Abstract apresenta coeficientes de repasse cambial reduzido. Exchange Taxa de câmbio; Pass-through; Preços de exportação.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Abstract apresenta coeficientes de repasse cambial reduzido. Exchange Taxa de câmbio; Pass-through; Preços de exportação."

Transcrição

1 Taxa empírica de câmbio dos e coeficientes preços André de Luiz exportação de Correa pass-through 2 no Brasil: setoriais avaliação 1 Resumo Este sobre inserção produtiva. trabalho analisa, de forma empírica, no período , os impactos de variações cambiais fatorial, os preços de exportação no Brasil, desagregados setorialmente, levando em consideração a indicam externa da economia em um contexto ampliação da internacionalização e reestruturação Brasil O cálculo dos coeficientes de pass-through é complementado por um exercício análise manufaturados com o objetivo de verificar se é possível encontrar padrões setoriais definidos. Os resultados Palavras-chave: possui maiores posição repasses comercial em setores relativamente produtores forte, de bens ao passo de menor que parte conteúdo dos tecnológico setores produtores em que de o Abstract apresenta coeficientes de repasse cambial reduzido. Exchange Taxa de câmbio; Pass-through; Preços de exportação. This Brazil, microeconomic rates and export prices Brazil: empirical estimates of pass-through coefficients corporations. work empirically analyses the impacts that changes in exchange rates had on export prices in applied by sector, from The main theoretical references take into account pass-through aspects of international trade, such as market structure and the role of transnational Regarding Pass-through coefficients were calculated, and factor analysis techniques were also reduced with the aim of finding sector specific patterns. The findings suggest that the exchange rate vehicles. pass-through, more to export complex notwithstanding prices goods, of less for complex example, the high goods, automobiles pass-through such as and to commodities, prices machinery, of electronics tends the results to be and indicate higher. other 1 Keywords: JEL Introdução F31, Exchange rate; Pass-through; Export prices. O D40. objetivo e contextualização deste trabalho do é obter problema estimativas dos coeficientes de repasse produtiva cambial reestruturação destacados aos e os seus preços principais da impactos indústria elementos exportação, sobre brasileira, o comportamento associados ocorrido considerando ao processo longo dos os preços da efeitos de década internacionalização setoriais. do de processo Pretende- São de (Unesp),(1) (2) campus Trabalho Professor Araraquara, recebido Departamento SP, em Brasil. Economia 7 de março de Economia e de Sociedade, 2010 e aprovado Universidade Campinas, em 14 Estadual v. de 21, fevereiro n. Paulista 1 (44), de Júlio p , de Mesquita abr Filho

2 André se integração avaliar Luiz Correa O os e artigo o determinantes conteúdo está dividido tecnológico do repasse em dos quatro cambial bens produzidos seções, diferenciado, incluindo-se em conforme cada setor. a o introdução. padrão de coeficientes Inicialmente, é feito breve contexto da discussão sobre a internacionalização análise produtiva, seguida pela apresentação referencial teórico adotado. As seções fim, seguintes fatorial mostram de para pass-through os verificar aspectos setoriais, existem metodológicos incluindo padrões e um setoriais resultados exercício bem da com delimitados. estimação técnica dos Por de internacional são Para apresentadas passou fins de por principais contextualização, um intenso conclusões processo deve-se transformações trabalho. destacar que a partir a economia do último a quarto do século XX. A chamada globalização ampliou a integração econômica impeliram baseada aumento no grau processos de internacionalização de abertura financeira produtiva. e O comercial acirramento que da resultaram competição em e produtiva emergência de novos países disputando espaço no cenário econômico mundial localização apenas no as que empresas se refere transnacionais aos investimentos a reverem em suas tecnologia estratégias e reestruturações atuação não A inserção e e organizacional, políticas brasileira, de compra nesse mas de também cenário, insumos ganha no e comercialização que contornos concerne marcantes às de produtos decisões a partir finais. sobre da mostrava década de O processo histórico de desenvolvimento da indústria local década, caracterizado pela articulação entre o Estado, o capital privado e as empresas externo estrangeiras, a coordenação de investimentos e a substituição de importações desequilíbrios sinais esgotamento partir dos anos Ao longo da referida adverso a economia brasileira esteve às voltas com a crise endividamento frustradas que qualificado compeliu fiscais por e o financeiros governo intenso a processo priorizar contribuíram inflacionário a obtenção para o de agravamento e saldos sucessivas comerciais. do tentativas cenário Os então, estabilização. bases Para os críticos do modelo de desenvolvimento adotado pelo Brasil até início permitir inteiramente da chegara que década o país a de oportunidade novas. retomasse 1990 O por processo a meio ação buscar de continuada abertura eliminação uma nova começou de crescimento inserção barreiras a ser externa implementado não econômico tarifárias capaz em no de e 62 ver redução Barros, (3) Goldenstein de Para tarifas. uma avaliação (1997), Do ponto Franco do Economia processo (1998), de de vista da reestruturação produtiva, Laplane e Sarti e Sociedade, Carneiro transição (2002), da Campinas, economia Belluzzo, brasileira, v. Almeida 21, n. sob 1 (2002). (44), pontos p. de 61-91, vista antagônicos, abr

3 (2002) Taxa argumentam de câmbio e preços que de o exportação processo no Brasil: de internacionalização avaliação empírica dos coeficientes da economia de pass-through brasileira setoriais racionalização foi marcado pelo crescente ingresso de investimentos diretos externos (IDE), empresas aquisições. privatizações líderes Os e investimentos e ajustes em modernização um contexto patrimoniais concentraram-se, das de redução estruturas com aumento da prioritariamente, produtiva proteção do e volume e retração organizacional em de processos do fusões mercado das de e esquema doméstico. Ao analítico estudarem proposto a natureza por do Dunning IDE destinado (1988) ao e país, observaram os autores que utilizaram empresas importar exportadora estrangeiras atuando em território brasileiro coordenavam suas ações com vistas caráter ao atendimento ao mercado interno. Por conseguinte, ao invés de uma integração fossem adverso insumos dinâmica, da intermediários desnacionalização tais empresas do que tenderiam a exportar a a agravar-se bens apresentar finais. em propensão Adicionalmente, longo prazo maior se o a com consideradas as eventuais remessas de lucros. do microdados A seguir, atividades empíricas confirmaram tais resultados. Trabalhando estrangeiras da matriz insumo-produto, Britto (2002) demonstra que houve aumento do coeficiente de penetração de insumos importados. De Negri (2003) utiliza maiores ponto de possuem vista um comercial, modelo maiores de as coeficientes painel diferenças de empresas entre de abertura, essas e verifica empresas mas que, observa e de fato, nacionais também as firmas que, são com A no Tabela que se 1 refere apresenta às importações. a evolução do saldo comercial brasileiro de acordo continuaram o grau de intensidade tecnológica4, indicando que, referente à inserção manufaturados. concentradas externa, no período fortemente Outro bens coberto de aspecto concentradas menor por negativo intensidade este em artigo, da equipamentos tecnológica, estratégia o Brasil de manteve enquanto e componentes reestruturação as importações exportações de liberal bens aquisições. reestruturação como destacam Laplane e Sarti (2006) foi o baixo volume de investimentos em escala ampliação capacidade produtiva, uma vez que prevaleceram estratégias de concorrentes das empresas Apesar estrangeiros. patrimonial, nacionais melhoria sobretudo permanece da competitividade por relativamente meio de de privatizações pequena diversos em segmentos, e relação fusões aos e a Economia (4) e A Sociedade, classificação Campinas, por intensidade v. 21, tecnológica n. 1 (44), segue p , a metodologia abr apresentada por UNCTAD (2002). 63

4 André Luiz Correa Categoria Commodities Tabela 1 Intensivos Saldo comercial por intensidade tecnológica de produto (US$ milhões) Baixa de produto Média em primárias trabalho e Recursos Naturais Fonte: Alta Outros Brasil intensidade Laplane e tecnológica Sarti (2006) setores exportações pela De fato, como destacam Hiratuka et al. (2007), o forte crescimento das United brasileiras, durante o período sob análise, esteve concentrado em os produtores de commodities primárias. Enquanto isso, os estudos realizados tecnológica United Nations Conference on Trade and Development (UNCTAD, 2002) e ampliando Nations Industrial Development Organization (UNIDO, 2005) indicam que maneira setores produtores de bens manufaturados de elevado grau de intensidade mudanças têm apresentado maior dinamismo no comércio internacional, desenvolvimento. significativa sua participação com relativa o crescimento no total das das exportações. e Além contribuindo disso, tais de vigoraram Do variações ponto têm ocorrido de do vista regime da de política forma de bandas cambial, mais que pronunciada durante manteve o período a em taxa países , de câmbio em sustentá-lo. industrial cada sobrevalorizada vez mais do A Plano custosa deterioração como Real. um em dos termos A das manutenção pilares condições da política da política desse externas monetária de regime, estabilização de restritiva entretanto, financiamento empregada e reestruturação mostrava-se para um through contexto desvalorização Em um sucessivas da regime moeda de crises doméstica câmbio cambiais fixo, no início em a discussão países de em sobre desenvolvimento o coeficiente de levou pass- à comportamento câmbio recoloca, é relativamente menos importante. A implementação do regime de discussão flutuante em uma economia com maior grau de internacionalização contudo, sobre dos o coeficiente o preços, problema dentre do pass-through repasse os quais, cambial os ganhou do como comércio destaque um dos exterior. nos determinantes últimos No Brasil, anos, do a 64 no a implementação do regime de metas inflação em meados de ver período Modenesi (5) recente. Não (2005). é objetivo Para detalhes deste trabalho, Economia sobre o Plano discutir e Sociedade, Real, detalhadamente ver Franco Campinas, (1995). os regimes v. Sobre 21, cambiais n. regimes 1 (44), que monetários p. vigoraram 61-91, abr. e cambiais, no Brasil

