Democracia digital. entrevista. redes sociais. inteligência artificial Novas tecnologias devem aperfeiçoar os serviços do governo em meio eletrônico

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Democracia digital. entrevista. redes sociais. inteligência artificial Novas tecnologias devem aperfeiçoar os serviços do governo em meio eletrônico"

Transcrição

1 revista do serpro entrevista Cezar Alvarez, coordenador do Programa de Inclusão Digital do governo federal ANO XXXVI N o Democracia digital Plano Diretor de Tecnologia da Informação Planejamento estratégico garante efetividade no uso das TICs por organizações públicas e privadas Governo, setor privado e sociedade civil se articulam para universalizar o acesso da população brasileira às Tecnologias da Informação e Comunicação redes sociais Órgãos dos três Poderes da República aderem às comunidades virtuais e se aproximam do cidadão inteligência artificial Novas tecnologias devem aperfeiçoar os serviços do governo em meio eletrônico

2

3 revista do serpro Planejamento estratégico garante efetividade no uso das TICs por organizações públicas e privadas Órgãos dos três Poderes da República aderem às comunidades virtuais e se aproximam do cidadão Novas tecnologias devem aperfeiçoar os serviços do governo em meio eletrônico ANO XXXVI N o Governo, setor privado e sociedade civil se articulam para universalizar o acesso da população brasileira às Tecnologias da Informação e Comunicação Cezar Alvarez, coordenador do Programa de Inclusão Digital do governo federal Foto: Arquivo Serpro entrevista Democracia digital Plano Diretor de Tecnologia da Informação redes sociais inteligência artificial A revista do Serpro Ano XXXVI nº 202 mar/abr 2010 ISSN Título depositado no INPI, sob nº A revista não se responsabiliza por matérias assinadas. As matérias podem ser reproduzidas, desde que mencionada a fonte. Coordenação de Comunicação Social do Serpro Tiago Macini Por que a Inclusão Digital é tão importante para um país como o Brasil? No ano de 2005, fiz o concurso para o Serpro. Passei em 10º lugar. O telecentro transformou minha vida. Essas são as palavras de Jorge Barbosa, empregado do Serpro, que teve seu primeiro contato com a informática num espaço de inclusão digital instalado em sua comunidade, no Rio de Janeiro (RJ). A história desse cidadão brasileiro é parecida com a de milhares de outras espalhadas pelo País. Pessoas simples, sem acesso à Internet, que viram suas vidas mudar quando conheceram o mundo digital. Por isso, propiciar telecentros é mais do que doar computadores. É dar oportunidade. É permitir e incentivar a construção e a apropriação do conhecimento. É compartilhar e fomentar a preservação das culturas regionais e das atividades comunitárias. É promover o desenvolvimento humano e econômico do Brasil. Acreditar no acesso digital é abrir portas. É tornar possível um mundo de conhecimento e inovações a um clique. Ciente disso, o governo federal possui inúmeras ações e projetos na área de inclusão digital. Iniciativas como o Casa Brasil, o Telecentros.br e o Um Computador por Aluno UCA mostram que os meios digitais são a forma mais rápida e eficiente de alcançar novos patamares na Educação. Foi meu primeiro contato com a informática, e me apaixonei pela área de tecnologia. Participei de cursos que me estimularam a estudar mais, terminar meus estudos, afirma Jorge, que aprendeu essa valiosa lição num dos mais de 300 telecentros dados pelo Programa Serpro de Inclusão Digital. Além disso, democratizar o acesso à informação é levar os serviços públicos mais próximos do cidadão. Enviar a declaração do imposto de renda pela Internet, acompanhar os gastos do governo e emitir certidões são facilidades disponíveis, bastando apenas um micro e conectividade à rede. Nesse sentido, a atuação dos governos, em parceria com a sociedade civil na promoção da inclusão digital, é um componente obrigatório para a garantia dos direitos à cidadania e ao desenvolvimento social. O Brasil não pode ficar de fora da revolução digital. Marcos Mazoni Presidente do Serpro Editor Carlos Marcos Torres chefe DE REPORTAGEM Ana Lúcia Carvalho Diretor Presidente Marcos Vinícius Ferreira Mazoni Diretor Superintendente Gilberto Paganotto Diretores Antônio Sérgio Borba Cangiano Nivaldo Venancio da Cunha Jorge Luiz Guimarães Barnasque Vera Lúcia de Moraes José Antonio Borba Soares Conselho Diretor Bruno César Grossi de Souza Francisco Mendes de Barros Laerte Dorneles Meliga Marcos Vinícius Ferreira Mazoni Marilene Ferrari Lucas Alves Filha Raimundo José Rodrigues da Silva Conselho Fiscal Ernesto Carneiro Preciado Juliêta Alida Garcia Verleun André de Sosa Vérri Endereço Sede: SGAN, Q. 601, Mód. V CEP: Brasília/DF Fones: (61) Fax: Regionais do Serpro Brasília Av. L2 Norte SGAN, Quadra 601, Módulo G Tel. (61) Belém Av. Perimetral da Ciência, 2.010, Bairro Terra Firme Tel. (91) Fortaleza Av. Pontes Vieira, 832, São João Tauape Tel. (85) Recife Av. Parnamirim, Tel. (81) Salvador Av. Luís Vianna Filho, Tel. (71) Belo Horizonte Av. José Cândido da Silveira, 1.200, Cidade Nova Tel. (31) Rio de Janeiro Rua Pacheco Leão, 1.235, Jardim Botânico Tel. (21) São Paulo Rua Olívia Guedes Penteado, 941, Socorro Tel. (11) Curitiba Rua Carlos Piolli, 133, Bom Retiro Tel. (41) Porto Alegre Av. Augusto de Carvalho, 1.133, Cidade Baixa Tel. (51) Edição, redação, revisão, projeto gráfico, diagramação e arte final: i-comunicação Integrada Fotografia: Arquivo Serpro, Luiz Okubo, Luciano Vargas, Agência Brasil, Agência Senado, PhotoXpress.com, Heroturko.org e Stock. xchng TIRAGEM: 12 mil exemplares IMPRESSÃO: Mais Gráfica DISTRIBUIÇÃO: Gratuita

4 sumário capa O poder da inclusão digital para o desenvolvimento do indivíduo Foto: Heroturko.org pdti DISCUSSÃO - MARCO CIVIL Planejamento é crucial para administração dos recursos e processos tecnológicos Foto: Heroturko.org Legislativo e Executivo preparam projetos antagônicos para internet

5 Fotos: Heroturko.org redes sociais Órgãos públicos aderem à onda das comunidades virtuais páginas verdes Por meio da reciclagem de computadores também se promove a Inclusão Digital inteligência artificial Supercomputadores mais próximos do raciocínio humano entrevista principal Cezar Alvarez: o acesso às TICs 08 interação As novidades da revista Tema 09 opinião Sérgio Amadeu da Silveira, doutor em Ciência Política 10 curtas Planejamento adota Software Livre e mais 24 artigos Especialistas falam de Open Source e Java Enterprise Edition 6 29 arte digital Quilombolas valorizam produção artística e cultural através das tecnologias 36 memória As primeiras unidades de telecentros implantados no País 46 opinião Nivaldo Venancio da Cunha fala da Inclusão Digital

6 entrevista principal A inclusão digital é um Coordenador do Programa de Inclusão Digital do governo federal e chefe de gabinete-adjunto de Agenda do Gabinete Pessoal do Presidente da República, o economista Cezar Alvarez fala nesta entrevista exclusiva à revista Tema sobre os avanços do País no esforço de proporcionar o acesso de todos os cidadãos às Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Ele destaca iniciativas como o recém-lançado Plano Nacional de Banda Larga e outras ações que buscam erradicar a exclusão digital do Brasil. Segundo Alvarez, o sucesso desse trabalho depende de uma ampla articulação entre os governos federal, estaduais e municipais, além do setor privado e organizações da sociedade civil. direito fundamental do cidadão Foto: Arquivo Serpro 6 tema mar/abr 2010

7 TEMA: Qual a real importância da inclusão digital para o desenvolvimento social de um país? ALVAREZ: Eu não tenho a menor dúvida de que o acesso ao conhecimento e a capacidade de processar, criticar e produzir informação é um direito fundamental que se afirma no dia de hoje. E, para isso, é preciso haver políticas públicas, porque nossas disparidades regionais, de renda e culturais, não permitem que isso aconteça de uma forma natural. É necessária uma articulação entre governo aí incluindo União, estados e municípios, sociedade e indústria para dar conta disso. No Brasil, a exclusão digital acentua ainda mais as desigualdades sociais existentes. TEMA: Qual a importância de existir uma Coordenação de Inclusão Digital diretamente vinculada à Casa Civil da Presidência da República? ALVAREZ: Em 2004, no máximo cinco ministérios faziam alguma ação enquadrada no conceito de inclusão digital. Dois anos depois, esse número subiu para 13 ministérios. Isso mostra a necessidade de uma articulação que dê escala e complementaridade, evitando duplicações e lacunas numa estrutura de governo que é muito fragmentada, especializada. O tema da inclusão digital é horizontal, perpassa de forma perpendicular um conjunto de ações envolvendo educação, cultura, saúde, relações sociais, conhecimento e outras questões. A ideia do presidente Lula foi de que essas ações precisavam ter uma otimização, uma visibilidade e um planejamento conjunto. Uma política transversal. A Coordenação não pretende substituir nenhuma iniciativa deste ou daquele ministério, mas potencializá-las. O programa Telecentros. BR, por exemplo, envolve a coordenação-executiva do Ministério do Planejamento, o Ministério da Ciência e Tecnologia, o das Comunicações, mas circula e unifica o conjunto das ações de todos os demais órgãos federais, respeitando as especificações de cada instituição. Há uma política única, faz uma única licitação, tem uma proposta de suporte e qualificação que, de forma separada, cada um não poderia ter. TEMA: A mesma Coordenação assumiu o Plano Nacional de Banda Larga, não é isso? ALVAREZ: Sim, esse grupo de trabalho, quando foi constituído, definiu quatro estratégias: educação, redução de preço dos terminais na ponta, novos aplicativos de instrumentos de governo eletrônico e conexão. Portanto, a conexão é uma das linhas de ação. O acesso à internet, os novos aplicativos, o vídeo, a troca de dados, tudo isso exige banda larga de qualidade, bem distribuída, com penetração e preço acessível. O Plano foi construído sempre com a determinação muito clara e expressa do presidente da República. Eu insisto em dizer que esse projeto que demos vida é apenas uma primeira fase de um plano abrangente de banda larga no País. o plano objetiva garantir maior competitividade ao mercado, redução do preço aos consumidores, ampliação das redes de telecomunicações e criação de uma política de financiamento industrial e tecnológica TEMA: Significa que ele deve ser ampliado? ALVAREZ: Sabemos que um plano dessa natureza requer uma articulação estratégica entre empresas, setor privado, produtores de equipamentos, Agência, instituições de defesa do consumidor, desenvolvimento de novos aplicativos, entre outros. O País precisa da banda larga para viabilizar suas várias aplicações relativas à educação, cultura, saúde, e-gov, e isso exige todo um trabalho relativo a softwares, serviços públicos, modernização administrativa e, principalmente, qualificação das nossas pequenas e médias empresas. Mais da metade delas tem, no máximo, dois computadores, normalmente usados para troca de s ou para uma listinha de preços, com um sítio precário. Então, vemos que há um grande potencial no sentido de dar mais qualidade, mais serviço, mais produtividade à pequena e à média empresas nos mais diversos setores. O Plano tem como foco três grandes setores: cidadãos, empresas e governos. E objetiva garantir maior competitividade ao mercado, redução do preço aos consumidores, ampliação das redes de telecomunicações e criação de uma política de financiamento industrial e tecnológica. TEMA: Quais as próximas ações em planejamento, no diz respeito à inclusão digital? ALVAREZ: Para dar conta do programa global desenvolvido em 2006, ainda está faltando a qualificação das lan houses como espaços de prestação de serviços e também contribuição para a inclusão digital. Trata-se da última ação de nosso plano original, e que será executada até o final do ano. E isso já começou com o novo enquadramento da lan house, tirando-a da atividade econômica do campo dos jogos e colocando-a no da prestação de serviços. A ideia é estimulá-las a vir para a legalidade, para que tenham acesso a financiamentos, conexão de qualidade e possibilidade de desenvolver novos aplicativos, até mesmo jogos nacionais a partir da realidade brasileira. O governo federal pretende dar qualidade para essas pequenas ex-casas de jogos, que hoje são prestadoras estratégicas de serviços para a população. No total, 49% dos acessos à internet no Brasil são feitos por meio de lan houses. Portanto, é preciso ter uma política também em relação a elas. tema mar/abr

