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Transcrição:

Commodities Agrícolas CAFÉ CAFÉ Bolsas BM&F ICE FUTURES Contrato Fechamento Máxima Mínimo Variação Fechamento Máxima Mínimo Variação set/13 144,45 150,00 143,95-4,05 120,60 124,25 119,35-2,85 dez/13 148,50 152,80 147,20-3,80 123,00 126,75 121,50-3,10 mar/14 151,30 0,00 0,00-3,55 125,80 129,50 124,35-3,10 Análise Fundamentalista Após quatro sessões consecutivas de alta, os contratos futuros de café arábica C negociados na Bolsa de Nova York, interromperam o rali de alta e encerram em queda nesta terça-feira. O contrato com vencimento setembro fechou em queda de 285 pontos a 120,60 cents por libra-peso. Além da realização de lucros, os contratos futuros foram pressionados negativamente pela força do dólar em relação à cesta de moedas, após a divulgação dos dados econômicos mistos nos Estados Unidos. Os dados de vendas no varejo dos EUA foi o principal indicador do inicio da sessão e trouxe muita volatilidade às bolsas, impulsionado o dólar e os Treasuries. Segundo o Departamento do Comércio, as vendas subiram 0,2% no mês passado, abaixo da previsão de alta de 0,3%. Excluindo os dados de automóveis, as vendas do setor varejistas cresceram 0,5% em julho, acima da previsão de 0,4%. Além de dados mistos, outros indicadores foram anunciados nos EUA. O índice de preços das importações subiu 0,2% em julho, na comparação com junho, menos do que o aumento de 0,8% previsto pelos economistas. Um comunicado separado mostrou que os estoques das empresas dos EUA ficaram inalterados em junho ante maio. A previsão era de alta de 0,1%. Os juros dos Treasuries também subiram em meio à especulação da redução do programa de compra de ativos do banco central dos EUA. Às 14h20 (de Brasília), o juro da T-note de 2 anos avançava a 0,330%, o juro da T-note de 10 anos subia 2,706% e do T-bond de 30 anos tinha alta para 3,746%. (Fonte A&E). No câmbio, o dólar avançou ante ao real e o euro. Às 15hs17, o US Dollar Index, subia 0,55%, cotado a 81,777/ pontos. Em relação ao real, a divisa norte-americana, negociada à vista no balcão, testou a máxima R$ 2,3130 durante a sessão, o nível mais alto de preço desde 31 de março de 2009. Porém, encerrou a sessão em alta de 0,96%, cotada a R$ 2,3090. Com a alta do dólar, os contratos futuros de café arábica, voltaram a ser pressionados negativamente pelo cenário de ampla oferta no Brasil, até que se tenha esclarecidas as regras das 1

medidas anunciadas pelo governo brasileiro, no tocante, aos prêmios dos leilões de opções e a qualidade do café para entrega. Na BM&FBOVESPA, os contratos futuros do arábica também recuaram nesta terça-feira, em linha com seus pares no exterior e a alta do dólar em relação ao real. O contrato com vencimento setembro recuou 405 pontos e fechou a US$ 144,45/saca de 60 quilos. No mercado doméstico, o Estado do Paraná voltou ao sistema de alertas para geada, diante das previsões para o Estado na próxima quinta-feira (15). Nesta semana, já houve queda brusca de temperatura em algumas regiões do estado, com registro de geada de baixa intensidade em algumas áreas de baixada. Em regiões como Apucarana-PR, a colheita do café atingiu 70 p.p, e algumas lavouras houve apontamento do DERAL, com erradicação de lavouras cafeeiras na região para a próxima safra. A expectativa da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), é que o equivalente a 50 p.p da produção do Estado, equivalente a um milhão de sacas de 60 quilos, deixarão de ser produzidas em decorrência da geada negra que afetou o Paraná. Nesta terça-feira, a SEAB e o Deral, divulgaram a estimativa de plantio e colheita semanal no Paraná. De acordo com o relatório, até o dia 12 de agosto, havia 65 p.p da área plantada colhida, ante 60 p.p no ultimo dia 06 de agosto. Apesar da evolução na colheita, a situação das lavouras paranaenses piorou de uma semana para outra. Até ontem, havia 81 p.p das lavouras em boas a excelentes condições, ante 83 p.p na semana anterior. A comercialização da safra-nova apresentou leve melhora na análise semanal, com 12 p.p comercializado, ante 10 p.p na semana anterior. 2