5 Taxa de câmbio e preços de exportação no Brasil: avaliação empírica dos coeficientes de setoriais impacto O tratamento conferido à questão do coeficiente de pass-through no choques modelo externos metas de inflação pauta-se pela discussão em torno dos choques eliminados e mudanças de preços relativos. Fraga et al. (2003) argumentam o relativos de variações cambiais sobre preços decorrentes de choques oferta, de ajustes de estes de da inércia preços inflação. representando inflacionária, no Deve-se mercado mudança diferenciar, doméstico. esta compreendida de por Para preços conseguinte, a acomodação relativos, rodadas mudanças das não subsequentes alterações podem preços ser de trabalho preços atuem pass-through da relativos, em maneira questão. e o a modelo mais meta transparente poderá metas ser de ajustada possível. inflação, desde Uma entretanto, discussão que as fugiria autoridades bem aos detalhada objetivos monetárias sobre do deste 2 Pass-through e comércio elementos teóricos intuito Conceitualmente, o coeficiente de pass-through é definido como o grau de Woods. repasse de variações cambiais aos preços domésticos. Considerando os objetivos as mudanças artigo, de Em explicar meados é muito cambiais um dos importante fenômeno anos não 1980, serem o ocorrido despertou conjunto incorporadas após a de atenção trabalhos o fim dos aos dos desenvolvidos economistas acordos preços o Bretton fato com bens de o variedade comercializados internacionalmente, apesar intensas oscilações entre as aparentemente, comerciais principais moedas. de adversos estudos contradiziam Em mesmo particular, com com a o lei intuito a os desvalorização do Estados preço explicar único, Unidos de com sua que tais moeda, destaque mantinham resultados originou a Dornbusch resultados ampla quais, microeconômicos (1987) comportamento e Esses Krugman autores inesperado (1986). até buscaram então do pouco exchange desenvolver explorados rate modelos pass-through, na literatura, teóricos incorporando justificassem evidência aspectos às mecanismo estruturas de mercado oligopolistas e atuação das empresas transnacionais, em coeficiente contraposição às análises baseadas nas hipóteses de competição perfeita e praticados homogeneidade de bens e empresas. Em um regime de câmbio flexível, o O fenômeno nos de mercados pass-through; ajuste da de manutenção doméstico preços contrário, funcionará e ou estrangeiro. elevação haverá bem, de preços divergências caso prevaleça de bens entre importados um os elevado preços no chamou fatores mercado valorização Economia relacionados e esse norte-americano cambial, Sociedade, comportamento Campinas, à poderia estrutura por ser parte das empresas estrangeiras, apesar da v. 21, de explicado, de acordo com Krugman (1986), por n. 1 mercado estratégia (44), p , e às Pricing abr. estratégias to Market empresarias. (PTM): O autor 65 as

6 André empresas o Luiz Correa como concorrentes. repasse manter determinam ou Os não ou modelos ampliar variações sua política baseados suas cambiais) margens de preços comportamento de para acordo lucro determinado ou com PTM dificultar interesses tornaram-se mercado a específicos, entrada (incluindo bastante de do da populares na segunda metade anos 19806, na medida em que houve melhoria importações qualidade e a maior desagregação dos dados estatísticos disponíveis. maneira A ideia do comportamento PTM tem implicações importantes para a teoria termos comércio. Sob essa ótica, caso se observe pass-through incompleto, tanto as convencionais como as exportações de um país poderão não se comportar da incorporar usualmente esperada em condições de variações cambiais intensas. Em local. de inflação, não se verifiquem, é provável uma que vez que resultados preços domésticos previstos poderão modelos não exchange Do rate na ponto totalidade, pass-through de vista por empírico, nos exemplo, Estados Hooper os Unidos efeitos e Mann na de década uma (1989) desvalorização de analisam 1980, a a partir questão da moeda de um do com modelo estrangeira país (PX a equação de f) típica a mark-up partir abaixo: estabelece de relativamente um mark-up o preço (λ) simples. de sobre exportação o Os custo autores de de seu produção supõem produto (C que em f), a moeda de empresa acordo obtido PXf= λcf (1) câmbio por e: O preço meio de importação no mercado norte-americano (PM d), em dólares, é PMdda = epx multiplicação f= eλcf preço em moeda estrangeira (2) pela taxa de capacidade concorrente demanda. Admite-se O mark-up produzido da empresa que é o mark-up é variável, depende do preço do bem αentão por estrangeira7 empresas especificado domésticas (UC como: f), como (P d) e proxy do grau das de condições utilização de em λ ecp d ( fβ ambos que α e β = são parâmetros. f UC) Substituindo (3) em (2) e aplicando (3) logaritmos a 66 pass-through, os lados da equação, obtém-se a forma linear: doméstico (6) (7) como Os Para ver autores aproximação uma o trabalho síntese argumentam de das de Menon resultados vários trabalhos aplicados sobre o problema do exchange rate Economia condições que (1995). poderia e Sociedade, demanda. ser escolhido Campinas, o grau de v. 21, utilização n. 1 (44), da capacidade p , no abr. mercado 2012.

7 Taxa pmde dcâmbio = ( 1e preços α ) ede + αexportação pd+ (1no Brasil: α) cfavaliação + βucempírica f dos coeficientes de pass-through (4) setoriais (4) apropriadas. Na equação acima, letras minúsculas indicam o logaritmo das variáveis. comparação O coeficiente de pass-through é dado por (1 α), com 0 < α < 1. Observa-se que especificação poderá ser facilmente estimada aplicando-se técnicas econométricas à As variáveis incluídas poderão ser obtidas de forma simples em variação a outros modelos propostos para o mesmo problema. Ademais, a preços medida que acima existam permite dados que disponíveis. sejam realizados Kannebley testes com Jr (2000) maior desagregação, utilizou uma analisados. modelo para calcular o grau de repasse de variações cambiais aos exportações tendo de encontrado exportação Já, japonesas Athukorala um de e grau sete obtêm e setores Menon nulo pass-through da desse (1994) economia repasse utilizam incompleto brasileira para modelo a no maioria para período semelhante a maioria dos , para setores dos as processo setores. para o processo Antes de de internacionalização encerrar determinação esta análise, de preços produtiva cumpre em destacar situações coloca alguns de outros variação fatores desafios cambial. relevantes aos O artigo, pesquisadores, dentre os quais a questão das transações intrafirma e a política e preços transferência. Uma discussão mais detalhada sobre os mecanismos de referência de e de seus determinantes fugiria, todavia, ao escopo do economia pois deveria levar em conta aspectos legais associados ao direito tributário espectro a legislações nacionais específicas. Outra limitação modelos utilizados como de diz respeito à ausência de elementos associados ao lado financeiro da autor. de no possibilidades cálculo dos de coeficientes estudo associados de pass-through. às questões Considerando financeiras, a o inclusão amplo 3 Coeficientes tais elementos de está pass-through sendo considerada para as exportações. nas pesquisas em desenvolvimento pelo acordo historicamente, da Do ponto de vista do comportamento das exportações, cabe destacar que, implementação a discussão acerca dos determinantes da vulnerabilidade externa nas economia brasileira sempre ocupou lugar destaque no debate acadêmico. De que com a exposição realizada no início do trabalho, logo após reversão do Plano Real e nova estratégia desenvolvimento apoiada correntes aberturas financeira e comercial, a manutenção regime bandas cambiais condições mantinha dos Economia e Sociedade, e velocidade saldos país. o real Tal sobrevalorizado comerciais em relação ao dólar, rapidamente, provocou a Campinas, em resultado, que brasileiros, agravando a situação transações v. 21, se n. processaram no entanto, não era surpreendente, dadas as 1 (44), p , as abr. mudanças estruturais. 67

8 André Luiz Correa A sucessão de crises financeiras internacionais, os ataques especulativos à contra termos com crise consequências cambial a da moeda necessidade no brasileira início sobre de o manter e 1999, endividamento o alto quando os custo juros se da público em adotou manutenção patamares e o a regime economia do extremamente de regime câmbio real, cambial, conduziram flexível elevados em e, externa meses após, o metas inflação. Por volta de 2002, passado o período commodities, reajuste crescimento pelos expressivo, a principais desvalorização possibilitada produtos cambial, da pelo as pauta exportações comportamento brasileira, iniciaram com favorável destaque uma da trajetória demanda para as Evolução dos conforme preços e do mencionado quantum das exportações no início do artigo. ( ) Gráfico 1 brasileiras segundo o gênero dos produtos Índice: 196 = 10 0 Fonte: Funcex. Preços -produtos -manufaturados básicos Quantum -produtos -manufaturados básicos resultado quantum expressivo Como exportado geral dos mostra déficit manufaturados de bens comercial o Gráfico manufaturados tem 1, não bens sido se também superavitário de pode elevado observado desprezar conteúdo (ver Tabela no o período. crescimento tecnológico, 1). Laplane Apesar do o e como Sarti das política alternativas (2006) 68 a monetária indústria argumentam às automobilística, restritiva sucessivas que associada a contrações tendência busca por mercados externos é uma Economia e Sociedade, a elevação ao modelo da demanda doméstica, decorrentes Campinas, do comércio metas de inflação. Em setores v. 21, n. intrafirma 1 (44), p , possibilitada abr

9 Taxa de câmbio e preços de exportação no Brasil: avaliação empírica dos coeficientes de pass-through setoriais câmbio por acordos comerciais e a atualização tecnológica dos produtos destinou parcela exportações. da capacidade que encontrava ociosa ao mercado externo. em Após vem apresentando o pico de desvalorização um comportamento cambial desfavorável observado em ponto 2002, de a vista taxa das de atratividade comparação das A manutenção aplicações a cambial. outros países dos Conjuntamente, mercado juros também em doméstico patamares considerados observa-se e contribui elevados emergentes, um no com movimento citado o movimento amplia período, de trajetória desvalorização da moeda norte-americana. elevaram iniciado O com ascendente. Gráfico maior 2 intensidade mostra Os preços que, a partir apesar em moeda de do 2004, movimento estrangeira, o quantum de exportado valorização sua vez, manteve cambial não se a Taxa de na câmbio mesma e evolução proporção dos preços da valorização e do Gráfico quantum 2 cambial. das exportações brasileiras ( ) 4 0,5 1,5 2,5 3, Índice: 196 = R$/US$ 0 Preços Quantum Taxa de câmbio incorporariam Fonte: Funcex. completo. condições Retomando a exposição do item anterior deste artigo, os preços específicas totalmente a variação cambial apenas no caso pass-through Economia independem estabelecidas Além e Sociedade, atinentes do movimento do fator Campinas, a prazos, nos cambial. câmbio, contratos o de volume fornecimento, exportado contemplando depende também cláusulas das v. 21, quantidades n. 1 (44), p , e taxas abr de câmbio específicas que 69

10 decisões André Luiz Correa Não acerca obstante do repasse tais considerações, cambial acordo as empresas com estratégias podem estar do tipo pautando pricing suas to brasileiras, market. Assim, grau de pass-through dependerá de como os mark-ups variam da resposta a alterações na taxa de câmbio. Com o intuito de avaliar demais empiricamente no restante o problema deste do item, exchange é apresentado rate pass-through um modelo destinado para as exportações ao cálculo 3.1 elasticidade Metodologia variáveis do preço exportação em dólares em relação à taxa de câmbio Para cumprir de e resultados controle. objetivos do artigo, trabalhar-se-á com uma adaptação do para modelo de competição imperfeita e mark-up variável desenvolvido por Hooper e Kannebley Mann (1989) apresentado no item anterior. Athukorala e Menon (1994) adaptaram pass-through o modelo de Hooper e Mann (1989) para o cálculo do coeficiente de pass-through 50% exportações japonesas em oito categorias de produtos. Para o Brasil, base Jr (2000) também aplica esse modelo ao cálculo dos coeficientes de modificações, para as exportações de nove setores exportadores, responsáveis brasileiros. da pauta contribuições de exportações das análises, no período pretende-se sob análise com ( ). o artigo Tomando e algumas seguintes Com atualizar e ampliar cálculo para 26 setores exportadores o intuito de estabelecer o modelo, foram consideradas, inicialmente, PX US$: R$: variáveis: Preço das das exportações brasileiras em em reais; dólares; brasileiras por Hooper E: A derivação taxa em e dólares Mann câmbio da equação nominal a em ser reais/dólar. estimada é análoga ao procedimento feito PX US(1989) pode PE Xser Rapresentado $ escrito como: anteriormente. O preço das exportações exportações $= (5) os custos Admite-se de produção em que os exportadores brasileiros definem o preço das Pmoeda XR$ CX =λ doméstica R$ Cem XR$ moeda doméstica, meio da aplicação de acordo com: um (6) mark-up λ sobre 70 Economia e Sociedade, Campinas, v. 21, n. 1 (44), p , abr

