FABRÍCIO HENRICCO CHAGAS BASTOS A POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA E A CONSTRUÇÃO DE UMA ORDEM AMBIENTAL INTERNACIONAL: DE ESTOCOLMO AO RIO

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1 FABRÍCIO HENRICCO CHAGAS BASTOS A POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA E A CONSTRUÇÃO DE UMA ORDEM AMBIENTAL INTERNACIONAL: DE ESTOCOLMO AO RIO FRANCA 2009

2 FABRÍCIO HENRICCO CHAGAS BASTOS A POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA E A CONSTRUÇÃO DE UMA ORDEM AMBIENTAL INTERNACIONAL: DE ESTOCOLMO AO RIO Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado à Faculdade de História, Direito e Serviço Social, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, para obtenção do título de Bacharel em Relações Internacionais. Orientador(a): Prof. Dr. Pio Penna Filho FRANCA 2009

3 Chagas Bastos, Fabrício Henricco A política externa brasileira e a construção de uma ordem ambiental internacional: de Estocolmo ao Rio / Fabrício Henricco Chagas Bastos. Franca: UNESP, Trabalho de Conclusão de Curso Relações Internacionais Faculdade de História, Direito e Serviço Social UNESP. 1. Meio ambiente Política exterior Brasil. 2. Política ambiental internacional. CDD

4 FABRÍCIO HENRICCO CHAGAS BASTOS A POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA E A CONSTRUÇÃO DE UMA ORDEM AMBIENTAL INTERNACIONAL: DE ESTOCOLMO AO RIO Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado à Faculdade de História, Direito e Serviço Social, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, para obtenção do título de Bacharel em Relações Internacionais. BANCA EXAMINADORA Presidente: Dr. Pio Penna Filho, Universidade de São Paulo 1º Examinador: Dr. Antonio Carlos Moraes Lessa, Universidade de Brasília 2º Examinador: Dr. Leonel Itaussu Almeida Mello, Universidade de São Paulo Franca, de de 2009.

5 Aos escultores de minha alma, lapidadores de meu caráter. Magali, Júlio, Paola e Angela.

6 AGRADECIMENTOS Não serão bastantes às graças a Deus, pela vida e pela oportunidade de a cada dia, prosseguir em um caminho de bondade, caridade e humildade, em busca da verdade, da razão e da fé. Aos meus pais, minha irmã e à tia Angela, pelo firme incentivo aos meus estudos desde o início. Por terem confiado sempre nos passos que eu, graças a eles, tomei em minha vida. Espero, sinceramente, um dia ser capaz de retribuir com a mesma generosidade, carinho e amor, os sacrifícios que por mim fizeram. Ao Seu Toninho, à Dona Vera e à Eleonora, que me acolheram em uma casa onde pude entender muito do que me faltava, e me fizeram enxergar o mundo com novos olhos. A Tião, a João, a José, a Chico, à Nadir, a Joaquim e a todos aqueles que passaram, trabalharam e me fizeram entender uma ínfima parte do que significa viver. Meu trabalho é a forma mais pura de agradecimento que poderei prover, hoje e sempre. Ao Prof. Dr. Pio Penna Filho, que recebeu este trabalho em pleno curso. Norteou e deu esperança ao que parecia já perdido. Mostrou-me que ainda existe algo de claro no meio de tanta escuridão. Por seu rigor, competência e paciência, sobretudo, pelo forte incentivo em continuar caminhando em meio aos livros e pela confiança depositada. Ao Prof. Dr. Leonel Itaussu Almeida Mello, exemplo enquanto professor, mostrou-me que as diferenças entres os graus acadêmicos não são barreira para discussões produtivas, tampouco motivo para arrogância e pedantismo. O incentivo dado jamais será esquecido, assim como a admiração pela competência e sabedoria. Ao Prof. Dr. Alexandre Ratner Rochman, por estimular a descobrir, a investigar e nunca satisfazer-me com respostas rasas ou simplistas. Por dar-me olhos de internacionalista: multidisciplinar e aberto a ouvir todos os tipos de argumentos (por mais que não concordasse com nenhum deles). Pelo exemplo de caráter e integridade, que apesar das grandes dificuldades não esmoreceu ou sucumbiu à luta. Por mostrar-me que o caráter, assim como o aço, é forjado a altas temperaturas, pelas condições adversas da vida. Shalon. Aos moradores de Havanna: Breno, Bruno, Diego, Evandro, Vinícius, Wagner, Rafael e Aurélio. Nobres colegas de república, que acompanharam-me ao longo destes quatro anos, com os quais dividi mais que uma casa, festas e dissabores (inevitáveis e certas horas!). Foram com estes que aprendi a respeitar e a ser respeitado, em cada uma das diferenças que nos fazem humanos. Amigos que, tenho certeza, carregarei por toda a vida. À Isabella, pelo carinho dedicado, pelo incentivo e pela compreensão a cada passo que