8 interação Revista Tema foca nas novidades tecnológicas A revista Tema reformulou seu projeto gráfico e editorial. Agora, o visual está mais leve e dinâmico, com a apresentação de novos recursos gráficos. Tudo para tornar sua leitura ainda mais agradável. Além disso, novas editorias foram criadas com o objetivo de ampliar a abrangência temática e o debate em torno das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) aplicadas ao setor público. A publicação, com mais de 35 anos de existência, já se tornou referência para o setor público e a área tecnológica. Tanto é que já recebeu vários prêmios em reconhecimento à qualidade de seu conteúdo. A cada edição, a Entrevista Principal traz um especialista ou autoridade para apresentar, com exclusividade, suas ideias e posições a respeito de um assunto relativo ao seu campo de atuação. Na seção Opinião, colunistas internos e externos ao Serpro se revezam em análises sobre novidades e tendências do setor de TI. Por sua vez, a seção Memória resgata a história da evolução do uso da tecnologia no Brasil, especialmente na administração pública. O novo formato também proporciona ao leitor informações sobre as novidades em TICs. Na editoria Curtas, o leitor da Tema tem a oportunidade de se interar de fatos como eventos, comunidades de desenvolvimento e softwares livres. A abordagem de assuntos controversos no meio tecnológico também tem presença garantida na Revista, com comentários de entrevistados, por meio da seção Discussão. A editoria Arte Digital divulga manifestações artísticas produzidas com o auxílio de recursos tecnológicos, enquanto as Páginas Verdes se constituem em um campo dedicado às práticas de responsabilidade socioambientais. E, por último, a editoria Interação, que tem o propósito de ser um espaço especialmente destinado para que você, leitor, manifeste seu pensamento sobre os assuntos aqui tratados. Participe, envie seu comentário e contribua para fazer da Tema uma revista cada vez melhor. com a palavra... Parabéns pelo novo visual obtido com o projeto gráfico arrojado! A Revista ganhou em beleza e estética. Sua leitura ficou mais agradável. Muito boa a matéria de capa sobre Inovações Tecnológicas. Continuem com este assunto! José Carlos Santos Jorge Rio de Janeiro/RJ Sou estudante do 3º período de Análise e Desenvolvimento de Sistemas e trabalho como professor voluntário de informática na Associação Pestalozzi de Santa Teresa/ES. Soube da Revista por meio de colegas de curso e achei interessante o material. Ao pesquisar mais, descobri que a Revista possui tudo que preciso: informações atuais, de confiança, interessantes e inteligentes. Algumas matérias auxiliaram meus trabalhos acadêmicos, além de me fornecerem informações úteis. Matheus Calmon Baptisti Santa Teresa/ES Sou desenvolvedor de sistemas da Universidade Federal da Paraíba-UFPB. Gostaria de parabenizá-los pela Revista, que é de excelente qualidade, sempre com ótimos artigos e temas atuais. Acompanho as edições on-line pelo site do Serpro. José Augusto Carvalho Filho João Pessoa/PB No encontro técnico do meu curso de pós-graduação a distância em Administração de Sistemas de Informação, da Universidade Federal de Lavras, foi entregue um exemplar da revista Tema para cada aluno. Gostei muito da publicação. Sou funcionário da Marinha do Brasil, do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira, em Arraial do Cabo, Rio de Janeiro. Onde eu trabalho são de grande valia os assuntos abordados na Revista, principalmente aqueles relacionados ao software livre. Gustavo Mesquita da Silva Cabo Frio/RJ Gostei muito da Revista que encontrei no balcão da biblioteca. Sou estudante de Sistemas de Informação, da Universidade Estácio de Sá de Niterói/RJ. É de grande importância esta publicação. Espero compartilhar com meu grupo de estudos, em sala de aula, o seu conteúdo que apresenta novos horizontes para nossa área de atuação. Gostei dos assuntos de software livre! Fábio de Souza Botelho Niterói/RJ. 8 tema mar/abr 2010

9 opinião Foto: Fernando Cavalcanti ALARGAR O BRASIL E DIGITALIZAR NOSSA DIVERSIDADE Sérgio Amadeu da Silveira Sociólogo, doutor em Ciência Política e professor da pósgraduação da Faculdade de Comunicação Cásper Líbero O país com o maior número de internautas no mundo é a China. Todavia, menos de 25% dos chineses têm acesso à internet. Esse fenômeno é um dos exemplos da grande desigualdade comunicacional em nosso planeta. Mas a China não é o único país que espelha uma considerável assimetria no acesso às redes informacionais. As nações em desenvolvimento, em geral, registram dois índices aparentemente contrapostos, mas que são plenamente compreensíveis: primeiro, esses países registram os maiores níveis de crescimento da conectividade, ao mesmo tempo, são os países com gigantescos percentuais de pessoas excluídas da sociedade informacional. O Brasil não fugiu do padrão. Trata-se de um país com grandes iniquidades. As elites brasileiras estão conectadas. Enquanto 85% da classe A utilizam a internet, apenas 17% das classes D/E usam as redes digitais. A novidade é que a classe C teve um grande impulso em sua conectividade. Em 2009, 44% de seus integrantes acessaram à internet. Contribuíram, para isto, os programas do governo de incentivo à produção de computadores baratos e a explosão das lan houses. Se, em 2008, apenas 38% dos brasileiros acessaram à rede mundial de computadores, em 2009, este percentual subiu para 43%. Contudo, ainda praticamente metade dos brasileiros estão impedidos de se comunicar com velocidade, estão apartados do uso do maior repositório de informações já construído pela humanidade. Por mais que o Brasil esteja vivendo um momento redistributivo, a renda era e ainda é exageradamente concentrada, e a miséria somente começou a ser efetivamente enfrentada nos últimos oito anos. Estes elementos sociais e econômicos constituem uma barreira concreta para a inclusão digital da nossa sociedade. Entre os que acessam à Internet no Brasil, existe uma série de assimetrias. Uma delas decorre do fracasso do mercado em ofertar a conexão de banda larga com estabilidade e preço razoável. Nas periferias e nos centros degradados das grandes cidades, a banda larga chega limitada, cara e sem nenhuma estabilidade. No interior do Brasil, centenas de cidades e localidades estão privadas do acesso rápido à rede. Assim, os mais pobres que se conectam à internet pagam caro por um serviço ruim. Além disso, não conseguem utilizar os recursos multimídias e as aplicações que, cada vez mais, são pensadas e desenvolvidas para conexões superiores a 2 Mb (megabits por segundo). Acertadamente, o governo federal está propondo um plano nacional de banda larga que buscará instalar a real competição e a qualidade no segmento das telecomunicações. Precisamos baixar o preço do Megabit e, com isso, viabilizar democratização dos recursos multimídia para milhões de brasileiros que poderão acessar cotidianamente aos repositórios de vídeo, às redes P2P e participar da produção de conteúdos em diversas redes sociais. A banda larga democratizada ampliará a diversidade cultural, pois permitirá que nossas comunidades portem seus conteúdos simbólicos para a internet. Mesmo com as dificuldades de utilizarmos uma banda larga instável, muito estreita e cara, 39% dos brasileiros que acessam à internet fizeram download de filmes, músicas e softwares, em 2009, e, 67% alegam participar de sites de relacionamento, as chamadas redes sociais. A banda larga democratizada ampliará a diversidade cultural, pois permitirá que nossas comunidades portem seus conteúdos simbólicos para a internet tema mar/abr

