Por que ler este guia? Uso consciente do crédito Você evita abrir cartas com medo de cobrança? Nunca se preocupa com as contas que não vencem no mês? Tem pouco ou nenhum investimento? Fica frequentemente ansioso pelo próximo salário? Se você respondeu sim para pelo menos uma dessas perguntas, então precisa ler com muita atenção este guia. Ele vai ajudá-lo a trilhar com segurança o caminho para a paz financeira, com informações para você controlar melhor seu orçamento familiar, entender as diversas modalidades de crédito e a forma mais correta de utilizá-las, além de dicas sobre como "sair do vermelho" e "limpar o nome na praça", e muito mais. O mais importante: veja o crédito como uma solução e nunca como um problema. Se você souber usá-lo bem, vai perceber quantos problemas podem ser solucionados e quantos projetos serão concretizados. Boa leitura. 1.1 - Organizando a sua vida financeira Definir quais são as suas necessidades e planejar todos os seus gastos, considerando sempre a renda disponível, é imprescindível para você organizar a sua vida financeira. Por isso, a melhor maneira de entender como equilibrar suas receitas e despesas é elaborar o orçamento familiar. E fazer orçamento não é sinônimo de economizar. Economizar é uma outra tarefa, e também muito importante. Orçamento significa apenas que você vai definir suas necessidades e planejar todos os seus gastos. Em outras palavras, você vai entender melhor o alcance de sua renda e equilibrar suas despesas e receitas. Pode parecer óbvio, mas muita gente vive sem ter a menor noção de quanto ganha, quanto gasta ou quanto pode economizar. E isso, definitivamente, não ajuda a organizar a vida. Cuidar do orçamento familiar também pode ser o primeiro passo para conseguir poupar, e assim fazer investimentos para realizar seus sonhos.
1.2 - Fazendo o seu orçamento familiar Para onde vai o seu dinheiro? Só fazendo o orçamento familiar você conseguirá ter a resposta para esta pergunta. E prepare-se para surpresas, porque talvez você descubra que usa mais dinheiro do que imagina. Isso mesmo, ao confrontar despesas e receitas, provavelmente você identificará alguns ralos por onde seu dinheiro escorre, muitas vezes sem necessidade. Você só precisa de papel e lápis para começar a controlar seu orçamento. Utilize a tabela abaixo como referência para relacionar todas as suas despesas no mês, inclusive os pequenos gastos. Dessa forma, você poderá identificar suas reais despesas.
Tabela de Controle do Orçamento Familiar Receitas Salário Outras rendas Total Valor (R$) Habitação Alimentação Educação Transporte Assistência/ Saúde Higiene e Cuidados Pessoais Recreação e Cultura Despesas Diversas Impostos Contribuições Trabalhistas Previdência Privada Despesas Aluguel Condomínio Água Luz Gás Telefone Supermercado Restaurante Mensalidade Material Escolar/Uniforme Combustível Manutenção Farmácia Vestuário Previsto(R$) Gasto Real(R$) %Receita Subtotal Subtotal Subtotal Subtotal Subtotal Subtotal Subtotal Subtotal Subtotal Total Agora que você já sabe como gasta o que ganha, observe como outras
pessoas, com renda semelhante, fazem. Na tabela a seguir você encontrará um levantamento recente de como as pessoas que vivem em áreas urbanas se comportam em matéria de gastos. É bastante provável que os dados levantados sirvam de referência para todo o país. Pesquisa de Orçamentos Familiares 2002-2003 Despesas monetárias e não-monetárias (média mensal familiar*) Classe de Rendimento (em R$) Tipos de até 400 400 a 600 a 1.000 a 1.200 a 1.600 a 2.000 a 3.000 a 4.000 a mais de Despesas 600 1.000 1.200 1.600 2.000 3.000 4.000 6.0000 6.000 Alimentação 143,39186,30223,15273,20302,71354,67392,95469,88521,34 797,93 Habitação 192,90262,30351,40432,80502,03611,97729,29897,571.206,482.024,24 Transporte 34,61 53,06 98,89 139,09199,69272,62417,35614,02797,95 1.526,33 Higiene e Cuidados 11,81 16,08 22,51 30,19 33,38 45,14 44,32 58,19 62,80 97,64 Pessoais Assistência e 19,95 31,46 46,88 60,39 78,06 107,24133,77180,89266,33 Saúde 498,16 Educação 4,01 7,25 12,81 22,78 30,22 53,96 89,15 147,53236,17 435,66 Recreação e 4,50 Cultura 7,83 13,60 21,45 26,71 40,34 56,52 83,03 115,08 192.60 Despesas Diversas 7,50 11,52 17,78 28,18 35,65 43,72 51,70 87,63 95,84 244,54 Impostos 7,71 13,50 15,36 21,55 34,65 47,81 89,41 130,13260,22 194,10 Contribuições 2,71 Trabalhistas 6,73 16,48 25,78 40,19 61,30 80,66 110,08159,83 299,46 Previdência Privada 0,00 0,06 0,26 0,46 0,28 1,38 4,98 3,26 23,69 67,66 * Considerar que a família é formada por, em média, 3 a 4 pessoas. Fonte: Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas FIPE. Ao fazer este exercício, você tem como analisar o seu orçamento familiar, planejando melhor suas despesas e a realização de seus desejos e sonhos. 