Mestrado em Educação Disciplina de opção: Avaliação das aprendizagens Desenvolvimento e avaliação de competências 2005-06
Orientações curriculares formuladas a nível nacional: de programas por disciplina e por ano de escolaridade, baseados em tópicos a ensinar e indicações metodológicas correspondentes, para competências a desenvolver e tipos de experiências a proporcionar por área disciplinar e por ciclo e considerando o ensino básico como um todo (DEB, 2001)
O desenvolvimento de competências?
Um conceito polémico Competência = activar recursos de forma integrada numa situação Acção Integração Metacognição Complexidade É na possibilidade de relacionar, pertinentemente, os conhecimentos prévios e os problemas que se reconhece uma competência (Perrenoud, 1999)
Possuírem-se saberes e capacidades não é garante por si só Pensamento consciente (selecção, adaptação, tomada de decisão, ) Invenção bem temperada recursos mobilizáveis + + analogias + criatividade
Eixos da competência (Le Boterf, 2005) Distanciação Compreender C2 C1 Actividade Ter sucesso
Ensinar para o desenvolvimento de competências implica uma perspectiva construtivista sobre aprendizagem Decisão sobre a tarefa Mobilização de recursos sobre a tarefa Auto avaliação Resultado final Atribuir um significado Intencionalidade Situação Estabelecer analogias com situações conhecidas Escolher uma estratégia de acção Mobilizar recursos: compreender a situação o que tem e o que precisa Processos de auto regulação on-line Implementação da acção
O conceito de competência Saber em acção (activar/mobilizar recursos) Complexidade (situações) Integração (conhecimentos, capacidades; atitudes) Desenvolve-se / atinge-se A vivência de experiências de aprendizagem
Desafios / dificuldades Aceitar a incompletude - conhecimentos como recursos e não como objectivos de ensino; Renunciar a um papel activo/sobrepor-se; Ter uma prática pessoal do uso de conhecimentos na acção; Ter capacidade de improvisar e de gerir a aula; Ser capaz de construir problemas complexos e pertinentes. professor
Desafios / dificuldades aluno Implicar-se nas tarefas; Ser capaz de se expor; Trabalhar em grupo; Ser persistente; Ser responsável.
Um exemplo Supõe que tens 64 metros de rede com os quais queres construir uma cerca para o teu cão Faísca que vemos na fotografia do lado. Como deves colocar a rede de modo que o espaço por ela delimitado seja o melhor para o Faísca? (Adaptado de NCTM, 1994)
Sobre a tarefa Relação da matemática com a realidade Tarefa de resposta não única Diversos níveis de resolução Permite a aprendizagem de novos conteúdos Permite um trabalho interdisciplinar
E a avaliação de competências?
O elemento mais determinante para o sucesso de um projecto de gestão flexível do currículo é talvez a valorização do papel e do funcionamento do Conselho de Turma e do Director de Turma. Deve haver um plano de trabalho colectivo que é assumido pelos vários professores que trabalham com aqueles alunos. O Director de Turma tem um papel central. (Abrantes, 2000)
Compete ao conselho pedagógico da escola, de acordo com as orientações do currículo nacional, definir os critérios de avaliação para cada ciclo e ano de escolaridade ( ) sendo operacionalizados pelo conselho de turma nos 2º e 3º ciclos (Desp. Normativo nº 1/2005, pt. 15)
As concepções e práticas de avaliação decorrem das concepções e práticas relativas aos processos de ensino e aprendizagem, com as quais devem estar estreitamente ligadas. Não há qualquer possibilidade de se progredir significativamente numa perspectiva integrada de currículo e avaliação se os testes usuais forem os instrumentos de avaliação usados em exclusivo ou considerados mais importantes (DEB, 2002) Que implicações???????
Algumas implicações Trabalho colectivo e coordenado Construção de um referencial de avaliação Mudanças de concepções e práticas avaliativas Construção de significados partilhados Reforço da avaliação formativa Uso de instrumentos alternativos
Sem o qual não será possível Diferenciação pedagógica: ritmos diferentes, actividades concretas eventualmente diferentes, adequadas aos alunos, mas de maneira a que todos possam atingir objectivos que são considerados fundamentais (Abrantes, 2001) Um ensino por competências coerente