Administração Pública Sumário Aula 1- Características básicas das organizações formais modernas: tipos de estrutura organizacional, natureza, finalidades e critérios de departamentalização. Aula 2- Processo organizacional: planejamento, direção, comunicação, controle e avaliação. Aula 3- Administração Pública: Estrutura e Funcionamento. Aula 4- Princípios básicos da administração pública: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência, entre outros. Aula 5- A probidade na administração pública. Pessoas alcançadas pela Lei da Improbidade Administrativa. Aula 6 - A responsabilidade do servidor público. Aula 7 - Princípios de Ética e Cidadania Aula 8- Atendimento no Serviço Público Aula 9- Saúde e Qualidade de Vida no Trabalho Aula 10- Atendimento de qualidade eficiência, eficácia e efetividade Aula 11- O Papel do Atendente: perfil, competências, postura profissional Aula 12- A Reforma e Revitalização do Estado Aula 13 - Processo decisório: técnicas de análise e solução de problemas; fatores que afetam a decisão; tipos de decisões. Aula 14. Gestão de pessoas: estilos de liderança; gestão por competências; gestão de conflitos; trabalho em equipe; motivação. Aula 15. Comunicação organizacional: habilidades e elementos da comunicação. Aula 16. Gestão da informação e do conhecimento Aula 17. Higiene e Segurança do Trabalho Aula 18. Delegação de Poderes Aula 19. Racionalização do Trabalho Aula 20. Comportamento Organizacional Aula 21. Legislação: Constituição da República Federativa do Brasil: dos Direitos e Garantias Fundamentais (dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos) Bibliografia
Aula 1- Características básicas das organizações formais modernas: tipos de estrutura organizacional, natureza, finalidades e critérios de departamentalização. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL - É o arcabouço que, formal ou informalmente, estabelece as relações de hierarquia, o agrupamento e distribuição das atividades, definindo as relações interpessoais, bem como a coordenação entre os diversos setores de uma organização. - Componentes-chave da Estrutura: DRAC a) Sistema de Decisão: delineia a natureza das decisões, os responsáveis por elas e as metodologias para tomá-las. b) Sistema de Responsabilidades: distribuição das atividades nas organizações c) Sistema de Autoridade: distribuição de poder dentro das organizações. O direito de dar ordens, conferido ao ocupante de determinado cargo. d) Sistema de Comunicação: Estabelece a forma de integração entre as diversas unidades da organização. - A ESTRUTURA FORMAL é representada pelo organograma da empresa, seus estatutos, leis, formação. É o próprio estatuto da empresa, sendo estático e criando a autoridade formalmente estabelecida. Já a ESTRUTRA INFORMAL, não é visível e representa a rede de relações sociais existentes em uma empresa. Desenvolve-se espontaneamente e não aparecem no organograma. Complementa a Estrutura formal, proporcionando maior rapidez na comunicação e processo decisório, motivando e integrando as pessoas. Pode ocasionar dificuldade de controle, bem como o surgimento de atrito entre as pessoas. A Moderna Administração busca a conciliação da estrutura formal e informal. - AUTORIDADE é o direito formal e legítimo de tomar decisões, ditar ordens, requerer obediência e alocar recursos, podendo ser formal ou informal, enquanto a RESPONSABILIDADE é o dever de realizar a tarefa ou atividade que um funcionário recebeu. Dentro desses conceitos é importante delimitar que HIERARQUIA é um mecanismo de coordenação que define as relações de supervisão existentes em uma organização ou que define a quem cada indivíduo deve se reportar, delimitada pela CADEIA DE COMANDO. Nesse sentido, a UNIDADE DE COMANDO enfatiza que um subordinado reporta-se a um superior
específico e determinado. Quando, ao contrário, há uma linha de autoridade que inclui todos os funcionários de uma organização, fala-se de PRINCÍPIO ESCALAR. Já a AMPLITUDE DE CONTROLE significa o número de subordinados que devem se reportar a um único administrador ou o número máximo de subordinados que um único líder é capaz de comandar. Quanto maior a amplitude, maior o número de pessoas subordinadas e menor o número de supervisores, diminuindo assim o controle. - Ao se definir a estrutura organizacional e os arranjos departamentais utilizados, precisa-se levar em conta a ESPECIALIZAÇÃO ou DIFERENCIAÇÃO e a INTEGRAÇÃO. Quanto maior a diferenciação em uma organização, mais e melhores devem ser os mecanismos de coordenação e integração para o alcance dos objetivos organizacionais. - Nas organizações burocráticas teremos estruturas mais verticalizadas, com vários níveis hierárquicos, enquanto que nas pós-burocráticas, teremos estruturas achatadas, horizontalizadas. - Segundo Burns e Stalker, de acordo com a teoria da contingência, as organizações podem ainda ser classificadas em MECÂNICAS e ORGÂNICAS. SISTEMA DE RESPONSABILIDADES: Atividades de Linha (COMANDO: autoridade formal para dirigir e controlar os subordinados imediatos) e atividades de Assessoria ou STAFF (ACONSELHAMENTO: direito de advertir, recomendar e aconselhar na área de conhecimento dos especialistas) - Há nas organizações, dois tipos de especialização, a vertical e a horizontal, sendo essa ultima voltada aos componentes das tarefas e às suas especificações (responsabilidades pelas TAREFAS). - DEPARTAMENTALIZAÇÃO: Processo pelo qual as unidades são agrupadas em unidades maiores e assim sucessivamente até o topo da organização. É a forma como se divide as tarefas em departamentos, definindo assim as responsabilidades. a) Departamentalização Funcional: Agrupamento de tarefas de acordo com as funções principais desenvolvidas, guiadas por especialistas em determinada função. É ideal para ambientes estáveis, pois possui pouca flexibilidade. Tem como vantagens agrupar especialistas sob uma chefia comum, utilização máxima das habilidades funcionais das pessoas, simplificando o treinamento, permitindo a economia de escala pela utilização integrada de pessoas, máquinas e produção em massa. Já como desvantagens, há a redução da cooperação
