Imuno-fármaco-nutrição



Documentos relacionados
ETIOLOGIA. Alcoólica Biliar Medicamentosa Iatrogênica

Manejo da Diarréia no Paciente Crítico

A DESNUTRIÇÃO DO PACIENTE ONCOLÓGICO

CICATRIZAÇÃO Universidade Federal do Ceará Departamento de Cirurgia Hospital Universitário Walter Cantídio

COMPOSIÇÃO DISTRIBUIÇÃO ENERGÉTICA PROT* 24% CH** 53% LIP*** 23% RECOMENDAÇÃO

Perder Gordura e Preservar o Músculo. Michelle Castro

PROJETO DE LEI Nº, DE 2014

Disciplina: FISIOLOGIA CELULAR CONTROLE DA HOMEOSTASE, COMUNICAÇÃO E INTEGRAÇÃO DO CORPO HUMANO (10h)

Nutrição parenteral no adulto

Necessidades Nutricionais Antes, Durante e Depois do Exercício

M E T B O L I S M O CATABOLISMO ANABOLISMO

REGISTRO: Isento de Registro no M.S. conforme Resolução RDC n 27/10. CÓDIGO DE BARRAS N : (Frutas vermelhas) (Abacaxi)

Os profissionais de enfermagem que participam e atuam na Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional, serão os previstos na Lei 7.498/86.

DIA (TERÇA-FEIRA) GRAND AUDITÓRIO 08H50 09H20 CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE ABERTURA O IMPACTO DE METAGENÔMICA NA SAÚDE E NA DOENÇA

A importância da Albumina Sérica no processo de cicatrização de feridas

Tocar, Nutrir e Cuidar

Uso de nutrição parenteral em câncer: Como e quando? Valéria Abrahão vavaabrahao@gmail.com Blog: eternuemtn.org Facebook: Eternu

FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM II. Nutrição Enteral Profª.Enfª:Darlene Carvalho

TERAPIA NUTRICIONAL NUTRIÇÃO ENTERAL

Biomassa de Banana Verde Integral- BBVI

TABELA DE EQUIVALÊNCIA Curso de Odontologia

Imagens A) Desnutrido crônico: abdome globoso, rarefação de pêlos, perda de massa muscular, estado mental alterado.

DIABETES E CIRURGIA ALVOS DO CONTROLE GLICÊMICO PERIOPERATÓRIO

Módulo 4: NUTRIÇÃO. Por que a boa nutrição é importante para o bebê? Qual o melhor leite para eles? Como monitorar o crescimento dos recém-nascidos?

Terapia Nutricional e Imunomoduladora em Pacientes com Câncer e Caquexia

Grau A de evidência: a escolha completa da fórmula

Sybelle de Araujo Cavalcante Nutricionista

Metabolismo de Aminoácidos. Degradação de Proteínas a Aminoácidos. Degradação de Proteínas e Aminoácidos. - glicemia = de glucagon e TNF

Profa. Susana M.I. Saad Faculdade de Ciências Farmacêuticas Universidade de São Paulo

5.1 Doenças do esôfago: acalasia, esofagite, hérnia hiatal, câncer de cabeça e pescoço, câncer de esôfago, cirurgias

Trato Digestivo do Suíno

Proteína: digestibilidade e sua importância na produção. Fabrizio Oristanio (Biruleibe)

Hormonas e mensageiros secundários

Orientação Nutricional: O que pode influenciar no tratamento do paciente oncológico.

