COMISSÃO EUROPEIA DIRECÇÃO-GERAL SAÚDE E DEFESA DO CONSUMIDOR

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1 COMISSÃO EUROPEIA DIRECÇÃO-GERAL SAÚDE E DEFESA DO CONSUMIDOR Direcção F - Serviço Alimentar e Veterinário DG(SANCO)/9142/2003-RM Final RELATÓRIO FINAL DE UMA MISSÃO REALIZADA EM PORTUGAL DE 2 A 4 DE ABRIL DE 2003 PARA VERIFICAR A APLICAÇÃO DA DECISÃO 2001/218/CE DA COMISSÃO E RESPECTIVAS ALTERAÇÕES E AVALIAR O PROGRAMA DE ERRADICAÇÃO DO BURSAPHELENCHUS XYLOPHILUS Assinala-se que os erros factuais no projecto de relatório foram corrigidos em tipo negrito e itálico. As clarificações fornecidas pelas autoridades portuguesas foram incluídas como notas de rodapé em tipo negrito e itálico nas partes relevantes do relatório

2 ÍNDICE RESUMO INTRODUÇÃO OBJECTIVOS DA MISSÃO BASE JURÍDICA DA MISSÃO ANTECEDENTES DA PRESENTE MISSÃO PRINCIPAIS CONSTATAÇÕES Legislação nacional Campanha de monitorização Campanha de erradicação Nova demarcação da zona afectada e da zona tampão Disposições relativas à transformação da madeira proveniente da zona demarcada Plano de trabalho Investigação Comunicação CONCLUSÕES Legislação nacional Campanha de monitorização Campanha de erradicação Nova demarcação da zona afectada e da zona tampão Disposições relativas à transformação da madeira proveniente da zona demarcada Plano de trabalho Investigação Comunicação REUNIÃO DE ENCERRAMENTO RECOMENDAÇÕES A Portugal Aos serviços da Comissão

3 ABREVIATURAS E TERMOS ESPECIAIS UTILIZADOS NO RELATÓRIO AC DGF DGPC GANP PROLUNP NMP Madeira Autoridade Central Competente Direcção Geral das Florestas Direcção Geral de Protecção das Culturas Grupo de Acompanhamento do Nemátodo do Pinheiro Programa nacional de luta contra o nemátodo da madeira do pinheiro Nemátodo da madeira do pinheiro Bursaphelenchus xylophilus (Steiner & Bührer) Nickle No contexto do presente relatório, por madeira entende-se a madeira de coníferas, com excepção da tuia (Thuja L). 3

4 Resumo O programa de vigilância e erradicação do nemátodo da madeira do pinheiro (NMP) na zona demarcada está bem organizado e é concretizado adequadamente na sua generalidade. Contudo, os resultados indicam que durante a última campanha o número de árvores pouco sãs na zona demarcada era significativamente mais elevado 1 do que no ano anterior, a percentagem de árvores com resultados positivos ao teste era muito superior e a zona afectada foi expandida em direcção ao Sul. Existem ainda dois pontos incompletos na campanha: 1. Apesar de já ter sido solicitado na missão do ano passado, os responsáveis pela vigilância ainda não assinalam todas as árvores pouco sãs na zona demarcada como árvores a serem abatidas. Deste modo, as árvores em mau estado, embora não devido, aparentemente, a uma doença ou praga não são abatidas. 2. Os incêndios florestais, devidos à destruição de resíduos abatidos bem como deflagrados intencionalmente, resultam frequentemente em novos danos a árvores que não são abatidas, pelo menos, até à campanha seguinte. As duas empresas de transformação de madeira visitadas, localizadas fora da zona demarcada mas que durante o período de Inverno transformam madeira desta zona, estavam a funcionar de acordo com os requisitos da UE existentes e eram supervisionadas de forma correcta. Foi recentemente concebido um plano estratégico a médio prazo para a erradicação de NMP intitulado PROLUNP II. 1. INTRODUÇÃO A missão teve lugar em Portugal, de 2 a 4 de Abril de A equipa da missão era constituída por 2 inspectores do Serviço Alimentar e Veterinário (SAV) e 1 perito do Estado-Membro. A missão foi efectuada no contexto do programa de missões previstas pelo SAV. A equipa de inspecção foi acompanhada durante toda a missão por representantes da autoridade central competente, a DGPC, da DGF (a DGPC e a DGF ambas pertencem ao Ministério da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas) e pelo coordenador do PROLUNP. A 2 de Abril de 2003, realizou-se uma reunião de abertura com o Director Regional da Agricultura para a região Entre Douro e Minho, a DGPC, a DGF e o PROLUNP. Nesta reunião de abertura, a equipa de inspecção confirmou os objectivos bem como o itinerário para a missão. Foi solicitada informação complementar necessária à realização satisfatória da missão. 1 Nos respectivos comentários ao projecto de relatório, a AC destacou que este aumento se concentrava em dois pequenos locais que representam um pouco menos de 6% da zona afectada. Na restante área, o número de árvores danificadas era inferior. 4

