A memória das cidades na sociedade digital: reflexões para São Paulo e o exemplo de Quando a cidade era mais gentil

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1 Confins Revue franco-brésilienne de géographie / Revista franco-brasilera de geografia Número 39 A memória das cidades na sociedade digital: reflexões para São Paulo e o exemplo de Quando a cidade era mais gentil La mémoire des villes dans la société numérique : réflexions pour São Paulo et l'exemple de «Quand la ville était plus douce» The memory of cities in the digital society: reflections for São Paulo and the example of 'When the city was gentler' Martin Jayo e Diego Vasconcellos Vargas Edição electrónica URL: DOI: /confins ISSN: Editora Hervé Théry Refêrencia eletrónica Martin Jayo e Diego Vasconcellos Vargas, «A memória das cidades na sociedade digital: reflexões para São Paulo e o exemplo de Quando a cidade era mais gentil», Confins [Online], , posto online no dia 25 março 2019, consultado o 02 maio URL : confins/18551 ; DOI : /confins Este documento foi criado de forma automática no dia 2 Maio Confins Revue franco-brésilienne de géographie est mis à disposition selon les termes de la licence Creative Commons Attribution - Pas d Utilisation Commerciale - Partage dans les Mêmes Conditions 4.0 International.

2 1 A memória das cidades na sociedade digital: reflexões para São Paulo e o exemplo de Quando a cidade era mais gentil La mémoire des villes dans la société numérique : réflexions pour São Paulo et l'exemple de «Quand la ville était plus douce» The memory of cities in the digital society: reflections for São Paulo and the example of 'When the city was gentler' Martin Jayo e Diego Vasconcellos Vargas A valorização do passado das cidades é uma característica comum às sociedades deste final de milênio. No Brasil, esta tendência é inédita e reflete uma mudança significativa nos valores e atitudes sociais até agora predominantes. Depois de um longo período em que só se cultuava o que era novo, um período que resultou num ataque constante e sistemático às heranças vindas de tempos antigos, eis que atualmente o cotidiano urbano brasileiro vê-se invadido por discursos e projetos que pregam a restauração, a preservação ou a revalorização dos mais diversos vestígios do passado. A justificativa apresentada é invariavelmente a necessidade de preservar a memória urbana (Abreu, 1998, p.5, aspas no original).

3 2 1 Com as considerações acima, o geógrafo carioca Maurício de Almeida Abreu, um dos mais importantes autores da Geografia Histórica brasileira, iniciava em 1998 seu ensaio Sobre a Memória das Cidades. O autor se propunha a compreender um discurso que encontrava eco cada vez maior nos centros urbanos brasileiros naquele momento: o de defesa do patrimônio e preservação da memória urbana. Em um período em que muitas cidades pareciam despertar de repente para a valorização dessa memória depois de décadas ou mesmo séculos de descaso, Abreu propôs uma interpretação para o conceito de memória de locais, especialmente de cidades. 2 Levando em conta que a cidade não pode lembrar-se de nada (...) [pois] quem lembra são as pessoas que nela vivem ou viveram (Abreu, 1998, p. 17), o autor conceituou a memória das cidades como um tipo de memória coletiva (no sentido originalmente dado ao termo pelo sociólogo francês Maurice Halbwachs) que se vale de âncoras espaciais edificações, equipamentos urbanos e demais estruturas presentes na cidade como lugares de memória (conforme entendidos pelo historiador também francês, Pierre Nora). A memória da cidade diz respeito ao estoque de lembranças de tempos passados que estão desta forma ancoradas ou cristalizadas na paisagem, e que podem ser objeto agora de reapropriação por parte da sociedade, constituindo-se assim como elemento importante da identidade do lugar. 3 Passadas duas décadas da sua publicação e pouco menos de uma do falecimento do autor, o artigo de Abreu continua amplamente citado e reconhecido. Republicado como capítulo em diferentes coletâneas (Carlos et al., Orgs., 2011; Fridman e Haesbaert, Orgs. 2014), ele tem servido de referência a numerosos trabalhos em diferentes campos disciplinares. Em dezembro de 2018, época de redação do presente texto, o artigo contava com algo mais que 350 citações no Google Acadêmico. A maior parte (cerca de 60%) datava dos últimos cinco anos, evidenciando que a discussão de Abreu se mantém relevante apesar da passagem do tempo. 4 Por outro lado, um elemento relativamente novo e quiçá importante para discussões sobre memória das cidades parece estar recebendo menos atenção do que poderia: a maneira como, neste início do século XXI, no contexto de crescente digitalização da sociedade, as tecnologias de informação e comunicação (TIC) parecem ter o poder de alterar as formas de produção, transmissão e preservação dessa memória coletiva associada à paisagem urbana. 5 Embora a digitalização da sociedade não seja um fenômeno propriamente novo (sua origem remonta à segunda metade do século XX), sua expansão se viu acelerada no início do presente século com o advento das redes sociais virtuais, blogs, wikis e outras aplicações da chamada web 2.0. Se, como afirma Abreu, a memória das cidades é uma memória coletiva construída por indivíduos a partir de suas relações em dado espaço e nele ancorada, cabe então nos indagarmos se, e de que forma, a produção dessa memória se altera quando a interação entre indivíduos se digitaliza, deixando de ser confinada ao

