Índice de Confiança do Agronegócio
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- Isabella Almada Prado
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1 Índice de Confiança do Agronegócio Primeiro Trimestre 2015 Principais Resultados:» Índice de Confiança do Agronegócio» Índice da Indústria (antes e depois da porteira)» Índice do Produtor Agropecuário
2 Índice de Confiança do Agronegócio: 85,5 pontos. Índice é o menor de toda a série. O pessimismo predomina em todos os elos do agronegócio Após ter apresentado recuperação no último trimestre de 2014, o Índice de Confiança do Agronegócio, elaborado pela FIESP e OCB, começou o ano de 2015 em forte queda. O Índice ficou em 85,5 pontos, queda de 8,0 pontos em relação ao último trimestre e 3,8 pontos abaixo do 3º trimestre de 2014, que até então era o mais baixo de toda a série. O Índice permanece no campo pessimista desde o 2º trimestre de 2014, considerando a escala utilizada (de 0 a 200 pontos), em que 100 pontos significa neutralidade. Quando comparado ao mesmo período do ano passado a queda é de 17,2 pontos, sendo que na ocasião o índice ainda apresentava resultado otimista. O ambiente político conturbado contribuiu para a piora do cenário, o que levou todos os elos pesquisados (Produtor Agrícola, Produtor Pecuário, Pré Porteira e Pós Porteira) ao menor valor da série histórica. Além disso, a alta do dólar afetou negativamente a Indústria Pré Porteira, que depende da matéria-prima importada. A questão do crédito, que até o trimestre anterior apresentava uma avaliação otimista, agora também reflete a preocupação dos produtores agropecuários. * Agricultura = 75% e Pecuária = 25% ** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior Índice da Indústria (Antes e Depois da Porteira): 83,7 pontos, queda de 7,0 pontos Desde o 2º trimestre de 2014 o Índice da Indústria tem se mostrado mais pessimista quando comparado ao do Produtor Agropecuário e neste primeiro levantamento de 2015 não foi diferente. Com queda de 7,0 pontos a Indústria está mais pessimista, principalmente em
3 relação às condições atuais. A Economia do Brasil continua sendo um dos principais itens que puxam o Índice para baixo. * Antes da Porteira = 30% e Depois da Porteira = 70% ** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior Indústria Antes da Porteira (Insumos Agropecuários): 73,6 pontos, queda de 15,0 pontos Como em trimestres anteriores, o Pré Porteira é o mais baixo, comparado ao Pós Porteira e ao Agropecuário. A avaliação da economia brasileira manteve-se muito pessimista, fechando em 41,3 pontos (queda de 11,6 pontos), sendo esta a variável com a pior avaliação entre todas as pesquisadas. Considerando o 1º trimestre de vendas fracas de defensivos, fertilizantes e máquinas, muitas das indústrias deste elo já sentem a mudança na sazonalidade das compras de insumos pelos produtores agropecuários. No caso de máquinas os estoques acumulados, tanto nas indústrias quanto nas concessionárias, é um dos maiores da história. Além disso, a alta do dólar afeta diretamente a indústria de defensivos e fertilizantes, que tem o custo de matérias-primas atrelado ao câmbio.
4 * Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior Indústria Depois da Porteira (Logística e Alimentos): 88,1 pontos, queda de 3,5 pontos Após dois trimestres de aumento, o Índice da Indústria Depois da Porteira apresentou queda, puxado pela expectativa sobre a economia brasileira, item que tem permanecido com a pior avaliação. A Indústria Pós Porteira sofreu com o desaquecimento da economia e a pressão do varejo provocada pela queda das vendas. A desvalorização cambial evitou uma queda maior do índice, pois favorece uma boa parte do segmento, já que as exportações têm peso importante para algumas dessas indústrias. * Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior
5 Índice do Produtor Agropecuário: 87,7 pontos, queda de 9,7 pontos O indicador geral do produtor agropecuário diminui 9,7 pontos em relação ao 4º trimestre de A queda foi provocada tanto pela redução do Índice do Produtor Pecuário quanto do Produtor Agrícola, sendo este último com maior influência. Produtor Agrícola: 86,8 pontos, queda de 10,3 pontos O Índice do Produtor Agrícola teve forte queda no primeiro trimestre de 2015, influenciado principalmente pelas preocupações com a situação da economia brasileira, variável que despencou para 31,6 pontos. Todos os itens pesquisados apresentaram queda em relação ao último trimestre e agora apenas a produtividade e a confiança no setor permanecem na faixa de 100 pontos. Os produtores agrícolas, que sempre estiveram confiantes em relação à oferta de crédito, passaram a demonstrar grande preocupação quanto a este item, que despencou 17 pontos em relação ao último trimestre. Essa inversão está ligada, principalmente, à dificuldade enfrentada pelos produtores em obter o crédito de pré-custeio, normalmente utilizado para aquisição antecipada de insumos ao longo do primeiro trimestre. As preocupações em relação ao custeio da próxima safra começam a aparecer, com produtores pessimistas também em relação aos custos de produção. Chama atenção que o índice de expectativa para esses dois itens está cerca de 20 pontos abaixo do índice de condições atuais. As expectativas continuam ruins para as culturas de laranja e cana-de-açúcar, segundo a avaliação dos produtores. Café e grãos passam para o campo do pessimismo após registrarem queda de mais de 12,0 pontos em relação ao 4º trimestre de * Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior
6 Produtor Pecuário: 90,4 pontos, queda de 7,8 pontos Apesar dos altos preços do boi gordo e da recuperação dos preços do leite, o índice do produtor pecuário voltou a cair em A confiança dos produtores de leite continuou despencando, chegando pela primeira vez abaixo de 80 pontos, refletindo os baixos preços registrados em janeiro e fevereiro de 2015, na faixa de R$ 0,91/litro, cerca de 12% abaixo do preço médio de Os preços do leite voltaram a subir ao longo do mês de março, o que está refletido no aumento de 11 pontos no índice de expectativas do item preço. Os pecuaristas de corte, que se mostravam otimistas no quarto trimestre de 2014, passaram para a condição de neutralidade, influenciados principalmente pelo forte aumento do custo de reposição. Os preços do bezerro dispararam desde 2014, piorando a relação de troca, que chegou a 1,8 bezerros por boi no primeiro trimestre de 2015, ante 2,2 no mesmo período do ano passado. Os pecuaristas também estão menos confiantes no setor, reflexo do quadro negativo enfrentado pelos frigoríficos, que estão enfrentando forte redução das margens de lucro e desaquecimento do mercado. * Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior
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