10 curtas Foto: Arquivo Serpro Consegi 2010: Computação em Nuvem com Software Livre Oficina de Inclusão Digital faz balanço de ações Aconteceu de 22 a 24 de junho, em Brasília, a 9ª Oficina para Inclusão Digital. O evento foi realizado na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (CNTC) e teve como proposta principal fazer um balanço das políticas públicas implantadas nos últimos 10 anos pelo poder público. Além disso, temas como a implantação do Plano Nacional da Banda Larga (PNBL) e de três mil novos telecentros em todo o País também fizeram parte das discussões. No primeiro dia do encontro, a plenária sobre o Plano foi o foco principal. Participaram das discussões, o presidente da Telebrás, Rogério Santanna e o coordenador de projetos de inclusão digital da Presidência da República, Cezar Alvarez. No dia 23, os destaques foram: o Programa Nacional de Apoio à Inclusão Digital nas Comunidades (Telecentros.Br) e a Formação de Monitores e Gestores de Telecentros. No último dia (24), a plenária Inclusão Digital no Brasil: 10 anos de Políticas Públicas. O que mudou? encerrou a programação. Anualmente, a oficina é organizada pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão (SLTI/MP), em conjunto com o Comitê Técnico de Inclusão Digital do Governo Federal, atualmente coordenado pela Dataprev, e pelas instituições Sampa.org, RITS (Rede de Informações para o Terceiro Setor), Cidadania Digital, Coletivo Digital, Projeto Saúde & Alegria e IPSO (Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicos). Planejamento adota Software Livre O Ministério do Planejamento (MP) começou, no ano passado, a migrar sua rede para software livre. A mudança contempla as 27 representações regionais, além de dois pontos avançados de atendimento, localizados nas capitais. Todos esses setores, que antes estavam sob o comando o Ministério da Justiça (MJ), passam a integrar de forma definitiva a estrutura do MP, o que justifica a padronização de toda a plataforma. A ideia é possibilitar o acesso uniforme aos recursos de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) com os mesmos níveis de serviço, segurança e diretivas do próprio MP. O projeto de implantação de softwares livres foi dividido em três partes. A primeira foi concluída em março deste ano com a migração de nove unidades. A segunda parte contempla a instalação dos novos programas em mais 12 regionais até o final do ano. E, por último, as oito localidades restantes receberão a atualização de seus softwares a partir do primeiro semestre de O 3º Congresso Internacional Software Livre e Governo Eletrônico (Consegi 2010), que ocorrerá entre os dias 18 e 20 de agosto, na Escola de Administração Fazendária (Esaf), em Brasília, terá como tema principal Computação em Nuvem com Software Livre. O evento irá reunir especialistas, gestores públicos e estudantes, e as atividades previstas incluem palestras, painéis e oficinas. A proposta é difundir as recentes tecnologias desenvolvidas em plataformas abertas. O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) é um parceiro na realização do evento. A Computação em Nuvem, que será o tema central do Consegi 2010, diz respeito à utilização de recursos disponíveis em rede servidores, storages, aplicações e serviços que podem ser provisionados, configurados e liberados a partir de programações mínimas. Essa forma de trabalho possibilita ao usuário requisitar servidores, espaços em disco de acordo com suas necessidades, sem a presença física de um profissional. O acesso aos serviços pode ser feito por celulares, laptops e PDAs. O ponto principal do Consegi é promover a discussão nos diferentes níveis da administração pública, sociedade civil organizada e representantes de países parceiros. A Computação em Nuvem fará parte das diversas atividades como painéis, oficinas e palestras. Entre os temas previstos para o Consegi 2010, estão: Infraestrutura e Plataforma como Serviço para ambiente de computação em nuvem; Software como Serviço para ambiente de computação em nuvem; Governança, Gestão e Estratégia voltado para o paradigma de nuvem; Ecossistema do Software Livre: Comunidades e Colaboração; Sistemas e Aplicações livres: Desenvolvimento e Uso; Apresentações sobre Sistemas e Aplicações desenvolvidas com software livre; além de Mobilidade em Sistemas Embarcados, entre outros. 10 tema mar/abr 2010

11 gestão da internet Exemplo brasileiro Comitê Gestor da Internet no Brasil completa 15 anos, sendo referência internacional de governança da rede mundial de computadores O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) completou 15 anos no último mês de maio e tem apresentado resultados animadores no que se refere à governança da Internet no Brasil, em particular na gestão do domínio <.br>. O modelo brasileiro dessa governança é hoje uma referência internacional, sendo visto como um padrão a ser seguido por outros países conforme reconhecido pelo representante da Organização das Nações Unidas (ONU), no Fórum de Governança da Internet (IGF) realizado na Índia, em Formado por 21 representantes de distintos segmentos governo, empresas, terceiro setor e comunidade acadêmica, o Comitê Gestor foi criado em 1995 por meio de uma portaria interministerial e consolidado por decreto em 2003, com a atribuição, dentre outras, de estabelecer diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e desenvolvimento da Internet no País e adotar os procedimentos administrativos e operacionais necessários para sua gestão. O secretário de Política de Informática do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), Augusto Cesar Gadelha Vieira, coordena o CGI.br desde 2005 e explica que o modelo brasileiro se destaca como uma experiência pioneira de governança com participação multissetorial, ao congregar diferentes atores de forma transparente e democrática: O Comitê Gestor virou uma referência não só para outros países. Ele tem sido valorizado por diferentes instituições e órgãos brasileiros, incluindo o Legislativo, o Judiciário e o Executivo. Hoje existe um respeito muito grande pelo nosso trabalho. O Comitê Gestor virou uma referência não só para outros países. Ele tem sido valorizado por diferentes instituições e órgãos brasileiros, incluindo o Legislativo, o Judiciário e o Executivo. Hoje existe um respeito muito grande pelo nosso trabalho. Foto: Heroturko.org tema mar/abr

12 Das reuniões mensais do Comitê, surgiram importantes resultados, tais como: a criação do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br); uma carta de 10 princípios de governança da internet que têm norteado políticas públicas relativas ao uso da Internet no Brasil ; ações de combate a crimes na rede mundial de computadores, em particular ao spam; estabelecimento de indicadores e levantamento de dados estatísticos sobre o uso de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) e da Internet no Brasil; e o desenvolvimento de tecnologias para a rede. O domínio <.br> já é o sexto maior do mundo, com cerca de 19 milhões de sítios registrados, ultrapassando os códigos de países como a China, e ficando atrás apenas do <.net> e <.com> e dos códigos do Japão, Itália e Alemanha. Em 2005, o CGI criou o NIC.br, uma entidade civil, sem fins lucrativos, que coordena o registro de nomes de domínio, e estuda, responde e trata incidentes de segurança no Brasil, entre outras atribuições. O software que gerencia o domínio <.br> foi desenvolvido pelo NIC.br e é hoje utilizado pela Argentina e alguns países africanos, ressalta Gadelha. O domínio <.br> já é o sexto maior do mundo, com cerca de 19 milhões de sítios registrados, ultrapassando os códigos de países como a China, e ficando atrás apenas do <.net> e <.com> e dos códigos do Japão, Itália e Alemanha. Marco Civil Nos últimos meses, os membros do comitê participaram ativamente das discussões relativas ao estabelecimento do Marco Civil da Internet do Brasil. Elaborado pelo Ministério da Justiça, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) e com a contribuição da sociedade civil, o anteprojeto de lei define quais são os direitos e deveres de usuários, empresas e do governo na internet. O CGI tem uma atuação ampla. Uma prova disso é a participação também em questões judiciais. Foi assim no célebre caso da modelo Daniella Cicarelli, filmada num momento de intimidade em uma praia da Espanha. O vídeo teve acesso recorde na rede e causou constrangimento aos envolvidos. Nesse caso, nos tornamos parte do processo judicial na figura de amicus curiae (amigo da corte), atuando como um órgão de orientação técnica, afirma Gadelha. O CGI tem também atuado no combate a crimes na rede, tendo contribuído com informações técnicas à CPI da pedofilia e apoiando a SaferNet, organização que se dedica a identificar os usos da Internet para tal crime. Futuro Uma discussão que deverá receber atenção do CGI, no futuro próximo, é quanto à internet do futuro, com a implantação da nova versão do protocolo IP, o IPv6, e o uso mais extensivo da rede com a introdução de atores que serão objetos com sensores inteligentes. Regras para fazer registro de um domínio: O registro do domínio <.com.br> deve ser feito no site: Verifique se o nome está disponível ou se é uma marca notória do INPI. Isso pode ser feito no sistema de pesquisa do site registro.br. É necessário que o usuário esteja cadastrado e identificado no sistema do registro.br. Deve-se evitar a utilização de nomes longos e sinais gráficos. O valor cobrado é de R$ 30 pelo período de um ano. As instruções para o pagamento são enviadas no de confirmação do registro do domínio. 12 tema mar/abr 2010

13 Estamos preparados para o uso do IPv6, sendo o Brasil um dos países mais avançados em sua implantação. O IPv6 é imprescindível para o crescimento da Internet e seu uso cada vez mais ubíquo na sociedade, tendo em vista que os endereços livres no IPv4 estão acabando. O IPv6 permitirá uma quantidade quase ilimitada de endereçamentos na Internet, identificando indivíduos, instituições e objetos na rede. Estamos preparados para o uso do IPv6, sendo o Brasil um dos países mais avançados em sua implantação. O IPv6 é imprescindível para o crescimento da Internet e seu uso cada vez mais ubíquo na sociedade, tendo em vista que os endereços livres no IPv4 estão acabando, explica Gadelha. Nos próximos meses, além de participar de debates sobre marcos regulatórios e caracterização de delitos no uso da Internet, em continuidade ao estabelecimento do Marco Civil, os membros do CGI querem estimular, junto à comunidade técnico-científica, acadêmica e de usuários em geral, projetos de desenvolvimento de tecnologias e serviços para a internet, incluindo a geração de conteúdo. Indagado sobre a participação de instituições como o Serpro no CGI, Gadelha mencionou que está sendo analisada a proposta de criação de comitês consultivos com foco em temas específicos, tais como segurança, conteúdo, marcos regulatórios, dentre outros, que possibilitará uma atuação mais direta de instituições competentes nessas questões da Internet e que hoje não compõem o CGI. Informações dos sites: Foto: Heroturko.org Infográfico: DIego Pizzini Para registrar um domínio, é necessário ser uma entidade legalmente representada ou estabelecida no Brasil como pessoa jurídica (instituições que possuam CNPJ) ou física (CPF) que possua um contato em território nacional. Somente poderão ser utilizados domínios de <.gov.br> por órgãos civis da administração pública, <.mil.br> por órgãos militares e <.edu.br> por instituições de ensino superior. Os domínios sob a raiz <.gov.br> são isentos de pagamento. É preciso de autorização do Ministério do Planejamento. A aprovação de domínios <.mil.br> é de responsabilidade do Ministério da Defesa. Se o site for de uma empresa, tem que ser informado o CNPJ e três contatos: 1) da pessoa responsável pelo domínio; 2) da pessoa responsável pela parte administrativa; e 3) da pessoa responsável pela parte técnica. tema mar/abr

14 plano diretor Foto: Heroturko.org Composição: DIego Pizzini 14 tema mar/abr 2010

