeito ao produto eletricidade em si 26% cabem à compra de energia das unidades geradoras, 20% se referem aos custos de distribuição e 6% dizem respeito à transmissão. Os outros 48% embutidos na conta de luz que o cidadão paga são formados por impostos e encargos setoriais. O Fórum Nacional dos Secretários de Estado de Energia pode intermediar uma força-tarefa pela redução do custo da energia São Paulo tem o menor ICMS para energia do Brasil. A maioria das unidades consumidoras residenciais do estado consome até 200 KWh por mês. Para os que consomem até 90 KWh, o ICMS é zero. Para quem consome de 90 KWh a 200 KWh, o ICMS corresponde a 12% da conta. Mesmo para os setores comercial ou industrial, que consomem mais energia, o ICMS não ultrapassa 18%. Os encargos setoriais, somados aos impostos federais, são responsáveis por 22,7% da conta de luz no estado. Quase 9% da tarifa de energia vão para encargos setoriais como a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), a Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos (CFURH), a Taxa de Fiscalização dos Serviços de Energia Elétrica (TFSEE) e a Reserva Global de Reversão (RGR), entre outros, cujo benefício é modestamente percebido pelo cidadão. No total, são 11 os encargos setoriais embutidos na conta paga pelo consumidor. Já os impostos federais, como a Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL), o PIS/Pasep, a Cofins e o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ), respondem por 13,9% da energia paga pelos consumidores do maior centro de carga do país. Em suma, não é correto sugerir que só os estados são responsáveis pelo preço que se paga pela energia. Sem especificar as próprias contrapartidas neste esforço conjunto, muitos têm se aproveitado da importância e da urgência do tema para fazer cortesias com o chapéu alheio. O Fórum Nacional dos Secretários de Estado para Assuntos de Energia (FNSE) poderia ser um interlocutor precioso nesta força-tarefa nacional pela redução do custo da energia. Mesmo reunindo realidades diversas e governos multipartidários, há um consenso de que a responsabilidade é coletiva. Ninguém nega o seu papel e todos estão dispostos a colaborar. O que falta é diálogo. Leilão para levar consumidores às lojas Dez shoppings Sonae Sierra vão promover a Batalha Verde. Nos blogs dos shoppings os consumidores votam em roupas que mais gostam, estas serão ofertadas com descontos de até 70%. P29 Qualificação de deficientes O presidente da Associação Comercial de São Paulo, Rogério Amato, destaca a importância de aproveitar o crescimento econômico e preparar os deficientes físicos para a nova demanda. P39 Não esqueça de agradecer a Deus pela perfeição do planeta. O décimo mandamento da nova sigla do tabuleiro político, o PEN (Partido Ecológico Nacional), não deixa dúvida que sua orientação é mais religiosa do que ambiental. A entrada em cena da agremiação jogou luz sobre um movimento que preocupa cardeais do Congresso. Inspiradas no PEN, que é ligado à Assembleia de Deus, e estimuladas pela jurisprudência aberta pelo PSD de Kassab, igrejas evangélicas estão assediando parlamentares com a promessa de agregar os votos do púlpito ao ativo das urnas. Agora que a fidelidade partidária foi flexibilizada, as grandes igrejas querem uma bancada para si. Elas estão buscando deputados em outros partidos, disse à coluna um parlamentar do primeiro escalão. A ideia de aderir à uma bancada religiosa é tentadora porque as igrejas contam com forte estrutura de organização. À maior prova é a Marcha Para Jesus, que reuniu 1,2 milhão de pessoas no último dia 14. Empresários relutam em financiar campanhas Não está fácil arrecadar dinheiro para as campanhas. Candidatos reclamam que os empresários fecharam o bolso com medo da repercussão do julgamento do mensalão. Apesar disso, as previsões de arrecadação do PT e PSDB são maiores agora do que eram em CURTAS Agora que os chefes entraram de férias, os assessores fazem as contas. O plenário do Senado se reuniu 55 vezes durante o ano de Os senadores apreciaram 144 proposições. Eles devem estar exaustos... A indústria química Basf está reforçando ainda mais os laços com o setor de agricultura. Nos próximos meses, a empresa alemã levará grupos de produtores para assistir os bastidores da preparação do desfile da Vila Isabel, que homenageará o agronegócio brasileiro no enredo de O presidente estadual do PTB, Campos Machado, será o presidente do conselho político da campanha de Celso Russomanno (PRB). Ele vai ajudar nas articulações e fortalecer a periferia. José Serra Lembrando momentos da campanha de 2006, quando enfrentou Aloizio Mercadante Lula terá muito trabalho na eleição de Campinas A primeira pesquisa do instituto Ibope sobre intenção de votos para a Prefeitura de Campinas significa uma derrota pessoal para Lula. Ungido diretamente pelo ex-presidente, o intelectual Márcio Pochmann (PT) apareceu com apenas 1%. Isso significa mais trabalho à vista. Fabio Braga/Folhapress O neo tuiteiro prefeiturável Fernando Haddad pretendia usar a marca FH13 na rede de microblog. Sabiamente, acabou optando apenas por H13. Dado curioso. Ninguém mais falou sobre a criação do Ministério da Micro e Pequena Empresa. O assunto simplesmente sumiu da pauta do Congresso Nacional e do governo. E não deve voltar no segundo semestre. Luiza Trajano, a mais cotada, nem fala mais nisso. Fernando Donasci/Folhapress Evangélicos assediam Congresso Nacional PRONTO, FALEI Eu, pessoalmente, sofri pancadaria Para o próximo semestre, um tema que deve entrar na pauta com urgência é a votação do relatório final produzido pela CPI do Ecad. O documento propõe o indiciamento de 15 pessoas. Érica Polo Colaborou

4 4 Brasil Econômico Segunda-feira, 23 de julho, 2012 IDEIAS EM DESTAQUE ENTREVISTA VALDIR RAUPP Presidente do PMDB Com tantos partidos, é impossível governar, fazer reformas e montar alianças Para o presidente nacional do PMDB, o Brasil não precisa mais que meia dúzia de partidos. A quantidade atual torna a situação insustentável, e a solução para resolver o problema, em sua opinião, é a fusão de legendas Quando Michel Temer subiu a rampa do Palácio do Planalto ao lado de Dilma Rousseff, em 2011, o mundo da política passou a especular intensamente quem assumiria o comando do mais poderoso partido brasileiro, o PMDB. A condição de número 2 no organograma da República não era compatível com o cargo de presidente nacional da sigla. O escolhido para assumir o posto foi o senador Valdir Raupp, um político de 56 anos, discreto e que apresenta predicados muito parecidos com o de Temer. Embora não seja carismático, ele é um exímio articulador de bastidores. Um ano e meio depois de assumir a nau peemedebista, Raupp conversa diariamente com o vice-presidente da República. Juntos, ele desenharam um mapa virtual de palanques e alianças em todo o país para as eleições municipais de Depois disso, coube ao senador a tarefa de viajar por todas as capitais e cidades com mais de 200 mil habitantes, para concretizar a estratégia. Embora o mandato de Raupp à frente do partido termine em 2013, pouca gente duvida que ele será reconduzido ao cargo. Isso não acontecerá se Dilma não reeditar a dobradinha com Temer, um cenário cada vez mais remoto. Com a decisão do PSB, do governador Eduardo Campos, de explodir pontes com o PT em praças importantes, como Recife e Belo Horizonte, o PMDB ganhou ainda mais prestígio junto ao Palácio do Planalto. Depois do recesso, o partido sairá fortalecido devido à decisão de Dilma de reduzir e melhorar a qualidade de sua base aliada. Casado com a deputada federal Marinha Raupp e pai de dois filhos jovens uma arquiteta e um estudante universitário, Valdir Raupp foi jogador de futebol em seu estado, Rondonia, antes de entrar na política. A carreira começou em 1982, quando elegeuse vereador da pequena Cacoal. Em 1995, já era governador do estado. Nessa entrevista exclusiva ao Brasil Econômico, que integra uma série com os presidentes dos principais partidos do país, Raupp fala abertamente sobre os planos de fundir o PMDB com outras siglas pequenas, médias e grandes. Para ele, não são necessários mais do que seis partidos em uma democracia. Na escalada que a coisa está indo, vamos chegar aos 50 partidos em pouco tempo, reclama. O senador prefere ainda não revelar quais são as siglas que estão negociando com o PMDB, mas garante que não são poucas. Ainda que evite criticar o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que investiu boa parte de sua agenda nos últimos tempos na criação de um novo partido, o PSD, Raupp diz que esse movimento foi o responsável por abrir a porteira. Antes de consolidar qualquer movimento, porém, a missão do senador é manter o PMDB como o partido mais capilarizado do Brasil. Ou seja: o que tem o maior número de prefeitos e vereadores. E justamente aí a reside a força da sigla de Ulysses Guimarães: nos grotões. Entre os 30 partidos brasileiros, muitos têm um dono. O PMDB, não. Somos um colegiado de diretórios estaduais e municipais. Por isso, o PMDB lança, a cada nova eleição, o maior número de candidatos. O curioso é que a segunda potência é justamente o PT de Dilma. Pedro Venceslau O sr. tem defendido a fusão do PMDB com outros partidos. Isso vale a pena para as siglas pequenas e médias, que dependem do Fundo Partidário e do tempo de propaganda na TV para sobreviver? Não vou revelar os nomes, mas nós já conversamos com muitos partidos médios e grandes. Há vontade de seguir esse caminho. Alguns pequenos também me pediram para entrar nessa conversa. Recentemente, o presidente de um partido pequeno de São Paulo me procurou. Existe interesse e espaço para conversarmos. Acha que existem partidos demais no Brasil? Sem dúvida. É um exagero. Isso está ficando insustentável. Por quê? Só Deus sabe como é difícil conseguir aliança com alguns partidos e o que vem por trás. Na escalada que a coisa está indo, vamos chegar aos 50 partidos em pouco tempo. Aí vai ser aquele negócio de partido com pasta embaixo do braço, formado por executiva provisória nacional, estadual e municipal. Cada eleição é uma negociação intensa. Já passei muito por isso. Fui candidato oito vezes. Sei o que é negociar com dez, 15 e até 20 partidos. Como o excesso de partidos prejudica a governabilidade? Você não consegue aprovar mais nenhuma reforma no Congresso. A coisa mais difícil do mundo é aprovar uma proposta ampla com 22 bancadas. Cada um cuida dos seus interesses e puxa para um lado ou para outro. A reforma política, por exemplo, a gente não consegue mais aprovar. Depois de tanto debate, vai acabar assim... Para a maioria dos partidos, está bom demais do jeito que está. Por que mudar a regra do jogo? Posso concluir então que o excesso de partidos no Brasil é Só Deus sabe como é difícil conseguir aliança com alguns partidos e o que vem por trás. Cada eleição é uma negociação intensa. Já passei muito por isso. Fui candidato oito vezes. Sei o que é negociar com 10, 15 e até 20 partidos o responsável por impedir as reformas estruturais, como a tributária, por exemplo? A reforma tributária nem tanto, porque ela depende muito dos governadores e dos estados. Mas não acho que o Brasil precise só de dois partidos, como nos Estados Unidos. Mas meia dúzia podem abrigar todas as correntes ideológicas que existem. A criação do PSD, do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, abriu a porteira da criação de novas siglas? Sim, o PSD abriu a porteira. Ele despertou muito interesse na criação de novos partidos que tentam pegar um deputado aqui e outro acolá. Depois, buscam Fundo Partidário e tempo de televisão. É a história que a gente já conhece. Todo mundo quer criar partido. Acha que existe partido demais para ideologia de menos no tabuleiro político brasileiro? A verdade é que a ideologia está indo para o espaço. E o PMDB, tem qual ideologia? O PMDB é um partido de vanguarda que sempre lutou pelo direito das pessoas, pela redemocratização, liberdade de expressão e de imprensa. É um partido que tem identidade e raízes profundas na história da política brasileira. Uma crítica recorrente ao PMDB é que ele é um partido de caciques: José Sarney no Maranhão,Geddel Vieira Lima na Bahia, Roberto Requião no Paraná... Isso não é ruim porque demonstra que o PMDB não tem dono, como outros partidos que têm. Aliás, entre os 30 partidos brasileiros, muitos têm um dono. O PMDB, não. Somos um colegiado de diretórios estaduais e municipais. Por isso, o PMDB lança, a cada nova eleição, o maior número de candidatos. Damos liberdade para os diretórios trabalharem. Já em outros é o presidente nacional quem define tudo. Agora que o PSB do governador Eduardo Campos rompeu com o PT em Belo Horizonte e no Recife, é natural que o PMDB se aproxime mais do Palácio do Planalto?