7 eu dava em direção à concretização dos trabalhos. Aos que me acompanharam durante o longo caminho da graduação, e espero levá-los por mais algum tempo: Luiz Doles, Débora Rossi, Mariana Nascimento, Mônica Araújo e Felipe Almeida. Pela paciência, pelo companheirismo e por quê não, pelas diferenças, que tanto me fizeram crescer pessoal e academicamente. Aos colegas da Universidade de São Paulo, em especial ao Eduardo Tomikawa, que me acolheram com paciência e tanto me ajudaram. Não menos importantes, aos queridos amigos burocratas da UNESP Franca, cujas minhas palavras não serão capazes, nunca, de demonstrar minha eterna e sincera gratidão: Laura, Sebastião, Denis, Neya, Mauro Lúcio, Mauro e Márcio. Por fim, agradeço a consideração e paciência dos leitores. Se puder, minimamente, contribuir para que alguma vez, cure uma dúvida, tenham certeza que o esforço de quatro anos terá sido recompensado. Mais ainda, se incorrer na ousadia de produzir algum incômodo, estimular alguma contestação, a recompensa será muito maior do que o esperado.

8 Para bem conhecer uma coisa é preciso tudo ver, tudo aprofundar, comparar todas as opiniões, ouvir os prós e os contras. Allan Kardec, Revista Espírita, set [...] Deus, dai-nos a força para ajudar o progresso, a fim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura; dai-nos a fé e razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a vossa Divina e Santa imagem. Assim seja. Prece de Cáritas

9 CHAGAS BASTOS, F. H. A política externa brasileira e a construção de uma ordem ambiental internacional: de Estocolmo ao Rio f. Monografia (Bacharelado em Relações Internacionais) Faculdade de História, Direito e Serviço Social, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Franca, RESUMO A emergência da temática ambiental na agenda internacional que assistimos ao final do século XX tem seus fundamentos nas profundas alterações do sistema internacional. A questão ambiental engendrou intenso debate sobre as opções de política internacional a serem adotadas pelos Estados. Não só, dada a natureza transnacional de muitos dos problemas identificados, observa-se o delineamento de uma ordem ambiental internacional. O Brasil enquanto ator de grande potencia ambiental, obriga-se à robusta atuação frente à temática, e orienta a construção de princípios que balizam o processo de construção da ordem ambiental internacional. Ao procurar acentuar a importância da ampliação da agenda de meio ambiente, bem como entender como o corpo diplomático brasileiro postou-se nas negociações-chave do tema meio ambiente, o trabalho investiga as condições sistêmicas em que se verificou a ampliação da agenda internacional e analisa como se deu a participação brasileira, suas implicações e suas oportunidades oferecidas para a construção de uma nova interface do sistema internacional. Palavras-chave: economia política internacional. meio ambiente. política externa brasileira. política internacional.

