Jardins de Portugal. Cristina Castel-Branco. Cristina Castel-Branco

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1 Jardins de Portugal Cristina Castel-Branco Cristina Castel-Branco A240913_Capa_AF.indd 1 26/05/14 11:19

2 Norte 12 Casa de Nossa Senhora de Aurora 14 Palácio da Brejoeira 18 Quinta da Boa Viagem 20 Cerca do Mosteiro de Tibães 24 Mosteiro de Landim 28 Casa de Pascoaes 32 Quinta da Aveleda 36 Solar de Mateus 40 Quinta do Crasto 42 Quinta de Santo Amaro e Casa Pavão 46 Quinta de Vilegiatura dos Bispos de Miranda 48 Parque das Termas de Vidago 52 Santuário de Nossa Senhora dos Remédios 54 Paço da Glória Tejo Oeste Centro Porto 120 Casa-Museu Passos Canavarro 124 Convento de Cristo 76 Jardim do Bussaco Palace Hotel 82 Mosteiro de Santa Clara-a-Velha 86 Quinta das Lágrimas 92 Parque Verde do Mondego 96 Jardim Botânico de Coimbra 102 Parque Aquilino Ribeiro 104 Jardim do Paço Episcopal de Castelo Branco 106 Claustro do Silêncio, Jardim da Manga, Jardim da Sereia 114 Quinta da Ínsua 56 Villar d Allen 58 Jardim Botânico do Porto 62 Parque de Serralves 66 Parque da Cidade 68 Jardins do Palácio de Cristal 74 Fundação Engenheiro António de Almeida Lisboa Alentejo Concelho de Lisboa 128 Os Jardins-Miradouros de Lisboa 144 Quinta dos Azulejos 148 Jardins Garcia de Orta 152 Jardim Botânico da Ajuda 156 Jardim da Estrela 160 Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian 164 Jardim do Palácio Fronteira 170 Jardim Botânico da Faculdade de Ciências 174 Parque Vale do Silêncio 176 Parque do Monteiro-Mor Concelho de Sintra 180 Chalet da Condessa D Edla 182 Jardins do Palácio de Queluz 186 Convento dos Capuchos 192 Quinta da Penha Verde Concelho de Mafra 200 Jardim do Cerco Concelho de Setúbal 206 Convento da Arrábida 208 Parque do Bonfim 212 Quinta das Machadas 218 Quinta das Torres Algarve 234 Horta do Félix 222 Convento da Cartuxa 226 Quinta do General 230 Jardins do Paço Ducal de Vila Viçosa 236 Os jardins dos lagos na Ilha de São Miguel 238 Jardim das Furnas Terra Nostra Madeira Açores 254 Quinta do Palheiro Ferreira 258 Jardim Municipal do Funchal 242 Parque Florestal José do Canto 246 Jardim de António Borges 252 Jardim José do Canto

3 Jardins de Portugal Norte Casa de Nossa Senhora de Aurora Dentro do casco histórico de Ponte de Lima, a Casa de Aurora destaca-se quando a localizamos numa fotografia aérea. O conjunto do solar, jardins e mata, cercado por muros, tem uma dimensão que ocupa quase metade do aglomerado de casas e ruas. A mata ocupa cinco hectares, o jardim e os terrenos agrícolas estendem-se junto à casa por meio hectare. Todo o conjunto cria uma unidade indissociável que a família Sá Coutinho (condes de Aurora) soube manter inteira e íntegra até aos dias de hoje. Ponte de Lima não seria o que é sem a casa e as gentes de Aurora. A dificuldade em descrever este jardim prende-se com a impossibilidade de lhe fixar um estilo, um ambiente ou uma história. A Casa de Aurora é feita de muitos retalhos, de muita diversidade. Se disser que o jardim é romântico, logo me contradigo com a forte presença de uma fonte de espaldar barroca de onde Nossa Senhora de Aurora comanda um adro definido por bancos e onde a humidade permitiu um revestimento de musgo dos espaldares, dos bancos e do próprio lajedo do chão. Se disser que a colecção de plantas corresponde ao coleccionismo de plantas exóticas do século XIX, logo surgem os caminhos íngremes para a mata, ladeados de castanheiros e carvalhos da região (Quercus robur, Quercus pyrenaica e Castanea sativa) e onde, ao longe, do lado do rio, na extrema da propriedade, se destaca um ulmeiro de enorme dimensão, um dos últimos exemplares desta espécie de plantas de Portugal, que foi desaparecendo. Quando o proprietário 2 nos mostra a carreira onde os cavalos corriam e se treinavam, em linha recta cortando na mata um eixo que ocupa toda a largura da propriedade, lembramo-nos dos traçados do pied-de-poule, obrigatórios nos grandes jardins do século XVII. Contrastam estes espaços com os recantos ajardinados junto à casa, ensolarados, domésticos, com chapinheiro de pássaros e cadeiras para a conversa animada entre a família e quem chegue. Nesta fortíssima relação ancestral com o burgo, não nos esqueçamos que a quinta e o seu assento de lavoura recebe todos os anos a vaca das cordas, que pernoita no estábulo e é daqui que há séculos sai para as Festas Novas de Ponte de Lima. Há um pátio na parte posterior da casa completamente coberto de ramada, onde se tocam todos os espaços e se encontram os caminhos: o do jardim com o chapinheiro, o do final da mata, as casas dos caseiros, a entrada de serviço para a casa, o estábulo da Vaca das Cordas 3 que irá desassossegar as ruas em Setembro, marrando nos mais incautos e fazendo fugir os outros numa animação medieval que remonta à origem da nacionalidade. O jardim mais bem definido tem um traçado de caminhos sinuosos, um lago redondo, uma gaiola de pássaros, árvores exóticas entre as quais a árvore do papel (Morus papyrifera) é mostrada com orgulho tirando-se do tronco pedaços da casca que mais parecem um mil-folhas em pedaços onde se pode escrever. Duas araucárias (Araucaria bidwillii e Araucaria heterofila) e o maciço de bambus foram subindo acima das camélias e dos áceres vermelhos, e destacam-se quando se vê Aurora de longe com as serras recortadas que formam a outra margem do rio Lima. Às camélias de Aurora é preciso dar um destaque especial pela sua ancestralidade, pela sua boa adaptação ao clima do Norte de Portugal e pelo seu infalível cumprimento, florindo todos os anos em pleno frio de Inverno. Neste jardim as camélias, mais conhecidas por japoneiras, formaram um tecto por baixo do qual uma mesa de pedra convida a gozar a sombra e o grande muro de granito decorado de peças barrocas se vai cobrindo de musgo. A rematar o muro que corre ao longo de todo o jardim e o separa da mata, a tradição do Norte associou-se à tradição japonesa criando uma fusão inesperada: a latada de vinha, que no Verão forma uma superfície verde suspensa pelas barras de ferro, cobre um caminho recto que fecha em túnel. De um lado uma parede de cameleiras podadas a direito com aberturas em forma de janelas para o jardim e, do outro, um muro de pedra que as ervas daninhas foram cobrindo de pequenas flores. O encanto destas descobertas faz de Aurora um local em que a recordação antiga da vida no jardim é contada durante os passeios, em histórias passadas e anseios de manter no futuro a magia do ambiente de geração em geração. O jardim romântico da casa de Nossa Senhora de Aurora. 2 Embaixador João de Sá Coutinho que depois de uma vida de dimensão cosmopolita só desejava vir para a Casa de Aurora: «só quero Ponte de Lima, tranquilinho» e manteve a casa e o jardim com o empenho, o carinho e a sabedoria de quem quer continuar o património mantendo o mesmo o ambiente dos antepassados, para o legar à geração que se lhe segue. 3 Sobre a Vaca das Cordas, descreve-nos o conde Aurora no Almanaque de Ponte de Lima, 5.º ano, em «Já nos mais antigos e carcomidos alfarrábios guardados de há séculos na poeira dos arquivos fradescos ou camarários, se fala na corrida de toiros de Ponte de Lima», in <http://www.cm-pontedelima.pt>. «Em véspera do Dia de Corpo de Deus, ao final da tarde, milhares de pessoas aguardam impacientes defronte do portão da Casa de Nossa Senhora de Aurora que a Vaca das Cordas (actualmente um touro bravo) saia para as ruas e cumpra a tradição. Corre em direcção à Igreja Matriz, guiada por cordas, onde a praxe obriga a dar três voltas e, posteriormente, é encaminhada para o Largo de Camões. Até ao pôr do sol, no areal junto ao rio, as correrias, os trambolhões e as quedas sucedem-se». A fonte de espaldar com a imagem de Nossa Senhora de Aurora. Ponte de Lima 41º 46 12,41 N, 08º 34 56,10 W Visitas por marcação

