PAY-AS-YOU-THROW. Um longo caminho para percorrer. - Caso de Óbidos - Filipa Silva Santos

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1 PAY-AS-YOU-THROW Um longo caminho para percorrer - Caso de Óbidos -

2 Estrutura 1 Introdução 1.1 Relevância do Tema 1.2 Objectivos 1.3 Constrangimentos 2 O que é o PAYT? 3 Tarifários Variáveis 3.1 Alternativas para implementação do PAYT 3.2 Tipos de tarifários PAYT 4 Caso de Estudo 5 Considerações Finais

3 1.1 Relevância do Tema Se a produção de RSU já foi entendida como indicador de desenvolvimento económico, o certo é que o aumento das suas quantidades contraria os objectivos de um desenvolvimento que se pretende sustentável; Hoje em dia é claramente conhecido que os resíduos representam um problema ambiental da maior importância em quase todos os países da UE, uma vez que representam uma perda de recursos materiais e energéticos e que as quantidades produzidas estão, de uma forma geral, a aumentar; O valor que os cidadãos pagam pelo serviço de recolha de RSU deveria cobrir o custo total da recolha, transporte e tratamento dos resíduos, deduzidos os eventuais proveitos decorrentes da sua valorização, o que raramente acontece em Portugal;

4 1.1 Relevância do Tema (cont.) As actuais taxas de resíduos não estão adequadas aos custos decorrentes da gestão dos RSU e não fomentam a adesão da população à separação de recicláveis e consequente deposição destes em ecopontos; PERSU II refere no Eixo III Quantificação e Optimização da Gestão de Resíduos através da Medida 2 que a sustentabilidade dos Sistemas de Gestão de RSU ( ) exige a implementação de sistemas de tarifários que traduzam os custos efectivos da gestão de resíduos em cada Sistema ( ).

5 1.2 Objectivos da Gestão de RSU Redução da quantidade de resíduos produzidos desacoplando o crescimento económico da produção de resíduos; Crescimento significativo das taxas de reciclagem; Desvio de resíduos urbanos biodegradáveis de aterro (decorrente da Directiva Aterros); Recuperação total dos custos através dos tarifários municipais de resíduos; Aplicação de forma eficiente e equitativa do princípio do poluidor-pagador através da adopção de tarifários adequados e que constituam incentivos económicos;

6 1.2 Objectivos da Gestão de RSU ( ) principio Pay-As-You-Throw (PAYT), pode ser uma medida eficaz para os objectivos da política de gestão, na medida em que constitui um claro incentivo, por via financeira, para promover a separação na origem e aumentar as taxas de recolha selectiva. ( ) a aplicação efectiva do PAYT implicará, numa primeira fase, a realização de estudos ( ) para a implementação de sistemas de deposição de resíduos que permitam a sua quantificação e pagamento em função do volume ou peso dos resíduos que se produz ( ). (PERSU II) Alteração do comportamento por parte da população em relação aos resíduos redução da quantidade produzida e incremento da separação. 3º Fórum Nacional de Resíduos Hotel Tivoli Tejo - Lisboa 22 de Abril de 09

7 1.3 Constrangimentos Acréscimo de custos dos novos serviços de recolha selectiva e das novas instalações de triagem e tratamento; Aumentos futuros das tarifas de destino final (incineração e aterro); Risco da evolução / alteração dos sistemas de recolha e tratamento de resíduos não ser acompanhada pela mudança de comportamento da população; Falta de incentivo dos sistemas tarifários actuais; Níveis de percepção pública dos custos decorrentes da gestão dos RSU baixos e intolerância para os aumentos previsíveis.

8 2 O que é o PAYT?

9 3.1 Alternativas para implementação do PAYT PAYT Adaptado de Reichenbach, 2008 ID utilizador ID contentor Individual Colectivo Volume Peso Volume Peso Sistema de pesagem incorporado ID contentor Sist. Pré-pago (etiqueta, código barras, ficha, sacos pré-pagos) Sistema de pesagem incorporado

10 3.2 Tipos de tarifários PAYT Em função do tipo de contentor e/ou frequência da recolha; Em função do número de sacos adquiridos ou pela aquisição de código de barras, RFID, etiquetas ou fichas; Híbrido com um nível de serviço mínimo fixo e o utente paga os níveis de serviço acima do nível básico; Em função do peso no contentor ou no veículo de recolha. Fonte: Reichenbach, 2005

11 3.2 Tipos de tarifários PAYT (cont.) Recolha porta-a-porta Tarifa por etiqueta Tarifa por saco Vantagens Opção 1 (cód. barras) Taxação mais regular; Mais fácil de monitorizar; Automação de dados. Menor tecnológico. Opção 2 (et. standard) investimento Facilidade de implementação, dado que a CMO já produz sacos para a recolha selectiva; Taxação mais real porque os volumes dos sacos são controlados. Desvantagens Etiquetas podem deslocar-se dos sacos; Podem ser utilizados diferentes volumes que conduzem a uma taxação errada. Maior tecnológico. investimento Tarifa mais irregular; Mais difícil de monitorizar; Falsificação de etiquetas. Não se pode reutilizar sacos. Eficácia (% redução de R. Indiferenciados) 32% 39%