11 Taxa O de câmbio e preços exportação no Brasil: avaliação empírica dos coeficientes de pass-through setoriais λ= mark-up fcxrpoderá CapEser Prepresentado IntUS= EP CInt XUS como: R$$ α em que α e β são ( parâmetros $,,, e as variáveis $ ) novas correspondem [ Cap ] γ a: (7) introduzida CX Cap: R$: grau custo de de utilização produção do da produto capacidade exportado instalada em reais; no mercado doméstico, internacional. PInt como US$: preço controle concorrente para a situação das exportações demanda no brasileiras mercado doméstico; no mercado PSubstituindo X US$ EP Ct(7) XUS IntR$$ em α(6), [ Cap podemos ] CEXR$ reescrever (5) como: Aplicando = logaritmos a ambos γ os lados da equação (8), após (8) algumas em manipulações algébricas, é possível reescrevê-la em sua forma estimável: é uma que constante as p txletras = β 0minúsculas + e βu 1eé t+ um β2correspondem ctermo tx+ β 3ptInt erro + ao βaleatório. 4logaritmo capt+ utas das variáveis utilizadas originais, (9) no β0 índices modelo Preço são de preços seguintes: das exportações das exportações brasileiras disponibilizados em dólares pela (px): Fundação correspondem Centro aos de brasileiras: Estudos do Comércio Exterior (Funcex) para 26 setores de acordo com a laticínios. setores classificação cujo farmacêutica valor por setor das 80 exportações e do perfumaria, IBGE. seja Não artigos inferior são calculados de a plástico, 0,5% índices do artigos total de das preços de exportações vestuário para os nominal Espera-se repasse Taxa de câmbio (e): corresponde à média trimestral da taxa de câmbio exportação em reais por dólar para venda divulgada pelo Banco Central do Brasil. Economia (aumento completo e Sociedade, de encontrar e e) a diminui taxa (β1 de -1 = câmbio -1). β1 É 0, importante ou seja, os notar limites que são a relação repasse entre nulo o (β1 preço = 0) de e Campinas, o preço v. 21, em é inversa, de forma que uma depreciação cambial n. 1 moeda (44), p. estrangeira , abr

12 André de acordo Luiz Correa Custo com doméstico a metodologia (cx): corresponde proposta a em um Guimarães índice de custo et al. setorial (1997). calculado Neste componente das trabalho, exportações os autores brasileiras desenvolvem propõem o método o índice de cálculo de custo do doméstico, índice de contendo rentabilidade calculado por Atacado de (IPA) importado custo setorial doméstico (peso e energia dos (peso insumos elétrica), dos insumos importados além de domésticos, encargos e taxa (índice Índice de câmbio), de Preços salário um se pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo FIESP). Os preço pesos produto encontrar dos calculada insumos β2 0, pelo para visto IBGE cada que e setor um encontram-se aumento basearam-se do no custo anexo nos dados doméstico referido da matriz deve artigo. encarecer de insumo- Espera- o dados do produto a ser exportado. classificadas Labor correspondem Preço das exportações aos índices concorrentes de preços no das mercado importações internacional norte-americanas (pint): os Evidentemente, acordo com a metodologia SITC e divulgadas pelo Bureau of Estados Statistics (BLS), para os manufaturados em geral e, conforme a possíveis disponibilidade, Unidos especificidades como há pelos um proxy índices viés que para decorrente a preços demanda preços de da internacionais, commodities utilização importações do divulgados pois índice de são de outros eliminadas pela preços ONU8. países dos as preços imporiam à dinâmica de formação preços. Não há, entretanto, dados bases disponíveis sobre índices de preços exportação para outros países com o grau conforme de desagregação almejado9. Uma alternativa consistiria em construir um índice de a partir dos dados comércio (valor, quantum) disponíveis em outras de 0, associação isto é, dados, apontado admite-se direta como no com que survey a os Comtrade. os preços realizado internacionais. de Essa exportação em opção, Menon contudo, brasileiros (1995). Espera-se apresenta tenham encontrar algum limitações, grau β3 0 Grau utilização capacidade instalada (cap): medido em produção Vargas porcentagem, corresponde aos dados trimestrais calculados pela Fundação Getúlio resultado, porque, e disponibilizados mais no a situação caso rapidamente um de aumento pelo demanda que Banco a ampliação de favorável Central demanda, da do conduz capacidade admite-se Brasil. à Espera-se elevação ocorrer instalada encontrar a ao elevação total. utilizar Como β4 da a 72 divulga os (8) (9) índices O A Anexo Alemanha, para apresenta algumas por exemplo, a categorias correspondência Economia disponibiliza de e uso. Sociedade, entre o as índice classificações Campinas, para o total v. adotada. 21, das n. importações, 1 (44), p , enquanto abr. o Japão

13 Diferente Taxa de câmbio e preços de exportação no Brasil: avaliação empírica dos coeficientes de pass-through setoriais capacidade ou no instalada já caso instalada, de em redução um permitindo contexto de demanda que adverso, as empresas que, reduz ao a capacidade diminuir aumentem a de seu utilização manutenção mark-up. da distintas ampliação de margens. costuma agravando-se Imediatamente, observa-se não existir compatibilidade exata entre as impostas, classificações setoriais em que se agrupam os dados. Esse problema procedimentos ser procurou-se sério no utilizados caso em de análises compatibilizar bases por pesquisadores internacionais. setoriais as que distintas envolvam que Ciente se das classificações defrontaram diferentes dificuldades bases com por e limitações de a meio mesma dados, de Dinardo questão, como Haguenauer et al. (1998), bem como as informações reorganizações (9) disponibilizadas pela comissão de classificações IBGE. A estimação do modelo outros será efetuada acordo com a metodologia ADL. Conforme Johnston e escolha modelos da (1997), forma adequadas como os funcional casos modelos dos particulares, equivocada. parâmetros, ADL são diminuindo, permitem Essa bastante metodologia representar por gerais conseguinte, também e, uma por variedade possibilita o meio risco de reparametrização tratar a questão da presença de séries não estacionárias ou cointegradas10. O cada modelo proposto pela equação (9) será estimado a partir de uma relação ADL em notação que todas as variáveis, adequada, inicialmente, obtém-se uma aparecem equação com que envolve, cinco defasagens. além do valor Após de variável utilizada, defasado, serão estimadas quatro defasagens 26 equações da setoriais primeira a diferença. partir do modelo Em termos abaixo: da + ptx= α = + φ140 ptx 1+ i= 41γ ptxi + φ2et 1+ i= 40βi et i+ φ3ctx 1+ i= 40ϕi ctxi + φ4ptint1 + i= 40θi ptint i geral φ 5cap para tas 1o estimativas iespecífico, δi capt ifinais + conforme utsão obtidas apresentado por meio em Johnston da abordagem e Dinardo (10) de estimação (1997). Essa do procedimento abordagem permite obter uma estimativa final mais ou menos simples, pois o obtenção modelo é progressivamente reduzido com eliminações sucessivas de variáveis não para significativas, a uma é a executado partir estimativa da por realização estatística meio de de estimações final testes adequada, baseados recursivas levando na por distribuição computador em conta F. testes até Tal Economia (10) detecção e Sociedade, Ver também de problemas Campinas, Enders (2004) v. 21, e estatísticos Greene que pudessem prejudicar a estimação e a n. 1 (44), (2000) p. para 61-91, detalhes abr. técnicos

14 André inferência: Luiz Correa estatisticamente variáveis ARCH. A relação autocorrelação de elasticidade residual, em heterocedasticidade, longo prazo, caso os especificação parâmetros φ e j efeitos sejam Abaixo, binárias são significativos, nos apresentados períodos 1999.I é calculada resultados e 2002.IV. para das cada estimativas setor. das Foram elasticidades inclusas equação. para os 26 setores exportadores incluídos na amostra. Considerando-se autor. como limitações as Os estimativas de referidos espaço, não resultados completas são apresentados encontram-se de todos os resultados disponíveis parâmetros dos mediante estimados testes efetuados, solicitação para cada bem ao Elasticidades do preço de exportação Tabela 2 Síntese dos resultados Extrativa Extração Setor Elasticidades estimadas Minerais Câmbio internacional Preço doméstico Custo Utilização da Siderurgia capacidade Metalurgia mineral -0,737 0,947 0,927 ns Outros de petróleo e gás -0,626 0,720 * 1,014 0,710 *** Fabricação não metálicos -0,415 0,559 *** 0,172 0,422 Material -0,981 0,621 0,910 *** 0,375 * Equipamentos dos não ferrosos -0,563** 0,382 0,595-0,211 Automóveis produtos metalúrgicos -0,644 0,655 Outros de máquinas e tratores -0,408 ns 0,266 Madeira elétrico -0,580 0,447 ** 0,329 ns Papel eletrônicos -0,970 0,939 0,715 Indústria -0,251 0,445 ns 0,297 Elementos veículos e peças -0,944 0,857 0,660 0,922 *** Refino e mobiliário -0,564 0,577 e gráfica da borracha -0,471-0,701 1,304 ns *** 0,382 0,403 ns químicos não petroquímicos -0,348 1,185 0,215 ** 1,323 * Fabricação de petróleo e petroquímica -0,501 0,880 0,386 0,554 diversos produtos -0,492 0,399 0,475 *** Beneficiamento Abate de têxtil animais de café artigos de produtos de couro vegetais e calçados -0,365-0,353-1,032-0,841-0,460** 1,101 0,425 0,309 ** 0,300 1,137 0,655-0,413 *** 74 * do açúcar -0,512** 1,007 0,692 0,507 Fonte: Fabricação Outros Indústrias significativo Elaboração produtos diversas de a gorduras 1%; alimentares própria. ** significativo e óleos e bebidas vegetais -0,914 0,745 * ns 0,819 ** Economia a 5%; -0,569-0,473 * ns 1,022 0,383 *** * ns e Sociedade, *** significativo Campinas, a 10%; v. 21, ns: n. não 1 (44), significativo. p , abr