15 A palavra é planejamento A elaboração de um Plano Diretor de Tecnologia da Informação é fundamental para que qualquer organização possa utilizar todo o potencial que as TICs oferecem Um dos grandes desafios enfrentados por uma empresa que usa recursos informatizados é garantir que o dinheiro investido em Tecnologia da Informação (TI) não seja usado em projetos dissociados dos objetivos da organização. Muitas decisões, na área tecnológica, são tomadas de forma isolada, geralmente para solucionar problemas pontuais, com pouco ou nenhum planejamento. Com isso, não é raro que os resultados obtidos fiquem aquém das expectativas. Daí a importância de se ter um Plano Diretor de Tecnologia da Informação (PDTI). Trata-se de um instrumento que se aplica a todo tipo de organização, seja ela grande, pequena, pública ou privada. O PDTI é uma ferramenta de diagnóstico, planejamento e administração dos recursos e processos tema mar/abr

16 tecnológicos. Ele é pensado para atender às necessidades de informação de um órgão ou entidade em um determinado período, geralmente de dois ou três anos. O Plano possibilita uma visão completa do ambiente atual da TI, compara cenários alternativos à demanda e ajuda a decidir o que é melhor para a empresa, levando em conta a sua área de atuação e o seu negócio. A Diretoria da empresa entendeu o PDTI como um importante instrumento de gestão e planejamento do ambiente de Tecnologia da Informação. E adicionado a isso, o Planejamento Estratégico Participativo do Serpro indicou a elaboração do Plano como uma necessidade fundamental para a empresa. O Serpro é um bom exemplo de empresa pública que orienta as suas ações por meio de um Plano Diretor dessa natureza. O primeiro PDTI da instituição ficou pronto em fevereiro de 2009, abrangendo o biênio 2009/2010. A motivação para a elaboração desse Plano foi a Instrução Normativa nº 04 (IN-04), editada pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento (SLTI). Em vigor desde janeiro de 2009, a instrução obriga a adoção de um PDTI para autorizar qualquer compra ou contrato na área de tecnologia pelos órgãos públicos federais. Além disso, segundo a norma, o PDTI precisa levar em consideração a demanda de recursos humanos, a formação e a capacitação dos funcionários nas áreas de Tecnologia da Informação e o melhor equilíbrio entre os riscos e os investimentos. O coordenador de Governança de Tecnologias da Informação e Comunicação do Serpro, Marcos Melo, esclarece que, por não fazer parte dos órgãos públicos da administração federal direta, a empresa não precisaria seguir as regras previstas na IN-04. Mesmo assim, optou por desenvolver o seu Plano Diretor de Tecnologia da Informação. A Diretoria da empresa entendeu o PDTI como um importante instrumento de gestão e planejamento do ambiente de Tecnologia da Informação. E adicionado a isso, o Planejamento Estratégico Participativo do Serpro indicou a elaboração do Plano como uma necessidade fundamental para a empresa, afirma Marcos Melo. A maior dificuldade enfrentada pelo Serpro na elaboração do PDTI foi definir a metodologia para sua montagem. Isso porque a empresa tem como negócio a própria Tecnologia da Informação e Comunicação. A TIC é o nosso negócio. As metodologias existentes se aplicavam mais a empresas onde ela é meio, e não o fim, diz Marcos Melo. A saída foi criar uma metodologia própria. E deu certo. O Plano foi aprovado pela Diretoria e terá a sua primeira versão totalmente implantada até o final deste ano. O coordenador do Escritório Estratégico de Projetos do Serpro, João Melo, afirmou que ainda não é possível avaliar os resultados do PDTI, uma vez que o plano encontra-se em fase de execução. Mas segundo Melo, a empresa espera alcançar, ao final de 2010, uma significativa melhoria nos procedimentos operacionais e na tomada de decisões. O PDTI realizou diagnósticos sobre os principais problemas e oportunidades de TI e definiu ações para temas como integração de processos e ferramentas, software livre, governo eletrônico, entre outros, completa. Os resultados do Plano Diretor de Tecnologia da Informação do Serpro só serão conhecidos ao final deste ano, mas o caminho trilhado até agora já proporcionou à empresa bagagem suficiente para auxiliar outros órgãos públicos na elaboração dos seus planos, como já está sendo feito junto ao Ministério do Planejamento. 16 tema mar/abr 2010

17 passo a passo do pdti Passo 6: segurança (disponibilidade e a confidencialidade das informações, em níveis diferenciados de acesso) Passo 4: levantamento de recursos humanos para a área de Tecnologia da Informação (contratação, terceirização, realocação e treinamento) Passo 2: aquisição de tecnologia (sistemas operacionais e aplicativos de rede que devem ser comprados/ desenvolvidos para atender à demanda da empresa/clientes) Fonte: SEBRAE Modelo para elaboração do PDTI, abril de Infográfico: Diego Pizzini Passo 7: documentação (permite a recuperação da funcionalidade do ambiente de TI, caso ocorra algum problema) Passo 5: gestão integrada do ambiente de TI (garantia de eficiência a um ambiente que possui uma variedade grande de equipamentos, sistemas de computação e tecnologias) Passo 3: modelo de Tecnologia da Informação (definição da estrutura mínima de rede equipamentos, acesso à internet, estações de trabalho, rede elétrica etc e a arquitetura organizacional das atividades de informática, como a manutenção de equipamentos e sistemas) Passo 1: análise do mercado (área de atuação da empresa, particularidades e limitações, clientes pretendidos e concorrência) tema mar/abr

18 capa Democracia Os computadores são amigos fiéis. Parecem conhecer as nossas digitais. O Telecentro Esperança é uma esperança que esperamos que nunca se acabe. Bartolomeu Valter da Costa, aluno do Telecentro Esperança, no Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira (RJ). 18 tema jan/fev 2010

19 digital Órgãos governamentais, setor privado e sociedade civil organizada se mobilizam num esforço conjunto para possibilitar acesso de todos os brasileiros às Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Ilustraçao:Diego Pizzini Bairro de Cidade Tiradentes, São Paulo, ano de O jovem Carlos Roberto dos Santos Junior entra pela primeira vez em um telecentro. O espaço, implantado pelo Serpro, em parceria com a ONG Cadesc, oferece aos moradores da comunidade, tida como uma das mais violentas da capital paulista, a chance de usar computadores, acessar à internet e participar de cursos de informática. Carlos se entusiasma com o mundo da tecnologia. Sente que descobriu sua vocação e decide se aprofundar nos estudos. Dois anos depois, tem a oportunidade que tanto esperava: presta concurso público para trabalhar no Serpro. O resultado vem como um prêmio a sua dedicação e força de vontade. Hoje, aos 25 anos, ele é empregado da empresa. Atua na Superintendência de Centro de Dados, no prédio da Regional São Paulo, no bairro de Socorro, e não reclama das 2h30 que leva diariamente para chegar ao serviço. Foi no telecentro que tive acesso ao microcomputador, às novas tecnologias, aos cursos de software livre. Também conheci pessoas novas. Realmente mudou a minha vida, recorda. Felizmente, histórias como a de Carlos Roberto têm se multiplicado por todo o País, desde que o governo federal intensificou os esforços de articulação com organizações da sociedade civil, empresas, prefeituras e governos estaduais, no sentido de universalizar a inclusão digital para todas as camadas da população. Iniciativas como Telecentros.BR, Computador para Todos, Um Computador por Aluno, Computadores para Inclusão, Plano Nacional de Banda Larga, entre outras fazem parte desse esforço para acabar com a exclusão digital no Brasil. Todas elas se relacionam e se complementam nas suas várias dimensões, diz Cezar Alvarez, coordenador do Programa de Inclusão Digital do governo federal. tema mar/abr

20 Telecentros equipados com computadores e internet auxiliam, principalmente, na formação de jovens e adolescentes Para o presidente do Serpro, Marcos Mazoni, é fundamental que a temática da inclusão digital seja tratada como uma política pública, a exemplo do que ocorre nas áreas como educação e saúde. Se a universalização da educação não fosse uma política pública, certamente o Brasil não teria obtido os índices atuais de combate ao analfabetismo. A exclusão digital aprofunda as desigualdades sociais. Hoje, o acesso às TICs é fundamental para a geração de emprego e renda, porém milhões de cidadãos ainda permanecem à margem desse processo, adverte. Telecentros.BR Entre as iniciativas de maior abrangência nessa área, está o programa Telecentros.BR, criado em 2007 para articular as centenas de projetos públicos e comunitários desenvolvidos nas diversas regiões brasileiras. Era necessário ganhar mais escala nas ações de apoio aos telecentros, e isso demandava uma melhoria na sua coordenação. O governo federal queria evitar a duplicação de esforços, organizar melhor as parcerias e os locais a serem implantados, conta Cristina Mori, assessora de Inclusão Digital da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento (SLTI) e coordenadora executiva do Programa Nacional de Apoio à Inclusão Digital nas Comunidades Telecentros.BR. Compõem o colegiado de coordenação do programa: os ministérios do Planejamento (responsável por montar uma rede nacional de formação de monitores comunitários), das Comunicações (que fornece equipamentos novos e conexão à internet banda larga), e da Ciência e Tecnologia (que concede bolsas para jovens comunitários atuarem como agentes de inclusão digital). O programa engloba Foto: Arquivo Serpro iniciativas de diversos outros ministérios, empresas estatais e uma gama variada de entidades públicas e privadas de todo o território nacional. Atualmente, mais de 4 mil unidades vinculadas ao Telecentros. BR estão em funcionamento, e a meta é superar as 10 mil até O ideal é que, em projetos assim, a orientação seja feita pela própria comunidade, para que sua inserção aconteça a partir de suas próprias necessidades. As pessoas precisam estar livres para tratar de suas questões e interesses específicos. Na avaliação de Beatriz Tibiriçá, cientista social e diretora financeira da ONG Coletivo Digital, de São Paulo, colocar as TICs ao alcance das comunidades de baixa renda amplia as possibilidades para o seu desenvolvimento. Populações de lugares remotos usam as tecnologias como a principal forma de comunicação; agricultores familiares comercializam seus produtos nas redes de economia solidária; grupos em luta por interesses e reivindicações podem transmitir seus debates e manifestações. Tudo isso dá uma nova dimensão aos projetos comunitários e à sua história sociocultural, afirma. Carlos Alberto Afonso, diretor do Instituto Núcleo de Pesquisas, Estudos e Formação, entidade civil sediada no Rio de Janeiro, concorda. O ideal é que, em projetos assim, a orientação seja feita pela própria comunidade, para que sua inserção aconteça a partir de suas próprias necessidades. As pessoas precisam estar livres para tratar de suas questões e interesses específicos, o que potencializa sua atuação e presença na internet como comunidade, e não mais como usuários individuais, observa o especialista. Com o objetivo de ampliar a destinação de máquinas para a inclusão digital, a SLTI instituiu o programa Computadores para Inclusão, por meio do qual são recondicionados equipamentos doados por órgãos públicos, empresas privadas e pessoas físicas. A iniciativa inclui a capacitação de jovens de comunidades de baixa renda para que eles saibam recuperar um equipamento usado e torná-lo 20 tema mar/abr 2010