NUTRIÇÃO CCEX. Universidade de São Paulo Residência em Área Profissional da Saúde: Nutrição Clínica em Gastroenterologia JANEIRO/2016

Centro de Estudos de Fisiologia do Exercício CEFE UNIFESP / EPM

Reparo, formação de cicatriz e fibrose. Prof. Thais Almeida

Lipídios. Dra. Aline Marcellini

ÍNDICE BRAVEWHEY WHEY PROTEIN BRAVEWK2 PRÉ-TREINO BRAVECARBUS CARBO AMINOBRAVE BCAA BRAVEPURE CREATINA GLUTABRAVE L-GLUTAMINA OXYBRAVE TERMOGÊNICO

Contribuições da Consulta Pública sobre Agente imunomodulador (Impact ) para uso no pré-operatório - CONITEC

FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO I BIOENERGÉTICA: CICLO DE KREBS

Confira a lista dos 25 melhores alimentos para emagrecer:

Infermun em parvovirose canina

EXERCÍCIO E DIABETES

Recuperação. Células tecidos órgãos sistemas. - As células são as menores unidades vivas e são formadas por três regiões:

Função orgânica nossa de cada dia. Profa. Kátia Aquino

Pós operatório em Transplantes

UNIVERSI DADE CATÓLI CA DE PERNAMBUCO UNICAP PRÓ REI TORI A DE ENSI NO, PESQUI SA E EXTENSÃO PROESPE DEP ARTAMENTO DE BI OLOGI A / ESPAÇO EXECUTI VO

SUPORTE NUTRICIONAL EM ONCOLOGIA. Dra. Maria de Lourdes Lopes Capacci

TEMA: Dieta enteral de soja para paciente portadora de doença de Alzheimer e de adenocarcinoma gástrico.

ÓLEO DE CHIA REGISTRO:

23/03/2015. Moléculas orgânicas - Carboidratos

TABELA DE PREÇOS REFERENCIAIS DIETAS ENTERAIS

Células A (25%) Glucagon Células B (60%) Insulina Células D (10%) Somatostatina Células F ou PP (5%) Polipeptídeo Pancreático 1-2 milhões de ilhotas

Diagnóstico. Exame Laboratorial. Poliúria Polidpsia Polifagia

Fluxograma do Manejo da Estase

Valor nutricional da carne

Fisiologia da Nutrição na saúde e na Doença da Biologia Molecular ao Tratamento de R$389,00 por R$233,00

95% de água, 3% de substâncias orgânicas e 2% de sais minerais. uma secreção serosa outra secreção mucosa

Manejo pré-abate de aves

Nutrição Normal: Carboidratos. Histórico. Monossacarídeos. Características químicas Estrutura química

Jornal Especial Fevereiro 2013

INTERATIVIDADE FINAL EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDO E HABILIDADES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA AULA. Conteúdo: Treinamento e nutrição.

IMUNOCASTRAÇÃO. Universidade Estadual de Londrina Camila Lorena de Lucio 4º ano de Zootecnia.

PROTÉICO-CALÓRICACALÓRICA. Prof a. Dr a. Andréia Madruga de Oliveira Nutrição p/ Enfermagem 2009/2

NUTRIÇÃO ENTERAL HOSPITAL SÃO MARCOS. Heloisa Portela de Sá Nutricionista Clínica do Hospital São Marcos Especialista em Vigilância Sanitária

Abordagem Diagnóstica e Terapêutica da Diabete Melito Não Complicada em Cães

Professor Fernando Stuchi M ETABOLISMO DE C ONSTRUÇÃO

Síndrome do Intestino Curto

Prescrição Dietética


Aleitamento Materno Por que estimular?

VI CURSO DE ATUALIZAÇÃO EM DIABETES DIETOTERAPIA ACADÊMICA LIGA DE DIABETES ÂNGELA MENDONÇA

95% de água, 3% de substâncias orgânicas e 2% de sais minerais. uma secreção serosa outra secreção mucosa

Terapia Nutricional na Assistência Domiciliar

ALTERAÇÕES METABÓLICAS NA GRAVIDEZ

ANEXO. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Para candidatos que desejam entrar na 2ª etapa do curso

Unidade 1 Adaptação e Lesão Celular

Multi Star Adulto 15kg e 5kg

Capacidade de organizar os produtos da digestão usando a energia extraída dos mesmos produtos da digestão (REGULAÇÃO)

TICOS NO TRAUMA ABDOMINAL: Quando e como?