5 2. OBJECTIVOS DA MISSÃO Os objectivos da missão eram: Verificar a aplicação correcta da Decisão 2001/218/CE 2 da Comissão, com a redacção que lhe foi dada pela Decisão 2002/124/CE 3 e pela Decisão 2003/127/CE 4 ; Verificar a aplicação do plano de acção enunciado no relatório DG(SANCO)/8597/2002-RM Final da missão anterior; Proceder a uma avaliação global do programa de erradicação do Bursaphelenchus xylophilus. Tratou-se da sexta missão realizada em Portugal para tratar da questão do nemátodo da madeira do pinheiro (NMP). Para alcançar este objectivo, visitaram-se as seguintes instalações: VISITAS À AUTORIDADE COMPETENTE Observações Autoridade Central 1 DGPC - Lisboa competente Regional 1 Direcção Regional da Agricultura - Porto LOCAIS DE CONTROLO FITOSSANITÁRIO Observações Manchas florestais 6 Árvores coníferas dentro da zona tampão e dentro da zona afectada Indústria de transformação 2 Empresas, situadas fora da zona demarcada e que transformam a madeira que proveniente dessa zona demarcada 3. BASE JURÍDICA DA MISSÃO A missão foi efectuada no âmbito das disposições gerais do artigo 21º da Directiva 2000/29/CE. 4. ANTECEDENTES DA PRESENTE MISSÃO Desde que foi descoberta a presença de NMP nas florestas portuguesas em 1999, foram efectuadas 5 missões destinadas a acompanhar a situação fitossanitária e a avaliar as actividades de controlo da AC. A missão precedente com objectivos 2 JO L 81 de , p JO L 45 de , p JO L 50 de , p

6 semelhantes realizou-se entre 9 e 11 de Abril de O relatório dessa missão está disponível sob a referência: DG SANCO/8597/2002- RM - Final no sítio Web da DG (Saúde e Defesa do Consumidor): Os relatórios das missões anteriores podem também ser consultados neste sítio Web. Em relação às visitas anteriores, é evidente que foi alcançado um progresso substancial no controlo da propagação do NMP entre No entanto, o relatório de 2002 formula várias recomendações para se obterem ainda mais melhorias. 5. PRINCIPAIS CONSTATAÇÕES 5.1. Legislação nacional A legislação nacional portuguesa sobre NMP, Portaria nº 518/2001, com a redacção que lhe foi dada pela Portaria nº 364/2002, não foi ainda actualizada para dar cumprimento na íntegra à Decisão 2001/218/CE da Comissão sobre a definição de árvores pouco sãs. Foi recomendado no relatório de missão DG SANCO/8597/2002, incluir todas as árvores pouco sãs na definição de árvores a abater na zona demarcada e não apenas as árvores que revelem sintomas de NMP. A AC pretende actualizar a legislação nacional para dar cumprimento à Decisão 2003/127/CE da Comissão e ajustar os limites da zona demarcada, em conformidade com os novos surtos na zona tampão. A equipa da missão foi informada que esta actualização incluirá a definição exigida de árvores pouco sãs Campanha de monitorização A campanha de monitorização na zona demarcada é sistemática e organizada atempadamente, ou seja entre Novembro e finais de Fevereiro. A área de Lisboa, não incluída na zona demarcada mas situada nas imediações, era monitorizada entre finais de Setembro e finais de Outubro. São criadas equipas, compostas de três responsáveis pela monitorização, para concretizarem o programa de monitorização. Recebiam formação (incluindo visitas no local) e um manual de monitorização. O manual foi actualizado em comparação com a versão de No entanto, a interpretação da expressão arvores pouco sãs, tal como definida na decisão da Comissão, não tinha melhorado. Um funcionário da DGF envolvido na campanha de monitorização confirmou que as árvores pouco sãs, mas cuja condição não era obviamente causada por uma doença ou praga (por exemplo, danificada por incêndio) não eram marcadas com vista ao abate. Na zona tampão, foram identificadas árvores pouco sãs; foram recolhidas amostras de todas elas para análise laboratorial (1 amostra abrangendo de 1 a 5 árvores). No total, 52 amostras, provenientes de 4 locais distintos no sul da zona tampão apresentaram resultados positivos ao teste. Na zona afectada, foram identificadas árvores pouco sãs. Este número é 24% superior ao de Além disso, 54% de todas as amostras recolhidas na zona afectada apresentaram resultados positivos ao teste. Esta percentagem é também consideravelmente mais elevada do que em 2002 (36% naquela altura). O quadro 5.1 apresenta uma visão geral dos resultados da monitorização. 6

