Cobertura e Codificação

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Transcrição:

Teste do Pezinho Cobertura e Codificação No ROL da ANS ( RN 387) vigente atualmente, temos cobertura prevista para: TUSS DESCRITIVO 40312160 Teste do pezinho básico(inclui TSH neonatal + fenilalanina + eletroforese de Hb para triagem de hemopatias) Identifica, no Estado de São Paulo, as seguintes doenças: Fenilcetonúria, Hipotireoidismo Congênito, Fibrose Cística, Anemia Falciforme e demais Hemoglobinopatias, Hiperplasia Adrenal Congênita e Deficiência de Biotinidase. TUSS DESCRITIVO 40312178 Teste do pezinho ampliado (Inclui TSH neonatal + 17 OH progesterona + fenilalanina + Tripsina imunoreativa + eletroforese de Hb para triagem de hemopatias) Além do que se detecta no teste Básico, inclui mais quatro diagnósticos: Deficiência de G-6-PD, Galactosemia, Leucinose e Toxoplasmose Congênita. Existem ainda outras triagens (Testes do Pezinho) que não possuem cobertura prevista pelo plano de saúde, uma vez que não constam do ROL da ANS ( RN 387) vigente : Teste do Pezinho SUPER: é o único a triar 48 doenças e um dos mais completos testes de Triagem Neonatal. Ele inclui em seu painel, além das dez doenças identificadas nos Testes do Pezinho Básico mais 38 outros diagnósticos. Teste do Pezinho para SCID e AGAMA: detecta um grupo de doenças genéticas graves nas quais não há produção de células de defesa T e/ou B, nem de anticorpos protetores. O teste pode ser realizado associado a qualquer dos testes acima ou a critério médico.

Fundamentos Técnicos Sobre a Triagem Neonatal: Fonte: MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Atenção Especializada e Temática 2016 bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/triagem_neonatal_biologica_manual_tecnico.pdf A triagem neonatal a partir da matriz biológica, teste do pezinho, é um conjunto de ações preventivas, responsável por identificar precocemente indivíduos com doenças metabólicas, genéticas, enzimáticas e endocrinológicas, para que estes possam ser tratados em tempo oportuno, evitando as sequelas e até mesmo a morte. Além disso, propõe o gerenciamento dos casos positivos por meio de monitoramento e acompanhamento da criança durante o processo de tratamento. O Programa Nacional de Triagem Neonatal - PNTN, criado em 6 de junho de 2001, é considerado um programa de grande importância nacional e de sucesso no Sistema Único de Saúde por contemplar os princípios e diretrizes fundamentais do SUS, uma vez que: É um programa de grande abrangência, tendo atingido no ano de 2014 mais de 84% de cobertura dos nascidos vivos brasileiros na rede pública; Está implantado em todos os estados brasileiros, sendo coordenado pelas Secretarias de Estado da Saúde e operacionalizado pelas Secretarias Municipais de Saúde; Privilegia os princípios da universalidade, equidade, integralidade, preservação da autonomia e igualdade da atenção à saúde; Tem a Atenção Básica como porta de entrada preferencial no sistema de saúde; Está inserido nas Redes de Atenção à Saúde - RAS, com destaque para a Rede Cegonha e a Rede de Cuidado à Pessoa com Deficiência; As pessoas com distúrbios e doenças detectadas são acompanhadas por equipes multidisciplinares em serviços especializados, visando a sua saúde integral, redução da morbimortalidade e melhoria da qualidade de vida. Legislação O Estatuto da Criança e do Adolescente, no inciso III, do Art. 10, da Lei n.º 8.069, de 13 de julho de 1990, estabeleceu que: [...] Os hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde de gestantes, públicos e particulares, são obrigados a [...] proceder a exames visando ao diagnóstico e terapêutica de anormalidades no metabolismo do recém-nascido, bem como prestar orientação aos pais [...].

A Portaria GM/MS nº 822, de 6 de junho de 2001, instituiu, no âmbito do Sistema Único de Saúde SUS, o PNTN, que estabelece ações de triagem neonatal em fase pré-sintomática em todos os nascidos vivos, acompanhamento e tratamento das crianças detectadas nas redes de atenção do SUS. As doenças que integraram o PNTN naquele momento foram: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias e fibrose cística. A Portaria GM/MS nº 2.829, de 14 de dezembro de 2012, incluiu a triagem neonatal para hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase no escopo do programa.

Requisitos para coleta de material do RN: JEJUM: Não há necessidade de jejum para a realização da coleta. IDADE MÍNIMA: A idade da criança no momento da coleta é um fator restritivo na triagem da Fenilcetonúria. Crianças com menos de 48 horas de vida ainda não ingeriram proteína suficiente para serem detectadas de forma segura na triagem da Fenilcetonúria. Nesses casos, poderíamos encontrar falsos resultados normais. Amostras com menos de 48 horas de vida poderão ser coletadas, mas a triagem da Fenilcetonúria não será realizada. Nova coleta deverá ser agendada. Se a maternidade optar por não coletar a amostra, a família deverá ser orientada a levar a criança a um local de coleta na primeira semana de vida do bebê. Nesses casos, o responsável pela criança deve assinar o comprovante de impossibilidade de coleta. PREMATURIDADE E TRANSFUSÃO: Prematuridade e transfusão são fatores restritivos na triagem da Anemia Falciforme e outras Hemoglobinopatias. A amostra deverá ser coletada da forma habitual para a triagem das outras doenças e nova coleta deverá ser realizada após 90 dias do nascimento. A coleta ao redor do sétimo dia de vida, para prematuros internados, pode ser considerada. GEMELARIDADE: Coleta de amostras de gêmeos devem ser realizadas com a máxima atenção para que não haja troca na identificação das crianças nas respectivas amostras. USO DE MEDICAMENTOS: Uso de medicamentos e presença de doenças não é fator restritivo para coleta de amostras. Sugerimos informar apenas crianças com antecedentes familiares das doenças que estão sendo triadas: Fenilcetonúria, Hipotireoidismo Congênito, Anemia Falciforme e outras Hemoglobinopatias e Fibrose Cística, relatando grau de parentesco. INTERNAÇÃO: Crianças que permanecem internadas por algum tempo após o nascimento, poderão ter a coleta protelada até que estejam em melhores condições para a coleta. Esse período não deve ultrapassar os 30 dias de vida da criança. Nesses casos, favor informar sucintamente as condições clínicas da criança, para melhor avaliação e interpretação dos resultados da triagem. PACIENTES DE UTI NEONATAL: O aumento da sobrevida de pacientes em UTI neonatal é um desafio para a Triagem Neonatal, pois algumas situações especiais podem aumentar o risco de falsos positivos ou negativos nos testes de triagem.

Quadro I - Condições Maternas Que Afetam A Triagem Neonatal: Quadro II - Condições que afetam a triagem neonatal nos recém-nascidos retidos

Quadro III - Tratamentos que Afetam a triagem neonatal de recém nascidos retidos

Quadro IV - Fatores que podem influenciar no resultado da triagem neonatal em recém-nascidos

Quadro V - Recomendações para a coleta de amostras, segundo peso e idade gestacional. Quadro VI - Recomendações para a coleta de amostras em crianças transfundidas. Seria muito útil reunir esses esforços para que possamos continuar desenvolvendo tratamentos melhores e que causem menos morbidade para nossos pacientes com câncer pediátrico e incluir a moderna radioterapia baseada em fótons.