15 Taxa de câmbio e preços de exportação no Brasil: avaliação empírica dos coeficientes de pass-through setoriais estimativas relação Antes de buscar avaliar mais detalhes do padrão de comportamento dos pass-through coeficientes de pass-through, é possível observar, preliminarmente, que as à nulo. taxa apresentadas incompleto. Apesar de câmbio de não em são Não termos serem bem foi inferiores diretamente obtida elasticidade relação a um comparáveis em alguma do valor preço que absoluto, em de decorrência apresente exportação indicando pass- dos em as diferentes daquele dos períodos análise e variáveis, essse resultado é razoavelmente distinto para exportações setores obtido considerados. por setoriais Kannebley japonesas O estudo Jr. (2000) encontra de Athukorala que pass-through encontra e Menon repasse próximo (1994) nulo de para realizado zero a maioria apenas para estimativas o No que estatísticas têxtil. concerne não às significativas. elasticidades em Considerando, relação ao custo por um doméstico, lado, a há natureza cinco na da construção de tal variável e, por outro, a derivação do modelo apresentada no decorrência item relativamente, 3.1, esperam-se valores mais elevados em setores em que exista, importante: maior sensibilidade dos custos à presença de insumos importados informações produção. Além disso, é razoável supor que há efeitos transmissão em período dos encadeamentos setoriais11. A esse respeito, cabe uma consideração no uma análise mais precisa dos efeitos de encadeamento requereria doméstica cálculo coberto atualizadas por este artigo, sobre houve a matriz descontinuidade insumo e produto mudanças e, justamente metodológicas no Em na dessas relação forma informações. proposta aos resultados, anteriormente. Optou-se além por dos utilizar, setores portanto, de café, a beneficiamento variável de custo de custo produtos de adiante), forma doméstico, e a geral, óleos elasticidade em vegetais, entretanto, setores em cujas com relação não estimativas menor foi ao significativo custo penetração não foi são relativamente significativas, aos de importações setores menos de observa-se fabricação (ver intensa. Tabela que, de O 3 de uma cuja automóveis grandes estrutura presença empresas e equipamentos de das organização importações estrangeiras eletrônicos da é e produção bastante estratégias e foi específica expressiva. baixo de compras para caracterizada Esses o de de insumos, máquinas setores pela apresentam produção e presença tratores e Economia por Pereira (11) e Carvalho Sociedade, Uma aplicação (2000). Campinas, que procura v. 21, destacar n. 1 a (44), transmissão p , de custos abr via encadeamentos setoriais é realizada 75

16 André comercialização Luiz Correa importados, globais, em que o peso comércio intrafirma é elevado. Além elasticidades disso, função para de inovações alguns as características deles organizacionais podem dos estar produtos e tecnológicas. ocorrendo em ganhos questão Além em do também peso produtividade dos afetam insumos em as significativas estimadas. de exportação Para os e oito preços às mudanças superiores internacionais, a dos 0,80, preços observa-se indicando vigentes elevada que houve no sensibilidade mercado nove estimativas internacional, dos preços não dos principalmente commodities. inferir em setores com maior inserção comercial produtores preços que, de exportação. em internacionais Como nenhum não dos foi é setores obtida exclusivamente relação avaliados alguma no responsável período de pass-through considerado, pelas alterações nula, a dinâmica pode-se de preços Houve observar um de Um exportação elevado resultado sinal número incorreto interessante referentes de em estimativas duas ao diz grau respeito estimativas não de utilização às estimativas significativas da capacidade das treze para elasticidades no os total, instalada. além dos de lado, apresentaram industriais metalurgia dos não ferrosos e café. Nota-se que a maior parcela dos setores que Para estimativas significativas envolve, por um lado, atividades citada a setores variável fabricação intensivas produtores não de foi bens em estatisticamente escala, finais commodities do como ramo os significativa. de ramos e transporte bens químico manufaturados e equipamentos e siderúrgico não e, eletrônicos. duráveis, por outro a considerado, Feitas essas considerações, deve-se analisar melhor resultados, levando com indicadores em conta certos do grau aspectos internacionalização caráter estrutural. A setores Tabela 3 durante apresenta o período alguns Comércio bem como do grau de intensidade tecnológica dos bens produzidos, estrangeira o intuito de buscar melhor caracterização dos resultados obtidos. Os dados A sobre a orientação externa são divulgados pela Fundação Centro de Estudos do (2002). classificação Exterior no faturamento por (Funcex), intensidade seguem enquanto tecnológica a metodologia as segue informações empregada a metodologia sobre em De a da Negri participação UNCTAD (2003). 76 Economia e Sociedade, Campinas, v. 21, n. 1 (44), p , abr

17 Classificação Taxa de câmbio por intensidade e preços de exportação no Brasil: avaliação empírica dos coeficientes de pass-through setoriais industriais: tecnológica média e indicadores Tabela do período grau de internacionalização dos setores Extrativa Setor Classificação tecnológica intensidade por faturamento* estrangeira Participação no (%) Coeficiente Extração importações penetração das (%) exportações Coeficiente (%) de Minerais mineral Commodities 32,6 18,9 61,0 Siderurgia de petróleo e gás Não classificado 38,9 30,3 5,5 Metalurgia não metálicos Trabalho e Outros recursos naturais 35,5 2,9 6,3 Fabricação 36,9 3,4 16,8 Material dos não ferrosos 61,8 13,0 22,2 Equipamentos produtos metalúrgicos Baixa 34,1 5,2 5,1 Automóveis, de máquinas tratores 59,1 21,5 10,6 Outros elétrico 63,6 24,2 15,7 Madeira caminhões eletrônicos e ônibus Alta 77,8 93,8 48,9 12,8 22,6 19,6 Papel veículos e mobiliário e peças Média 55,2 30,4 34,3 Indústria 17,9 2,2 21,6 Elementos e gráfica Trabalho e petroquímicos recursos naturais 28,3 5,5 12,1 Refino da borracha Média 48,1 12,3 11,4 petroquímica químicos não Fabricação Alta 28,0 17,5 10,7 diversos de petróleo e indústria Não classificado Indústria de produtos químicos 15,5 9,9 4,5 Fabricação Alta 68,1 13,9 5,2 calçados têxtil Indústria 28,8 10,0 9,4 Beneficiamento de artigos de couro e Trabalho e vegetais recursos naturais 14,1 57,2 Abate do café 38,4 36,1 Indústria de produtos Fabricação 64,5 3,9 16,4 vegetais de animais 14,5 1,1 16,7 Outros produtos do de açúcar gorduras alimentares e óleos e 55,1 3,2 3,3 0,1 26,7 41,2 Fonte: A bebidas Indústrias participação Economia Elaboração diversas estrangeira e Sociedade, própria. refere-se Não ao Commodities período classificado ,8 35,3 28,5 4,1 13,9 7,4 Campinas, v. 21, n. 1 (44), p , abr

18 André bens Luiz Correa through propicia Do ponto de vista intensidade tecnológica, os produtores de internacional dotados mais um grau e, de altos. por menor mais outro, A homogeneidade conteúdo elevado mostra de tecnológico serem integração de setores produtos apresentaram entre em desses que os o mercados Brasil setores, coeficientes tem por doméstico expressiva um de pass- lado, e intensivos participação como, produtos por no comércio total. Algumas exceções, não obstante, apresentam-se Para vegetais, em exemplo, setores trabalho produtores no e recursos caso de das de naturais. commodities bens estimativas dotados dos e de têxtil maior setores e intensidade madeira beneficiamento e tecnológica, mobiliário, de competindo é esperado que a sensibilidade dos preços às mudanças cambiais seja menor. Em estratégias geral, diferenciação tais setores de apresentam produtos há uma maior dinâmica participação de preços particular, estrangeira, pois geralmente além da ampliar mark-ups as com margens competitivas em o mercados intuito quando podem dinâmicos as preservar condições envolver estruturados mercados, de absorção concorrência ou em de então, oligopólios variações autorizarem. direção mundiais. cambiais Destaquese melhores que tentativa As o condições estabelecimento considerações utilizar proteção feitas melhor de via contratos nos as contratação últimos informações e encomendas parágrafos de da mecanismos Tabela têm antecipadas 3, caráter de será hedge. desenvolvido exploratório. propiciam oposta, nos As Como tabela um exercício envolvendo a técnica estatística de análise fatorial como forma principalmente, tentar encontrar algum agrupamento setores de acordo com as estimativas dos relação coeficientes não foram de pass-through. inclusas no Destaque-se modelo estimado que as variáveis devido às presentes restrições na técnicas, referida estatística ligadas à construção dos índices de preços e disponibilidade em geralmente à periodicidade dos dados. Em Conforme exploratória amplo de Hoffmann variáveis destinadas (2002), em outro a a resumir análise reduzido as fatorial de informações variáveis compreende latentes um técnicas ou conjunto fatores. de Considera-se linhas gerais, o método análise fatorial procura determinar fatores que correlacionados) explorem ao máximo as correlações entre as variáveis originais. Cada variável é proporções considerada uma combinação linear dos fatores comuns mais um fator específico. vários que os fatores específicos e os comuns são ortogonais (não método métodos de variância que entre permitem si. da Essa variável calcular condição original os fatores de devidas ortogonalidade comuns, a cada tendo um permite dos sido fatores12. adotado obter Há as o 78 matricial. (12) O leitor Um fatores detalhamento interessado principais poderá técnico Economia consultar mais neste aprofundado trabalho. e Harman Sociedade, (1976). tomaria Campinas, muito v. espaço, 21, n. pois 1 (44), envolve p , recursos abr. de álgebra 2012.

19 dimensão Taxa de câmbio e preços de exportação no Brasil: avaliação empírica dos coeficientes de pass-through setoriais ser Lembrando temporal, que algumas a análise variáveis fatorial inclusas envolve no exercício a dimensão a seguir setorial precisaram e não a utilização resumidas uma informação única ao período análise para cada setor. No variáveis que período concerne às variáveis de preço, optou-se por utilizar a variação observada no , da capacidade enquanto instalada para adotou-se o coeficiente a média de exportações do mesmo e período. o grau As de inclusas dos na análise preços do fatorial internacionais produto são exportado as seguintes: (VPINT); (VPX); doméstico Variação custo doméstico (VCD); Participação Média (CAPDOM): do grau estrangeira de utilização no faturamento da capacidade em 2000 (EST); instalada no mercado intensidade anteriormente Média coeficiente de exportações (CEXP). Intensidade Além tecnológica neste do conjunto item, tecnológica dos será bens acima inclusa produzidos (INTEC): de também variáveis, determinada por uma cada cuja variável setor: construção a partir referente da foi metodologia explicitada ao grau de tecnologia; intensivos proposta INTEC pela em UNCTAD trabalho 0 para e (2002), setores recursos é uma classificados naturais variável e binária intensivos em produtores que em admite produtos de dois commodities, valores: de baixa e gás, INTEC = 1 para setores intensivos em produtos de média e alta tecnologia. da Para fins desse exercício, consideraram-se os setores de refino de variação petroquímica e indústrias diversas na categoria. O setor extração de petróleo e Pretende-se por sua vez, comportou-se como uma observação discrepante e foi excluído internacionalização análise fatorial. Outro ponto importante a destacar é a não inclusão da algum agrupamento cambial, verificar pois de e à setores a intensidade taxa é com de possível semelhantes câmbio tecnológica determinar é a coeficientes mesmo que permitam fatores para de pass-through.13. todos observar associados os setores. há à Economia uma entre diferentes das a soma (13) informações dos e Sociedade, de Exercícios que importações serão disponíveis mostrados preliminares executados com a inclusão do coeficiente de penetração das importações, Campinas, e exportações a seguir. Tabela v. 21, e 4 o n. e valor 1 também (44), da p. produção, com 61-91, o coeficiente não abr. apresentaram de abertura, resultados definido substancialmente como a relação 79