Índice EQUILIUBRIO HIDROELECTOLITICO E ÁCIDO BASE. Unidade I Princípios Básicos, 2. 1 Revisão do Equilíbrio Hidroelectrolítico, 3

Prof a. Ms. Francine Perrone CONDUTA NUTRICIONAL NO PACIENTE CRÍTICO

Ingredientes: Óleo de açaí e vitamina E. Cápsula: gelatina (gelificante) e glicerina (umectante).

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA BOVINOS LEITEIROS

FUNDAMENTOS DA NUTRIÇÃO CLÍNICA E COLETA FUNDAMENTOS DA NUTRIÇÃO CLÍNICA E COLETIVA

WORKSHOP PARTICULARIDADES NA DOENÇA RENAL CRÔNICA EM GATOS ADULTOS X IDOSOS

Disciplina de Fisiologia Veterinária. GH e PROLACTINA. Prof. Fabio Otero Ascoli

DIABETES MELLITUS. Prof. Claudia Witzel

Protocolo de Monitorização Neurológica

Eliane Petean Arena Nutricionista - CRN Rua Conselheiro Antônio Prado 9-29 Higienópolis Bauru - SP Telefone : (14)

Sistemas do Corpo Humano

PARECER COREN-SP 021/2013 CT. PRCI n Ticket nº

NUTRIÇÃO APLICADA À FARMÁCIA

é a quebra física dos alimentos através da mastigação e dos movimentos peristálticos.

COMPOSIÇÃO QUÍMICA CELULAR COMPOSTOS INORGÂNICOS: ÁGUA- SAIS MINERAIS COMPOSTOS ORGÂNICOS: CARBOIDRATOS

GH EM NEONATOLOGIA GH EM NEONATOLOGIA GH EM NEONATOLOGIA GH EM NEONATOLOGIA HIPOGLICEMIA NEONATAL HIPOGLICEMIA NEONATAL DOENÇA DA HIPÓFISE

EXERCÍCIOS RESISTIDOS. Parte I

Procedimento Operacional Padrão (POP) Divisão de Nutrição e Dietética. Atendimento de Nutrição nas Unidades de Internação

Transcrição:

O que é? Imuno-fármaco-nutrição Resposta imune Resposta imune versus nutrição Como minimizar a imunossupressão? Atitudes favoráveis Nutrientes imunomoduladores Prática clínica Trauma/cirurgia/estresse Câncer: Radioterapia/quimioterapia Perspectivas

Imuno-fármaco-nutrição Definição: A partir da terapia nutricional especializada, com acréscimo de nutrientes especiais (e/ou fornecimento de nutrientes em diferentes proporções) é possível exercer algum efeito terapêutico em órgãos e sistemas vitais (sistema imune, intestino, fígado, sistema respiratório) Senkal M, Kemen M, Homann HH, et al. Eur J Surg. 1995;161(2):115-22; Kudsk, 1992; Cerra, 1997

O que é? Imuno-fármaco-nutrição Resposta imune Resposta imune versus nutrição Como minimizar a imunossupressão? Atitudes favoráveis Nutrientes imunomoduladores Prática clínica Trauma/cirurgia/estresse Câncer: Radioterapia/quimioterapia Perspectivas

SEGURANÇA IMUNOLÓGICA

SEGURANÇA IMUNOLÓGICA

O que é? Imuno-fármaco-nutrição Resposta imune Resposta imune versus nutrição Como minimizar a imunossupressão? Atitudes favoráveis Nutrientes imunomoduladores Prática clínica Trauma/cirurgia/estresse Câncer: Radioterapia/quimioterapia Perspectivas

Desnutrição versus resposta imunológica a habilidade das células imunes em reconhecer o antígeno a ativação e multiplicação das células imunes capacidade fagocítica e citolítica altera composição de membranas e/ou de enzimas prejudica as interações cooperativas entre as várias células imunes

O que é? Imuno-fármaco-nutrição Resposta imune Resposta imune versus nutrição Como minimizar a imunossupressão? Atitudes favoráveis Nutrientes imunomoduladores Prática clínica Trauma/cirurgia/estresse Câncer: Radioterapia/quimioterapia Perspectivas

Atitudes favoráveis para a imunomodulação USAR O TRATO GASTROINTESTINAL (TGI) O MAIS PRECOCEMENTE POSSÍVEL (NUTRIÇÃO ENTERAL PRECOCE) cicatrização de feridas permeabilidade do trato gastrointestinal complicações tempo de hospitalização Beier-Holgersen R, Boesby S. Gut. 1996;39(96):833-5. Hasse JM, Blue LS, Liepa GU, et al. JPEN J Parenter Enteral Nutr. 1995;19(6):437-43.