1.3 - Análise do orçamento familiar Agora, compare os valores das duas tabelas para cada item. Compare o total das suas receitas com o total das suas despesas e avalie: Se sua receita é maior que a sua despesa: seu orçamento está sob controle. Se mesmo depois de pagar todas as suas despesas no mês ainda sobra algum dinheiro, melhor ainda. Neste caso,
você pode dispor desta sobra para adquirir novos bens ou serviços ou, então, poupar. Uma forma segura e rentável de guardar dinheiro é aplicá-lo no mercado financeiro. Se sua receita está na média da sua despesa: acompanhe seu orçamento de perto, procurando não exceder as suas atuais despesas. É preciso ficar alerta, pois você pode se ver em dificuldades no caso de alguma emergência. Se sua receita é menor que a sua despesa: comece a planejar uma redução de gastos, estabelecendo metas de economia. Elimine os supérfluos, cortando despesas desnecessárias. Nesta situação, é importante que todos da família entendam a necessidade de cortar despesas. Assim, todos poderão ajudar a economizar e, se isso acontecer rapidamente, os problemas financeiros serão resolvidos em pouco tempo. 1.4 - Dicas para não perder o controle do seu orçamento familiar Habitue-se a controlar suas finanças na ponta do lápis, acompanhando mês a mês suas receitas e despesas. Defina seu estilo de vida a partir de suas possibilidades financeiras. Inverter esse caminho é candidatar-se a ter problemas no futuro. Pague suas contas em dia. Dessa forma, você evita despesas com multas e juros por atraso no pagamento. Pesquise preços e faça bem as contas antes de comprar bens, principalmente aqueles de alto valor, como casa própria e veículos, que exigem comprometimento de renda por períodos mais longos. Pague todas as suas dívidas antes de entrar em novas. Considere sempre a possibilidade de economizar algum dinheiro. Lembrese de que as emergências não mandam aviso.
Sempre que possível, opte pelo pagamento à vista. Desta forma, você tem a possibilidade de negociar um desconto. Caso não possa pagar à vista, uma operação de crédito pode ser uma alternativa. 1.5 - Crédito: feito para antecipar seus sonhos Quando se adquire um bem ou serviço que não seja pago à vista, existe neste ato uma operação de crédito. O crédito permite a antecipação de projetos, acelera a realização de sonhos. Com ele você faz hoje o que, sem crédito, só poderia fazer no futuro. Para as empresas, o crédito facilita as vendas, permitindo que seus clientes comprem no ato e paguem parcelado. Um exemplo prático: Imaginemos que duas pessoas querem comprar uma geladeira que custa R$ 1.600,00. Uma delas dispõe de R$ 400,00 por mês e a outra de R$ 100,00. A primeira poderia comprar a geladeira em 4 meses, sem precisar fazer uma operação de crédito. Já a segunda, teria de economizar o dinheiro por 16 meses para comprar a geladeira. Fazendo um empréstimo, as duas pessoas podem ter a geladeira ao mesmo momento. 1.6 - Juros: por que eles existem? Naturalmente, quem quer antecipar os benefícios do uso do dinheiro (como no exemplo do item 1.5, ou seja, antecipar em 16 meses a compra da geladeira) paga um preço por isso (que é a taxa de juros) para quem empresta o dinheiro, geralmente um banco ou financeira. Para entender como funcionam os juros, leia o capítulo específico sobre este assunto presente no item 3.3 1.7 - Endividamento consciente Uma dívida só é boa se ela contribuir para melhorar sua qualidade de vida. Sendo assim, só faça uma operação de crédito se o destino desse dinheiro