12 3.2 Tipos de tarifários PAYT (cont.) Recolha por contentor Tarifa por recolha Tarifa por frequência de depósito Tarifa por peso (contentor) Tarifa por peso (veículo) Vantagens Menos dispendioso que os restantes. Incentiva a reciclar; Taxação automática. Incentiva a reciclar; Taxação automática. Incentiva a reciclar; Taxação automática; Todo o tipo de contentores. Desvantagens Não incentiva a redução de resíduos abaixo do limite; Sistema de taxas complexo; Perigo de despejo em contentores errados. Instalação de tecnologia dispendiosa; Só para contentores colectivos. Instalação de tecnologia dispendiosa; Só para contentores colectivos. Instalação de tecnologia dispendiosa; Perigo de despejo em contentores errados; Taxa mais justa quanto menos pessoas tiverem por contentor. Eficácia (% redução de R. Indiferenciados) 10% 80% 45% 47%

13 4 Caso de Estudo Recolha porta-a-porta Município de Óbidos A CMO já produz os sacos para a recolha dos resíduos diferenciados e portanto todo o sistema de fabrico e distribuição já está implementado sendo necessário apenas ajustá-lo para a taxação; É o sistema com menor custo de implementação; É simples e eficaz do ponto de vista operacional; Apresenta um sistema de taxação mais justo.

14 4 Caso de Estudo (cont.) Alterações no sistema Produção de mais um tipo de sacos, eventualmente com tamanhos diferentes; Definição de pontos de venda autorizados com terminal para o sistema informático de gestão e facturação ou em alternativa adaptação do sistema actual de distribuição de sacos para resíduos diferenciados de forma a permitir a taxação dos sacos para resíduos indiferenciados; Sistema informático de gestão e facturação com base de dados.

15 4 Caso de Estudo (cont.) Recolha por contentor Incentiva a reciclagem logo a diminuição de produção de resíduos indiferenciados; Taxação automática; Aplicável a todo o tipo de contentores, permitindo utilizar os contentores em uso no município; Aplicável a todo tipo de construção existente (horizontal ou vertical); Sistema autónomo e de fácil gestão; Monitorização e possibilidade de optimização de todo o sistema de recolha; Aplicável mesmo à distribuição actual de contentores permitindo que o aumento de contentores e a optimização de rotas de recolha possa ser implementada de forma gradual e iterativa.

16 4 Caso de Estudo (cont.) Alterações no sistema Diminuição do número de alojamentos associados a cada contentor; Legenda (alojamentos por contentor): 1 a 8; 9 a 16; 17 a 32;

17 4 Caso de Estudo (cont.) Alterações no sistema Identificação de cada contentor com um microchip; Facilitar a instalação de um sistema de cadeado gravítico por contentor aos utilizadores que o desejem; Instalação de um sistema de identificação, pesagem e recolha de dados no veículo colector de resíduos; Introdução de um sistema informático de gestão e facturação com base de dados.

18 1 Introdução 2 Caso Estudo 3 Metodologia 4 Caso Estudo 5 C. Finais 5 Considerações Finais COMPROMISSOS: Implementação gradual do sistema iniciado com um projecto-piloto em duas zonas e estender, faseadamente, às restantes zonas do concelho; Diminuir a distribuição de fogos por contentor, aumentando o número de contentores de forma a facilitar a personalização dos mesmos; Possibilitar a colocação de cadeados nos contentores a pedido dos utentes; Acompanhar a fase de testes do projecto com uma campanha de sensibilização pública para que os munícipes possam incorporar esta taxa como uma taxa mais justa do que a actualmente vigente; Optimizar periodicamente as rotas de recolha com base nos dados Filipa recolhidos. Silva Santos

19 1 Introdução 2 Caso Estudo 3 Metodologia 4 Caso Estudo 5 C. Finais 5 Considerações Finais (cont.) VANTAGENS: Diminuição da quantidade de resíduos indiferenciados produzidos; Sistema de recolha de RSU indiferenciados totalmente monitorizado e com dados actualizados; Quantificação de resíduos indiferenciados por utilizador ou conjunto de utilizadores (prédios); Controlo de fugas ao sistema; Conhecimento do padrão de produção dos utilizadores;

20 1 Introdução 2 Caso Estudo 3 Metodologia 4 Caso Estudo 5 C. Finais 5 Considerações Finais (cont.) VANTAGENS: Possibilidade de reavaliar e optimizar periodicamente o sistema de recolha de forma sustentada; Sistema de taxação mais justo que o actual de acordo com o princípio PAYT; Aumento da reciclagem e compostagem; Sensibilizar a população em relação aos custos dos resíduos, para o seu papel na diminuição dos mesmos e para a importância da reciclagem.

21 1 Introdução 2 Caso Estudo 3 Metodologia 4 Caso Estudo 5 C. Finais 5 Considerações Finais (cont.) DESVANTAGENS: Deposição ilegal de resíduos; Menores resultados em habitações multifamiliares; Possíveis impactos negativos em agregados de baixo rendimento; Resistência das populações e dos políticos à implementação de tarifários variáveis.

22 Resultado da aplicação do PAYT - Estudo Piloto - Dresden Fonte: Reichenbach, 2008

23 PAY-AS-YOU-THROW Um longo caminho para percorrer - Caso de Óbidos - Weber Portugal Engenharia e Projectos, S.A. Rua do Ferragial, n.º 38 2º Esq Lisboa Tel.: Fax.:

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