4 3 espaço material e expandindo-se a um espaço informacional cada vez mais consolidado pelo uso dessas tecnologias. 6 O objeto de discussão do presente artigo são, portanto, as possíveis implicações da crescente digitalização da sociedade sobre as formas de interação entre indivíduos na produção de memória das cidades. Vale ressaltar que esses dois assuntos de um lado a digitalização da sociedade, de outro a valorização do passado urbano e da memória das cidades não costumam aparecer discutidos de forma articulada em literatura acadêmica, e no senso comum chegam a ser vistos como manifestações de fenômenos antagônicos entre si. 7 De um lado, é comum considerar-se que o avanço das TIC e o processo de globalização têm propiciado um novo modelo de sociedade: global, interconectada, em rede (Castells, 1999). Este fenômeno tende a homogeneizar diferenças: as comunicações se tornam instantâneas, interações sociais se desprendem do espaço e migram para um ciberespaço informacional cada vez mais consolidado (Lévy, 1999). O papel das TIC neste movimento é ponto de consenso desde McLuhan (1964): são elas, em última instância, que tornam possível a percepção do mundo como um só espaço, uma aldeia global cada vez mais homogênea. 8 Do outro lado, sabemos hoje que essa homogeneização se dá com maior intensidade no campo tecnológico e econômico do que no da cultura, em que surgem tensões entre o global e o local (Robertson, 2000; Lourenço, 2014). É nesse contexto que, desde o final do século XX, vivemos uma época de crescente culto à memória e às identidades locais (Hyussen, 2002; Waldman-Mitnick, 2006; Baer, 2010). Mais do que em qualquer outra época, as sociedades ocidentais têm valorizado seu passado: preservamos monumentos, desenvolvemos comportamentos saudosistas, valorizamos o patrimônio arquitetônico e cultural, retomamos (ou inventamos) velhas tradições locais. Esse comportamento, verdadeira obsessão pela memória (Hyussen, 2002), leva a um fortalecimento das relações identitárias entre indivíduos e os conjuntos espaciais que lhes dão ancoragem no planeta (Abreu, 1998, p. 6). O papel das TIC neste movimento tem sido menos discutido. 9 Será que o avanço das TIC e a digitalização da sociedade, se de um lado inegavelmente têm contribuído para homogeneizar o mundo, de outro também podem instrumentar resistências locais? Para responder essa questão com foco na construção de memória das cidades, o presente artigo se desdobra em três seções principais, além desta introdução. 10 Na próxima seção (Memória das cidades: entendendo o conceito), procuramos sintetizar as conceituações de Halbwachs para memória coletiva e de Nora para lugar de memória, para então abordar a forma como Abreu (1998) as articula, propondo sua interpretação para a noção de memória das cidades. A seção seguinte (A curta memória urbana de São Paulo e as promessas digitais) concentra-se na cidade de São Paulo. Procuramos mostrar ali que, embora São Paulo, pela forma como se desenvolveu, seja uma cidade carente de lugares de memória, ao mesmo tempo ela pode ser um laboratório privilegiado de experimentação de TIC como suporte à rememoração urbana. Uma terceira seção (Uma visita a Quando a cidade era mais gentil ) é dedicada a analisar um caso particular de criação de memória da cidade com ancoragem propiciada por tecnologia.

5 4 Memória das cidades: entendendo o conceito 11 A palavra memória é empregada de diferentes formas em diferentes campos de estudo. Biologicamente, a memória pode ser definida como a capacidade de um indivíduo de registrar, categorizar, organizar, resgatar e reutilizar informações do meio vivido. Neste sentido, que interessa por exemplo às neurociências, a memória é uma habilidade que diz respeito a indivíduos. Não é essa, entretanto, a dimensão da memória que mais importa quando se discute, como queremos discutir, a memória como elemento da identidade de um lugar. Para além da dimensão individual, a memória também tem uma dimensão social ou coletiva, conhecida nas ciências sociais sobretudo a partir das contribuições de Maurice Halbwachs ( ). 12 A principal ideia apresentada por Halbwachs (1990) é a de que, embora a dimensão individual exista, a memória é um fenômeno acima de tudo coletivo e sua construção é sempre determinada pelo contexto social em que o indivíduo está inserido. Isto não significa que o indivíduo não tenha a capacidade de formar lembranças em condições de isolamento da sociedade, porém memórias que não tenham sido formadas a partir da relação com o contexto social, com o outro, costumam ser limitadas e tendem a desaparecer com maior facilidade. 13 Ainda segundo Halbwachs, mesmo em vivências ou situações em que apenas o indivíduo está envolvido, isolado de qualquer grupo ou de testemunhas, a memória por ele formada ainda assim é coletiva, pois em realidade, nunca estamos sós. Não é necessário que outros homens estejam lá, que se distingam materialmente de nós: porque temos sempre conosco uma quantidade de pessoas que não se confundem (Halbwachs, 1990, p.26). Em outras palavras, mesmo que o indivíduo esteja só, sua reação aos fatos, sua percepção do ambiente e dos acontecimentos que presencia, e a construção da memória a respeito desses eventos, serão influenciadas por instrumentos fornecidos pelo meio social em sua experiência prévia em última análise, pelos outros. Da mesma forma, a morte ou perda da capacidade de recordar de um único indivíduo não significa o apagamento de sua memória, pois este apagamento dependerá também do desaparecimento do grupo social e do contexto vivido. Neste sentido, a memória individual não se distingue completamente, mas faz parte do conjunto maior da memória coletiva, sendo uma visão parcial dos fatos vivenciados em grupo (Rios, 2013, p.5). 14 Essa definição da memória como fenômeno essencialmente coletivo vem associada a duas características importantes do seu processo de construção. A primeira delas é seu caráter reconstrutivo: na memória, o passado está em constante modificação no presente. A memória não deve ser considerada como um arquivo de informações preservadas e inalteráveis do passado, mas sim um modelo de construção ativa em que o passado está sendo permanentemente modificado pelos valores, crenças e condicionantes do presente (Baer, 2010, p.132). A memória é, portanto, uma construção social resultante da necessidade não só de descrever, mas também de dar aos eventos do passado um sentido de acordo com sistemas de referência do presente (Dolff-Bonekämper, 2017, p.63). Isto torna a memória significativa não por ser uma representação fidedigna ou genuína do passado, mas como instrumento de poder e influência social e política. Entender a memória coletiva é entender como as mentes funcionam juntas em sociedade, e como suas operações são estruturadas por arranjos sociais e estruturas de poder (Hatuka, 2017, p. 49).

