Teoria das Estruturas - Aula 11

Documentos relacionados
PONTES. Prof. Esp. Márcio Matos

Teoria das Estruturas - Aula 10

ANÁLISE ESTRUTURAL I NOTAS DE AULA

Univer Univ sidade Feder sidade F al de Alagoas Centro de Tecnologia Curso d de E Engenharia i Ci Ci i v lil T oria das Estruturas I Aula Aula 10

Teoria das Estruturas - Aula 09

Princípio dos Trabalhos Virtuais Treliças e Vigas Isostáticas

EXEMPLO DE PONTE DE CONCRETO ARMADO, COM DUAS VIGAS PRINCIPAIS (adaptado TAGUTI 2002)

CURSO SUPERIOR DE ENGENHARIA CIVIL TEORIA DAS ESTRUTURAS II

Exercícios de esforços solicitantes - prof. Valério SA Universidade de São Paulo - USP

FACULDADES INTEGRADAS EINSTEIN DE LIMEIRA

Teoria das Estruturas - Aula 07

Capítulo VI Carga Móvel

Resistência dos Materiais

EXERCÍCIO 4.3. CE2 Estabilidade das Construções II Linhas de Influência Vigas Contínuas. Página 1 de 8

Teoria das Estruturas - Aula 06

Ftool Roteiro para criação de um modelo de ponte com carga permanente e móvel e visualização de resultados

Teoria das Estruturas - Aula 07

Texto de apoio às aulas presenciais compilação de exercícios resolvidos

TEORIA DAS ESTRUTURAS I PROF.: VICTOR MACHADO

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

Capítulo 4 Diagramas de esforços em pórticos planos

Arquitetura e Urbanismo

FESP Faculdade de Engenharia São Paulo Prof. Douglas Pereira Agnelo Prof. Dr. Alfonso Pappalardo Jr.

FACULDADE SUDOESTE PAULISTA Teoria das Estruturas

P 2 M a P 1. b V a V a V b. Na grelha engastada, as reações serão o momento torçor, o momento fletor e a reação vertical no engaste.

Distribuição Transversal para Pontes em Vigas Múltiplas Protendidas

Reações externas ou vinculares são os esforços que os vínculos devem desenvolver para manter em equilíbrio estático uma estrutura.

CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIOS - EDIFICAÇÕES

FESP Faculdade de Engenharia São Paulo. CE2 Estabilidade das Construções II Prof. Douglas Pereira Agnelo Duração: 85 minutos

Ministério da Educação UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ Campus Pato Branco. Lista de Exercícios para Prova 1

TEORIA DAS ESTRUTURAS II PROF.: VICTOR MACHADO

Teoria das Estruturas - Aula 15

Mecânica Geral II Notas de AULA 6 - Teoria Prof. Dr. Cláudio S. Sartori

Resistência dos Materiais 2 AULA 9-10 DEFLEXÕES DE VIGAS E EIXOS

plano da figura seguinte. A rótula r expressa que não háh


Deflexão em vigas e eixos

MAC de outubro de 2009

Nota: Engenharia Civil. Disciplina: Teoria das Estruturas. Turma:

Vibrações Mecânicas. Sistemas Contínuos. DEMEC UFPE Ramiro Willmersdorf

Teoria das Estruturas - Aula 02

CIR CIR CIR m CIR 12 CIR 1. Estruturas reticuladas simples Problema

Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro PUC-Rio NECE. Experimento de ensino baseado em problemas. Módulo 01: Análise estrutural de vigas

FACULDADE DE ENGENHARIA DE SOROCABA TEORIA DAS ESTRUTURAS

Pontifícia Universidade Católica de Goiás

VIGAS. Figura 1. Graus de liberdade de uma viga no plano

Estruturas de Aço e Madeira Aula 06 Vigas de Alma Cheia (1)

FESP Faculdade de Engenharia São Paulo. Prof. Douglas Pereira Agnelo Prof. Dr. Alfonso Pappalardo Jr.

