MODELO PARA ENVIO DE CONTRIBUIÇÕES REFERENTE À CONSULTA PÚBLICA Nº 005/2014

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1 MODELO PARA ENVIO DE CONTRIBUIÇÕES REFERENTE À CONSULTA PÚBLICA Nº 005/2014 NOME DA INSTITUIÇÃO: Celesc Distribuição S.A. AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA ANEEL ATO REGULATÓRIO: Nota Técnica nº 025/2014 SRG/SRD/ANEEL, de 09 de maio de Processo: / Consulta pública para o recebimento de contribuições visando identificar a necessidade de criação de incentivos para a instalação de instalada superior a 1 MW pertencentes a consumidores, bem como debater a ampliação dos limites de aplicação do conceito de "net metering" para essas centrais e obter informações adicionais sobre o tema.

2 (i) Quais as principais dificuldades encontradas por empreendedores de superior a 1 MW para conexão às redes das distribuidoras? (ii) Quais os benefícios elétricos e econômicos trazidos pela central geradora nas redes de distribuição? III. 3.1 Identificação do Problema A conexão de centrais geradoras no sistema de distribuição pode provocar melhoria nos níveis de tensão, redução de carregamento e redução de perdas nas redes de distribuição, a depender do ponto de conexão, da potência instalada, da carga na região, entre outros fatores. Apesar da possibilidade apontada, dizer que a entrada de GD implica na garantia de redução das perdas técnicas, não é uma verdade, estes benefícios estão muito relacionados ao sistema de conexão a carga demandada na região e a curva de geração injetada na rede, podendo implicar em aumento das perdas em alguns cenários, especialmente em carga mínima com geração a pleno. Da mesma forma, dizer que a entrada de GD no sistema implica em redução de investimento no sistema de distribuição, não é uma verdade, uma vez que todas as distribuidoras devem estudar e dimensionar o seu sistema para o pior caso de operação, ou seja, na situação que as GDs não estejam operando. Situação esta que é bem comum no dia a dia do sistema de distribuição. (iii) Quais os principais impactos para a rede de distribuição da implantação de GD com potência superior a 1 MW? Como mitigá-los? Os benefícios decorrentes da conexão de centrais geradoras nas redes de distribuição citados no item anterior não são uma regra. As melhorias citadas dependem de diversos fatores, entre eles a localização dos sistemas de geração, do excedente injetado na rede (se houver) e do horário em que esse excedente é injetado. A falta de controle dos montantes de geração por parte da distribuidora e a não simultaneidade entre consumo e geração podem provocar grandes dificuldades de operação (controle dos níveis de tensão e ocorrência de sobrecargas) e de planejamento (previsão de carga e alocação de investimentos) das redes de distribuição, além de aumento das perdas na rede, especialmente em carga mínima com geração a pleno. Para contornar as possíveis dificuldades técnicas decorrentes da conexão de sistemas de microgeração, podem ser necessários reforços ou adequações na rede de distribuição, que são de responsabilidade da distribuidora e seriam repassados aos demais consumidores, beneficiando certas categorias em detrimento da grande maioria dos consumidores, contrariando o princípio da modicidade tarifária. Caso a ANEEL venha a estender os enquadramentos da resolução 482/2014 para instalada de 30 MW, traria problemas para os consumidores limitados a 1 MW pois os mesmos deverão se enquadrar a novas regras de acesso de