20 André dos Luiz Correa unidade. fatores A Com análise principais o intuito fatorial produziu de efetuada simplificar três com deles as a exposição, com variáveis raízes listadas serão características apresentados por meio superiores método os dois à rotação resultados, fatores associados com as dimensões internacionalização e intensidade tecnológica é que correspondem a 66,9% da variância total14. Para facilitar a interpretação dos medida fazer com ortogonal do a que possível. partir apresentem dos de Dessa uma fatores estrutura correlações forma, conforme de os correlações com o fatores método as variáveis tenderão Varimax. mais próximas simples, a O apresentar objetivo realizou-se de 0 da correlação rotação uma 1 na selecionadas relativamente forte com algumas variáveis e relativamente fracas com demais15. variáveis A devida Tabela e os aos fatores, 4 fatores) apresenta além para do a cada valor estrutura variável. da comunalidade de correlações (parcela entre da variância as variáveis das Variável VPX Tabela 4 VPINT Estrutura de correlações entre as variáveis e os fatores comuns e comunalidade VCD Fator 1 Fator 2 Comunalidade CAPDOM 0,003 0,247 0,865 EST -0,289 0,020 0,798 CEXP 0,176-0,159 0,584 INTEC -0,294-0,184 0,663 0,762-0,240-0,072-0,155 0,659 0,387 0,591 0,538 0,559 0,65, Fonte: Elaboração Na tabela própria. acima, foram destacadas, em negrito, as correlações superiores a de com (INTEC). em valor absoluto. Observa-se que o fator 1 está fortemente correlacionado cada exportações a setor participação O industrial. fator (CEXP). 2, estrangeira por sua A Tabela vez, no está faturamento 5 fortemente apresenta (EST) os correlacionado valores e a intensidade dos fatores com o tecnológica coeficiente 1 e 2 para 80 preço ser obtida de (14) (15) exportação em A O Harman descrição terceiro e preço (1976). fator pormenorizada internacional. com raiz característica superior à unidade está fortemente associado com variáveis Economia dos e métodos Sociedade, de análise Campinas, fatorial v. e do 21, critério n. 1 (44), de rotação p , dos fatores abr pode

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Fevereiro/2014 A taxa de câmbio é um dos principais preços relativos da economia, com influência direta no desempenho macroeconômico do país e na composição de

Leia mais

ÁREA DE ASSUNTOS FISCAIS E DE EMPREGO - AFE nº 31- novembro 2001 E M P R E G O

ÁREA DE ASSUNTOS FISCAIS E DE EMPREGO - AFE nº 31- novembro 2001 E M P R E G O INFORME-SE ÁREA DE ASSUNTOS FISCAIS E DE EMPREGO - AFE nº 31- novembro 2001 E M P R E G O SETORES INTENSIVOS EM MÃO-DE-OBRA: Uma atualização do Modelo de Geração de Emprego do BNDES O Modelo de Geração

Leia mais

NOVAS ESTIMATIVAS DO MODELO DE GERAÇÃO DE EMPREGOS DO BNDES* Sheila Najberg** Roberto de Oliveira Pereira*** 1- Introdução

NOVAS ESTIMATIVAS DO MODELO DE GERAÇÃO DE EMPREGOS DO BNDES* Sheila Najberg** Roberto de Oliveira Pereira*** 1- Introdução NOVAS ESTIMATIVAS DO MODELO DE GERAÇÃO DE EMPREGOS DO BNDES* Sheila Najberg** Roberto de Oliveira Pereira*** 1- Introdução O Modelo de Geração de Empregos do BNDES 1 (MGE) estima o número de postos de

Leia mais

O crescimento da China e seus impactos sobre a economia mineira

O crescimento da China e seus impactos sobre a economia mineira SETOR EXTERNO E ECONOMIA INTERNACIONAL O crescimento da China e seus impactos sobre a economia mineira Gilberto Libânio * RESUMO - O presente trabalho busca discutir a importância do setor externo no desempenho

Leia mais

Efeitos da política cambial sobre a balança comercial brasileira no período de 2000 a 2007

Efeitos da política cambial sobre a balança comercial brasileira no período de 2000 a 2007 Efeitos da política cambial sobre a balança comercial brasileira no período de 2000 a 2007 Claudinei Ramos de Oliveira UEPG Eziquiel Gu e r r e i r o UEPG Jú l i o Cé s a r Bilik UEPG Resumo: Este trabalho

Leia mais

Preços. 2.1 Índices gerais

Preços. 2.1 Índices gerais Preços 2 A inflação mais elevada no trimestre finalizado em fevereiro evidenciou, essencialmente, o realinhamento dos preços monitorados e livres, pressões pontuais advindas da desvalorização cambial,

Leia mais

TÓPICO ESPECIAL Agosto

TÓPICO ESPECIAL Agosto Jan-94 Dec-94 Nov-95 Oct-96 Sep-97 Aug-98 Jul-99 Jun-00 May-01 Apr-02 Mar-03 Feb-04 Jan-05 Dec-05 Nov-06 Oct-07 Sep-08 Aug-09 Jul-10 Jun-11 May-12 Apr-13 Mar-14 Feb-15 Mar-10 Jul-10 Nov-10 Mar-11 Jul-11

Leia mais

Taxa de câmbio, rentabilidade e quantum exportado: Existe alguma relação afinal? Evidências para o Brasil. Emerson Fernandes Marçal.

Taxa de câmbio, rentabilidade e quantum exportado: Existe alguma relação afinal? Evidências para o Brasil. Emerson Fernandes Marçal. Textos para Discussão 254 Maio de 2010 Taxa de câmbio, rentabilidade e quantum exportado: Existe alguma relação afinal? Evidências para o Brasil Emerson Fernandes Marçal Márcio Holland Os artigos dos Textos

Leia mais

Uma proposição de política cambial para a economia brasileira +

Uma proposição de política cambial para a economia brasileira + Uma proposição de política cambial para a economia brasileira + Fernando Ferrari Filho * e Luiz Fernando de Paula ** A recente crise financeira internacional mostrou que a estratégia nacional para lidar

Leia mais

Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia. Prof.: Antonio Carlos Assumpção

Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia. Prof.: Antonio Carlos Assumpção Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia Prof.: Antonio Carlos Assumpção Contabilidade Nacional Balanço de Pagamentos Sistema Monetário 26- Considere a seguinte equação: Y = C + I + G

Leia mais

O COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO NO PERÍODO DE 1985-2009: BÊNÇÃO OU MALDIÇÃO DAS COMMODITIES? Stela Luiza de Mattos Ansanelli (Unesp)

O COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO NO PERÍODO DE 1985-2009: BÊNÇÃO OU MALDIÇÃO DAS COMMODITIES? Stela Luiza de Mattos Ansanelli (Unesp) O COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO NO PERÍODO DE 1985-2009: BÊNÇÃO OU MALDIÇÃO DAS COMMODITIES? Stela Luiza de Mattos Ansanelli (Unesp) Objetivo Qual padrão de especialização comercial brasileiro? Ainda fortemente

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO E DIMENSIONAMENTO DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO

CARACTERIZAÇÃO E DIMENSIONAMENTO DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO CARACTERIZAÇÃO E DIMENSIONAMENTO DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO Eduardo Pereira Nunes Elisio Contini Apresentação à Diretoria da ABAG 13 de setembro de 2000 - São Paulo O PROBLEMA Controvérsias sobre contribuição

Leia mais

7.000 6.500 6.000 5.500 5.000 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 - -500-1.000 fev./2010. ago./2011. fev./2012. nov.

7.000 6.500 6.000 5.500 5.000 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 - -500-1.000 fev./2010. ago./2011. fev./2012. nov. 4 SETOR EXTERNO As contas externas tiveram mais um ano de relativa tranquilidade em 2012. O déficit em conta corrente ficou em 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB), mostrando pequeno aumento em relação

Leia mais

Análise dos dados da PINTEC 2011. Fernanda De Negri Luiz Ricardo Cavalcante Nº 15

Análise dos dados da PINTEC 2011. Fernanda De Negri Luiz Ricardo Cavalcante Nº 15 Análise dos dados da PINTEC 2011 Fernanda De Negri Luiz Ricardo Cavalcante Nº 15 Brasília, dezembro de 2013 Análise dos dados da Pintec 2011 Fernanda De Negri ** Luiz Ricardo Cavalcante ** 1 Introdução

Leia mais

10º FÓRUM DE ECONOMIA. Política Cambial, Estrutura Produtiva e Crescimento Econômico: fundamentos teóricos e evidências empíricas para o Brasil

10º FÓRUM DE ECONOMIA. Política Cambial, Estrutura Produtiva e Crescimento Econômico: fundamentos teóricos e evidências empíricas para o Brasil 10º FÓRUM DE ECONOMIA Política Cambial, Estrutura Produtiva e Crescimento Econômico: fundamentos teóricos e evidências empíricas para o Brasil Eliane Araújo São Paulo, 01 de outubro de2013 Objetivos Geral:

Leia mais

101/15 30/06/2015. Análise Setorial. Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados

101/15 30/06/2015. Análise Setorial. Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados 101/15 30/06/2015 Análise Setorial Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados Junho de 2015 Sumário 1. Perspectivas do CenárioEconômico em 2015... 3 2. Balança Comercial de Março

Leia mais

Setor Externo e Competitividade da Indústria Brasileira

Setor Externo e Competitividade da Indústria Brasileira Setor Externo e Competitividade da Indústria Brasileira David Kupfer GIC-IE/UFRJ e BNDES COSEC FIESP São Paulo 9 de março de 2015 Roteiro Desempenho Competitivo Taxa de Câmbio e Custos Estrutura Tarifária

Leia mais

TRABALHO DE ECONOMIA:

TRABALHO DE ECONOMIA: UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS - UEMG FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE ITUIUTABA - FEIT INSTITUTO SUPERIOR DE ENSINO E PESQUISA DE ITUIUTABA - ISEPI DIVINO EURÍPEDES GUIMARÃES DE OLIVEIRA TRABALHO DE ECONOMIA:

Leia mais

4 SETOR EXTERNO. ipea

4 SETOR EXTERNO. ipea 4 SETOR EXTERNO RESTRIÇÕES EXTERNAS AO CRESCIMENTO ECONÔMICO Tradicionalmente, as restrições ao crescimento da economia brasileira são consideradas como limites impostos pela deterioração incontornável

