G3 de Álgebra Linear I

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Transcrição:

G3 de Álgebra Linear I 2.2 Gabarito ) Considere a matriz 4 N = 4. 4 Observe que os vetores (,, ) e (,, ) são dois autovetores de N. a) Determine uma forma diagonal D de N. b) Determine uma matriz P tal que D = P N P t. c) Considere a matriz N. Determine uma forma diagonal E de N. Observação: para resolver esta questão não é necessário calcular o polinômio característico de N. Resposta: a) Observamos que 4 6 4 = 6 = 6 4 6 e que 4 3 4 = 3 = 3. 4 Portanto, os autovalores associados a (,, ) e (,, ) são 6 e 3, respectivamente. Como o traço de N é a soma dos autovalores (contados com multiplicidade), temos que se λ é o terceiro autovalor de N então 6 + ( 3) + λ = + + 4 = 6.

Logo λ = 3. Portanto, uma forma diagonal D de N é 6 D = 3. 3 As outras formas diagonais de N são obtidas fazendo permutações da diagonal. b) Observe que N é uma matriz simétrica, portanto possui uma base ortogonal de autovetores. Observe que N = Q D Q t, onde Q é uma matriz ortogonal (Q t = Q e Q t Q = Q Q t = Id) cujas colunas formam uma base ortonormal de autovetores de N (associados a 6, 3 e 3). Observe que Q t N Q = Q t Q D Q Q t = D, D = Q t N Q e portanto P = Q t. Portanto, um autovetor ū associado ao autovalor 3 deve ser ortogonal aos autovetores associados a 6 e 3. Assim ele pode ser obtido fazendo o produto vetorial dos autovetores (,, ) e (,, ) associados a 6 e 3, i j k ū = (,, ) (,, ) = = (,, 2). Aplique a matriz ao vetor e verifique que (,, 2) é um autovetor cujo autovalor é 3. Normalizando os vetores acima, obtemos uma base ortogonal de autovetores de N é β = {( 3, 3, ) (, 2, ) (,, 6, 3 2, 2 )}. 6 6 Portanto, 2 6 3 Q = 6. 3 2 2 3 6

Observe que o primeiro vetor coluna é um autovetor associado a 6, o segundo vetor coluna é um autovetor associado a 3 e o terceiro vetor coluna é um autovetor associado a 3. Finalmente, 3 3 3 P = Q t = 2 6 6 2 c) Observe que para qualquer vetor v temos N N( v) = v.. 2 6 Por outro lado, temos que se v é um autovetor de N cujo autovalor associado é σ se verifica Logo N N( v) = N (σ v) = σ N ( v) = v. N ( v) = σ v. Portanto, /σ é um autovalor de N. Assim obtemos que os autovalores de N são /6, /3 e /3 e que uma forma diagonal de N é /6 E = /3. /3 As outras formas diagonais de N são obtidas fazendo permutações da diagonal de E. 2) Considere a matriz 2 2 3 M = 2 3 2. 4 2 5

a) Determine os autovalores de M e suas multiplicidades. Dica, 3 é um autovalor. b) Encontre, se possível, uma base de R 3 formada por autovetores de M. c) Considere a matriz 3 A = a 2, a 2,2, onde a 2,, a 2,2, a 3,2, a 3,3 R. a 3,2 a 3,3 Determine a 2,, a 2,2, a 3,2 e a 3,3 para que a matriz A tenha um único autovalor λ e qualquer conjunto de autovetores linearmente independentes de A associados a λ tenha no máximo um elemento (as duas condições devem ser satisfeitas simultaneamente). d) Considere a matriz B = 2 b 2,2 b 2,3, onde b 2,2, b 2,3, b 3,2 R. 6 b 3,2 Sabendo que a matriz B não possui inversa, 3 é um autovalor de B e (,, ) é um autovetor de B, determine b 2,2, b 2,3 e b 3,2. Resposta:

a) Para determinar os autovalores calculamos o polinômio característico de M 2 λ 2 3 2 3 λ 2 4 2 5 λ = ( ) ( ) ( ) = (2 + λ) (3 λ) (5 λ) 4 + 2 2 (5 λ) 6) 4 4 3 (3 λ) = ( ) ( ) ( ) = (2 + λ) λ 2 8 λ + + 2 4 2 λ) 4 5 + 3 λ = = λ 3 + 6 λ 2 λ + 6. Como sabemos que 3 é raíz, temos λ 3 + 6 λ 2 λ + 6 = (3 λ) (a λ 2 + b λ + c). Obtemos que a =, 3 c = 6 (isto é c = 2) e 3 λ 2 b λ 2 = 6 λ 2, logo b = 3. As raízes de λ 2 3 λ + 2 são 3 ± 9 8 2 = 3 ±, λ =, λ = 2. 2 Observe que a soma dos autovalores coincide com o traço da matriz, + 2 + 3 = 2 + 3 + 5 = 6. Portanto, os autovalores são, 2 e 3, todos simples. b) Os autovalores da matriz M são, 2 e 3 Para determinar os autovetores associados a resolvemos 2 2 3 x 2 3 2 y =, 4 2 5 z ou seja o sistema 3x + 2y + 3z =, 2x + 2y + 2z =, 4x + 2y + 4z =. Fazendo a diferença da primeira e da segunda equação temos x + z =, x = z. Substituindo temos y =. Portanto, as soluções do sistema são da forma (t,, t), t R, e (,, ) é um autovetor de M.