for antecipar uma necessidade ou um objetivo e seu pagamento couber no orçamento futuro. Neste caso, avalie três aspectos muito importantes para saber se o crédito é ou não um bom negócio: 1 - Analise o empréstimo dentro de seu orçamento total e não isoladamente. 2 - Avalie qual o crédito mais adequado para suas necessidades. 3 - Compare as condições oferecidas no mercado. O endividamento consciente pode ser otimizado com a escolha da melhor linha de crédito. Para cada necessidade, há um tipo de crédito específico, como você verá no próximo capítulo. Achar o empréstimo certo para sua demanda vai deixá-lo em situação mais confortável para pagar. Como qualquer mercadoria, uma operação de crédito tem preços diferentes, expressos nas taxas de juros cobradas. Por isso, compare as taxas, assim como outros encargos incidentes, e escolha o produto que lhe parecer mais razoável. Por fim, depois de ter cumprido os três passos anteriores, pergunte-se o que acontece se eu...... perder o emprego?... precisar de dinheiro para uma emergência?... me divorciar?... ficar doente? Se em algumas dessas respostas você identificar que suas condições de pagamento da dívida serão afetadas, repense a necessidade, o volume ou o prazo do crédito. O crédito foi feito para realizar seus sonhos e não para tirar seu sono. Pense nisso e o utilize de forma responsável. 2.1 - Dicas para escolher a melhor opção de crédito
Antes de ir ao banco responda: Por quanto tempo precisarei desse dinheiro? Qual a prestação que eu posso pagar? Qual a taxa de juros que estou disposto a pagar? Para que afinal preciso desse dinheiro? Pesquise as modalidades de crédito que melhor atendem às suas necessidades quanto a prazo e custo, informando-se previamente das taxas de juros cobradas Certifique-se de que as parcelas não irão comprometer o seu orçamento futuro, dificultando o pagamento de outras despesas. Guarde todo o material publicitário apurado em sua pesquisa. Caso opte por um empréstimo, guarde sempre o contrato. Uma boa medida para controlar suas dívidas é não comprometer mais do que 30% dos seus rendimentos mensais com prestações de empréstimos e financiamentos. Fique atento também ao prazo da operação, dando sempre preferência aos financiamentos e empréstimos de curto prazo. Assim, em caso de perda de emprego, o seguro-desemprego pode ajudá-lo a manter o pagamento da dívida até que você encontre uma nova oportunidade de trabalho. 2.2 - Modalidades de crédito: tem sempre uma opção que cabe no seu bolso Ao optar por uma operação de crédito, é fundamental que você escolha a modalidade que melhor atenda às suas necessidades, fazendo isso com tranqüilidade e segurança. Por isso, conheça as características das linhas de crédito mais comuns no mercado financeiro antes de optar por uma delas.
2.3 - Se você precisa de dinheiro na mão Cheque especial O que é: É um limite de crédito automático que o banco concede ao correntista, acertado previamente, e que é acionado sempre que a conta corrente necessita de fundos. Características gerais: O limite é recomposto de acordo com a cobertura do saldo devedor. A utilização do cheque especial está sujeita ao pagamento de juros proporcionais aos dias de uso e ao valor utilizado durante o mês. Encargos: juros e IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) calculados diariamente e cobrados mensalmente. Prazos: 1 a 30 dias. Quando usar: Apenas em situações de emergência, como, por exemplo, para cobrir um cheque quando você sabe que receberá dinheiro em alguns dias, ou em prazos curtos, como alternativa para aqueles pequenos buracos que aparecem no orçamento. Se você sabe que precisará utilizar esse dinheiro por um prazo maior, opte pelo crédito pessoal parcelado, que lhe oferece taxas menores. Um exemplo: Surgiu um evento de última hora cujo pagamento não pode esperar. Você não se planejou e o pagamento do seu salário só sai daqui a cinco dias. Para essas situações, o cheque especial é uma boa opção para cobrir as despesas com o imprevisto. Dica: Quem financia o mês no cheque especial pode estar facilmente ampliando os gastos de seu orçamento. Incorporar o limite do cheque especial ao seu orçamento é um erro freqüente, que pode levá-lo a um endividamento muito maior no longo prazo. Crédito pessoal O que é: É um empréstimo em que o dinheiro é colocado à disposição do correntista, que pode utilizá-lo livremente. O valor contratado é creditado em conta corrente e o pagamento é feito em parcelas mensais.