10 LISTA DE SIGLAS AGNU CDB CER CITES CMMAD CNUMAD CNUMAH CQNUMC IBGE IDH IPCC OMC ONG ONU OPEP PNUMA UE UNESCO Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas Convenção sobre Diversidade Biológica Certificado de Emissões Reduzidas Convenção de Washington sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna da Flora Selvagens em Perigo de Extinção Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Índice de Desenvolvimento Humano Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (Intergovernmental Panel on Climate Change) Organização Mundial do Comércio Organização não-governamental Organização das Nações Unidas Organização dos Países Exportadores de Petróleo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente União Européia Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization)

11 SUMÁRIO INTRODUÇÃO CAPÍTULO 1 EVOLUÇÃO DA AGENDA DE MEIO AMBIENTE: CONSTRUÇÃO DE UMA NOVA INTERFACE DO SISTEMA INTERNACIONAL Uma nova ordem internacional: elementos de construção Poder, normas e preservação Consciência internacional nascente: Estado e indivíduo Emergências da questão ambiental Dilemas de sustentabilidade Segurança, normas e poder CAPÍTULO 2 DE ESTOCOLMO AO RIO Estocolmo: legitimação e fundação Anos 1980 e o interregno nas negociações internacionais sobre meio ambiente Rio92: retomada e decisão CAPÍTULO 3 O BRASIL E AS CONFERÊNCIAS AMBIENTAIS: DAS PRIORIDADES NACIONAIS À INSERÇÃO ESTRATÉGICA O Brasil na segunda metade do século XX: crescimento econômico, democratização e proteção ambiental Estocolmo: o início da postura de liderança Eco92: consolidação de princípios CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS... 43

12 11 INTRODUÇÃO A presente investigação constitui-se de um estudo exploratório e preliminar acerca das origens da emergência da temática ambiental no cenário internacional e de como se deu a atuação da diplomacia brasileira na construção do que se pode chamar de uma ordem ambiental internacional. Com efeito, não se pretende esgotar tema tão vasto e complexo, mas sim analisar seus fundamentos histórico-políticos. O alvoroço provocado a cada publicação dos sucessivos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC, na sigla em inglês Intergovernmental Panel on Climate Change) e a capacidade dos negociadores de sempre atrasar para frente soluções concretas para o problema suscita perguntas incômodas, que destoam um pouco das já tradicionais tais como quais são os limites para a exploração dos recursos naturais do planeta?, ou há níveis/limites seguros para as emissões de gases poluentes na atmosfera?. Não é de se negar que sejam importantes os questionamentos feitos até então, contudo, são os mesmos feitos já há pouco mais de 30 anos e, com o aprofundamento dos problemas relativos ao equilíbrio da vida no planeta, parecem carecer de maior profundidade. A questão ambiental engendrou intenso debate sobre as opções de política internacional a serem adotadas pelos Estados. Não só, dada a natureza transnacional de muitos dos problemas identificados, observa-se o delineamento de uma ordem ambiental internacional. As mudanças processadas no sistema político internacional desde a década de 1970 inauguradas com a détente nas relações entre Estados Unidos e União Soviética, e tonificadas pelas crises financeiras e energéticas trouxeram à tona não só os legítimos anseios dos países periféricos, como também novos temas, à agenda internacional. Mesmo em um mundo onde as questões de high politics ainda eram imperativas e rígidas, tópicos como narcotráfico, processos de integração, relações econômicas, cooperação, migrações, energia e meio ambiente ganharam importância. À medida que se acelera (apesar das severas interrogações no decorrer do processo) uma nova configuração das forças internacionais, as perguntas incômodas se avolumam: a) é possível entender as potencialidades ambientais como novas fontes de poder? ; b) como se explicam, em termos concretos e com complexidade razoável, os motivos para a lentidão nas negociações internacionais de meio ambiente? ; c) qual é a interação entre a sustentação da