CidadesDigitais. A construção de um ecossistema de cooperação e inovação

CidadesDigitais. A construção de um ecossistema de cooperação e inovação CidadesDigitais A construção de um ecossistema de cooperação e inovação CidadesDigitais PRINCÍPIOs 1. A inclusão digital deve proporcionar o exercício da cidadania, abrindo possibilidades de promoção cultural,

Leia mais

O Projeto Casa Brasil de inclusão digital e social

O Projeto Casa Brasil de inclusão digital e social II Fórum de Informação em Saúde IV Encontro da Rede BiblioSUS O Projeto Casa Brasil de inclusão digital e social Maria de Fátima Ramos Brandão Outubro/2007 1 Apresentação O Projeto Casa Brasil Modelos

Leia mais

Plano Nacional. de Banda Larga. Brasília, 05 de maio de 2010

Plano Nacional. de Banda Larga. Brasília, 05 de maio de 2010 Plano Nacional de Banda Larga Brasília, 05 de maio de 2010 Sumário 1. Importância Estratégica 2. Diagnóstico 3. Objetivos e Metas 4. Ações 5. Investimento 6. Governança e Fórum Brasil Digital 2 1. Importância

Leia mais

ANEXO I A Estratégia de TIC do Poder Judiciário

ANEXO I A Estratégia de TIC do Poder Judiciário RESOLUÇÃO Nº 99, DE 24 DE NOVEMBRO DE 2009 Dispõe sobre o Planejamento Estratégico de TIC no âmbito do Poder Judiciário e dá outras providências. ANEXO I A Estratégia de TIC do Poder Judiciário Planejamento

Leia mais

Ministério das Comunicações. Secretaria de Inclusão Digital

Ministério das Comunicações. Secretaria de Inclusão Digital Ministério das Comunicações Secretaria de Inclusão Digital Computadores para a Inclusão Os Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs) são parte do projeto Computadores para Inclusão, que promove

Leia mais

Cenário sobre a integração das tecnologias às escolas brasileiras. Diretrizes para o desenvolvimento do uso das tecnologias no ensino-aprendizagem

Cenário sobre a integração das tecnologias às escolas brasileiras. Diretrizes para o desenvolvimento do uso das tecnologias no ensino-aprendizagem Cenário sobre a integração das tecnologias às escolas brasileiras Diretrizes para o desenvolvimento do uso das tecnologias no ensino-aprendizagem Maio, 2014 1 Índice 1. Introdução 3 2. Cenário do acesso

Leia mais

Trilha 3 Banda larga no Brasil e inclusão digital: o que fazer?

Trilha 3 Banda larga no Brasil e inclusão digital: o que fazer? e inclusão digital: o que fazer? Coordenador da Trilha Eduardo Fumes Parajo (CGI.br, Abranet) Oradores iniciais indicados pelo setores do CGI.br: 3º Setor Beá Tibiriçá (Coletivo Digital) e Paulo Lima (Saúde

Leia mais

Globalweb otimiza oferta e entrega de serviços a clientes com CA AppLogic

Globalweb otimiza oferta e entrega de serviços a clientes com CA AppLogic CUSTOMER SUCCESS STORY Globalweb otimiza oferta e entrega de serviços a clientes com CA AppLogic PERFIL DO CLIENTE Indústria: Serviços de TI Companhia: Globalweb Outsourcing Empregados: 600 EMPRESA A Globalweb

Leia mais

Aumente sua velocidade e flexibilidade com a implantação da nuvem gerenciada de software da SAP

Aumente sua velocidade e flexibilidade com a implantação da nuvem gerenciada de software da SAP Parceiros de serviços em nuvem gerenciada Aumente sua velocidade e flexibilidade com a implantação da nuvem gerenciada de software da SAP Implemente a versão mais recente do software da SAP de classe mundial,

Leia mais

Documento de Referência do Projeto de Cidades Digitais Secretaria de Inclusão Digital Ministério das Comunicações

Documento de Referência do Projeto de Cidades Digitais Secretaria de Inclusão Digital Ministério das Comunicações Documento de Referência do Projeto de Cidades Digitais Secretaria de Inclusão Digital Ministério das Comunicações CIDADES DIGITAIS CONSTRUINDO UM ECOSSISTEMA DE COOPERAÇÃO E INOVAÇÃO Cidades Digitais Princípios

Leia mais

Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação nas Escolas Brasileiras TIC Educação

Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação nas Escolas Brasileiras TIC Educação Pesquisa TIC Educação 2010 Coletiva de Imprensa Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação nas Escolas Brasileiras TIC Educação São Paulo, 09 de Agosto de 2011 CGI.br Comitê Gestor

Leia mais

Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre

Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre N o Brasil há 2.361 municípios, em 23 estados, onde vivem mais de 38,3 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza. Para eles, o Governo Federal criou

Leia mais

Agenda Nacional de Apoio à Gestão Municipal

Agenda Nacional de Apoio à Gestão Municipal SECRETARIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS SUBCHEFIA DE ASSUNTOS FEDERATIVOS Agenda Nacional de Apoio à Gestão Municipal Mapa de obras contratadas pela CEF, em andamento com recursos do Governo Federal 5.048

Leia mais

ONG BRASI O DIÁLOGO ABRE CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO. Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil

ONG BRASI O DIÁLOGO ABRE CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO. Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil ONG BRASI 2012 O DIÁLOGO ABRE CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil Dezembro de 2013 3 EXPEDIENTE Presidenta

Leia mais

O direito à tecnologia da informação: perspectivas e desafios. Prof. José Carlos Vaz EACH-USP

O direito à tecnologia da informação: perspectivas e desafios. Prof. José Carlos Vaz EACH-USP O direito à tecnologia da informação: perspectivas e desafios Prof. José Carlos Vaz EACH-USP 1 1. A importância da democratização do acesso à TI A desigualdade no acesso à tecnologia é um fator adicional

Leia mais

Planejamento Estratégico de TIC. da Justiça Militar do Estado. do Rio Grande do Sul

Planejamento Estratégico de TIC. da Justiça Militar do Estado. do Rio Grande do Sul Planejamento Estratégico de TIC da Justiça Militar do Estado do Rio Grande do Sul MAPA ESTRATÉGICO DE TIC DA JUSTIÇA MILITAR DO ESTADO (RS) MISSÃO: Gerar, manter e atualizar soluções tecnológicas eficazes,

Leia mais

Ministério das Comunicações

Ministério das Comunicações Sumário 1. Perfil do país 2. Dados Setoriais 3. Programa Nacional de Banda Larga 4. Marco Civil da Internet Perfil do País 30,0% Taxa de analfabetismo (população com mais de 15 anos de idade) 20,0% 10,0%

Leia mais

Pesquisa sobre o uso das TIC no Setor Público

Pesquisa sobre o uso das TIC no Setor Público Pesquisa sobre o uso das TIC no Setor Público TIC Governo Eletrônico 2013 São Paulo, 23 de setembro de 2014 CGI.br Comitê Gestor da Internet no Brasil NIC.br Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto

Leia mais

mudanças qualitativas radicais na vida econômica, social e política das nações.

mudanças qualitativas radicais na vida econômica, social e política das nações. PRONUNCIAMENTO DO MINISTRO EDUARDO CAMPOS NA SOLENIDADE DE INSTALAÇÃO DA III ASSEMBLÉIA GERAL DA ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DE PARLAMENTARES PARA A TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (IPAIT), NA CÂMARA DOS DEPUTADOS,

Leia mais

Relato da Iniciativa

Relato da Iniciativa 1 Relato da Iniciativa 5.1 Nome da iniciativa ou projeto Novo portal institucional da Prefeitura de Vitória (www.vitoria.es.gov.br) 5.2 Caracterização da situação anterior A Prefeitura de Vitória está

Leia mais

TIC DOMICÍLIOS 2012. Panorama da Inclusão digital no Brasil. Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação no Brasil

TIC DOMICÍLIOS 2012. Panorama da Inclusão digital no Brasil. Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação no Brasil Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação TIC DOMICÍLIOS 12 Panorama da Inclusão digital no Brasil Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação no

Leia mais

NOTA TÉCNICA 44 2013 A POLÍTICA NACIONAL DE INFORMAÇÃO E INFORMÁTICA EM SAÚDE E SEU PLANO OPERATIVO

NOTA TÉCNICA 44 2013 A POLÍTICA NACIONAL DE INFORMAÇÃO E INFORMÁTICA EM SAÚDE E SEU PLANO OPERATIVO NOTA TÉCNICA 44 2013 A POLÍTICA NACIONAL DE INFORMAÇÃO E INFORMÁTICA EM SAÚDE E SEU PLANO OPERATIVO Brasília, 28 de outubro de 2013 A POLÍTICA NACIONAL DE INFORMAÇÃO E INFORMÁTICA EM SAÚDE E SEU PLANO

Leia mais

Guaiaquil tira proveito da IoE para oferecer à população os benefícios da telemedicina e do governo eletrônico

Guaiaquil tira proveito da IoE para oferecer à população os benefícios da telemedicina e do governo eletrônico Guaiaquil tira proveito da IoE para oferecer à população os benefícios da telemedicina e do governo eletrônico RESUMO EXECUTIVO Objetivo Melhorar a vida dos moradores e ajudálos a serem bem-sucedidos na

Leia mais

Governança de TI no Governo. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação Paulo Roberto Pinto

Governança de TI no Governo. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação Paulo Roberto Pinto Governança de TI no Governo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação Paulo Roberto Pinto Agenda Agenda Contexto SISP IN SLTI 04/2008 EGTI Planejamento

Leia mais

São Paulo, 24 de novembro de 2005

São Paulo, 24 de novembro de 2005 São Paulo, 24 de novembro de 2005 CGI.br divulga indicadores inéditos sobre a internet no país Além de apresentar as pesquisas sobre penetração e uso da rede em domicílios e empresas, a entidade anuncia

Leia mais

As publicações da Confederação Nacional de Municípios CNM podem ser acessadas, na íntegra, na biblioteca online do Portal CNM: www.cnm.org.br.