Imuno-fármaco-nutrição UTILIZANDO O TGI Entendendo a barreira intestinal Nutrição enteral precoce Nutrientes imunomoduladores GLUTAMINA FIBRAS

Barreira gastrointestinal Aspectos físico-químico Ácido gástrico Sais biliares Peristalse Flora anaeróbica gastrointestinal Descamação epitelial Enzimas proteolíticas Martindale R. ASPEN, San Diego; 1999.

Barreira gastrointestinal Aspectos imunológicos G.A.L.T (tecido linfóide associado ao intestino) 25% da mucosa intestinal é tecido linfóide Imunoglobulina (Ig) 70-80% de todas as Igs são secretadas através da mucosa intestinal para o lúmen Kudsk. ASPEN, San Diego; 1999.

Terapia nutricional enteral precoce pós ressecção intestinal 70 60 50 40 30 20 10 0 N = 60 complic tot. complic.infec TIH Precoce Placebo Beier-Holgersen R, Boesby S. Gut. 1996;39(96):833-5.

O que é? Imuno-fármaco-nutrição Resposta imune Resposta imune versus nutrição Como minimizar a imunossupressão? Atitudes favoráveis Nutrientes imunomoduladores Prática clínica Trauma/cirurgia/estresse Câncer: Radioterapia/quimioterapia Perspectivas

Glutamina Fibras Arginina Nucleotídeo Nutrientes imunomodulares: Ácido graxo ômega-3 (relação w6:w3) Vitaminas (vit A, E, C, B6) Elementos traços (Se e Zn) Clin Nutr. 1997;16(Suppl 1):37-46.

Glutamina Importante substrato para a gliconeogênese Transporte inter-órgãos de carbono e nitrogênio Precursor dos nucleotídeos Essencial para a síntese protéica Susbtrato para a amoniogênese renal Estimula a síntese de glicogênio Regulador da síntese e hidrólise protéica Importante combustível metabólico para a rápida replicação celular Young & Stoll; 1998.

Bioquímica da glutamina músculo glutamina cérebro glutamina Intestino NH 4 fígado Alanina glicose uréia glutamina glutamina rim uréia NH 4

Glutamina Glutamina: glutamato + amônia (glutamina sintetase) Glutamina sintetase estimulada pelo cortisol (elevado no estresse) glutamato: participa da formação da alanina falta de glutamina sintetase limita síntese endógena de glutamina Mittendorfer B, Gore DC, Herndon DN, et al. JPEN J Parenter Enteral Nutr. 1999;23(5):243-50; discussion 250-2.

Glutamina Glutamina muscular de paciente grave é depletada 50 a 80% do normal não há preservação da glutamina muscular catabolismo protéico é 3 vezes maior que o normal Baixos níveis de glutamina muscular deve-se ao efluxo acelerado aumento da utilização da glutamina Mittendorfer B, Gore DC, Herndon DN, et al. JPEN J Parenter Enteral Nutr. 1999;23(5):243-50; discussion 250-2.