4 Jardins de Portugal Norte O grande lago e as árvores que cresceram em seu redor. No início era um lago para regatas. São doze linhas dedicadas a todo o interior do hotel e uma só sobre o parque. De facto, nas fotografias da inauguração o edifício surge com grande imponência sobre a paisagem, pois não havia árvores em redor destes cem metros de fachada e cerca de vinte de altura, e o lago reflectia a imagem exacta do hotel. Mas hoje as grandes árvores plantadas à volta do lago cresceram bem acima dos vinte metros da fachada e todo o ambiente é criado por elas e pelo convite ao passeio pelo parque recuperado em 2010, integrando o pavilhão art déco original onde se ia beber a água da cura ou o chalet suíço... para a venda de tabaco. Em 1936 o Vidago-Palace Hotel «foi enriquecido com a abertura de um percurso de golfe de nove buracos, projectado por Philip Ross»32. Pioneiro de tantas novidades na hotelaria, o Hotel de Vidago terá sido também o primeiro a introduzir-lhe o complemento do golfe, mais uma marca do século XX. Para juntar a esta história de bom marketing e êxito, nos anos o hotel passou a ser ponto de encontro de férias das famílias da alta sociedade do Porto, tornando-se obrigatório ir a águas para o Vidago e encontrar outras famílias para alguns dias de férias e renovação pela água, pelo lazer e pelo social. É um jardim da viragem do século com bancos moldados nos primórdios da história do cimento mas ainda com formas naturalizadas com cascata, ponte e percursos em redor. Afiliado à cadeia Leading Hotels of the World hoje o campo de golfe tem dezoito buracos e, a 6 de Outubro de 2010, no dia dos cem anos da abertura, foi reinaugurado com um novo spa desenhado pelo arquitecto Siza Vieira e com a renovação da decoração e do parque, num ambiente que respeitou o momento em que foi criado. 31 Precy, Jorn, Le Jardin Perdu. Paris: Actes Sud, 2011, p O anúncio, fotografias e citação encontram-se no blogue <http://restosdecoleccao.blogspot.pt/> O pavilhão art déco onde se bebia a água termal. Neste parque desenhado na viragem do século, os bancos são moldados com formas naturalizadas em cimento correspondendo aos primórdios da história deste novo material.

5 Jardins de Portugal Porto Parque de Serralves Uma quinta junto à cidade é ainda o ideal do mundo ocidental. Inventada para o repouso do herói romano, longe da cidade, a vila romana surge para produção e recreio; e, em torno da casa, o jardim de topiária, a pérgula, as rosas, os lagos, os repuxos e as estátuas constituíam a forma mais visível do sossego desejado e criavam a transição para o espaço agrícola. Assim é Serralves, no Porto. Nos anos 1920, por decisão do conde de Vizela, nas casas de veraneio de família e em terrenos agrícolas emparcelados numa só quinta de dezoito hectares nasceu Serralves. A história do jardim e parque de Serralves é uma história de sucesso que nas últimas décadas nos foi inicialmente revelada por Teresa Andresen, a responsável pela transição de quinta privada para a abertura ao público como Fundação de Serralves, entre 1989 e 1994, e, posteriormente, por vários outros investigadores. A vista da pérgula para o roseiral de Serralves. Enquanto se cria Serralves, nas décadas de , o contexto mundial é instável. A criação artística, em grande fractura com o passado, ecoa esse momento civilizacional, mas o contexto artístico nacional é inesperadamente estabilizado pelo crescer de uma ditadura. Carlos Alberto Cabral, 2.º conde de Vizela, homem culto e viajado, herdeiro de uma próspera família, quer deixar a sua marca através da arquitectura, do jardim e da quinta, como o faziam na altura os barões da indústria e da banca «expressando em alvenaria e cimento, vegetação e propriedades os seus recursos financeiros recentemente adquiridos» 49. Para isso contacta com o que em arte se faz de melhor nesse momento no mundo. Em 1925 visita a Exposição de Paris 50 e encontra-se com os primórdios do modernismo já em ruptura com o movimento das artes decorativas e faz a sua escolha intuitiva, séria, mas também conveniente para o contexto nacional de uma ditadura pela estabilidade das artes decorativas. A escolha do arquitecto paisagista Gréber, famoso pelos jardins à la française que desenhara na América para milionários, para projectar os jardins para o conde de Vizela é a consequência desta escolha. Porto 1º 09 34,33 N, 08º 39 33,90 W Visitável