As publicações da Confederação Nacional de Municípios CNM podem ser acessadas, na íntegra, na biblioteca online do Portal CNM: www.cnm.org.br. 2015 Confederação Nacional de Municípios CNM. Esta obra é disponibilizada nos termos da Licença Creative Commons: Atribuição Uso não comercial Compartilhamento pela mesma licença 4.0 Internacional. É permitida

Leia mais

APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL ASSOCIAÇÃO DAS EMPRESAS BRASILEIRAS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, SOFTWARE E INTERNET ASSESPRO REGIONAL PARANÁ

APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL ASSOCIAÇÃO DAS EMPRESAS BRASILEIRAS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, SOFTWARE E INTERNET ASSESPRO REGIONAL PARANÁ APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL ASSOCIAÇÃO DAS EMPRESAS BRASILEIRAS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, SOFTWARE E INTERNET ASSESPRO REGIONAL PARANÁ LUÍS MÁRIO LUCHETTA DIRETOR PRESIDENTE GESTÃO 2005/2008 HISTÓRICO

Leia mais

INSTRUMENTOS DE DESENVOLVIMENTO DAS MPEs OFERTADOS PELO SEBRAE. Palestra para o Conselho Regional de Administração

INSTRUMENTOS DE DESENVOLVIMENTO DAS MPEs OFERTADOS PELO SEBRAE. Palestra para o Conselho Regional de Administração INSTRUMENTOS DE DESENVOLVIMENTO DAS MPEs OFERTADOS PELO SEBRAE Palestra para o Conselho Regional de Administração 1 O QUE É O SEBRAE? 2 O Sebrae O Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas da Bahia

Leia mais

Inscrições abertas para edital com foco em crianças e adolescentes

Inscrições abertas para edital com foco em crianças e adolescentes Financiamento e apoio técnico Inscrições abertas para edital com foco em crianças e adolescentes A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) e o Conselho Nacional dos Direitos

Leia mais

Importância e Implementação

Importância e Implementação Importância e Implementação O que é? Sub-área da inclusão social. Democratização do acesso às tecnologias de informação. Melhorar as condições de vida de uma comunidade com ajuda da tecnologia. Utilização

Leia mais

PROGRAMA CIDADES SUSTENTÁVEIS

PROGRAMA CIDADES SUSTENTÁVEIS PROGRAMA CIDADES SUSTENTÁVEIS 2014 1 Índice 1. Contexto... 3 2. O Programa Cidades Sustentáveis (PCS)... 3 3. Iniciativas para 2014... 5 4. Recursos Financeiros... 9 5. Contrapartidas... 9 2 1. Contexto

Leia mais

PROJETO DE LEI N o, DE 2008

PROJETO DE LEI N o, DE 2008 PROJETO DE LEI N o, DE 2008 (Da Sra. Elcione Barbalho) Altera a Lei n.º 9.998, de 17 de agosto de 2000, estendendo o uso dos recursos do Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust) à prestação

Leia mais

PROJETO CIDADE DIGITAL. CIDADE ONLINE e Internet para todos

PROJETO CIDADE DIGITAL. CIDADE ONLINE e Internet para todos PROJETO CIDADE DIGITAL CIDADE ONLINE e Internet para todos 2 PROJETO CIDADE DIGITAL CIDADE(nome da cidade) ONLINE e Internet para todos 3 CONCEITO Em termos técnicos, uma CIDADE DIGITAL é a interconexão

Leia mais

RELATÓRIO DA PESQUISA ONLINE: Avaliação dos Atores do Sistema de Garantia de Direitos participantes das Oficinas em São Paulo

RELATÓRIO DA PESQUISA ONLINE: Avaliação dos Atores do Sistema de Garantia de Direitos participantes das Oficinas em São Paulo RELATÓRIO DA PESQUISA ONLINE: Avaliação dos Atores do Sistema de Garantia de Direitos participantes das Oficinas em São Paulo APRESENTAÇÃO A SaferNet Brasil é uma associação civil de direito privado, com

Leia mais

Trilha 4 Diversidade e Conteúdo Matriz GERAL de sistematização

Trilha 4 Diversidade e Conteúdo Matriz GERAL de sistematização Trilha 4 Diversidade e Conteúdo Matriz GERAL de sistematização coordenador: Lisandro Zambenedetti Granville relatores: Francele Cocco e Lucas Farinella Pretti A) Questões-chave SUSTENTABILIDADE DE PRODUTORES

Leia mais

Política Nacional de Participação Social

Política Nacional de Participação Social Política Nacional de Participação Social Apresentação Esta cartilha é uma iniciativa da Secretaria-Geral da Presidência da República para difundir os conceitos e diretrizes da participação social estabelecidos

Leia mais

O caminho para o sucesso. Promovendo o desenvolvimento para além da universidade

O caminho para o sucesso. Promovendo o desenvolvimento para além da universidade O caminho para o sucesso Promovendo o desenvolvimento para além da universidade Visão geral Há mais de 40 anos, a Unigranrio investe em ensino diferenciado no Brasil para cumprir com seu principal objetivo

Leia mais

Lacerda e Franze obtém economia significativa em custos de impressão com ECM/GED da SML Brasil

Lacerda e Franze obtém economia significativa em custos de impressão com ECM/GED da SML Brasil lacerda e franze Escritório de Advocacia Lacerda e Franze obtém economia significativa em custos de impressão com ECM/GED da SML Brasil CLIENTE Lacerda e Franze Advogados Associados V I S Ã O G E R A L

Leia mais

Plano de Trabalho e Projeto Político-Pedagógico da Escola Legislativa de Araras

Plano de Trabalho e Projeto Político-Pedagógico da Escola Legislativa de Araras Plano de Trabalho e Projeto Político-Pedagógico da Escola Legislativa de Araras 1. Introdução O Projeto Político-Pedagógico da Escola Legislativa de Araras foi idealizado pelo Conselho Gestor da Escola,

Leia mais

Sheet1. Criação de uma rede formada por tvs e rádios comunitárias, para acesso aos conteúdos

Sheet1. Criação de uma rede formada por tvs e rádios comunitárias, para acesso aos conteúdos Criação de um canal de atendimento específico ao público dedicado ao suporte de tecnologias livres. Formação de comitês indicados por representantes da sociedade civil para fomentar para a ocupação dos

Leia mais

TELECENTROS.BR PROGRAMA NACIONAL DE APOIO À INCLUSÃO DIGITAL NAS COMUNIDADES. Informações preliminares Outubro de 2009

TELECENTROS.BR PROGRAMA NACIONAL DE APOIO À INCLUSÃO DIGITAL NAS COMUNIDADES. Informações preliminares Outubro de 2009 TELECENTROS.BR PROGRAMA NACIONAL DE APOIO À INCLUSÃO DIGITAL NAS COMUNIDADES Informações preliminares Outubro de 2009 1 OBSERVAÇÃO IMPORTANTE Esta apresentação é baseada na consolidação da proposta preliminar

Leia mais

Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital Preservar para garantir o acesso

Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital Preservar para garantir o acesso Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital Preservar para garantir o acesso Considerando que a informação arquivística, produzida, recebida, utilizada e conservada em sistemas informatizados,

Leia mais

Fundação SEADE. www.seade.gov.br

Fundação SEADE. www.seade.gov.br Outubro de 0 N o Monitoramento das metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio ODMs Consulte A Fundação Seade disponibilizará, anualmente, as séries históricas do conjunto de indicadores dos ODMs

Leia mais

Coletiva de Imprensa Apresentação de resultados São Paulo, 23 de maio de 2013

Coletiva de Imprensa Apresentação de resultados São Paulo, 23 de maio de 2013 Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação Pesquisa TIC Educação 2012 Pesquisa sobre o uso das TIC nas escolas brasileiras Coletiva de Imprensa Apresentação de resultados

Leia mais

Uso e Posse de Computador e Internet, Barreiras de Acesso, Uso do Celular, Intenção de Aquisição

Uso e Posse de Computador e Internet, Barreiras de Acesso, Uso do Celular, Intenção de Aquisição TIC DOMICÍLIOS 2007 Uso e Posse de Computador e Internet, Barreiras de Acesso, Uso do Celular, Intenção de Aquisição PESQUISA SOBRE O USO DAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO NO BRASIL 2008 NIC.BR

Leia mais

XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação 22 a 24 de julho de 2015

XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação 22 a 24 de julho de 2015 XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação 22 a 24 de julho de 2015 Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência Resumo expandido O Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São

Leia mais

InfoReggae - Edição 32 Inclusão Digital 11 de abril de 2014. Coordenador Executivo José Júnior

InfoReggae - Edição 32 Inclusão Digital 11 de abril de 2014. Coordenador Executivo José Júnior O Grupo Cultural AfroReggae é uma organização que luta pela transformação social e, através da cultura e da arte, desperta potencialidades artísticas que elevam a autoestima de jovens das camadas populares.

Leia mais

Redes sociais no Terceiro Setor

Redes sociais no Terceiro Setor Redes sociais no Terceiro Setor Prof. Reginaldo Braga Lucas 2º semestre de 2010 Constituição de redes organizacionais Transformações organizacionais Desenvolvimento das organizações articuladas em redes

Leia mais

Segurança nas Nuvens Onde Coloco Meus Dados?