Características gerais: Requisitos: limite pré-aprovado e garantias (avalista e/ou outras). Encargos: além de juros e do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), normalmente é cobrada TAC (Tarifa de Abertura de Crédito) e Taxa de Cadastro. Prazos: 2 até 36 meses. Quando usar: Quando você precisar de dinheiro para antecipar uma compra ou cobrir um débito e puder assumir uma ou mais prestações mensais, você pode utilizá-lo na renegociação ou amortização de dívidas. Você pode aumentar os prazos para o pagamento, para reduzir as prestações mensais e/ou oferecer garantias para reduzir o custo do empréstimo. Um exemplo: Durante seis meses você "alongou" o seu salário utilizando o cheque especial. Seu saldo devedor cresceu muito, você já não consegue pagar o valor da dívida de uma só vez. Quando isso acontece, o melhor é quitar a dívida do cheque especial de uma só vez contratando um empréstimo pessoal. Assim, você programa o pagamento das parcelas e tem como equilibrar novamente o seu orçamento familiar. Dica: Ao solicitar um Crédito Pessoal, você terá um acréscimo nas despesas do seu orçamento familiar mensal. Programe-se para arcar com essa parcela adicional durante o prazo escolhido. Crédito consignado com desconto em folha O que é: É um empréstimo com desconto de prestações em folha de pagamento (crédito consignado). Ou seja, o trabalhador receberá seu salário já deduzido da prestação devida ao banco. Características gerais: O trabalhador, na ativa, pode negociar o empréstimo diretamente com a instituição financeira. Pode comprometer até 40% do salário líquido mensal (valor bruto, excluídos os descontos obrigatórios e o seguro saúde). Encargos: além de juros e do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras),
normalmente é cobrada TAC (Tarifa de Abertura de Crédito) e Taxa de Cadastro. Prazos: 2 a 36 meses. Quando usar: Para antecipar compras ou cobrir débitos, esta modalidade de empréstimo é indicada para renegociação ou amortização de dívidas utilizando a possibilidade de aumentar prazos e/ou substituir uma taxa de juros mais elevada. Um exemplo: Você acabou de fazer uma compra cujo valor foi dividido em três parcelas iguais de R$ 100,00 por mês. Apesar de ter programado a compra, surgiu um imprevisto que irá comprometer metade do valor das prestações assumidas (R$ 50,00), tornando difícil arcar com as duas despesas ao mesmo tempo. Neste caso, o melhor é buscar uma alternativa de crédito com prazo alongado e taxa mais baixa, que lhe permita quitar o pagamento de ambas as parcelas. Assim, você honra as dívidas da compra e a do imprevisto no período em que elas durarem, mas paga o valor total das duas dívidas em prazo maior, de forma que as parcelas caibam no seu orçamento. Dica: Observe sempre a taxa de juros que está sendo cobrada numa operação de crédito. Sempre que possível, substitua seu empréstimo atual por outro com taxas mais baixas. Avalie sua capacidade de pagamento ao adquirir um empréstimo. Microcrédito O que é: É um empréstimo em que os recursos são colocados à disposição do correntista, que os utiliza livremente. O valor contratado é creditado em conta corrente. Características gerais: Linha de crédito destinada a microempreendedores (pessoas físicas) e microempresas (pessoas jurídicas). Concessão de crédito sujeito a análise prévia. Limite máximo de contratação para pessoas físicas de R$ 600,00 e para pessoas jurídicas de R$ 1.000,00.
Encargos: além de juros e do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), normalmente é cobrada TAC (Tarifa de Abertura de Crédito) e Taxa de Cadastro. Prazos: 4 a 12 meses. Quando usar: Indicado para empreendedores, permitindo o aumento da geração de trabalho e renda através de uma operação de crédito com baixa taxa de juros. Um exemplo: Você decidiu adquirir uma máquina de estampar camisetas para complementar a sua renda mensal. O equipamento custa R$ 700,00, mas você não possui esse valor para pagamento imediato. Neste caso, o melhor é buscar uma alternativa de crédito com prazo alongado e taxa mais baixa, que lhe permita adquirir o equipamento pagando à vista e quitar o pagamento em parcelas. Assim você honra a dívida da compra do equipamento, mas paga o valor total da dívida em um prazo maior, de forma que as parcelas caibam no seu orçamento e fluxo de caixa. Dica: Ao avaliar a necessidade de adquirir um equipamento com recursos de um crédito, não se esqueça de levar em consideração que o retorno deste equipamento pode não ser imediato e que o pagamento das parcelas deve estar previsto no seu orçamento e no seu fluxo de caixa. 2.4 - Se você precisa financiar um bem CDC - Crédito Direto ao Consumidor O que é: É um financiamento destinado à aquisição de bens duráveis, como veículos, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, equipamentos profissionais, materiais de construção, vestuário ou outros bens não-perecíveis, e serviços, como assistência técnica, manutenção etc. Características gerais: Pode ser feito em Bancos, Financeiras e em algumas lojas. O prazo de pagamento das parcelas varia em função do valor e tipo do bem adquirido, da capacidade de pagamento do comprador e das condições da economia. Normalmente o pagamento é em prestações mensais.
Encargos: IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), TAC (Tarifa de Abertura de Crédito), taxa de cadastro, seguro do bem e outros seguros. Prazos: 3 a 36 meses. Quando usar: O Crédito Direto ao Consumidor é indicado para aquisição de bens de maior valor, como automóveis e eletrodomésticos, pois possui prazos flexíveis. Um exemplo: Você está planejando trocar de carro. O automóvel custa R$ 15.000,00, mas você não possui o valor total para compra à vista. Neste caso, você pode fazer um CDC, que lhe permite comprar o carro, financiando o saldo restante em parcelas que cabem no seu bolso, já que a taxa é prefixada. Dica: Na maioria das operações de CDC, o bem comprado fica como garantia do financiamento. Em caso de não-pagamento, a loja ou instituição financeira pode retomar o bem. Por isso, antes de assumir uma dívida, pense também em como sairá dela. Analise seu orçamento e certifique-se que a dívida cabe nele. Leasing financeiro ou arrendamento mercantil financeiro O que é: É um financiamento de médio e longo prazo para a aquisição de bens. Os bens são adquiridos pela empresa de leasing (arrendadora) em seu nome, com recursos próprios, e estes bens são arrendados ao cliente (arrendatário). Características gerais: Bens passíveis de leasing: móveis (veículos, computadores, máquinas e equipamentos) ou imóveis novos ou usados. A liberação do crédito é feita na conta do fornecedor do bem. Não há incidência de IOF. No leasing financeiro, o VRG (Valor Residual Garantido) é estabelecido no início do contrato, e sua forma de pagamento pode variar conforme opção do cliente. O mais comum é diluir o VRG nas mensalidades, pois, ao final do contrato, todo VRG já foi pago. O arrendatário pode optar pela aquisição do bem ao final do contrato.