6 Jardins de Portugal Porto Armado em socalcos na encosta íngreme sobre o Douro o jardim é feito de recantos, fontes, passeios e o roseiral. O lago que hoje substituí o lago inicial desenhado por Florent Claes por volta de 1881 e que foi destruído para a construção do novo Palácio de Cristal em A Torre da Marca neste local do jardim orientava as embarcações a entrar na Foz do Douro. obras de Paris, a passarem à divulgação e à propaganda para dar a conhecer a nova Paris. O imperador Napoleão III confia a Napoleão- -Jérôme, seu primo, a organização da Exposição Internacional de 1855, que acolhe cinco milhões de visitantes, que com esta iniciativa podem apreciar também Paris e as suas atracções de cidade contemporânea e evoluída. À Exposição de Paris segue-se a de Londres em 1862, e em 1867 novamente uma exposição em Paris, a qual atinge quase sete milhões de visitantes, entre os quais o czar Alexandre II, o imperador Francisco José da Áustria-Hungria e o rei Guilherme da Prússia. Esta foi assim uma saudável rivalidade e competição a favor da qualidade urbana e do conforto público, e um sucesso exemplar conseguido graças a uma política urbana inovadora. Realmente, do ponto de vista dos parques e jardins, ela integrou o conhecimento botânico, a arte da paisagem, a ciência hidráulica e as novas tecnologias de bombeamento e adução de água, as novidades de construção em ferro de estufas e de viveiros, a homogeneidade das construções para os espaços exteriores (gradeamentos dos parques e dos squares, dos quiosques, portarias e casas de jardinagem), a estandardização do mobiliário urbano (bancos públicos, candeeiros, grelhas para o arejamento das caldeiras das árvores) e outras logísticas de obra que trouxeram grande eficiência e durabilidade às obras de parques e jardins. Não é de admirar que este sucesso viesse a gerar noutros países um movimento semelhante, nomeadamente com a construção da arquitectura de pavilhões em vidro e ferro, associados a exposições internacionais. No Porto, tanto estas visões como o sucesso das exposições agrícolas estiveram «na base da constituição da Sociedade do Palácio de Cristal Portuense, dinamizada por um grupo de cidadãos empenhados em que se destacavam Alfredo Allen e o médico António Ferreira Braga» 55. Grande parte destas novidades vão surgir no jardim do Palácio de Cristal, inaugurado em 1865 com uma grande exposição internacional, construção em metal e vidro que hoje com mágoa já não podemos apreciar. Era o símbolo deste momento alto da história pública da cidade do Porto mas foi destruído em Em redor do palácio, os jardins adjacentes foram desenhados por Émile David e vejamos o que nos diz sobre ele Sousa Viterbo, na sua «Notícia de alguns jardineiros e horticultores»: «Era alemão e veiu para o Porto em 1865 contractado pela empreza do Palacio de Crystal para dirigir os seus jardins que efectivamente delineou e plantou com muito gosto, revelando o seu apreciavel talento de architecto paizagista. Os seus trabalhos, em que se alliavam aos conhecimentos estheticos os conhecimentos botanicos, marcaram naquella cidade uma nova era para a arte da jardinagem.» 56

7 Jardins de Portugal Centro Jardim do Bussaco Palace Hotel Primeiro foi a escolha da paisagem e essa foi feita por homens que muito sabiam da contemplação da Natureza e do contacto com o transcendental, para onde a visão do mundo natural os transportava. Foram os frades carmelitas que procuraram lugar para o seu Deserto, onde rezar e estar longe de tudo. Ao descobrir o Buçaco deixaram escrito: «Aqui é vontade de Deus que se funde; murem este sítio, que tem nele o melhor deserto da Ordem: porque se agora inculto, rude e tosco, é o que admiramos, cultivado, será um paraíso terreal.» 60 Ao longo dos séculos tanto religiosos como leigos sentiram a força daquela paisagem e nela foram deixando a sua marca, juntando peças sobrepostas e difíceis de identificar, se não conhecermos a sua história. Quando hoje subimos ao Buçaco, por meio de densa vegetação, fragas e muito musgo, começamos ao contrário no tempo, ou seja, principiamos por uma paragem na Fonte Fria e no lago, ambos do século XIX e correspondendo às intervenções finais do Buçaco: começamos pois pelo fim. Subimos até à área aberta e plana onde assentam o palácio e jardins do Hotel do Buçaco, também imaginada no século XIX e construída até Tal como no Palácio da Pena, a construção romântica do século XIX absorveu e enquadrou a casa conventual do século XVII. Só depois, a partir do grande terraço do jardim florista luminoso e bem tratado, conseguimos entrar nos trilhos e na longa ascensão pela mata, pela paisagem sacralizada do século XVII, até à Cruz Alta pela Via Sacra com os Passos de Cristo marcados por capelas. Hoje o Buçaco concentra na sua serra a marca humana religiosa que exaltava a Natureza através de Deus, usando a água das fontes, as vistas, a vegetação e as construções sóbrias e modestas do século XVII e XVIII; mas no mesmo espaço se veio instalar o recreio romântico, a exaltação das emoções estéticas pela proximidade da Natureza que o século XIX «inventou» e trouxe a todos através do turismo e da hotelaria. O Buçaco tem dois tempos e convém apresentá-los separadamente. Primeiro foram os carmelitas que se encantaram pela paisagem, e em 1628 principiaram a construção, instalando-se nela em «O mosteiro era edifício vasto e espaçoso no seu todo; as oficinas porém são acanhadas e humildes e fabricadas de materiais rudes e toscos.... em muitos sítios subsiste granito bruto.» 61 Deste mosteiro ou deserto já pouco existe pois sobre ele foi construído o Palace Hotel com arquitectura tardia do século XIX, mas reconhecemos hoje no sítio o frontispício da igreja que «tem três arcos, mas mui limitados e toscos... para os quais se sobe por alguns degraus dão entrada para o pequeno zagão quadrado ladeado de assentos cujas paredes são forradas de cascalho e o tecto de cortiça» 62. Apesar de confundidos com a presença fortíssima do palácio hotel neomanuelino, a grande marca da construção deste deserto era a sobriedade, a grandeza sem fausto, a intimidade com a Natureza levada ao ponto de se deixarem as grandes fragas de granito dentro da construção humana e se revestirem as paredes a cascalho, ou seja, o que designamos de embrechado enriquecido no Palácio Fronteira, também seiscentista, mas que no Buçaco tem apenas pedras pretas, brancas e ocre, sem conchas nem vidros nem porcelanas. «O embrechado ou a cortiça representavam a pobreza mais pobre.» 63 Este despojamento que se funde com o amor à Natureza é talvez o que mais nos interessa na obra do Buçaco no século XVII e já foi interpretada do ponto de vista místico como uma arquitectura aludindo a Jerusalém «que fazia referência directa à gruta de Elias, o refúgio do Profeta [...] e dos primeiros eremitas nas faldas do Carmelo [...] O embrechado remetia assim para a Terra Santa, a origem lendária da ordem do Carmo» 64. Os carmelitas foram então criando uma nova paisagem construindo uma cerca de quatro quilómetros que evitava que a população viesse recolher lenha, e todos os anos plantando nela árvores silvestres. É assim que os primeiros Cupressus lusitanica são identificados por Tournefort, botânico francês que visitou Portugal e os descreve em 1686 no Buçaco, e no poema «Soledades do Bussaco», de D. Bernarda Lacerda, são referidas muitas espécies que Ilídio de Araújo identifica cientificamente: «corresponderão às seguintes espécies: Acer pseudoplatanus, Junniperus communis, Fraxinus angustifolia, Quercus robur ou Pyrenaica, Ulmus Glabra, Cupressus sempresvirens stricta, Laurus nobilis, Populus nigra, Amygdalis communis» 65, permitindo-nos imaginar a serra com árvores variadas e novas, obra dos monges carmelitas. O parterre de buxo é rodeado por um passeio em pérgula coberto de glicínia de cachos longos violetas em plena floração no final de Março. Mealhada 40º 22 31,39 N, 08º 21 55,61 W Visitável