Leia mais

Análise Macroeconômica Projeto Banco do Brasil

Análise Macroeconômica Projeto Banco do Brasil Análise Macroeconômica Projeto Banco do Brasil Segundo Trimestre de 2013 Energia Geração, Transmissão e Distribuição Conjuntura Projeto Banco Macroeconômica do Brasil Energia Geração, Transmissão e Distribuição

Leia mais

Figura 38 - Resultado global do Balanço de Pagamentos (US$ bilhões acum. Em 12 meses) Dez/95-Mar/07

Figura 38 - Resultado global do Balanço de Pagamentos (US$ bilhões acum. Em 12 meses) Dez/95-Mar/07 113 6. SETOR EXTERNO Fernando Ribeiro de Leite Neto 6.1 Balanço de Pagamentos 6.1.1 Resultado Global do Balanço de Pagamentos Ao longo de 2006, o setor externo da economia brasileira logrou registrar o

Leia mais

MUDANÇAS ESTRUTURAIS E CRESCIMENTO ECONÔMICO NO RIO GRANDE DO SUL: UMA ANÁLISE DE INSUMO-PRODUTO, 1998-2003

MUDANÇAS ESTRUTURAIS E CRESCIMENTO ECONÔMICO NO RIO GRANDE DO SUL: UMA ANÁLISE DE INSUMO-PRODUTO, 1998-2003 MUDANÇAS ESTRUTURAIS E CRESCIMENTO ECONÔMICO NO RIO GRANDE DO SUL: UMA ANÁLISE DE INSUMO-PRODUTO, 1998-2003 Adelar Fochezatto 1 Cristiano Ponzoni Ghinis 2 Resumo O objetivo deste trabalho é identificar

Leia mais

Impactos da Crise Financeira sobre a Produção da Indústria

Impactos da Crise Financeira sobre a Produção da Indústria Impactos da Crise Financeira sobre a Produção da Indústria A evolução dos principais indicadores econômicos conjunturais sugere a paulatina dissipação dos efeitos da intensificação da crise financeira

Leia mais

Correlação entre Termos de Troca e Preços Internacionais de Commodities

Correlação entre Termos de Troca e Preços Internacionais de Commodities Correlação entre Termos de Troca e Preços Internacionais de Commodities Os termos de troca no comércio exterior são definidos pela relação entre os preços das exportações de um país e os das suas importações.

Leia mais

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO II RELATÓRIO ANALÍTICO 15 1 CONTEXTO ECONÔMICO A quantidade e a qualidade dos serviços públicos prestados por um governo aos seus cidadãos são fortemente influenciadas pelo contexto econômico local, mas

Leia mais

Produção Industrial Cearense Cresce 2,5% em Fevereiro como o 4º Melhor Desempenho do País

Produção Industrial Cearense Cresce 2,5% em Fevereiro como o 4º Melhor Desempenho do País Enfoque Econômico é uma publicação do IPECE que tem por objetivo fornecer informações de forma imediata sobre políticas econômicas, estudos e pesquisas de interesse da população cearense. Por esse instrumento

Leia mais

AS IMPORTAÇÕES NO PERÍODO 1995/2002

AS IMPORTAÇÕES NO PERÍODO 1995/2002 AS IMPORTAÇÕES NO PERÍODO 1995/2002 Novembro de 2002 AS IMPORTAÇÕES NO PERÍODO 1995/2002 1 Sumário e Principais Conclusões...5 As Importações no Período 1995-2001...13 As Importações, Segundo as Categorias

Leia mais

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Ribeirão Preto, Novembro de 2013 Relatório Final apresentado ao DEPECON-FIESP Equipe: Rudinei Toneto Junior (Coordenador) Luciano Nakabashi Marcio Laurini Sérgio

Leia mais

ECONOMIA INTERNACIONAL II. Paridade Poder de Compra. Teoria: um primeiro olhar. A Lei do Preço Único

ECONOMIA INTERNACIONAL II. Paridade Poder de Compra. Teoria: um primeiro olhar. A Lei do Preço Único Teoria: um primeiro olhar ECONOMIA INTERNACIONAL II Paridade Poder de Compra Professor: André M. Cunha 1. Teoria da Paridade Poder de Compra (PPC) : a abordagem da paridade poder de compra (PPC) sugere

Leia mais

Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004

Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004 Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004 Fernando Ferrari-Filho Frederico G. Jayme Jr Gilberto Tadeu Lima José

Leia mais

Impactos da Redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de Automóveis. Diretoria de Estudos Macroeconômicos/Dimac

Impactos da Redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de Automóveis. Diretoria de Estudos Macroeconômicos/Dimac Impactos da Redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de Automóveis Diretoria de Estudos Macroeconômicos/Dimac NOTA TÉCNICA IPEA Impactos da Redução do Imposto sobre Produtos Industrializados

Leia mais

Principais características da inovação na indústria de transformação no Brasil

Principais características da inovação na indústria de transformação no Brasil 1 Comunicado da Presidência nº 5 Principais características da inovação na indústria de transformação no Brasil Realização: Marcio Pochmann, presidente; Marcio Wohlers, diretor de Estudos Setoriais (Diset)

Leia mais

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia e Comércio / Integração Regional Jéssica Naime 09 de setembro de 2005 Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia

Leia mais

ISSN 1517-6576 CGC 00 038 166/0001-05 Relatório de Inflação Brasília v 3 n 3 set 2001 P 1-190 Relatório de Inflação Publicação trimestral do Comitê de Política Monetária (Copom), em conformidade com o

Leia mais

Estratégias de Gestão da Produção

Estratégias de Gestão da Produção Estratégias de Gestão da Produção Ao longo da década de 90, o sistema produtivo nacional e paulista passou por um intenso processo de reestruturação e de internacionalização, estimulado pela mudança do

Leia mais

O comportamento pós-crise financeira das taxas de câmbio no Brasil, China, Índia e Europa

O comportamento pós-crise financeira das taxas de câmbio no Brasil, China, Índia e Europa O comportamento pós-crise financeira das taxas de câmbio no Brasil, China, Índia e Europa Guilherme R. S. Souza e Silva * RESUMO - O presente artigo apresenta e discute o comportamento das taxas de câmbio

Leia mais

Perda de Participação da Indústria de Transformação no PIB

Perda de Participação da Indústria de Transformação no PIB Perda de Participação da Indústria de Transformação no PIB Maio/2015 Sumário executivo Em março de 2015, o IBGE realizou alterações no cálculo do PIB para melhor adequá-lo aos padrões internacionais. Com

Leia mais

M A C R O C H I N A Ano 2 Nº 8 15 de maio de 2007

M A C R O C H I N A Ano 2 Nº 8 15 de maio de 2007 M A C R O C H I N A Ano 2 Nº 8 1 de maio de 27 Síntese gráfica trimestral do comércio bilateral e do desempenho macroeconômico chinês Primeiro trimestre de 27 No primeiro trimestre de 27, a economia chinesa

Leia mais

O Paraná na dinâmica da renda do sistema inter-regional Sul-Restante do Brasil

O Paraná na dinâmica da renda do sistema inter-regional Sul-Restante do Brasil O Paraná na dinâmica da renda do sistema inter-regional Sul-Restante do Brasil Antonio Carlos Moretto * Rossana Lott Rodrigues ** Umberto Antonio Sesso Filho *** Katy Maia **** RESUMO Os anos 90 trouxeram

Leia mais

Análise Setorial. Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados

Análise Setorial. Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados Análise Setorial Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados Abril de 2015 Sumário 1. Perspectivas do Cenário Econômico em 2015... 3 2. Balança Comercial de Março de 2015... 5 3.

Leia mais

Taxa de Câmbio. Recebimento de juros Recebimentos de lucros do exterior Receita de rendas do trabalho

Taxa de Câmbio. Recebimento de juros Recebimentos de lucros do exterior Receita de rendas do trabalho Taxa de Câmbio TAXA DE CÂMBIO No Brasil é usado a CONVENÇÃO DO INCERTO. O valor do dólar é fixo e o variável é a nossa moeda. Por exemplo : 1 US$ = R$ 3,00 Mercado de Divisa No mercado de câmbio as divisas

Leia mais

Ano I Boletim II Outubro/2015. Primeira quinzena. são específicos aos segmentos industriais de Sertãozinho e região.

Ano I Boletim II Outubro/2015. Primeira quinzena. são específicos aos segmentos industriais de Sertãozinho e região. O presente boletim analisa algumas variáveis chaves na atual conjuntura da economia sertanezina, apontando algumas tendências possíveis. Como destacado no boletim anterior, a indústria é o carro chefe

Leia mais

número 3 maio de 2005 A Valorização do Real e as Negociações Coletivas

número 3 maio de 2005 A Valorização do Real e as Negociações Coletivas número 3 maio de 2005 A Valorização do Real e as Negociações Coletivas A valorização do real e as negociações coletivas As negociações coletivas em empresas ou setores fortemente vinculados ao mercado

Leia mais

Balança Comercial do Rio Grande do Sul Janeiro 2014. Unidade de Estudos Econômicos UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS

Balança Comercial do Rio Grande do Sul Janeiro 2014. Unidade de Estudos Econômicos UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS Balança Comercial do Rio Grande do Sul Janeiro 2014 Unidade de Estudos Econômicos O COMÉRCIO EXTERIOR DO RS EM JANEIRO Exportações Apesar do bom crescimento de Produtos Alimentícios e Máquinas e Equipamentos,

Leia mais

Cenário Macroeconômico

Cenário Macroeconômico INSTABILIDADE POLÍTICA E PIORA ECONÔMICA 24 de Março de 2015 Nas últimas semanas, a instabilidade política passou a impactar mais fortemente o risco soberano brasileiro e o Real teve forte desvalorização.

Leia mais

Preços. 2.1 Índices gerais

Preços. 2.1 Índices gerais Preços A inflação, considerada a evolução dos índices de preços ao consumidor e por atacado, apresentou contínua elevação ao longo do trimestre encerrado em maio. Esse movimento, embora tenha traduzido

Leia mais

As mudanças no comércio exterior brasileiro no primeiro semestre de 2008

As mudanças no comércio exterior brasileiro no primeiro semestre de 2008 As mudanças no comércio exterior brasileiro no primeiro semestre de 2008 Julio Gomes de Almeida Mauro Thury de Vieira Sá Daniel Keller de Almeida Texto para Discussão. IE/UNICAMP n. 149, nov. 2008. ISSN

Leia mais

Cenário Econômico de Curto Prazo O 2º Governo Lula

Cenário Econômico de Curto Prazo O 2º Governo Lula Cenário Econômico de Curto Prazo O 2º Governo Lula Esta apresentação foi preparada pelo Grupo Santander Banespa (GSB) e o seu conteúdo é estritamente confidencial. Essa apresentação não poderá ser reproduzida,

Leia mais

Uma análise sobre os fluxos de investimento externo direto e sua distribuição setorial no Brasil a partir da década de 1990

Uma análise sobre os fluxos de investimento externo direto e sua distribuição setorial no Brasil a partir da década de 1990 Uma análise sobre os fluxos de investimento externo direto e sua distribuição setorial no Brasil a partir da década de 1990 Michele Roberta Ribeiro (Unioeste) ribeiromichele@hotmail.com Andréia Polizeli

Leia mais

SÍNTESE DA CONJUNTURA

SÍNTESE DA CONJUNTURA SÍNTESE DA CONJUNTURA O quadro geral da economia brasileira, que já se mostrava bastante difícil nos primeiros meses do ano, sofreu deterioração adicional no terceiro trimestre, com todos os indicadores

Leia mais

Indústria automobilística e políticas anticíclicas: lições da crise

Indústria automobilística e políticas anticíclicas: lições da crise Diset 9 Indústria automobilística e políticas anticíclicas: lições da crise Brasil é hoje o sexto maior produtor de O veículos do mundo, contando com um parque industrial maduro e fortemente estruturado,

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE Indicadores sócio-econômicos. Campos Gerais. Paraná.