7 Quadro 5.1 Dados relativos ao programa global de vigilância e erradicação para o período de 1 de Novembro de 2002 a 28 de Março de 2003 Período: 1 de Novembro de 2002 a 28 de Março de 2003 Zona demarcada ( ha) Área de Lisboa Zona Tampão ( ha) Zona Afectada ( ha) N.º de árvores com sintomas identificadas (1) N.º total de amostras colhidas (2) N.º de amostras com resultado positivo ao teste (1) Todas as árvores que estão dadas como infectadas pelo nemátodo da madeira do pinheiro ou que mostram alguns sinais de se encontrarem pouco sãs ou que estão situadas em zonas debilitadas terão de ser consideradas como árvores com sintomas (cf. Anexo à Decisão 2001/218/CE da Comissão). (2) - cada amostra pode ser constituída por material de, no máximo, 5 árvores. Além da campanha de monitorização, foram colhidas e analisadas no mesmo período 166 amostras relacionadas com os pedidos dos operadores que solicitavam uma autorização de abate em manchas florestais na zona demarcada (árvores sem sintomas). Todas estas amostras produziram resultados negativos ao teste Campanha de erradicação A erradicação das árvore pouco sãs dentro de zona demarcada decorreu de meados de Dezembro de 2002 a finais de Março de Aquando da missão, praticamente todas as árvores com sintomas na zona demarcada tinham sido abatidas. A equipa da missão foi informada que apenas cerca de 20 árvores de abate difícil devido, por exemplo, à proximidade de edifícios tinham ainda de ser removidas. A actividade de abate incluiu 377 árvores doentes que tiveram de ser abatidas em jardins particulares. De 1 de Novembro a 1 de Abril, foram emitidas autorizações de abate na zona demarcada para toneladas de madeira para transformação. Estas autorizações cobrem tanto árvores sãs como árvores doentes. No mesmo período, 16% das quantidades autorizadas, ou seja, toneladas eram constituídas por madeira originária de árvores pouco sãs. A equipa da missão efectuou uma deslocação nas áreas a leste e a sul da zona demarcada e deteve-se em 6 manchas florestais para uma inspecção mais aprofundada. Durante estas visitas de campo, tornou-se evidente que, de modo geral, a campanha de monitorização e erradicação está bem organizada e é de forma global levada a cabo adequadamente Durante a inspecção da zona demarcada de 1 7

8 dia e meio, a equipa da missão assinalou no total cerca de 100 árvores pouco sãs. O motivo devia-se, essencialmente, a danos provocados por incêndio. Os incêndios florestais, devidos à destruição de resíduos abatidos ou à deflagração involuntária, resultam frequentemente em danos a outras árvores das imediações que não são abatidas no mesmo ano. Num dos locais visitados, foi deixada uma quantidade importante de ramos, incluindo alguns com um diâmetro superior a 10 cm, após a actividade de abate Nova demarcação da zona afectada e da zona tampão Devido ao facto de se terem encontrado 52 amostras positivas colhidas na parte sul da zona tampão, é necessário traçar novos limites para a zona afectada e para a zona tampão. A zona afectada será aumentada em ha para um total de ha. A zona tampão irá abranger ha, ou seja mais ha do que actualmente. Os novos limites incluirão uma zona demarcada de ha, ou seja mais 9% do que anteriormente. O aumento é concebido por forma a incluir as principais zonas florestais das imediações, ultrapassado-se, assim, os 20 km de zona tampão exigidos juridicamente Disposições relativas à transformação da madeira proveniente da zona demarcada Durante o período que medeia entre 1 de Novembro de 2002 e 31 de Março de 2003, 12 empresas dentro da zona demarcada e 9 empresas localizadas fora dessa zona foram autorizadas a transformar madeira originária da zona demarcada. A madeira das árvores aparentemente pouco sãs na zona afectada foi transformada em 3 empresas dentro da zona demarcada, principalmente para transformação em estilhas. Para o período mencionado, foi de toneladas a quantidade total dessa madeira transformada (semelhante à situação do ano anterior). Fora da zona demarcada, 7 das 9 empresas autorizadas receberam toneladas de madeira proveniente dessa zona. Esta quantidade representa quase o dobro da referente a O quadro 5.2 dá uma visão global da situação. 5 Nos seus comentários ao projecto de relatório a AC afirmou que esta actividade de abate foi autorizada ao abrigo do procedimento normal para árvores que não revelem sinais de danos; o material deixado no local foi apenas mantido ali para ser queimado. 8