8 Jardins de Portugal Centro «É curioso ter sido sempre esse buxo tosquiado com todo o cuidado e sem intervallo de um anno desde a sua plantação, única forma como se explica a sua perfeita conservação [ ]» A grande alameda leva ainda a uma cascata onde a água e o granito irregular se confundem, criando um efeito de plena Natureza tão apreciado no século XIX. Terá sido nessa altura que se instalou face à cascata, junto ao lago que recebe a água, a mesa para se estar ou se almoçar. O final da alameda oferece uma apoteose surpreendente pelos materiais, pelo tema e pela composição: um grande painel de cerâmica esmaltada em baixos relevos apresenta-nos São Francisco de Assis. No entanto esta adição do século XX 99 corta o eixo, tapando a vista que dali permitiria aumentar a perspectiva para a paisagem como se fazia em França, colocando uma estátua cuja silhueta apontava sem bloquear a vista para os terrenos longínquos ou quando estes eram inclinados, perdendo-se infinitamente no céu. O jardim junto do palácio tem sido apelidado de jardim à francesa mas é simplesmente um jardim geométrico com um eixo curto, ao contrário dos jardins franceses, e construído sobre um terraço que só consegue ser plano por ter um muro de suporte alto tal como acontece nas colinas da Toscânia. Para além destes traços «importados» dos jardins estrangeiros, o Jardim da Ínsua tem características que não pertencem nem aos jardins italianos do século XVI nem aos franceses do século XVII. Neste terraço temos três dos elementos próprios ao jardim português: o grande lago onde se espelha a fachada do palácio, os canteiros de buxo topiados onde em vez de parterre de broderie temos uma escolha de plantas rústicas como as rosas, as bergénias e os agapantos vivazes, capazes de se manter durante grandes períodos sem rega nem manutenção, criando efeitos de cor e volume dentro do perímetro de buxo. Mas a presença mais forte é a das camélias, arbustos exóticos de colecção que na Ínsua cresceram mais de dois metros em forma de túnel, juntando as copas e criando abrigos redondos que circundam o lago. A manutenção deste jardim é-nos assim descrita: «É curioso ter sido sempre esse buxo tosquiado com todo o cuidado e sem intervallo de um anno desde a sua plantação, única forma como se explica a sua perfeita conservação. Tem paredes de buxo, murta e cedros, com formas rigorosamente geométricas. Consta que o cargo de jardineiro tem sido sempre exercido pela mesma família, dos Thiagos. Eu já conheci três gerações e não deve isso ter concorrido pouco para a perfeita conservação dos jardins.» 100 Jardineiros e proprietários criam amizade e respeito mútuo, conseguindo assim que jardins se vão mantendo com muita dedicação e se tornem património nacional que pode agora ser apreciado à distância de dois séculos. Rei, Manuel A., Sexta reunião Magna de Rotários Portugueses, Figueira da Foz, 1941 Sofia Raimundo, in Castel-Branco, Jardins com Historia, INAPA, Lisboa, 2000 p Raimundo, Sofia, Jardins com História (coord. Castel-Branco, Cristina). Lisboa: INAPA, 2000, p Loureiro, Marques, «A Quinta da Ínsua», Jornal de Horticultura Prática, n.º 1, Porto, Muitos dos elementos românticos que se podem encontrar no jardim são da autoria de Nicola Bigaglia, arquitecto italiano que dirigiu os trabalhos de beneficiação na quinta, na viragem do século XIX para o século XX. 100 Descrição do então proprietário, Manuel de Albuquerque, transcrita por Viterbo, Sousa, A Jardinagem em Portugal, série II, Coimbra, 1909, pp LOUREIRO, Marques, A Quinta da Ínsua in Jornal de Horticultura Prática, nº1, Porto, 1890 Muitos dos elementos românticos que se podem encontrar no jardim são da autoria de Nicola Bigaglia, arquiteto italiano que dirigiu os trabalhos de beneficiação na quinta, na viragem do século XIX para o século XX