Universidade Federal do Ceará. Mecânica para Engenharia Civil II. Profa. Tereza Denyse. Agosto/ 2010

CIV 1127 ANÁLISE DE ESTRUTURAS II 2º Semestre Primeira Prova Data: 17/09/2007 Duração: 2:30 hs Sem Consulta


PONTES. Prof. Esp. Márcio Matos

Sumário e Objectivos. Mecânica dos Sólidos 18ªAula. Lúcia M.J. S. Dinis 2007/2008

Cargas móveis: Determinação do Trem-tipo

UNIP - Universidade Paulista SISTEMAS ESTRUTURAIS CONCRETO SEC

Construções Metálicas I AULA 6 Flexão

ESTRUTURAS METÁLICAS LIGAÇÕES - APOIOS. Prof. Alexandre Augusto Pescador Sardá

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS AULAS 02

ESTRUTURAS DE PONTES. Sistemas Estruturais Viga, treliça e laje

1) Determine a energia de deformação (energia interna) da estrutura abaixo. Rigidez flexional = 4200 knm²

Para efeito de cálculo o engastamento deve ser substituído por um tramo adicional biapoiado (barra fictícia = Barra1)

CÁLCULO DE REAÇÕES DE APOIO E OBTENÇÃO DO TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS SOLICITANTES COM O USO DO PROGRAMA FTOOL (Versão 2.11)

Pontes. Principais Tipos de Pontes. Conceituação. O uso do Aço na Arquitetura 1 Aluízio Fontana Margarido. Objetivo

O centróide de área é definido como sendo o ponto correspondente ao centro de gravidade de uma placa de espessura infinitesimal.

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS II - Notas de Aulas

Professora: Engª Civil Silvia Romfim

CIR CIR CIR m CIR 12 CIR 1. Problema

Sumário e Objectivos. Lúcia M.J.S. Dinis Resistência dos Materiais 21ªAula

CAPÍTULO VI FLEXÃO ELÁSTICA EM VIGAS

AULA J EXEMPLO VIGA-BALCÃO

Exercícios de Resistência dos Materiais A - Área 1

Estudo sobre a Trajetória de Tensões Principais em Vigas Isostáticas

SUMÁRio ,. PARTE - CONCEITOS BÁSICOS SOBRE CISALHAMENTO. CAPíTULO 1 TENSÕES DE CISAlHAMENTO NA FlEXÃO EM REGIME ELÁSTICO 12

Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro PUC-Rio. CIV 1111 Sistemas Estruturais na Arquitetura I

ESTÁTICA DOS CORPOS RÍGIDOS. Exercícios

UFERSA / Departamento de Ciências Exatas / 2. UFERSA / Departamento de Ciências Exatas /

ENGENHARIA CIVIL. Prof. Msc. HELBER HOLLAND

A Utilização do Eurocódigo em Projetos de Alargamento e Reforço de Pontes Rodoviárias de Concreto

FACENS FACULDADE DE ENGENHARIA DE SOROCABA

Módulo 4 - Princípio dos trabalhos virtuais. Método do esforço unitário. Deslocamentos em vigas com e sem articulações. Exemplos.

FESP Faculdade de Engenharia São Paulo. Prof. Douglas Pereira Agnelo Prof. Alfonso Pappalardo Junior

Resistência dos. Materiais. Capítulo 3. - Flexão

Aula 06 Introdução e Equilíbrio de um corpo deformável

MODELAGEM DOS SISTEMAS ESTRUTURAIS Aula 06: Modelagem de Vigas

Aula VI Introdução ao Dimensionamento de Lajes Maciças Prof. Douglas Couri Jr.

