Cacau Amêndoa Período: Janeiro de 2015

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1 Cacau Amêndoa Período: Janeiro de 2015 Tabela I PREÇO PAGO AO PRODUTOR - Cacau Amêndoa (em US$/ton.) Períodos Anteriores Janeiro/15 % Locais Unid. 12 meses 1 mês [a] [b] [c] c/a c/b Ilhéus - Bahia R$/Kg 6,66 6,93 7,00 5,11% 1,01% Medicilândia - Pará R$/Kg 6,00 6,88 6,63 10,5% -3,63% Ariquemes - Rondônia R$/Kg 3,73 5,60 5,67 52,0% 1,25% Linhares Espírito Santo R$/Kg 6,72 6,92 6,95 3,47% 0,43% Períodos Anteriores Janeiro/15 % % MERCADO INTERNACIONAL Unid. 12 meses [a] 1 mês [b] [c] c/a c/b ICCO Monthly Averages* US$ / ton ,60% -1,24% MERCADO INTERNACIONAL O índice ICCO * (International Cocoa Organization) que representa o desempenho conjunto das Bolsas de Nova Iorque e Londres por meio das cotações do mercado futuro fechou com média em janeiro de US$ a tonelada de cacau. Este valor representa um acrescimo de 3,6% em relação à média de janeiro de 2014 e uma queda de 1,24% em relação ao último mês de dezembro. *A média mensal feita pela Organização Internacional do Cacau (ICCO) é a média das cotações futuras de três ativos negociados na NYSE Liffe Futures and Options e na ICE Futures US, até o horário de fechamento de Londres. Os preços de Londres são convertidos em dólares dos Estados Unidos por tonelada, utilizando a taxa cambial futura de seis meses em Londres, no fechamento.

2 Gráfico I Média Mensal Preços Diários Fonte: International Cocoa Organization-ICCO Apesar de estes números sugerirem uma possível estabilidade nos preços, o que se viu no final do mês de janeiro foi sucessivas quedas nas cotações diárias das Bolsas de Nova Iorque e Londres. Como exemplo, o Gráfico II mostra as cotações diárias na Bolsa de Nova Iorque, nele vê-se que as cotações que se iniciaram acima dos US$ a tonelada de cacau em janeiro, terminaram o mês abaixo dos US$ a tonelada da amêndoa.

3 Gráfico II Cotações Diárias na Bolsa de NY Fonte: Seagri/Bahia Do dia 14 de janeiro até o final do mês, houve uma queda vertiginosa em Nova Iorque de cerca de 300 dólares nas cotações da tonelada de cacau. A expectativa de desaceleração do consumo pelo mundo, que foi confirmada pela divulgação das moagens nas principais regiões do mundo foi a principal causa. Na comparação entre o quarto trimestre de 2014 e de 2013, as quedas nas moagens foram de 17% na Ásia, 7,4% na Europa, 2% na América do Norte e 9,5% no Brasil. Esta inversão na tendência de alta do consumo mundial de cacau, somada com as grandes aquisições, a preços altos, feitas pelas indústrias processadoras, temerárias por um possível comprometimento da safra de cacau na África devido à epidemia de ebola, fez com que um sentimento fortemente baixista se instalasse nos mercados de cacau pelo mundo. Há uma grande incerteza do futuro do mercado de cacau como um todo no mundo. Um exemplo disto é que mesmo em meio a notícias alarmistas sobre uma severa falta de cacau num futuro próximo, não foram suficientes para manterem elevadas as cotações desta commoditie nos mercados. Em todo tipo de atividade, as dificuldades, além de poderem proporcionar um futuro de boas oportunidades, pois uma oferta menor faria com que os preços se elevassem, também funcionam como um motor na busca de maior produtividade. Harmattan, que são ventos desérticos secos, começaram a atingir a África no final de dezembro, a despeito de chegarem ao final de safra e, com isso, comprometerem menos a produção da safra corrente, analistas já estimam uma queda entre 10% a 20% na produção daquele continente em relação à safra anterior. A principal preocupação agora são os possíveis efeitos deste fenômeno na próxima safra temporã, que poderiam ser

4 mais graves. Entretanto, as últimas noticias divulgadas são de que estes ventos estariam mais brandos. Resta saber o quanto das informações que são propagadas são verdades e o quanto faz parte do jogo do mercado. Este é só mais um fator a ser adicionado ao já bastante imprevisível comportamento futuro da safra e dos preços dos mercados de cacau pelo mundo. MERCADO NACIONAL Acompanhando fortemente os movimentos do mercado externo, vê-se que, apesar das médias de preços nas principais praças produtoras mostrarem uma aparente normalidade, como pode ser visualizado na Tabela I, o ocorrido nos últimos dias do mês de janeiro foi, também, uma onda baixista nos preços recebido pelos produtores. Como exemplo, a média do preço pago ao produtor pelo quilo do cacau que foi de R$ 7,00 o quilo, não reflete a realidade dos últimos dias do mês de janeiro, quando já estava sendo pago em torno de R$ 6,70 o quilo da amêndoa. Segundo dados de preços coletados pela Conab, no Pará e no Espirito Santo esse fato igualmente se repetiu. Já em Rondônia os preços continuaram estáveis durante todo o mês de janeiro. No Gráfico II, seguem as médias de preços. Gráfico III Média Mensal de Preços ao Produtor Fonte: Siagro/Conab

5 No tangente à produção, segundo a TH Consultoria, a safra principal deve ficar abaixo das duas anteriores, no entanto, as expectativas para a safra temporã são bem otimistas. O que resta é a preocupação do produtor com a queda significativa nas moagens brasileiras que só no 4º trimestre de 2014, em comparação com o mesmo período do ano anterior, foi de 9,5%. Este fato, somado a um possível aumento na produção, levaria a um deságio nos preços do produto. Tabela II Recebimentos semanais de cacau em grão (saca 60kg) Fonte: TH Consultoria / A.C.Bahia Na Tabela III, seguem os resultados das exportações e importações brasileiras em 2014.

6 Tabela III - Importação e Exportação em 2014 Exportações de cacau - Bahia Importação de cacau - Bahia Em grão - 286,1t - US$ 1.251,3 Em grão ,0t - US$ ,3 Liquor ,6t - US$ ,9 Liquor - 252,0t - US$ 933,0 Manteiga ,0t - US$ ,7 Torta ,8t - US$14.61,0 Torta ,7t - US$ 1.457,4 Pó ,4t - US$ 4.565,0 Pó (não adoçado) ,0t - US$ ,0 Não houve importação de manteiga de cacau. Total: ,1t - US$ ,3 Total: ,2t - US$ ,4 Exportações - Outros estados Importação de cacau - Outros estados Em grão - 214,5t - US$ 787,4 Em grão - 42,1 t - US$ 327,9 Liquor - 733,5t - US$3.243,1 Liquor ,0t - US$ 4.714,9 Manteiga ,2t - US$13.353,8 Manteiga - 190,6t - US$ 1.253,0 Torta - 20,0t - US$45,8 Torta ,8t - US$ 7.286,3 Pó (não adoçado) - 552,7t - US$ 1.660,2 Pó ,7t - US$ ,9 Total: 4.174,8t - US$ ,3 Total: ,5t - US$ ,1 Fonte: TH Consultoria Bruno Pereira Nogueira Analista de Mercado Fone: (61) fax: (61) [email protected]

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