9 Jardins de Portugal Lisboa Jardim da Estrela Lisboa 38º 42 52,88 N, 09º 09 33,17 W Visitável O Jardim da Estrela é hoje um dos jardins mais frequentados de Lisboa durante todo o ano e por todas as camadas da população. Quem o construiu merecia um louvor ou uma homenagem, mas infelizmente a história dos jardins não é celebrada como é a dos monumentos. Quatro homens devem ser a esse propósito relembrados, dois deles políticos: António Bernardo da Costa Cabral, liberal e presidente do Conselho de Ministros, cuja força política levou por diante a obra, e o presidente da Câmara de Lisboa Dr. Laureano Luz Gomes, médico higienista que impulsionou a criação de um espaço aberto e plantado para o bem-estar e saúde da população de Lisboa. O terceiro é o rei D. Fernando já com a experiência adquirida na criação do seu jardim paisagista na Tapada das Necessidades e o seu parque romântico da Pena em Sintra, que emprestou o seu jardineiro Bonnard (a quarta personagem) para delinear e plantar o jardim. E, finalmente, os lisboetas estão de parabéns pois o jardim foi feito por subscrição pública. O financiamento para a compra do terreno e construção do jardim surge da burguesia e uma colecta reuniu donativos suficientes vindos de todos, e especialmente de mecenas enriquecidos: Manuel José de Oliveira, barão de Barcelinhos, e mais tarde Joaquim Manuel Monteiro, a quem o rei D. Luís dá como recompensa o título de conde da Estrela. Quando se inaugurou em 1856, o Jardim da Estrela chamava-se «Passeio da Estrela» e é uma manifestação da vontade de uma burguesia lisboeta orientada pela moda de outras capitais da Europa culta, mas também atenta a um novo fenómeno que emergia pela mão da família real: o interesse pela Natureza, o conhecimento das plantas, o gosto pelos jardins que D. Fernando II, o rei paisagista, tanto impulsionou. Quando se abriu a Avenida Infante Santo, o traçado dos engenheiros cortava o Jardim da Estrela a direito e ao meio, ligando-a ao topo da Avenida Álvares Cabral. A população de Lisboa insurgiu-se e opôs-se valentemente e com manifestações de rua, fazendo os decisores mudar o traçado que hoje sobe e desce, contornando o jardim. O terreno do Passeio da Estrela fazia parte da cerca do convento dos beneditinos que a expropriação das ordens religiosas em 1834 tinha deixado sem uso. Os cerca de quatro hectares bem localizados, com vista para o Tejo, livres de construções, tornaram-se, a meio do século XIX, o sítio certo para a construção de um passeio público. A qualidade da composição do Jardim da Estrela em linhas naturalistas revela uma mão segura e um bom conhecimento dos terrenos de Lisboa e sabemos que ao lado de Bonnard esteve um jardineiro paisagista experiente, João Francisco da Silva 137. O terreno é deixado com as suas formas naturais, com duas entradas na parte plana a nascente e a sul, e um gradeamento de oitocentos e oitenta e oito metros, robusto e assente sobre muro de pedra, que limita o jardim e abre também a norte e no cimo do jardim a noroeste, com mais três entradas. A modelação do terreno, parte essencial do desenho de um jardim, acentuou a topografia natural criando uma gruta em rocailles na parte mais baixa e uma colina artificial conhecida pela montanha-russa, na zona sul, a servir de miradouro, abrindo vistas sobre o Tejo. O projecto soube destinar os usos certos aos locais certos ou seja, na parte plana, dois grandes lagos de formas naturais que reflectem o verde dos cedros, magnólias e tílias e a descer do ponto mais alto mais três pequenos lagos em patamares, ligados por cascatas que seguem a encosta. Durante o furacão de 1941 caíram duzentas árvores, mas ficou de Bonnard e João Francisco a marca de qualidade na escolha do local para cada espécie e o cuidado na plantação que permitiu um bom arranque para o desenvolvimento máximo de cada árvore. A cada espécie o seu lugar certo; a zona dos catos bem exposta a sul e vigiada por uma Dracaena draco, um imenso Ficus macrophyla a sair da água do lago, os cedros-do-líbano e atlântica nos solos profundos, os plátanos ao longo dos caminhos serpenteantes, à entrada do jardim uma Gingko biloba e uma Chorizia speciosa que floresce em Novembro, e a alameda de Celtis Australis, as mais robustas árvores urbanas junto ao gradeamento da rua que sobe. Árvores bem plantadas que atingiram portes enormes, e na zona mais sombria, junto ao convento, na parte mais húmida e de solos ácidos, uma encosta de Clivia miniata, Aucuba japonica, azáleas e o chão revestido a Ophiopogon. Uma das imagens de marca do jardim é o coreto, em ferro, projectado por Soares de Lima em Outro exemplo é o pavilhão do jardim-de-infância, construído em 1882 por José Luís Monteiro, que serve exactamente as ideias higienistas da época: dar às crianças do meio urbano um contacto com a Natureza garantindo-lhes um desenvolvimento que inclui o despertar para a beleza do mundo natural. Tal como nos jardins públicos de outras capitais, o jardim oferecia várias actividades de lazer: uma biblioteca, um quiosque que serve de bar e que se mantém ainda hoje, o coreto onde se dão concertos no Verão e à volta do qual ocorrem feiras como a de plan- Uma das entradas do jardim está no enfiamento do eixo da simetria da Basílica da Estrela e é ladeada por uma Gingko biloba e um pinheiro manso.