Fibras versus imunonutrição Insolúvel: massa fecal por reter água auxilia na normalização da função e estrutura intestinal a translocação bacteriana auxilia na regulação do tempo de trânsito intestinal

Solúvel: Fibras versus imunonutrição rápida e completamente fermentada pela microflora anaeróbica no ceco importante substrato na manutenção da função e estrutura colônica previne a atrofia da mucosa ileal e colônica estimula a proliferação da mucosa intestinal auxilia na regulação do tempo de trânsito intestinal (diarréia e obstipação) fonte energética para as bactérias colônicas geradas pelos ácidos graxos voláteis

Arginina síntese de colágeno (cicatrização) cicatrizaçã ção o de feridas resposta imune (modula funçã ção o do linfócito T) produçã ção o das células c T, NK, citocinas precursora do óxido nítricon Em animais: fl incidência ncia de tumor após s exposiçã ção o ao carcinógeno fl crescimento tumoral e metástases fl intervalo para regressão o da massa tumoral sobrevida Hasse J. ASPEN. San Diego; 1999

Arginina- Estudo experimental Estimulação de multiplicação de linfócitos 60 sem arginina suplementação de arginina 50 40 30 20 10 0 fitohemaglutinina concavalina A Nirgiotis JG, Hennessey PJ, Andrassy RJ. J Pediatr Surg. 1991;26(8):936-41.

Substrato l-arginina Vasodilatador Óxido nítrico Previne aderência e agregação plaquetária e de neutrófilos Previne a adesão destas células ao endotélio normal Regula a permeabilidade do endotélio Billiar TR. Ann Surg. 1995;221(4):339-49.

Óxido nítrico Diminui o risco de oclusão vascular após cirurgias vasculares Aumenta a síntese de óxido nítrico = participar do processo de reparação de vasos lesados. Importante para o sucesso da cirurgia cardíaca ou vascular Billiar TR. Ann Surg. 1995;221(4):339-49.

Arginina Arginina versus Enterócito luz intestinal Ornitina Poliaminas Controla a: multiplicação celular diferenciação celular sintetiza óxido nítrico modulador da resposta imunológica Líquido intracelular Cynober L. Gut. 1994;35(1 Suppl):S42-5.

Óxido nítrico & Enterócitos Modulador da permeabilidade intestinal Administração exógena de óxido nítrico: mantém a estrutura e função intestinal normais nas condições de endotoxemia; ; falência de múltiplos órgãos; isquemia/reperfusão Bloqueio de síntese de óxido nítrico: desarranjo na estrutura da mucosa intestinal e prejuízo nas suas funções Lara TM, Jacobs DO. Clin Nutr. 1998;17(3):99-105.

Nucleotídeos Unidades estruturais requeridas para a produção de DNA e RNA velocidade de crescimento e de retençã ção nitrogenada Importante para resposta imune celular maturaçã ção o e funçã ção o das células c T suscetibilidade à infecçã ção Battistella. ASPEN. San Diego; 1999. Hasse J. ASPEN. San Diego; 1999.

Nucleotídeos versus Enterócitos PURINAS NH2- da Glutamina, N2 e CO2, da Glicina e Aspartato PIRIMIDINAS (NH3; CO2, Aspartato, Glutamina) ribose e fosfato = glicose e ATP PRODUÇÃO ENDÓGENA (síntese de novo- via Aa e outras pequenas moléculas) ALIMENTAÇÃO Grimble GK. GUT. 1994;35(1 Suppl):S46-51.

Nucleotídeos & Recuperação intestinal integridade da barreira intestinal concentraçã ção o de RNA e DNA + proteína intestinal atividade enzimática das bordas em escova NPT suplementada com nucleotídeo combinada ou não n o com glutamina:» altura; peso e massa, proteína e RNA da vilosidade jejunal» maltase e sacarase da borda em escova Grimble GK. GUT. 1994;35(1 Suppl):S46-51.

FONTE CALÓRICA LÍPIDES AÇÃO IMUNO MODULADORA

AGE Produção de Energia Ácido graxo MEMBRANA CELULAR Síntese de Eicosanóides

COMPOSIÇÃO DA MEMBRANA CELULAR W-6 W-6 W-6 W-6 W-6 CONVERSA CÉLULA-CÉLULA W-6 W-6 W-6 W-6 W-6

alfa 6 desaturase Ácido graxo w-6 cicloxigenase ácido aracdônico imunosupressão inflamação vasoconstrição

