PESGRU - Plano Estratégico para a Gestão de Resíduos Urbanos em Angola

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1 PESGRU - Plano Estratégico para a Gestão de Resíduos Urbanos em Angola 1º CONGRESSO DOS ENGENHEIROS DE LÍNGUA PORTUGUESA 18 de Setembro de 2012

2 Agenda da apresentação do PESGRU I. Enquadramento do PESGRU II. Principais eixos estratégicos III. Programa de Implementação- Angola Limpa 2

3 I. Enquadramento do PESGRU Importância e premência de um plano para a gestão dos RU A gestão de resíduos A gestão de resíduos em Angola Constitui um indicador do nível de desenvolvimento das sociedades modernas É um dos problemas mais complexos das sociedades, com relevo político e social Uma gestão de resíduos ineficaz coloca sérios riscos a nível ambiental e da saúde pública Em curso programa de reconstrução, capacitação e alargamento das infraestruturas fundamentais a todo o país Empenho do Governo na prossecução dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio Crescimento demográfico e económico coloca forte pressão sobre o embrionário sistema de RU PESGRU - Plano Estratégico para a Gestão de Resíduos Urbanos 3

4 I. Enquadramento do PESGRU O Processo de Elaboração e de Consulta do PESGRU Mai 11 Jan 12 Mai 12 Jun 12 Nov 11 Jul 12 (elaboração do PESGRU) (revisão e consolidação do PESGRU) APROVADO EM Seminário Ministerial da Seminário sobre Arranque dos trabalhos de Workshop de apresentação Apresentação do PESGRU à CONSELHO DE MINISTROS CPLP sobre Saneamento desenvolvi- e discussão do Comissão gestão de ANGOLASAN mento do PESGRU Multi-Sectorial resíduos com participa- PESGRU para o ção multi- Ambiente sectorial 4

5 I. Enquadramento do PESGRU Consulta participativa e Multi-sectorial 4 fontes de informação Inquéritos Contributos de empresas do sector Visitas de campo Informação bibliográfica Respostas (em 2 fases) de ~80% das Províncias Operadoras de recolha Empresas fiscalizadoras Projectistas Gestores de infraestruturas Luanda, Benguela e Huambo (zonas com elevado volume de produção e práticas avançadas já implementadas) Contacto com aglomerados de menor dimensão (ex.: Sumbe, Porto Amboim, Cubal, Cáala, Ganda) Nacional (ex.: MINAMB, INE) Internacionais (ex.: FMI, Nações Unidas) Benchmarking da experiência em outros países (ex.: Portugal, Brasil, África do Sul) 5

6 I. Enquadramento do PESGRU - Pressupostos Projecções de crescimento acentuado de capitação e produção total de RU Capitação diária (kg/habitante/dia) Quantidade de resíduos urbanos (milhões de toneladas/ano) +76% +144% 6

7 II. Principais eixos estratégicos Abordagem orientada para metas claras dentro de horizontes temporais Acções de melhoria focadas nas áreas mais populosas (ex.: construção de infra-estruturas de deposição e recolha do passivo nas capitais de Província) 2. Acções de natureza estrutural (ex.: constituição da Autoridade Nacional/ Instituto de Resíduos) + 1. Acções de consolidação das bases lançadas na primeira fase + 2. Alargamento a todo o território das medidas inicialmente focadas em determinadas regiões do país (ex.: construção de infra-estruturas de deposição nas sedes de Município e recolha do passivo em todas as cidades) Horizontes temporais alinhados com i. Ciclos governativos ii. Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (2015 e 2020) e iii. Programa Angola

8 II. Principais eixos estratégicos 7 Eixos Estratégicos 4 Eixos de Acção Principais - 3 Pilares Programáticos Alargamento e optimização da recolha Alargamento indiferenciada e optimização da Implementação recolha indiferenciada de modelo de tratamento, valorização e deposição de RU Recolha e deposição do passivo existente Lançamento da recolha selectiva e estruturação dos fluxos específicos Formação e Sensibilização Modelo Institucional Modelo de Financiamento 8

9 II. Principais eixos estratégicos Eixo de acçâo #1 Incremento da taxa de recolha, garantindo a qualidade de serviço a um nível eficiente i. Incremento da taxa de recolha de RU para 2015: nas zonas urbanas estruturadas 100% 2020: nas zonas peri-urbanas 100% 2022: nos aglomerados das zonas rurais 80% (mínimo) ii. Garantir o nível de serviço (ex.: cobertura, frequência, qualidade dos meios): elaborar regulamentos Provinciais/ Municipais e ajustar os contratos com as operadoras iii. Assegurar a eficiência do serviço: implementar estratégia de adequação do tipo de meios às características de cada zona, e contribuir para a promoção da melhoria das infra-estruturas de base 9

10 II. Principais eixos estratégicos Eixo de acção #2 -Modelo de tratamento Solução assente em aterros, complementados com infra-estruturas de tratamento e valorização (CTV) Centro de Tratamento e Valorização (CTV) Aterro/ Vala Sanitária Ecocentro Centro/ Plataforma de Triagem Centro/ Plataforma de Compostagem Modularidade da solução proposta permite implementação faseada, diluindo investimento no tempo e acelerando arranque das infra-estruturas 10