Prazos: 24 meses para bens com vida útil até 5 anos (Ex.: veículos, computadores etc.). 36 meses para bens com vida útil acima de 5 anos (Ex.: máquinas, equipamentos, imóveis etc.). Quando usar: É uma alternativa de financiamento a médio e longo prazos para aquisição de bens móveis (especialmente automóveis e equipamentos eletrônicos) e também imóveis. Um exemplo: Você está pensando em comprar um carro, mas não possui todo o dinheiro necessário. Neste caso, o leasing financeiro é uma boa alternativa, pois permite que você tenha o carro, pagando o valor em parcelas prefixadas, num prazo mínimo de 24 meses. Dica: Antes de contratar um leasing, compare o valor da parcela mensal (contraprestação + VRG) com o valor de alternativas do mercado. Crédito imobiliário O que é: É um financiamento destinado à compra de imóveis residenciais e comerciais. O mercado oferece uma grande variedade de financiamentos, de acordo com renda familiar do cliente, prazo e valor desejado. É possível financiar um imóvel, desde que o cliente se enquadre às exigências solicitadas. Características gerais: Existem duas linhas de financiamento à sua disposição: Sistema Financeiro de Habitação (SFH) Juros de 12% ao ano, mais TR (índice de correção da caderneta de poupança). Possibilidade de financiar imóveis novos ou usados, com o uso do FGTS. O valor de avaliação do imóvel deve ser igual ou inferior a R$ 300.000,00. O valor do financiamento deve ser igual ou inferior a R$ 150.000,00. Carteira Hipotecária (CH)
Juros de 14% ao ano mais TR (índice de correção da caderneta de poupança). Disponível para qualquer tipo de financiamento imobiliário. O cálculo das prestações é feito pelo SAC (Sistema de Amortização Constante), que amortiza um percentual fixo da dívida desde o início do financiamento. Prazos: Até 180 meses (imóveis residenciais) e até 72 meses (imóveis comerciais). Quando usar: O crédito imobiliário é uma excelente alternativa para permitir a aquisição de um imóvel próprio. Um exemplo: Você quer ter sua casa própria, mas se for juntar dinheiro para realizar o pagamento à vista levará muito tempo para concretizar seu sonho. Com o Crédito Imobiliário, você dá um valor de entrada e financia o restante em até 180 meses, com taxas de juros mais baixas que as dos demais empréstimos. Dica: Lembre-se que se trata de um empréstimo de longo prazo e o cenário econômico pode mudar. Portanto, planeje com cuidado o financiamento, pois, no caso de não pagamento, o imóvel que foi dado como garantia será retomado. 2.5 - Se você deseja opções associadas a meios de pagamento Cartão de crédito O que é: É um instrumento de pagamento, com limite de crédito para saques e compras de bens e serviços em estabelecimentos. Características gerais: O mercado oferece cartões de crédito de quatro bandeiras : MasterCard Visa, Diners e American Express. Para possibilitar que seus clientes paguem suas compras com cartões de crédito, os estabelecimentos se filiam às bandeiras. Os bancos e administradoras de cartões vendem o cartão ao cliente, que poderá utilizá-lo para aquisição de bens e serviços em estabelecimentos
credenciados à sua bandeira. Os cartões de crédito podem ter abrangência nacional (válido apenas para compras no Brasil) ou internacional (válido para compras no Brasil e no Exterior). As transações dos cartões de crédito são realizadas, em sua maioria, em terminais eletrônicos, com aprovação imediata. Para solicitar um cartão de crédito, o cliente precisa ser maior de 18 anos (1), não ter problemas de cobrança com administradora de cartões ou restrições cadastrais, além de possuir renda mínima, de acordo com o tipo de cartão desejado. (1) Para cartões de crédito adicionais, a idade mínima é de 12 anos, variando de acordo com a política do emissor. Mensalmente, o cliente recebe a fatura do seu cartão de crédito com o valor total das despesas. Perante a legislação, se o comprador paga a fatura do cartão no vencimento, está usando um instrumento de compra à vista, com a facilidade de pagar todas as despesas numa única data de vencimento, sem juros. O portador do cartão, portanto, ganha alguns dias, mas isso não configura uma operação de crédito. Alguns cartões de crédito também permitem sacar dinheiro em caixas eletrônicos. Esta operação está sujeita a cobrança de tarifa e juros. A operação de crédito com cartão acontece quando o portador: :: Faz saques; :: Realiza compras parceladas: esta pode ser uma opção no ato da compra, quando o comprador define se vai pagar à vista ou a prazo (com ou sem juros); :: Utiliza o crédito rotativo (financiamento com juros), pagando um valor entre o mínimo e o total da fatura, financiando o restante; :: Parcela o pagamento da fatura: o saldo total da fatura do cartão de crédito pode ser pago em até 12 parcelas fixas.