COMPOSIÇÃO DA MEMBRANA CELULAR W-6 W-3 W-6 W-3 W-6 CONVERSA CÉLULA-CÉLULA W-6 W-3 W-6 W-3 W-6

Ácido graxo w-3 Ácido alfa linolênico alfa 6 desaturase óleo de peixe cicloxigenase EPA DHA anti-plaquetário vasodilatador anti-inflamatório inflamatório

Composição de diferentes gorduras AG O. Soja O. Açafrão TCM O. Peixe O. Oliva 6:0 - - <2-8:0 - - 70-10:0 - - 30-12:0 - - <2-14:0 0,1 0,1-7,0 16:0 10,5 6,7-17,3 18:0 3,2 2,7-2,7 18:1 w-9 22,3 12,9-12,9 80,0 18:2 w-6 54,5 77,5-2,1 20,0 18:3 w-3 8,5 - - 0,9 20:5 w-3 - - - 12,8 22:6 w-3 - - - 8,7 Bell SJ, Mascioli EA, Bistrian BR, et al. J Am Diet Assoc. 1991;91(1)74-8.

Relação w3/w6 de diferentes fontes Alimento/fórmula W-3/W-6 Leite humano 1:8,1 Óleo de soja 1:6,7 Óleo de oliva 1:8,0 Óleo de peixe (10%) + soja (10%) 1:3 à 1:4 Óleo de peixe (10%) + TCM + TCL (10%) 1:2 à 1:3 Óleo de oliva (80%) + soja (20%) 1: 8,8 Pacientes críticos (recomendações) 1:2 à 1:4 Boudreau MD, Chanmugam PS, Hart SB, et al. Am J Clin Nutr. 1991;54(1):111-7.

Recomendações de lípides para a prática clínica Fornecer < 30% do VCT como emulsão o lipídica intravenosa Fornecer < 20% do VCT na sepse ou no paciente grave ou evitar oferta de lípides l quando TG > 400 mg/dl (na administraçã ção o contínua) nua) ou evitar oferta de lípides l quando TG > 250 mg/dl (4 horas após s a administraçã ção) Considerar lípides l advindos de medicamentos no total lipídico diário ASPEN Board Directors, November; 1998.

Recomendações gerais Óleo de Peixe pós-trauma suporte imunológico fase inicial da sepse doenças inflamatórias (colite, crohn) Efeito imunomodulador depende da quantidade e natureza do lípide da relação w-3/w-6w na emulsão lipídica AG monoinsaturados (w-9) são menos reativos para o sistema imune (neutro) Waitzberg DL. Congresso SBNPE, Fóz do Iguaçú; out. 1999.

O que é? Imuno-fármaco-nutrição Resposta imune Resposta imune versus nutrição Como minimizar a imunossupressão? Atitudes favoráveis Nutrientes imunomoduladores Prática clínica Trauma/cirurgia/estresse Câncer: Radioterapia/quimioterapia Perspectivas

Prática clínica Evitando a sobrecarga de calorias e nutrientes

Sugestão de cálculo calórico Paciente adulto em situação de estresse Kcal/Kg/dia Situação clínica 20-22 Obesidade mórbida* 22-25 Marasmo 25-27 Cirurgia não complicada; doença crônica 27-30 Sepse, trauma 30-33 Trauma ortopédico 30-35 Queimaduras (< 30%), anabolismo * (peso atual - ideal) x 0,25 + peso ideal = peso ideal ajustado Ogawa. ASPEN, San Diego; 1999.

Sugestão de cálculo protéico Paciente adulto g/kg/dia Situação clínica 0,8-1,0 Adulto saudável, sem estresse 1,0-1,1 Idoso, sem estresse 1,2-1,5 Recuperação do estresse metabólico 0,8-1,5 Falência renal aguda; aumentar segundo tolerância 1,5-1,8 Trauma, sepse, estresse metabólico, pósoperatório 1,7-2,0 Queimaduras < 50%, estresse severo 2,0-2,5 Queimaduras > 50%, perdas protéicas exógenas Ogawa. ASPEN, San Diego; 1999.