PALAVRAS-CHAVE Indicadores sócio-econômicos. Campos Gerais. Paraná. 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( x ) TRABALHO

Leia mais

Desindustrialização e Produtividade na Indústria de Transformação

Desindustrialização e Produtividade na Indústria de Transformação Desindustrialização e Produtividade na Indústria de Transformação O processo de desindustrialização pelo qual passa o país deve-se a inúmeros motivos, desde os mais comentados, como a sobrevalorização

Leia mais

Desempenho recente da Indústria: os sinais de retomada são robustos? O que esperar para o fechamento do ano?

Desempenho recente da Indústria: os sinais de retomada são robustos? O que esperar para o fechamento do ano? Desempenho recente da Indústria: os sinais de retomada são robustos? O que esperar para o fechamento do ano? SUMÁRIO EXECUTIVO O estudo está dividido em duas partes: 1. A primeira faz uma análise mais

Leia mais

O Custo Unitário do Trabalho na Indústria

O Custo Unitário do Trabalho na Indústria O Custo Unitário do Trabalho na Indústria O mercado de trabalho é fonte de indicadores muito importantes à condução da política monetária como, por exemplo, a taxa de desemprego, os níveis de salários

Leia mais

INDICADORES ECONÔMICOS PARA ANÁLISE DE CONJUNTURA. Fernando J. Ribeiro Grupo de Estudos de Conjuntura (GECON) - DIMAC

INDICADORES ECONÔMICOS PARA ANÁLISE DE CONJUNTURA. Fernando J. Ribeiro Grupo de Estudos de Conjuntura (GECON) - DIMAC INDICADORES ECONÔMICOS PARA ANÁLISE DE CONJUNTURA Fernando J. Ribeiro Grupo de Estudos de Conjuntura (GECON) - DIMAC FORTALEZA, Agosto de 2013 SUMÁRIO 1. Fundamentos da Análise de Conjuntura. 2. Tipos

Leia mais

Brasilia (DF), 16 de dezembro de 2014.

Brasilia (DF), 16 de dezembro de 2014. Brasilia (DF), 16 de dezembro de 2014. Discurso do Ministro Alexandre Tombini, Presidente do Banco Central do Brasil na Comissão de Assuntos Econômicos, no Senado Federal Página 1 de 8 Exmo. Sr. Presidente

Leia mais

O indicador de sentimento económico melhorou em Novembro, quer na União Europeia (+2.0 pontos), quer na Área Euro (+1.4 pontos).

O indicador de sentimento económico melhorou em Novembro, quer na União Europeia (+2.0 pontos), quer na Área Euro (+1.4 pontos). Nov-02 Nov-03 Nov-04 Nov-05 Nov-06 Nov-07 Nov-08 Nov-09 Nov-10 Nov-12 Análise de Conjuntura Dezembro 2012 Indicador de Sentimento Económico O indicador de sentimento económico melhorou em Novembro, quer

Leia mais

Definição da Conta Gráfica e do Mecanismo de Recuperação das Variações dos Preços do Gás e do Transporte Versão Final

Definição da Conta Gráfica e do Mecanismo de Recuperação das Variações dos Preços do Gás e do Transporte Versão Final NOTA TÉCNICA Definição da Conta Gráfica e do Mecanismo de Recuperação das Variações dos Preços do Gás e do Transporte Versão Final Aplicação: Distribuidoras de Gás do Estado de São Paulo Fevereiro 2012

Leia mais

Mercado de Divisas e

Mercado de Divisas e Mercado de Divisas e Taxa de Câmbio Agentes do Mercado de Câmbio Taxa de Câmbio Nominal e Real Taxa de Câmbio Fixa e Flexível http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/ Agentes do Mercado Cambial Todos

Leia mais

ABDIB Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de base

ABDIB Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de base ABDIB Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de base Cenário Econômico Internacional & Brasil Prof. Dr. Antonio Corrêa de Lacerda antonio.lacerda@siemens.com São Paulo, 14 de março de 2007

Leia mais

&203/(;2$872027,92 EVOLUÇÃO DO COMÉRCIO EXTERIOR DO COMPLEXO AUTOMOTIVO. Angela M. Medeiros M. Santos João Renildo Jornada Gonçalves*

&203/(;2$872027,92 EVOLUÇÃO DO COMÉRCIO EXTERIOR DO COMPLEXO AUTOMOTIVO. Angela M. Medeiros M. Santos João Renildo Jornada Gonçalves* EVOLUÇÃO DO COMÉRCIO EXTERIOR DO COMPLEXO AUTOMOTIVO Angela M. Medeiros M. Santos João Renildo Jornada Gonçalves* * Respectivamente, gerente e economista da Gerência Setorial de Indústria Automobilística

Leia mais

NOTA METODOLÓGICA COEFICIENTES DE ABERTURA COMERCIAL

NOTA METODOLÓGICA COEFICIENTES DE ABERTURA COMERCIAL NOTA METODOLÓGICA COEFICIENTES DE ABERTURA COMERCIAL Versão 1.0 - Brasília - Novembro/2011 NOTA METODOLÓGICA COEFICIENTES DE ABERTURA COMERCIAL CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA - CNI Robson Braga de

Leia mais

Carga tributária e competitividade da Indústria Brasileira

Carga tributária e competitividade da Indústria Brasileira Carga tributária e competitividade da Indústria Brasileira Análise do impacto da incidência em cascata do PIS/PASEP, COFINS e CPMF. Análise do impacto das taxas de juros sobre o custo financeiro da carga

Leia mais

A Taxa de Câmbio no Longo Prazo

A Taxa de Câmbio no Longo Prazo A Taxa de Câmbio no Longo Prazo Organização do Capítulo Introdução A Lei do Preço Único Paridade do Poder de Compra Modelo da Taxa de Câmbio de Longo Prazo Baseado na PPC A PPC e a Lei do Preço Único na

Leia mais

inflação de 2001. Supera a Meta 15 C ONJUNTURA FLÁVIA SANTOS DA SILVA* LUIZ ALBERTO PETITINGA**

inflação de 2001. Supera a Meta 15 C ONJUNTURA FLÁVIA SANTOS DA SILVA* LUIZ ALBERTO PETITINGA** 15 C ONJUNTURA Inflação de 2001 Supera a Meta A inflação em 2001, medida pelo IPCA, atingiu o patamar de 7,67%, superando a meta de 6% estabelecida pelo Banco Central. Choques internos e externos à economia

Leia mais

Produtividade Física do Trabalho na Indústria de Transformação em Outubro de 2015

Produtividade Física do Trabalho na Indústria de Transformação em Outubro de 2015 Produtividade Física do Trabalho na Indústria de Transformação em Outubro de 2015 Dezembro/2015 BRASIL A produtividade física do trabalho da Indústria de Transformação cresceu 0,3% em outubro de 2015,

Leia mais

A Redução do Fluxo de Investimento Estrangeiro Direto e as Implicações para o Brasil

A Redução do Fluxo de Investimento Estrangeiro Direto e as Implicações para o Brasil A Redução do Fluxo de Investimento Estrangeiro Direto e as Implicações para o Brasil Análise Economia e Comércio Bernardo Erhardt de Andrade Guaracy 30 de outubro de 2003 A Redução do Fluxo de Investimento

Leia mais

O PAPEL DA AGRICULTURA. Affonso Celso Pastore

O PAPEL DA AGRICULTURA. Affonso Celso Pastore O PAPEL DA AGRICULTURA Affonso Celso Pastore 1 1 Uma fotografia do setor agrícola tirada em torno de 195/196 Entre 195 e 196 o Brasil era um exportador de produtos agrícolas com concentração em algumas

Leia mais

Monitor do Déficit Tecnológico. Análise Conjuntural das Relações de Troca de Bens e Serviços Intensivos em Tecnologia no Comércio Exterior Brasileiro

Monitor do Déficit Tecnológico. Análise Conjuntural das Relações de Troca de Bens e Serviços Intensivos em Tecnologia no Comércio Exterior Brasileiro Monitor do Déficit Tecnológico Análise Conjuntural das Relações de Troca de Bens e Serviços Intensivos em Tecnologia no Comércio Exterior Brasileiro de 2012 Monitor do Déficit Tecnológico de 2012 1. Apresentação

Leia mais

Análise CEPLAN Clique para editar o estilo do título mestre. Recife, 17 de agosto de 2011.

Análise CEPLAN Clique para editar o estilo do título mestre. Recife, 17 de agosto de 2011. Análise CEPLAN Recife, 17 de agosto de 2011. Temas que serão discutidos na VI Análise Ceplan A economia em 2011: Mundo; Brasil; Nordeste, com destaque para Pernambuco; Informe sobre mão de obra qualificada.

Leia mais

São Paulo (SP), 14 de agosto de 2015.

São Paulo (SP), 14 de agosto de 2015. São Paulo (SP), 14 de agosto de 2015. Discurso do Ministro Alexandre Tombini, Presidente do Banco Central do Brasil, na abertura do X Seminário Anual sobre Riscos, Estabilidade Financeira e Economia Bancária.

Leia mais

Os investimentos no Brasil estão perdendo valor?