Alguns cartões, além dos benefícios básicos, também oferecem vantagens ou serviços extras, tais como programas de milhagem, descontos em serviços, assinaturas de revistas, contribuições para associações beneficentes etc. Quando usar: Quando você for fazer compras à vista, o ideal é utilizar o cartão de crédito, pois você ganha alguns dias e concentra os pagamentos em uma única data. Outra opção é utilizar o cartão para parcelar a compra de um bem ou serviço, sem burocracia. Um exemplo: Você precisa comprar uma mala para uma viagem de última hora, mas não possui dinheiro para o pagamento à vista. Com o cartão de crédito, você pode postergar o pagamento do valor total da compra até a data de vencimento da fatura ou parcelar este valor, com ou sem juros. Desta forma, você pode tirar o melhor proveito das datas de compra e das datas de pagamento. Dica: O cartão de crédito pode ser um instrumento eficiente de controle dos gastos, pois pode ser usado para centralizar as compras do mês em uma data para pagamento. Ele facilita a vida e hoje é aceito em praticamente qualquer estabelecimento. É importante escolher uma data em que se tenha dinheiro para pagar, como, por exemplo, logo após o recebimento do salário. Cheque pré-datado O que é: Trata-se de uma invenção brasileira. O cheque pré-datado, na verdade, é uma operação de crédito informal. O consumidor parcela uma compra, dando como garantia os cheques pré-datados. Características gerais: Apesar de ser uma modalidade comum de parcelamento das compras, ela não está prevista em Lei. Para todos os efeitos, o cheque é sempre um pagamento à vista. Tanto que, se o varejista apresentar o cheque antes da data de vencimento, o documento é descontado normalmente. E, se não houver fundos, o cheque é devolvido e o consumidor vai ter todos os problemas como qualquer outro emissor de cheque sem fundo. Prazos: Conforme acordado com quem recebeu o(s) cheque(s). Quando usar: Utilize o cheque pré-datado para fazer compras quando você
não possui o dinheiro à vista, mas sabe que receberá o valor até a data combinada para pagamento. Outra opção é utilizar o cheque pré para parcelar a compra de um bem ou serviço em duas ou mais vezes. Um exemplo: Faltam 11 dias para você receber seu próximo salário, mas seu carro quebrou e você não pode ficar a pé. Se a oficina permitir, fazendo um cheque pré-datado para o dia do seu pagamento, você conserta seu carro e paga quando seu salário estiver na conta. Dica: Apesar de o Banco Central não reconhecer o instrumento cheque prédatado, os órgãos de defesa do consumidor interpretam que ele é um contrato entre as partes e que deve ser respeitado. Para conseguir este direito, você deve deixar registrado este contrato verbal. Por exemplo, peça para que a loja anote os números dos cheques e as datas de vencimento na nota fiscal ou no recibo do pedido. Faça sempre cheques nominais à loja. Assim, você terá como tentar um ressarcimento de eventuais prejuízos caso as datas não sejam respeitadas. 3 Como sair do vermelho Se um dia perceber que está endividado, a ponto de não conseguir mais pagar suas contas em dia, não se desespere. Todo mundo passa por altos e baixos. Mantenha a calma e seja racional. Cortar despesas pode lhe ajudar a equilibrar seu orçamento e alcançar seus objetivos financeiros. Por isso, encare isso como uma coisa boa, que vai lhe ajudar a melhor utilizar o seu dinheiro. Veja algumas dicas: Conheça suas dívidas e analise a gravidade de cada uma delas. Procure o credor o quanto antes, mas apenas quando você estiver preparado para renegociar a dívida. Saldar dívidas pode significar menos dinheiro no bolso e quem quer sair do vermelho deve estar preparado para isso. Economizar e se desfazer de alguns bens pode fazer parte do processo. Defina os gastos prioritários. Corte os gastos supérfluos que dificultam o alcance de seu objetivo de equilíbrio financeiro.