10 Jardins de Portugal Alentejo Nunca pude entrar no Convento da Cartuxa porque as mulheres ficam atrás da grade e só entram os homens. É a clausura da ordem de São Bruno (nascido no século XI e fundador da Ordem da Cartuxa) e integralmente respeitada pelos sete frades que vivem no Convento da Cartuxa em Évora e que tomam conta deste lugar de retiro, oração e vida simples. Andei pela cerca e à volta do muro que envolve o convento para perceber como se mantinha na paisagem alentejana aquela grande construção pensada para cerca de sessenta frades, e confirmei aquilo que nos livros é repetidamente afirmado: o Aqueduto da Água de Prata foi terminado em 1537 e a localização do convento foi escolhida depois, recolhendo dele a água suficiente para abastecer este grande convento e a sua comunidade. A mãe-d água ligada ao Aqueduto da Água de Prata fornecia todo o convento. Convento da Cartuxa O valor da água na paisagem árida revela-se pela qualidade arquitectónica da mãe-d água que surge no meio do campo, entre oliveiras milenares, desenhada com um inusitado requinte de ornamento que inclui bancos, escadaria e um mirante onde se sobe à altura do aqueduto e se vê a planura alentejana rodeando a cidade de Évora. A partir dali a água era levada por um ramal do aqueduto até à cisterna do convento e distribuída de forma a poder servir os frades e o seu grande claustro (noventa e oito metros de lado) que é a peça escondida do convento com mais valor para a história da arte dos jardins 201. Se não soubesse que eram da Cartuxa, julgaria que as fotografias do claustro que me chegaram mostravam um jardim islâmico de laranjeiras e ciprestes, com caminhos limitados por buxo talhado e fechado por uma arcaria, como um oásis nas planícies áridas da Andaluzia. Como se a paisagem e a longa tradição árabe de gerir a escassez da água se impusesse ao jardim, na escolha das plantas que aguentem o clima, na composição arquitectónica que proteja da aridez, na localização da água para distribuição. E que essa imposição fosse mais forte que a religião escolhida. A surpresa foi enorme, tão grande quanta a emoção pela beleza do jardim assim mantido pelos frades que, zelosos de consagrar o seu Deus, haviam colocado sobre a fonte central uma pequena imagem da Virgem que o fotógrafo atentamente recolheu. A «Escada do Céu» é o tema religioso que se celebra neste convento criado por iniciativa de D. Teotónio de Bragança por volta de Na grelha de entrada lê-se «Scala coeli» e é anunciada a ideia que lá dentro se constrói, através de muitas orações diárias e do despojamento da vida, uma escada para o Céu. Na altura em que o convento foi construído Portugal era um país muito rico, ou melhor, Portugal deixara de ser um país e fora integrado no império dos reis de Espanha mas, havendo dinheiro, a construção do convento respeitou as grandes dimensões de um belo projecto para o convento, tradicionalmente atribuído a Fillipo Terzi; teve também, segundo investigação recente 202, a colaboração do frade escultor e arquitecto Giovanni Vicenzo Casale (Florença, 1539-Coimbra, 1593). As plantas e cortes do convento encontram-se na biblioteca de Madrid mostrando que se seguiu com rigor o projecto e, tal Évora 38º 34 53,08 N, 07º 55 08,86 W Fechado ao público

11 Jardins de Portugal Algarve Horta do Félix Entra-se por uma cerrada alameda de palmeiras numa quinta de nove hectares no coração do Algarve. A produção de azeite ressurgiu aqui e atravessou já para o século XXI com um olival cinzento sulfatado a branco, muros caiados da cor da terra, as oliveiras novas dando azeitona boa e azeite virgem extra feito com tecnologias de ponta e de tal qualidade que obteve privilégios de consumidores estrangeiros que só deste bebem. A maquinaria foi instalada num lagar onde outrora os romanos faziam também azeite e onde os arcos em volta perfeita nos fazem sentir numa catedral! Sabia-se que o Algarve em tempos havia dado bom azeite, mas ao longo do século XX a mosca da azeitona Brachtocera olea foi-se alastrando, deixando o ovo no fruto tenro, fazendo danos sem fim e estragando o gosto do azeite. Os lagares foram fechando e o saber foi desaparecendo. Foi preciso um dono persistente e sabedor para que a terra voltasse a dar o que já dera e o líquido transparente que iluminou durante séculos o Mediterrâneo, voltasse a aparecer em Moncarapacho pela mão de Detlev van Rosen que escolheu o próprio lagar para sua casa, pintando-a também da cor da terra para nela se camuflar na paisagem algarvia. O olival novo como um jardim de beleza e brilho, bem mais adaptado ao clima do Algarve que um relvado verde, cobre a terra só precisando de rega na Primavera. Produção de uma agricultura de «soma zero», onde o que se extrai da terra e do ar volta a eles através do composto feito do engaço da azeitona, que ao fim de um ano é espalhado de novo. Depois da colheita, em Novembro, entram neste jardim de cores ocres doze porcos com argolas no focinho que se alimentam unicamente dos frutos magoados que caíram ao chão e não estragam a terra, pois a argola impede que refocilem. Comem, engordam e vendem-se seis meses mais tarde deixando o olival limpo, sem a mosca. A quinta e lagar têm as suas raízes na Lusitânia Romana, ali ao lado passa a estrada romana de Moncarapacho do porto de Balsa a Beja, e as mós são enormes pedras com um metro de espessura. O sistema de rega dependia de quatro noras e de uma sábia distribuição de água pelas caleiras. Uma delas corre ainda ao longo de uma pérgula baixa com esteios circulares muito largos, em alvenaria caiada da cor da terra, e dizem que atrás das vinhas penduradas em traves entre cada coluna, o vizir vigiava de cima os trabalhos nos campos. Sobre a pérgula estendem-se várias trepadeiras ou plantas que por ela subiram com flores coloridas: plumbago azul, thumbergia cor de laranja e amarelo, bouganvillea rosa-violeta, vinha sobriamente verde, jasmim branco e, junto do velhíssimo poço que remata a pérgula, a Macfadyena unguis-cati de flor amarela. A casa da Horta do Félix é rodeada de plantações que estão preparadas para o aquecimento geral do globo; uma alameda de Ficus nitida, uma grande árvore africana Terminalia excelsea heroína na procura de água no solo, Rosmarinus prostrata que parece viver sem água cobre quase todos os canteiros e contra os muros florescem de surpresa os catos de uma colecção, que não pertencem ao contexto algarvio... mas que o dono plantou antecipando as alterações climáticas que se vão aproximando e ameaçando com um aumento de aridez. A Horta do Félix estará preparada para se aguentar com plantas vivas, mas o que irá acontecer a tantas outras? A nora antiga com a qual se alimentava de água o lagar de azeite. O olival cortado pela alameda de palmeiras e um jardim tratado que ocupa uma parte da quinta. Faro 37º 05 24,30 N, 07º 47 21,41 W Visitas por marcação