Análise Gráfica O diário fechou em queda, abaixo da média 3 e testando a média 8 como suporte, se o próximo candle perder a mínima do último pregão o movimento de queda deve continuar. O médio prazo conseguiu o fechamento acima das médias indicando um possível movimento de repique se a máxima do candle for rompida. Mensal está em tendência de baixa buscando como objetivo maior a faixa dos 130,00 Suporte 140,00 138,36 132,00 Resistência 146,66 150,00 152,52 3

MILHO & SOJA MILHO Bolsas BM&F CBOT Contrato Fechamento Máxima Mínimo Variação Fechamento Máxima Mínimo Variação set/13 22,23 22,60 22,05-0,22 455,25 475,25 454,50-16,75 nov/13 22,76 23,20 22,66-0,24 0,00 0,00 0,00 0,00 dez/13 0,00 0,00 0,00 0,00 447,25 467,75 446,00-16,75 SOJA Bolsas BM&F CBOT Contrato Fechamento Máxima Mínimo Variação Fechamento Máxima Mínimo Variação ago/13 0,00 0,00 0,00 0,00 1.359,75 0,00 0,00-14,00 set/13 28,50 28,70 27,80 0,80 1.257,75 1.265,00 1.257,50 1,25 nov/13 27,80 27,80 27,50-0,09 1.227,75 1.235,00 1.224,00 2,50 Análise Fundamentalista MILHO Após encerrar com alta de mais de 2% na sessão anterior, os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago, voltaram a fechar no vermelho nesta terça-feira. O contrato com vencimento dezembro cedeu 16,75 cents (3,61%) cotado a US$ 4,4725/bushel. Parte do movimento de queda desta terça-feira foi impulsionado por ordens de vendas após o forte rali de alta da sessão de ontem, com a divulgação do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que reduziu as estimativas de produção da safra 2013/14 nos EUA. Além disto, o cenário financeiro macroeconômico também pesou sobre as cotações das diversas commodities e zerou os ganhos iniciais do cereal. O índice UBS Commodity Index, fechou o dia em queda de 0,091 pontos, cotado a 127,145. O índice é composto por uma cesta das principais commodities. 4

Na BM&FBOVESPA, os contratos futuros de milho encerram mais uma sessão em queda nesta terça-feira, influenciados pelo cenário externo e pela expectativa de safra recorde no Brasil. O contrato com vencimento setembro recuou 0,22%, encerrando a sessão cotado a R$ 22,23/sc de 60 quilos. No mercado físico brasileiro, ontem foi divulgado o último levantamento realizado pelo Imea, referente à safra de milho que está sendo colhida no Estado do Mato Grosso. E segundo o relatório, a safra superou todas as expectativas, com previsão de 18,72 milhões de toneladas. A área foi mantida, em 3,01 milhões de ha, com produtividade projetada de 103 sacas/ha. A produção no Estado, segundo o IMEA, será 20 p.p maior que a do ano passado e 120 p.p a mais elevada que à de cinco anos atrás. Diante destes números, é difícil ver a manutenção dos preços no mercado interno. No MT, os preços iniciaram o mês de agosto em queda, e já acumulam desvalorização mensal de 2 p.p. Somente no final da semana passada os preços apresentaram leve recuperação e encerrou a R$ 10,32/saca, impulsionados pela expectativa do leilão da CONAB, que foi realizado hoje. Conforme gráfico do IMEA, podemos observar que os preços no Estado, estão abaixo do preço mínimo do governo. SOJA Referente ao leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro), realizado hoje pela CONAB, para conceder subvenção ao escoamento da safra de milho no MT, MS e Goiás, foi comercializado 1,411 milhão de toneladas em títulos, correspondente a 94,8% da oferta de 1,5 milhão de toneladas. O deságio médio em relação aos valores de abertura foi de 20,23%, maior que os 10,12% do último leilão. A CONAB concedeu R$ 69,541 milhões em prêmios. Os prêmios para comercialização de 390 mil sacas de milho no centro-oeste de MT, saíram a R$ 3,177/saca, com deságio de 22,73%. Os prêmios para 385 mil toneladas ofertados para região norte, foram de R$ 3,528/saca. O nordeste de MT, o prêmio foi de R$ 2,830/saca. No MS e Goiás, não houve disputas pelos prêmios. No MS, foram 83 mil toneladas, em Goiás, foram de 28,26 mil toneladas. (Fonte A&E). Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerram em leve alta nesta terçafeira. O contrato com vencimento novembro fechou em alta de 2,50 cents (0,20%) cotado a US$ 12,2775 por bushel. As previsões climáticas ainda são favoráveis para o desenvolvimento das lavouras de soja, 5