Fale com seus familiares sobre a atual situação e definam juntos quais gastos cortar. Antes de renegociar uma dívida você precisa ler o contrato. Desta forma, você ficará sabendo o quanto está devendo, as sanções que podem ser adotadas pelo credor em caso de inadimplência e, ainda, se as condições em relação ao empréstimo original estão sendo mudadas. Assim que perceber que terá problemas para continuar pagando uma dívida procure imediatamente o credor e informe a ele sua situação. Desta forma, você evita que sua dívida aumente demais. Nunca se comprometa com um pagamento maior do que pode suportar. Negocie o pagamento das parcelas sempre dentro de suas possibilidades. Se fizer um acordo para o pagamento da dívida, verifique a cláusula da quebra do acordo. Normalmente, na renegociação da dívida, é dado um desconto sobre o valor devido, desde que as parcelas sejam pagas em dia. Em alguns casos, quando o acordo é quebrado, a dívida volta ao seu patamar original, com juros e multas. Estabeleça objetivos, mesmo estando no vermelho: assim que pagar sua dívida, comece a economizar. Abra mão de uma coisa, mesmo que a deseje muito, se isso for necessário para equilibrar suas finanças. No futuro, com as contas em dia, você poderá ter o bem a que renunciou e muitos outros. 4 Cadastros negativos A inclusão do nome em cadastros negativos dos bancos de dados do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), mais conhecido como SPC, ou da Serasa (Centralização de Serviços de Bancos), dificulta a obtenção de crédito, financiamentos e até a emissão de cheques. Se você está nessa situação, é importante regularizá-la.
Os dados de uma pessoa só são enviados ao SPC quando ela deixa de pagar suas dívidas após 30 dias do vencimento. São as associações de comércio que enviam as listas com essas informações ao SPC. Os dados de uma pessoa só são enviados ao SPC quando ela deixa de pagar suas dívidas após 30 dias do vencimento. São as associações de comércio que enviam as listas com essas informações ao SPC. Já na Serasa, estão os nomes dos devedores de bancos e outras instituições financeiras. Os motivos que levam a pessoa a ter o nome incluído na Serasa, em geral, são: Cheques recusados duas vezes por insuficiência de fundos ou apresentados após o encerramento da conta; Protesto de débitos em cartórios; Ações judiciais (execução de título judicial e extrajudicial busca e apreensão de bens, falência e concordata); Pendências em bancos ou financeiras (empréstimos em atrasos); Dívidas com órgãos federais. 4.1 - Procedimentos para limpar o nome no SPC Após cumprir todas as etapas para liquidar suas dívidas em atraso, seu credor vai comunicar em até cinco dias os bancos de dados de cadastro negativo, que passam a ser responsáveis por retirar seu nome dos registros. Se o problema for dívida em estabelecimento comercial: Entre em contato com a empresa que negativou seu nome, verifique as pendências e quite-as. Isso pode ser feito na empresa e, às vezes, na própria associação comercial onde está o banco de dados. A própria empresa vai retirar o nome da lista em até cinco dias, mas é possível ir à associação comercial verificar o andamento do processo 4.2 - Procedimentos para limpar o nome no Serasa
Se o problema for cheque sem fundos: Procure o banco que apresentou a ocorrência e anote o número, valor e data do cheque. Verifique nos canhotos do seu talão para quem foi emitido o cheque. Procure a pessoa ou a empresa para regularizar o débito e recuperar o cheque. Se você não localizar o favorecido, peça ao banco uma cópia microfilmada do cheque para identificar a pessoa. Caso o favorecido tenha destruído o cheque, peça que ele emita uma declaração, com assinatura reconhecida em cartório, de que o cheque foi pago e nada mais tem a reclamar. De posse do cheque ou da declaração, prepare uma carta, conforme orientação do gerente do banco. Junte o cheque original, recolha as taxas pela devolução e protocole uma cópia dos documentos entregues ao banco para regularização no Banco Central. Acompanhe e obtenha o protocolo da comunicação de regularização do seu banco para o Banco do Brasil, encarregado pelo Banco Central de processar a atualização da lista. A regularização só ocorre após o Banco do Brasil enviar o comunicado a Serasa. Se o problema for pendência bancária ou financeira: Procure a instituição ou empresa credora e peça alternativas para renegociação da dívida, com desconto à vista ou de forma parcelada. Caso a proposta da Instituição não atenda às suas necessidades, faça uma contraproposta dentro do seu orçamento e que você possa honrar sem atrasos. Após a renegociação, a Instituição ou empresa credora enviará comando específico para a Serasa executar a baixa da anotação. Se o problema for anotação de título protestado: Dirija-se ao cartório que registrou o protesto e solicite uma certidão, para obter os dados de quem o protestou. Comunique-se com quem fez o protesto, regularize o débito e peça uma carta indicando que a dívida foi regularizada. Reconheça a firma da pessoa/empresa, retorne ao cartório e solicite o cancelamento do protesto. Entregue a certidão na Serasa para dar baixa nos arquivos.