13 12 economia (crescimento econômico) e a preservação de recursos ambientais para as gerações futuras (sustentabilidade)?. Apesar de esses questionamentos serem assaz pertinentes, entendemos que antes é preciso responder a questões anteriores, mais simples, mas não menos importantes, sobre como o tema ambiental foi alçado à agenda de prioridades internacionais (quais condições históricas e sistêmicas), quais atores podem ser apontados como responsáveis por este movimento e quais impressões provocaram/provocam na nova configuração em curso. É justamente neste ponto que o último quartil do século XX traz rico material investigativo. Não obstante, dentro deste contexto, o papel do Brasil enquanto ator de grande potência ambiental, dada sua atuação frente à temática, nos orienta quanto a um possível caminho a seguir na busca por respostas. Este estudo trilha um caminho em que processos históricos e inovações políticas fundem-se e visam promover o entendimento de um problema que congrega os principais elementos constituintes das Relações Internacionais, quais sejam, a História, a Ciência Política, o Direito e a Economia. O trabalho está estruturado em quatro partes, que de modo simples, objetiva encadear a interação que se processa no sistema (sua carga histórica e dinâmica) às ações políticas dos atores envolvidos (sejam individuais ou coletivas), e assim, verificar se é possível vislumbrar o surgimento de uma ordem ambiental internacional. Desse modo, no primeiro capítulo, procuramos identificar quais foram os movimentos iniciais que trouxeram à mesa de debates a temática ambiental e o cenário em que tal fato se deu. Também, balizar o corpo teórico-argumentativo para o que se entende como ordem e os elementos de sua construção. O segundo capítulo trata do processo de construção desta ordem, analisando as negociações-chave isto é, as conferências de Estocolmo e do Rio. Com isso, pretendemos entender quais são os instrumentos internacionais criados e como se configuram dentro da dinâmica do sistema. O terceiro capítulo tem como objetivo identificar a postura brasileira nas negociações, visando esboçar a evolução da política exterior brasileira frente à temática ambiental e como se deu sua contribuição à gestação da ordem ambiental. Por fim, na quarta parte são apresentadas as consideração finais. As três etapas anteriores configuram o esforço de análise, o desmembramento dos elementos da realidade. A última compreende um esforço de síntese, de recomposição articulada destes elementos.

14 13 CAPÍTULO 1 EVOLUÇÃO DA AGENDA DE MEIO AMBIENTE: CONSTRUÇÃO DE UMA NOVA INTERFACE DO SISTEMA INTERNACIONAL O homem é ao mesmo tempo criatura e criador do meio ambiente, que lhe dá sustento físico e lhe oferece a oportunidade de desenvolver-se intelectual, moral, social e espiritualmente. A longa e difícil evolução da raça humana no planeta levou-a a um estágio em que, com o rápido progresso da Ciência e da Tecnologia, conquistou o poder de transformar de inúmeras maneiras e em escala sem precedentes o meio ambiente. Natural ou criado pelo homem, o meio ambiente é essencial para o bem-estar e para gozo dos direitos humanos fundamentais, até mesmo o direito à própria vida. Declaração da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano (Organização das Nações Unidas, 1972). O homem do século XX continuou carregando as mesmas maneiras de pensar o desenvolvimento, aprendidas em tempos passados sobretudo, as lições do final do século XIX que, como exemplos de sucesso, levavam em conta os princípios da Revolução Industrial, isto é, o homem como senhor da natureza, promovendo crescimento econômico e progresso. Em sua busca pelo desenvolvimento material, as sociedades excluíam qualquer tipo de preocupação ambiental, sendo a natureza entendida como possuidora de uma capacidade infinita de provimento das necessidades humanas e de absorver e reciclar os produtos (em sua maioria nocivos) resultantes dos processos industriais. Em sua tese de doutoramento, Petronio De Tilio Neto demonstra de modo interessante este ponto: O esgotamento dos recursos naturais se deve, em suma, à forma predatória com que o homem os consome. A pressão humana sobre o ambiente natural e seus recursos tem sido imensa. Por exemplo, desde 1950 o uso de madeira mais do que duplicou, contribuindo para que 50% das florestas originais da Terra desaparecessem. No mesmo período a pesca aumentou cinco vezes, acabando com 90% dos grandes predadores marinhos como o atum e o marlim. (GARDNER; ASSADOURIAN; SARIN, 2004, p. 17 apud TILIO NETO, 2008, p. 24). A segunda face do problema é o acúmulo de resíduos no planeta. A capacidade humana de gerar resíduos é limitada apenas pelo esgotamento das matérias-primas. Grande parte desses resíduos não é facilmente reintegrada aos ciclos da natureza, e sua permanência traz graves danos aos ecossistemas em que se depositam. (TILIO NETO, 2008, p. 24). Uma quantidade crescente de evidências práticas e teóricas indicam que o estado climático global continua perturbado 1 pela expansão econômica, pois, desde o começo do 1 Hoje sabe-se que o nível atual de gases causadores do efeito estufa na atmosfera equivale a 430 partes por milhão (ppm) de dióxido de carbono (CO2), em comparação com as 280 ppm estimadas para o período anterior à Revolução Industrial. Estes valores são considerados pelo IPCC, apesar de não haver consenso sobre os níveis seguros para expansão as emissões de carbono, nem sobre os limites permissíveis para a continuidade deste processo. As projeções científicas indicam uma tendência de aquecimento das temperaturas do planeta em 0,6 graus Celsius/ano.

