SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE PELOTAS

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1 SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE PELOTAS Projeto de Atuação EDUCAÇÃO PERMANENTE EM ENFERMAGEM: Ampliando fronteiras para a qualidade assistencial Pelotas, dezembro de 2009.

2 INTRODUÇÃO A educação é um fato social e universal, uma atividade humana necessária à existência e ao funcionamento de toda a sociedade. Esse fenômeno cuida da formação do ser humano e representa um importante instrumento no desenvolvimento de suas capacidades psicobiológicas, psicosociais e psicoespirituais visando às transformações nas várias instâncias da vida social. Além disso, a educação é um processo para a promoção dos sujeitos com base nos conhecimentos e das experiências culturais, científicas, morais e adaptativas, fundamentando a atuação no meio social e mundial (PASCHOAL et. al., 2007). Relacionando essa concepção de educação com a enfermagem, compreende-se que as atividades realizadas por esses profissionais são subsidiadas por ações educativas. Dessa forma, percebe-se a necessidade de promover efetivamente unidades de ensino, fundamentadas na conscientização do valor da educação como meio de crescimento dos profissionais da enfermagem. O Ministério da Saúde em fevereiro de 2004, instituiu através da Portaria 198/GM/MS, a Política Nacional de Educação Permanente, visando à formação e capacitação dos profissionais da saúde para atenderem às reais necessidades populacionais, de acordo com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). Ricaldoni et. al. (2006), considera a educação permanente em saúde como um processo educativo que possibilita o surgimento de um espaço para pensar e fazer no trabalho, sendo que as instituições de saúde são essenciais para o desenvolvimento permanente das capacidades dos trabalhadores, contribuindo para o bem-estar social. Ceccim (2004) descreve a educação permanente como a ação de práticas que informam e recriam a teoria, e consequentemente recriam a própria prática. Conforme Lopes et. al. (2007), a educação permanente parte do pressuposto da aprendizagem significativa, aproximando o mundo do trabalho ao da educação, considerando como ambiente de aprendizagem o próprio espaço dos serviços de saúde e da

3 3 gestão do SUS. E, essa aproximação faz com que o aprendizado seja fundamentado na reflexão das práticas cotidianas. Tavares (2006) descreve a importância do desencadeamento de processos de capacitação dos profissionais de enfermagem, pois esses são o centro da melhoria do desempenho e da atenção prestada pelos serviços de saúde. Cabe salientar que o ator principal desse fato é o enfermeiro, o qual possui como uma das principais intervenções no seu processo de trabalho a educação em saúde, fundamentando sua práxis no conhecimento teórico, tornando-a mais qualificada e produtiva. Em julho de 2008 na Santa Casa de Misericórdia de Pelotas foi instituído o Programa de Educação Continuada em Serviço para os profissionais de enfermagem, sob aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa da instituição protocolo Nos encontros realizados no período de 2008 a 2009, foram abordados temas como: uso de equipamento de proteção individual e isolamento, administração de medicamentos, oxigenioterapia, tratamento de feridas, conduta de enfermagem em parada cardiorrespiratória, Programa -5S Qualidade, reações transfusionais, quem cuida do cuidador, influenza a h1n1, rotinas gerais de enfermagem. Perante o exposto e visando ampliar o Programa de Educação Continuada para os profissionais de enfermagem, estamos propondo através desse projeto a implantação da Educação Permanente para os profissionais de enfermagem da Santa Casa de Misericórdia de Pelotas, contemplando profissionais de enfermagem da rede municipal de Pelotas, e instituições de ensino vinculadas a este Hospital Escola. OBJETIVO Objetivo Geral Implantar a educação permanente para os profissionais de enfermagem no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Pelotas, abrangendo também profissionais de enfermagem da rede municipal de Pelotas, e instituições de ensino vinculadas ao hospital.