MILHO FUTURO que passam pelo estágio mais arriscado neste e no próximo mês, com isto, à medida que boletins prevendo elevação nas temperaturas ou escassez de chuvas no cinturão agrícola, o mercado tende a reagir puxando para cima as cotações. Na BM&FBOVESPA, os contratos futuros da oleaginosa, acompanharam o movimento de alta da CBOT. O contrato com vencimento setembro fechou em alta de 0,80%, cotado a US$ 28,50/saca de 60 quilos. No mercado doméstico, o dia foi de cautela na comercialização diante da forte volatilidade nos contratos futuros. Os produtores que consideravam os preços pouco atrativos nas semanas anteriores resolveram ausentar-se das negociações, depois que os contratos futuros subiram mais de 3% na CBOT. Parte da dificuldade em negociar novos lotes, são os altos preços do frete para escoar a soja até o porto. No MT, o custo com frete teve elevação de 50 p.p em relação à safra anterior. O Indicador de preço disponível da soja ESALQ/BM&F, base Paranaguá-PR, fechou a US$ 28,97/saca, em alta em relação ao fechamento da segunda-feira, de US$ 28,86/saca de 60 quilos. No médio prazo fechou abaixo das médias e enquanto fechar abaixo do último fundo o movimento de queda deve continuar. Mensal continua fechando abaixo da média 3 indicando pressão vendedora e perdendo o último fundo a queda pode se acelerar. Diário fechou em queda, ainda sem confirmar a expectativa de fundo duplo, voltando a respeitar a média 3 como resistência. Suporte 22,32 22,00 21,70 Resistência 23,00 23,35 23,86 6

BOI GORDO Bolsas Contrato ago/13 set/13 out/13 nov/13 BOI GORDO BM&F Fechamento Máxima Mínimo Variação 100,78 101,15 100,70 0,03 101,30 101,71 101,30-0,06 103,25 103,35 103,00 0,19 103,40 103,55 103,32-0,15 Análise Fundamentalista O mercado físico de boi gordo segue travado neste início de semana, sem demanda por lotes de gado para abate, diante da fraca demanda do comércio. As vendas de carne no atacado não reagiram no final de semana como esperado, e com isto, os preços do produto ficaram abaixo das expectativas do setor. As escalas de abates ainda são confortáveis, com média de sete dias. No Mato Grosso, na análise semanal do IMEA, do dia 05 a 09 de agosto, a arroba do boi gordo à vista, no Estado, foi cotada a R$ 88,23, com queda de 0,77% em relação aos preços da semana passada, quando a arroba era cotada a R$ 88,92. A arroba da vaca também apresentou desvalorização na semana, cotada a R$ 79,98, ante R$ 80,30 na semana anterior. No Noroeste, a média semanal da região foi de queda de 0,35%, com a arroba do boi à vista cotada a R$ 86,34. No norte, a região apresentou desvalorização de 0,11%, com a arroba cotada a R$ 86,45. No mercado atacadista de carnes, na praça de São Paulo, os preços apresentaram leve recuperação nesta terça-feira, mas sem força suficiente para pressionar as cotações e impulsionar os contratos futuros da BM&F, que encerram com cotações mistas nesta terça-feira. O contrato com vencimento agosto fechou em alta de 0,03%, cotado a R$ 100,78/@, enquanto, o setembro cedeu 0,06%, cotado a R$ 101,30/@. O preço da carcaça casada, a prazo (NPR), fechou em alta de 0,16%, cotada a R$ 6,24/KG. O dianteiro do boi, a prazo, fechou em alta de 0,42%, cotado a R$ 4,78/kg. A ponta de agulha a prazo, SP, fechou em alta de 0,22%, cotado a R$ 4,53/kg. O valor à vista do indicador do boi gordo ESALQ/BM&F ficou em R$ 100,57/@, em queda de 0,59%. A prazo, a cotação ficou em R$ 102,11/@ em queda de 0,30%. 7