12 Os jardins dos lagos na ilha de São Miguel Na ilha de São Miguel antigas crateras transformaram-se por vezes em lagos, como a das Sete Cidades, a do Fogo e a das Furnas, e nelas situam-se os três jardins descritos. Para além dos cones vulcânicos e das crateras, os vestígios da actividade vulcânica da ilha vêem-se e sentem-se. O clima nestas ilhas é influenciado pelas áreas de alta pressão atmosférica, é marítimo temperado, húmido e chuvoso, muito instável e sujeito a chuvas durante o Verão. A temperatura média anual de 17,5º C, com baixa amplitude térmica, é extremamente favorável para a aclimatação de plantas de outras regiões do mundo, factor determinante para a introdução das novas espécies nos parques e jardins dos Açores durante o século XIX, que se desenvolveram quase espontaneamente a par da vegetação indígena. Em São Miguel toda a história dos jardins roda em torno da produção de laranjas. Os citrinos foram introduzidos na ilha de São Miguel c e Gaspar Frutuoso mencionou a existência destas árvores na ilha. O que tornou esta planta importante para a economia das ilhas foi o embarque de laranjas directamente de São Miguel para Londres, exportação que teve início em 1794 e o seu apogeu em Chegavam barcos de Londres entre Maio e Setembro e a produção era substancial. Muitas das fortunas do século XIX que mais tarde possibilitaram a construção de palácios e jardins resultaram do negócio das laranjas; não só a beleza dos laranjais se equiparava à de um jardim, como também o ciclo das laranjas nos Açores era acompanhado pelo ciclo da paisagem e dos jardins românticos na zona dos lagos, uma vez que o dinheiro das laranjas constituía um benefício permanente para a ilha, a todos os níveis sociais. Era preciso proteger os laranjais dos fortes ventos que atravessavam o Atlântico, por vezes com forças superiores a cem quilómetros por hora, que assolavam as ilhas com uma força tremenda e aos quais se associava um terrível inimigo da vegetação: o sal. Contra este inimigo constante foram construídas sebes vivas, recorrendo ao uso de vegetação perene e resistente ao sal, como Banksia integrifolia, Myrica faya e Pittosporum undulatum, construindo compartimentos verdes naturais que embelezavam a paisagem a curto e a médio alcance. A estes laranjais foi acrescentado um pormenor: o mirante que servia para controlar a entrada dos navios ingleses no porto de Ponta Delgada. Estes mirantes pontuam a paisagem, estruturas caiadas de branco contrastando com o basalto escuro usado na sua construção, erguendo-se acima dos verdes que protegiam os preciosos laranjais. Entre 1877 e 1890 a produção reduziu-se drasticamente devido ao surto de Coccus hesperidum, a «lágrima» que assolou as ilhas dos Açores, pondo fim ao período de bem-aventurança. A emigração recomeçou, os jardins foram praticamente destruídos e a paisagem mudou. Torna-se assim fácil explicar a localização destes três jardins ao abrigo das crateras, onde as plantas podiam crescer sem estar sujeitas a destruições periódicas: ali, o solo, a humidade permanente, as temperaturas amenas e as paredes da cratera criavam um paraíso onde podiam medrar perto do lago, tornando-se parte integrante daquela paisagem extraordinária. Nos meados do século XIX este cenário ideal tornou-se o palco de um fenómeno nascido do entusiasmo pela colecção de novas espécies. Os detentores das grandes fortunas da ilha aderiram à moda, já bem enraizada na Europa, que consistia em experimentar e trocar novas plantas, criando vastos jardins para introduzir e aclimatizar o maior número de espécies possível. Ao virar do século já tinham sido introduzidas cinco mil espécies na ilha de São Miguel e plantados dois milhões de árvores A lbergaria, Isabel Soares de, Quintas, Jardins e Parques da Ilha de São Miguel Lisboa: Quetzal Editores, 2001, p. 113.

13 O clima húmido dos Açores e os solos basálticos fazem com que a vegetação de origem japonesa como as camélias e as criptomérias encontrem um habitat perfeito. A criação do jardim das Sete Cidades foi bem documentada por Isabel Albergaria e sabemos que em 1851 António Borges estava empenhado em empreender algumas obras nas Sete Cidades, incluindo estradas e melhorias a nível de entretenimento. «Dedicou-se de corpo e alma a um projecto a que chamou a construção de uma paisagem ajustada às qualidades do local» 227. É muito interessante assistir à emergência de conceitos chegados directamente da Europa sem terem passado pelo continente português, e ao facto de António Borges ter começado a construir a sua casa de veraneio com base em catálogos de casas de campo e paisagens inglesas. Do ponto de vista da arquitectura paisagista, os elementos mais interessantes eram a localização da casa, que devia ser um marco da presença humana nesta paisagem natural única, e os caminhos ao redor do lago que permitiriam a descoberta de ângulos especiais de onde apreciar a vista dos lagos e da cratera, seguindo o desenho natural das margens lacústres. Por isto se confirma que António Borges seguiu e contribuiu para o desenho, por forma a criar o seu sonho de «ajustar às qualidades do local», observação que nos poderia levar a Capability Brown, reconhecido pelo seu talento na área dos jardins e pela capacidade de revelar a beleza potencial de um lugar reforçando as suas qualidades naturais. Grande parte das plantações foi acrescentada entre 1853 e 1855, com espécies originárias da Austrália: Bankisia, Metrosiderus, Melaleuca, Eucaliptus, Proteas, Dammara australis, uma Clethra quercifolia e Olea emarginata da Nova Zelândia. As coníferas eram principalmente Cupressus e Cryptomeria japónica. Encontrou-se com o jardineiro François Joseph Gabriel na Bélgica, em 1853, que acompanhou António Borges nas suas viagens por Paris e Londres, para seleccionar e encomendar plantas para as Sete Cidades. Para se visitar a lagoa de barco, foi construída uma casa de barcos e os visitantes tal como no Yankee Hall das Furnas eram convidados a remar no grande lago. Há também registo de naturalistas que vieram estudar a área e foram guiados pelo próprio António Borges. Entre estes conta-se Edmond Goëze (jardineiro-chefe do Jardim Botânico de Lisboa), Hratung, Morelet e Drouët tendo o último publicado o Azáleas talhadas em bolas e uma arquitectura onde contrasta a cal e as ombreiras escuras dão uma identidade única aos jardins dos Açores. António Borges «dedicou-se de corpo e alma a um projecto a que chamou a construção de uma paisagem ajustada às qualidades do local».

