INFORMATIVO DEZEMBRO/2015 ICMS - NOVAS REGRAS NAS OPERAÇÕES INTERESTADUAIS DESTINADAS A CONSUMIDOR FINAL ROTEIRO DE PERGUNTAS E RESPOSTAS

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1 INFORMATIVO DEZEMBRO/2015 ICMS - NOVAS REGRAS NAS OPERAÇÕES INTERESTADUAIS DESTINADAS A CONSUMIDOR FINAL ROTEIRO DE PERGUNTAS E RESPOSTAS Como é sabido, a partir de 1º de janeiro de 2016 entrará em vigor a nova sistemática de cobrança do ICMS prevista na Emenda Constitucional nº 87/2015. A referida EC nº 87/15 introduziu importantes alterações no âmbito da legislação do ICMS, para tratar da nova sistemática de cobrança do imposto incidente sobre as operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final, contribuinte ou não do imposto, localizado em outro Estado. Criou ainda regras que de forma gradativa altera a repartição do ICMS entre os Estados de origem e o destinatário, nas operações com consumidor final. O convênio ICMS 93/2015 e os Ajustes Sinief 11 e 12/2015 também trouxeram alguns aspectos a serem observados no cálculo do imposto, sendo que os Poderes Executivos de cada Estado estão regulamentando as alterações promovidas no que concerne aos novos tratamentos tributários a serem observados. A Lei mineira nº /15, em seu artigo 10, estabelece (para os exercícios de 2016, 2017 e 2018) o percentual referente à partilha do ICMS decorrente de operações e prestações interestaduais que destinem mercadorias, bens ou serviços a consumidor final NÃO contribuinte e o Decreto nº /15 dispõe sobre a forma de cálculo do imposto. Nesse contexto, a partir de 1º/01/2016, nas operações interestaduais que destinem bens e serviços a consumidor final, contribuinte ou não do imposto, localizado em outro Estado, adotar-se-á a alíquota interestadual e caberá ao Estado de localização do destinatário o diferencial de alíquota, sendo que a responsabilidade por esse recolhimento será atribuída ao destinatário, quando este for contribuinte do imposto, e ao remetente, quando o destinatário não for contribuinte do imposto. Dado esse cenário com o objetivo de facilitar o entendimento quanto às novas regras a serem observadas a partir de 1º de janeiro de 2016 nas operações interestaduais destinadas a consumidor final, preparamos o seguinte roteiro de perguntas e respostas sobre o tema.

2 Assim, segue abaixo o roteiro com as respectivas perguntas e respostas inerentes às operações e prestações interestaduais que destinem bens e serviços a consumidor final, contribuinte ou não do imposto, localizado em outro Estado. 1. O que dispõe a EC nº 87/2015? R. A EC nº 87/15 traça novo procedimento em relação à operação/prestação que destine bens e serviços a consumidor final localizado em outro Estado. A nova regra estabelece que nas operações interestaduais que destinem bens e serviços a consumidor final, contribuinte ou não do imposto, localizado em outro Estado, adotar-se-á a alíquota interestadual e caberá ao Estado de localização do destinatário o Diferencial de Alíquota, sendo que a responsabilidade por esse recolhimento será atribuída ao destinatário, quando este for contribuinte do imposto, e ao remetente, quando o destinatário não for contribuinte do imposto. 2. O que dispõe o Convênio ICMS nº 93/15? R. O respectivo Convênio regulamenta as alterações impostas pela Emenda Constitucional nº 87/2015 e estabelece os procedimentos a serem observados nas operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final não contribuinte do ICMS, localizado em outra unidade federada. 3. O que dispõe a Lei Mineira nº /15? R. A Lei mineira nº /15, em seu artigo 10, estabelece (para os exercícios de 2016, 2017 e 2018) o percentual referente à partilha do ICMS decorrente de operações e prestações interestaduais que destinem mercadorias, bens ou serviços a consumidor final não contribuinte. 4. Quais os procedimentos a serem adotados nas operações/prestações destinadas a consumidor final em outro Estado? R. Nessa situação adotar-se-á a ALÍQUOTA interestadual, independente se contribuinte ou não do imposto e caberá ao Estado de localização do destinatário o Diferencial de Alíquota, sendo que a responsabilidade por esse recolhimento será atribuída ao destinatário, quando este for contribuinte do imposto, e ao remetente, quando o destinatário não for contribuinte do imposto.