6 5 15 A segunda é seu caráter espacial: embora a memória possa se valer de diferentes elementos de suporte para sua estruturação e transmissão datas comemorativas, figuras históricas, rituais, tradições, costumes, regras de interação, folclore, culinária, etc. a atribuição de valor a marcos no espaço físico, como monumentos, edificações, a paisagem, etc., tem um papel fundamental. A memória coletiva requer lugares e tende a se espacializar (Baer, 2010, p.136). 16 Pierre Nora é um dos principais autores a trabalhar com esta última característica. Para Nora, a memória coletiva, para sobreviver, necessita cristalizar-se em determinados lugares. Se os indivíduos e seus meios (milieux) de memória coletiva estão fadados ao desaparecimento depois de algumas poucas gerações, os lugares (lieux) do mundo físico são mais estáveis. Essa propriedade faz com que muitas vezes os dotemos de cargas simbólicas relacionadas ao passado. Lugares de memória é o nome que Nora (1993, p.21) dá aos lugares que têm um significado especial relacionado à rememoração. Esses lugares permitem a ancoragem da memória coletiva, para sua sobrevivência intergeracional e para seu uso social e político. 17 É a partir da conceituação de Nora para lugares de memória que Abreu (1998), por fim, propõe sua discussão sobre a ideia de memória das cidades. As cidades, em maior ou menor grau, guardam estoques de vestígios materiais do passado, na forma de edificações, monumentos, e demais estruturas presentes em sua paisagem. Reapropriados pelas gerações presentes, estes lugares depositários de passado permitem estabelecer relações de identidade, apropriação do território e pertencimento. Eles funcionam como lugares de memória no sentido de Nora. Em 2007, a ideia foi expressa também por Sandra Pesavento: Todos nós, que vivemos em cidades, temos nelas pontos de ancoragem da memória: lugares em que nos reconhecemos, em que vivemos experiências do cotidiano ou situações excepcionais, territórios muitas vezes percorridos e familiares ou, pelo contrário, espaços existentes em um outro tempo e que só têm sentido em nosso espírito porque narrados pelos mais antigos, que os percorreram no passado (Pesavento, 2007, p.1). 18 A memória de uma cidade é, portanto, dada, para Abreu, pelo conjunto desses lugares de memória, herdados do passado e reapropriados no presente. O autor ressalta, porém, que a distribuição desses lugares não se dá de forma democrática ou igualitária. A cidade é palco de inúmeras vivências coletivas, associadas aos mais variados grupos e às diversas classes sociais que nela coexistem, porém apenas alguns desses grupos e classes são capazes de inscrever registros duráveis na paisagem. Via de regra, os grupos ou classes com maior poder político e econômico são os que deixam para a posteridade vestígios mais duráveis, na forma de edificações, monumentos, instituições, etc., que cumprirão função de lugares de memória. A memória da cidade se referencia a uma base material, e essa base material é produto de relações de poder. 19 Daí a importância de que políticas de memória e de preservação levem em consideração que os bens de memória herdados do passado são viesados, privilegiando certas memórias em detrimento de outras. E daí também a necessidade de políticas voltadas a fazer com que o tempo presente legue para o futuro, em temos de inscrições na cidade, uma herança mais pluralista, menos silenciadora da memória dos grupos não-hegemônicos: Não basta (...) resgatar o passado. A memória das cidades está sendo produzida a cada dia. Por isso, temos também que estar atentos ao presente,

7 6 e preocuparmo-nos sempre em registrar as memórias coletivas que ainda estão vivas no cotidiano atual da cidade. Não há como impedir que muitas dessas memórias acabem desaparecendo. Muitas podem entretanto ser salvas, bastando para isso que estejamos atentos ao seu valor futuro, que consigamos deixar de pensar exclusivamente no aqui e no agora (Abreu, 1998, p. 24). A curta memória urbana de São Paulo e as promessas digitais: ciberlugares de memória? 20 Se as cidades de maneira geral, como observou Abreu, mudaram seus valores e atitudes em relação à valorização do passado, São Paulo certamente está entre as que encarnaram essa mudança com mais intensidade. 21 Do aglomerado pacato que foi até o século XIX, a cidade se viu rapidamente promovida a metrópole e convertida em paradigma de cidade moderna e progressista no século XX. A cidade que mais cresce no mundo, apelido que se popularizou nos anos 1950, cresceu longe de preocupações patrimoniais ou de memória. Objeto de sucessivas intervenções urbanísticas dos projetos de ajardinamento afrancesados de Joseph Bouvard, em 1910, ao minhocão de Paulo Maluf, em 1970, passando pelo Plano de Avenidas de Francisco Prestes Maia entre as décadas de 1930 e 1950, enfrentou um processo de desenvolvimento urbano abertamente desfigurador. 22 Nesse processo, por duas vezes no intervalo de apenas um século, a cidade foi demolida e reconstruída praticamente por inteiro: a cidade colonial, com construções de taipa, foi substituída no início do século XX por uma segunda, de tijolos, que por sua vez deu lugar, também no século XX, à cidade atual, de concreto (Toledo, 1981). A paisagem construída foi constantemente agredida, e isto não se fez veladamente. Ao contrário, foi durante bastante tempo visto como um promissor indício de arrojo urbano e de modernidade. Um dos mais significativos exemplos é o discurso presente nas publicações comemorativas do Quarto Centenário da cidade, patrocinadas pela Prefeitura em Em Eis São Paulo, luxuoso livro produzido para a ocasião, São Paulo aparece enaltecida como a única cidade do mundo em que a cada meia hora nasce uma nova casa, e as velhas desaparecem de um dia para outro (Gygas, Org., 1954, p ). Mais adiante, fazendo referência a uma obra viária que havia sido recentemente executada na região central, o mesmo documento festeja um impressionante recorde: Nunca em uma cidade foram derrubados 50 quarteirões inteiros, em 50 dias, para abrir uma avenida (p.192). Nesta mesma época, Claude Lévi-Strass afirmou sobre São Paulo: A cidade desenvolve-se com tal rapidez que é impossível encontrar-lhe um mapa: cada semana exigiria uma nova edição (Lévi- Strauss, 1955, p. 107). 23 Esse modelo de crescimento que envolveu um ataque constante e sistemático às heranças vindas de tempos antigos, se quisermos retomar os termos de Abreu (1998, p.5) fez de São Paulo uma cidade que pouco permite, a cada geração de habitantes, conhecer, ressignificar e criar laços identitários com os espaços em que viveram as gerações imediatamente anteriores. Assim, se de um lado ela tem vivenciado, como muitas outras, uma sensível tendência à valorização de sua memória, de outro isto se dá em um contexto em que pouco do passado resta em termos de edificações ou outras estruturas físicas que possam servir como lugares repositórios de memória. No que depende de seus lugares, São Paulo é uma cidade de memória curta.