15 14 século XVIII, são utilizados maciçamente combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás, que têm grandes quantidades de carbono liberadas na atmosfera. As transformações políticas ocorridas no cenário internacional, no imediato pós- Segunda Guerra, que culminaram no surgimento de novos países (com a aceleração e consolidação do processo de descolonização), elevaram sobremaneira a demanda por recursos naturais, posto que os países periféricos, certamente, buscariam maneiras para recuperar o tempo perdido, procurando inserir o mais rápido possível suas economias no mercado mundial o que é altamente legítimo. 1.1 Uma nova ordem internacional: elementos de construção A degradação do meio ambiente era tida como conseqüência intrínseca ao desenvolvimento industrial, e com isso, para muitos países principalmente aos do chamado Terceiro Mundo parecia ser inviável promover conservação ambiental sem provocar uma desaceleração no crescimento econômico. Não só, esta busca indicou uma tendência de aumento substancial na exploração e a procura por mais (e também novos) recursos produtivos e energéticos. A compreensão de que os dilemas ambientais ultrapassam os espaços territoriais das unidades políticas, sem respeitar os limites elaborados pela geografia e pela história dos lugares e de quem os habitam, fez com que fosse preciso criar normas de conduta e valores, para evitar a degradação da vida (RIBEIRO, 2008, p. 12). É neste sentido que tratamos o conceito de ordem neste trabalho, como um elemento da política internacional, tal como proposto por Hedley Bull, isto é, a ordem como uma estrutura de conduta que leve a um resultado particular, um arranjo da vida social que promove determinadas metas ou valores (2002, p. 8). De modo mais detalhado, de acordo como próprio autor (BULL, 2002, p. 9): Quaisquer que sejam as suas metas em particular, todas as sociedades reconhecem esses objetivos gerais, e incorporam arranjos destinados a promovê-los. Três desses objetivos devem ser mencionados particularmente. Em primeiro lugar, todas as sociedades procuram garantir que a vida seja protegida de alguma forma contra a violência que leve os indivíduos à morte ou produza danos corporais. Em segundo lugar, todas as sociedades procuram a garantia de que as promessas feitas sejam cumpridas, e que os acordos ajustados sejam implementados. Em terceiro lugar, todas as sociedades perseguem a meta de garantir que a posse das coisas seja em