FLEXIBILIDADE E SUPORTAÇÃO AULA DEFLEXÕES

FTOOL Roteiro para criação de um modelo de ponte com carga permanente e móvel e visualização de resultados

MODELAGEM DOS SISTEMAS ESTRUTURAIS Aula 05: Modelagem de Vigas

Universidade Federal do Paraná Setor de Tecnologia Departamento de Engenharia Mecânica. Eixos e árvores

Tensões associadas a esforços internos

Aula 04 MÉTODO DAS FORÇAS. Classi cação das estruturas quanto ao seu equilíbrio estático. ² Isostática:

1.5. Graus de Liberdade

CE2 ESTABILIDADE DAS CONSTRUÇÕES II LISTA DE EXERCÍCIOS PREPARATÓRIA PARA PROVA A1

Mecânica Geral. Prof. Evandro Bittencourt (Dr.) Engenharia de Produção e Sistemas UDESC. 27 de fevereiro de 2008

Resumo. Palavras-chave. Ponte Rodoviária; Método de Fauchart; Método dos Elementos Finitos. Introdução

Corpos Rígidos Equilíbrio

Transcrição:

Teoria das Estruturas - Aula 11 Linhas de Influência de Estruturas Isostáticas (2) Processo de Muller-Breslau; Trem-Tipo; L.I. s de Vigas Gerber; Prof. Juliano J. Scremin 1

Aula 11 - Seção 1: Processo de Müller-Breslau 2

Enunciado do Princípio de Muller-Breslau A linha de Influência de um esforço numa determinada seção transversal de uma estrutura tem a mesma forma da deformada da estrutura quando da retirada da capacidade de resistência ao esforço na própria seção, com a aplicação de um deslocamento unitário negativo correlato ao esforço em análise. Momento Fletor Inclinação Unitária Negativa Esforço Cortante, Esforço Normal, Reações de Apoio Translação Unitária Negativa 3

Aplicação do Processo de Müller-Breslau a) Retira-se o vínculo da reação ou do esforço seccional relativo àquele para o qual se deseja determinar a linha de influência; b) No local onde havia o vínculo aplica-se um deslocamento unitário negativo (translação ou rotação conforme o esforço em questão); c) Com base no deslocamento aplicado traça-se a deformada da estrutura sendo que os deslocamentos resultantes em cada um dos pontos da estrutura deformada equivalem as ordenadas da linha de influência do esforço em questão e em relação ao ponto/seção onde o vínculo foi retirado. 4

Müller-Breslau: Reações de Apoio 5

Müller-Breslau: Momento entre Apoios tttt αα = (LL cc) LL tttt ββ = cc LL tttt αα + tttt ββ = 11 6

Müller-Breslau: Cortante entre Apoios 7

Müller-Breslau: Momento em Balanço tttt φφ = 11 8

Müller-Breslau: Cortante em Balanço 9

Aula 9 - Seção 2: Trem-Tipo 10

Definição de Trem-Tipo Um trem-tipo é um conjunto de forças móveis, concentradas e/ou distribuídas, de valores constantes e de distâncias relativas fixas entre si, que representam a combinação prevista de veículos e de pessoas que atravessarão a estrutura, em situação mais desfavorável, sendo esta combinação usualmente definida em normas de projeto. No Brasil utilizam-se as seguintes normas: NBR 7188 Carga móvel em ponte rodoviária e passarela de pedestres NBR 7189 Cargas móveis para projeto estrutural de obras ferroviárias 11

Exemplos de Trem-Tipo 12

Aula 11 - Seção 3: L.I. s de Vigas Gerber 13

Roteiro para Traçado de L.I. s de Vigas Gerber (1) 1. Esboçar o Esquema Funcional da Viga Gerber: Decompor a Viga Gerber nas vigas isostáticas simples componentes com a clara distinção de quais são as vigas autoportantes e quais são as vigas dependentes Indicar claramente os relacionamentos de dependência de suporte entre as vigas; 2. Traçar inicialmente a linha de influência da viga simples que contenha a seção de interesse (ou o apoio) 14

Roteiro para Traçado de L.I. s de Vigas Gerber (2) 3. Proceder o prolongamento da linha de influência traçada na viga que contém a seção de interesse para as demais vigas associadas conforme as regras a seguir: L.I. s são sempre nulas sobre os apoios, logo, se na viga subsequente houver um apoio real, prolongue o traçado da L.I. passando com zero sobre o apoio e siga o traço até o fim da viga subsequente. (Isso também vale para L.I. s de reações de apoio pois somente o apoio analisado terá valor 1 sobre si na L.I., os demais continuarão tendo ordenada zero ) Se no prolongamento da viga subsequente não houver apoios reais, ou seja, se a viga na extremidade oposta termina numa rótula, ligue o traçado da L.I. adotando ordenada zero sobre esta rótula no outro extremo. 15