8 7 24 Por outro lado, até como consequência dessa escassez, São Paulo pode apresentar-se como um possível cenário privilegiado para novas modalidades de rememoração urbana, apoiadas em TIC, que até onde nos é possível avaliar não têm sido objeto de atenção em estudos de memória urbana. Queremos chamar a atenção aqui para três exemplos, para na seção seguinte nos debruçarmos mais de perto sobre um deles. Não se trata de afirmar que as tecnologias envolvidas não estejam disponíveis para outras cidades, mas sim que, pelas características acima mencionadas, São Paulo talvez possa ser vista como um laboratório para sua experimentação em práticas de ancoragem de memória. 25 O primeiro exemplo deriva do Google Street View, uma popular ferramenta de navegação virtual que desde o início da década de 2010 vem se tornando disponível para as principais cidades do mundo. Acessível por meio do Google Maps ( o recurso permite a qualquer usuário da internet visualizar fotografias panorâmicas da cidade tomadas ao nível da rua. As imagens são dispostas em um ambiente imersivo, que reproduz o espaço da cidade e dispõe de recursos de navegação que permitem ao usuário deslocar-se livremente por ela. E uma vez que sucessivos conjuntos de imagens, tomados em diferentes momentos, são armazenados e disponibilizados à consulta, torna-se possível ao usuário não só deslocar-se virtualmente pela cidade atual, mas também voltar no tempo, visitando-a tal como ela se apresentava em diferentes momentos à sua escolha. Desta forma, por mais que o espaço urbano sofra modificações em sua materialidade física, ele ganha a propriedade de permanecer sempre preservado em um plano virtual, em que edificações e outras estruturas desaparecidas continuam presentes e, por que não, disponíveis para ancorar memórias. 26 Uma ilustração simples do argumento pode ser vista por meio da figura 1. A imagem na parte superior da figura é uma fotografia atual, feita pelos autores. A imagem inferior é do mesmo local, porém com o aspecto que tinha no passado mais precisamente em maio de 2016, uma das datas disponíveis para visitá-lo por meio do Google Street View. A edificação que se vê nesta segunda imagem, uma construção antiga, que tinha significado e valor referencial para os habitantes da região já foi demolida 1. Mesmo assim conseguimos visualizá-la e visitá-la, anda que apenas virtualmente. Cabe pensarmos que em alguma medida ela permanece disponível (na forma de um ciberlugar de memória?) para ancorar rememorações. Se por ora o estoque de passado disponível por meio desta tecnologia é restrito, podendo-se voltar no tempo apenas alguns poucos anos, com o tempo os retornos permitidos serão cada vez maiores. As implicações disso para a memória das cidades ainda não foram estudadas.

9 8 Figura 1 - Volta ao passado em meio virtual: Rua Maranhão 812, São Paulo Fonte: foto dos autores, maio 2018 (imagem superior) e Google Street View, maio 2016 (imagem inferior) 27 Há também outras aplicações de geotecnologia que têm permitido dar saltos um pouco maiores em direção à cidade do passado. O segundo exemplo que queremos mencionar está disponível em Aqui encontramos, disponíveis para navegação virtual por qualquer interessado, imagens aéreas da cidade de São Paulo produzidas por um levantamento aerofotogramétrico de Criado por uma empresa privada fornecedora de serviços de georreferenciamento, o recurso tornou possível a qualquer pessoa com acesso a um computador tomar contato com a São Paulo de seis décadas atrás. A impressão que se tem é de sobrevoar a cidade do passado: temos assim facilitado o contato, na medida do permitido pela resolução da imagem, com lugares repositórios de memória já desaparecidos no mundo material.