3 5. De quem é a responsabilidade pelo recolhimento do Diferencial de Alíquotas criado pela EC 87/15 nas operações destinadas a consumidor final contribuinte do ICMS? R. No caso de CONTRIBUINTE do ICMS, a diferença de alíquotas é toda para o Estado de destino, sem partilhar o recolhimento, ou seja, 100% para o Estado onde está localizado o destinatário CONTRIBUINTE do ICMS. 6. De quem é a responsabilidade pelo recolhimento do Diferencial de Alíquotas criado pela EC 87/15 nas operações destinadas a consumidor final contribuinte do ICMS, no caso de mercadoria sujeita a substituição tributária? R. Nessa hipótese, deverão ser observados os procedimentos previstos nos respectivos Protocolos/Convênios ICMS ST. Pela regra geral o Diferencial de Alíquota do ICMS ST será recolhido pelo remetente sem a agregação do MVA na hipótese de substituição tributária instituída por protocolo ou convênio. ENTRETANTO, se a mercadoria não estiver sujeita ao regime de substituição tributária instituída por protocolo ou convênio, prevalece com o destinatário a obrigatoriedade do recolhimento do imposto da diferença de alíquota. 7. De quem é a responsabilidade pelo recolhimento do Diferencial de Alíquotas criado pela EC 87/15 nas operações destinadas a consumidor final NÃO contribuinte do ICMS? R. No caso do NÃO contribuinte do ICMS, a responsabilidade pelo recolhimento do Diferencial de Alíquotas é do REMETENTE, devendo ser observado para fins de geração das guias de recolhimentos os percentuais de partilha conforme Cláusula décima do Convênio ICMS nº 93/ Como deverá ser partilhado o Diferencial de Alíquotas entre as unidades federadas de origem e de destino, no caso de operações que destinem bens ou serviços a consumidor final NÃO contribuinte localizado em outro Estado? R. Nessa hipótese caberá a unidade federada: De origem: a) no ano de 2016: 60% (sessenta por cento) do montante apurado; b) no ano de 2017: 40% (quarenta por cento) do montante apurado; c) no ano de 2018: 20% (vinte por cento) do montante apurado. De destino: a) no ano de 2016: 40% (quarenta por cento) do montante apurado; b) no ano de 2017: 60% (sessenta por cento) do montante apurado; c) no ano de 2018: 80% (oitenta por cento) do montante apurado.

4 9. O adicional relativo ao fundo de pobreza deve ser incluído no cálculo do Diferencial de Alíquotas? R. O adicional de Fundo de Pobreza, caso previsto, deve ser recolhido integralmente para a unidade federada de destino. 10. O contribuinte enquadrado no Simples Nacional deve observar as regras da EC 87/15 no que tange ao recolhimento do Diferencial de Alíquotas? R. Sim, nos termos da Cláusula nona do Convênio ICMS 93/15 o procedimento também se aplica aos contribuintes do Simples Nacional em relação ao imposto (partilha da diferença de alíquota e fundo de combate à pobreza) devido à unidade federada de destino. 11. Como deverá ser efetuado o recolhimento do Diferencial de Alíquotas devido a unidade federada de destino nas operações que destinem bens ou serviços a consumidor final NÃO contribuinte localizado em outro Estado? R. Nesse caso, são duas as possibilidades: a) Quando contribuinte REMETENTE NÃO INSCRITO na unidade federada de destino: Nos termos da Cláusula quarta do Convênio ICMS 93/15, o recolhimento do ICMS correspondente à diferença de alíquota, nessa hipótese deve ser efetuado operação por operação ( nota a nota ) por meio da Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais GNRE ou outro documento de arrecadação, de acordo com a legislação da unidade federada de destino, por ocasião da saída do bem ou do início da prestação de serviço, em relação a cada operação ou prestação. Sendo que o documento de arrecadação deve mencionar o número do respectivo documento fiscal e acompanhar o trânsito do bem ou a prestação do serviço. Na GNRE online deve utilizar como código de receita o código ICMS Consumidor Final não contribuinte outra UF por operação (Ajuste Sinief nº 11/2015 DOU de ) Obs. No campo INSCRITO UF FAVORECIDA do quadro Contribuinte Emitente (Responsável pelo pagamento do tributo) deve selecionar a opção NAO. b) Quando contribuinte REMETENTE INSCRITO na unidade federada de destino: Nos termos da Cláusula quinta do mesmo Convênio ICMS 93/15, a critério da unidade federada de destino e conforme dispuser a sua legislação tributária, pode ser exigida ou concedida ao contribuinte localizado na unidade federada de origem inscrição no Cadastro de Contribuintes do ICMS. Sendo que o número de inscrição deve ser aposto em todos os documentos dirigidos