Segurança nas Nuvens Onde Coloco Meus Dados? Segurança nas Nuvens Onde Coloco Meus Dados? Expectativa de 20 minutos Uma abordagem prática e sensata de usar os Serviços em Nuvem de forma segura. Segurança nas Nuvens O que é? Quais as Vantagens das

Leia mais

DIRETRIZES DO FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/NÓS PODEMOS. (aprovada em 2010 e 1ª revisão em agosto de 2012)

DIRETRIZES DO FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/NÓS PODEMOS. (aprovada em 2010 e 1ª revisão em agosto de 2012) DIRETRIZES DO FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/NÓS PODEMOS (aprovada em 2010 e 1ª revisão em agosto de 2012) Artigo 1º O Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade/Nós

Leia mais

Ministério do Desenvolvimento Agrário Secretaria de Desenvolvimento Territorial. Sistema de Gestão Estratégica. Documento de Referência

Ministério do Desenvolvimento Agrário Secretaria de Desenvolvimento Territorial. Sistema de Gestão Estratégica. Documento de Referência Ministério do Desenvolvimento Agrário Secretaria de Desenvolvimento Territorial Sistema de Gestão Estratégica Brasília - 2010 SUMÁRIO I. APRESENTAÇÃO 3 II. OBJETIVOS DO SGE 4 III. MARCO DO SGE 4 IV. ATORES

Leia mais

Cultura Oficina Litoral Sustentável

Cultura Oficina Litoral Sustentável Cultura Oficina Litoral Sustentável 1 ESTRUTURA DA AGENDA REGIONAL E MUNICIPAIS 1. Princípios 2. Eixos 3. Diretrizes 4. Ações 4.1 Natureza das ações (planos, projetos, avaliação) 4.2 Mapeamento de Atores

Leia mais

PROJETO DE CAPACITAÇÃO ALTO DO JEQUITINHONHA (MG)

PROJETO DE CAPACITAÇÃO ALTO DO JEQUITINHONHA (MG) PROJETO DE CAPACITAÇÃO ALTO DO JEQUITINHONHA (MG) dias 3 e 4 de Junho na EE prof. Gabriel Mandacaru Diamantina implementador social : Paulo José Olivier M. Lara Região : 10 Coordenadora: Ana Valéria Mendonça

Leia mais

Inclusão digital tem que ser política pública

Inclusão digital tem que ser política pública Inclusão digital tem que ser política pública Transformar a inclusão digital em política pública é fundamental para que os projetos e programas tenham continuidade, independentemente do partido político

Leia mais

Política do Programa de Voluntariado do Grupo Telefônica

Política do Programa de Voluntariado do Grupo Telefônica Política do Programa de Voluntariado do Grupo Telefônica INTRODUÇÃO O Grupo Telefônica, consciente de seu importante papel na construção de sociedades mais justas e igualitárias, possui um Programa de

Leia mais

Plano Estratégico de Tecnologia da Informação e Comunicação. Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região

Plano Estratégico de Tecnologia da Informação e Comunicação. Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região Plano Estratégico de Tecnologia da Informação e Comunicação Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região Dezembro/2010 2 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO Missão: Prover soluções efetivas de tecnologia

Leia mais

SISTEMA DE GESTÃO DE PESSOAS SEBRAE/TO UNIDADE: GESTÃO ESTRATÉGICA PROCESSO: TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

SISTEMA DE GESTÃO DE PESSOAS SEBRAE/TO UNIDADE: GESTÃO ESTRATÉGICA PROCESSO: TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO SISTEMA DE GESTÃO DE PESSOAS SEBRAE/TO UNIDADE: GESTÃO ESTRATÉGICA PROCESSO: TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Competências Analista 1. Administração de recursos de infra-estrutura de tecnologia da informação 2.

Leia mais

Escola de Gestão Pública de Palmas em novas instalações

Escola de Gestão Pública de Palmas em novas instalações Nº 08/2012 Av. Teotônio Segurado, Quadra 401 Sul, ACSU-SO 40, conjunto 1, Lote 17, 1º andar (prédio do antigo Sine) Escola de Gestão Pública de Palmas em novas instalações Diante da crescente procura por

Leia mais

Hotsite: Carta de Serviços ao Cidadão do MDS

Hotsite: Carta de Serviços ao Cidadão do MDS PRÁTICA 1) TÍTULO Hotsite: Carta de Serviços ao Cidadão do MDS 2) DESCRIÇÃO DA PRÁTICA - limite de 8 (oito) páginas: O Hotsite da Carta de Serviços ao Cidadão do MDS foi um projeto realizado pela Ouvidoria

Leia mais

Desenvolvimento de Novos Produtos e Serviços para a Área Social

Desenvolvimento de Novos Produtos e Serviços para a Área Social Programa 0465 SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO - INTERNET II Objetivo Incrementar o grau de inserção do País na sociedade de informação e conhecimento globalizados. Público Alvo Empresas, usuários e comunidade

Leia mais

{ 2 } Parque Tecnológico Capital Digital

{ 2 } Parque Tecnológico Capital Digital { 2 } Parque Tecnológico Capital Digital { 3 } 1. INTRODUÇÃO: PARQUE TECNOLÓGICO CAPITAL DIGITAL - PTCD Principal polo de desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação do Distrito Federal, o PTCD

Leia mais

Gustavo Noronha Silva. Projeto de Pesquisa: Impactos do Software Livre na Inclusão Digital

Gustavo Noronha Silva. Projeto de Pesquisa: Impactos do Software Livre na Inclusão Digital Gustavo Noronha Silva Projeto de Pesquisa: Impactos do Software Livre na Inclusão Digital Universidade Estadual de Montes Claros / UNIMONTES junho / 2003 Gustavo Noronha Silva Projeto de Pesquisa: Impactos

Leia mais

9º Congresso de História do ABC A classe operária depois do paraíso

9º Congresso de História do ABC A classe operária depois do paraíso 9º Congresso de História do ABC A classe operária depois do paraíso Mesa de debate: O papel das instituições de ensino superior do ABC no desenvolvimento regional. Centro Universitário Fundação Santo André

Leia mais

GESTÃO DE TI NAS ORGANIZAÇÕES CONTEMPORÂNEAS

GESTÃO DE TI NAS ORGANIZAÇÕES CONTEMPORÂNEAS GESTÃO DE TI NAS ORGANIZAÇÕES CONTEMPORÂNEAS WALLACE BORGES CRISTO 1 JOÃO CARLOS PEIXOTO FERREIRA 2 João Paulo Coelho Furtado 3 RESUMO A Tecnologia da Informação (TI) está presente em todas as áreas de

Leia mais

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE SECRETARIA EXECUTIVA DEPARTAMENTO DE POLÍTICAS PARA O COMBATE AO DESMATAMENTO

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE SECRETARIA EXECUTIVA DEPARTAMENTO DE POLÍTICAS PARA O COMBATE AO DESMATAMENTO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE SECRETARIA EXECUTIVA DEPARTAMENTO DE POLÍTICAS PARA O COMBATE AO DESMATAMENTO Resposta ao Observatório do Clima sobre suas considerações ao Sumário de informações sobre como

Leia mais

A Estratégia do Conselho da Justiça Federal 2015/2020 CJF-POR-2015/00359, de 26 de agosto de 2015

A Estratégia do Conselho da Justiça Federal 2015/2020 CJF-POR-2015/00359, de 26 de agosto de 2015 A Estratégia do Conselho da Justiça Federal CJF-POR-2015/00359, de 26 de agosto de 2015 SUEST/SEG 2015 A estratégia do CJF 3 APRESENTAÇÃO O Plano Estratégico do Conselho da Justiça Federal - CJF resume

Leia mais

UNESCO Brasilia Office Representação da UNESCO no Brasil Entrevista: Portal Domínio Público

UNESCO Brasilia Office Representação da UNESCO no Brasil Entrevista: Portal Domínio Público UNESCO Brasilia Office Representação da UNESCO no Brasil Entrevista: Portal Domínio Público UNESCO Ministério da Educação Brasília 2006 Artigo publicado, em 06 de dezembro de 2006, no Observatório da Sociedade

Leia mais

Como comprar mais e melhor das Micro e Pequenas Empresas. Projeto de Compras Governamentais

Como comprar mais e melhor das Micro e Pequenas Empresas. Projeto de Compras Governamentais Como comprar mais e melhor das Micro e Pequenas Empresas Projeto de Compras Governamentais 2º Seminário Internacional sobre Compras e Contratações Sustentáveis Agosto/2014 Maria Aparecida Rosa Vital Brasil

Leia mais

GSAN SOFTWARE COMERCIAL LIVRE MODELO DE DESENVOLVIMENTO COLABORATIVO

GSAN SOFTWARE COMERCIAL LIVRE MODELO DE DESENVOLVIMENTO COLABORATIVO GSAN SOFTWARE COMERCIAL LIVRE MODELO DE DESENVOLVIMENTO COLABORATIVO José Maria Villac Pinheiro (1) Engenheiro pela Universidade de São Paulo USP Escola de Engenharia de São Carlos EESC. Especialização

Leia mais

Políticas de Desenvolvimento para as Mulheres Rurais a partir de uma perspectiva de Raça a e Gênero. Andrea Butto

Políticas de Desenvolvimento para as Mulheres Rurais a partir de uma perspectiva de Raça a e Gênero. Andrea Butto Políticas de Desenvolvimento para as Mulheres Rurais a partir de uma perspectiva de Raça a e Gênero Andrea Butto Ministério do Desenvolvimento Agrário Temas abordados Estados assumiram compromissos que

Leia mais

O QUE É O SITE MUNÍCIPIOS?

O QUE É O SITE MUNÍCIPIOS? O QUE É O SITE MUNÍCIPIOS? Apresentação Histórico Estratégia de comunicação e políticas para promoção do municipalismo forte e atuante A atuação da Confederação Nacional de Municípios na comunicação pública

Leia mais

Resoluções nº 90 e nº 99 de 2009 CNJ

Resoluções nº 90 e nº 99 de 2009 CNJ Resoluções nº 90 e nº 99 de 2009 CNJ Março COMITÊ GESTOR DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO - CGTIC 2 ÍNDICE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO... 3 Apresentação...