5 Segunda-feira, 23 de julho, 2012 Brasil Econômico 5 Elza Fiuza/Abr ValdirRaupp: O PSDabriu aporteira. Ele despertoumuito interessenacriaçãode partidosque tentampegar umdeputadoaqui eoutroacolá Orestes Quércia, em Isso não é ruim para o partido? Ou a ideia é mesmo ser um partido de bastidores? Faltou ao PMDB preparar uma liderança nacional. O PT preparou o Lula durante 20 anos, o PDT preparou o Brizola, o PS- DB, o Fernando Henrique Cardoso e, de lá para cá, o José Serra e o Aécio Neves. Nós agora temos o Michel Temer, que possui uma projeção muito importante. Ele é uma liderança forte e um quadro muito preparado. Temos também o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes, uma liderança nova. Tem o deputado Gabriel Chalita, um líder emergente dentro do partido. Ele é um nome leve e com chance de ir ao segundo turno em São Paulo. E pode ganhar a eleição. Temos que trabalhar nossos nomes de destaque para ter uma candidatura própria à presidência da república em O sr. foi acusado de prática de crime contra o sistema financeiro quando ocupava o cargo de governador de Rondônia. Esse episódio está superado? Já disputei oito eleições, sendo cinco majoritárias. Sempre cito o Mário Covas. Ele, que era uma das nossas maiores lideranças políticas, tinha 54 processos. O Fernando Henrique também terminou com cento e tantos. Quem fica na política 30 anos, como eu, não tem como escapar desse tipo coisa. Mas não temo nenhum dos processos. As denúncias são todas sem fundamentos nem provas. Eu creio que sim. O PMDB já tem o vice-presidente da República. A tendência é o partido eleger os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado. O ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff sabem que podem contar conosco. O PMDB tem dado demonstrações no Congresso Nacional de ser um parceiro leal. Ajudamos a ganhar a eleição e estamos ajudando a governar. Comunga da tese de que é melhor ter uma base aliada menor e coesa do que enorme e dispersa? Concordo plenamente com isso. É melhor ter uma base menor e segura. Não adianta ter uma base muito grande e não ter segurança. Mas também não pode ser muito pequena como a que tivemos no Senado no governo Lula. Era uma base muito estreita. Qualquer diferença de cinco ou seis votos já desequilibrava. É bom ter uma certa folga para não ter susto. Qual o nível de lealdade à presidente Dilma Rousseff da base aliada no Congresso Nacional? A presidente Dilma está tendo um governo com a base mais folgada no Congresso desde os tempos da ditadura. Em 2014, a aliança PT - PMDB vai se repetir ou vocês pretendem lançar um candidato próprio ao Palácio do Planalto? A reedição da aliança em 2014 é uma possibilidade muito forte. Nessa eleição (para prefeitos) essa tendência se consolidará ainda mais. Como as eleições municipais reforçarão essa aliança? Porque está havendo um alinhamento grande do PT com o PMDB nas cidades. Um bom exemplo é a aliança que fizemos em Belo Horizonte. Por falar em Minas Gerais. O apoio do PMDB ao PT passou por alguma negociação de mais espaço no governo federal? De forma alguma. Não teria nem cabimento. Quando O PT decidiu lançar sua candidatura em Belo Horizonte, o PMDB de Minas Gerais entendeu que ficava muito difícil enfrentar a polarização do grupo do (senador) Aécio (Neves, do PSDB) com o do (Fernando) Pimentel (ministro do Desenvolvimento), do Patrus (Ananias) e Dilma, que é mineira. Discutimos isso durante dois dias exaustivamente e decidimos indicar o vice na chapa do PT. A reedição da aliança que fizemos em 2010 em 2014 é uma possibilidade muito forte. Nesta eleição (para prefeitos) essa tendência se consolidará ainda mais. Está havendo um alinhamento Como avalia o rompimento surpreendente da aliança entre o PT e o prefeito Márcio Lacerda em Belo Horizonte? Isso ninguém entendeu. Não sei o que aconteceu. Já havia um problema com o vice-prefeito, que é do PT. Faz muito tempo que o PMDB não lança um candidato próprio a presidente. Se não me engano o último foi o O PMDB está lançando neste ano um pouco menos candidatos que na eleição passada, mas com a possibilidade de fazer o mesmo número de prefeitos que temos hoje O PMDB hoje está bem contemplado no governo Dilma ou merece mais espaço? Nós entendemos que não. Mas a quantidade de partidos na base é enorme, são Então como você faz para contemplar todo mundo? O PMDB tem cinco ministérios, embora não sejam todos de ponta. Acha que alguns partidos têm mais ministérios do que seus tamanhos justificam? Tem o partido da presidente, mas isso é justificável. Existe um número grande de ministros que são da cota direta e pessoal dela: Fazenda, Planejamento, Casa Civil, Coordenação Política, e por aí vai. Por que o PMDB não conseguiu chegar a um acordo com o PT na eleição de São Paulo, a mais importante do Brasil? Em São Paulo a eleição está aberta. Todos os candidatos estão no mesmo nível. O único que está mais à frente é o José Serra (PS- DB). Mas ele tem um teto de uns 30% e não avança muito além

6 6 Brasil Econômico Segunda-feira, 23 de julho, 2012 IDEIAS EM DESTAQUE ENTREVISTA VALDIR RAUPP Presidente do PMDB Antonio Cruz/ABr Faltou ao PMDB preparar uma liderança nacional. O PT preparou o Lula durante 20 anos, o PDT preparou o Brizola... Nós agora temos o Michel Temer, que possui uma projeção muito importante. Ele é uma liderança forte ambiental no Brasil? O licenciamento ambiental hoje no Brasil carece de ajustes urgentes. Há muita demora na liberação das licenças ambientais por parte dos órgãos responsáveis. Contribui para essa demora a visão meramente cartorial do processo; a baixa qualidade dos estudos ambientais apresentados para obtenção das licenças e a limitada capacidade técnica dos órgãos de licenciamento constituem a receita para a aparente paralisia dos procedimentos. Esclareço ainda que o processo de emissão de licenças foi desvirtuado. Em vez de resolver conflitos sociais e ambientais, a legislação estaria causando entraves e teria lacunas e contradições que causam excessiva judicialização dos processos. disso. Todos os demais candidatos têm chances reais de vitória. O Gabriel Chalita tem todas as condições de chegar ao segundo turno e vencer a disputa. Receber o Gabriel Chalita, que veio do PSDB, foi uma grande vitória para o PMDB? O Eduardo Paes também veio do PSDB e está muito firme no PMDB. Ele conta com uma aliança partidária e tem uma reeleição praticamente assegurada no Rio de Janeiro. O PSDB nasceu do PMDB. O fato de alguns políticos voltarem, não é algo fora da nossa ideologia. A sua expectativa no Rio de Janeiro é que em 2014 o vice-governador, Luís Pezão, seja o candidato do PMDB ao governo estadual? O Sérgio Cabral está decidido a deixar o cargo com antecedência para que o vice tenha visibilidade... Nem falei ainda com o Sérgio sobre isso. Essa história é muito recente e está meio desencontrada. Não acredito que ele tenha mesmo feito esse anúncio de forma tão antecipada assim. Está muito longe ainda. Não é momento de falar em afastamento. Alguma chance de o PMDB apoiar o senador Lindberg Farias, do PT, para o governo do Rio de Janeiro? O PMDB tem todas as condições de eleger o Pezão como sucessor de Sérgio Cabral. Quantos candidatos a prefeito tem o PMDB nas eleições municipais de 2012? E qual é a expectativa de vitórias? O PMDB está lançando um pouco menos que na eleição passada, mas com a possibilidade de fazer o mesmo número de prefeitos que temos hoje. Melhorou a qualidade. Só de candidatos à reeleição são 459. Já é uma dianteira grande. Temos candidaturas na cabeça de chapa. São vices, 48 mil candidatos a prefeito e candidatos a vereador. Isso nos dá a certeza que o PMDB sairá dessa eleição em primeiro lugar. Qual partido mais está coligado com o PMDB? Ainda não fizemos esse balanço, mas nas capitais é o PT, que tem mais candidatos na cabeça de chapa. Estamos como vices do PT em Belo Horizonte, São Luís do Maranhão e Goiânia. E o PT só tem um candidato a vice nosso no Rio de Janeiro. Temos hoje uns 500 candidatos a prefeito a mais que o PT. Quem está trabalhando com dedicação (para a sucessão no Senado) éorenan Calheiros. Ele não fala abertamente, mas nem precisa.o trabalho está sendo feito. Renan está mais enraizado que Edison Lobão O Congresso Nacional em 2012 foi pautado demais pelo governo federal? O Congresso Nacional marcou uma posição muito importante no Código Florestal. Esse foi o projeto mais importante aprovado esse ano. Foi uma posição firme e que ouviu a base. As bancadas do PMDB na Câmara e no Senado votaram muito fe- chadas. Agora, Medida Provisória sempre tem, mas o rito mudou um pouco. Elas estão sendo mais discutidas. Cada MP tem uma comissão instalada. O Senado está tendo mais tempo para analisá-las. Por falar em Código Florestal... Qual sua opinião sobre o licenciamento A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do bicheiro Carlos Cachoeira deve ser esvaziada depois do recesso devido às eleições e o julgamento do mensalão? Acho que é possível que a CPI dê uma esfriada, mas não por causa do julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal). Seria natural devido às eleições municipais. A CPI deve ficar um pouco esvaziada, mas no final vai cumprir seu papel. Na verdade já está cumprindo. Marcello Casal Jr./ABr Raupp pediu licença do Senado para se dedicar à campanha Senador rodou o Brasil na pré-campanha e pretende repetir a dose até outubro Para cumprir a meta estabelecida pelo partido de pelo menos manter o número de prefeitos eleitos em 2008, o senador Valdir Raupp decidiu entrar de licença do seu mandato no Senado Federal para se dedicar exclusivamente à campanha eleitoral até outubro. Em seu lugar quem assumiu a vaga foi o suplente Tomás Guilherme Correia, que também faz parte do PMDB. Com o afastamento por 121 dias, o senador deixará de receber o salário do Congresso, que será pago ao seu sucessor temporário. Ao contrário de outros candidatos com mandato parlamentar, Raupp também não contará com nenhum benefício do cargo. A licença foi oficializada apenas um dia antes do prazo determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que o suplente pudesse ser empossado. A ideia do senador é visitar todas as capitais e cidades com mais de 200 mil eleitores e nas 79 cidades onde pode haver segundo turno. Na pré-campanha, o senador passou por todas as capitais brasileiras, exceto Manaus e Macapá. Nessas visitas, além de montar palanques e apagar incêndios, ele lançou um amplo curso de formação de política, gestão pública e oratória do PMDB, que formou 200 mil alunos-militantes. Valdir Raupp assumiu a presidência nacional do PMDB em janeiro de 2011, pouco tempo depois da posse de Michel Temer, que presidia a sigla. Seu mandato termina em março de Ainda não há definição interna sobre o futuro da legenda depois disso, mas a tendência é a sua manutenção no cargo. O senador só deve deixar o comando se não for repetida a mesma chapa para presidência do Brasil, em Raupp também foi líder do PMDB entre 2007 e P.V.