14 Jardins de Portugal Madeira Quinta do Palheiro Ferreira Um jardim que ganhou o Prémio Relais & Châteaux não é coisa pouca, pois a exigência desta cadeia de hotéis é muita alta e os premiados jardins dos seus hotéis têm que apresentar beleza, maturidade, excelente manutenção e diversidade. Mas não foi para mim uma surpresa: a beleza deste jardim tem sido louvada por muitos viajantes desde o século XIX 230 tanto pela escolha do sítio (quinhentos e cinquenta metros acima do mar, num planalto a leste do Funchal, com uma vista sublime) como pela sua rica história na arte de jardins. A quinta, inicialmente com duzentos hectares, aproveita a água de uma levada 231, conhecida por Levada do Blandy, que traz água das nascentes do alto, descendo por um canal que ali fica disponível para a rega do jardim e dos socalcos agrícolas iniciais. O jardim, com treze hectares, é também conhecido pela colecção de camélias, a mata de carvalhos, os cedros, os castanheiros, os liriodendrons, as sequóias e gingkos que foram plantados pelo proprietário inicial, conde de Carvalhal, há dois séculos, na viragem do século XVIII para o XIX, tendo atingido grandes dimensões e formando um cenário sobre o qual os proprietários seguintes, os Blandy, trabalharam para melhorar os efeitos da cor e do encanto das flores com a grande sabedoria em horticultura de Milfred Blandy 232. Um jardim tem de ser amado para ser total, e a sucessão de proprietários garantiu a este jardim um contínuo de amor e dedicação que o foi tornando cada vez mais diverso, com plantas mais bonitas, recantos de grande beleza e a cada década mais completo. Em 1804, o conde de Carvalhal, o homem mais rico da Madeira, manda construir a casa: «Diz a tradição que o jardim foi desenhado por um jardineiro paisagista francês. Duzentos homens trabalharam na propriedade. O parque foi feito com largas avenidas de plátanos e castanheiros, caminhos que se intersectam, lagos e canteiros de flores e, o Balançal uma torre elegante construída no ponto mais alto.» 233 Poderia pertencer esta torre à série dos mirantes que os jardins da Madeira possuem e onde se vai passear, ver o Funchal e o mar 234. Em 1885 veio a família Blandy tomar posse deste lugar e o jardim passa a ser uma prioridade e uma peça essencial da quinta. É dessa altura a casa traçada pelo Arquitecto. George Clarke Jr., construída por volta de 1889, com os seus jardins formais desenvolvidos em socalcos que permitem manter o solo profundo para as plantas numa topografia tão declivosa. Considerando a tendência para as formas geométricas dos jardins da Madeira, Gerald Em 1804, o parque foi feito com largas avenidas de plátanos e castanheiros, caminhos que se intersectam, lagos e canteiros de flores. Funchal 32º 39 29,53 N, 16º 52 01,65 W Visitável

15 Jardins de Portugal Madeira Na Quinta do Palheiro Ferreira coexistem duas espécies de jardins: em frente e abaixo da casa, o geométrico main garden com um eixo central e obedecendo a linhas regulares e o de Lady Blandy, também em linhas geométricas, com uma colecção notável de exóticas que florescem no clima ameno da Madeira em cores vibrantes, depois a Ravina, jardim natural e sublime. Há taludes revestidos com um mixed border muito original, plantado com espécies endémicas da Flora das ilhas como a Dracaena draco, a Euphorbia tuckeyana, a Scilla maderensis, a Erica scoparia ssp. azorica e o Berberis maderensis. Luckhurst repara que «para um jardim de montanha, este tem surpreendentemente uma extensa área plana» 235 admitindo que os socalcos agrícolas foram transformados em jardins de terraços, obrigando a uma geometria de linhas rectas. Cita também Charles Thomas Stanford: «No seu livro Leaves from a Madeira garden (1909) [ele] faz um interessante comentário à cerca do velho conflito entre o [jardim] formalista e o naturalista.» E assim ficaram a coexistir duas espécies de jardins: em frente e abaixo da casa, o geométrico main garden com um eixo central e obedecendo a linhas regulares e o de Lady Blandy, também em linhas geométricas, com uma colecção notável de exóticas que florescem no clima ameno da Madeira em cores vibrantes; e como jardim natural a ravina que existia numa extrema da quinta onde se plantaram fetos, se criaram caminhos sinuosos e nasceu um jardim naturalista com o nome de Ribeira do Inferno. A casa da quinta inicial é hoje um hotel da cadeia Relais Châteaux e os terrenos agrícolas foram ocupados por um golf, constituindo um conjunto hoteleiro de grande qualidade e originalidade. As formas de recolha e distribuição de água na Madeira dependem das levadas: estreitos canais descobertos por onde a água corre. A Levada do Blandy passa na Quinta do Palheiro Ferreira indo alimentar os seus lagos, onde é armazenada para rega. 230 Luckhurst, G., The Gardens of Madeira. Londres: Frances Lincoln Limited, Costa, Alexandra, Quintas do Funchal Relatório Final de Curso de Arquitectura Paisagista. Lisboa: Instituto Superior de Agronomia, 1998 (não publicado). «As levadas são estreitos canais descobertos por onde a água corre, [ ] datando as mais importantes do século XVI [ ] São longos sistemas de irrigação (Chegando a 50 km) das quintas, sendo por vezes necessário fazer ramais ou desvios à levada, [ ] como exemplo temos a Levada do Blandy que passa na quinta do Palheiro Ferreira indo alimentar os seus lagos que servem de depósito. 232 In Ibidem, Blandy, Milfred, Royal Horticulture Society Journal. Londres, Setembro de Luckhurst, G., The Gardens of Madeira. 234 Costa, Alexandra (Quintas do Funchal), identifica uma extravagante actividade-ficção inventada na Madeira no final das guerras liberais em que se criaram Esquadras de Navegação Terrestre cuja artilharia foi instalada nas quintas com mastros, mirantes e bandeiras hasteadas que ainda hoje se podem ver. 235 Luckhurst, G., The Gardens of Madeira. p. 29. Num recanto do jardim é preciso ir visitar as galinhas talhadas em buxo que introduzem um toque de extravagância na sucessão de espaços certos e bem plantados da quinta de Palheiro Ferreira.

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