3 forma a refletir os custos diretos e indiretos ocasionados ao sistema de distribuição decorrentes dessa injeção de carga, alocando-se os custos ao cogerador, além de prever a contratação de uso do sistema com a distribuidora. (iv) Considerando as resoluções e procedimentos publicados pela ANEEL, quais as barreiras regulatórias à expansão de centrais geradoras com potência instalada superior a 1 MW? A resolução 482/2012 trata de sistemas de geração que utilizam fontes renováveis, não contemplando o uso de gás natural. (v) Há interesse dos consumidores em instalar superior a 1 MW em suas próprias instalações, tendo em vista o custo dos equipamentos e o fato de a tarifa diminuir consideravelmente à medida que o nível de tensão aumenta? III.3.2 Ampliação dos limites de aplicação do conceito de "net metering" (i) Qual seria a potência instalada limite para usufruto do net metering por centrais geradoras conectadas à rede de distribuição? A Resolução 482/2012 ainda é muito recente e, devido principalmente a fatores econômicos, o número de consumidores que instalaram sistemas de geração em suas instalações ainda é baixo, de forma que ainda não foi possível para as distribuidoras avaliar adequadamente os impactos dessas conexões. Ressaltamos também que ainda não há uma consolidação dos procedimentos e requisitos para conexão, vide a alteração recente no Prodist sobre o uso do Dispositivo de Seccionamento Visível em sistemas de microgeração que utilizam inversores e o fato de que ainda não há uma portaria do INMETRO publicada sobre os inversores on-grid. Entendemos que a discussão sobre o aumento de limite para o net metering deva ocorrer somente após a consolidação das regras e procedimentos para conexão de micro/mini geradores e dos impactos dessa modalidade de conexão. (ii) Há necessidade de alterações nas exigências técnicas, contratuais e procedimentais contidas nos Procedimentos de Distribuição de A filosofia de acesso simplificado adotada para o acesso de micro e minigeração deveria ser abandonada para centrais geradoras com potência instalada superior a 1 MW. Devem ser realizados estudos detalhados de fluxo de potência e de curto circuito por parte do acessante. Os eventuais reforços e adequações na rede apontados por tais estudos, decorrentes exclusivamente da conexão de tais sistemas deveria ficar a cargo do acessante, de forma a não onerar ainda mais os demais consumidores, que já

4 Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional PRODIST para viabilização de instalada superior a 1 MW a adotarem o net metering? Quais? teriam de suportar custos decorrentes da alocação de cargas significativas nas redes de distribuição, ou a existência de disponibilidade excedente para as mesmas. Para potências superiores a 1 MW torna-se necessário avaliar o ponto de conexão, de maneira que os estudos de conexão podem trazer a necessidade de modificação do ponto de acesso, podendo não ser mais o mesmo ponto de conexão do consumidor, ou seja, remete ao processo de acesso de agentes produtores independentes de energia. (iii) Quais seriam as dificuldades enfrentadas pelas distribuidoras em termos de contabilização de créditos de energia, procedimentos, conexão e operação de instalada superior a 1 MW a adotarem o net metering? (i) Além da adoção do conceito de net metering, quais seriam outras formas de incentivo à GD, dentro do rol de competências da ANEEL? III.3.3 Questões Adicionais (ii) Como o risco de sobrecontratação de energia por parte das distribuidoras poderia ser mitigado ou eliminado no caso de aumento de geração de energia proporcionado por consumidores? Sugere-se estudar o estabelecimento metas de geração aos consumidores que instalem sistemas de geração com potência instalada superior a 1 MW. Tais metas seriam estabelecidas com base nas estimativas de geração dos agentes, e deveriam ser revisadas periodicamente. (iii) Qual o valor médio do investimento, por ponto de medição, em medidores SMF (padrão CCEE), considerando aquisição dos equipamentos e instalação? 13,8 e 23 kv: R$ ,00 34,5 kv: R$ ,00 69 kv: R$ , kv: R$ ,00

5 (iv) Qual o valor médio do investimento, por ponto de medição, em medidor bidirecional, considerando aquisição dos equipamentos e instalação? Grupo B Custo Medidor monofásico - R$ 120,00 Custo Medidor polifásico - R$ 420,00 Custo instalação para ambos os casos, acima (valor unitário) - R$ 40,00 Grupo A Medidor - R$ 800,00 Custo TCs - R$ 3.600,00 (3 unidades) Custo TPs - R$ 3.600,00 (3 unidades) Custo telemedição - R$ 600,00 Custo instalação telemedição - R$ 180,00 Custo instalação - R$ 250,00 (v) Considerando centros urbanos com elevada demanda de energia e potência, quais os custos médios de reforço na rede de distribuição para atendimento aos clientes no horário de ponta?

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