7 Segunda-feira, 23 de julho, 2012 Brasil Econômico 7 O governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, e o do DF, Agnelo Queiroz, do PT, estão no centro da CPI. Isso pode acabar gerando um clima de deixa que eu deixo na CPI do Cachoeira? Esse processo de cada partido defender seus pares é natural. Mas em época de campanha eleitoral pode acabar ocorrendo um acirramento. Se não fosse um período tão longo, eu defenderia uma tese de que se suspendesse a CPI durante a eleição para não politizar os trabalhos. Vamos falar sobre sucessão no Senado. O candidato do PMDB é o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ou existe uma disputa na bancada do partido? Quem está trabalhando com mais dedicação é o Renan Calheiros. Ele não fala abertamente, mas nem precisa. O trabalho está sendo feito. Renan está mais enraizado. Essa questão do Lobão ainda não está madura. O senador Vital do Rêgo, que preside a CPI do Carlos Cachoeira, é também um nome cotado para a presidência do Senado? Ele é um grande nome, mas não vejo isso. A indicação do nosso candidato é feita pela bancada. E o líder da bancada é o Renan. Já na Câmara está decidido que é o Henrique (Eduardo Alves). Existe um acordo. A eleição dele vai se confirmar. O bloco PSD-PSB pode prejudicar os planos do PMDB na Câmara dos Deputados? Acho que não. A candidatura do Henrique Eduardo Alves está muito consolidada. Existe até acordo assinado com o PT. A burocracia na gestão pública é um gargalo no país? O excesso de burocracia impera na administração pública e atrapalha o desenvolvimento do país. O Brasil é um dos países mais burocratizados do mundo. O PMDB encampou o lançamento da Frente Parlamentar Mista para o Fortalecimento da Gestão Pública, presidida pelo deputado Luiz Pitima (PMDB- DF). Ela reúne representantes de outros partidos e segmentos sociais organizados. Em São Paulo, a eleição está aberta. Todos os candidatos estão no mesmo nível. O único que está mais à frente é o José Serra (PSDB). O Gabriel Chalita tem todas as condições de chegar ao segundo turno e vencer a disputa Henrique Manreza PLANO AGRÍCOLA E PECUÁRIO 2012/2013 R$ 115 BILHÕES QUE VÃO DO CAMPO PARA A MESA DO BRASILEIRO Ter uma agricultura cada vez mais forte é fundamental para gerar riquezas, exportar mais e ajudar a combater a fome. Por isso, o Governo Federal investe mais a cada ano no desenvolvimento da agropecuária no Brasil. Com o Plano Agrícola 2012/2013 são R$ 115 bilhões em financiamento para produtores rurais. É assim, unindo forças que o Brasil aumenta os postos de trabalho e melhora a renda no campo. Ganha o produtor, ganha o consumidor, ganha todo o Brasil. Mais informações:

8 8 Brasil Econômico Segunda-feira, 23 de julho, 2012 BRASIL Editora: Ivone Portes Eternos nanicos repetem bordões desde 1985 em SP Sem dinheiro, espaço na mídia e tempo de TV, candidatos como Eymael, que disputa a prefeitura paulista pela terceira vez, e Fidelix, que já tentou a Presidência, apelam para a criatividade em suas campanhas Pedro Venceslau e Rafael Abrantes ELEIÇÕES 2012 Existe um cenário paralelo e, para muita gente, indecifrável, que se repete em todas as eleições. Enquanto os candidatos de partidos grandes e ricos disputam para valer a campanha, um pelotão de nanicos tenta chamar atenção como pode. Alguns nomes acabam se tornando familiares depois de tantas tentativas. Um deles é o advogado e empresário José Maria Eymael. Não importa qual seja o cargo em disputa, ele está sempre lá. Desde 1985, seu jingle é tocado à exaustão. Essa é a terceira vez que Eymael tenta ser prefeito de São Paulo. À Presidência da República ele concorreu outras três vezes. Seu objetivo? Reerguer a democracia cristã, diz, com uma pontinha de orgulho. É um processo cumulativo. As pessoas me veem perseverando em cada nova eleição. Mas não ter oportunidade na mídia é muito cruel, desabafa. Em 2012, ele informou ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) um teto financeiro de R$ 10 milhões para sua campanha. Sonhar a gente pode, diz. Questionado sobre quem vai receber seu apoio no segundo turno, a resposta vem de bate pronto. Eu chegarei lá. Sinto isso nas ruas, ouvindo as pessoas. Em suas caminhadas, o candidato costuma ser acompanhado por um séquito de até 40 pessoas. Só 20% deles não são militantes do partido e estão lá para levar as bandeiras. Depois de alguma insistência, ele revela que tem mais identidade programática com o PT de Fernando Haddad. O aerotrem está de volta Depois da tentativa frustrada de chegar ao Palácio do Planalto em 2010, Levy Fidelix está de volta com seu trunfo político: o Aerotrem. A promessa é a mesma feita em todas as campanhas desde O veículo para transporte público, nas cores da bandeira brasileira, está à vista de quem passar pela Alameda dos Tupiniquins, número 1.210, no bairro de Moema em São Paulo. Virou fachada da casa de dois andares, com grades verdes à beira da calçada e garagem em frente à porta principal, a sede administrativa do PRTB nacional. Fidelix é presidente e fundador do partido, criado em 1994, que prega a renovação. A legenda, e o próprio Fidelix, têm forte influência do legado do expresidente e ex-governador de São Paulo, Jânio Quadros. O candidato não esconde sua inspiração no político que, em 1960, sucedeu Juscelino Kubitschek em Brasília. Todos os santinhos, adesivos e bandeiras distribuídas por sua campanha na rua têm imagens de Jânio, ao lado dos slogans É Jânio de novo e São Paulo tem solução. Nossa estratégia não será fazer passeatas todos os dias. Vamos focar nos debates, programas de tevê e nas redes sociais. Escrevo pessoalmente no Twitter diariamente, conta Levy, que disputa sua nona eleição na carreira sem nenhuma vitória. Abraços e apertos de mão nas ruas, apenas nos fins de semana. Tenho apenas 12 pessoas gerenciando minha campanha. Se gastarmos R$ 1 milhão já será suficiente. A estimativa máxima de gastos do PRTB na disputa em São Paulo é de R$ 5 milhões, segundo registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Fidelix aguarda novas doações. JOGO POLÍTICO Os nanicos em São Paulo Levy Fidelix (PRTB) VICE: Luis Eduardo Duarte (PRTB) Sem coligação TEMPO DE TV: 1min20s Anaí Caproni (PCO) VICE: Rafael Dantas (PCO) Sem coligação Tempo de TV*: n.d. José Maria Eymael (PSDC) VICE: Linberg Clemente (PSDC) Sem coligação TEMPO DE TV: 50 segundos Miguel Manso (PPL) VICE: Marielza Milani (PPL) Sem coligação TEMPO DE TV: 50 segundos Ana Luiza Gomes (PSTU) VICE: Wilson Ribeiro (PSTU) Sem coligação Tempo de TV: 50 segundos Projeção de gastos na campanha R$ 5 milhões Projeção de gastos na campanha R$ 100 mil Projeção de gastos na campanha R$ 10 milhões Projeção de gastos na campanha R$ 25 milhões Projeção de gastos na campanha R$ 200 mil Fontes: partidos e candidatos *não atendeu a reportagem até o fechamento da edição