16 15 certa medida estável, sem estar sujeita a desafios constantes e ilimitados. Assim, entendo que na vida social a ordem é um padrão de atividade humana que sustenta os seus objetivos elementares, primários ou universais, como os citados. Foi buscando a formação dessa estrutura que, lentamente, uma conscientização acerca da necessidade de proteger os recursos naturais começou a surgir. Regulamentações legislativas internas começaram a ser construídas, e tão vagarosamente quanto o processo nacional, ultrapassaram as fronteiras (isto só ocorreu, de fato, quando se entendeu que a interação entre o homem e os elementos do meio ambiente não era local e restrita) Poder, normas e preservação A segunda metade do século XX, em suas décadas iniciais, guarda três importantes acontecimentos que contribuíram sobremaneira para a constituição do que chamamos de ordem ambiental internacional. Estes eventos dão pistas sobre o inter-relacionamento entre os elementos político, geopolítico (e estratégico), econômico, normativo e natural que pouco a pouco vieram a formar a ordem em questão, que nasceu como resposta às necessidades de regulação da interação entre homem e natureza. As disputas da Guerra Fria chegaram à Antártica em 1955, ano em que as duas superpotências decidiram por criar bases científicas no continente. Marginalizando Chile e Argentina que disputavam o controle territorial daquele continente, em 1959, as negociações lideradas pelos Estados Unidos resultaram no Tratado Antártico, que apresentava como justificativa para sua assinatura a necessidade de serem realizadas mais pesquisas para um melhor entendimento da dinâmica natural daquela região (RIBEIRO, 2008, p ). O Tratado representa o entrelaçamento de poder e meio ambiente, e marca o surgimento de um interesse internacional (mesmo que eclipsado por uma lógica de estratégia geopolítica) pela questão ambiental, que levava em consideração a relação homem-ambiente, e não mais tinha apenas em conta um ideal preservacionista e localizado, como fora feito até então 2. 2 Desde 1900 diversas conferências internacionais sobre temas que se enquadram no escopo ambiental foram realizadas, porém, nenhuma até o Tratado Antártico relacionava o homem com o espaço em que vivia, bem como os impactos que sua ação poderia provocar. Até então, as conferências consideravam apenas temas preservacionistas, ligados à fauna e à flora.

17 16 O Caso Trail, pelo contexto em que se inseriu, produziu inédita movimentação por parte dos Estados e acabou por inaugurar uma normatização à temática ambiental no plano internacional. Neste sentido, merecem especial atenção as palavras do professor Guido Soares (2002, p ): Uma das primeiras manifestações do Direito Internacional do Meio Ambiente deuse no entre-guerras, com a realização de uma arbitragem entre os EUA e o Canadá, a respeito de poluição atmosférica que, gerada por uma fábrica localizada em território canadense, produzia seus efeitos deletérios em território do estado de Washington, nos EUA: tratou-se do Caso da Fundição Trail, julgado definitivamente por um tribunal ad hoc em 1941, empresa aquela responsável por danos causados a cidadãos norte-americanos, cujas reivindicações não satisfeitas pelos empresários canadenses (dos quais se destacavam não só os pedidos de indenizações, parcialmente satisfeitos perante tribunais canadenses ou norte-americanos, mas cujas fontes de danos persistiam, como também, e principalmente, a cessação das atividades poluidoras), acabaram por motivar os EUA a tomarem como seus aqueles direitos (exercício da proteção diplomática) e a litigarem, em nome próprio, perante o Canadá, as medidas cabíveis. Dos resultados daquela arbitragem, resultou norma internacional que seria, enfim, escrita nas duas grandes Declarações, de Estocolmo, em 1972 e do Rio, em Soares refere-se, na parte final do excerto, ao Princípio 2 da Declaração do Rio (LAGO, 2006, p. 268), que explicita a responsabilidade coletiva dos Estados como garantidores da preservação do meio ambiente global: Princípio 2 Os Estados, de acordo com a Carta das Nações Unidas e com os princípios do direito internacional, têm o direito soberano de explorar seus próprios recursos segundo suas próprias políticas de meio ambiente e de desenvolvimento, e a responsabilidade de assegurar que atividades sob sua jurisdição ou seu controle não causem danos ao meio ambiente de outros Estados ou de áreas além dos limites da jurisdição nacional. Se a disputa entre Estados Unidos e Canadá pode ser considerada como o despontar das normas internacionais para o tema, o acidente com o petroleiro de bandeira liberiana Torrey Canyon 3, em princípios de 1967, pode ser qualificado como o motor da primeira ação política coletiva concreta tomada em âmbito internacional relativa ao meio ambiente. O evento motivou a apresentação da Resolução 2398, pela representante da Suécia, Ingá Thorsson, que foi aprovada pela XXIII Sessão Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (AGNU), em O documento refletia a preocupação com os problemas do 3 Este acidente derramou mais de 115 mil toneladas de óleo cru nas águas das Ilhas Selly (costa da Inglaterra), provocando a morte de mais de cinqüenta mil aves marinhas (FEDOZZI, 2006, p. 117).