4 METODOLOGIA O grupo de Educação em Enfermagem está constituído por enfermeiros que atuam na assistência nos diversos setores da instituição. Esses integrantes são responsáveis pelas atividades realizadas decorrentes do projeto. Para executá-lo serão abordados, mensalmente, temas relevantes para atender as reais necessidades dos profissionais. Os encontros em 2010 serão realizados no período de março a novembro, sendo quatro (04) dias por mês, de segunda à quinta-feira, nos horários 10h-15h e 20h. Ou seja, serão 12 encontros mensais em que os profissionais terão oportunidade para participar de um deles, facilitando a adesão do público-alvo ao programa de Educação Permanente. O público-alvo serão os profissionais de enfermagem da Santa Casa de Misericórdia de Pelotas, da rede municipal de Pelotas, e acadêmicos de enfermagem das instituições de ensino vinculadas ao hospital, sendo disponibilizadas as seguintes vagas, para cada instituição por encontro: 20 da Santa Casa de Misericórdia de Pelotas, 10 da rede municipal de Pelotas, 05 acadêmicos de enfermagem da Faculdade Anhanguera/Pelotas, e 05 acadêmicos de enfermagem da Universidade Federal de Pelotas. Ampliar o Programa de Capacitação em Enfermagem realizando este cronograma, abrangendo não somente os profissionais da Instituição mas também os profissionais da Atenção Primária do município de Pelotas, assim como acadêmicos e docentes das Instituições de Ensino, é uma ação propulsora para a implantação do Serviço de Educação Permanente na instituição.

5 5 RÊFERÊNCIAS AMESTOY SC, MILBRATH VM, CESTARI ME, THOFEHRN MB. Educação Permanente e Sua Inserção no Trabalho da Enfermagem. Cienc Cuid Saúde. 2008, Jan-Mar; 7(1):83-8. ANA- American Nurses Association-. Council on Continuing Education of Staff Development. Roles and Responsabilities for continuing education and staff development across all settings. ANA Publ. 1992; (COE M): iii, CECCIM RB. Educação Permanente em Saúde: desafio ambicioso e necessário. Interface Comunic, Saúde, Educ. set.2004/fev v.9 n.16. CECCIM RB, LAURA MF. O Quadrilátero da formação para a área da saúde: ensino, gestão, atenção e controle social. Ver Saúde Coletiva. 2004; 14(1): KURCGANT P. Educação Continuada: caminho para qualidade. Rev Paul Enferm. 1993, 12 (2): LOPES SR, PIOVESAN ET, MELO LO, PEREIRA MF.Potencialidades da educação permanente para a transformação das práticas de saúde. Comun. ciênc. saúde; 2007, abr.-jun. 18(2): MEDEIROS AC, SIQUEIRA HCH. A enfermagem na construção de estratégias de gestão na Unidade de Terapia Intensiva: soba a perspectiva da concretude da educação permanente em saúde. [Dissertação]. Universidade Federal do Rio Grande, FURG Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Departamento de Gestão da Educação em Saúde. Política Nacional de Educação Permanente em Saúde / Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Departamento de Gestão da Educação em Saúde. Brasília : Ministério da Saúde, p. (Série B. Textos Básicos de Saúde) (Série Pactos pela Saúde 2006; v. 9) Organización Mundial de la Salud (OMS). Oficina regional de la organización de la salud. Educación Contínua: guia para la organización de programas de educación contínua para el personal de salud. Washington (DC); PASCHOAL AS, MANTOVANI MF, MÉIER MJ. Percepção da educação permanente, continuada e em serviço para enfermeiros de um hospital de ensino. Rev Esc Enferm USP; set (3): RICALDONI CAC, SENA RR. Educação Permanente: uma ferramenta para pensar e agir no trabalho de enfermagem. Ver Lat Am Enfermagem (6): TAVARES, CM. A Educação Permanente da Equipe de Enfermagem para o Cuidado nos Serviços de Saúde Mental. Texto & Contexto. Florianópolis, 2006 Abr-Jun 15(2).

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