9 Segunda-feira, 23 de julho, 2012 Brasil Econômico 9 Henrique Manreza Previsão oficial do PIB de 2012 cai para 3% A equipe econômica reduziu de 4,5% para 3% a previsão oficial de crescimento da economia para este ano. O número consta do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias, divulgado na última sexta-feira pelo Ministério do Planejamento. Lançado a cada dois meses, o documento contém projeções para a economia e estimativas de gastos do governo. O ministro Guido Mantega (Fazenda) tem afirmado que a economia crescerá este ano acima de 2011 (+2,7%). ABr Ex-MR-8, novato PPL participa de sua 1ª campanha Além da capital paulista, Partido da Pátria Livre lança candidatos a prefeito em outras 10 capitais As eleições em São Paulo neste ano não contam apenas com os bordões de velhos candidatos ou partidos. A campanha que começa a ganhar as ruas será a primeira do PPL, Partido da Pátria Livre. Fundado em 21 de abril de 2009, o partido aposta na candidatura de Miguel Manso para suceder Gilberto Kassab (PSD) no comando da Prefeitura. O crachá de debutante, porém, não atrapalhou os planos da legenda, que lança candidatos à prefeito em mais dez capitais do país. O partido ainda estima gastos de até R$ 25 milhões na disputa em São Paulo. A origem do O PPL está entre militantes do Movimento Revolucionário 8 de Ou- ANÁLISE No mosaico eleitoral, boa parte dos partidos nanicos é considerada pelos cientistas políticos como ideológicos. Essa diferenciação ajuda a explicar as motivações de siglas como PCO, PSTU, PCB e PSOl. Apesar das pouca representatividade parlamentar, essas legendas não se enquadram no figurino tubro (MR-8), antiga dissidência do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e protagonista da luta armada contra o regime militar, instalado em De ideologia marxista-leninista, o grupo chegou a sequestrar na época o embaixador americano no Brasil, Charles Elbrick. Pós-redemocratização, boa parte da militância revolucionária é abraçada pelo PMDB, de Orestes Quércia. Hoje, de volta ao terreno do quercismo, Manso promete soluções inovadoras para a capital paulista. Vamos criar 500 km de corredores expressos para ônibus, com apenas uma linha circulando. Ao todo, serão 30 linhas radiais e 5 circulares, conta o pepelista sobre o Rápido Paulistano, nome do projeto. Segundo ele, a demora na construção das linhas de metrô na cidade tornam prioridade maiores investimentos no transporte público sobre pneus. A prefeitura precisa ter mais força política para cobrar recursos do governo estadual para o metrô, afirma. Do seu lado, Manso cita a experiência do PPL na administração do DFTrans, empresa responsável pelo sistema de ônibus em Brasília similar à SPTrans. E querer deslocar milhões de paulistanos via bicicleta é demagogia. Na área da educação, o Reeduca São Paulo prevê a construção de 200 unidades de jardim de infância, para crianças até seis anos. O objetivo é acabar com o déficit de 175 mil vagas em creches na cidade. Manso tem realizado carreatas todos os dias, ao lado dos 30 candidatos a vereador. Mas o tempo de tevê, sem surpresa, é curto: 50 segundos. Outras nanicas nas urnas são Anaí Caproni, do PCO, e Ana Luiza, do PSTU (veja quadro na pg ao lado). Elas não foram localizadas pela reportagem até o fechamento da edição. R.A. Radicais livres e sem TV Nanicos ideológicos vieram da costela do PT, mas hoje renegam partido Fundado em 21 de abril de 2009, o partido aposta em Miguel Manso para o lugar de Gilberto Kassab tradicional da política. Eles não negociam seu pouco tempo de TV e são extremamente rigorosos para fechar alianças. Contam, ainda, com forte presença nos movimentos organizados estudantis e sindicais. Os radicais livres têm algo em comum: todos vieram da costela do PT. Seus dirigentes, em algum momento, estiveram ao lado de Lula nas greves do ABC ou no movimento da anistia. Mas então pararam no tempo. P.V. No Rio, pequenos apostam na experiência Gabriela Munro, do Rio Com orçamentos de campanha mais modestos, tempo curto na televisão e menor exposição na mídia, alguns candidatos à Prefeitura do Rio apostam em suas experiências de pleitos anteriores para conquistar o eleitorado carioca. Como nas campanhas passadas, Cyro Garcia (PSTU) vai priorizar os trabalhadores, enquanto Aspásia Camargo (PV) focará na sustentabilidade. Cyro, que concorre pela terceira vez ao cargo, afirma que os gastos de sua campanha girarão em torno de R$ 100 mil, provenientes de doações e atividades como almoços promovidos pelo partido. Apesar de achar seu um minuto e meio de propaganda na televisão suficiente, ele considera a divisão antidemocrática. Também não vamos participar de alguns debates, por não termos participação parlamentar, frisa. Segundo o candidato, houve a tentativa do partido de se coligar ao PSOL, como ocorreu nas eleições de Considero a posição do PSOL de querer fazer a campanha sozinho arrogante, pois a coligação seria importante para a esquerda, criticou Cyro. Já a campanha de Aspásia, que possui em seu currículo uma candidatura ao governo do estado, está orçada em R$ 7 milhões e tentará repetir o sucesso das campanhas de Fernando Gabeira à Prefeitura, em 2008, e de Marina Silva à Presidência, em Gabeira foi o concorrente do atual prefeito do Rio, Eduardo Paes, no segundo turno, mas perdeu por uma diferença de pouco mais de 50 mil votos. De acordo com Aspásia, haverá um grande investimento na internet e em criatividade, pois o PV é muito ligado às indústrias criativas, à cultura e aos movimentos alternativos. Aspásia diz que algumas iniciativas de suas campanhas anteriores acabaram virando moda. Em 2004 e 2008, eu era a única a entregar cartões de visita, agora quase todos os candidatos fazem. Já temos ideias Alexandre Brum/O Dia Aspásia Camargo: Já temos ideias novas para esta campanha, mas ainda não podemos divulgar Com pouco recursos para campanha, tempo curto na TV e menor aparição na mídia, candidatos usarão o que aprenderam em pleitos anteriores Cyro Garcia, que terá um minuto e meio de tempo na TV para propaganda eleitoral, considera a divisão antidemocrática novas para esta campanha, mas ainda não podemos divulgar, para que não sejam copiadas, conta. Como em anos anteriores, a campanha de Cyro vai se concentrar nos trabalhadores, com caminhadas e presença em suas lutas, como as greves das universidades federais e do setor elétrico. O ônus da crise não pode parar no bolso do trabalhador. Quero governar a cidade para eles, pois passamos por sucessivos prefeitos que governavam apenas para os ricos, diz, ressaltando que uma das principais ações necessárias é a ruptura com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Com ela não temos como garantir saúde, educação e infraestrutura. A única preocupação da lei é a dívida com as grandes fornecedoras e banqueiros. Chamaria de Lei da Irresponsabilidade Social, critica Cyro. A campanha de Aspásia terá como mote o desenvolvimento sustentável e o diálogo com o eleitor. Segundo ela, a cidade tem a necessidade de possuir uma vocação econômica. Vivemos à reboque das empresas federais que temos aqui, possuímos também desequilíbrios socias graves, completa.

10 10 Brasil Econômico Segunda-feira, 23 de julho, 2012 BRASIL Wolfgang von Brauchitsch/Bloomberg DUMPING Governo dá largada à investigação sobre importação de pneus de origem asiática A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) iniciou na última sexta-feira investigação para averiguar a existência de dumping nas importações de pneu novo para automóveis de passageiros procedentes da Coreia, Taipé Chinês, Tailândia e Ucrânia, segundo publicação no Diário Oficial da União. De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Pneus, essa prática representa mais de 70% dos pneus. Redação Estados reclamam porque pagam a conta da desoneração federal Receitas das unidades cairão com as reduções de IPI e IR, que compõem o fundo de participação dos estados Gustavo Machado Os incentivos fiscais dados pelo governo federal para fomentar a atividade econômica do país está gerando grande desconforto entre governadores e secretários de estados. A redução da alíquota de alguns impostos têm impacto direto na arrecadação dos estados, em maior medida as unidades mais dependentes do Fundo de Participação dos Estados (FPE) composto por 21,5% das receitas do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) e por 21,5% do Imposto de Renda (IR). José Sérgio Gabrielli, secretário do Planejamento da Bahia, que conta com a maior participação do FPE, reclama dos efeitos sobre as contas estaduais das ações governamentais. O governo federal está correto em trabalhar para elevar o nível de atividade do país, mas precisa achar outros meios que impactem menos os estados, afirma o ex-presidente da Petrobras. Além do fundo, Gabrielli afirma que a redução para zero da Cide (Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico) sobre gasolina e diesel comprometeu parte dos investimentos em estradas e rodovias orçados para Este efeito é mais setorial, mas precisarei alocar recursos de outras áreas para cobrir a redução da Cide, comenta o secretário. Já Cláudio José Trinchão, secretário da Fazendo do Maranhão, é mais enfático em sua crítica. Seu estado é um dos mais dependentes do repasse do FPE. No orçamento trabalhado para o próximo ano, 53% das receitas têm origem no fundo, enquanto a dependência baiana está próxima a 21%. R$ 200 milhões de redução no FPE podem parecer pouco para São Paulo e Rio de Janeiro, que dependem menos do fundo. As desonerações refletem na base do orçamento, reclama. Trinchão, que também é coordenador do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), afirma que levará a questão ao secretário-executivo da Fazenda, Nelson Barbosa, que também é membro do Confaz. Temos que repensar este modelo de incentivos. Porque não reduzem o PIS e o Cofins? Os estados já vivenciam um momento extremamente delicado e a desoneração tem de ser justamente sobre o IPI e a Cide, que são partes importantes do orçamento estadual?, questiona. RECLAMAÇÃO Quanto os estados receberiam do FPE* e quanto vão receber com nova estimativa do Planejamento, em R$ bilhões BAHIA CEARÁ MARANHÃO PERNAMBUCO PARÁ PARTICIPAÇÃO PREVISÃO ANTERIOR PREVISÃO ATUAL 9,40% 7,34% 7,22% 6,90% 6,11% 6,29 4,91 4,83 4,62 4,09 6,07 4,74 4,67 4,46 3,95 Fontes: Ministério do Planejamento, Tesouro Nacional e Lei de Responsabilidade Fiscal *Fundo de Participação dos Estados Henrique Manreza Gabrielli: é preciso achar medidas que impactem menos os estados Governo perde R$ 8 bilhões com renúncia fiscal Valor considera só incentivos fiscais com IPI, contribuições previdenciárias e Cide As desonerações promovidas pelo governo federal representarão nos próximos 12 meses uma renúncia fiscal de R$ 8 bilhões, segundo cálculos da economista Maria Cristina Mendonça de Barros, sócia da MB Associados. De acordo com o levantamento da consultoria, apenas a redução da alíquota do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para artigos de linha branca (geladeiras, freezers e fogões), móveis e automóveis significa uma renúncia de R$ 1 bilhão. NA PONTA DO LÁPIS Outros R$ 2 bilhões virão da troca da contribuição previdenciária, incidente na folha de pagamento, para o recolhimento de 1% do faturamento de companhias industriais. A conta fecha com redução para zero da alíquota da Cide (Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico) sobre gasolina e diesel, que representa cerca de R$ 5 bilhões a menos nos cofres do governo. Com os incentivos fiscais, a frustração nas expectativas de arrecadação do governo já somam R$ 20 bilhões, segundo Maria Cristina. O restante corresponde à queda do nível de atividade econômica, refletindo diretamente no Imposto de Renda de pessoas jurídicas, explica a economista. O governo federal deu o primeiro passo na última sexta-feira, ao assumir que a arrecadação prevista no início do ano não será alcançada. No entanto, segundo a conta apresentada pelo Ministério do Impactos das desonerações na arrecadação do governo federal IPI FOLHA DE PAGAMENTO CIDE R$ 1 bilhão R$ 2 bilhões R$ 5 bilhões R$ 8 bilhões TOTAL Fonte: MB Associados Isenção de IPI para automóveis de mil cilindradas e redução da alíquota para produtos de linha branca Troca da contribuição previdenciária na folha de pagamento de setores da indústria por cobrança de 1% do faturamento "Imposto do combustível" foi zerado para gasolina durante mês de julho Planejamento, as receitas administradas pela Receita Federal deverão somar R$ 676,8 bilhões ao final deste ano, pouco menos de R$ 13 bilhões que o estimado há dois meses. A diferença acontece justamente pela outra mão do Estado, a que tira. Enquanto o Planejamento reconhece a renúncia fiscal de R$ 6 bilhões com os programas de incentivos, repõe parte da perda com uma forte revisão da arrecadação de PIS e Cofins. Segundo a nova conta, estes dois tributos somarão R$ 226,15 bilhões ao final de 2012, pouco mais de R$ 7,69 bilhões do previsto no bimestre anterior. G.M.