Se o problema for anotação de ação judicial: Certifique-se de que o processo já foi julgado em Juízo e se encontra arquivado ou extinto, por meio de cópia do despacho do juiz ou de certidão emitida pela Vara Cível onde o processo foi distribuído. De posse da comprovação da existência de embargo à execução, penhora ou extinção do processo, entregue-a na Serasa. Se o problema for ação de execução fiscal federal: Apresente a certidão negativa de débito da Justiça Federal, ou entregue um documento que comprove, relativamente à dívida, o respectivo pagamento, acordo ou discussão judicial. Importante: Ao procurar as principais centrais de Proteção ao Crédito como SPC e Serasa ou os Serviços de Orientação ao Consumidor, esteja sempre com seu documento de identidade e CPF. Nas Centrais de Proteção, informe-se sob o que consta de pendências e a melhor maneira de regularizar a situação com credores ou Cartórios de Protestos. Se houver erro em seus dados cadastrais, o Código de Defesa do Consumidor impõe um prazo de cinco dias úteis para a baixa e repasse a todos os Sistemas de Proteção ao Crédito. Ao renegociar ou quitar a dívida, exija um documento que comprove o acordo. Isto basta para a retirada do nome de listas negativas, independentemente de a dívida ter sido totalmente paga. A própria empresa se encarrega de limpar o nome. 5 Crédito: Use com moderação Como você viu ao longo deste guia, há diversas alternativas de crédito no mercado. Da mesma forma, há também entre os tomadores de crédito algumas variações: Existem as pessoas que não precisam de crédito, mas acabam se endividando, muitas vezes sem nem se dar conta disso. Há pessoas que precisam de crédito, mas têm tanto medo e desconhecimento sobre o assunto, que preferem aguardar muitos anos para
comprar um bem, adiando seu sonho. Há o grupo seleto, daquelas pessoas que conhecem os mecanismos das diversas operações de crédito e utilizam-se deste recurso quando precisam, depois de fazer as devidas análises. Por fim, há aquelas pessoas que precisam do crédito, mas fazem isso de maneira imprudente e acabam perdendo totalmente o controle sobre suas finanças 6 Glossário Amortização: Diminuição gradual de uma dívida, até sua extinção total. Análise de crédito: Procedimento das instituições financeiras para avaliar se o cliente tem condições de arcar com um empréstimo ou financiamento. Contrato: Documento que estabelece as condições da operação de crédito que está sendo fechada. A cada operação corresponde um contrato específico. Crédito: Liberação de dinheiro com base numa relação de confiança entre duas ou mais partes, feita a uma determinada taxa previamente acordada. Crédito pré-aprovado: Concessão de crédito de forma automática. O banco faz a análise do cliente previamente e a linha fica disponível mesmo antes de se necessitar dela. Despesas: Soma dos valores a serem pagos no mês. Exemplo: aluguel; contas de água, luz e telefone; despesas com alimentação, transporte, assistência médica etc. Empréstimo: Ato de emprestar ou tomar emprestado. Operação pela qual o consumidor obtém recursos para antecipar a realização de seus desejos. Endividamento consciente: Endividamento feito apenas depois de
uma profunda análise sobre sua real necessidade. Com isso, o tomador faz com que o crédito ajude a conquistar seus sonhos, sem lhe tirar o sono. Financiamento: Ato de custear despesas. No mercado financeiro, é sinônimo de operação de crédito e empréstimo. IGP-M: Índice Geral de Preços de Mercado, calculado pela Fundação Getúlio Vargas. Inadimplência: Falta de cumprimento dos prazos de pagamento estipulados em contrato. No caso de um empréstimo, quando o devedor deixa de pagar suas prestações. IOC: Imposto Cobrado sobre Operações de Crédito. IOF: Imposto sobre Operações Financeiras. Limpar o nome: Conseguir o cancelamento do seu registro nos órgãos de proteção ao crédito como SPC e Serasa, depois que suas pendências financeiras foram sanadas. Nome sujo: É o que popularmente se diz quando o consumidor tem o nome registrado nos Serviços de Proteção ao Crédito. Orçamento: Discriminação de receitas e despesas, para fins de controle. Planilha: Formulário padronizado para anotação e controle de despesas e receitas. Pagamento à vista: Quando o valor integral de um bem ou serviço é pago no momento da compra. Receitas: Soma de todos os recursos (dinheiro) recebidos por você ou pela sua família. Saldo: Soma das despesas ou das receitas. Também é o que sobra após você somar as receitas e deduzir as despesas.
Serasa: Órgão que registra os clientes inadimplentes com instituições financeiras. SPC: Órgão que registra os clientes inadimplentes com o comércio. TAC: Taxa de Abertura de Crédito, cobrada em alguns financiamentos. Taxa de juros: Taxa de retorno prometida pelo tomador de empréstimo ao emprestador. Custo do dinheiro, do ponto de vista do tomador. Taxa pós-fixada: O valor a ser pago só é conhecido no vencimento, quando o credor aplica sobre o valor da dívida uma taxa de correção, mais juros e outros encargos. Taxa prefixada: Taxa de juros acertada no início da operação, dando ao tomador a exata noção de quanto pagará na soma das prestações. Tomador: Aquele a quem é feito um empréstimo monetário.