Exemplos de L.I.s de Vigas Gerber Esboço do Esquema Funcional 16

Exemplos de L.I.s de Viga Gerber LI de MS1 17

Exemplos de L.I.s de Viga Gerber LI de MS2 18

Exemplos de L.I.s de Viga Gerber LI de MS3 19

Exemplo de L.I.s de Viga Gerber LI de MS4 20

Exemplos de L.I.s de Viga Gerber LI de MS5 21

Exemplos de L.I.s de Viga Gerber LI de MS6 22

Exemplos de L.I.s de Viga Gerber LI de MS7 23

Exemplos de L.I.s de Viga Gerber LI de MS8 24

Exemplos de L.I.s de Viga Gerber LI de MS9 25

Exemplos de L.I.s de Viga Gerber LI de MS10 26

Exemplos de L.I.s de Viga Gerber LI de VS1 27

Exemplos de L.I.s de Viga Gerber LI de VS2 28

Exemplos de L.I.s de Viga Gerber LI de VS3 29

Exemplos de L.I.s de Viga Gerber LI de VS4 30

Exemplos de L.I.s de Viga Gerber LI de VS5 31

Exemplos de L.I.s de Viga Gerber LI de VS6 32

Exemplos de L.I.s de Viga Gerber LI de VS7 33

Exemplos de L.I.s de Viga Gerber LI de VS8 34

Exemplos de L.I.s de Viga Gerber LI de VS9 35

Exemplos de L.I.s de Viga Gerber LI de VS10 36

Exemplos de L.I.s de Viga Gerber LI de RB 37

Exemplos de L.I.s de Viga Gerber LI de RD 38

Exemplos de L.I.s de Viga Gerber LI de RF 39

Exemplos de L.I.s de Viga Gerber LI de RG 40

Exemplos de L.I.s de Viga Gerber LI de RJ 41

Exemplos de L.I.s de Viga Gerber LI de RK 42

FIM 43

Exercício 11.1 Trace as linhas de influência de MS1, MS2, QS1 e QS2 e calcule o máximo e o mínimo momento fletor e o máximo e o mínimo esforço cortante, que podem ocorrer em cada seção, mediante a aplicação do trem-tipo indicado: 44

Exercício 11.2 Trace as linhas de influência de MS1, MS2, QS1 e QS2; calcule e indique quais os piores casos de momento fletor positivo e negativo e esforço cortante (sem considerar sinal) para ambas seções: 45

Exercício 11.3 Trace as linhas de influência de momento fletor e esforço cortante para todas as seções indicadas e aplique o trem-tipo esboçado calculando: a) o máximo momento fletor das seções 1 e 3; b) o mínimo esforço cortante das seções 1 e 2; 46

Exercício 11.4 Trace as linhas de influência de: a) Momento Fletor para S1 e S3; b) Esforço Cortante para S2 e S3; Calcule, considerando a aplicação do trem tipo indicado: c) Qual o mínimo momento fletor que a seção S1 sofrerá. d) Qual o máximo momento fletor que a seção S3 sofrerá; e) Qual o máximo cortante (em módulo) que a seção S2 sofrerá; 47

Exercício 11.5 Para a Viga Gerber abaixo: a) Trace a Linha de Influência de Momentos Fletores para a Seção S1; b) Trace a Linha de Influência de Esforços Cortantes para a Seção S2; c) Determine o Mínimo Momento Fletor que pode ocorrer na Seção S1; d) Determine o Máximo Momento Fletor que pode ocorrer na Seção S1; e) Determine o Mínimo Esforço Cortante que pode ocorrer na Seção S2; f) Determine o Máximo Esforço Cortante que pode ocorrer na Seção S2; 48