11 Segunda-feira, 23 de julho, 2012 Brasil Econômico 11 Carlos Rudiney/CNI REIVINDICAÇÃO Líderes empresariais pedem desoneração do custo da energia elétrica para a indústria Após encontro na Confederação Nacional da Indústria (CNI), os empresários decidiram levar ao governo, no dia 20 de agosto, pedido de desoneração do custo da energia elétrica para a indústria, entre outras propostas. Para o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, uma redução entre 10% e 15% seria satisfatória, mas setores como o de alumínios precisam de um ajuste maior, de 20% no mínimo. ABr Brasileiros têm a quarta maior fortuna em paraísos fiscais Valor em contas offshore somou US$ 520 bilhões em 2010, o que representava um terço do PIB daquele ano Os ricos brasileiros mantêm a quarta maior fortuna do mundo em paraísos fiscais, com uma quantia estimada em US$ 520 bilhões em 2010, equivalente a um terço do Produto Interno Bruto (PIB) daquele ano, revela estudo do chefe da consultoria McKinsey, James Henry, encomendado pela organização independente britânica Tax Justice Network e divulgado pela BBC. O documento cruzou dados do Banco de Compensações Internacionais, do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial e de governos para chegar aos valores depositados nas chamadas contas offshore, sobre as quais as autoridades tributárias dos países não podem cobrar impostos. Os ricos de todo o mundo detinham pelo menos US$ 21 trilhões escondidos em paraísos fiscais até o final de 2010, valor equivalente ao tamanho das economias dos Estados Unidos e do Japão juntas, segundo o documento que analisou 139 países. Henry, o autor do estudo, diz que a estimativa é conservadora e pode chegar a US$ 32 trilhões. Em 2010, os chineses detinham a maior fortuna em paraísos fiscais, de US$ 1,1 trilhão nas contas offshore, seguidos dos russos (US$ 798 bilhões), dos sul-coreanos (US$ 798 bilhões) e dos brasileiros. Essa riqueza privada, de acordo com o autor do estudo, representa um enorme buraco negro na economia mundial. Papel dos bancos Já John Christensen, diretor da Tax Justice Network, diz que em países exportadores de riquezas minerais, as elites locais têm sido abordadas há décadas por bancos, principalmente norte-americanos, para enviar recursos ao exterior. Ao final de 2010, os 50 principais bancos privados movimentaram mais de US$ 12,1 trilhões entre fronteiras para estes clientes, que somam um seleto grupo para se ter uma ideia, menos de 100 mil deles detêm cerca de US$ 9,8 trilhões. Os bancos que manipularam grande parte destes ativos foram UBS, Credit Suisse e Goldman Sachs. De acordo com o diretor da organização, além dos acionistas das empresas dos setores exportadores de minerais, os segmentos farmacêutico, de comunicações e de transportes estão entre os que mais remetem recursos para paraísos fiscais. As elites fazem muito barulho sobre os impostos cobrados delas, mas não gostam de pagar impostos, observa Christensen. Quando vejo os ricos brasileiros reclamando de impostos, só posso crer que estejam blefando, porque eles remetem dinheiro para paraísos fiscais há muito tempo. Christensen diz ainda que no caso do México, da Venezuela e da Argentina, tratados bilaterais como o Nafta (tratado de livre comércio EUA-México) e a ação dos bancos americanos fizeram os valores escondidos no exterior subirem vertiginosamente desde os anos 1970, embora ele estime que este seja um fenômeno de mais de meio século.

12 12 Brasil Econômico Segunda-feira, 23 de julho, 2012 BRASIL Divulgação STF Força Nacional pode reforçar segurança durante o julgamento do mensalão A pedido do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, a Força Nacional de Segurança deverá ajudar a Polícia Militar do Distrito Federal a garantir a segurança da Corte durante o julgamento do processo do chamado mensalão, agendado para começar no próximo dia 2 de agosto. A efetivação da autorização para a atuação da tropa federal depende apenas do pedido oficial do STF. ABr Com aumento de renda, brasileiro investe mais em qualificação Proporção dos que têm 11 anos ou mais de estudo passou de 18,6% para 26,2% entre 2002 e 2011 Simone Cavalcanti, de Brasília O governo está assistindo a uma mudança estrutural no mercado de trabalho brasileiro. Com o crescimento da renda das famílias, mais pessoas estão se dedicado aos estudos antes mesmo de sair à procura de emprego. Dados compilados pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda mostram que 26,2% da chamada População Não Economicamente Ativa (Pnea) em idade de trabalho, mas que não está em busca de nenhuma ocupação tinha 11 anos ou mais de ensino regular em Há uma década, esse percentual era de 18,6%. Já aqueles sem instrução ou com menos de um ano de estudo representam 6% da mesma amostra ante 8,1% em Está havendo uma significativa revolução no mercado de trabalho brasileiro pelo nível de qualificação, seja por educação formal ou pela qualificação profissional, disse ao BRASIL ECONÔMICO o secretário-adjunto da SPE, Júlio Alexandre Menezes da Silva. Todos os indicadores apontam para uma revolução, pois, nos últimos dez anos, cresceu de maneira significativa a educação de toda a população brasileira e dos trabalhadores. E justamente esse movimento é um dos pontos que tiram do radar quaisquer preocupações sobre o recuo na geração de vagas que está ocorrendo no mercado de trabalho em razão da desaceleração da atividade econômica desde o final do ano passado, como deve mostrar hoje o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a ser divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Estamos acompanhando esse recuo, mas sem maiores preocupações porque tem todo esse movimento estrutural mais relevante ocorrendo, afirmou, ressaltando que a economia vai voltar a acelerar, o mercado de trabalho, agora de melhor qualidade, vai acompanhar e seguirá dando sustentação ao crescimento futuro. Não por menos o ministro da Fazenda, Guido Mantega, responde com tranquilidade quando questionado sobre os dados que mostram a geração de postos caindo. Lembra que a taxa de crescimento da população ocupada nos últimos três anos é maior do que a expansão da População Economicamente Ativa (PEA). De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há um aumento de 3,5%, 2,1% e 1,9%, respectivamente, entre 2010 e 2012 das pessoas com algum tipo de ocupação remunerada. Do lado da força de trabalho, no mesmo período, a expansão é de 2%, 1,2% e 1,3% (veja quadro ao lado). Silva explica que, além da questão demográfica, pois os brasileiros estão tendo menos filhos, a decisão pessoal e familiar de retardar a entrada no mercado de trabalho para se qualificar mais influencia diretamente esses dados. A qualificação profissional dos trabalhadores brasileiros tem aumentado em todas as áreas nos últimos anos, deixando de ser algo restrito aos cargos de nível gerência, avalia o especialista em recrutamento e seleção da Page Perssonel, Roberto Picino. Segundo ele, o motivo para essa nova realidade é um mercado de trabalho cada vez mais exigente e o próprio interesse Perigos Rafael Bacciotti, economista da Tendências Consultoria, já vê alguns riscos quando a economia recuperar. Segundo ele, é preciso contar com o fator de escassez de mão de obra quando a atividade estiver a pleno vapor. Será preciso aumentar muito a produtividade sob o risco de colocar um limitador ao crescimento econômico, avalia. Justamente por isso é necessário, cada vez mais, discutir e colocar em prática questões voltadas à inovação e tecnologia. O secretárioadjunto da SPE rebate, dizendo que o governo discorda totalmente da tese de apagão de mão de obra. Não vemos esses riscos de maneira geral. Pode ocorrer em algum setor específico, e, é por isso que trabalhamos na qualificação e facilitação para que a migração de profissionais de um setor para outro aconteça, afirmou Silva, ressaltando que o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) visa unir a oferta de mão à necessidade da região ou do setor de atividade. de cada profissional em ampliar seus conhecimentos diante de um mundo globalizado. A fluência em um segundo idioma e o intercâmbio cultural em outros países são apontados por Picino como as novas qualificações do profissional brasileiro. Hoje, os curso técnico e superior são exigências básicas para qualquer área, além da busca constante por mais qualificação quando já se está trabalhando, diz. O gerente de recursos humanos da Volvo do Brasil, Carlos Ogliari, argumenta que recebe anualmente milhares de currículos e todos eles mostram melhora na qualificação, seja para ENSINO REGULAR Brasileiros investem mais em educação, em %* 30 COM 11 ANOS OU MAIS DE ESTUDO 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 18,6 19, , , *Percentual da população não economicamente ativa (Pnea) MERCADO DE TRABALHO Ocupação cresce mais do que população economicamente ativa no Brasil, em % 1,9 2, ,8 2, Fonte: IBGE, elaboração SPE/ME Silvio Aurichio ,2 3, , , ,1 25, , ,6 2,1 1,9 2,1 1,8 1,8 2,0 1,9 1,2 1,3 0,9 0,7 3,5 *Acumulado em 12 meses até maio/12 População economicamente ativa População ocupada Exigência é grande em todas as áreas Mercado de trabalho cada vez mais exigente e interesse particular exigem mais preparo Cristina Ribeiro de Carvalho Pessoas estão se dedicando mais aos estudos e postergando a busca por trabalho Carlos Ogliari Gerente de recursos humanos da Volvo do Brasil Percebemos um aumento substancial de fluência no inglês e espanhol de candidatos jovens nos últimos três anos. Essa é a exigência número 1 da empresa 2012* área de Tecnologia da Informação ou para a linha de produção. Percebemos um aumento substancial de fluência no inglês e espanhol de candidatos jovens nos últimos três anos, argumenta. Para ele, ter fluência em uma segunda língua é a exigência número um, já que a necessidade de se comunicar com colegas em outras unidades no mundo está se tornando uma prática diária. Além dos pontos técnicos, os dois profissionais apontam a desenvoltura no relacionamento no trabalho em grupo como decisivo no momento da contratação.