Para determinar os autovetores associados a 2 resolvemos 2 2 2 3 x 2 3 2 2 y =, 4 2 5 2 z ou seja o sistema Ou seja 4x + 2y + 3z =, 2x + y + 2z =, 4x + 2y + 3z =. 4x 2y 3z =, 2x y 2z =. Se fazemos (primeira)-2 (segunda) temos z =. Logo y = 2 x. As soluções do sistema são da forma (t, 2 t, ), t R. Portanto, (, 2, ) é um autovetor de M. Para determinar os autovetores associados a 3 resolvemos ou seja o sistema 2 3 2 3 2 3 3 2 4 2 5 3 x y z =, 5x + 2y + 3z =, 2x + 2z =, 4x + 2y + 2z =. Da segunda equação obtemos x = z e (substituindo na primeira) y = x. Logo as soluções do sistema são da forma (t, t, t), t R. Portanto, (,, ) é um autovetor de M. Logo uma base de autovetores da matriz M é β = {(,, ), (, 2, ), (,, )}. c) Observe que o polinômio característico da matriz A é p(λ) = (3 λ) (a 2,2 λ) (a 3,3 λ). Portanto, 3 é uma raíz e 3 é um autovalor de A. Como o polinômio característico deve ter uma única raíz (caso contrário existiríam no mínimo dois autovalores diferentes de A) temos que a 2,2 = a 3,3 = 3.

A seguir calcularemos os autovertores associados ao autovalor 3. 3 3 x a 2, 3 3 y =. a 3,2 3 3 z Obtemos a 2, y =, a 3,2 z =. As soluções deste sistema devem ser uma reta (caso contrário existiríam mais de um autovetor linearmente independentes associados a 3). Portanto, a 2,, a 3,2. Uma possibilidade é 3 3. 3 d) Como (,, ) é um autovetor de B temos 2 b 2,2 b 2,3 = 2 + b 2,2 = λ. 6 b 3,2 6 + b 3,2 Portanto, λ = e 2 + b 2,2 =, b 2,2 = 3, b 3,2 = 6. 6 + b 3,2 Logo B = 2 3 b 2,3. 6 6 Como a matriz não possui inversa seu determinante é nulo. Portanto, 2 3 b 2,3 6 6 = 6 b 2,3 + 6 =. Logo b 2,3 =.

Outra forma de raciocinar é a seguinte. Como o determinante de B é nulo temos que B não possui inversa e portanto sua imagem é diferente de R 3. Esta imagem somente pode ser uma reta ou um plano. Como a imagem contém os vetores B(i) = (, 2, 6) e B(j) = (, 3, 6), a única possibilidade é que a imagem seja um plano. De fato, o plano vetorial gerado por estes dois vetores, ou seja o plano vetorial de vetor normal isto é (, 2, 6) (,, 2) = (2, 2, ). 2 x 2 y + z =. Temos que o vetor B(k) = (, b 2,3, ) deve pertence a este plano, portanto 2 2 b 2,3 =, b 2,3 =. 3) Considere as bases β e γ de R 3 e β = {(,, ), (,, ), (, 2, )}, γ = {(3, 4, 5), (4, 5, 6), (5, 6, 8)} e a transformação linear T : R 3 R 3 que verifica T (,, ) = (3, 2, 3), T (,, ) = (2,, 2), T (, 2, ) = (,, ). a) Determine a matriz [T ] β de T na base β. b) Considere a matriz [T ] γ de T na base γ. Determine o traço de [T ] γ. c) Determine, se possível, uma forma diagonal D de T. Caso não exista, justifique sua resposta.

Nota: as coordenadas dos vetores estão escritas na base canônica. Resposta: a) Escrevemos e observamos que β = {ū = (,, ), ū 2 = (,, ), ū 3 = (, 2, )}, T (ū ) = T (,, ) = (3, 2, 3) = x ū + y ū 2 + z ū 3, T (ū 2 ) = T (,, ) = (2,, 2) = 2 ū 2, T (ū 3 ) = T (, 2, ) = (,, ) = ū. Portanto, a matriz de T na base β é x [T ] β = y 2. z Determinaremos x, y, z. Escrevemos e obtemos o sistema linear (3, 2, 3) = x (,, ) + y (,, ) + z (, 2, ), 3 = x + y + z, 2 = x + 2 z, 3 = x + y. Portanto (primeira equação menos a terceira) z =. Da segunda equação obtemos x = 2 e substituindo y =. Logo 2 [T ] β = 2. b) Observe que [T ] γ = Q [T ] β Q, onde Q é a matiz de mudança de base da base γ para a base β. Assim, as matrizes [T ] γ e [T ] β são semelhantes e, portanto, têm o mesmo traço. Este traço é 2 + 2 + = 4.

c) Para determinar a forma diagonal de T é suficiente considerar a matriz de T em qualquer base (por exemplo, na base β) e calcular seus autovalores (que são independentes da escolha da base) e autovetores (escritos na base correspondente). Determinamos o polinômio característico de T usando a matriz [T ] β, 2 λ 2 λ λ = λ (2 λ)2. Logo os autovalores são e 2 (multiplicidade 2). Para que exista uma forma diagonal devem existir dois autovetores linearmente independentes associados a 2. Calculamos (na base β) estes autovetores: Temos 2 2 2 2 λ z =, x =. x y =. z Portanto, os autovetores associados a 2 são da forma ū + y ū 2 + ū 3, y. Logo todos os autovetores associados a 2 são paralelos a ū 2. Portanto existe no máximo um autovetor linearmente independente associado a 2. Portanto, não existe uma forma diagonal de T.