interdepartamental, sendo pouco flexível, não se adequando a situações imprevisíveis ou mutáveis, focando nas especialidades em detrimento dos objetivos globais da empresa. b) Departamentalização por Produtos ou Serviços: Divide a empresa em unidades de produção, envolvendo diferenciação e agrupamento das atividades. Assim, o departamento é avaliado pelo sucesso do produto ou serviço, facilitando a inovação, bem como a coordenação e cooperação interdepartamental pela busca do produto, sendo flexíveis e adaptáveis. Ela aumenta os custos operacionais, provocando duplicação de recursos, enfatizando a coordenação em detrimento da especialização, sendo portanto contra-indicada para ambientes estáveis. c) Departamentalização Geográfica: Ênfase na cobertura geográfica e orientação para o mercado. O desempenho organizacional pode acompanhar variações regionais e locais sem grandes problemas, facilitando ações mais rápidas, bem como fatores de influência e problemas para tomada de decisões. Porém, deixa a coordenação sem segundo plano, devido ao auto grau de autonomia colocado nas regiões ou filiais, podendo haver duplicação de instalações e pessoas, sendo que ocorre principalmente nas áreas de marketing e produção, tornando outras áreas secundárias. d) Departamentalização por Clientes: Tem foco no mercado e são agrupadas de acordo com o tipo de cliente (sexo, idade, nível socioeconômico, etc). É importante quando a satisfação do cliente é o aspecto mais crítico e quando os grupos de clientes apresentam acentuadas discrepâncias, porém pode deixar acessórias as demais atividades devido a elevada preocupação com o cliente. e) Departamentalização por Processo: Segue o processo produtivo, sendo que cada departamento é responsável por uma etapa do ciclo de produção, tendo o foco voltado para a tecnologia utilizada. Procura extrair vantagens econômicas oferecidas pela própria natureza do equipamento ou da tecnologia, porém, quando o desenvolvimento intenso altera o processo produtivo, torna-se ineficaz pela falta de flexibilidade e adaptação. f) Departamentalização por Projetos: Agrupamentos de acordo com as saídas e resultados (outputs) relativos a um ou vários projetos da empresa, sendo temporários, sendo a estrutura muito mais flexível, uma vez que é alterada a cada novo projeto. Concentra diferentes recursos em determinada atividade complexa, com prazos, início e limites de tempo para finalizar, sendo voltada para os resultados, criando motivação nos envolvidos que têm ideia do conjunto. Pode haver desperdício de tempo entre o fim de um projeto e início de outro.
Estruturas Organizacionais: Correspondem à visão da organização como um todo e sua relação com os vários departamentos e subdivisão. Influencia a Estratégia organizacional e é influenciada por ela. Por sua vez, tem influência da cultura, pode afetar o clima, a comunicação será pautada por ela, bem como os processos de controle e direção. São seus tipos básicos: - LINEAR: Possui unidade de comando, sendo considerada a mais simples e antiga estrutura, adotada pelas organizações que estão começando a se estruturar. Tem formato piramidal, centralização, linhas rígidas de comunicação e especialização vertical. - FUNCIONAL: Agrupa especialistas sob uma chefia comum, Separa o planejamento da execução com autoridade funcional ou dividida. Possui especialização, linhas diretas de comunicação e descentralização. - LINHA-STAFF: Combina a estrutura linear e a funcional, predominando a primeira com linhas formais e diretas de comunicação. Há nela a separação entre órgãos operacionais e de apoio, mantendo a hierarquia sem perder a especialização. Departamentalização é uma divisão do trabalho em termos de uma diferenciação entre os diversos e diferentes tipos de tarefas executados pelos órgãos. Natureza A departamentalização tem por natureza dividir-se em unidades as grandes áreas da Empresa. Assim criam-se diversas espécies (naturezas) de departamentalização (superintendências, diretorias, departamentos, divisões, setores, seções) Finalidade Segundo o Chiavenato, A finalidade da departamentalização não é a estrutura rígida e equilibrada em termos de níveis e sim grupar atividades de maneira que melhor contribuam para obtenção dos objetivos específicos da organização. Princípios da Departamentalização; a) Princípio do maior uso; b) Princípio do maior interesse; c) Princípio da separação do controle; d) Princípio da supressão da concorrência.
Os critérios para Departamentalização, segundo FARIA (1994) são: a) Por função ou atividades similares; b) Por produtos ou serviços; c) Por localização geográfica; d) Por clientes; e) Por processo