13 RIO DE NEGÓCIOS Segunda-feira, 23 de julho, 2012 Brasil Econômico 13 >>> Esta coluna também é publicada no jornal ÉRICA RIBEIRO Vislumbrar o futuro à sombra das palmeiras do Jardim Botânico Um dos cartões-postais do Rio de Janeiro foi escolhido pelo BNDES para reunir especialistas do mundo todo Vai ser no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico, e sob a batuta de Luciano Coutinho, presidente do BNDES, o encontro de especialistas internacional da área econômica, que discutirão efeitos do cenário global uma década à frente, no seminário O Brasil e o Mundo em Nomes como Brad DeLong, professor de economia política da Universidade de Berkeley, e Dani Rodrik, professor de economia internacional de Harvard, entre outros, vão debater se o futuro da Europa, hoje em crise, será a integração ou o colapso do euro; o novo papel dos Estados Unidos e da moeda americana; as mudanças no mundo árabe e o posicionamento da China, que pode ultrapassar os Estados Unidos como maior economia do mundo. E, claro, os efeitos dessas mudanças no Brasil. Tudo isso, tendo como pano de fundo as palmeiras imperiais e toda a diversidade de espécies do espaço, criado em 1808 por Dom João VI. Depoimentos exclusivos em vídeo de intelectuais que moldam o pensamento global contemporâneo, como o sociólogo Alain Touraine, do historiador e ativista político Noam Chomsky e do escritor e historiador Tariq Ali, vão ajudar a esquentar os debates. O evento faz parte das comemorações dos 60 anos do BNDES, que trocou as impessoais salas de seminário por um exuberante cartão-postal da cidade. Lugar melhor não há para se pensar no futuro. Antonio Milena PONTE AÉREA O número de brasileiros que utilizam a internet como fonte de informação no planejamento de viagens está crescendo, diz pesquisa realizada pelas empresas Hi-Midia e M.Sense, com 873 pessoas em todo o país, nos meses de abril e maio. A pesquisa aponta que 44% dos entrevistados confiam nos sites especializados em turismo e nos das agências de viagem. Os agentes de viagem são fontes confiáveis para 41% dos viajantes, mas registram 7% de rejeição. Entre os itens mais buscados estão as dicas de passeios e destinos, com 68%, dados sobre atrações turísticas, com 67% e previsão do tempo, com 63%. A aquisição de pacotes em sites de compras coletivas ainda gera desconfiança em 56% dos que responderam a pesquisa. Já reservas de hotéis e compra de passagens na internet são muito utilzadas por 58% e 56% dos pesquisados, respectivamente. EMPRESAS LUGAR DE MÉDICO TAMBÉM É NA COZINHA Os médicos cooperados da Unimed-Rio estão trocando o jaleco pelo avental nas horas vagas. Começaram este mês a participar de aulas práticas de gastronomia, dentro do projeto Hora Gourmet, na cozinha experimental do Espaço Para Viver Melhor, unidade de Gestão de Saúde da cooperativa, em Botafogo. E, aproveitando o clima mais frio, as primeiras aulas são sobre massas. Mas não vão faltar receitas de pratos práticos e saudáveis. A iniciativa faz parte de um projeto de relacionamento da cooperativa com seus profissionais. MARKO VAI PARA ITAGUAÍ A Marko Sistemas Metálicos começou neste semestre as operações da sua nova fábrica no Polo Industrial de Itaguaí, no Rio. A nova unidade custou R$ 15 milhões e ajudará a aumentar a atual produção de estruturas metálicas de 1,5 mil tonelada para 6 mil por mês. A expectativa da empresa é que o faturamento aumente em 30% com a produção de novos produtos. PEQUENO COMÉRCIO ACESSA MICROCRÉDITO Fotos: divulgação As cidades da Região Metropolitana do Rio de Janeiro estão entre as que têm clientes do setor de comércio que buscaram o serviço de microcrédito do banco Itaú: 86% exercem atividades desse setor. O perfil é de microempresários das classes D e E, que atuam nos municípios de Duque de Caxias, Nilópolis, Belford Roxo, São João do Meriti, Nova Iguaçu, Queimados, Mesquita e na própria capital do Rio. O Itaú Microcrédito tem operações no Rio, em São Paulo e em Porto Alegre. NOVAS CARAS NAS GÔNDOLAS DO PÃO DE AÇÚCAR O programa Caras do Brasil, do Grupo Pão de Açúcar, abriu inscrições para novos produtores do Rio de Janeiro. A iniciativa, criada para promover a comercialização de produtos feitos com matéria-prima de manejo sustentável, incentivar o comércio ético e solidário e gerar renda, conta hoje com 64 fornecedores, em 16 estados do país e um portfólio com mais de 170 produtos vendidos nas lojas da rede. A inscrição é feita pelo e os selecionados terão seus produtos nas gôndolas até PUBLICIDADE GRUPO IBMEC NA CARTEIRA DA DM9RIO A DM9Rio agora entra para o concorrido segmento de educação com a conquista da conta do Grupo Ibmec Educacional, proprietário das marcas Ibmec, Veris, IBTA e Metrocamp. A estratégia é reforçar a divulgação de novas graduações, como o lançamento da Escola de Comunicação, dos cursos de engenharia, dar mais visibilidade para os cursos de pós-graduação em Master em Finanças, Gestão e Marketing Esportivo. A primeira campanha assinada pela DM9Rio será a divulgação dos cursos de pós-graduação. IMÓVEIS 26 ANDARES VENDIDOS EM QUATRO HORAS A Brasil Brokers vendeu em quatro horas duas torres de 13 andares do Plaza Corporate & Offices, da MDL Realty, em Niterói. O empreendimento faz parte da expansão comercial do Plaza Shopping Niterói e o Valor Geral de Venda (VGV) das unidades comerciais foi de R$ 70 milhões. JOSÉ ALENCAR DÁ NOME À AVENIDA A RJZ Cyrela e a Carvalho Hosken investiram mais de R$ 17 milhões na criação e urbanização da recéminaugurada Avenida Vice-Presidente José Alencar, um boulevard projetado no Cidade Jardim, bairro planejado da zona oeste do Rio. Com 800 metros de comprimento e 80 metros de largura, a avenida concentra hoje em seu entorno os quatro condomínios residenciais já lançados. O Cidade Jardim tem até o momento unidades lançadas e mais de famílias vivendo nos dez edifícios já entregues.

14 14 Brasil Econômico Segunda-feira, 23 de julho, 2012 ECONOMIA CRIATIVA Editor executivo: Gabriel de Sales TERÇA-FEIRA EMPREENDEDORISMO QUARTA-FEIRA EDUCAÇÃO/GESTÃO Incubadoras vão ajudar a manter os talentos em casa Porto Alegre e Natal ganham espaços para auxiliar novos empreendedores da indústria criativa Rafael Palmeiras Mauro Vieira/Folhapress Das praias do litoral norte, até a serra gaúcha, o Estado do Rio Grande do Sul está decidido a se consolidar como ponto de referência na Indústria da Economia Criativa. E a cidade escolhida para iniciar essa caminhada é a capital Porto Alegre. Por lá, a prefeitura junto com a ESPM- Sul assinaram um convênio para desenvolver a primeira incubadora de empresas da Indústria Criativa da região. O Estado já tem uma posição boa dentro do segmento criativo. De acordo com o Índice de Criatividade das Cidades elaborado pela Fecomercio SP, o Rio Grande do Sul ocupa a quarta posição no índice geral, que leva em consideração os níveis econômicos, sociais e criativos (ver gráfico). Na avaliação por cidades, Porto Alegre se destaca na segunda posição, ficando atrás apenas de São Paulo. E para potenciar ainda mais essa presença, Richard Lucht, diretor-geral ESPM-Sul explica que a intenção do projeto é incentivar o rico potencial criativo da região, que tem como destaque as áreas de moda, gastronomia, cinema e software. Temos um bom capital humano para as áreas da economia criativa, só que a demanda de trabalho tem se mostrado limitada e os profissionais acabam buscando oportunidades em cidades como São Paulo ou fora do país em Londres e cidades dos Estados Unidos. O projeto, que será instalado no bairro Azenha, em um imóvel de sete mil metros quadrados cedidos pela prefeitura, deve iniciar suas atividades nos próximos dois anos. Mas Lucht adianta que no segundo semestre de 2013 a incubadora já deve iniciar o processo de seleção das empresas A incubadora, que tem a intenção de reter os talentos da região, vai auxiliar os empreendedores em seus primeiros passos no mercado, através de suporte e consultoria em diversos segmentos. O projeto vai ter um forte impacto na geração de emprego. Dados mostram que das empresas incubadas apenas 20% não dão certo. Isso mostra uma inversão de estatística do empreendedorismo em geral, pondera. O diretor da ESPM-Sul, também releva que a estimativa do projeto é incubar 600 novas empresas do setor criativo nos próximos 30 anos, o que vai gerar cerca de 700 empregos diretos Produção audiovisual, que resultou no Festival de Cinema de Gramado, é lembrada como um exemplo de polo de economia criativa no Sul ainda na fase de incubação. Queremos treinar esses empreendedores a serem gestores do seu próprio negócio. Nossa intenção não é ser uma fábrica de ideias, destaca Lucht que complementa que cada empresa fica incubada por um período de dois anos e ao final recebem o certificado de graduadas. Seleção Para ajudar a alavancar a indústria criativa do Sul, o diretor informa que em 2013 será lançado OS ESTADOS CAMPEÕES Vários estados brasileiros despertaram para a importância das incubadoras de economia criativa Índice mostra o desenvolvimento na economia criativa DISTRITO FEDERAL RIO DE JANEIRO SÃO PAULO RIO GRANDE DO SUL SANTA CATARINA MINAS GERAIS ESPÍRITO SANTO PARANÁ MATO GROSSO DO SUL GOIÁS Fonte: empresa ÍNDICE GERAL* ÍNDICE CRIATIVO ,0 84, ,1 100, ,0 73,1 72,3 55,6 52,8 51,8 47,3 44, ,5 51,4 61,4 43,4 39,8 32,3 31,7 28, * leva em consideração os subindicadores econômicos, sociais e criativos um edital público para os interessados. Lucht explica que os empreendedores criativos terão que elaborar um projeto que será avaliado por um corpo de docentes da ESPM-Sul que vão observar se os projetos se enquadram no perfil inovador da economia criativa. Os interessados também vão passar por uma entrevista junto à uma banca, além de frequentar um curso de preparação. Temos percebido que 30 entre 100 alunos querem empreender. Eles têm uma veia empreendedora e buscam oportunidades e o espaço para colocar isso em prática. De acordo com o diretor da ESPM-Sul, os selecionados terão acesso a salas de reunião, rede de internet, além do apoio no gerenciamento dos projetos em curso. Mais incubadoras Vários Estados estão investindo em incubadoras de economia criativa para ampliar seu potencial econômico. Entre eles está Pernambuco, que ocupa a 13º posição no Índice de Cidades Criativas e está disposto a dar uma ajuda para o empreendedores criativos locais. Para incentivar novas empresas, o Porto Digital, pólo de desenvolvimento de softwares localizado em Recife, está com processo seletivo aberto para escolher nove empreendimentos inovadores que se enquadrem nas áreas de design, jogos digitais, multimídia, música e fotografia. A iniciativa que conta com o apoio da Secretaria de Ciência e Tecnologia de Pernambuco vai auxiliar as empresas selecionadas por 18 meses oferecendo assessoria e capacitação em gestão empresarial, entre outros serviços. A novidade também chegou no Rio Grande do Norte. No início de junho, o Sebrae firmou parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte para lançar a Incubadora de Cultura e Artes, que ficará sediada em Natal. Já no Rio de Janeiro, famoso polo criativo e que ocupa a segunda posição no ranking elaborado pela Fecomercio de São Paulo, a oportunidade para aqueles que têm uma boa ideia está na incubadora conhecida como Rio Criativo. O projeto de incubação que conta com a parceria do governo estadual apoia 16 empreendimentos inovadores em um espaço localizado na zona portuária da capital.

15 Segunda-feira, 23 de julho, 2012 Brasil Econômico 15 QUINTA-FEIRA SUSTENTABILIDADE SEXTA-FEIRA TECNOLOGIA CLÁUDIA LEITÃO e MÁRCIA ROLLEMBERG Secretária da Economia Criativa e secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do MinC Aprender a viver: a Rio+20 e o legado do MinC Aprender a viver. Este parece ser o maior dos desafios humanos, que atravessa o tempo nos causando dilemas e constrangimentos. O iluminista Jean-Jacques Rousseau, em O Emílio, e a dupla de artistas brasileiros, Roberto Carlos e Erasmo Carlos, na canção É preciso saber viver, produzem a mesma advertência: precisamos aprender a viver. Em que medida o século XVIII de Rousseau e o século XXI de Roberto e Erasmo é mais ou menos auspicioso para o saber viver? A expansão econômica e da mídia propiciada pelas indústrias culturais não beneficia equitativamente todos os países nem regiões. Na verdade, gera desigualdades econômicas e desequilíbrios históricos no acesso à comunicação, à informação, ao entretenimento e provoca o declínio da diversidade cultural. Um dos maiores paradoxos do consumo cultural planetário é que, enquanto alguns produtos culturais vendem aos milhões, fecham-se teatros, cinemas, livrarias, bibliotecas e centros culturais em diversos países. Ao mesmo tempo, a hegemonia das indústrias proprietárias de redes de telecomunicações, editoras ou dos canais de televisão nem sempre têm compromisso com processos educacionais e favorecem a alienação dos indivíduos e a ampliação do consumo de produtos culturais de baixa qualidade. Definitivamente, ainda não aprendemos a viver. Nos debates da Rio+20, o MinC enfatizou as conexões entre o desenvolvimento sustentável e a necessária aproximação das políticas públicas de promoção e valorização da biodiversidade àquelas relativas à diversidade cultural. Um dos maiores paradoxos do consumo cultural é que, enquanto alguns produtos culturais vendem aos milhões, fecham-se teatros, cinemas, livrarias, bibliotecas e centros culturais em diversos países As convenções internacionais começam a cunhar a expressão biodiversidade cultural nos documentos. Seja enquanto signo linguístico, princípio filosófico, garantia jurídica, patrimônio cultural, ou ainda, como insumo econômico, a diversidade cultural torna-se cada vez mais uma palavra chave, como bem nos adverte Edgar Morin ao salientar que somos dependentes simultaneamente da natureza e da cultura. Se o homem faz parte da natureza, a manutenção da diversidade, em especial das comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e rurais, é fator determinante da preservação dos biomas e do patrimônio cultural e natural. No governo Dilma Rousseff, o MinC avança nas políticas que afirmam que um país rico é um país cuja diversidade cultural também constitui instrumento privilegiado de enfrentamento da miséria. Sob a liderança da ministra Ana de Hollanda, a Política Nacional de Cultura aprofunda as reflexões e ações que fortalecem as conexões entre cultura e desenvolvimento. Nosso maior desafio tem sido o de formular políticas públicas para o desenvolvimento local e para a cidadania, tomando como princípio a participação social e como substrato maior a valorização da diversidade cultural brasileira. Desse modo, avançaremos de forma efetiva na construção de um desenvolvimento verdadeiramente sustentável para o nosso país. Afinal, é preciso, mais do que nunca, aprender a viver.