10 9 Figura 2 -Volta ao passado em meio virtual: mapa atual e imagem de 1958 de trecho do centro de São Paulo Fonte: 29 E por fim, um terceiro exemplo está relacionado ao surgimento de inúmeras iniciativas memorialistas na web 2.0 2, aí incluídos blogs, sites e redes sociais virtuais. 30 Nos últimos anos têm se formado, tanto em redes sociais como Facebook e Instagram, como também em sites e blogs abertos a comentários e contribuições de visitantes, inúmeras comunidades virtuais dedicadas ao compartilhamento e intercâmbio de imagens, documentos, testemunhos pessoais e outros materiais que digam respeito ao passado da cidade. O número destas iniciativas é difícil de estimar, mas uma simples busca em redes sociais retorna grande quantidade delas. Em São Paulo, algumas chegam a reunir número muito expressivo de usuários, como a página São Paulo Antiga ( que em dezembro de 2018 contava com 183 mil participantes, e o grupo de discussão Memórias Paulistanas ( groups/memoriaspaulistanas), com 85 mil. 31 Por meio de iniciativas na web 2.0 como essas, um público numeroso e crescente tem se engajado espontaneamente em atividades de rememoração e de cultivo de laços identitários com a cidade. Ao potencializar a comunicação e interação entre indivíduos interessados no passado local, que de outra forma dificilmente interagiriam entre si, estas comunidades parecem cumprir um papel também ainda não estudado na construção de memória da cidade. 32 A fim de ilustrar o argumento, vale a pena observarmos mais de perto um desses ambientes: o blog Quando a cidade era mais gentil. A isso dedicamos a próxima seção.

11 10 Uma visita a Quando a cidade era mais gentil 33 Quando a cidade era mais gentil ( é um blog dedicado a fotografias e memória de São Paulo, em atividade desde dezembro de 2011, administrado pelo primeiro autor do presente artigo. 34 De acordo com as estatísticas de visitação obtidas do Wordpress, plataforma de gerenciamento de conteúdo online em que a iniciativa está hospedada, ao longo de seus 7 anos de atividade (de dezembro 2011 a dezembro de 2018) o blog recebeu um total de 1,665 milhão de acessos (page views), o que equivale a uma média aproximada de 20 mil acessos/mês, ou 660 acessos diários. O blog também divulga seu conteúdo por meio de uma página na rede social Facebook ( página esta que conta com aproximadamente 13 mil seguidores. 35 O conteúdo publicado no blog é formado por textos curtos em linguagem informal, de autoria do administrador, ilustrados por imagens da cidade de São Paulo (fotos antigas, cartões postais, fotos de coleções particulares, fotografias de imprensa, etc.). Os textos costumam comentar aspectos curiosos ou inusitados das imagens, ressaltando os contrastes, muitas vezes surpreendentes, entre a cidade do passado e a cidade atual. Até dezembro de 2018 haviam sido publicados 529 desses textos, ilustrados por imagens (média de 2,8 imagens por texto). 36 Mas além desse material, o blog também conta com um abundante conteúdo colaborativo, criado de forma espontânea pelos seus visitantes. As 529 postagens de autoria do administrador possuem espaço destinado a comentários, por meio do qual seus leitores costumam manifestar-se, seja dirigindo-se ao administrador, seja conversando entre si. O administrador exerce controle mínimo sobre esse conteúdo, restringindo-se a remover eventuais comentários que contenham conteúdo ofensivo. Em dezembro de 2018, havia um total de comentários publicados, produzidos ao longo dos 7 anos de atividade. 37 É este conteúdo colaborativo, construído ao longo do tempo por visitantes, que nos interessa analisar. Para tanto, optamos por selecionar uma postagem específica do blog (das 529 existentes), publicada em 23 de abril de 2013, intitulada Fabricada no Paraíso :

12 11 Figura 3 - Fabricada no Paraíso, postagem de Quando a cidade era mais gentil Fonte: 38 Com um pequeno texto e duas fotografias, a publicação se refere a uma antiga fábrica pertencente à Cia. Cervejaria Brahma localizada no bairro paulistano do Paraíso, desaparecida na década de O texto diz o seguinte: Quando a cidade era mais gentil, a cerveja era produzida no Paraíso. Hoje em dia pouca gente lembra, mas a fábrica ficava bem ao lado do metrô. Não sei exatamente quando ela foi construída, mas dizem que foi a primeira fábrica da Brahma no estado de São Paulo. Foi demolida por volta de 1994, depois de ficar alguns anos desativada. A fábrica ocupava o quarteirão inteiro entre as ruas Apeninos, Vergueiro, Tupinambás e Paraíso, a poucas quadras da avenida Paulista. Não era bonita, mas era marcante na paisagem e funcionava como um marco visual. A catedral ortodoxa, bem ao lado, era simplesmente aquela igreja que fica do lado da Brahma. As fotos mostram a fábrica em dois momentos. Na primeira ela aparece de frente, a partir da rua Vergueiro, nos anos 80. Na segunda ela é vista por trás, a partir da rua Apeninos, em Hoje, no gigantesco terreno que era ocupado pela fábrica, existem dois condomínios de arquitetura anódina e nome empolado. Chamam-se Up Side Condominium Club e Condominium Club East Side. Obviamente ninguém sabe qual é um e qual é o outro A postagem em questão recebeu, da data de sua publicação até o momento em que escrevemos (dezembro de 2018), um total de 39 comentários. Na análise a seguir, nos concentraremos em 13 deles. 4