18 17 ambiente humano e previa a realização de uma reunião mundial para discuti-los (FEDOZZI, 2006, p. 117) Consciência internacional nascente: Estado e indivíduo Na esteira desses três eventos, que uniram em torno de um tema até então marginal variáveis como o interesse em termos de poder e o Direito Internacional, convocou-se, então, para o ano de 1972 a primeira grande conferência com preocupações acerca do meio ambiente Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano, realizada em Estocolmo, na Suécia, em que ficou claro que o equilíbrio dos ecossistemas pode ser facilmente alterado por obra dos seres humanos. A grande preocupação, então, era a poluição, especialmente a produzida por um mundo com fisionomia industrial. Como decorrência imediata da Conferência de Estocolmo, nasceu o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que incluiu os assuntos ambientais, em definitivo, na agenda internacional mesmo que em um padrão de low politics. Outro desdobramento de Estocolmo deu-se na criação, pela Assembléia Geral (AG) da Organização das Nações Unidas, em 1983, da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD), cujas conclusões, publicadas em 1987 e conhecidas como Relatório Brundtland 4, estabeleceram o conceito de desenvolvimento sustentável 5. Vinte anos depois de Estocolmo, realizou-se na cidade do Rio de Janeiro a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), mais conhecida como Rio92, da qual resulta a Agenda 21, um programa abrangente que em seus quarenta capítulos define metas para as principais questões ambientais do mundo. A necessidade de a humanidade alcançar o desenvolvimento sustentável, em outras palavras, de compatibilizar as atividades econômicas (e a sua própria existência) com a 4 Para efeitos de esclarecimento, a associação entre desenvolvimento e meio ambiente é anterior à Conferência de Estocolmo. As primeiras reflexões acerca das implicações de um modelo de desenvolvimento baseado exclusivamente no crescimento econômico, em detrimento à problemática ambiental, foram esboçadas no encontro preparatório de Founex (Suíça), em A definição hoje largamente utilizada deriva do Relatório Brundtland (também conhecido como Nosso Futuro Comum), define como desenvolvimento sustentável: um desenvolvimento que atende às necessidades das gerações atuais sem comprometer a capacidade de as futuras gerações terem suas próprias necessidades atendidas. (CMMAD, 1988, p. 46). Um modelo de desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro. 5 A construção do conceito se baseia em três pilares interdependentes e mutuamente sustentadores, isto é, baseado no desenvolvimento econômico e social e na preservação ambiental. Este paradigma passa a reconhecer a complexidade e o inter-relacionamento de questões críticas como pobreza, degradação ambiental, crescimento populacional, saúde, violência, direitos humanos, etc.