16 16 Brasil Econômico Segunda-feira, 23 de julho, 2012 ENCONTRO DE CONTAS MARCADO O consultor Darci Prado, sócio do INDG, lança hoje o livro Usando o MS Project 2010 em gerenciamento de projetos, que traz dicas e recomendações didáticas para a utilização do software. A Impacta Tecnologia, de treinamento em TI, realiza esta semana em São Paulo o curso Show Day Introdução ao HTML5 e CSS3. A Fundação Dom Cabral realiza, a partir de amanhã, em parceria com o Esade Business School, da Espanha, o programa Alta Performance em Liderança: a dimensão do sujeito, em Minas Gerais e em Madri. DENISE CARVALHO O cheiro da crise Quem sentiu no ar o cheiro da crise no início de 2008 quando as bolsas americanas já davam sinais de arrefecimento e optou pelas ações de tradicionais pagadores de dividendos, como Souza Cruz, comandada por Andrea Martini, e por empresas que surfaram na onda da expansão da renda da população, como Natura, se deu bem. OS MELHORES (E OS PIORES) DO IBOVESPA Reality show pela Europa A grife carioca de roupas masculinas Reserva lançou o projeto Partiu?!, reality show que acompanhará as aventuras de oito amigos pela Europa, em cidades como Barcelona, Praga e Paris. Até meados de agosto, os mochileiros vão compartilhar suas descobertas diariamente na fan page da marca, com fotos e vídeos. Os internautas podem interagir com os participantes, sugerindos dicas, que servirão como mapa de viagem. Segundo a empresa, hoje, sua marca tem 555 mil curtições e 5 mil peças vendidas na plataforma de comércio eletrônico. Fernando Souza/O Dia Os papeis dessas empresas se valorizaram mais de 200% no período. As blue chips de pior desempenho, em compensação, são aquelas envolvidas em resolver problemas operacionais (como B2W e sua dificuldade na entrega de produtos, Gafisa e sua divisão para baixa renda e Usiminas, com redução na rentabilidade. Desempenho das blue chips desde o início da crise, em 2008* ,60% ,40% ,30% ,40% -86,20% ,10% SOUZA CRUZ AMBEV NATURA USIMINAS GAFISA B2W Fontes: Economatica e Brasil Econômico *Rentabilidade acumulada de maio/2008 até 20/jul/2012 Mineiros na mira de Berkeley A empresa de saúde com base tecnológica eprimecare, de Minas Gerais, despertou a atenção da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, e foi selecionada por mérito para receber uma consultoria de alunos da universidade americana. Criada em 2005, a eprimecare fornece soluções de comunicação por meio de mídias digitais para auxiliar na interação entre o sistema de saúde e o paciente. Um dos investidores é o BDMG, por meio do fundo HorizonTI, que conta com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), e o executivo Leonardo Florêncio, presidente da empresa. eprimecare agora negocia um novo aporte de capital, de R$ 6,4 milhõs, com o BDMG e outros investidores. Com receita de R$ 2 milhões, a empresa estima alcançar R$ 60 milhões em cinco anos. A Embraer tem pressa As duas primeiras unidades industriais da Embraer na Europa, em Évora, Portugal, estarão em plena operação no segundo semestre de 2013, mas a empresa já contratou 80 profissionais e treinou 56 deles no Brasil. Até o fim de 2012, 100 funcionários estarão na ativa de um total de 600 previstos para as fábricas. As plantas uma de estruturas metálicas e outra de resinas e fibras de carbono - vão produzir componentes para o Legacy 500, novo avião da frota executiva da Embraer, que chega este ano ao mercado, entre outros projetos. A arte de liderar O maestro João Carlos Martins e o escritor americano James Hunter, autor do livro O Monge e o Executivo, estão entre os palestrantes mais esperados pelos profissionais que participarão como ouvintes do Seminário Internacional de Liderança e Gestão, que acontece no dia 14 de agosto, no Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, Minas Gerais. FRASE Nesta indústria as pessoas têm uma vida útil curta Mila Kunis Atriz, sobre o desejo de ter uma família e planejar a busca de outros caminhos profissionais Fotos: divulgação Joshua Roberts/Bloomberg GIRO RÁPIDO Aplicativo fitness A TP Vision lançou em parceria com o portal Minha Vida um aplicativo gratuito para as pessoas que querem se exercitar. Com o TV Minha Vida fitness, o usuário pode praticar atividades físicas e, ainda, ter acesso a dietas, dicas de beleza e guia de exercícios. Orçamentos on-line A startup Superficie lançou o software bim.bon, que faz orçamentos de projetos com preços reais e atualizados. O software calcula automaticamente o orçamento de projetos através de um banco de dados on-line com produtos, materiais de construção e mão de obra. US$ 60mi é o que pode alcançar o pacote de remuneração da nova presidente do Yahoo, Marissa Mayer, ex-vp do Google, em cinco anos Malas de viagem A Lansay, empresa especializada em malas e artigos para viagem, está lançando a linha Platinum. A nova coleção de malas apresenta duplo sistema de abertura, tanto na parte frontal quanto na área central, além de rodas com giro de 360 graus. Marco Valente Vinho com notas de frutas Os restaurantes Duo e Bottega del Vino, no Rio de Janeiro, agora têm vinhos com rótulos próprios. O sommelier Dionísio Chaves, sócio das duas casas, selecionou os vinhos na França, na cidade de Limuox, e arrematou as bebidas que tinham equilíbrio entre acidez e álcool, com notas de frutas mais cítricas e madeira delicada.

17 Segunda-feira, 23 de julho, 2012 Brasil Econômico 17

18 18 Brasil Econômico Segunda-feira, 23 de julho, 2012 EMPRESAS Subeditoras: Rachel Cardoso Patrícia Nakamura Brasileiros adotam montadoras instaladas na vizinhança Companhias como Fiat, GM, Ford e Nissan têm participação de mercado maior nos estados onde têm fábricas Michele Loureiro A mercearia do morador mais antigo da rua, o barbeiro da esquina que prestava serviços para o avô ou a loja de roupas do bairro vizinho. O vínculo emocional do brasileiro com estabelecimentos próximos também é tendência entre as montadoras de veículos. Não é a toa que empresas como Fiat, PSA Peugeot Citröen, GM, Ford e Nissan têm participação de mercado maior nos estados onde têm fábricas instaladas. Em Minas Gerais a população costuma brincar que a Fiat é mais mineira do que italiana. As mudanças trazidas pela montadora ao município de Betim são notáveis, partindo desde a infraestrutura até a mudança de hábitos locais, por meio de iniciativas sociais. Além dos 26 mil funcionários que trabalham na unidade, a empresa também tem uma rede de fornecedores que emprega centenas de pessoas da região. A Fiat atribui o bom desempenho de vendas no estado à identificação dos consumidores. Instalada na cidade desde 1976, a empresa detém a liderança com 30% de participação de mercado em Minas Gerais, enquanto o índice nacional alcançou 24,8% na primeira quinzena de julho. Sozinho, o estado representou FEITO AO LADO DE CASA Vínculo emocional do brasileiro com estabelecimentos próximos é tendência entre montadoras de veículos Participação nacional* Participação no estado FIAT NISSAN PSA PEUGEOT GM FORD CITROËN 24,8% 3,7% 4,1% 17,6% 9,7% Minas Gerais 30% Questões como logística e incentivo fiscal predominam na hora da escolha por um estado Paraná 5,2% Rio de Janeiro 5,6% Fonte: empresas *Primeira quinzena de julho 18,5% das vendas da companhia no país no primeiro semestre. Segundo o consultor do mercado automotivo, Francisco Satkunas, a instalação de uma fábrica cria um vínculo com a cidade e o estado escolhido. É como um time de futebol da sua cidade, você tem um carinho especial. É inevitável fazer uma associação positiva, compara. Mas ele ressalta que isso é uma consequência e não uma prioridade na hora de se optar por um local. Nenhuma companhia se baseia apenas na participação regional para se instalar. Quesitos como logística e incentivos fiscais são prioritários, diz. Os números da Nissan no Sul do país também demonstram a adoção da companhia pelos paranaenses. Enquanto a participação nacional da montadora é de 3,5%, a cidade de Curitiba tem um índice de 5,2%. O objetivo da Nissan, que hoje ocupa a sétima posição no ranking nacional, é alcançar 5% de participação no país até 2014, ano em que iniciará a produção na nova fábrica que está sendo instalada no estado do Rio de Janeiro. Os cariocas também já adotaram a marca e a participação local da montadora é de 5,6%. Sem detalhar números, a empresa prevê crescimento do índice depois da abertura da unidade de Resende. Rio de Janeiro 6,4% São Paulo 18% Rio Grande do Sul 18% Bahia 10,6% São Paulo 10,6% O estado do Rio de Janeiro também é porto seguro do Grupo PSA Peugeot Citröen, que mantém uma participação de mercado de 6,4% no local, enquanto a fatia nacional é de 4,1%. A fábrica de Porto Real é uma das 18 unidades do grupo no mundo e produziu 140 mil veículos em Ford e GM Junto com outros nomes de peso, a Ford e a GM dividem espaço no ABC Paulista e batalham para ampliar a disputada participação de mercado no estado de São Paulo, maior consumidor de veículos no país. Mesmo assim, os índices das montadoras americanas no estado superam o número nacional (veja o quadro acima). Segundo Satkunas, a chegada da General Motors (GM) a Gravataí em 2001 deve render um aumento de participação no estado do Rio Grande do Sul em breve. Atualmente a empresa tem fatia de 18% no local, número superior aos 17,6% no mercado nacional. Essa diferença tende a ser mais acentuada, a exemplo do Marcela Beltrão Sérgio Habib, da Jac Motors: Nordeste é mercado que mais cresce caso da Fiat em Minas Gerais. É uma questão de tempo para a empresa se consolidar, ressalta o consultor, lembrando que os consumidores do Rio Grande do Sul tem uma cultura de grande apego por produtos e fornecedores locais. Esse é o mesmo caso da Ford, que está em Camaçari desde 2005 e mantém uma diferença superior, mas pequena entre a preferência baiana e os números nacionais. Leva tempo para o consumidor se afeiçoar, mas a tendência é essa, finaliza Satkunas. FÁBRICA EM CAMAÇARI Jac Motors quer fatia de 4% na Bahia A tendência de afeição dos consumidores por empresas que se instalam em suas cidades e estados também é uma das estratégias da Jac Motors para ganhar mercado no Nordeste do país, segundo o presidente da companhia chinesa, Sergio Habib. Nos últimos quatro anos, o mercado brasileiro de veículos cresceu 50% em volume de unidades comercializadas, atingindo 3,6 milhões no ano passado. No mesmo período, a região Nordeste avançou 90%. Estar presente fisicamente neste ambiente é uma vantagem para a empresa, assume Habib. A fábrica de Camaçari vai demandar aporte de R$ 900 milhões e começa a funcionar no final de O executivo prevê que no ano seguinte a participação nas vendas baianas, que atualmente é de 2%, dobre. Pretendemos ter uma fatia de 2% a 2,5% do mercado nacional em Para o Nordeste esse número deve ficar entre 4% e 5%, diz. Habib afirma ainda que o trabalho deve ser mais ameno no Nordeste porque os consumidores não tem uma fidelidade por marcas tradicionais, como acontece em estados como São Paulo e Rio de Janeiro. M.L.