13 12 40 Inicialmente, observa-se que a leitura da postagem fez com que vários visitantes do blog revivessem lembranças pessoais. É o caso, por exemplo dos usuários que assinam Sgold e Carla, que relembram a imponência da construção. A chaminé, lembra Sgold, era um marco na paisagem da cidade, comparável ao obelisco do Parque do Ibirapuera. Para Carla, a monumentalidade da chaminé era completada pelo grande letreiro na fachada: Na época, a chaminé criava um contraste para quem subia a avenida 23 de maio. Na frente a chaminé, atrás o obelisco. (Sgold, 23/04/2013) Era uma sensação a chaminé da fábrica! E as letras que compunham a fachada então, que MARAVILHA!! (Carla, 20/05/2013) 41 E os comentários vão além do impacto visual da edificação. Rogério Zé, por exemplo, se lembra, quase ouvindo, o som da sirene da fábrica. Emil, por sua vez, revive a fumaceira que a fábrica costumava despejar sobre o bairro em dias de muita produção: Ainda sou capaz de me lembrar, quase ouvindo, da sirene da fábrica que tocava na hora do almoço. (Rogério Zé, 24/04/2013) Quando era criança, na década de 70, as escolas (a minha por acaso) levavam os alunos para excursões nessa cervejaria. Por outro lado, quando a produção estava à toda, quem morava na região do Paraiso (como o meu caso) via uma fumaceira legal. (Emil, 24/04/2013) 42 Percebe-se ainda que a recordação de Emil parece ter ajudado outros visitantes, que escreveram logo depois, a ativarem as suas próprias lembranças sensoriais. Claudio Bernardo e Bob relembram o odor exalado pela fábrica, nos dias de fumaceira : Vendo essas fotos dá para lembrar até do cheirinho da cevada sendo cozinhada nos mesmos dias da fumaceira que o Emil comentou (Claudio Bernardo, 28/04/2013) É verdade, Claudio Bernardo, o cheiro até hoje está presente na minha memória. (Bob, 17/05/2013) 43 Angela, por sua vez, além do cheiro, relembra outras formas pelas quais a fábrica se integrava ao cotidiano de quem morava perto: O cheirinho da cevada está gravado em minha memória olfativa. Fiz meu curso primário em um colégio enorme, chamado Colégio Ipiranga, o qual foi demolido para dar lugar ao viaduto da 23 de Maio. Era bem próximo da fábrica, e podíamos sentir o odor do malte exalando por toda a região. Morei durante muitos anos a poucos metros do Largo Ana Rosa, e lembro que, em dias festivos, meu pai ia até a fábrica buscar barril de cerveja. Quase todo o mundo do bairro ia até lá, para a mesma finalidade. O prédio era lindo e lamento profundamente o desmonte e descaracterização que o Paraíso e a Vila Mariana estão sofrendo, devido à cruel especulação imobiliária. (Angela, 02/12/2018) 44 Há também quem até agora desconhecesse ter existido uma fábrica naquele local, tomando conhecimento do fato pela postagem do blog e pelos testemunhos dos demais. É o caso de Leandro. É interessante vê-lo declarar que daqui para a frente o local terá outra imagem, carregada dessa memória: Estudei na UNIP e descia [do metrô] na estação Paraíso todo santo dia. Não sabia que no lugar daqueles prédios estranhos existiu uma fábrica da Brahma. Muito legal saber dessas coisas, agora vou passar ali e ter outra imagem do lugar. (Leandro, 29/04/2013)

14 13 45 Em outro caso, ao contrário de Leandro, um antigo morador do bairro tinha memória da fábrica. Ler os comentários no blog não só reavivou suas recordações, mas o motivou a compartilhá-las com pessoas mais jovens, que a desconheciam. Seus interlocutores ficaram impressionados por nunca antes terem ouvido falar de uma fábrica tão significativa. Assim como Leandro, também adquiriram, por construção coletiva, memória do local: Morava na Apeninos na década de 80, muitas saudades. Ontem fui encontrar meu filho e seus amigos, que trabalham na Apeninos, numa agência de publicidade, e ficaram impressionados de nunca ter ouvido falar da fábrica da Brahma. Então contei dos grandes tonéis dourados e do cheiro da cevada. Deveria ser tombada, mas já se foi. (Edson, 10/01/2015) 46 Outros usuários, além de relatar suas lembranças (o som do apito, a imponência da chaminé, o piscar do letreiro luminoso, etc.), também acrescentam aos relatos informações factuais. Um deles é Alexandre, que nos informa as condições de desativação da fábrica, bem como a data precisa e os possíveis motivos da demolição. Outro é Ricardo, que conheceu um dos problemas operacionais da fábrica nos seus anos finais: Bem, minha ligação afetiva com essa fábrica é (ou era) muito forte. Primeiro, meu avô materno trabalhou ali durante mais de 30 anos (entre 1943 e 1976) e tinha verdadeira adoração por aquele prédio. Ele faleceu em 1988 e não chegou a assistir ao triste espetáculo de sua demolição a partir de 1993, do qual me lembro muito bem. E segundo, entre 1979 e 1989 morei num prédio na Rua Tomás Carvalhal, e a fábrica, vista bem de frente, dominava a paisagem da janela do meu quarto, com seu enorme letreiro luminoso piscando à noite (impensável hoje em dia ), seu apito a vapor, sua chaminé imponente Embora a desativação da fábrica, já obsoleta e engolida pela cidade, estivesse nos planos da Brahma (então sob comando do Banco Garantia, que adquiriu o controle da empresa em 1989), ouvi dizer na época que o prédio foi demolido às pressas quando surgiu o boato de seu tombamento. (Alexandre, 12/06/2013) Trabalhei como caminhoneiro por quinze anos. Em 1992, quando ainda trabalhava com um caminhão do tipo truck, puxei muito malte do Porto de Paranaguá para esta fábrica na Rua Tupinambás. O local não permitia a descarga de carretas, pois a fábrica era antiga. Saudades desse tempo que não volta mais... (Ricardo, 27/11/2018). 47 E outro, ainda, é Jungletrader Lucky, que aporta elementos de um passado mais distante, informando-nos o que teria existido ali antes mesmo de a Cia. Brahma, proprietária da fábrica, ter chegado ao local: Ali existia a Cervejaria Guanabara, fundada por alemães e depois comprada pela Brahma e ampliada. (Jungletrader Lucky, 31/12/2014) 48 Por fim, esta última informação parece fazer sentido para mais um visitante, Saviano. Largo da Guanabara, ele se lembra, era um logradouro existente na região, desaparecido na década de 1960: Com relação ao nome Cervejaria Guanabara, deve ter a ver com o antigo largo que foi suprimido para construção da Avenida 23 de Maio. (Saviano, 12/02/2015)