9 Quadro 5.2 Número de empresas que transformam madeira proveniente da zona demarcada (ZD) e respectivas quantidades Período: de 1/11/2002 a 1/4/2003 N.º de empresas licenciadas para transformar madeira da ZD + quantidade N.º de empresas que efectivamente transformaram madeira da ZD Quantidade de madeira transformada toneladas sem sintomas de doença Localizada dentro da ZD 12 para toneladas 3* toneladas com sintomas de doença 2 0 Localizada fora da ZD 9 para toneladas toneladas sem sintomas de doença 2 0 * as mesmas empresas que transformam madeira que não apresenta sintomas À madeira transformada foram aplicados os seguintes tratamentos: fumigação, tratamento pelo calor, queima como combustível, impregnação química sob pressão e tratamento com insecticida. Foram visitadas durante a missão duas empresas de transformação fora da zona demarcada. Uma transforma a madeira em placas de MDF que são criadas com recurso a estilhas cozidas, cola, calor e pressão. Este produto pode ser considerado seguro. Os resíduos são utilizados como combustível para incineração no local. Durante o período de Inverno, foram transformadas neste local toneladas de madeira proveniente da zona demarcada. O segundo transformador visitado produz painéis de madeira e paletes. Durante o período de Inverno foram transformadas exclusivamente em painéis toneladas de madeira proveniente da zona demarcada. Estes painéis consistem em pranchas de madeira serradas que são secas em estufa e coladas entre si. O procedimento de secagem, 3 dias a uma temperatura ambiente de 75ºC, cumpre com facilidade os requisitos mínimos de 56ºC de temperatura central durante 30 minutos. A equipa da missão foi informada que é impossível produzir painéis estáveis a partir de pranchas que não são secas em estufa. Apesar de os painéis de madeira construídos de madeira proveniente da zona demarcada poderem, assim, ser considerados produtos finais seguros, estes são comercializados com um passaporte fitossanitário. Cerca de 35% da madeira não é adequada para painéis. Esta é transformada em estilhas que são fumigadas com fosfina e enviadas para outra transformação para a indústria de celulose. O material residual é queimado no local. Estava disponível em ambas as empresas um registo claro de todas as entradas de madeira da zona demarcada. O sistema de documentação em vigor permite a rastreabilidade. A correcta aplicação dos requisitos (por exemplo, separação da madeira da zona demarcada da restante madeira) e os tratamentos são regularmente 9