5 à unidade federada de destino, inclusive nos respectivos documentos de arrecadação. Além disso, estabelece o 2º dessa mesma Cláusula quinta que o contribuinte inscrito deve recolher o imposto até o décimo quinto dia do mês subsequente à saída do bem ou ao início da prestação de serviço. Sendo que a inadimplência do contribuinte inscrito em relação à diferença de alíquota ou a irregularidade de sua inscrição estadual ou distrital faculta à unidade federada de destino exigir que o imposto seja recolhido por GNRE operação por operação ( nota a nota ). Na GNRE online deve utilizar como código de receita o código ICMS consumidor final não contribuinte outra UF por apuração (Ajuste Sinief nº 11/2015 DOU de ). 12. Quais são as novas especificações e códigos de receitas criados para a emissão da GNRE online com base na nova sistemática incluída pela EC 87/15? R. Nos termos do Ajuste Sinief nº 11/2015 as novas especificações e códigos de receitas criados pela a emissão da GNRE nos termos das operações da EC 87/15 são: ICMS Consumidor Final não contribuinte outra UF por Operação: Código ; ICMS Consumidor Final não contribuinte outra UF por Apuração: Código ; ICMS Fundo Estadual de Combate à Pobreza por Operação: Código ; ICMS Fundo Estadual de Combate à Pobreza por Apuração: Código Quais são as alíquotas previstas para as operações interestaduais? R. As alíquotas são: 12% (doze por cento) destinatário localizado nas regiões Sul e Sudeste, exceto no Estado do Espírito Santo; 7% (sete por cento), destinatário localizado no Estado do Espírito Santo ou nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste; 4% (quatro por cento) em se tratando de operação de bem e/ou mercadoria importados do exterior que, após seu desembaraço aduaneiro, ainda que submetidos a qualquer processo de transformação, beneficiamento, montagem, acondicionamento, reacondicionamento, renovação ou recondicionamento, resultem em mercadorias ou bens com Conteúdo de Importação superior a 40% (quarenta por cento), exceto gás natural importado do exterior, bens e mercadorias importados do exterior que não tenham similar nacional, definidos em lista editada pelo Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior - CAMEX - para os fins da Resolução do Senado Federal nº 13/2012; e bens e mercadorias produzidos em

6 conformidade com os processos produtivos básicos de que tratam o Decreto-Lei nº 288 de 1967, e as Leis nºs de 1991, de 1991, de 2001 e de Em relação a UF do destinatário, o que deve ser observado para o cálculo do Diferencial de Alíquotas? R. Para cálculo da diferença entre alíquota interna e a interestadual deverá ser verificada a alíquota interna para a mercadoria/bem/transporte prevista na legislação do ICMS do Estado destinatário (UF do estado de destino), bem como se há aplicação do adicional de alíquota relativo ao Fundo de Combate à Pobreza que deve ser recolhido integralmente a UF de destino. 15. Como se daria o cálculo do ICMS do Diferencial de Alíquotas na operação interestadual promovida por contribuinte mineiro com destino a consumidor final não contribuinte do imposto? R. O cálculo nessa hipótese deve observar o previsto no 13º do art. 43 do RICMS/MG para fins de composição da base de cálculo e a tributação interna prevista na unidade Federada de destino. Para fins de composição da base de cálculo da diferença de alíquota e cálculo do imposto devido ao valor da operação ou prestação deverá ser incluído o valor do imposto considerando a alíquota INTERNA a consumidor final no Estado de destino e aplicar a alíquota interestadual sobre o valor encontrado. 16. É necessário observar alguma regra relativa a NF-e? R. No que tange à emissão da Nota Fiscal Eletrônica, deverá ser observada a NT Portal da Nota Fiscal Eletrônica que trata do ICMS em Operações Interestaduais de Vendas a Consumidor Final - SOBRE O DANFE: Não haverá alteração no leiaute do DANFE, mas as empresas remetentes devem informar, no campo de Informações Complementares, os valores descritos no grupo de tributação do ICMS para a UF de destino. leiaute da NF-e foram criados novos campos no grupo de totais da Nota Fiscal: Valor total do ICMS Interestadual para a UF de destino, Valor total do ICMS Interestadual para a UF do remetente.