Resultados - complicações infecciosas Imunomodulação após trauma grave 60 imunomoduladora padrão controle 50 40 30 20 p < 0,05 p < 0,05 10 0 Kudsk KA, Minard G, Croce MA, et al. Ann Surg. 1996(4):531-43; discussion 540-3.

Resultados - complicações infecciosas Imunomodulação após trauma grave 160 140 120 100 80 60 40 20 0 imunomoduladora Padrão Controle p = 0,1 NS gastos hospitalares Kudsk KA, Minard G, Croce MA, et al. Ann Surg. 1996(4):531-43; discussion 540-3.

Análise de custo em UTI Dieta imunomoduladora em pacientes graves N=398 20 15 10 5 0-5 -10-15 -20-25 -30 tempo UTI p = 0,02 p = 0,03 p = 0,007 p = 0,02 Tempo hosp. Vent.mec Impact Controle Custo direto/pac (%) Atkinson S, Sieffert E, Bihari D. Crit Care Med. 1998;26(7):1164-72.

Imunonutrição em pacientes graves: uma revisão dos resultados clínicos Metanálises de 15 estudos randomizados,, controlados, comparando pacientes recebendo dieta enteral padrão versus dieta imunomoduladora (Impact( Impact) Amostra = 1557 doentes graves Resultados: taxa de infecçã ção (p < 0,006) Conclusões: dias de ventilaçã ção o mecânica (p = 0,04) tempo de internaçã ção o = -2,9 dias (p = 0,0002) Os benefícios da dieta imunomoduladora são o mais pronunciados nos pacientes cirúrgicos, rgicos, embora positivo em todos os grupos. A diminuiçã ção o do tempo de internaçã ção o hospitalar e infecçã ção tem importantes significados no custo do tratamento. Beale RJ, Bryg DJ, Bihari DJ. Crit Care Med. 1999;27(12):2799-805.

Dieta enteral imunomoduladora reduz mortalidade e episódios de bacteremia em pacientes sépticos em UTI 35 30 Impact Controle N = 181 25 20 15 10 5 0 bacteremia infecção hospitlar mortalidade Galban C, Montejo JC, Mesejo A, et al. Crit Care Med. 2000;28(3):643-8.

Resultados Imunomodulação precoce pré + pós operatória em pacientes cirúrgicos (dias 1, 1, 5 e 10) 180 160 140 120 100 80 60 40 20 0 P < 0,05 P < 0,05 ns ns IgA (dia10) linf.t ativados (dia1) Linfócitos T (dia 1) Impact padrão Linfócitos T (dia 5) ns - não significativo Senkal et al. Clinical Nutrition 16(supp2):41,1997

Imunomodulação pré-operatória: estudo randomizado, duplo-cego, pacientes c/ c/ câncer TGI fase III III 35 30 p = 0,02 N = 206 Impact Controle 25 20 15 p = 0,01 10 5 0 Complic. Inf. T.I. Hosp. Braga M, Gianotti L, Radaelli G, et al. Arch Surg. 1999;134(4):428-33.

O que é? Imuno-fármaco-nutrição Resposta imune Resposta imune versus nutrição Como minimizar a imunossupressão? Atitudes favoráveis Nutrientes imunomoduladores Prática clínica Trauma/cirurgia/estresse Câncer: Radioterapia/quimioterapia Perspectivas

TN no paciente gravemente enfermo Comentários finais Identificar precocemente o risco nutricional Preferir a TNE à TNP Considerar a indicação de nutrientes específicos Evitar o excesso de calorias e nutrientes Emulsão lipídica via parenteral < 30% VCT (TCL) Lípides via enteral 40% (TCL) Controlar glicemia < 200 mg/dl Martindale R. ASPEN, Orlando, 1998

Consenso sobre Imunonutrição em Terapia Enteral JPEN J Parenter Enteral Nutr.. 2001;25: (2Suppl):S61-3.