10 supervisionados por inspectores da Direcção Regional da Agricultura da região relevante. Estavam disponíveis relatórios pormenorizados de cada inspecção Plano de trabalho Está disponível um plano estratégico a médio prazo para a erradicação de NMP intitulado PROLUNP II, tal como solicitado pela Decisão 2003/127/CE da Comissão. A AC informou a equipa da missão da intenção de iniciar trabalhos de acompanhamento contínuo da campanha de monitorização e erradicação em áreas seleccionadas Investigação Iniciou-se em Fevereiro de 2003 um projecto de investigação PHRAME com a duração de 3 anos sobre NMP e do seu vector, no qual estão envolvidos Portugal e outros 5 Estados-Membros Comunicação O facto de fornecer aos municípios mais informações reforçou a colaboração entre a AC e as autoridades locais. Os resultados da campanha anterior e do plano de erradicação a médio prazo foram discutidos com o GANP, o Grupo de Acompanhamento do NMP, no qual se encontram representados operadores de todo o sector florestal. 6. CONCLUSÕES Legislação nacional É necessária uma revisão da legislação nacional por forma a se obter um maior alinhamento com a Decisão 2001/218/CE e respectivas alterações, bem como para estabelecer novos limites da zona demarcada. A correcção da definição de árvores pouco sãs na legislação nacional já era esperada após a missão anterior Campanha de monitorização A campanha de monitorização está bem organizada. No entanto, não existem instruções específicas dirigidas aos responsáveis da monitorização no sentido da marcação de todas as árvores pouco sãs, mesmo que tal situação não seja causada por uma doença ou praga. Os resultados da campanha são preocupantes: um número cada vez maior de árvores pouco sãs em toda a zona demarcada 6, uma percentagem muito maior de árvores com resultados positivos ao teste e um aumento da zona afectada. Apesar dos 6 Nos respectivos comentários ao projecto de relatório, a AC destacou que este aumento se concentrava em dois pequenos locais que representam um pouco menos de 6% da zona afectada. Na restante área, o número de árvores danificadas era inferior. 10

11 consideráveis recursos investidos na actual campanha, a perspectiva de erradicação completa e mesmo a contenção do NMP podem tornar-se incertas. Estas constatações poderão indicar que pequenas imperfeições na campanha podem ter consequências de grande envergadura ou que falta ainda informação essencial sobre a forma de propagação do NMP Campanha de erradicação A erradicação de árvores pouco sãs foi efectuada, de modo geral, adequadamente. No entanto, a observação de várias árvores parcialmente danificadas por incêndio, devido à proximidade de uma área de incêndio florestal ou à destruição de resíduos do abate através da sua queima no local, leva a concluir que, nestes casos, correm-se riscos desnecessários. As árvores danificadas poderão constituir um factor atractivo para o vector. Em alguns casos, a limpeza do material residual após as actividades de abate é inadequada Nova demarcação da zona afectada e da zona tampão A demarcação proposta após as novas constatações é suficientemente grande para incluir todas as áreas florestais adjacentes e abrange mais do que os 20 km exigidos em redor do novo local de infecção. Esta estratégia constitui uma abordagem sólida Disposições relativas à transformação da madeira proveniente da zona demarcada Nas duas empresas de transformação visitadas fora da zona demarcada, a transformação de madeira proveniente da zona demarcada era efectuada em conformidade com a legislação comunitária existente. A supervisão pela autoridade local competente estava bem organizada Plano de trabalho O plano de trabalho e a calendarização eram adequados. O Comité Fitossanitário Permanente avaliará a adequação do plano estratégico a médio prazo PROLUNP II para a erradicação do NMP. O acompanhamento contínuo da campanha durante todo o ano em algumas áreas seleccionadas aumentará ainda mais a sua eficácia Investigação As expectativas relativas ao projecto PHRAME no que se refere ao programa de erradicação são grandes, visto que a forma de propagação do NMP não é ainda completamente clara Comunicação A nova situação e o plano PROLUNP II são devidamente debatidos com o sector. 11

12 7. REUNIÃO DE ENCERRAMENTO Em 4 de Abril de 2003 realizou-se uma reunião de encerramento com a DGPC, a DGF e o coordenador do PROLUNP. Nesta reunião, foram apresentadas pela equipa de inspecção as principais constatações e conclusões da missão. Estas foram aceites pelos representantes presentes. 8. RECOMENDAÇÕES 8.1. A Portugal A legislação nacional deve ser actualizada com uma definição correcta de todas as árvores a abater, tal como mencionado na Decisão 2001/218/CE da Comissão e com os novos limites da zona afectada e da zona tampão; A campanha de monitorização e erradicação deve abranger todas as árvores pouco sãs, independentemente da causa dos sintomas; Deve assegurar-se a eliminação correcta dos resíduos do abate provocados por operações florestais, por forma a que: (a) (b) a queima de resíduos de madeira no local não provoque danos noutras árvores; não seja nunca deixado no local material residual, em especial ramos mais espessos. Foi pedido a Portugal que apresentasse à Comissão, no prazo de 2 meses a contar da recepção do relatório final traduzido, um plano de acção com vista a dar cumprimento às recomendações mencionadas supra, contendo igualmente prazos para a sua execução Aos serviços da Comissão O plano estratégico a médio prazo para a erradicação do NMP, o PROLUNP II, deverá ser avaliado com a maior brevidade possível. 12

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