Análise Gráfica O diário apesar de ter testado a média 8 como resistência e fechado acima da média 3 deve romper a máxima do último candle e fechar acima para voltar a indicar força compradora. No semanal fechou abaixo das médias, indicando um movimento de pullback. O mensal continua com tendência de alta enquanto o candle fechar acima da média 3. Suporte 101,00 100,00 99,70 Resistência 102,00 102,83 105,00 8

DÓLAR FUTURO O candle mensal fecha acima da resistência que vinha sendo respeitada e enquanto o candle fechar acima da média 3 teremos como objetivo a faixa dos 2588. O último candle diário fechou em alta, acima das médias e da resistência do triângulo, que deve ser rompida entre a faixa de 66-75% que seria o ideal da figura, dando prosseguimento ao movimento de alta. O último candle semanal encerra novamente abaixo da média 3 o que indicaria uma possível queda que poderia ser a ocorrida na segunda feira pois a média 8 já foi testada como suporte, respeitando deve voltar a trabalhar acima da média 3. Suporte 2300,00 2281,00 2261,39 Resistência 2378,00 2422,00 2492,00 9

OURO O candle semanal volta a fechar acima da média 3, rompendo a resistência nos 97,25 e indicando que pode tentar mais uma vez um repique em busca dos 100,00 lembrando que pode encontrar resistência nos 99,00. O gráfico mensal segue em tendência de baixa mas o último candle volta a fechar acima da média 3 o que diminui a pressão vendedora. Suporte 90,00 88,00 83,50 Resistência 95,00 99,00 100,00 10

O(s) analista(as) de investimento envolvido(s) na elaboração do presente relatório declara(m) que as recomendações aqui contidas refletem exclusivamente suas opiniões pessoais sobre as companhias e seus valores mobiliários e foram elaboradas de forma independente e autônoma, inclusive em relação à Ativa S.A. Corretora de Títulos, Câmbio e Valores. A remuneração variável do(s) analista(s) responsável(eis) pelo presente relatório depende parcialmente das receitas resultantes da atividade de intermediação da Ativa S.A. Corretora de Títulos, Câmbio e Valores. Todavia, dita remuneração está estruturada de forma a preservar a imparcialidade do(s) analista(s). 11

Research Análise de Empresas Analista- Chefe Ricardo Corrêa, CNPI research@invistaativa.com.br Análise Técnica Hugo Carone, CNPI hcarone@invistaativa.com.br Filiais Rio de Janeiro Tel.: (55 21) 3515-0200 Fax: (55 21) 3515-0296 São Paulo Tel.: (55 11) 4097-7200 Fax: (55 11) 4097-7250 Curitiba Tel.: (55 41) 3075-7400 Fax: (55 41) 3075-7406 Brasília Tel.: (55 61) 2108-0000 Fax: (55 61) 2108-0000 Belo Horizonte Tel.: (55 31) 3025-0601 Fax: (55 31) 3025-0606 Institucional Porto Alegre Tel.: (55 51) 3017-8707 Ações Mesa Rio de Janeiro Mesa São Paulo Tel.: (55 21) 3515-0290 Tel.: (55 11) 3339-7036 Renda Fixa Mesa Rio de Janeiro Mesa São Paulo Tel.: (55 21) 3515-0290 Tel.: (55 11) 3339-7036 Mercados Futuros Mesa Rio de Janeiro Mesa São Paulo Tel.: (55 21) 3515-0290 Tel.: (55 11) 3339-7030 Mercados Agrícolas Mesa Rio de Janeiro Tel.: (55 21) 3958-0227 Sales Tel.: (55 21) 3515-0278 Tel.: (55 21) 3515-0280 Tel.: (55 21) 3515-0202 Pessoa Física Mesa Rio de Janeiro Tel.: (55 21) 3515-0256/3958-0256 Mesa São Paulo Tel.: (55 11) 4097-7200/4950-7200 Mesa Brasília Tel.: (55 61) 2108-0000 Mesa Curitiba Tel.: (55 41) 3075-7400 Mesa Belo Horizonte Tel.: (55 31) 3025-0601 12