HUMANOS: QUEM SOMOS NÓS? Nível de Ensino/Faixa Etária: Série indicada para o Ensino Fundamental Final Áreas Conexas: Biologia, Linguística, Sociologia, Geografia, História, Artes, Gramática, Filosofia. Consultor: Marina Rampazzo RESUMO Sobre o que trata a série? Série que analisa, de forma profunda, as evidências que levaram cientistas de diferentes áreas (psicólogos, linguístas, geneticistas, arqueólogos, paleontólogos e outros) a concluir o trajeto evolutivo do homem e os aspectos da unicidade genética do ser humano. Assim, são remontadas as condições mais primitivas dos primatas que nos originaram, o que as modificaram, como e por que tais transformações ocorreram, bem como as características fisiológicas, cognitivas e sociais daqueles seres. Além da remontagem, há entrevistas com estudiosos sobre o tema e simulações computadorizadas a partir dos fósseis encontrados.
OBJETIVOS DA APRENDIZAGEM Principais aspectos que serão trabalhados Explicar como se deu a evolução das espécies, de forma a se consolidar o Ser Humano tal qual somos hoje. Apresentar noções a respeito dos diversos sistemas humanos (digestório, respiratório, etc.) e como eles se formaram. Abordar a relação entre as diferentes etnias e a evolução humana. Oferecer um panorama histórico e geográfico das diferentes Eras Geológicas. Iniciar o estudo do cérebro. Introduzir o estudo da genética. Instigar a discussão de alguns aspectos humanos, tais como: a comunicação, o talento artístico e a inteligência social. DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE Situações didáticas sugeridas: metodologia, etapas e recursos. Esta série é composta por dois capítulos, cada um deles com duração de, aproximadamente, 50 minutos. Ambos os capítulos são, por sua vez, divididos em diferentes atos. Por isso, sugere-se que, ao apresentar o vídeo para a turma, seja exibido apenas um ato de cada vez para que os alunos não se dispersem nem percam o interesse pelo tema. Dessa forma, é possível aprofundar melhor as questões tratadas nos diferentes atos.
Como a evolução humana é um tema complexo, que desperta curiosidade e polêmica entre os alunos, o educador tem de ter consciência que, talvez, sua função seja muito mais a de problematizar do que apenas informar. Assim, é importante que, antes de exibir o vídeo, o professor elabore perguntas como: afinal, o homem e o macaco tem ancestral comum? com o intuito de atiçar a curiosidade dos alunos, propiciando uma vasta discussão entre eles e permitindo que cada um se posicione livremente e discorde dos demais, sem que o educador forneça respostas às dúvidas e questões levantadas. Assim, à medida que for exibindo os atos, é possível retornar aos conflitos de idéias surgidos durante a discussão, oferecendo material para argumentos mais maduros e embasados. Ao explicar como se deu a evolução do ser humano, o vídeo mostra como foi formado cada um dos sistemas (digestório, respiratório, circulatório, nervoso), o que torna a compreensão sobre o funcionamento de tais sistemas e até dos próprios órgãos mais lógica e, consequentemente, facilita a compreensão deste conteúdo. Além da exibição do filme, muitos outros recursos podem ser utilizados ao se lecionar este tema, como a visita a um museu de anatomia, hospitais e faculdades de saúde, onde os educandos podem visualizar como, de fato, são os seus órgãos internos, gerando mais interesse a respeito do assunto. Entre os diferentes aspectos mostrados como fatores evolutivos, o cérebro apresenta um destaque especial, talvez pela relevância que ele tenha ao nos diferenciar dos demais animais. Assim, o vídeo pode ser uma boa forma de introduzir o estudo do cérebro, com suas peculiaridades anatômicas, como as diferenças entre os dois hemisférios.
O vídeo possibilita também uma avaliação étnica, já que menciona o surgimento dos seres humanos em diferentes continentes, o que pode explicar, em parte, as diferenças entre as etnias. Nesse ponto, vale, mais uma vez, a problematização do tema, para que os alunos discorram e argumentem a respeito de uma suposta superioridade étnica de determinada etnia em detrimento de outra. A partir daí, o professor pode levar os alunos à conclusão de que tais diferenças são apenas adaptativas ao meio, permitindo que eles tenham argumentos teóricos sólidos para se posicionar criticamente em futuras discussões. Apesar de a série ser mais voltada para temas ligados à Biologia e à História, a Geografia também tem um espaço nesse conteúdo, sobretudo, no que tange às Eras Geológicas. O vídeo remonta, de forma ilustrativa, e explica as causas da formação destes períodos, que tiveram influência significativa na formação não só dos seres humanos, mas também de todos os demais seres vivos de nosso planeta. Em diversos momentos, o vídeo mostra a estrutura do DNA e dos cromossomos e comenta uma série de fatores relacionados a eles. Assim, professor pode tratar de genética. Interessante observar a relação entre a genética e a evolução do ser humano. Uma boa idéia aqui seria aproveitar para introduzir os recentes estudos do Projeto Genoma Humano e debater as questões que vêm sendo levantadas a partir dele, como a clonagem e a utilização de células-tronco embrionárias.
A série discorre também a respeito das diferenças entre humanos e os outros animais em termos comportamentais. Nesse sentido, ganham vida a complexa forma de comunicação desenvolvida pelas pessoas, o talento e a apreciação artística, o pensamento simbólico e a inteligência social. Esses temas são valiosos para despertar a autoconsciência entre os educandos e suscitar debates sobre a forma como nos relacionamos com os outros e com o mundo. Aqui, vale um aprofundamento na intenção de educar, de forma plena, indo além do conteúdo para abrir espaço e discorrer a respeito de valores, em termos de formar cidadãos conscientes de sua responsabilidade perante a humanidade e o mundo no qual vivemos. Afinal, se evoluímos a ponto de desenvolver tantas habilidades que os outros seres vivos não são capazes, devemos saber utilizá-las a favor de uma convivência cada vez mais harmoniosa. COMO VOCÊS AVALIARIAM ESSE TRABALHO? Hora de avaliar a atividade A avaliação, no caso de um vídeo como esse, deve priorizar a participação oral nas discussões promovidas em sala, incentivando os alunos ao debate. Além disso, uma coletânea de textos e argumentos a respeito de todos os temas levantados ao longo da execução de cada um dos atos da série, ajuda o educando a organizar os conteúdos e sistematizar as idéias e argumentos. Esse material permite ao educador perceber o que o jovem foi capaz de assimilar e qual a seriedade com a qual ele se envolveu no assunto. Isso dá uma gama de novas idéias e referências de como adaptar em um momento futuro os temas mais relevantes e como motivar os alunos para tais temas.
LEIA OU ASSISTA TAMBÉM O filme A guerra do fogo, de Jean-Jacques Annaud, é um clássico e aborda o mesmo assunto do vídeo, porém de forma artística e não didática, permitindo, inclusive, fazer um contraponto entre essas duas linguagens. CHOMSKY, Noam. O conhecimento da língua: sua natureza, origem e uso. [S. l.]: Caminho, 1994. 327 p. MATURANA, Humberto R.; VARELA, Francisco J. A árvore do conhecimento: as bases biológicas da compreensão humana. 6. ed. São Paulo: Palas Athena, 2007. 283 p. VEJA NA INTERNET É possível também saber o que correntes mais recentes estão discutindo a respeito da teoria evolucionista no artigo publicado na Scientific American, acessível através do site: http://dwainsantee.tripod.com/memes.pdf