7 A referida Nota Técnica, na versão 1.40, estabelece que a sistemática de cálculo somente terá regras de validação aplicadas posteriormente, de acordo com a deliberação do CONFAZ. 17. Como fica as operações com mercadorias sujeitas à substituição tributária em relação a EC 87/15? R. Nas operações com produtos sujeitos ao ICMS-ST, para consumidor final contribuinte do ICMS, quando decorrente de Convênio ou Protocolo, deverão ser observar as regras que lhes são pertinentes, ou seja, a exigência do ICMS-ST a título de diferencial de alíquotas. E, na hipótese de destinatário NÃO contribuinte do ICMS, deverá ser aplicada a regra contida na Ementa Constitucional EC 87/2015. Todavia, a legislação mineira, até o presente momento, não editou norma contemplando o procedimento a ser adotado. 18. Qual a alteração incluída na legislação pelo Ajuste Sinief nº 05/2015? R. O Ajuste SINIEF 5, de 2015, acrescentou com efeitos a partir de 1º/01/2016 ao Código de Situação Tributária - CST a tabela C - Destinatário da Mercadoria, Bem ou Serviço, permanecendo inalteradas a Tabela A - Origem da Mercadoria ou Serviço e Tabela B - Tributação pelo ICMS. Tabela C - Destinatário da Mercadoria, Bem ou Serviço: 0 - contribuinte do imposto; 1 - contribuinte do imposto como consumidor final; 2 - não contribuinte do imposto. 19. Quais são os registros incluídos na Escrituração Fiscal Digital para atender as regras da EC 87/2015? R. Relativamente a Escrituração Fiscal Digital - EFD (SPED FISCAL), o Ato COTEPE ICMS 044/2015, alterou e incluiu novos registros ao Manual de Orientação do Leiaute da EFD, com efeitos a partir de 1º/01/2016, de modo a se adequar as novas regras quanto à sistemática de cobrança do ICMS nas operações e prestações interestaduais, destinadas a não contribuintes do ICMS. Os registros incluídos foram: C101 - Informação complementar dos documentos fiscais quando das operações interestaduais destinadas a consumidor final não contribuinte - EC 87/15; D101 - Informação complementar dos documentos fiscais quando das prestações interestaduais destinadas a consumidor final não contribuinte - EC 87/15;

8 E300 - Período de Apuração do ICMS Diferencial de Alíquota - UF Origem/Destino EC 87/2015; E310 - Apuração do ICMS Diferencial de Alíquota - UF Origem/Destino EC 87/2015; E311 - Ajuste/Benefício/Incentivo da Apuração do ICMS Diferencial de Alíquota - UF Origem/Destino EC 87/2015; E312 - Informações Adicionais dos Ajustes da Apuração do ICMS Diferencial de Alíquota - UF Origem/Destino EC 87/2015; E313 - Informações Adicionais da Apuração do ICMS Diferencial de Alíquota - UF Origem/Destino EC 87/2015 Identificação dos Documentos Fiscais; E316 - Obrigações do ICMS recolhido ou a recolher - Diferencial de Alíquota - UF Origem/Destino EC 87/2015. PAPINI LACERDA ADVOGADOS Consultoria Tributária.

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