Os investimentos no Brasil estão perdendo valor? 1. Introdução Os investimentos no Brasil estão perdendo valor? Simone Maciel Cuiabano 1 Ao final de janeiro, o blog Beyond Brics, ligado ao jornal Financial Times, ventilou uma notícia sobre a perda de

Leia mais

Taxas de Juros e Câmbio: Efeitos dos juros e do câmbio sobre a indústria. 1. Câmbio atual é inadequado para a estrutura industrial brasileira

Taxas de Juros e Câmbio: Efeitos dos juros e do câmbio sobre a indústria. 1. Câmbio atual é inadequado para a estrutura industrial brasileira Comissão de Finanças e Tributação Seminário: Taxas de Juros e Câmbio: Efeitos dos juros e do câmbio sobre a indústria Armando Monteiro Neto Presidente CNI Maio 2010 1. Câmbio atual é inadequado para a

Leia mais

OS IMPACTOS DA ALCA E DO ACORDO COMERCIAL COM A UNIÃO EUROPÉIA - O CASO DA CADEIA TÊXTIL/CONFECÇÕES 1 Victor Prochnik 2

OS IMPACTOS DA ALCA E DO ACORDO COMERCIAL COM A UNIÃO EUROPÉIA - O CASO DA CADEIA TÊXTIL/CONFECÇÕES 1 Victor Prochnik 2 OS IMPACTOS DA ALCA E DO ACORDO COMERCIAL COM A UNIÃO EUROPÉIA - O CASO DA CADEIA TÊXTIL/CONFECÇÕES 1 Victor Prochnik 2 1. Apresentação Este artigo discute as oportunidades e riscos que se abrem para a

Leia mais

Balança Comercial 2003

Balança Comercial 2003 Balança Comercial 2003 26 de janeiro de 2004 O saldo da balança comercial atingiu US$24,8 bilhões em 2003, o melhor resultado anual já alcançado no comércio exterior brasileiro. As exportações somaram

Leia mais

ECONOMIA INTERNACIONAL. Profa. Enimar J. Wendhausen

ECONOMIA INTERNACIONAL. Profa. Enimar J. Wendhausen ECONOMIA INTERNACIONAL Profa. Enimar J. Wendhausen Balanço de Pagamentos Registra contabilmente todas as transações econômicas realizadas entre residentes (pessoas físicas ou jurídicas, que tenham esse

Leia mais

Encadeamentos produtivos das atividades exportadoras na América Latina: o caso dos setores industriais no Brasil. Marta R.

Encadeamentos produtivos das atividades exportadoras na América Latina: o caso dos setores industriais no Brasil. Marta R. Encadeamentos produtivos das atividades exportadoras na América Latina: o caso dos setores industriais no Brasil Marta R. Castilho Serie Comercio y Crecimiento Inclusivo Working Paper Nº 134 Septiembre

Leia mais

Câmbio, Competitividade e Investimento

Câmbio, Competitividade e Investimento Câmbio, Competitividade e Investimento Lucas Teixeira (BNDES) Laura Carvalho (EESP) Introdução Questão: a desvalorização cambial resolverá o problema de perda de competitividade e de compressão de margens

Leia mais

MESTRADO EM ECONOMIA PORTUGUESA E INTEGRAÇÃO INTERNACIONAL PROGRAMAS DAS UNIDADES CURRICULARES

MESTRADO EM ECONOMIA PORTUGUESA E INTEGRAÇÃO INTERNACIONAL PROGRAMAS DAS UNIDADES CURRICULARES MESTRADO EM ECONOMIA PORTUGUESA E INTEGRAÇÃO INTERNACIONAL UNIDADES CURRICULARES OBRIGATÓRIAS PROGRAMAS DAS UNIDADES CURRICULARES Análise de Informação Económica para a Economia Portuguesa 1. Identificação

Leia mais

TAXA DE CÂMBIO E SALDO COMERCIAL BRASILEIRO 1

TAXA DE CÂMBIO E SALDO COMERCIAL BRASILEIRO 1 TAXA DE CÂMBIO E SALDO COMERCIAL BRASILEIRO Maria Auxiliadora de Carvalho 2 - INTRODUÇÃO 2 A taxa de câmbio condicionou o desempenho da economia brasileira ao longo de todo o século XX e, na atualidade,

Leia mais

ANEXOS. Processo de definição da taxa de juros

ANEXOS. Processo de definição da taxa de juros ANEXOS Processo de definição da taxa de juros A taxa de juros constitui-se no mais importante instrumento de política monetária à disposição do Banco Central. Através dela, a autoridade monetária afeta

Leia mais

com produtos chineses perderam mercado no exterior em 2010. China Sendo que, esse percentual é de 47% para o total das indústrias brasileiras.

com produtos chineses perderam mercado no exterior em 2010. China Sendo que, esse percentual é de 47% para o total das indústrias brasileiras. 73% das indústrias gaúchas exportadoras que concorrem com produtos chineses perderam mercado no exterior em 2010. 53% das indústrias gaúchas de grande porte importam da China Sendo que, esse percentual

Leia mais

Economia, Estado da Indústria e Perspectivas. Apresentação para: SIMPESC. Joinville Março de 2010

Economia, Estado da Indústria e Perspectivas. Apresentação para: SIMPESC. Joinville Março de 2010 INDÚSTRIA PETROQUÍMICA E DE PLÁSTICOS Economia, Estado da Indústria e Perspectivas Apresentação para: SIMPESC Joinville Março de 2010 MaxiQuim Assessoria de Mercado Criada em 1995 Base em Porto Alegre

Leia mais

Impactos da Desvalorização do Real nas MPEs Paulistas

Impactos da Desvalorização do Real nas MPEs Paulistas SERVIÇO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DE SÃO PAULO SEBRAE-SP PESQUISAS ECONÔMICAS Impactos da Desvalorização do Real nas MPEs Paulistas (Relatório de Pesquisa) Realização: Maio de 1999 Sondagem

Leia mais

Preços de Commodities e Nível de Atividade no Espírito Santo: Um Estudo Econométrico

Preços de Commodities e Nível de Atividade no Espírito Santo: Um Estudo Econométrico Preços de Commodities e Nível de Atividade no Espírito Santo: Um Estudo Econométrico Matheus Albergaria de Magalhães Coordenador de Estudos Econômicos Rede de Estudos Macroeconômicos (MACRO) Instituto

Leia mais

INDICADORES INDUSTRIAIS RIO GRANDE DO SUL

INDICADORES INDUSTRIAIS RIO GRANDE DO SUL INDICADORES INDUSTRIAIS RIO GRANDE DO SUL OUTUBRO DE 2014 Outubro de 2014 www.fiergs.org.br Indústria cresce pelo quarto mês seguido O IDI/RS, Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul, apontou

Leia mais

Unidade de Política Econômica

Unidade de Política Econômica Unidade de Política Econômica Brasília, abril de 2007 Superávit na balança comercial e juros altos sustentam valorização do real No primeiro bimestre de 2007, o dólar foi negociado a R$ 2,10, na média

Leia mais

Brasília, 15 de setembro de 2015.

Brasília, 15 de setembro de 2015. Brasília, 15 de setembro de 2015. Pronunciamento do Ministro Alexandre Tombini, Presidente do Banco Central do Brasil, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Página 1 de 11 Excelentíssimo Senhor

Leia mais

REDUÇÃO DA TAXA DE POUPANÇA E AS EMPRESAS NÃO FINANCEIRAS: 2010-2014

REDUÇÃO DA TAXA DE POUPANÇA E AS EMPRESAS NÃO FINANCEIRAS: 2010-2014 NOTAS CEMEC 01/2015 REDUÇÃO DA TAXA DE POUPANÇA E AS EMPRESAS NÃO FINANCEIRAS: 2010-2014 Carlos A. Rocca Lauro Modesto Santos Jr. Fevereiro de 2015 1 1. Introdução No Estudo Especial CEMEC de novembro

Leia mais

BROMBERGER, Dalton (UTFPR) daltonbbr@yahoo.com.br. KUMMER, Aulison André (UTFPR) aulisonk@yahoo.com.br. PONTES, Herus³ (UTFPR) herus@utfpr.edu.

BROMBERGER, Dalton (UTFPR) daltonbbr@yahoo.com.br. KUMMER, Aulison André (UTFPR) aulisonk@yahoo.com.br. PONTES, Herus³ (UTFPR) herus@utfpr.edu. APLICAÇÃO DAS TÉCNICAS DE PREVISÃO DE ESTOQUES NO CONTROLE E PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO DE MATÉRIA- PRIMA EM UMA INDÚSTRIA PRODUTORA DE FRANGOS DE CORTE: UM ESTUDO DE CASO BROMBERGER, Dalton (UTFPR) daltonbbr@yahoo.com.br

Leia mais

Indústria de Transformação Cearense em 2013: Algumas Evidências para os Resultados Acumulados até o Terceiro Trimestre

Indústria de Transformação Cearense em 2013: Algumas Evidências para os Resultados Acumulados até o Terceiro Trimestre Enfoque Econômico é uma publicação do IPECE que tem por objetivo fornecer informações de forma imediata sobre políticas econômicas, estudos e pesquisas de interesse da população cearense. Por esse instrumento

Leia mais

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Novembro 2012

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Novembro 2012 Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Novembro 2012 As exportações em novembro apresentaram diminuição de 27,64% em relação a outubro. Continuam a superar a marca de US$ 1 bilhão, agora pela vigésima-segunda

Leia mais

O MERCADO DE TRABALHO NA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA EM 2011 E

O MERCADO DE TRABALHO NA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA EM 2011 E O MERCADO DE TRABALHO NA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA EM 2011 E 2012 Camila Cristina Farinhaki Henrique Alves dos Santos Lucas Fruet Fialla Patricia Uille Gomes Introdução Este artigo tem como objetivo

Leia mais

A Importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo

A Importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo A Importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo A importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo Prof. William Eid Junior Professor Titular Coordenador do GV CEF

Leia mais

Documento apresentado para discussão II Encontro Nacional de Produtores e Usuários de Informações Sociais, Econômicas e Territoriais

Documento apresentado para discussão II Encontro Nacional de Produtores e Usuários de Informações Sociais, Econômicas e Territoriais Documento apresentado para discussão II Encontro Nacional de Produtores e Usuários de Informações Sociais, Econômicas e Territoriais Rio de Janeiro, 21 a 25 de agosto de 2006 Indicadores do Comércio Exterior

Leia mais

Criação de postos de trabalho no Rio de Janeiro Carlos H. Corseuil * e Daniel D. Santos *

Criação de postos de trabalho no Rio de Janeiro Carlos H. Corseuil * e Daniel D. Santos * Criação de postos de trabalho no Rio de Janeiro Carlos H. Corseuil * e Daniel D. Santos * As transformações econômicas e geopolíticas ocorridas nos anos 90 em praticamente todas as economias do mundo trouxeram

Leia mais

Panorama da Economia Brasileira. Carta de Conjuntura do IPEA

Panorama da Economia Brasileira. Carta de Conjuntura do IPEA : Carta de Conjuntura do IPEA Apresentadoras: PET - Economia - UnB 25 de maio de 2012 1 Nível de atividade 2 Mercado de trabalho 3 4 5 Crédito e mercado financeiro 6 Finanças públicas Balanço de Riscos

Leia mais

CASO 7 A evolução do balanço de pagamentos brasileiro no período do Real

CASO 7 A evolução do balanço de pagamentos brasileiro no período do Real CASO 7 A evolução do balanço de pagamentos brasileiro no período do Real Capítulo utilizado: cap. 13 Conceitos abordados Comércio internacional, balanço de pagamentos, taxa de câmbio nominal e real, efeitos

Leia mais

Anexo I Objetivos das Políticas Monetária, Creditícia e Cambial (Art. 4 o, 4 o, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000)

Anexo I Objetivos das Políticas Monetária, Creditícia e Cambial (Art. 4 o, 4 o, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo I Objetivos das Políticas Monetária, Creditícia e Cambial (Art. 4 o, 4 o, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo à Mensagem da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2013, em cumprimento

Leia mais