15 14 49 Certamente poderíamos estender esta análise a um número maior de comentários ao post, bem como a outros posts do blog, e se não o fazemos é apenas por limitações ao tamanho do artigo. Mas a breve análise feita aqui já nos permite algumas considerações a respeito da maneira como estes indivíduos interagem em torno dessa fábrica desaparecida, na construção e transmissão de memória da cidade. 50 Por meio dos 13 comentários, é possível recompor uma memória coletiva da fábrica. Sua origem estaria na antiga Cervejaria Guanabara, batizada assim possivelmente em função do seu endereço: localizava-se próxima do largo de mesmo nome, antes de seu arrasamento para abertura da atual Avenida 23 de Maio. Com o tempo, o largo desaparece. A fábrica muda de nome ao passar às mãos da companhia Brahma, e depois tecnicamente obsoleta, com problemas operacionais e encravada em uma área valorizada da cidade desaparece também, substituída por um empreendimento imobiliário que não tem o mesmo significado afetivo e identitário para os habitantes da cidade. À medida em que novos comentários sejam eventualmente adicionados, é possível que este relato continue sendo construído, sofrendo acréscimos e correções. 51 Não é difícil constatar como, na elaboração dessa memória, as lembranças de alguns dos participantes parecem desencadear ou alimentar as de outros. A referência feita por Emil à fumaceira exalada pela fábrica, parece ter ajudado Cláudio Bernardo e Bob a reviverem o cheiro da cevada sendo cozida. O depoimento de Sgold sobre a imponência da chaminé quando avistada ao longe, quem sabe tenha feito Carla lembrar como eram monumentais também as letras na fachada, visíveis quando o prédio era contemplado mais de perto. Neste contexto em que as lembranças de cada indivíduo desencadeiam e complementam as dos demais, parece claro que a memória de cada indivíduo não se distingue completamente da memória coletiva. Isto se torna ainda mais evidente quando vemos indivíduos sem vivências pessoais relacionadas à fábrica se alimentarem de memória alheia: Leandro não terá mais a mesma imagem do local, assim como o filho de Edson e seus amigos, impactados pelo relato. Para eles, o lugar hoje ocupado pelos prédios ganhou um novo significado. Em todos os casos, construiu-se memória associada à cidade e contribuiu-se para preservação de uma identidade do local. 52 Mas essa construção de memória, em última análise, prescindiu de uma âncora material. A fábrica enquanto lugar de memória não existe mais, a não ser emulada em um ambiente virtual. Foi neste ambiente que ela, ao longo de cinco anos do primeiro comentário, em 2013, ao mais recente, em novembro de 2018 serviu de ponto de aderência e fator de identidade a estes indivíduos. Quiçá isto possa ser considerado um indício de que, na sociedade digital, a memória das cidades pode se lastrear também em ciberlugares de memória. Considerações finais 53 Abreu (1998), como vimos, conceituou memória das cidades como uma memória coletiva que se produz ancorada no espaço, em um conjunto de lugares de memória que constituem sua base material. Contrastando com isso, os exemplos que procuramos explorar neste artigo parecem indicar que a produção desse tipo de memória pode, ao menos em certas circunstâncias, ancorar-se além do espaço material, fazendo uso do espaço informacional habilitado pelas contemporâneas tecnologias de informação e comunicação.

16 15 54 Com isto acreditamos ser possível responder a questão formulada na introdução: as TIC e a digitalização da sociedade, se de um lado inegavelmente contribuem para um processo global de homogeneização, de outro também podem instrumentar resistências locais. É possível identificar usos de TIC, como os exemplificados aqui, que favorecem a construção de memória das cidades e o fortalecimento de identidades locais. 55 Para finalizar, ressaltemos que Maurício Abreu não ignorava o potencial oferecido por novas tecnologias para as condições de rememoração coletiva. Segundo ele, os avanços espetaculares ocorridos recentemente nas técnicas de armazenamento de informações, que permitem que milhões de dados sejam prensados e reformatados para caber em um número reduzido de disquetes de computador, garantem a guarda de inúmeras informações num mínimo de espaço. Os computadores são novos e importantes lugares de memória (Abreu, 1998, p. 24, aspas no original). Mas, prematuramente falecido em 2011, ele talvez não tenha chegado a observar, na intensidade em que vemos hoje, práticas de rememoração sobre a cidade ancoradas não no espaço material, mas no ciberespaço criado por tecnologia. Além do ampliado espaço oferecido para guarda de dados e informações, que faziam de computadores os novos lugares de memória a que Abreu se referiu, as TIC e as mídias digitais também criaram novos espaços de interação e de rememoração coletiva ciberlugares de memória transferindo para o espaço virtual parte da ancoragem da memória das cidades. BIBLIOGRAFIA Referências Abreu, Maurício de Almeida. Sobre a memória das cidades. Revista Território, Rio de Janeiro, v.3 n.4, 1998, p Baer, Alejandro. La memoria social: breve guía para perplejos. In: Zamora, J.A.; Sucasas, A. (Eds.). Memoria - política - justicia. Madrid: Editorial Trotta, 2010, p Carlos, Ana Fani Alessandri; Souza, Marcelo Lopes de; Sposito, Maria Encarnação Beltrão (Orgs.). A produção do espaço urbano: agentes e processos, escalas e desafios. São Paulo: Contexto, Castells, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, Dolff-Bonekämper, Gabi. Caminhando pelo passado dos outros. In: Cymbalista, R.; Feldman, S.; Kühl, B.M. (Orgs.). Patrimônio cultural: memória e intervenções urbanas. São Paulo: Annablume, Fridman, Fani; Haesbaert, Rogério (Orgs.). Maurício de Almeida Abreu. Escritos sobre espaço e história. Rio de Janeiro: Garamond, Gygas, Theo (Org.). Eis São Paulo. São Paulo: Editora Monumento, Halbwachs, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990.