Leia mais

Mestrados Profissionais em Segurança Pública. Documento do Workshop Mestrado Profissional em Segurança Pública e Justiça Criminal

Mestrados Profissionais em Segurança Pública. Documento do Workshop Mestrado Profissional em Segurança Pública e Justiça Criminal I- Introdução Mestrados Profissionais em Segurança Pública Documento do Workshop Mestrado Profissional em Segurança Pública e Justiça Criminal Este documento relata as apresentações, debates e conclusões

Leia mais

UNIVATES. Case Cisco CLIENTE SEGMENTO DESAFIOS SOLUÇÕES RESULTADOS CASES DE EDUCAÇÃO

UNIVATES. Case Cisco CLIENTE SEGMENTO DESAFIOS SOLUÇÕES RESULTADOS CASES DE EDUCAÇÃO CASES DE EDUCAÇÃO Case Cisco UNIVATES CLIENTE - Centro Universitário Univates - Número total de alunos: 13.235 - Número total de professores contratados: 537 SEGMENTO - Educação privada superior e profissionalizante

Leia mais

Ana possui uma promissora. Ambiente virtual para inovar

Ana possui uma promissora. Ambiente virtual para inovar Ambiente virtual para inovar Secti lança Portal Paraense de Inovação para conectar atores estratégicos e aumentar investimento em inovação no Pará Por Igor de Souza Ana possui uma promissora empresa de

Leia mais

Mobilização e Participação Social no

Mobilização e Participação Social no SECRETARIA-GERAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME Mobilização e Participação Social no Plano Brasil Sem Miséria 2012 SUMÁRIO Introdução... 3 Participação

Leia mais

NORMAS REGULADORAS DO PROCESSO SELETIVO Edital Nº 17/2014-SEDIS

NORMAS REGULADORAS DO PROCESSO SELETIVO Edital Nº 17/2014-SEDIS UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA NACIONAL DE FORTALECIMENTOS DOS CONSELHOS ESCOLARES PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO CENTRO DE EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Leia mais

EDITAL N.º 001/2011 SELEÇÃO DE MONITOR-BOLSISTA PARA OS TELECENTRO.BR

EDITAL N.º 001/2011 SELEÇÃO DE MONITOR-BOLSISTA PARA OS TELECENTRO.BR A Prefeitura Municipal de Rosana em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico-CNPq e Ministério Ciências e Tecnologia - MCT, através da Divisão Municipal de Assistência

Leia mais

Infraestrutura de informações geoespaciais e georreferenciadas

Infraestrutura de informações geoespaciais e georreferenciadas Infraestrutura de informações geoespaciais e georreferenciadas 1. Apresentação do Problema Epitácio José Paes Brunet É cada vez mais expressiva, hoje, nas cidades brasileiras, uma nova cultura que passa

Leia mais

Escola de Políticas Públicas

Escola de Políticas Públicas Escola de Políticas Públicas Política pública na prática A construção de políticas públicas tem desafios em todas as suas etapas. Para resolver essas situações do dia a dia, é necessário ter conhecimentos

Leia mais

Regulamento do Programa RiSE/Porto Digital de Residência em Reuso de Software 2011

Regulamento do Programa RiSE/Porto Digital de Residência em Reuso de Software 2011 Regulamento do Programa RiSE/Porto Digital de Residência em Reuso de Software 2011 1. Apresentação A RiSE Reuse in Software Engineering e o Núcleo de Gestão do Porto Digital (NGPD), com o apoio do CNPq

Leia mais

Ministério das Comunicações

Ministério das Comunicações Ministério das Comunicações Desafios para a melhoria da infraestrutura: Ampliação das comunicações móveis Diagnóstico Fonte: Cetic.br Tic Domicílios Diagnóstico Fonte: Cetic.br Tic Domicílios Diagnóstico

Leia mais

São Paulo, 25 de abril de 2013.

São Paulo, 25 de abril de 2013. São Paulo, 25 de abril de 2013. Discurso do diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania, Luiz Edson Feltrim, na SME Banking Conference 2013 1 Dirijo saudação especial a Sra. Ghada Teima, IFC Manager

Leia mais

TEXTO BASE PARA UM POLÍTICA NACIONAL NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL

TEXTO BASE PARA UM POLÍTICA NACIONAL NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL TEXTO BASE PARA UM POLÍTICA NACIONAL NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL Eixos Temáticos, Diretrizes e Ações Documento final do II Encontro Nacional de Educação Patrimonial (Ouro Preto - MG, 17 a 21 de julho

Leia mais

EVENTOS. Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania

EVENTOS. Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania A União dos Vereadores do Estado de São Paulo UVESP, desde 1977 (há 38 anos) promove parceria com o Poder Legislativo para torná-lo cada vez mais forte, através de várias ações de capacitação e auxílio

Leia mais

01. O QUE É? 02. OBJETIVOS DO CURSO 03. CAMPO DE ATUAÇÃO

01. O QUE É? 02. OBJETIVOS DO CURSO 03. CAMPO DE ATUAÇÃO 01. O QUE É? O Curso de Desenvolvimento de Websites é um curso de graduação tecnológica de nível superior com duração de dois anos e meio. Este curso permite a continuidade dos estudos em nível de bacharelado

Leia mais

AdminIP. Manual do Usuário Módulo Administrador IES

AdminIP. Manual do Usuário Módulo Administrador IES 2 AdminIP Manual do Usuário Módulo Administrador IES Brasília 2012 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO... 4 1 SISTEMA ADMINIP... 4 1.1 O que é o AdminIP?... 4 1.2 Quem opera?... 4 1.3 Onde acessar?... 5 1.4 Como acessar?...

Leia mais

OUVIDORIA GERAL RELATÓRIO ANUAL DE ATIVIDADES 2006

OUVIDORIA GERAL RELATÓRIO ANUAL DE ATIVIDADES 2006 OUVIDORIA GERAL RELATÓRIO ANUAL DE ATIVIDADES 2006 Apresentação Nossa história Objetivos, Atribuições e Compromisso Nosso Método de Trabalho Manifestações dos Usuários 1. Quantidade 2. Tipos 3. Percentual

Leia mais

A Escola. Com uma média de 1.800 alunos por mês, a ENAP oferece cursos presenciais e a distância

A Escola. Com uma média de 1.800 alunos por mês, a ENAP oferece cursos presenciais e a distância A Escola A ENAP pode contribuir bastante para enfrentar a agenda de desafios brasileiros, em que se destacam a questão da inclusão e a da consolidação da democracia. Profissionalizando servidores públicos

Leia mais

2.2 ATIVIDADES Atividade 4.2.3 - Formular as sistemáticas de planejamento e avaliação das escolas para uso na implantação do PDE.

2.2 ATIVIDADES Atividade 4.2.3 - Formular as sistemáticas de planejamento e avaliação das escolas para uso na implantação do PDE. Impresso por: ANGELO LUIS MEDEIROS MORAIS Data da impressão: 07/10/2013-10:07:01 SIGOEI - Sistema de Informações Gerenciais da OEI TERMO DE REFERÊNCIA Nº 2703 PARA CONTRATAÇÃO DE PESSOA FÍSICA PROCESSO

Leia mais

CONNECT AMERICAS: REDE SOCIAL EMPRESARIAL

CONNECT AMERICAS: REDE SOCIAL EMPRESARIAL CONNECT AMERICAS: REDE SOCIAL EMPRESARIAL DAS AMÉRICAS Washington D. C - março 2014 NOME CLASSIFICAÇÃO CATEGORIA TEMA PALAVRAS-CHAVE REDE SOCIAL EMPRESARIAL : CONNECT AMERICAS PRÁTICA INTERNACIONALIZAÇÃO

Leia mais

Realização de rodas de conversa e de troca de conhecimento para intercâmbio do que foi desenvolvido e produzido.

Realização de rodas de conversa e de troca de conhecimento para intercâmbio do que foi desenvolvido e produzido. Realização de rodas de conversa e de troca de conhecimento para intercâmbio do que foi desenvolvido e produzido. Criar novos mecanismos de intercâmbio e fortalecer os programas de intercâmbio já existentes,

Leia mais

O PAPEL DO GESTOR COMO MULTIPLICADOR

O PAPEL DO GESTOR COMO MULTIPLICADOR Programa de Capacitação PAPEL D GESTR CM MULTIPLICADR Brasília 12 de maio de 2011 Graciela Hopstein ghopstein@yahoo.com.br Qual o conceito de multiplicador? Quais são as idéias associadas a esse conceito?

Leia mais

Gestão do Conhecimento e Governo Como sensibilizar os órgãos governamentais para implementarem a GC

Gestão do Conhecimento e Governo Como sensibilizar os órgãos governamentais para implementarem a GC Gestão do Conhecimento e Governo Como sensibilizar os órgãos governamentais para implementarem a GC Elisabeth Gomes elisabeth.gomes@sbgc.org.br Diretora de relações com o governo - SBGC 2º Fórum de Gestão

Leia mais

ANEXO IV PROPOSTAS APROVADAS NA CONFERÊNCIA ESTADUAL. Eixo MOBILIZAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO MONITORAMENTO

ANEXO IV PROPOSTAS APROVADAS NA CONFERÊNCIA ESTADUAL. Eixo MOBILIZAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO MONITORAMENTO PROPOSTAS APROVADAS NA CONFERÊNCIA ESTADUAL ANEXO IV Eixo MOBILIZAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO MONITORAMENTO 1-Promoção dos Direitos de Crianças e Adolescentes Buscar apoio das esferas de governo (Federal e Estadual)

Leia mais

Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes

Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes Mostrando que a proteção de nossas crianças e adolescentes também está em fase de crescimento Subsecretaria de Promoção

Leia mais

PROPOSTAS PARA O ESTADO BRASILEIRO - NÍVEIS FEDERAL, ESTADUAL E MUNICIPAL

PROPOSTAS PARA O ESTADO BRASILEIRO - NÍVEIS FEDERAL, ESTADUAL E MUNICIPAL PROPOSTAS PARA O ESTADO BRASILEIRO - NÍVEIS FEDERAL, ESTADUAL E MUNICIPAL MEDIDAS CONCRETAS PARA O ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NO ÂMBITO DOMÉSTICO/FAMILIAR A presente Matriz insere-se no

Leia mais

DIA DA INCLUSÃO DIGITAL UMA PARCERIA QUE DEU CERTO

DIA DA INCLUSÃO DIGITAL UMA PARCERIA QUE DEU CERTO DIA DA INCLUSÃO DIGITAL UMA PARCERIA QUE DEU CERTO Formación y superación de la exclusión Silene Fernandes Bicudo Núcleo de Novas Tecnologias UNIVAP silene@univap.br Ana Maria Soares Comitê para Democratização

Leia mais

Discurso do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, na cerimônia de transmissão de cargo

Discurso do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, na cerimônia de transmissão de cargo Discurso do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, na cerimônia de transmissão de cargo Brasília, 02 de janeiro de 2015. Ministra Miriam Belchior, demais autoridades, parentes e amigos aqui presentes.

Leia mais

CGC: 00.336.701/0001-04 Mês: JUNHO ANO: 2013. Aquisição de cota de patrocínio para a participação no 5º ISP.

CGC: 00.336.701/0001-04 Mês: JUNHO ANO: 2013. Aquisição de cota de patrocínio para a participação no 5º ISP. Contrato Nº 45/2013/4300 PROCESSO Nº 138/2013 Data de Assinatura 10/06/13 Data de Publicação no D.O.U. 10/06/13 Aquisição de cota de patrocínio para a participação no 5º ISP. Fundamento Legal Art. 25,

Leia mais