19 18 capacidade da natureza repor os recursos naturais dela retirados e com a preservação do que resta do patrimônio natural do planeta foi o grande consenso da Rio92, consubstanciado nos documentos dela resultantes destaca-se por sua relevância, o Protocolo de Kyoto. Mesmo que na prática a maioria das recomendações não tenha saído do papel (e acabaram por ser incluídas em regimes internacionais de meio ambiente), a CNUMAD teve um forte impacto na consciência coletiva e seu clima de otimismo serviu para difundir entre as pessoas comuns conceitos e necessidades relacionadas à preservação do meio ambiente e ao uso racional dos recursos naturais. 1.2 Emergências da questão ambiental Quatro grandes eventos ocorridos na década de 1970 lançaram as bases para a construção de uma nova face do sistema internacional e podem ser considerados como prenúncio das mudanças paradigmáticas que seriam operadas no fim do século XX a chamada globalização, a crise do modelo socialista e os processos de regionalização econômica. Com a diminuição das tensões entre as duas superpotências (depois das conturbadas relações da década de 1960, assistia-se à détente das relações entre Estados Unidos e União Soviética), os países não-centrais tiveram uma maior percepção de que a diversidade de interesses no sistema internacional lhes proporcionaria brechas à sua afirmação internacional. Além disso, o mundo foi sacudido por fortes crises econômicas e energéticas, permitindo que, mesmo que momentaneamente, as atenções fossem dirigidas para temas fora da agenda clássica de política de poder, trazendo temas contemporâneos ao debate (narcotráfico, meio ambiente, etc.), à medida que a confrontação político-ideológica arrefecia. A estes três elementos, soma-se a busca pela construção de uma nova ordem econômica internacional pelos países do dito Terceiro Mundo 6. Os interesses estratégicos nas zonas periféricas acompanharam a diminuição das tensões Leste-Oeste que culminou em uma marginalização dos países em desenvolvimento e ressaltou o componente 6 Alguns países periféricos, como os latino-americanos, buscaram diferentes maneiras de inserir-se em posições de destaque no sistema.

20 19 desenvolvimentista das relações internacionais chamando a atenção para o diálogo Norte-Sul 7 (SARAIVA, 2008, p ). É neste cenário, em que variáveis clássicas presentes na agenda internacional interagem e colidem com novos temas, provocando inovações das estruturas político-econômicas do sistema internacional, que se começa a gestar a ordem ambiental internacional, tendo como pontos centrais o desenvolvimento sustentável, a segurança ambiental global (e sua dimensão geopolítica) e as normas internacionais de meio ambiente (sob a figura de um Direito Ambiental Internacional) Dilemas de sustentabilidade O desenrolar das negociações internacionais sobre meio ambiente está intimamente relacionado com a ascensão do poder econômico ao status de high politics na agenda de política internacional dos últimos 20 anos do século XX, uma vez que a ausência de embates ideológicos e de conflitos armados de grandes proporções provocou uma redução da importância das capacidades militares 8 e deslocou a geopolítica do poder para o campo econômico. Os modelos de crescimento econômico ganharam mais vigor e novas roupagens, fossem eles reformistas, neoliberais, social-democratas, mesmo com suas diferenças programáticas, todos objetivavam o crescimento de suas economias e uma maior participação na reconfiguração das forças internacionais que se desenhava. A dinâmica que seria produzida a partir da relação entre meio ambiente e economia é bem ilustrada pelas palavras de Carlos Milani, [...] o meio ambiente é, ademais, um dos componentes da chamada globalização e integra diferentes esforços de regulação e ordem. Ele retroalimenta relações de interdependência ecológica e econômica [...]. (1998, p. 309). O tema proporciona oportunidades que permitem regular relações hegemônicas do capitalismo internacional, já que pode-se preservar antigas vantagens econômicas e/ou novas 7 Os movimentos de independência dos anos de 1960 e 1970 na África e na Ásia motivaram os países periféricos a buscarem um diálogo com os países centrais, a conformação de um efetivo diálogo Norte-Sul. Os países periféricos deram tônica diferente às relações internacionais daquele período, haja vista que guiavam-se por percepções concretas de interesses, num movimento concatenado e global, trabalhando intensamente para a construção de uma nova ordem mundial. 8 Não pretendo dizer que o tema militar passou a ser relegado a esferas inferiores (low politics) da política internacional, apenas saliento o crescimento da importância poder econômico e seu posicionamento à condição de tema prioritário (high politics) da agenda internacional nas últimas duas décadas do século XX.

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