17 16 Hatuka, Tali. A obsessão com a memória: o que isso faz conosco e com as nossas cidades? In: Cymbalista, R.; Feldman, S.; Kühl, B.M. (Orgs.). Patrimônio cultural: memória e intervenções urbanas. São Paulo: Annablume, Hyussen, Andreas. Pretéritos presentes: medios, política, amnesia. In: Hyussen, A. En busca del futuro perdido: cultura y memoria em tiempos de globalización. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica, Jayo, Martin. Do sobrado ao caixote ou da diferença que meio metro faz. Drops, São Paulo, vol.18 n.129, Disponível em acesso em 22 nov Lévi-Strauss, Claude. Tristes Tropiques. Paris: Plon, Lévy, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, Lourenço, Nelson. Globalização e glocalização: o difícil diálogo entre o global e o local. Mulemba - Revista Angolana de Ciências Socais, Luanda, vol.4. n.8, Disponível em journals.openedition.org/mulemba/203, acesso em 20 nov McLuhan, Herbert Marshall. Understanding media: the extensions of man. New York: McGraw- Hill, Nora, Pierre. Entre a história e a memória: a problemática dos lugares. Revista Projeto História, São Paulo, v.10, 1993, p Pesavento, Sandra Jatahy. História, memória e centralidade urbana. Nuevo Mundo Mundos Nuevos, Paris, Disponível em acesso em 22 nov DOI: /nuevomundo.3212 Rios, Fábio Daniel. Memória coletiva e lembranças individuais a partir das perspectivas de Maurice Halbwachs, Michael Pollack e Beatriz Sarlo. Revista Intratextos, Rio de Janeiro, vol.5 n.2, 2013, p DOI: /intratextos Robertson, Roland. Globalização: teoria social e cultura global. Petrópolis: Vozes, Toledo, Benedito Lima de. São Paulo: três cidades em um século. São Paulo: Duas Cidades, Waldman-Mitnick, Gilda. La cultura de la memoria: problemas y reflexiones. Política y cultura, México, v.2 n.26, 2006, p NOTAS 1. A demolição se deu em julho de 2017, conforme relata Jayo (2018). 2. Por web 2.0 nos referimos, como é usual, ao conjunto de sites e demais formas de publicação na internet que facilitam a interoperabilidade e incentivam a colaboração entre usuários na produção de conteúdo. 3. Texto reproduzido de 4. Alguns dos comentários são transcritos na íntegra, outros em versão resumida, ou com pequenas edições de texto que corrigiram erros ortográficos ou de digitação. As edições, quando feitas, não alteraram o sentido original. Os 39 comentários originais, incluindo os não analisados aqui, estão disponíveis para consulta em fabricada-no-paraiso/#comments.

18 17 RESUMOS Passadas duas décadas de sua publicação, o ensaio Sobre a Memória das Cidades, do geógrafo Maurício de Almeida Abreu, mantém sua relevância e continua amplamente citado e reconhecido. No entanto, um elemento relativamente novo e quem sabe importante para discussões sobre memória das cidades parece estar recebendo menos atenção do que poderia: a maneira como, no contexto da digitalização da sociedade, tecnologias de informação e comunicação (TIC) podem alterar as formas de produção, transmissão e preservação da chamada memória urbana. Partindo da discussão conceitual de Abreu, argumentamos neste artigo que São Paulo, por suas características históricas e por sua escassez de lugares de memória, pode configurar-se como um laboratório privilegiado de experimentação de TIC como suporte para esse tipo de memória. Deux décennies après sa publication, l essai Sur la Mémoire des Villes, du géographe Maurício de Almeida Abreu, préserve toute sa relevance et se maintient largement cité et reconnu. Cependant, un élément relativement nouveau et peut-être important en ce qui concerne les discussions à propos de la mémoire des villes pourrait être un peu plus envisagé : la manière dont, dans le contexte de la digitalisation de la société, les technologies de l information et de la communication (TIC) ont les moyens d altérer les formes de production, de transmission et de préservation de la soi-disant mémoire urbaine. En partant du débat conceptuel d Abreu, on argumente dans cet article que São Paulo, à cause de ses caractères historiques et du manque de lieux y voués à la mémoire, peut se configurer comme un laboratoire privilégié d expérimentation de TIC comme un support pour ce type de mémoire. Two decades after its publication, the essay On the Memory of Cities, by geogragher Maurício de Almeida Abreu, preserves all its relevance and continues to be widely quoted and acknowledged. However, a relatively new and potentially important element, concerning discussions about the memory of cities, seems to be receiving less attention than it could: the way in which, in the context of society digitalization, information and communication technologies (ICT) might alter the forms through which the so-called urban memory can be built, transmitted and preserved. Starting from Abreu s conceptual discussion, we argue in this article that São Paulo, due to its historical characteristics and its lack of places dedicated to memory, can be configured as a privileged laboratory for the experimentation of ICT as a support for this type of memory. ÍNDICE Mots-clés: mémoire des villes ; mémoire collective, technologies de l information et de la communication ; São Paulo. Keywords: city memory; collective memory; information and communication technologies; São Paulo Palavras-chave: memória das cidades; memória coletiva; tecnologias de informação e comunicação; São Paulo.

19 18 AUTORES MARTIN JAYO Professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP). DIEGO VASCONCELLOS VARGAS Mestrando em Gestão de Políticas Públicas pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP).

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