11 II. Principais eixos estratégicos Eixo de acção #2 -Modelo de tratamento Abrangência nacional, com implementação faseada Aterro/ Vala Sanitária 2017 todas as capitais de Província 2022 todas as sedes de Município Centro/ Plataforma de Triagem % das capitais de Província até 2022 restantes capitais e em cidades com produção >70kton/ano após 2022 nas restantes cidades Ecocentro 2017 todas as capitais de Província 2022 todas as sedes de Município Dimensão da rede de CTV pode ser optimizada com Estações/ Plataformas de Transferência Centro/ Plataforma de Compostagem capitais de Província com centro de triagem restantes capitais e em cidades com produção >70kton/ano 11

12 II. Principais eixos estratégicos Eixo de acção #3 Recolha e tratamento da totalidade do passivo disperso e encerramento de lixeiras existentes i. Recolher passivo disperso e assegurar solução de deposição para o mesmo 2015: todas as capitais de Província 2020: todas as restantes cidades ii. Garantir o encerramento, selagem e requalificação ambiental das lixeiras em utilização, até

13 II. Principais eixos estratégicos Recolha selectiva e fluxos específicos Eixo de acção # 4 Bases para um sistema nacional de recolha selectiva e reciclagem e estruturar fluxos específicos i. Iniciar programas piloto de recolha selectiva: 2013: na cidade de Luanda 2017: em 50% das capitais de Província 2022: em todos os Municípios ii. Até 2022, cumprir com taxa mínima de reciclagem de: iii. Estruturar fluxos específicos de carácter prioritário (ex.: RCDs, embalagens, hospitalares) : definir regimes jurídicos : constituir e licenciar entidades gestoras Desde 2015 até 2025: operacionalizar soluções de gestão em todo o território 13

14 III. Principais eixos estratégicos Pilares Programáticos Formação e Sensibilização Programa de Acções de Formação Cursos de nível superior sobre a matéria Campanhas municipais de sensibilização Programas de sensibilização no currículo escolar Modelo Institucional Regulamento Geral de Resíduos Autoridade Nacional/ Instituto de Resíduos Sistema de Informação de Resíduos Serviço de controlo e fiscalização Promoção da iniciativa privada Modelo de Financiamento Aumento das dotações do Executivo Capitalização de fundos internacionais Capitalização de mecanismos de financiamento de carbono Sistema tarifário que garanta a sustentabilidade do sector 14

15 III. Programa de Implementação Programa de Implementação do PESGRU Desígnio nacional Monitorização contínua Princípios do Programa ANGOLA LIMPA Abrangência nacional Ambição e sustentabilidade Orientação para a acção 15

16 III. Programa de Implementação Planos de Acção Provinciais para o horizonte PESGRU - Plano Estratégico para a Gestão de Resíduos Urbanos (2012) Plano de Acção Provincial: Província A Plano de Acção Provincial: Província B Plano de Acção Provincial: Província n Aprofundar levantamento efectuado no PESGRU Caracterização da produção e composição dos resíduos Quantificação e caracterização do passivo existente Concretizar as medidas a implementar Dimensionamento e localização de CTV Identificação de necessidades de recursos humanos Criar condições para a efectiva implementação das medidas Calendarização das acções propostas Definição de responsáveis pelas mesmas 16

17 III. Programa de Implementação Impactes do Programa ANGOLA LIMPA SOCIAIS deflagração de epidemias doenças por causas ambientais acidentes com catadores suporte a cumprimento de ODM AMBIENTAIS emissão de Gases com Efeito de Estufa (no caso do CO 2, estima-se uma redução em 2025 de 89 a 201 ton equivalentes) poluição do ar, contaminação de solos, lençóis freáticos e cursos de água consumo de matérias primas virgens suporte a cumprimento de ODM ECONÓMICOS emprego (estimativa conservadora aponta para entre 10 e 20k empregos em 2025) valorização material e energética (ex.: uma CTV-G, que recebe anualmente 80 a 100kton de RU, tem um potencial de produção de energia eléctrica de 10GWh/ano) suporte a cumprimento de ODM potencial turístico 17

18 III. Programa de Implementação Cronograma alto-nível do Programa Angola Limpa Arranque do Programa de Implementação Nomear estruturas de Acompanhamento e Coordenação Quadro Legal e Institucional Regulamento Geral de Resíduos publicado em Agosto de 2012, e seguem os Regulamentos Especificos e o Processo de Constituição da Autoridade Nacional/ Instituto de Resíduos Financiamento do Programa Planear detalhadamente e orçamentar as iniciativas com arranque em 2012/ 2013 Elaborar candidaturas de projectos elegíveis para financiamento externo Planos Provinciais de Acção Elaborar documento orientador para a elaboração dos Planos Desenvolver e apresentar os Planos para aprovação Implementação e acompanhamento de outras iniciativas do Programa Exemplos: Programas de formação e sensibilização Projectos piloto de recolha selectiva e reciclagem 18

19 III. Programa de Implementação Metodologia de Implementação INICIATIVA E MOBILIZAÇÃO População COOPERAÇÃO E PARTILHA Outros Ministérios e Agentes Políticos MINAMB - Ministério do Ambiente Autoridades Provinciais/ Municipais PROXIMIDADE Agentes Económicos ORIENTAÇÃO PARA A ACÇÃO 19

20 PESGRU - Plano Estratégico para a Gestão de Resíduos Urbanos em Angola 1º CONGRESSO DOS ENGENHEIROS DE LÍNGUA PORTUGUESA 18 de Setembro de 2012

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