Recomendações gerais Seleção de Pacientes Pacientes que devem receber nutrição enteral precoce com fórmula imunomoduladora pacientes submetidos a cirurgia eletiva Gastrointestinal moderada ou gravemente desnutridos Pós-trauma (escore de gravidade 18) ou pós-p trauma abdominal (índice( do trauma 20) JPEN J Parenter Enteral Nutr. 2001;25: (2Suppl):S61-3.

Quem mais pode se beneficiar Cirurgia eletiva reconstrução de aorta + DPOC (previsão de dependência de ventilação mecânica) cirurgia de cabeça e pescoço + desnutrição neurológica (escala de coma Glasgow < 8) queimaduras ( ( 30%; 3º 3 grau) com dependência ncia (ou risco) de ventilaçã ção o mecânica paciente com alto risco de morbidade infecciosa JPEN J Parenter Enteral Nutr. 2001;25: (2Suppl):S61-3.

Não são candidatos à TN imunomoduladora Todos os que estão com possibilidades de TN oral ad libitum dentro de 5 dias do pós- operatório/evento Está em UTI por razões de monitoramento apenas Obstrução Intestinal distal Ressuscitação incompleta ou hipoperfusão esplênica Hemorragia digestiva superior JPEN J Parenter Enteral Nutr. 2001;25: (2Suppl):S61-3.

Função imune pós-operatória 120 100 Ativação das células T 80 60 40 20 0 Pré-op Op Dia 1 Dia 4 Dia 7 Adapted From: Daly JM, Reynolds J, Thom A, et al. Ann Surg. 1988;208(4):512-23.

Função imune pós-trauma/estresse TNE precoce fl Redução infecção nosocomial Adapted from: Moore FA. JPEN J Parenter Enteral Nutr. 2001;25(2 Suppl):S36-42; discussion S42-3.

Quando começar a TN com fórmula imunomoduladora? Sempre que possível, iniciar antes do evento desencadeante da resposta imunossupressora Cirurgia eletiva de grande porte: preparo nutricional imunomodulador 5 a 7 dias antes da cirurgia eletiva Jejunostomia intra-operatória para TNE precoce imunomoduladora no pós-operatório JPEN J Parenter Enteral Nutr. 2001;25: (2Suppl):S61-3.

Quanto e por quanto tempo ofertar fórmula imunomoduladora? Quanto? 1200 a 1500 Kcal ou 50 a 60% das necessidades nutricionais Por quanto tempo? Mínimo: 5 dias Máximo:» 10 dias» até a saída da UTI» até redução significativa do risco ou da complicação infecciosa Indicador laboratorial: proteína C-reativa; fibronectina; ; pré-albumina JPEN J Parenter Enteral Nutr. 2001;25: (2Suppl):S61-3.

Tolerância de formulação imunomoduladora Cuidados: evitar o excesso (hiperalimentação( hiperalimentação) acompanhar a capacidade absortiva e metabólica do paciente posicionamento da sonda (gástrica, preferencialmente) decúbito elevado (30 a 45 ) avaliação do residual gástrico (< 200ml) JPEN J Parenter Enteral Nutr. 2001;25: (2Suppl):S61-3.

Tolerância de formulação imunomoduladora Intolerâncias : Significativa distensão; refluxo gástrico ou outros sinais de obstrução: interromper Diarréia: observar antibióticos; osmolalidade de medicamentos; anti-ácidos à base de magnésio Suplementação de fibras é apropriada em muitos casos JPEN J Parenter Enteral Nutr. 2001;25: (2Suppl):S61-3.

Caminhos difíceis

Recomendações Nutricionais do Paciente Grave

Eventos que levam ao estresse metabólico: Trauma Inflamação Infecção Necrose Desnutrição

Resposta metabólica em pacientes críticos: consumo de O 2 taquicardia temperatura corpórea hiperventilação SIRS/sepse/FMO morbidade e mortalidade

Intervenção nutricional TNE precoce Nutrientes farmacológicos

Recomendações: Pacientes graves beneficiam-se da TNE precoce Evitar sobrecarga de calorias e nutrientes Observar tipos, quantidades de nutrientes imunomoduladores para garantir os benefícios de redução das complicações, tempo de internação e custo do tratamento