19 Segunda-feira, 23 de julho, 2012 Brasil Econômico 19 Divulgação Portonave cresce 7% no primeiro semestre No primeiro semestre deste ano, a Portonave - Terminais Portuários de Navegantes - registrou alta de 7,3% em sua movimentação total na comparação com o mesmo período do ano passado. No semestre, o terminal portuário movimentou 280,4 mil TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés), frente aos 261,4 mil TEUs operados nos primeiros seis meses de De janeiro a junho, a Portonave recebeu 307 escalas de navios. Fiat acelera e contrata mais 600 pessoas Produção aquém da demanda faz montadora elevar folha de pagamento Profarma negocia compra da ArpMed Ana Paula Machado A recuperação do mercado de automóveis no último mês fez a Fiat colocar o pé no acelerador. A montadora, líder de vendas no Brasil, vai contratar mais 600 pessoas para a sua fábrica em Betim (MG). O presidente da companhia, Cledorvino Belini, disse que os novos funcionários vão trabalhar nas áreas de prensa, funilaria e pintura. Essa medida é necessária para darmos conta de atender a demanda. Há modelos que têm fila de espera de 30 a 60 dias, disse o executivo. Hoje a Fiat emprega 18,5 mil funcionários em Betim e fabrica 3,25 mil carros por dia. Essa unidade é a maior da montadora italiana no mundo e trabalha com três turno de produção em algumas áreas para dar conta da demanda crescente no Brasil. O presidente do sindicato dos metalúrgicos de Belo Horizonte e região, João Alves, informou que o plano da Fiat era colocar mais um turno de trabalho na área da montagem final, que hoje opera em dois intervalos de produção. Com isso seria necessária a contratação de mais 1,5 mil pessoas. A produção não atende a demanda da Fiat. Hoje, ela vende cerca de 3,4 mil carros por dia e fabrica 3,25 mil veículos. O estoque formado durante a baixa do mercado já está acabando, disse Alves. E Belini precisa mesmo atentar para a produção no Brasil para manter a liderança de mercado. A alemã Volkswagen já anunciou a intenção de aumentar os investimentos no país e a fabricação de um modelo que será concorrente direto do Mille, hoje um dos carros mais baratos do país. A Volks vai investir no país R$ 8,7 bilhões até Estamos na fase de discussão da construção para a fábrica em Pernambuco. A obra não está atrasada, disse o presidente da Fiat. A montadora vai investir R$ 3,5 bilhões em Goiana (PE). Segundo Belini, a unidade entra em operação no segundo semestre de Mas, antes da produção propriamente dita, temos que fazer os testes da linha. Por isso, a fábrica ficará pronta no início de 2014, afirmou o executivo. A obra deve durar cerca de um ano e meio. A unidade de Goiana vai ser responsável pela produção de um veículo compacto que, segundo Belini, ainda não está definido. Entretanto, a montadora já acertou com a Magneti Marelli para ser um dos seus fornecedores. Eles vão ser os fabricantes dos faróis do novo carro. No parque, ao redor da fábrica, terão cerca de 15 empresas. Agora estamos negociando com elas para a implantação de uma unidade produtiva. O processo está dentro do cronograma. Além das autopeças que vão se instalar dentro da fábrica da Fiat, a montadora poderá atrair para a região mais cerca de 30 fornecedores. Belini: As vendas de carros já estão 20% maiores em julho Rodrigo Capote Com o negócio, distribuidora estreia em mercado de R$ 400 milhões anuais Érica Polo REMÉDIO PARA FORTALECER Desempenho da Profarma no 1º Tri/12 RECEITA BRUTA R$ 954,5 milhões LUCRO LÍQUIDO R$ 9,5 milhões MARGEM LÍQUIDA 1,2% ALVO DE AQUISIÇÃO ArpMed, canal de distribuição de 289 medicamentos especiais de laboratórios como EMS, Eli Lilly, Pfizer, entre outros Fontes: Profarma e website da ArpMed De olho no nicho de medicamentos especiais - com alto nível de tecnologia e comercializados fora das grandes redes de farmácias -, a distribuidora Profarma negocia a aquisição da ArpMed, especializada nesse segmento, apurou o BRASIL ECONÔMI- CO. O valor não foi revelado. A companhia alvo também é uma distribuidora e concentra atuação em São Paulo - onde tem, inclusive, uma farmácia -, e no Rio de Janeiro. Mas seu alcance é nacional já que outros estados são atendidos por meio de parceiros, diz uma fonte. Com o movimento, a Profarma vai agregar um novo negócio ao seu portfólio. É interessante para a empresa porque além de a ArpMed estar em um segmento promissor no Brasil, a margem do business de especiais é muito maior, pode chegar a 10%, disse uma fonte. Já a margem líquida da Profarma foi de 1,2% no 1º trimestre de Essa diferença existe porque os produtos comercializados por empresas como a ArpMed, uma das tradicionais do ramo, são bem mais caros que os tradicionais. As formulações embutem alto nível de tecnologia e se destinam a tratamento de patologias específicas. Segundo o site da ArpMed, a companhia detém 290 itens em sua lista, desenvolvidos por empresas do porte de EMS, Eli Lilly, Pfizer, Roche e muitos outros. Os laboratórios não costumam distribuir esses medicamentos para as grandes redes de drogarias por questão de escala. Mercado de R$ 400 milhões Embora movimente menores volumes, trata-se de um nicho que tem crescido rápido, cerca de 10% ao ano, e movimenta R$ 400 milhões por ano no país. Com a consolidação das redes de farmácias, as drogarias se tornam ainda menos interessantes como alternativa de vendas para medicamentos e produtos com esse perfil. A Profarma, cuja receita bruta somou R$ 954 milhões entre janeiro e março, distribui genéricos, OTC (não é preciso ter receita médica para a compra), medicamentos de referência, hospitalares e vacinas, além de cosméticos e itens de higiene pessoal. Procuradas, as empresas não se pronunciaram até o fechamento da edição. Ford sofre pressão para fechar fábrica europeia Stora Enso lucra 141 milhões Montadora usa apenas 63% de sua capacidade instalada nas unidades da Inglaterra e Bélgica A Ford Motor está sofrendo pressão de acionistas para fechar pelo menos uma de suas fábricas na Europa. Apesar das duras negociações com os sindicatos locais, outras montadoras como GM e PSA Peugeot Citroën já levam adiante seus planos de cortar a produção e demitir funcionários no continente. A segunda maior fabricante de carros dos Estados Unidos tem unidades de produção em Southampton, na Inglaterra, e em Genk, na Bélgica. Atualmente, a montadora utiliza apenas 63% da capacidade instalada de suas linhas locais. Enquanto a GM tem prejuízo acumulado de US$ 16,4 bilhões desde 1999, a Ford tem um desempenho bem melhor, com lucro de US$ 1,73 bilhão entre 2007 e O lucro líquido da Ford no segundo trimestre deve cair mais de 50% em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com analistas que acompanham o setor automotivo. A companhia deve apresentar balanço no dia 25. Bloomberg Fabricante finlandesa de papel teve faturamento de 2,72 bilhões no 2º trimestre A fabricante de papel Stora Enso registrou lucro menor do que o esperado no segundo trimestre e informou que a crise de dívida da Europa está começando a ter um impacto material sobre os mercados da companhia finlandesa. O lucro operacional da companhia foi de 141 milhões, abaixo da previsão do mercado de 153 milhões de euros. A companhia informou que prevê um lucro operacional no terceiro trimestre igual ou levemente superior ao do segundo trimestre e vendas no mesmo nível do faturamento de 2,72 bilhões obtido no segundo trimestre. Reuters

20 20 Brasil Econômico Segunda-feira, 23 de julho, 2012 EMPRESAS Divulgação AQUISIÇÃO Abril Educação compra 51% do grupo Red Baloon por R$ 29,8 milhões A Abril Educação anunciou a compra de 51% do grupo Red Baloon, que atua no segmento de ensino de inglês para crianças e adolescentes em São Paulo. Pela aquisição, a Abril Educação pagará R$ 29,85 milhões, na data do fechamento da operação. Está previsto ainda aporte conjunto de capital de R$ 6 milhões, sendo R$ 3,06 milhões por parte da CAEP subsidiária da Abril Educação. Siemens fará oferta por fabricante de turbinas Alemã pretende desembolsar até 1,3 bilhão pela italiana Ansaldo Energia Reuters e Bloomberg A Siemens irá fazer uma oferta de cerca de 1,3 bilhão pela Ansaldo Energia para ampliar seu alcance no mercado de turbinas de gás, informaram duas fontes ligadas às negociações. A Ansaldo Energia, uma joint-venture entre o grupo italiano Finmeccanica e o fundo dos Estados Unidos First Reserve, também produz turbinas a vapor e geradores para o mercado de energia. A Finmeccanica, que disse recentemente que estava buscando vender ativos de cerca de 1 bilhão, não quis comentar no início deste mês notícias de que estava negociando com grupos, incluindo a Siemens, pelo negócio de energia, e com a Hitachi pelas atividades de sinalização ferroviária. Tanto a Finmeccanica quanto a Siemens não quiseram se manifestar sobre o assunto. O fundo americano First Reserve comprou 45% da Ansaldo Energia no ano passado, em um negócio que avaliou a empresa em 1,2 bilhão. O fundo tem a opção de compra da participação restante caso a Finmeccanica decida vendê-la. Para a Siemens, a Ansaldo Energia seria seu maior negócio desde que comprou a empresa de diagnósticos Dade Behring, dos Estados Unidos, por 6bilhões em julho de A Ansaldo Energia teve um lucro antes de juros e impostos de 124 milhões no ano passado. As vendas da companhia foram de 1,2 bilhão. A companhia tem clientes na Argélia, Egito, Síria e Turquia. Já a Siemens, cujo portfólio de produtos vai de trens a lâmpadas, passando por usinas eólicas, vem num vigoroso processo de aquisições desde o ano passado, principalmente em áreas ligadas a tecnologia de geração e transmissão de energia e em automação. O presidente da companhia, Peter Loescher, disse que a empresa está disposta a pagar até 2 bilhões por uma única compra.

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